Manutenção e inspeção de mangueira de incêndio
A fim de manter a mangueira de incêndio pronto para a ação e em boas condições, é importante familiarizar-se com que freqüência os serviços de manutenção são necessários no equipamento
Inspeção e manutenção
A mangueira de incêndio, quando submetida a inspeção visual, não deve apresentar nenhuma das situações descritas abaixo ou situações que coloquem em risco o funcionamento adequado da mangueira no momento do combate ao incêndio.
VERIFICAÇÃO:
■Toda mangueira de incêndio deve ser inspecionada e ensaiada hidrostaticamente antes de ser colocada em uso (para mangueiras novas pode ser aceito o certificado de ensaio hidrostático emitido pelo fabricante).
■ A mangueira, após ter sido utilizada em combate, deve ser encaminhada para a inspeção, a fim de se manterem as condições mínimas exigidas para uso.
■ Desgaste por abrasão no revestimento externo.
■ Presença de manchas e/ou resíduos na superfície externa, proveniente de contato com produtos químicos ou derivados de petróleo.
■ Desprendimento do revestimento externo.
■ Evidência de deslizamento das uniões em relação à mangueira.
■ Dificuldades para acoplar o engate das uniões (os flanges de engate devem girar livremente).
Obs: Recomenda-se que também seja verificada a dificuldade de acoplamento das uniões com o hidrante e com o esguicho da respectiva caixa/abrigo de mangueira. É permitido utilizar chave de mangueira para efetuar o acoplamento.
■ Deformações nas uniões provenientes de quedas, golpes ou arraste.
■ Ausência de vedação de borracha nos engates das uniões ou vedação que apresente ressecamento, fendilhamento ou corte.
■ Ausência de marcação conforme ABNT NBR 11861, que impossibilite a identificação do fabricante. Neste caso, a mangueira deve ser encaminhada para manutenção.
Obs: Se for constatado na inspeção condições evidentes para as quais não haja possibilidade de reparo e ensaio hidrostático, a mangueira deve ser condenada.
FREQÜÊNCIA DE INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO
APÓS UTILIZAÇÃO
■ A mangueira, após ter sido utilizada em combate, deve ser encaminhada para a inspeção, a fim de se manterem as condições mínimas exigidas para uso.
REEMPATAÇÃO
Geral
■ A mangueira, após manutenção que obrigue redução em seu comprimento, somente deve retornar para uso caso a redução seja de no máximo 2% de seu comprimento nominal.
LIMPEZA
■Todo resíduo, mofo ou mancha deve ser removido, quando possível, da superfície externa da mangueira.
■ Quando necessária apenas uma limpeza a seco, deve-se utilizar uma escova com cerdas não metálicas longas e macias, e o escovamento deve ser executado cruzado, ou seja, no sentido da trama e do urdume.
■ Para lavagem, deve ser utilizada água potável e, se necessário, sabão neutro e escova com cerdas. Recomenda-se utilizar equipamento de alta pressão.
SECAGEM
■ A mangueira deve estar seca quando na condição de uso, salvo recomendação específica do fabricante.
■ A secagem deve ser efetuada à sombra, estando a mangueira na vertical ou apoiada em plano inclinado.
■ Quando utilizado equipamento para secagem forçada, recomenda-se que a temperatura não ultrapasse 50°C.
SUBSTITUIÇÃO
Mangueiras consideradas condenadas para uso devem ser substituídas por mangueiras novas do mesmo tipo e diâmetro.
CUIDADOS DE PRESERVAÇÃO
Para preservação da mangueira durante o uso, devem ser observadas as recomendações abaixo:
■ evitar contato com cantos vivos e pontiagudos;
■ evitar manobras violentas de derivantes, entrada repentina de bomba e fechamento abrupto de esguichos, registros e hidrantes que causam golpes de aríete na linha (a pressão pode atingir sete vezes a pressão estática de trabalho, o que pode romper ou desempatar uma mangueira);
■ evitar contato direto com o fogo, brasas e superfícies quentes;
■ evitar arraste da mangueira e uniões sobre o piso, principalmente se ela estiver vazia ou com pressão muito baixa (isto causa furos, principalmente no vinco);
■ evitar queda de uniões;
■ evitar contato da mangueira com produtos químicos e derivados de petróleo, salvo recomendação específica do fabricante;
■ evitar guardar a mangueira molhada;
■ evitar permanecer com a mangueira conectada no hidrante;
■ evitar curvamento acentuado da mangueira junto à união, quando em operação;
■ não utilizar as mangueiras para algum outro fim (lavagem de garagens, pátios etc.), que não seja o combate a incêndio;
■ para maior segurança, não utilizar as mangueiras das caixas ou abrigos em treinamento de brigadas, evitando danos e desgastes. As mangueiras utilizadas em treinamento de brigadas devem ser identificadas e mantidas somente para este fim;
■ evitar a passagem de veículos sobre a mangueira durante o uso, utilizando-se um dispositivo de passagem de nível;
■ inspecionar as caixas e abrigos para verificar se eles são eficazes para a conservação da mangueira;
■ efetuar a limpeza e secagem, respectivamente, sempre que necessário;
Obs: Após a manutenção e acondicionamento, a mangueira deve retornar, preferencialmente, para o mesmo hidrante ou abrigo em que se encontrava antes da manutenção.
■ a mangueira aprovada para uso deve ser armazenada em local ou compartimento seco e ventilado, protegida da incidência direta de raios solares e atmosferas agressivas, tais como vapores de derivados de petróleo, vapores ácidos etc.
CLASSIFICAÇÃO DAS MANGUEIRAS
Conforme determina a norma ANT-NBR 11861 – Os requisitos e métodos de ensaio, da ABNT, as mangueiras são classificadas conforme sua característica de construção e sua pressão máxima de trabalho:
Define-se pressão de trabalho como sendo a pressão máxima à qual a mangueira pode ser submetida em condições normais de uso.
IDENTIFICAÇÃO DAS MANGUEIRAS
■ Nome ou marca do fabricante;
■ Número da norma de fabricação (NBR 11861);
■ Tipo da mangueira;
■ Mês e ano de fabricação.
Esta marcação deve ser indelével, em caracteres de 25 mm de altura mínima, iniciando á distância de 0,5 m a 1,4 m de cada extremidade da mangueira.
ACONDICIONAMENTO DE MANGUEIRA
De acordo com o tipo de utilização, as mangueiras podem ser acondicionadas conforme descrito a seguir:
■ forma ziguezague deitada: a mangueira em forma ziguezague deve ser apoiada por um de seus vincos sobre superfície não abrasiva. Podem ser acoplados vários lances para formação de linha pronta;
■ forma ziguezague em pé: a mangueira em forma ziguezague deve ser posicionada na vertical sobre ela própria;
■ forma aduchada: consiste em enrolar a mangueira previamente dobrada contra ela mesma, formando uma espiral a partir da dobra em direção às extremidades. Recomenda-se esta forma de acondicionamento nas caixas de hidrantes.
Obs: Recomenda-se que a mangueira seja enrolada para acondicionamento com a formação de novo vinco, ou seja, a posição anterior de dobra deve ser não tensionada, salvo recomendação específica do fabricante.
BOAS PRÁTICAS
■ utilize a mangueira especificamente para incêndio
■ faça circular água pelo interior da mangueira, duas vezes ao ano.
■ teste hidraulicamente, segundo a pressão indicada para o trabalho, uma vez ao ano.
■ submeta a mangueira a teste de pressão hidráulica, após dez anos de uso e posteriormente a cada dois anos.
Fonte: NBR NBR 11861/12779 , Total Fire.





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