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segunda-feira, julho 22, 2013

Protetor de coifa auto-justável para serra circular

 O protetor auto-ajustável de serra Konstrumack foi desenvolvido com o intuito de proteger contra eventuais acidentes de trabalho, mantendo a lâmina da serra oculta durante todo o processo de corte, evitando assim o contato direto do operador com a serra além de protegê-lo contra estilhaços.

A coifa autoajustável protege contra eventuais acidentes de trabalho, mantendo a lâmina da serra oculta durante todo o processo de corte, evitando assim o contato direto do operador com a serra além de protegê-lo contra retrocesso.

Características da coifa:
* Atende NR 12 e NR 18;
* Fundido em alumínio;
* Visor para acompanhamento do corte, protegido com acrílico transparente;
* Elevação automático do protetor, de acordo com a espessura do material a ser cortado;
* Mantém a lâmina coberta durante a operação;
* Montagem simples e rápida
* Baixo custo de manutenção;
* Adaptável aos mais diversos tipos de serra disponível no mercado

Vídeo:


O que diz a NR-18
A serra circular deve atender às disposições a seguir:
a) ser dotada de mesa estável, com fechamento de suas faces inferiores, anterior e posterior, construída em madeira resistente e de primeira qualidade, material metálico ou similar de resistência equivalente, sem irregularidades, com dimensionamento suficiente para a execução das tarefas;
b) ter a carcaça do motor aterrada eletricamente;
c) o disco deve ser mantido afiado e travado, devendo ser substituído quando apresentar trincas, dentes quebrados ou empenamentos;
d) as transmissões de força mecânica devem estar protegidas obrigatoriamente por anteparos fixos e resistentes, não podendo ser removidos, em hipótese alguma, durante a execução dos trabalhos;
e) ser provida de coifa protetora do disco e cutelo divisor, com identificação do fabricante e ainda coletor de serragem:

Comentário:

USO ADEQUADO DE SERRA CIRCULAR REDUZ ACIDENTES
A instalação da serra circular deverá ser feita em local que restrinja o acesso de pessoas aos operadores especializados e pessoas autorizadas. Além, das recomendações normais, será considerado o espaço em torno da máquina, que deverá ser adequado, em função das características da madeira a ser trabalhada e do tipo de operação. As peças devem ser trabalhadas com segurança e não deve existir interferência com outras operações circunvizinhas.

A serra circular deve ser disposta de maneira a facilitar os trabalhos de inspeção, manutenção e consertos, bem como possibilitar uma fácil alimentação e retirada de materiais. Devem ser sinalizadas as áreas de ação da serra, através de faixas amarelas no piso.

RISCOS
Os riscos mais evidentes que podem causar acidentes na operação da serra circular, caso as medidas de proteção não sejam observadas são:
■retrocesso da madeira ocasionada por utilização do disco em mal estado; velocidade tangencial insuficiente; mal estado da madeira ou ainda por desequilíbrio das tensões internas da madeira de corrente operação de serragem;
■contato acidental das mãos com os dentes do disco, especialmente ao final das contato com os dentes do disco na parte inferior da bancada, quando inexistir proteção, especialmente durante a limpeza.
■evitar contato com a transmissão de forças (polia e correias) por falta de proteção nestas partes móveis,
■instalações elétricas que podem causar choque elétrico e
■obstrução da área de trabalho pela desorganização dos materiais utilizados.

LIMPEZA
A organização e limpeza do ambiente também merece atenção especial. A remoção automática do material não mais utilizável no momento do corte ou diariamente é importante para a organização e condições adequadas do ambiente de trabalho. É recomendável instalar dispositivos de aspiração para a retirada de resíduos finos (serragem e poeira). As poeiras resultantes do corte de certos tipos de madeiras são irritantes e sua inalação constante pode levar à doenças graves como o surgimento de tumores nas vias respiratórias superiores.

RUÍDO
Em relação a poluição sonora, três fatores principais são responsáveis pela emissão de ruídos gerados pela lâmina: as turbulências do ar são deslocadas pelas lâminas; as vibrações do corpo da lâmina gerada pelas turbulências aerodinâmicas e as vibrações causadas pelo impacto dos dentes sobre o material trabalhado.

