Trabalhador com epilepsia: Segurança no ambiente de trabalho
Alguns ambientes de trabalho representam muitos riscos
possíveis para pessoas com epilepsia, enquanto outros podem não ser adequados
para alguém com convulsões. Ao olhar para a segurança no local de trabalho, uma
série de fatores devem ser considerados, tais como:
O tipo de trabalho
- Alguns empregos podem representar maiores riscos ou não ser corretos para uma
pessoa com convulsões. Isso envolve dirigir, trabalhar em torno de máquinas
perigosas, voar?
Riscos no meio
ambiente - O trabalho requer escalada? A área é segura se uma pessoa tenha
uma convulsão?
Horário de trabalho
- Alguns horários de trabalho podem aumentar a probabilidade de alguém ter uma
convulsão, como mudança frequente de turnos ou trabalhos noturnos, resultando em privação de
sono.
Disponibilidade de
primeiros socorros - As pessoas estão disponíveis para ajudar se a pessoa
precisar ou trabalha sozinho? As pessoas sabem como prestar ajuda adequada?
Atitudes e
comportamentos dos empregadores e dos empregados - Quais são as atitudes e
reações das pessoas no local de trabalho? Eles são solidários e compreensivos?
Necessidade de
divulgação sobre convulsões - O empregador precisa saber sobre suas
convulsões? Se as convulsões são bem controladas e não afetam a capacidade de
fazer o trabalho, as pessoas devem pensar cuidadosamente sobre a divulgação de
informações sobre epilepsia ou qualquer condição de saúde.
ACOMODAÇÃO- LOCAL DE
TRABALHO
A maioria dos empregos pode ser mais segura com algumas
mudanças e, em muitos casos, os empregadores são obrigados por lei a fazer
ajustes razoáveis. Esses ajustes ou "acomodações" são mudanças no
trabalho, no meio ambiente ou outros apoios que permitirão à pessoa realizar o
trabalho e são "razoáveis" para o empregador fazer.
Discutir o potencial risco de segurança com o empregador é o
primeiro passo antes que os ajustes nas responsabilidades ou no ambiente do
trabalho possam ser feitos. Por exemplo:
■Um funcionário sem crise recente obteve aprovação do chefe
para usar carro da empresa em vez de usar um carro de aluguel enquanto viaja a
trabalho.
■ Uma funcionária de
escritório com crises parciais complexas que causam perda de orientação usa uma folha de sinalização para que os
colegas de trabalho não estejam preocupados quando ela estiver da área de
trabalho ou para o almoço ou recados
relacionados ao trabalho.
Indivíduos que obtêm o controle total de convulsões com
medicamentos antiepilépticos não precisam de planos de segurança no trabalho.
Certos empregos, como motorista de ônibus escolar ou neurocirurgião, são muito
arriscados para as pessoas cujas crises não estão totalmente controladas. Esses
empregos colocam a pessoa com convulsões e outras em risco.
CONVULSÕES E TIPO DE ACOMODAÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO
Algumas mudanças no local de trabalho podem ser feitas com
muita facilidade. Por exemplo;
■ Um contador com convulsões parciais complexas ocasionais
que causam quedas pediu para trabalhar em um escritório com carpetes para
amortecer a queda se ocorrer uma convulsão.
■ Um engenheiro com convulsões parciais complexas raras que
causam desorientações solicitou um
escritório longe das escadas.
Alguns trabalhos que apresentam riscos para pessoas com
convulsões podem ser mais seguros com dispositivos de segurança ou outros
ajustes.
■ Um funcionário que recentemente começou apresentar um
quadro de convulsões *tônico‑clônicas* trabalhava como limpador de piscinas há
anos e gostava de seu trabalho. Depois que as crises iniciaram, ele começou a
usar colete salva-vidas para prevenir
afogamento se a crise ocorresse enquanto estivesse perto da piscina.
■ Uma funcionária, que sofreu crises parciais complexas após
um acidente automobilístico, sempre quis trabalhar em balcão de frios. Ela pediu aos colegas de trabalho para não usar o cortador
de carne e usava luvas de borracha ao fazer sanduíches para evitar cortes
graves nas mãos.
■ Dispositivos de segurança como capacetes e cintos podem
ser usados para pessoas que trabalham em alturas e dispositivos de bloqueio
automático ou protetores de segurança para pessoas que trabalham em volta de máquinas.
DICAS GERAIS DE SEGURANÇA
■ Use o elevador em vez de escadas.
■ Trabalho que exige subir ou descer, limitar a altura (escadaria
em geral, escada manual, escada industrial, etc.) que poderiam causar ferimentos, se ocorrer
uma crise.
■ Se as convulsões não são controladas, fale com seu médico
sobre como as convulsões devem ser tratadas no trabalho.
■ Desenvolva um plano para primeiros socorros com seu
empregador e envolva colegas de trabalho relevantes (que podem estar presentes
quando ocorrerem as convulsões). Certifique-se de que este plano inclua atendimento de emergência, se necessário.
Criar um ambiente de trabalho seguro para as pessoas com
ataques incontroláveis, que requerem dos
colegas de trabalho e empregadores os
ajustes necessários de segurança. Existem empregadores e colegas de trabalho
amigáveis com a epilepsia. Fonte:
Epilepsy Foundation - Steven C. Schachter, MD, Patricia O. Shafer, RN, MN, Joseph
I. Sirven, MD, on Wednesday, October 23, 2013
Nota
explicativa
Convulsões tônico-clônicas estão associadas à perda súbita
da consciência. O quadro dura poucos minutos. Na fase tônica, todos os músculos
dos braços, pernas e tronco ficam endurecidos, contraídos e estendidos e a face
adquire coloração azulada. Em seguida, a pessoa entra na fase clônica e começa
a sofrer contrações rítmicas, repetitivas e incontroláveis. Em ambas as
situações, a saliva pode ser abundante e ficar espumosa. Mordida pelos dentes,
a língua pode sangrar. Dr Drauzio Varella
Comentário:
Trabalhador sofre ataque epilético e morre ao cair de trator no Piauí
Comentário:
Trabalhador sofre ataque epilético e morre ao cair de trator no Piauí
Um trabalhador identificado como Odaildo de Rosa Rodrigues,
de 31 anos, morreu nesse domingo (31 de Janeiro de 2016) após sofrer um ataque
epilético e cair do trator na zona rural de Jatobá do Piauí, Norte do Piauí.
Segundo o agente Francisco Alcantra, da Polícia Civil de Campo Maior, na queda
a vítima bateu com a cabeça no veículo, vindo a óbito no local.
"Ele estava sozinho quando passou mal com a máquina em
movimento e teve ter se contorcido até morrer, por volta das 14h desse domingo.
Acreditamos que a vítima também bateu com a cabeça ao cair do veículo, porque a
região estava suja de sangue. Com o incidente, o trator saiu desgovernado e só
parou ao bater em algumas árvores", informou. A polícia só soube do caso às 18h e enviou uma equipe até o
local. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e removeu o corpo para
Teresina. Fonte: G1 Piauí - 1/02/2016

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