Unhas perfeitas, trabalhadores doentes
O artigo expõe os riscos para a saúde e as condições de
trabalho injustas vividas por trabalhadores em salões de beleza.
Algumas substâncias químicas usadas em produtos para unhas
têm sido associadas alguns tipos de câncer, abortos, doenças pulmonares e
outras doenças, mas indústria tem dificultado a sua regulamentação.
Cada vez que uma cliente abria a porta de vidro do salão em
Ridgewood, Queens, onde Nancy Otavalo trabalhava, um alegre coro de todas as
manicures ecoava: "Escolha uma cor!"
Nancy Otavalo, uma imigrante equatoriana de 39 anos, quase
sempre sentava na primeira mesa. Durante o corte e lixamento de unhas, ela
falava de seu bebê, que estava começando a andar, ou seu filho robusto de nove
anos. Mas ela nunca mencionou outro bebê que sonhou em ter, mas que perdeu no
ano passado por causa de um aborto espontâneo..
Na segunda mesa
estava Monica A. Rocano, 30, que, algumas vezes trazia sua filha, mas as
clientes nunca conheceram seu filho de três anos, Matthew Ramon. As pessoas
pensam que Mateus é tímido, mas na verdade tem dificuldade em aprender a falar
e andar.
Histórias semelhantes de doença e tragédia são abundantes
nos salões de beleza em todo o país, de crianças que nasceram com algumas
deficiências especiais, abortos espontâneos e cânceres, tosses que não param e lesões cutâneas dolorosas.
Estes casos têm se tornado tão comuns, que as manicures veteranas alertam as
mais jovens que estão grávidas ou pretendem ficar grávidas para ficar longe desse
tipo de trabalho, devido as fortes doses de esmalte, solventes, endurecedores e
colas que usam diariamente.
Um número crescente de pesquisadores médicos mostra a ligação entre as substâncias
químicas que se utilizam nos produtos de beleza para unhas (os ingredientes que
as tornam resistentes, flexíveis, de secagem rápida e têm cores brilhantes, por
exemplo) também podem causa sérios problemas de saúde.
No entanto, o risco de uma cliente que busca embelezar
semanalmente as unhas com uma manicure não é da mesma intensidade, pois as
manicures manipulam os produtos químicos e respiram os vapores inúmeras vezes ao dia, horas, dia após dia.
DOENÇAS
A prevalência de doenças respiratórias e de pele entre as
pessoas que trabalham nos salões de beleza
são bem conhecidas. No entanto, há menos certeza quanto ao seu risco de
desenvolver problemas médicos mais graves. Algumas substâncias químicas
utilizadas nesses produtos podem causar câncer; outros têm sido associados ao
desenvolvimento fetal anormal, abortos e outros danos de saúde reprodutiva.
Vários estudos encontraram no grupo de tratamento de beleza
(manicures, cabeleireiros e maquiadores de artistas) elevadas taxas de morte
por doença de Hodgkin ( linfoma de
Hodgkin, uma forma de câncer que se origina nos linfonodos, gânglios, do sistema linfático), nascimento de bebês com baixo peso e mieloma
múltipla, uma forma de câncer.
As conclusões são bastante imprecisas, em parte porque a
pesquisa é muito limitada. Muito pouca pesquisa concentrou-se especificamente
nas manicures; sabemos muito pouco sobre a verdadeira dimensão da exposição a
produtos químicos perigosos ou qual é o seu efeito cumulativo a longo do tempo
e se uma conexão realmente pode ser estabelecida para sua saúde.
A lei federal que regulamenta a segurança dos produtos cosméticos tem mais
de 75 anos e não obriga as empresas a compartilhar informações com a Food and
Drug Administration (FDA). A lei proíbe ingredientes prejudiciais aos usuários,
mas não contém disposições para a agência possa avaliar os efeitos dos produtos
químicos, antes de chegar às lojas. Os lobistas das indústrias combatem
duramente as exigências de fiscalização.
Porta-vozes da indústria dizem que seus produtos contêm
pequenas quantidades de substâncias químicas consideradas potencialmente
perigosas e não representam uma ameaça.
