PARANAENSE ATINGIDO POR RAIO NA CABEÇA DURANTE TRILHA NO EQUADOR

Um curitibano de 32 anos
sobreviveu depois de ser atingido na cabeça por um raio enquanto subia o vulcão
extinto El Corazón, no Equador. O caso aconteceu em 13 de outubro, na
Cordilheira dos Andes, e o cume do vulcão tem quase 5 mil metros de altitude.
COMO FOI:
O montanhista, experiente, que
prefere não ser identificado, fazia a trilha com um grupo de cerca de 20
pessoas. O tempo estava bom no começo, mas uma neblina se formou perto do fim,
e o raio o atingiu no ponto mais alto da montanha. Outras duas pessoas do grupo
também foram atingidas e se feriram.
FERIMENTOS:
Ele teve os tímpanos
perfurados e queimaduras de segundo e terceiro graus. O raio entrou pela
cabeça, percorreu o corpo e chegou aos pés. A bota ficou parcialmente
destruída.
EQUIPE DE SUPORTE ACIONOU
SOCORRO E AJUDOU NA DESCIDA
"Eu estava com uma
equipe preparada. Eles estavam com o rádio, com tudo, e pediram socorro muito
rápido. Eles que me carregaram para descer, porque eu tive que caminhar um
pouco. Eles me ajudaram na caminhada, trouxeram um cavalo para que eu pudesse,
em uma parte, ir a cavalo. Quando eu cheguei, a ambulância já estava me esperando.
Foi tudo bem coordenado", relembra.
O curitibano foi levado a um
hospital particular do Equador, onde passou por acompanhamento por
cardiologista, cirurgião plástico, otorrino e médico clínico geral. Ele teve
queimaduras de 2º grau no tórax e em membros inferiores e de 3º grau nos pés.
Além disso, teve perfuração
no tímpano em ambos os ouvidos e, na cabeça, ficou uma marca do raio.
No hospital equatoriano,
depois que os rins e o coração dele estabilizaram, a equipe médica passou a
controlar as queimaduras. Com a situação estável, o homem pôde retornar ao
Brasil.
SITUAÇÃO ATUAL:
Depois de ser atendido num
hospital particular no Equador, ele voltou a Curitiba e segue em tratamento no
Hospital Evangélico Mackenzie.
Do aeroporto de Curitiba, ele
foi levado direto ao Hospital Evangélico Mackenzie, referência no tratamento de
queimados, onde está dando continuidade ao tratamento.
Segundo a equipe médica, ele
está estável, com previsão de internação de 3 a 4 semanas, a depender da
evolução do quadro clínico. Ele está lúcido, bem e conversando.
Fontes: g1 PR e RPC - Curitiba-22/10/2026; g1 PR e RPC
— Curitiba - 20/10/2026; @ZR
Comentário
O que acontece com o corpo
Coração e respiração:
A principal causa de morte é
a parada cardíaca ou respiratória no momento do impacto. Quem sobrevive à
primeira hora geralmente tem bom prognóstico, se for socorrido rápido.
Sistema nervoso:
Perda de consciência, confusão, amnésia e paralisia
temporária das pernas (a chamada ceraunoparalisia), que costuma passar em
horas.
Pele:
Queimaduras geralmente superficiais, às vezes com marcas
em forma de ramificação (figuras de Lichtenberg), que somem em dias.
Ouvidos e olhos:
Zumbido, tímpano rompido,
perda auditiva, visão turva e, mais tarde, catarata.
Músculos e ossos:
Dor intensa, e fraturas ou luxações causadas pela contração
muscular violenta ou pela onda de choque.
Sequelas
A longo prazo: dor crônica,
problemas de memória e concentração, distúrbios do sono, irritabilidade e
alterações de humor.
A maioria das vítimas não é
atingida diretamente. Muitas sofrem com a corrente que se espalha pelo solo ou
com descargas laterais vindas de árvores e rochas próximas.
Se alguém for atingido: chame
o resgate (Bombeiros 193) e comece a massagem cardíaca se a pessoa não
respirar. A vítima não retém carga elétrica, então é seguro tocá-la. Se houver
várias vítimas, atenda primeiro as que parecem mortas, porque são as que mais
se beneficiam de ressuscitação imediata.
COMO SE PROTEGER EM TRILHAS
Antes de sair
Confira a previsão. Em boa
parte do Brasil, as tempestades de verão se formam à tarde, então saia cedo
para estar de volta antes do meio-dia ou início da tarde.
Defina um horário-limite de
retorno e respeite, mesmo sem chegar ao topo.
DURANTE A TRILHA
Se o céu escurecer, as nuvens
crescerem verticalmente ou você ouvir trovão, comece a descer na hora. Não
espere a chuva chegar.
Regra dos 30-30:
Se o trovão vier menos de 30
segundos depois do clarão, a tempestade está perto o bastante para ser perigosa.
Só retome a caminhada 30 minutos depois do último trovão.
ONDE EVITAR
Cumes, cristas, campos
abertos e árvores isoladas.
Água, cercas de metal, cabos
de aço e vias ferratas.
Boca de cavernas e paredões
rochosos rasos, onde a corrente pode saltar.
ONDE FICAR
O melhor abrigo é uma
construção fechada ou um carro.
Sem isso, procure um trecho
baixo e com vegetação densa, de árvores todas de altura parecida. Fique
afastado dos troncos mais altos.
SE FOR PEGO SEM ABRIGO
Afaste-se uns 10 metros dos
outros membros do grupo, para que nem todos sejam atingidos de uma vez.
Agache-se sobre a ponta dos
pés, com os pés juntos, cabeça baixa e mãos nos joelhos, o mínimo possível em
contato com o chão. Se tiver uma mochila ou isolante, apoie-se sobre ele. Não
se deite no chão.
Afaste de você bastões de
caminhada, mochilas com armação metálica e outros objetos de metal.
Barraca não protege de raio.
SINAIS DE ALERTA IMEDIATO:
Cabelo arrepiado, formigamento na pele ou zumbido nos objetos de metal indicam que a descarga está prestes a acontecer. Agache imediatamente e se afaste do local.
Marcadores: eletricidade, queda de raio
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