Trabalhador tem corte na cabeça após ser atingido por pedaço de madeira
Um trabalhador
de 39 anos ficou ferido após um acidente de trabalho em uma obra de construção
de um prédio, na tarde desta terça-feira (29), na Vila Iolanda, em Presidente
Prudente. De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia
Participativa, a vítima foi atingida por um pedaço de madeira na cabeça e causou
um corte.
Uma
equipe da Polícia Militar (PM) foi acionada para atender uma ocorrência de
acidente de trabalho, envolvendo um trabalhador. Ao chegar ao local, onde é
realizada a construção de um prédio, a equipe constatou que a vítima já havia
sido socorrida por uma unidade de Resgate do
Corpo
de Bombeiros para a Santa Casa de Misericórdia da cidade, segundo a ocorrência.
CAPACETE
MINIMIZA A LESÃO
Os
policiais foram até o hospital e conversaram com o trabalhador, que relatou que
estava trabalhando na obra, com o uso de
capacete de segurança, e que foi atingido na cabeça por um pedaço de madeira. Conforme
o relato da vítima, devido a pancada, o capacete quebrou, causando-lhe corte na
cabeça. A perícia foi acionada ao local do acidente. Fonte: G1 Presidente Prudente-30/08/2017
Comentário:
Muitos
trabalhadores têm desculpas para não utilizar o capacete;
■Ele
é muito pesado;
■Ele
dá dor de cabeça;
■Ele
machuca o pescoço;
■Ele
é muito frio para ser usado;
■Ele
é muito quente para se usado;
■Ele
não deixa ouvir direito;
■Ele
não deixa enxergar direito.
O
trabalhador nunca saberá que tipo de surpresa poderá aguardar vindo em direção
a cabeça. Proteja-se usando o capacete e cuide de sua conservação, não jogando
ao chão, mantendo-o limpo e em perfeitas condições de uso. Esse acidente
comprova como é importante o trabalhador usar o capacete.
CAPACETE
DE SEGURANÇA: ASPECTO GERAL
Todos
os anos, trabalhadores são gravemente feridos devido à impactos na cabeça.
Equipamentos
de proteção individual são indicados para proteger o trabalhador de um risco
existente e não para controlar ou remover a fonte de risco. O uso de capacetes
de segurança reduz as chances de ocorrerem ferimentos graves.
Uma
das principais causas de danos à saúde entre trabalhadores da construção civil
é a queda de objetos. Porém, nem todos os acidentes levam à morte. O mais
freqüente são os danos no cérebro, ferimentos no pescoço e outros efeitos.
Outro
risco para a cabeça é o choques elétrico. Tanto em construções, ou outra
indústria qualquer, existe a possibilidade de contato com fiação elétrica, e
então a possibilidade de choques elétricos. Muitos capacetes de segurança são
feitos para oferecer certo grau isolação elétrica.
A
proteção adequada é muito importante e deve ser compatível com o trabalho a ser
feito.
O
primeiro passo, para a seleção da proteção adequada é certificar-se que todas
as opções atendem à NBR 8221:2003, norma
brasileira que descreve os requerimentos mínimos para um capacete de segurança.
Capacetes que possuem o Certificado de Aprovação foram testados segundo a norma
e atenderam aos requisitos mínimos.
COMPOSIÇÃO
DO CAPACETE
Um
capacete é composto de duas partes principais. A primeira é o casco, feito
geralmente de polietileno de alta densidade, podendo ser de outros materiais
como ABS. O segundo componente é a suspensão que é a armação interna do
capacete, constituída de carneira e coroa. O objetivo do conjunto é reduzir os
efeitos causados pelo impacto de um objeto na cabeça do trabalhador.
REQUISITOS
DO CAPACETE
Baseado
na norma NBR 8221:2003, um capacete de segurança deve atender aos requisitos
abaixo:
1.
Deve limitar a pressão de impacto aplicada no crânio, difundindo-a através da
maior superfície possível. Isto é conseguido através de uma suspensão que se
encaixe bem em vários tamanhos de crânio, juntamente com um casco forte o
suficiente para evitar que o crânio entre em contato direto com o objeto em
queda. Sendo assim, o casco deve ser resistente à deformação e perfuração.