"O que eu ouço são insinuações baseadas em suposição
", disse Doug Schoon, co-presidente da Associação Profissional de Beleza
do Conselho de Segurança dos fabricantes de adesivo para unhas, acrescentando:
"No que diz respeito ao esmalte, não há nenhuma evidência de dano. "
Defensores da saúde e trabalhadores
discordam, observando a evidência acumulada. "Sabemos que muitos dos produtos químicos são muito
perigosos", disse David Michaels, secretário-assistente da Administração
Federal de Segurança Ocupacional e Administração de Saúde (OSHA), agência que fiscaliza a segurança no local de
trabalho. "Não precisamos ver o efeito sobre as manicures para saber que é
prejudicial para os trabalhadores", acrescentou.
Tal era a quantidade de problemas de saúde entre a maioria
das manicures vietnamitas em Oakland, Califórnia, que os trabalhadores de
serviços de saúde asiáticos, uma organização comunitária local, decidiu
investigar o caso uma década atrás.
"Dissemos, o que está acontecendo nessa comunidade? Disse Julia Liou, diretora do programa de
planejamento e desenvolvimento do centro de saúde e co-fundadora do
Salão de Beleza Saudável da Califórnia. "Estamos enfrentando uma
epidemia de pessoas doentes", disse ela.
A organização ajudou a formar um grupo na Califórnia, que
fez pressão para que as restrições de produtos químicos utilizados em salões de
unha fossem aprovadas, mas a indústria de cosméticos conseguiu bloquear a
proibição.
Nos últimos anos,
tendo em vista as crescentes preocupações com a saúde, alguns fabricantes de
esmalte disseram que tinham removidos
dos seus produtos algumas substâncias sujeitas a controvérsia. No entanto,
quando a agências governamentais submeteram
tais produtos a testes aleatórios mostraram que os produtos químicos
ainda estavam presentes.
Alguns Estados e Municípios recomendam as manicures usarem
luvas e outras proteções, mas os proprietários dificultam sua utilização. Embora
as autoridades oficiais que supervisionam as condições de segurança no local de
trabalho reconhecem que a norma federal que estabelece os níveis de segurança
das substâncias químicas devem ser revistas, mas nada foi feita.
Portanto, as manicures continuam aplicando esmalte,
removendo e lixando unhas artificiais, enquanto absorvem substâncias químicas
que são potencialmente prejudiciais para sua saúde.
Há milhares de mulheres trabalhando, mas ninguém pergunta: O
que está acontecendo com você? Como você se sente? "Nós fazemos outra
coisa senão trabalhar e trabalhar". Não podemos respirar, disse Nancy
Otavalo.
SINTOMAS SEMELHANTES-TOSSE
Ao longo das décadas como um especialista em medicina
chinesa, na comunidade asiática, Dr. Charles Hwu's, encontrou repetidamente um determinado
conjunto específico de doenças que afetam algumas mulheres saudáveis. "Em
geral elas vem com problemas respiratórios, alguns sintomas semelhantes a uma
alergia, e também sintomas de asma, elas não podem respirar", ele disse
durante uma pausa entre os pacientes.
"A julgar pelos sintomas dessas mulheres parecem ser
fumantes, fumantes passivas ou pacientes com asma, mas elas não são nada disso.
Elas trabalham em salões de beleza", ele disse.
Em entrevistas com mais de 125 manicures, doenças das vias
respiratórias como aquelas do consultório do Dr. Hwu estavam presentes.
Muitos aprenderam a conviver com esses problemas: um nariz
que sangra constantemente, ou a garganta que dói todos os dias, desde que
começaram a trabalhar como manicure.
Em seu salão de Beleza, em Mill Basin, Brooklyn, Eugenia
Colon passou anos modelando e preparando dezenas de unhas acrílicas por dia em
uma nuvem de pó de acrílico, ignorando uma tosse persistente que ficou mais
forte ao longo do tempo. Mais tarde, soube que padecia de sarcoidose, um tipo
de inflamação nos pulmões. Na tomografia seus pulmões pareciam estar cobertos
com grãos de areia, riscados por pequenas cicatrizes.
O médico que diagnosticou sua doença, perguntou a Colon o que ela fazia para viver.
Quando ela contou-lhe, o médico explicou que, enquanto
embelezava outras mulheres inalava nuvens de acrílico e outros pós, partículas
minúsculas que feria o tecido mole de
seus pulmões.
Das 20 substancias químicas comuns para unhas que causam
problemas de saúde estão listadas em um
livro publicado pela Environmental Protection Agency (EPA) e , 17 são perigosas para o trato
respiratório. A superexposição de cada um delas provoca sintomas como queimação
na garganta ou nos pulmões com
dificuldade em respirar ou falta de ar.
