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domingo, março 22, 2026

INCÊNDIO EM SHOPPING TIJUCA NO RIO DE JANEIRO

 

O fogo começou por volta das 18h sábado , atingiu o subsolo do Shopping Tijuca, localizado na zona norte do Rio de Janeiro.

Início do incêndio

O incêndio começou no ar-condicionado de uma loja no subsolo do shopping. Funcionários relataram que sentiram um cheiro forte por volta das 18h30 e perceberam a fumaça. Na sequência, foram alertados por seguranças do shopping para deixarem o prédio.

CORPO DE BOMBEIROS

O Corpo de Bombeiros informou que o quartel da Tijuca foi acionado às 18h28. Até o momento, 13 viaturas e cerca de 40 militares atuam no chamado. As equipes atuam no combate, na ventilação do ambiente e na varredura das áreas internas do shopping.

Ainda segundo a corporação, o incêndio, que se concentrou no subsolo, aconteceu em uma "área de difícil acesso", o que exigiu atuação técnica especializada e o emprego de equipamentos de ventilação mecânica para dispersão da fumaça.

CONTROLE DO FOGO

O Corpo de Bombeiros segue no local trabalhando no rescaldo e as causas do incêndio serão investigadas

Bombeiros tiveram que quebrar as paredes que levam ao subsolo para instalar exaustores que ajudem a tirar a fumaça do local onde o incêndio começou.

Todos os focos de incêndio foram controlados, segundo o secretário de Defesa Civil, mas ainda há muita fumaça no local. Os agentes tiveram que abrir um buraco na parede para a saída da fumaça.

TESTEMUNHAS

Imagens do momento do acidente mostram uma aglomeração de clientes do lado de fora do centro comercial. Nas redes sociais, clientes denunciam o procedimento de evacuação do prédio, que "não teve nenhum aviso sonoro". "Fomos avisados por terceiros", reclama uma consumidora. "Demoraram mais de 40 minutos para falar para a gente evacuar", detalha outra.

Uma cliente contou que estava no cinema e, no meio de um filme, começou a ouvir um alarme sonoro. Em seguida, um funcionário entrou na sala e avisou sobre o incêndio e que era necessário sair imediatamente do shopping.

Outro frequentador mostrou preocupação porque seus remédios de uso controlado ficaram no carro no estacionamento, e ele mora em Niterói.

VÍTIMAS

As vítimas receberam os primeiros atendimentos no local e foram encaminhadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e UPA da Tijuca.

Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas.

Entre os mortos está um supervisor de segurança do shopping, que chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado para o hospital. Além dele, uma brigadista que também atuava no centro comercial morreu. Ela trabalhou no resgate e chegou a ser dada como desaparecida.

INTERDIÇÃO

Subsolo e 17 lojas do térreo interditadas

Na segunda-feira (5), a Defesa Civil Municipal interditou totalmente o subsolo e parte do térreo do Shopping após vistoria técnica. A liberação para a inspeção ocorreu depois da conclusão de uma etapa do trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros. Segundo o órgão, não há risco de desabamento do prédio.

De acordo com a Defesa Civil, foi identificado risco estrutural no mezanino da loja atingida pelo incêndio, além de perigo de queda de revestimentos internos e deslocamento de partes do teto e do piso.

“O subsolo do shopping foi totalmente interditado devido à falta de condições para a permanência no local. Já no térreo, 17 lojas da lateral esquerda, localizadas entre a entrada principal na Avenida Maracanã e a Tok Stok, foram interditadas após o calor do fogo deformar o piso”, informou o órgão.


INQUÉRITO E PERÍCIA

A Polícia Civil informou que, quatro dias após o incêndio no Shopping, a temperatura no interior da loja atingida ainda estava em cerca de 70 graus, o que impediu a conclusão da perícia técnica realizada na  terça-feira (6).

Os peritos chegaram a entrar no local, mas avaliaram que não havia condições de segurança para avançar até o ponto considerado o foco inicial do fogo.

Segundo a polícia, a equipe conseguiu acessar a loja, mas, na área próxima ao que seria o depósito, local apontado como possível ponto focal do incêndio, o calor extremo ainda inviabilizava a aproximação.

Diante do cenário, os peritos solicitaram apoio da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para o isolamento de pontos específicos e a adoção de medidas que permitam novas etapas do trabalho. A perícia foi feita por uma equipe de cinco peritos da 19ª DP (Tijuca) e teve início por volta das 15h30, com duração aproximada de uma hora.

SHOPPING

O Shopping Tijuca,  não vai abrir no sábado (3), após o incêndio que deixou 2 pessoas mortas e outras 3 feridas na tarde de sexta-feira (2).

VISTORIA DE SEGURANÇA REALIZADA

Seis dias antes do incêndio que atingiu o Shopping já havia alertas sobre possíveis riscos de incêndio na loja Bell'art, localizada no subsolo, onde o fogo começou.

Documentos e e-mails que já estão em posse da polícia indicam que o supervisor de segurança do shopping, e a brigadista tinham identificado diversas irregularidades.

Em vistoria realizada nas casas de máquinas e estoques da Loja Bell’Art foi verificado que algumas irregularidades (fiação exposta, empilhamento inadequado, sistema de detecção do mezanino) permanecem. O descuido em atender as normas de segurança pode resultar em acidentes graves de incêndio.”

