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segunda-feira, fevereiro 12, 2018

Trabalhador com epilepsia: Segurança no ambiente de trabalho

Alguns ambientes de trabalho representam muitos riscos possíveis para pessoas com epilepsia, enquanto outros podem não ser adequados para alguém com convulsões. Ao olhar para a segurança no local de trabalho, uma série de fatores devem ser considerados, tais como:

O tipo de trabalho - Alguns empregos podem representar maiores riscos ou não ser corretos para uma pessoa com convulsões. Isso envolve dirigir, trabalhar em torno de máquinas perigosas, voar?

Riscos no meio ambiente - O trabalho requer escalada? A área é segura se uma pessoa tenha uma convulsão?

Horário de trabalho - Alguns horários de trabalho podem aumentar a probabilidade de alguém ter uma convulsão, como mudança frequente de turnos ou  trabalhos noturnos, resultando em privação de sono.

Disponibilidade de primeiros socorros - As pessoas estão disponíveis para ajudar se a pessoa precisar ou trabalha sozinho? As pessoas sabem como prestar ajuda adequada?

Atitudes e comportamentos dos empregadores e dos empregados - Quais são as atitudes e reações das pessoas no local de trabalho? Eles são solidários e compreensivos?

Necessidade de divulgação sobre convulsões - O empregador precisa saber sobre suas convulsões? Se as convulsões são bem controladas e não afetam a capacidade de fazer o trabalho, as pessoas devem pensar cuidadosamente sobre a divulgação de informações sobre epilepsia ou qualquer condição de saúde.

ACOMODAÇÃO- LOCAL DE TRABALHO
A maioria dos empregos pode ser mais segura com algumas mudanças e, em muitos casos, os empregadores são obrigados por lei a fazer ajustes razoáveis. Esses ajustes ou "acomodações" são mudanças no trabalho, no meio ambiente ou outros apoios que permitirão à pessoa realizar o trabalho e são "razoáveis" para o empregador fazer.

Discutir o potencial risco de segurança com o empregador é o primeiro passo antes que os ajustes nas responsabilidades ou no ambiente do trabalho possam ser feitos. Por exemplo:
■Um funcionário sem crise recente obteve aprovação do chefe para usar carro da empresa em vez de usar um carro de aluguel enquanto viaja a trabalho.
■ Uma funcionária  de escritório com crises parciais complexas que causam perda de orientação  usa uma folha de sinalização para que os colegas de trabalho não estejam preocupados quando ela estiver da área de trabalho ou  para o almoço ou recados relacionados ao trabalho.
Indivíduos que obtêm o controle total de convulsões com medicamentos antiepilépticos não precisam de planos de segurança no trabalho. Certos empregos, como motorista de ônibus escolar ou neurocirurgião, são muito arriscados para as pessoas cujas crises não estão totalmente controladas. Esses empregos colocam a pessoa com convulsões e outras em risco.

CONVULSÕES E TIPO DE ACOMODAÇÃO NO LOCAL DE TRABALHO
Algumas mudanças no local de trabalho podem ser feitas com muita facilidade. Por exemplo;
■ Um contador com convulsões parciais complexas ocasionais que causam quedas pediu para trabalhar em um escritório com carpetes para amortecer a queda se ocorrer uma convulsão.
■ Um engenheiro com convulsões parciais complexas raras que causam desorientações  solicitou um escritório longe das escadas.
Alguns trabalhos que apresentam riscos para pessoas com convulsões podem ser mais seguros com dispositivos de segurança ou outros ajustes.
■ Um funcionário que recentemente começou apresentar um quadro de convulsões *tônico‑clônicas* trabalhava como limpador de piscinas há anos e gostava de seu trabalho. Depois que as crises iniciaram, ele começou a usar colete salva-vidas para prevenir   afogamento se a crise ocorresse enquanto estivesse perto da piscina.
■ Uma funcionária, que sofreu crises parciais complexas após um acidente automobilístico, sempre quis trabalhar em balcão de frios. Ela  pediu aos colegas de trabalho para não usar o cortador de carne e usava luvas de borracha ao fazer sanduíches para evitar cortes graves nas mãos.
■ Dispositivos de segurança como capacetes e cintos podem ser usados para pessoas que trabalham em alturas e dispositivos de bloqueio automático ou protetores de segurança para pessoas que trabalham em volta de máquinas.

DICAS GERAIS DE SEGURANÇA
■ Use o elevador em vez de escadas.
■ Trabalho que exige subir ou descer, limitar a altura (escadaria em geral, escada manual, escada industrial, etc.)  que poderiam causar ferimentos, se ocorrer uma crise.
■ Se as convulsões não são controladas, fale com seu médico sobre como as convulsões devem ser tratadas no trabalho.
■ Desenvolva um plano para primeiros socorros com seu empregador e envolva colegas de trabalho relevantes (que podem estar presentes quando ocorrerem as convulsões). Certifique-se de que este plano inclua atendimento de emergência, se necessário.
Criar um ambiente de trabalho seguro para as pessoas com ataques incontroláveis,  que requerem dos colegas de trabalho e empregadores  os ajustes necessários de segurança. Existem empregadores e colegas de trabalho amigáveis com a epilepsia. Fonte: Epilepsy Foundation - Steven C. Schachter, MD, Patricia O. Shafer, RN, MN, Joseph I. Sirven, MD, on Wednesday, October 23, 2013

Nota explicativa
Convulsões tônico-clônicas estão associadas à perda súbita da consciência. O quadro dura poucos minutos. Na fase tônica, todos os músculos dos braços, pernas e tronco ficam endurecidos, contraídos e estendidos e a face adquire coloração azulada. Em seguida, a pessoa entra na fase clônica e começa a sofrer contrações rítmicas, repetitivas e incontroláveis. Em ambas as situações, a saliva pode ser abundante e ficar espumosa. Mordida pelos dentes, a língua pode sangrar. Dr Drauzio Varella


Comentário:
Trabalhador sofre ataque epilético e morre ao cair de trator no Piauí
Um trabalhador identificado como Odaildo de Rosa Rodrigues, de 31 anos, morreu nesse domingo (31 de Janeiro de 2016) após sofrer um ataque epilético e cair do trator na zona rural de Jatobá do Piauí, Norte do Piauí. Segundo o agente Francisco Alcantra, da Polícia Civil de Campo Maior, na queda a vítima bateu com a cabeça no veículo, vindo a óbito no local.
"Ele estava sozinho quando passou mal com a máquina em movimento e teve ter se contorcido até morrer, por volta das 14h desse domingo. Acreditamos que a vítima também bateu com a cabeça ao cair do veículo, porque a região estava suja de sangue. Com o incidente, o trator saiu desgovernado e só parou ao bater em algumas árvores", informou. A polícia só soube do caso às 18h e enviou uma equipe até o local. O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e removeu o corpo para Teresina. Fonte: G1 Piauí - 1/02/2016
 

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posted by ACCA@8:00 PM