Um estudo de 2006 publicado no Journal of Occupational and
Environmental Medicine, que incluiu mais de 500 manicures do Estado de
Colorado, encontraram 20% delas tinham
tosse na maioria dos dias e noites. A mesma pesquisa mostrou que os
funcionários que trabalhavam com unhas artificiais eram três vezes mais
propensos a se tornarem asmático, como resultado de seu trabalho, em comparação
com alguém que não trabalhava nessa atividade.
PELE –LESÕES DOLOROSAS
Problemas de pele
também estão presentes entre as manicures. Muitos dos produtos químicos
utilizados nesses estabelecimentos são classificados por agencias
governamentais como sensibilizadores da
pele capazes de provocar reações dolorosas..
Algumas manicures experientes dizem que podem reconhecer um
colega quando vêem na rua têm as mesmas manchas marrons nas bochechas.
Pesquisadores descobriram que certos corantes cosméticos, especialmente um tipo de vermelho
brilhante, causam descoloração da pele.
Foto-Impressões digitais quase inexistentes
Quando Ki Chung Ok, uma manicure que trabalhou em salões de
beleza por quase duas décadas, tirou as impressões digitais no início de 2000
para obter a cidadania americana, ela descobriu algo perturbador: as impressões
digitais eram quase inexistentes.
Eles tiveram de tirar as impressões várias vezes. Ela acredita que o trabalho em curso com
arquivos, solventes e emolientes foram
responsáveis. "Eu percebi que as minhas impressões digitais foram
desaparecendo", ela disse. Hoje, ela não pode tocar pratos quentes ou
frios, sem sentir uma dor aguda.
Mesmo quando o clima esquentou com a chegada da primavera do
ano passado, Zoila Street,então, com 22 anos, manicure que trabalhou no Harlem,
ainda usava luvas, tanto ao ar livre, como em casa. Por baixo das luvas
escondia bolhas negras tão doloridas
(pústulas), que não conseguia segurar
um frasco de esmalte, ou usar celular.
Foi segunda vez, suas mãos desenvolveram verrugas, uma
doença comum entre os trabalhadores em salões de beleza. Enquanto os clientes
muitas vezes se preocupam com a higiene das instalações, as manicures estão
assumindo o risco real, e sofrendo com inúmeras infecções por fungos e outras
doenças de pele pelo número de mãos e
pés que tocam todos os dias.
ABORTOS E AVISOS
De certa forma, Rocano, uma das manicures do salão de
Ridgewood, considerava-se com sorte. Suas colegas sentadas ao seu lado perderam
seus bebês na gravidez no ano passado, que descreveram exatamente na mesma maneira:
“Foi como perder um sonho”.
No entanto, ela teve o seu bebê. Quando nasceu Matthew tinha
cabelos castanhos e pele cor âmbar, um
menino que sua mãe carregava esperanças.
No entanto, à medida que o bebê crescia, parecia que algo não estava tudo bem.
Suas pernas eram débeis; dobravam-se quando ficava em pé. Aos três anos ainda não podia dizer seu nome. Em
visitas ao pediatra, Mônica A. Rocano descobriu que o desenvolvimento de
Matthew estava atrasado em quase todas as medições, tanto física como
cognitiva.
Em um dia, seu médico perguntou-lhe o que ela fazia para viver. Quando Rocano disse-lhe, ele perguntou durante quanto tempo tinha trabalhado no salão de beleza durante sua gravidez. “Seis meses”, ela disse. O médico disse-lhe: “quando os bebês estão em formação no ventre, absorvem tudo, e se eles estão expostos a qualquer coisa, pode causar-lhes mal”, ela lembrou.
Em um dia, seu médico perguntou-lhe o que ela fazia para viver. Quando Rocano disse-lhe, ele perguntou durante quanto tempo tinha trabalhado no salão de beleza durante sua gravidez. “Seis meses”, ela disse. O médico disse-lhe: “quando os bebês estão em formação no ventre, absorvem tudo, e se eles estão expostos a qualquer coisa, pode causar-lhes mal”, ela lembrou.
Um dia, faz cinco anos, o médico avisou novamente uma manicure que trabalha na
mesa à direita de Rocano, em sua consulta na unidade de obstetrícia em Wyckoff
Heights Medical Center em Brooklyn. Ela
soube que tinha perdido o bebê pela terceira vez.