Para diminuir a intensidade do ruído pode ser instalado um dispositivo que consiste em fixar sobre a mesa um painel, com compensado, paralelamente à lâmina a 1 mm desta. As lâminas com maior número de dentes provocam maior intensidade de ruídos e ainda as com fendas radiais também. As lâminas especiais (carbono) provocam menor intensidade de ruídos e também são muito mais resistentes, aumentando a durabilidade. O aumento da espessura da lâmina, do diâmetro das flanges e a diminuição da velocidade também favorecem a redução de ruídos. Existem discos com tratamento acústico que produzem menos ruídos.

TREINAMENTO
A utilização da serra circular somente poderá ser feita por pessoa treinada e habilitada para a função. Os novos trabalhadores contratados para o trabalho na serra circular deverão passar por um treinamento e serem orientados quanto a forma correta do equipamento, ressaltando-se, principalmente, os riscos que ela oferece e o modo correto de evitar acidentes.

EPI
Os equipamentos de proteção individual (EPI) mais usados por operadores de serras circulares são:
■protetor facial resistente ao impacto de partículas volantes (aparas ou nós de madeira), protegendo totalmente a face do operador;
■óculos de proteção para evitar o impacto de partículas duras e em alta velocidade contra os olhos dos operadores;
■protetores auriculares para abafamento dos ruídos produzidos pelo disco; máscara contra poeira quando a exaustão mostra-se ineficiente no ambiente de trabalho;
■sapato de segurança com biqueira e palmilha de aço, quando a natureza especifica a operação solicitar.

A serra circular é composta por bancadas, guia de alinhamento, disco, coifa protetora, fixador, motor e transmissão de força, empurrador e cutelo divisor. Cada elemento requer cuidado especifico.

Os tipos mais comuns de bancadas são confeccionadas em madeira ou metal. Devem ter boa estabilidade e fixação no chão, que deverá ser plano e resistente. Também devem possuir extensão suficiente para o corte de madeira de comprimento médio. Sob a bancada deve haver um suporte destinado ao recolhimento dos resíduos do material serrado, de forma a conservar limpa e organizada a área de trabalho. Para a retirada de serragem e cavaco é preciso utilizar dispositivo auxiliar e nunca usar diretamente as mãos, para evitar acidentes. A bancada deve ter proteção em suas laterais, mantendo enclausurada sua parte inferior. Isto evita o contato acidental do operador ou de materiais com o disco ou demais componentes da máquina. A proteção do disco na parte superior da bancada deve ser assegurada através de um conjunto indissociável, composto por uma coifa de proteção e um cutelo divisor. Quando as peças a serem cortadas forem de um grande comprimento, recomenda-se a utilização de suportes de apoio. Esses suportes podem ser simples cavaletes de madeira.

GUIA DE ALINHAMENTO
A guia de alinhamento é um dispositivo destinado a auxiliar no corte alinhado da madeira, proporcionando maior firmeza à madeira que estiver sendo beneficiada. Atua ao mesmo tempo, como um elemento de proteção, pois evita o esbambear da madeira, o que poderia causar o retrocesso e causar acidentes.

Um detalhe importante, é que quando a peça for de grande comprimento, o operador deverá efetuar o corte em conjunto com outro profissional auxiliar, também especializado, de forma a realizar a operação com maior segurança.

DISCO
Os dentes do disco da serra circular devem ser mantidos em bom estado, afinados e travados. Quando não puderem ser afiados o disco deve ser substituído e inutilizado.

