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quarta-feira, agosto 12, 2015

Martelo de 2,5 kg cai de 20 metros de torre de telefonia e fere operário

Um martelo, que pesa em torno de 2,5 quilos, caiu de uma torre de telefonia na cabeça do operário ASR, 29 anos, por volta das 14h30 de hoje na Travessa Embú, no Jardim Montevidéu, na saída para Cuiabá, em Campo Grande. No momento do acidente de trabalho, ele estava sem o capacete de segurança.
O acidente mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros e do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). O homem estava consciente, mas sentia muitas dores no pescoço e na cabeça. Ele foi encaminhado ao pronto socorro da Santa Casa.
De acordo com o relato no local, dois operários trabalhavam no alto da torre de telefonia, enquanto a vítima estava no solo. O martelo se desprendeu das mãos ou do cinto de um dos trabalhadores e caiu, acertando a parte lateral direita da cabeça do trabalhador. A queda ocorreu de aproximadamente 20 metros de altura. Ele permaneceu o tempo todo consciente, segundo os colegas de trabalho. Fonte: @ZR; Campo Grande News - 03/08/2015 

Comentário:
Utilizando a Física para avaliar o impacto de um objeto em queda livre teremos;
Peso do objeto: martelo, 2,5 kg
Altura: 20 m
Força calculada: 1.000 N equivale um força de 40 vezes do martelo.
A velocidade de impacto é de 72 km /h.

Faltou na execução do serviço   a análise da delimitação ou isolamento de risco contra quedas de objetos com finalidade de proteger os trabalhadores durante realização de suas atividades.
A delimitação serve para neutralizar a ação dos agentes ambientais, evitando acidentes, protegendo contra danos à saúde e a integridade física dos trabalhadores, uma vez que o ambiente de trabalho não deve oferecer riscos à saúde ou à a segurança do trabalhador.

As ferramentas com cordão de segurança ou cordão anti-queda  evitam a queda de ferramentas que poderiam provocar acidentes pessoais  ou interromper o andamento do serviço.
A queda de uma ferramenta poderá ferir trabalhadores ou danificar equipamentos. Existe uma serie suportes de segurança para aumentar a segurança de ferramentas tais como; cordões de segurança elásticos e retráteis, bolsas a tiracolo, mochilas, bolsas e cintos.

O cordão de segurança ou cordão anti-queda são utilizados para fixar qualquer ferramenta durante trabalhos em altura. Os cordões elásticos de segurança possuem uma fixação universal para ferramentas que não possuem nenhum ponto de fixação integrado. Quase todas as ferramentas podem ser facilmente fixadas, passando-se os cordões de segurança para ferramentas através do olhal e apertando firmemente com o fecho de tambor.

Alguns testes realizados de acordo com a NBR 8221:2003
■ Resistência ao impacto em amostras condicionadas à quente e à frio - a média da força transmitida (impacto de um projétil de aço de 3,6 kg) deve ser menor que 3780 N. O maior valor admissível por exemplar é 4450 N;
■Resistência à penetração - um prumo cai em queda livre de uma altura de 1 m; o prumo não deve tocar a cabeça-padrão;

Muitos trabalhadores têm desculpas para não utilizar o capacete;
■Ele é muito pesado;
■Ele dá dor de cabeça;
■Ele machuca o pescoço;
■Ele é muito frio para ser usado;
■Ele é muito quente para se usado;
■Ele não deixa ouvir direito;
■Ele não deixa  enxergar direito.
O trabalhador nunca saberá que tipo de surpresa poderá aguardar vindo em direção a cabeça. Proteja-se usando o capacete e cuide de sua conservação, não jogando ao chão, mantendo-o limpo e em perfeitas condições de uso. Esse acidente comprova como é importante o trabalhador usar o capacete.

CAPACETE DE SEGURANÇA: ASPECTO GERAL
Todos os anos, trabalhadores são gravemente feridos devido à impactos na cabeça.
Equipamentos de proteção individual são indicados para proteger o trabalhador de um risco existente e não para controlar ou remover a fonte de risco. O uso de capacetes de segurança reduz as chances de ocorrerem ferimentos graves.
Uma das principais causas de danos à saúde entre trabalhadores da construção civil é a queda de objetos. Porém, nem todos os acidentes levam à morte. O mais freqüente são os danos no cérebro, ferimentos no pescoço e outros efeitos.
Outro risco para a cabeça é o choques elétrico. Tanto em construções, ou outra indústria qualquer, existe a possibilidade de contato com fiação elétrica, e então a possibilidade de choques elétricos. Muitos capacetes de segurança são feitos para oferecer certo grau isolação elétrica.
A proteção adequada é muito importante e deve ser compatível com o trabalho a ser feito.

O primeiro passo, para a seleção da proteção adequada é certificar-se que todas as  opções atendem à NBR 8221:2003, norma brasileira que descreve os requerimentos mínimos para um capacete de segurança. Capacetes que possuem o Certificado de Aprovação foram testados segundo a norma e atenderam aos requisitos mínimos.