Nos meios científicos as três substâncias químicas usados
nos produtos para unhas associados com os problemas de saúde mais graves são; o
dibutil ftalato, o tolueno e o
formaldeído; eles são conhecidos como o “trio tóxico” entre os advogados das
manicures.
DIBUTIL FTALATO- PROIBIDA NA UNIÃO EUROPÉIA
O dibutil ftalato, (DBP, dibutyl phthalate) é usado no esmalte para dar
o brilho, e outros produtos sejam maleáveis.
Na Austrália esta substância faz parte da lista de substâncias
tóxicas para a reprodução, e os produtos que as contêm devem incluir em sua
etiqueta as seguintes frases: “pode ocasionar danos ao feto” e “possível risco
de comprometer a fertilidade”.A partir de junho de 2015 o uso dessa substância química em cosméticos
será proibida no país.
O DBP é um dos mais de 1300 substâncias químicas proibidas
para o uso em cosméticos na União Européia.
Mas nos Estados Unidos, onde se proibiram menos de uma dúzia
de substâncias químicas em tais produtos, não há nenhuma limitação para seu
uso.
TOLUENO
O tolueno, um tipo de solvente, que ajuda aplicar o esmalte
de maneira uniforme. Mas a Agência de Proteção Ambiental diz numa ficha técnica
que pode prejudicar as funções cognitivas e do rim. Assim mesmo, a exposição
constante durante a gravidez pode “ter efeitos adversos no feto em
desenvolvimento”, segundo a agência.
FORMALDEÍDO
O formaldeído, melhor conhecido por seu uso para embalsamento,
é um agente endurecedor nos produtos para unhas.
Em 2011 o Programa
Nacional de Toxicologia, do Departamento
de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, classificou-o como carcinógeno
humano. Em 2016 será proibido
o uso em cosméticos na União Européia.
O PERIGO DOS PRODUTOS PARA UNHAS
As substâncias que fazem que os produtos para unhas sejam tão
eficientes - duradouros, de secagem rápida e cores brilhantes - também
ocasionam problemas de saúde. Os rituais nos salões, como aplicar e remover
esmalte e esculpir unhas artificiais, criam uma micro atmosfera de pós e químicas
cujo efeito a longo prazo se desconhece.
OS PERIGOS DOS PRODUTOS DE MANICURE
As substâncias que se
utilizam nos produtos para unhas têm
sido associadas a vários problemas de saúde.
REMOVEDOR DE ESMALTE
Acetona, acetonitrila, acetato de butila, acetato de etila
ou acetato de isoproprilo.
Estes podem causar;
Dores de cabeça, tontura, irritação de pele, irritação; da
garganta, da boca, do nariz, dos olhos, desmaio, sonolência, fraqueza,
exaustão, dificuldade de respiração.
ESMALTE PODE CONTER;
Formaldeído, tolueno, dibutil de ftalato,
Estes podem causar;
Formaldeído, tolueno ou dibutil ftalato
Estes podem causar;
Dores de cabeça, dificuldade de respiração, tosse, ataques de
asma, reações alérgicas, insensibilidade, pele seca e rachada, irritação; da
pele, irritação; do nariz, o da boca, dos pulmões, náuseas, danos ao fígado e
rins, aborto espontâneo, câncer, danos a fetos.
UNHAS DE ACRÍLICO
Podem conter; metacrilatos
Este pode causar;
Queimaduras na pele,
dificuldade de respiração, asma, irritação; dos olhos, da pele, do nariz, da
boca, da garganta, dificuldade de concentração e danos a fetos.
Membros da indústria de cosméticos dizem que vincular os
produtos químicos com os problemas de saúde das manicures equivalem a fazer conclusões científicas erradas. “O uso
(dibutil ftalato, tolueno e formaldeído) é seguro conforme às condições atuais
de uso nos Estados Unidos”, disse Lisa Powers, porta-voz do Conselho de
Produtos de Higiene Pessoal, a principal associação da indústria de cosméticos.
“O FDA não põe em dúvida o uso seguro e histórico desses produtos
químicos”, continuou. Em realidade, a responsabilidade de avaliar a segurança
dos produtos químicos para fins
cosméticos fica em mãos das próprias companhias. Ainda que insistindo que são
seguros, algumas empresas de esmalte de unhas começaram a eliminar certos produtos
químicos de suas fórmulas voluntariamente.
