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terça-feira, março 16, 2010

Demolição; Acidente incrível

O guindaste estava preparado para lançar a bola de aço e quando o fez, passou no momento um carro e foi atingido violentamente pela bola de aço. Por sorte o motorista teve apenas ferimentos leves. O acidente aconteceu no mês de novembro de 2009, na zona de Manhattan, Nova York.

Vídeo:


O QUE DEU ERRADO
Houve negligência total para execução do serviço, falta de sinalização e interdição da rua.

O QUE FALTOU
Dependendo da natureza dos trabalhos que afetarão o trânsito, em especial a duração e a mobilidade dos serviços, o projeto de sinalização deve constar de:
■ sinalização vertical, contendo as placas de regulamentação, de advertência e indicativas;
■ sinalização horizontal, incluindo as linhas, marcas de canalização, setas, legendas e tachas;
■ dispositivos auxiliares, incluindo as barreiras, balizas, balizadores, marcadores de perigo, marcações de obstáculos, marcadores de alinhamento, cones e cúpulas luminosas, luzes intermitentes, painéis com seta iluminada, bandeiras, o sinal “PARE” portátil, a operação leva-bandeira, os acessórios de segurança individual e a sinalização de veículos de serviço;
■ sinalização semafórica.
Em todas as sinalizações acima relacionadas devem ser indicadas as existentes que devem ser retiradas, remanejadas ou apagadas, além das que devem permanecer cobertas durante a execução das obras ou serviços.

SINALIZAÇÃO ANTERIOR AO LOCAL EM OBRAS
Esta sinalização procura advertir os usuários da via sobre a existência das obras, canalizando os fluxos de forma suave. Para tanto, deve-se utilizar basicamente:
■ sinais de advertência quanto à existência de obras;
■ sinais de advertência relativos à natureza do problema, como estreitamento de pista, altura limitada, desvio etc;
■ cones ou balizadores e barreiras para canalizar o tráfego.

SINALIZAÇÃO NO LOCAL DAS OBRAS
A sinalização a ser empregada deve caracterizar a obra e separá-la seguramente do movimento de veículos e pedestres. Para isso são geralmente empregadas:
■ barreiras, para o caso de fechamento total ou parcial de vias, tapumes com placas de barragem e cercas portáteis;
■ sinalização específica para pedestres.
Devem ser respeitadas as especificações e horários definidos pelos órgãos competentes, assim como a legislação e normas vigentes para execução das intervenções.
Fonte: DER – Departamento de Estrada de Rodagem – São Paulo

Demolição por impacto

Denominação: Bola rompedora ou bola de demolição ou bola de aço aríete.
É uma pesada bola de aço ou ferro, normalmente presa por um cabo à um guindaste, que é usada para a demolição de grandes edifícios

MÉTODO DE USO
É o sistema mais antigo em termos de utilização de maquinaria pesada e é composto por uma bola de aço que atua pendurada por uma corrente, com movimentos pendulares ou em queda livre e cujo peso varia entre os 500 e os 5.000 Kg.
Para demolir telhados e outras superfícies horizontais, a bola é tipicamente suspensa por uma longa corrente de aço presa a um gancho de um guindaste de lança sobre a estrutura; a presilha da corda é solta e a bola é capaz de cair livremente sobre a estrutura. Para demolir paredes, a bola é suspensa até a altura desejada em um guindaste e uma corda secundária de aço puxa a bola em direção a cabine do guindaste. A presilha da corda lateral é então solta e a bola balança como um pêndulo para atingir a estrutura. Outro método para demolição lateral é mover a lança do guindaste para acelerar a bola para atingir o alvo. Estes procedimentos são repetidos quantas vezes forem necessárias até a estrutura ser reduzida a ruínas que possam ser facilmente carregadas e transportadas. A demolição é executada inteiramente através da energia cinética da
Não pode ser utilizado em demolições parciais, por causa da imprecisão do seu controlo, sendo assim aplicado apenas no desmantelamento total das construções.
A capacidade e o tamanho da máquina são proporcionais ao peso da massa suspensa, podendo a sua altura atingir, por vezes, os 30 metros.

O aríete, como é também chamado, pode ser movimentado segundo três direções distintas:
■ Sentido vertical, em queda, de cima para baixo;
■ Sentido horizontal, segundo a direção do braço da máquina;
■ Sentido rotacional, em torno do seu ponto de suspensão.
A máquina só pode funcionar a partir da zona exterior aos edifícios e necessita de um raio de ação de cerca de 6 metros livres.

Desvantagens do método:
■ ruído excessivo;
■ produção elevada de poeiras;
■ elevada e contínua produção de vibrações e barulhos ao meio ambiente circundante, durante todo o espaço de tempo em que se verificam os trabalhos, tempo esse demasiado longo, em face do baixo rendimento do método;
■ Processo de desmonte não controlado;
■ Produção de fragmentação dos materiais de tamanhos médios a grandes, necessitando, por isso, de trabalhos complementares posteriores;
■ Somente utilizável em trabalhos de grande extensão, pois se torna oneroso o transporte do equipamento pesado (guindaste)a. Fonte: Construlink Press

Vídeo:

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