COMPOSIÇÃO DO CAPACETE
Um capacete é composto de duas partes principais. A primeira é o casco, feito geralmente de polietileno de alta densidade, podendo ser de outros materiais como ABS. O segundo componente é a suspensão que é a armação interna do capacete, constituída de carneira e coroa. O objetivo do conjunto é reduzir os efeitos causados pelo impacto de um objeto na cabeça do trabalhador.

REQUISITOS DO CAPACETE
Baseado na norma NBR 8221:2003, um capacete de segurança deve atender aos requisitos abaixo:
1. Deve limitar a pressão de impacto aplicada no crânio, difundindo-a através da maior superfície possível. Isto é conseguido através de uma suspensão que se encaixe bem em vários tamanhos de crânio, juntamente com um casco forte o suficiente para evitar que o crânio entre em contato direto com o objeto em queda. Sendo assim, o casco deve ser resistente à deformação e perfuração.
2. Deve dissipar a energia que seria transmitida para a cabeça e pescoço. Isto é conseguido através da suspensão, que deve ser seguramente encaixada no casco, assim o impacto é absorvido sem que a suspensão desencaixe. Consegue-se isto através de encaixes robustos, tiras devidamente encaixadas na carneira, bom ajuste de diâmetro na cabeça do usuário, etc. A suspensão deve ainda ser flexível suficiente para deformar-se com o impacto, sem tocar no casco, isto é possível devido ao vão livre vertical, que é a medida entre o ponto mais alto da face interna da suspensão e o ponto mais alto da face interna do casco, com o capacete colocado na posição normal de uso.
3. Dependendo do trabalho a ser feito, um capacete de segurança deve também reduzir danos provenientes de choques elétricos.

CLASSIFICAÇÃO DOS CAPACETES
Segundo a mesma norma, os capacetes são classificados em duas classes:
a) Classe A: capacete para uso geral, exceto em trabalhos com energia elétrica;
b) Classe B: capacete para uso geral, inclusive para trabalhos com energia elétrica.

E AS CLASSES PODEM SER DE TRÊS TIPOS:
1. Tipo I: capacete com aba total;
2. Tipo II: capacete com aba frontal;
3. Tipo III: capacete sem aba.
As exigências feitas para um capacete de classe B englobam todas as feitas para a classe A, e a eles agrega exigências relativas ao isolamento dielétrico. Neste sentido, pode-se considerar que a classe B engloba a classe A.

Outros requerimentos devem ser observados para trabalhos específicos. Isto inclui proteção contra respingos de metais fundidos, e proteção contra impactos laterais.
Capacetes de segurança devem ser os mais confortáveis possíveis, conforto pode ser conseguido através de algumas variáveis:
  1. Coroa flexível;
  2. Tira de absorção de suor, facilmente removível e lavável;
  3. Suspensão de tecido,
  4. Jugular, carneira e coroa,  feitas de material não irritante.

CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS
Em ambientes onde o trabalhador está exposto a materiais condutivos, somente o capacete classe B deve ser usado. Este tipo de capacete não deve possuir perfurações para ventilação ou partes metálicas, assim como nenhum dos seus acessórios  (abafadores, viseiras, etc.) podem possuir qualquer componente metálico.

CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO
Capacetes de segurança devem ser mantidos em boas condições e trocados quando necessário. Para isto seguem algumas recomendações:
1.Não deve ser guardado em ambientes expostos ao sol, pois a radiação ultravioleta presente na radiação solar, enfraquece o casco, e o que pode reduzir a resistência no momento do impacto.
2.Inspecionar regularmente o casco. Procurar por sinais de deterioração, danos provenientes de algum impacto, penetração, abrasão, etc.
3.A suspensão também deve ser inspecionada regularmente. Se houver sinais de deformação ou rasgamento, deve ser substituída.
4.Partes danificadas devem ser substituídas. Nunca use partes de fabricantes ou modelos diferentes. Os capacetes são testados da maneira como eles são vendidos, uma construção diferente não garante que a mesma continue atendendo a norma. Além do mais não está coberta pela lei, por não possuir CA.
5.Para limpeza do casco, use somente água e sabão. Se houver necessidade de desinfecção, uma solução a 5% de hipoclorito de sódio deve ser usada.
Uma boa higienização pode prolongar a vida útil do capacete. O EPI limpo permite fácil visualização de irregularidades no casco ou em qualquer outra parte no momento da inspeção do capacete (rachaduras, amassados, cortes, riscos e trincas). A experiência mostrou que se uma coisa mínima como uma trinca finíssima passar despercebida ela vai aumentar e aprofundar-se.
6.O casco e a suspensão nunca devem ser alterados.
7.Não pinte ou limpe com solventes ou gasolina. Não apliquem abrasivos. Estes produtos químicos podem enfraquecer o casco. Fonte: 3M do Brasil

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posted by ACCA@3:18 PM