PRODUTOS ROTULADOS COMO “3-LIVRE” OU “5-LIVRE”
Em 2006, varias marcas importantes anunciaram que seus
produtos já não teriam nenhum desses três ingredientes. Os novos produtos foram
rotulados como “3-livre” ou “5-livre” em referência ao número de produtos químicos
que já não continham.
Mas estudos feitos em 2010 pela FDA e outro em 2012 pelo Departamento de Controle de Substâncias
Tóxicas da Agência de Proteção Ambiental de Califórnia encontraram em testes aleatórios
que alguns produtos rotulados como “3-livre”
ou “5-livre”, ainda continham esses produtos
químicos.
LEVANTAMENTO DA SAÚDE DOS TRABALHADORES DOS SALÕES DE BELEZA
A partir de visitas rotineiras aos salões em Oakland, Liou e
seus colegas de Serviço de Saúde, bem
como Thu Quach, pesquisadora científica, ficaram alarmadas: quase todas as
manicures entrevistadas diziam ter problemas de saúde; algumas estavam
gravemente enfermas.
A Dra. Quach, do Instituto de Prevenção do Câncer de
Califórnia, se propôs realizar um levantamento da saúde dos trabalhadores dos
salões de beleza no Condado de Alameda, ao que pertence Oakland.
Ela descobriu que as manicures apresentavam um maior risco
de diabete gestacional (hiperglicemia, aumento dos níveis de glicose no sangue)
e dar a luz a bebês com malformações ou acima do peso ou com complicações no
parto. Em relação ao câncer, não encontrou nenhuma correlação.
Em ambos os estudos foram prejudicados por limitações dos dados. Principalmente, eles apontam para a necessidade de um estudo mais aprofundado.
A regulamentação de substância químicas nos produtos para as unhas está a cargo da Lei
Federal de Alimentos, Medicamentos e Cosméticos de 1938. A parte da lei que
trata dos cosméticos tem um total de 591 palavras.
O FDA (Food and Drug Administration ) explica em sua página na web a forma que a
lei limita suas funções: “Os produtos cosméticos e seus ingredientes não
precisam da aprovação do FDA, antes de seu lançamento no mercado, a exceção dos
corantes”.“Nem a lei nem as disposições do FDA exigem testes específicos para demonstrar segurança dos
produtos ou substâncias particulares”. Além
disso: “A lei também não exige que às empresas cosméticas compartilhem suas informações sobre
riscos ao FDA.
OSHA-A ADMINISTRAÇÃO DE SEGURANÇA E SAÚDE OCUPACIONAL
A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional (OSHA) é a
agência federal que estabelece os limites de exposição de substâncias químicas
no local de trabalho. Os estudos que examinaram os níveis de exposição as
substâncias químicas, no caso das
manicures, estavam abaixo destas normas. Os defensores da saúde dizem que as
regras da Administração de Segurança são terrivelmente obsoletas e
insuficientes.
Inclusive o Dr. Michaels, secretário-assistente da agência, disse
que as normas necessitavam de revisão. Disse que atualmente os trabalhadores
“podem estar expostos a níveis que são legais de acordo com a OSHA., mas que
não por isso deixam de ser perigosos”.
A agência emite informativos que alertam as manicures dos riscos químicos que enfrentam, recomendando usar luvas e ventilar os salões.
Essas e outras medidas são obrigatórias quando os limites de
exposição forem excedidos. Mas, em
termos práticos, com os padrões
estabelecidos são tão altos, os salões de beleza estão livres para não fazer
nada.
Dr. Michaels disse que a agência está paralisada por causa
de seu processo interno complicado para criar regras. "Todos os
trabalhadores têm o direito de voltar para casa em segurança no final de cada
dia de trabalho. Eles não devem ficar em casa doente ", ele disse.
O debate sobre os produtos químicos também foi realizada em
todo o estado. Em 2005, os legisladores da Califórnia propuseram proibir o uso de DBP em cosméticos que são
vendidos ou fabricados no estado. Grupos da indústria pressionaram a Câmara
Legislativa e o projeto de lei
fracassou. Uma medida muito mais limitada foi aprovado - apesar dos protestos
da indústria – que exigia que as empresas de cosméticos revelassem os produtos
químicos prejudiciais para o Departamento de Saúde da Califórnia. Fonte: @ZR, The New York Times - May 8, 2015
Marcadores: acidente, doença ocupacional, segurança

1 Comments:
Excelente matéria. Era o que procurava. Obrigada.
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