■As flanges de aperto do disco devem ter, no mínimo, 1/3 do diâmetro do mesmo. A altura de corte da serra deve ser compatível com a espessura da peça, devendo a serra ultrapassar o equivalente a altura de um dente da lâmina e não mais que isso;
■A posição de trabalho deve ser adequada. É importante manter , o máximo possível, o corpo do operador afastado da zona de perigo;
■As lâminas de serras circulares, tanto em vazio como em carga, são ruidosas. Os motores e os elementos de transmissão geralmente provocam baixa intensidade de ruídos, quando em bom estado de conservação;
■A produtividade de uma serra circular diminui ou aumenta segundo a sua utilidade, precisão e qualidade. Mesmo a melhor ferramenta pode ficar fora do uso ou sem valor, se a manutenção ou afiação não for realizada por operário qualificado. Isto vale tanto para a pequena empresa artesanal como para as grandes indústrias.
■A crescente tecnologia em ferramentas e o surgimento de novos materiais (widea, metal duro, diamante) e as novas formas de dentes exigem maior conhecimento e capacitação do afiador de ferramentas;
■A guarda adequada das lâminas e a disponibilidade de acesso para a substituição, quando necessária, é um aspecto importante para que as mesmas sejam utilizadas adequadamente e não sofram danos que possam a prejudicar o correto manuseio.

COIFA PROTETORA
A finalidade da coifa é evitar o toque acidental do operador com a lâmina da serra. Para que esta produção seja eficaz devem ser observados os seguintes critérios: ser constituída de material resistente que garanta a retenção de eventuais partes da lâmina que podem vir a ser projetados em direção ao operador; ser preferencialmente auto-ajustável, devido a praticidade quando se trabalha com várias espessuras diferentes de material a serem cortados e ter largura em torno de 35 mm, lisa e sem parafusos ou porcas que gerem saliências, para não dificultar a passagem do dispositivo de fim de curso (empurrador).

FIXADOR
O fixador é um dispositivo utilizado para dar firmeza na peça de cantos brutos a ser serrada, evitando que a mesma se movimente durante a operação.

TRANSMISSÃO DE FORÇA 
O motor deverá estar bem instalado na bancada e devidamente protegido contra poeiras e intempéries, como também devidamente aterrado. O sistema de transmissão (correias e polias) deverá estar protegido por guardas adequadas.

EMPURRADOR
Em toda bancada deve estar disponibilizado ao operador um “empurrador” para o corte de peças de pequenas dimensões, bem como para o corte em final de curso, evitando um eventual contato das mãos do operador com o disco de serra.

Pode-se fazer adaptações de alças e pegaduras para estes dispositivos, de forma que atendam aos requisitos ergonômicos do operador e que possam ser reutilizados quando houver a necessidade de substituir a madeira do dispositivo que vai sofrendo os cortes e sofrendo danos.

CUTELO DIVISOR
O cutelo divisor é usado para evitar o aprisionamento do disco, o que pode causar o retrocesso da madeira ou ainda o lançamento da peça serrada em direção ao operador. Para que essa proteção seja eficaz, é necessário que alguns requisitos sejam devidamente observados, tais como:
■ser confeccionado em aço resistente, tendo as faces laterais perfeitamente planas, lisas e polidas para facilitar o deslizamento da madeira. Não deve ser pintado e a borda deve ser em bisel;
■ ser fixado de tal maneira que não oscile sobre a lâmina e deve permanecer sempre no plano da lâmina, com regulagem na horizontal e na vertical neste plano, afim de acoplar o mais próximo possível do contorno da lâmina;
■ter espessura igual à espessura da linha de corte do disco ou ser ligeiramente inferior (ao máximo 0,5 mm);
■possuir um contorno não cortante e não cortante manter acabamento arredondado na extremidade superior;
■ter largura mínima no nível da mesa maior ou igual a 1/5 do disco de maior diâmetro;
■manter uma distância de lâmina de 2 a 3 mm, sendo no máximo entre 8 e 10 mm;
■ possuir uma altura correspondente à máxima altura da lâmina de maior diâmetro para fazer a regulagem, quando necessário, à elevação do diâmetro da lâmina. O mesmo cutelo divisor é ajustado à lâmina de menor e maior diâmetro para as quais foi concebido.
O cutelo divisor deve trazer inscrito em uma de suas faces o diâmetro; máximo da lâmina para a qual foi projetado, bem como a espessura em milímetros de modo legível e que não se apague e ser inspecionado periodicamente.  Fonte: Revista da Madeira – Remade – setembro de 2003

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