RISCO DE INCÊNDIO POTENCIALIZADO, APONTOU DOCUMENTO

Um relatório detalhado, feito pelo setor de segurança reportava uma série de riscos para um incêndio;

“As casas de máquinas inspecionadas estão servindo como estoques e os locais de armazenamento de produtos estão abarrotados de mercadorias. Essas ações potencializam os riscos de incêndio, uma vez que todos os detectores do piso superior estão inoperantes e os materiais estocados, além de desorganizados, estão acima dos chuveiros automáticos. O documento cita que a loja não têm chuveiros automáticos e as sinalizações estavam obstruídas.

Outro trecho aponta problemas graves no estoque:

“Espaço sendo utilizado como estoque de travesseiros e com fiações presas com fita isolante no MDF (material que, geralmente, leva resina e outros componentes químicos em sua estrutura), detector de fumaça desmontado e extensão de tomadas.”

Os documentos também registram que as luminárias de emergência, cruciais para casos de evacuação, estavam soltas, e que “a área em que ficam os diques e as bombas de sucção tinha material combustível, como madeiras e plástico”

PROBLEMAS IDENTIFICADOS EM DEZEMBRO

Uma vistoria feita em dezembro de 2024 no Shopping Tijuca apontou irregularidades na prevenção a incêndios da Bell'art. Os técnicos do shopping apontaram problemas como:

PENDÊNCIA ELÉTRICA

.Ausência de detectores no mezanino, que era utilizada como depósito

.Caixas empilhadas muito próximas aos sprinklers (equipamentos contra incêndio)

.O prazo dado para a resolução dos problemas da loja foi de três dias.

INDICIAMENTO: POLÍCIA CIVIL INDICIA CINCO POR MORTES E APONTA FALHAS GRAVES DE SEGURANÇA

A Polícia Civil indiciou cinco pessoas pelo incêndio no shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, em janeiro deste ano.

Adriana Santilhana Nietupski e Pedro Paulo Alvares, superintendente e gerente de operações do shopping, respectivamente, foram indiciados por incêndio doloso qualificado pela morte, lesão corporal culposa, crime de perigo para a vida ou saúde de outros e fraude processual. Já Renata Barcelos Pereira Noronha, gerente de negócios do centro comercial está indiciada pelos três primeiros crimes, mas não pela fraude processual.

Os outros dois indiciados são os gerentes da loja Bell Art, Fabio Arruda soares e Felipe Gonçalves Franciscone, respondem por incêndio doloso e lesão corporal.

Ainda de acordo com os delegados, a loja não tinha o alvará do Corpo de Bombeiros e o shopping não tinha exaustor para pode combater as chamas. A corporação foi comunicada pela Polícia Civil sobre a conclusão da perícia.

Segundo as investigações, o acionamento do Corpo de Bombeiros deveria ser simultâneo ao início do combate à fumaça no subsolo do shopping.

Para a polícia, a demora na chegada dos bombeiros e o combate adequado às chamas causou a morte dos funcionários.

O botão de pânico da loja onde começaram as chamas foi acionado às 18h04. Segundo a polícia o acionamento do Corpo de Bombeiros foi às 18h27 e os militares chegaram ao local 18h40. “A linha de tempo mostra que houve uma falha de gestão que foi preponderante para gerar uma exposição de perigo a todos que estavam no dia do evento”.

ORIGEM DO INCÊNDIO

O laudo da perícia apontou um “acidente termoelétrico” como possível causa incêndio no shopping. De acordo com o documento, “o incêndio teve origem elétrica previsível, em ambiente tecnicamente inadequado, e foi potencializado por sucessivas falhas estruturais e de segurança”.

Ainda de acordo com o laudo, o shopping e a loja não tinham “sistema eficaz de controle de fumaça em operação”.

O documento indica ainda que o local era “tecnicamente inseguro, caracterizado por instalações elétricas em desacordo com norma técnica, carga de incêndio elevada — inclusive em áreas técnicas —, falhas de compartimentação, atuação insuficiente dos sistemas de combate e ausência de controle adequado de fumaça, todos elementos que, segundo a própria conclusão pericial, contribuíram para a magnitude e propagação do incêndio”.

O QUE DIZ O SHOPPING

Após o indiciamento, o shopping se pronunciou com a seguinte nota:

"O Shopping reforça que agiu dentro dos seus protocolos de atuação previstos na legislação vigente, notificando imediatamente a loja Bell'Art para que tomasse as devidas providências. Destaca ainda que executou a evacuação seguindo o plano elaborado por empresa especializada e aprovado pelo Corpo de Bombeiros, o que garantiu que 7 mil pessoas deixassem o local sem qualquer ferimento.

O Shopping reitera seu compromisso com a sociedade e sua inteira disposição em colaborar com a Justiça. Lembra ainda, com consternação, a perda dos seus dois corajosos colaboradores, Emellyn e Anderson, algo irreparável". Fontes: UOL - 03/01/2026;GloboNews e RJ2-02/01/2026;G1 RJ - 03/01/2026; g1 Rio e TV Globo - 03/01/2026;RJ1 - 05/01/2026; g1 Rio e TV Globo-06/01/2026 ;RJ2 - 07/01/2026;g1 Rio - 11/01/2026;g1 Rio - 14/01/2026


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posted by ACCA@2:36 PM