2.
Deve dissipar a energia que seria transmitida para a cabeça e pescoço. Isto é
conseguido através da suspensão, que deve ser seguramente encaixada no casco,
assim o impacto é absorvido sem que a suspensão desencaixe. Consegue-se isto
através de encaixes robustos, tiras devidamente encaixadas na carneira, bom ajuste
de diâmetro na cabeça do usuário, etc. A suspensão deve ainda ser flexível
suficiente para deformar-se com o impacto, sem tocar no casco, isto é possível
devido ao vão livre vertical, que é a medida entre o ponto mais alto da face
interna da suspensão e o ponto mais alto da face interna do casco, com o
capacete colocado na posição normal de uso.
3.
Dependendo do trabalho a ser feito, um capacete de segurança deve também
reduzir danos provenientes de choques elétricos.
CLASSIFICAÇÃO
DOS CAPACETES
Segundo
a mesma norma, os capacetes são classificados em duas classes:
a)
Classe A: capacete para uso geral, exceto em trabalhos com energia elétrica;
b)
Classe B: capacete para uso geral, inclusive para trabalhos com energia
elétrica.
E AS
CLASSES PODEM SER DE TRÊS TIPOS:
1.
Tipo I: capacete com aba total;
2.
Tipo II: capacete com aba frontal;
3.
Tipo III: capacete sem aba.
As
exigências feitas para um capacete de classe B englobam todas as feitas para a
classe A, e a eles agrega exigências relativas ao isolamento dielétrico. Neste
sentido, pode-se considerar que a classe B engloba a classe A.
Outros
requerimentos devem ser observados para trabalhos específicos. Isto inclui
proteção contra respingos de metais fundidos, e proteção contra impactos
laterais.
Capacetes
de segurança devem ser os mais confortáveis possíveis, conforto pode ser
conseguido através de algumas variáveis:
1. Coroa flexível;
2. Tira de absorção de suor, facilmente
removível e lavável;
3. Suspensão de tecido,
4. Jugular, carneira e coroa feitas de
material não irritante.
CONSIDERAÇÕES
ESPECIAIS
Em
ambientes onde o trabalhador está exposto a materiais condutivos, somente o
capacete classe B deve ser usado. Este tipo de capacete não deve possuir
perfurações para ventilação ou partes metálicas, assim como nenhum dos seus
acessórios (abafadores, viseiras, etc.)
podem possuir qualquer componente metálico.
CONSERVAÇÃO
E MANUTENÇÃO
Capacetes
de segurança devem ser mantidos em boas condições e trocados quando necessário.
Para isto seguem algumas recomendações:
1.Não
deve ser guardado em ambientes expostos ao sol, pois a radiação ultravioleta
presente na radiação solar, enfraquece o casco, e o que pode reduzir a
resistência no momento do impacto.
2.Inspecionar
regularmente o casco. Procurar por sinais de deterioração, danos provenientes
de algum impacto, penetração, abrasão, etc.
3.A
suspensão também deve ser inspecionada regularmente. Se houver sinais de
deformação ou rasgamento, deve ser substituída.
4.Partes
danificadas devem ser substituídas. Nunca use partes de fabricantes ou modelos
diferentes. Os capacetes são testados da maneira como eles são vendidos, uma
construção diferente não garante que a mesma continue atendendo a norma. Além
do mais não está coberta pela lei, por não possuir CA.
5.Para
limpeza do casco, use somente água e sabão. Se houver necessidade de
desinfecção, uma solução a 5% de hipoclorito de sódio deve ser usada.
Uma
boa higienização pode prolongar a vida útil do capacete. O EPI limpo permite
fácil visualização de irregularidades no casco ou em qualquer outra parte no
momento da inspeção do capacete (rachaduras, amassados, cortes, riscos e
trincas). A experiência mostrou que se uma coisa mínima como uma trinca
finíssima passar despercebida ela vai aumentar e aprofundar-se.
6.O
casco e a suspensão nunca devem ser alterados.
7.Não
pinte ou limpe com solventes ou gasolina. Não apliquem abrasivos. Estes
produtos químicos podem enfraquecer o casco. Fonte: 3M do Brasil
Marcadores: acidente, construção civil

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