Região Serrana: Dois anos depois da tragédia
Passados dois anos da tragédia causada pelas fortes chuvas que atingiram a região serrana do estado, matando mais de 900 pessoas e deixando 7 mil desabrigados e desalojados, 165 pessoas ainda continuam desaparecidas.
Os dados
constam da página do Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos
(Plid), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), responsável
pela localização de pessoas desaparecidas em todo o estado.
As
informações do Plid indicam que foi comunicado ao Ministério Público o
desaparecimento de 653 pessoas nas principais cidades da região serrana, após a
madrugada do dia 12 de janeiro de 2010. A maioria de Nova Friburgo, Petrópolis
e Teresópolis, as mais atingidas pela tromba d'água que caiu na região naquela
madrugada.
Das 653
notificações de desaparecimento, 165 ainda constam da página do Plid como
"comunicações em aberto", ou seja, as notificações de desaparecimento
continuam sem solução.
Os dados
indicam que 340 pessoas foram localizadas com vida e que 151 resultaram em
óbitos, cujos corpos foram encontrados e sepultados.
O Plid
recebeu inicialmente mais de 2 mil comunicações, que resultaram na consolidação
das 653 efetivamente catalogadas. Fonte: UOL
Notícias - 12/01/2013
Comentário:
Dois anos depois, o comércio se recuperou, o turismo se reergueu. Mas em muitas
cidades o tempo parece não ter passado. O cenário ainda é de destruição e
abandono.
Áreas
devastadas, casas destruídas. Muita gente se mudou da Região Serrana. Placas de
casas a venda ou para aluguel são comuns. Das cinco mil casas populares
prometidas, nenhuma foi entregue.
O número
de mortos nunca será solucionado, pois
houve áreas que foram totalmente varridas, cobertas por toneladas de pedras e
lama. O desastre ocorreu durante a madrugada e os moradores já estavam dormindo
e foram surpreendidos.
■ Em
Campo Grande, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
(IBGE), moravam cerca de 1.256 pessoas, distribuídas em cerca de 350 casas. Mas
depois da tragédia, somente 64 moradias ficaram de pé. O resto foi esmagado por
toneladas de pedras e lama que deslizaram dos morros ao redor.
■ Dados da
concessionária de energia elétrica, que atende Teresópolis, Petrópolis e
Sumidouro, 8.844 medidores de energia desapareceram na noite de 12 de janeiro
de 2011. São clientes que jamais voltaram a contatar a empresa. Em Friburgo,
887 unidades consumidoras deixaram de existir. Os clientes não voltaram a
contatar com a empresa.
■ No
caminho do desastre moravam 60.000 pessoas
A população tem uma parte da responsabilidade, pois ocupam áreas públicas, margens de rios, encostas, etc, com a desculpa que não há lugar para morar. E ao mesmo tempo o município não fiscaliza esses espaços com propensão a desastres naturais. A natureza necessita de sua zona de proteção natural, a zona de amortecimento. Essa zona de proteção da natureza é invadida ou tomada por construção de moradias irregulares,, avenidas, urbanização, etc. O ciclo de desastre da natureza não obedece uma lei ou norma, mas sim é resultante de uma série de eventos não previstos e da convergência de fatores adversos, aparentemente independentes, que num determinado momento se somam para provocar essa catástrofe. Excesso de chuva, topografia da região favorável, desmatamento, urbanização desordenada, ocupação de espaço da própria natureza, etc. são esses eventos e fatores que se somam, para que a natureza possa retomar o seu espaço territorial. Esses desastres da natureza são uma forma aliviar tensão concentrada, confinada, provocando, inundações, deslizamentos, enxurradas, etc.
A população tem uma parte da responsabilidade, pois ocupam áreas públicas, margens de rios, encostas, etc, com a desculpa que não há lugar para morar. E ao mesmo tempo o município não fiscaliza esses espaços com propensão a desastres naturais. A natureza necessita de sua zona de proteção natural, a zona de amortecimento. Essa zona de proteção da natureza é invadida ou tomada por construção de moradias irregulares,, avenidas, urbanização, etc. O ciclo de desastre da natureza não obedece uma lei ou norma, mas sim é resultante de uma série de eventos não previstos e da convergência de fatores adversos, aparentemente independentes, que num determinado momento se somam para provocar essa catástrofe. Excesso de chuva, topografia da região favorável, desmatamento, urbanização desordenada, ocupação de espaço da própria natureza, etc. são esses eventos e fatores que se somam, para que a natureza possa retomar o seu espaço territorial. Esses desastres da natureza são uma forma aliviar tensão concentrada, confinada, provocando, inundações, deslizamentos, enxurradas, etc.
O que o
homem faz com a natureza? Empreendimentos preocupados especificamente com o
conforto para a vida do homem, sem se preocupar com a conservação da natureza. Os fenômenos da
natureza obedecem as leis naturais físicas e suas consequências podem ser
destruidoras.
A relação
entre o homem e a natureza não é harmoniosa e sim de disputa de ocupação de espaço territorial.
O homem com sua tecnologia e a natureza com sua força destruidora.
Devemos
compreender os mecanismos que regem a natureza;
■ a alteração
do ecossistema, que cria novos fatores adversos para o homem.
■ o
clima e as propriedades do terreno não podem ser modificados infinitamente pelo
homem,
■ o
desmatamento que deixa a natureza sem proteção
■ a
ocupação de áreas com maior susceptibilidade natural
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Marcadores: desastre, Meio Ambiente
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