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sábado, junho 04, 2011

Técnico cai de torre telefônica e morre

Na manhã de quinta feira, 2 de junho, aconteceu um acidente de trabalho na Fazenda Cuiabana, distante aproximadamente 88 km da cidade de Paranatinga no Mato Grosso.

MANUTENÇÃO DA TORRE
O técnico estava escalando uma torre de telefonia rural acabou caindo de uma altura de aproximadamente 33 metros, e veio a falecer. A torre transmite sinal de internet para aquela região e estava passando por uma manutenção.

VÍTIMA
A vitima trata-se de Eber, com 25 anos de idade, casado, natural de Terra Nova do Norte, Mato Grosso.
Uma ambulância foi prestar o socorro à vítima, mas quando chegou ao local o mesmo já se encontrava em óbito.

INQUÉRITO
A polícia foi ao local do acidente para registrar o fato e levantar as informações sobre as causas do acidente.

Fonte: Paranatinga News - 3 de Junho, 2011

Comentário:
Como a noticia não especifica a provável causa, poderemos supor:
■ O técnico sentiu-se mal e não estava com cinto de segurança
■ O cinto de segurança usado era inadequado para esse tipo de operação

EXAME MÉDICO
Existe uma grande variabilidade de fatores causadores de quedas de planos elevados (altura), tais como a falta de boas condições físicas e psíquicas do trabalhador. Também existe uma grande variedade de condições clínicas que poderiam afetar o estado de saúde do trabalhador e contribuir para a queda de planos elevados, originando sérios acidentes, muitas vezes levando à morte.

O fator humano - estado de saúde do trabalhador - apesar de não ser o fator que mais freqüentemente ocasiona a queda de planos elevados, deve ser considerado relevante e objeto de observação quando da análise dos acidentes por queda, e os fatores que predispõem o trabalhador a esse tipo de acidente devem ser devidamente pesquisados por ocasião dos exames ocupacionais (admissional, periódico, de retorno ao trabalho ou mudança de função).

Como anteriormente citado, existe uma grande variedade de condições que predispõem a queda do próprio nível ou de locais altos. Entre essas condições, citamos a epilepsia, vertigem e tonteira, e outros distúrbios, como do equilíbrio, movimentação, cardiovasculares, otoneurológicos e psicológicos, em particular a ansiedade e fobia de altura (acrofobia). Concomitante com essas condições clínicas, outros fatores circunstanciais que independem de exame médico prévio devem ser considerados. É o caso do consumo de bebida alcoólica por trabalhador que não apresenta problema de saúde antes de iniciar o trabalho em locais altos, a alimentação inadequada, as noites mal dormidas e o uso de medicamentos que atuam sobre o sistema nervoso central, os quais nem sempre podem ser identificados nos exames ocupacionais. Fonte: ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho

EQUIPAMENTO DE SEGURANÇA
O equipamento mais adequado para esse tipo de operação é o cinto de segurança com talabarte em Y. é o sistema de segurança redundante, isto é, o trabalhador estará sempre conectado

O uso de talabartes em Y tem algumas recomendações para ele possa atuar de forma eficiente;

MÉTODOS CORRETOS E INCORRETOS PARA UTILIZAR O TALABARTE Y COM UM ABSORVEDOR DE ENERGIA


Os talabartes em “Y” possuem dois “braços" que são unidos a um único ABS (absorvedor de energia) compartilhado, este modelo de talabarte possui certas vantagens com relação ao talabarte em “Y com 2 ABS” também com dois “braços” porém com dois ABS (um em cada “braço”). Os dois modelos de talabarte são usados em situações similares com o modelo em “Y” sendo menos volumoso e tendo algumas vantagens na questão de segurança quanto ao uso efetivo do ABS, a comparação entre “Y ABS” e “Y com 2 ABS” será assunto de uma próxima nota técnica.

PERIGOS
É importante estar ciente de aspectos críticos da segurança ao se utilizar talabartes em “Y”, a conexão incorreta pôde impedir o absorvedor de energia de se abrir por completo em caso queda (absorvendo menos energia do que o ideal). O “braço” que não esta conectado na ancoragem no momento, nunca deve ser colocado nas argolas laterais de posicionamento ou nos pontos de proteção contra queda.

USO CORRETO
Os dois “braços” podem estar conectados ao mesmo ponto ou em pontos distintos. O “braço” que não esta sendo utilizado no momento pode ser conectado de volta no próprio ABS em um ponto entre o talabarte e o absorvedor, nunca diretamente no ponto de proteção contra queda; A outra alternativa seria conectar o “braço” que esta solto na “alça porta-material” no cinto pára-quedista que ira se romper em caso de queda (a “alça porta material” deve suportar apenas algo em torno de 15 kg).

TALABARTES EM “Y” COM 2 (DOIS) ABS


Os talabartes em “Y” 2 ABS possuem dois “braços" e dois ABS (absorvedor de energia), um em cada “braço”. Modelo semelhante ao “Y” 2 ABS pode ser obtido através da utilização de dois talabartes em “i” (um “um braço” e um ABS) unidos em um mesmo conector. Na nota técnica anterior onde falamos de talabartes em “Y” ABS (veja no site da ALTISEG) comentamos que o talabarte em “Y” 2 ABS possui uma limitação quanto a sua utilização segura, que o torna menos recomendável, e vamos explicar o motivo.

O ABS é fabricado para limitar a força de impacto transferida para a pessoa durante a retenção de uma queda. Um ABS deve ser utilizado para reter a queda de uma pessoa, o que acontece no talabarte “Y” 2 ABS é que em algumas situações teremos dois ABS retendo a queda de um trabalhador. A conseqüência é clara os dois ABS juntos não vão funcionar como previsto e a força de impacto será muito grande.


LIMITAÇÃO DO “Y” 2 ABS - DESLOCAMENTO
A maior limitação do “Y” 2 ABS é que mesmo o trabalhador tendo conhecimento deste detalhe, vai sempre ser obrigado em determinado momento a estar conectado a dois absorvedores ao mesmo tempo, a segurança redundante (back-up) que deveria ser favorável, neste caso é perigosa. Este detalhe acontece quando em um deslocamento seguro é conectado o próximo gancho antes de se soltar o último, e assim sucessivamente, como mostra a imagem abaixo.



Fonte: Altiseg -

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posted by ACCA@9:05 AM