Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

segunda-feira, junho 10, 2013

Está chegando a época dos balões

Com a proximidade do inverno e das festas juninas, os balões trazem todos os anos os riscos de incêndios. Grandes estragos podem ocorrer, principalmente, em matas, florestas e nas indústrias que manipulam com material inflamável.
Foto: Balão que caiu ao lado do 4.º Grupamento de Bombeiros da capital
PRESERVAR VIDAS E INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
Nossas empresas têm todo aparato de segurança para evitar incidentes, mas o balão é um evento que não podemos controlar e, se cair, pode causar desdobramentos sérios, diz Arnaldo Joaquim Ferreira Júnior, coordenador do Grupo de Sinergia do Pólo Petroquímico do Grande ABC (que reúne os principais executivos das indústrias do Pólo) e gerente da Unidade Industrial de Mauá da Oxiteno.

BALÕES – RISCOS
Os balões são os únicos riscos externos das empresas do Pólo sofrerem danos (incêndios e explosões), já que, ao caírem acesos em áreas de tanques de armazenamento de combustível, especificamente os grandes balões, compostos de cangalhas com explosivos, podem provocar incêndios ou explosões.
Foto:Os balões são responsáveis por incêndios em casas, empresas e florestas e podem causar acidentes de carro e aviões.

Os balões também podem causar incêndios em casas, indústrias e matas. Na aviação, eles podem derrubar aviões, caso, por exemplo, sejam sugados pelas turbinas, afirma o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.

TREINAMENTO DE BRIGADAS ESPECIALIZADAS
Para evitar os riscos, as empresas desenvolvem inúmeras ações preventivas e também possuem brigadas de emergências para atuar em situações de emergência e além de realizarem constantes treinamentos e simulados de combate a incêndio
Segundo Arnaldo Joaquim Ferreira Júnior, as empresas investem anualmente cerca de US$ 1 milhão anuais na prevenção, treinamento e manutenção de equipamentos. "A preocupação com a segurança aqui é primordial e posso garantir que temos profissionais do setor entre os mais renomados do mundo, com diversos cursos e treinamentos no exterior."

BALÕES TOMAM CÉU DO RIO DE JANEIRO NO MÊS DE JUNHO
À noite, o céu se enche de dezenas de balões decorados com esmeros, alguns com até 45 metros de altura, enquanto, durante o dia, as rádios repetem com advertências severas de que soltar balões é ilegal no País e aqueles que o fizerem serão presos.
Fazer e soltar balões de papel durante as festividades religiosas do mês de junho é uma tradição de 300 anos, trazida de Portugal, sendo especialmente popular nos bairros da classe operária. Segundo o calendário, a principal temporada de balões no Brasil sempre começa com a Festa de Santo Antônio, em 13 de junho, e termina com no dia de São Pedro, em 29 de junho.

DESAFIO À LEI
Em 1998, no entanto, o medo de acidentes com aviões, combinado com o crescente número de incêndios florestais atribuídos a balões, motivaram a aprovação de uma lei que torna a fabricação, o transporte e o lançamento deles um crime. De acordo com a legislação, a punição para os infratores pode chegar a até 5 anos de detenção. Desde então, os baloeiros vêm brincando de gato e rato com a polícia.
Antes que a lei fosse aprovada, as autoridades culparam os balões, que são mantidos no ar por mechas de algodão incandescentes embebidas em cera, por metade de todos os incêndios florestais do Rio, uma cidade construída em torno de um parque nacional com 34 quilômetros quadrados. Além disso, a temporada coincide com o mês mais seco do ano.

PERIGOS NO CÉU
O desafio à lei é generalizado, havendo tantos balões no céu durante o mês de junho que os pilotos que aterrissam aqui são rotineiramente avisados sobre eles. O diretor de Segurança da Associação Nacional de Empresas Aéreas, Ronaldo Jenkins, chama os balões de "minas celestiais" e quer mais rigor na ação policial.
O Snea (Sindicato das Empresas Aéreas) afirma que, nos meses de junho e julho, os balões transformam o espaço aéreo em "campo minado".
A entidade pediu atenção redobrada das tripulações, uma vez que a presença de balões não é detectada por radares.
O risco é maior também porque a visualização fica impossível quando os balões estão apagados ou escondidos entre as nuvens. Além disso, nos grandes aeroportos, a navegação é realizada por instrumentos. Ou seja, os pilotos não olham para o exterior da cabine.

Segundo o Snea, há relatos de balões de até 54 metros de altura, carregando cangalhas com fogos e painéis cujo peso total ultrapassa 200 quilos. A colisão com uma ave de três quilos é suficiente para derrubar um avião. O impacto de um balão de 20 quilos com uma aeronave a 150 nós de velocidade (cerca de 277 km/h), usual nas aproximações para pouso, seria da ordem de quatro toneladas. "Com o tráfego aéreo cada vez mais intenso, a probabilidade de acidentes é sempre maior", afirma o coordenador da comissão de segurança do Snea, comandante Ronaldo Jenkins. "Será que vamos esperar que haja uma catástrofe para tomar uma ação apropriada para nos livrar desse problema?", indaga Jenkins. "Na velocidade em que voamos, se nos depararmos com esses balões quando estamos atravessando uma nuvem teremos muito pouco tempo para reagir e sair do caminho."

CLUBES DOS BALOEIROS
Segundo o Snea, as turmas de baloeiros soltam anualmente no Brasil cerca de 100 mil balões.
Existem cerca de mil turmas na Grande SP e outras mil no Rio - cada uma com cerca de 25 integrantes. As duas cidades são responsáveis por 60% do total de balões soltos por grupos organizados. Em terceiro lugar, mas crescendo muito nos últimos anos, está o Paraná, com 15% da produção, segundo o Snea.

PREJUÍZOS
A queda de um balão apresenta riscos para refinarias de petróleo, depósitos de munição e empresas comuns.  Os balões estão sempre descendo sobre casas e danificando telhados ou, então, pousando sobre fios de eletricidade e provocando curtos-circuitos, que requerem que a concessionária de energia elétrica desconecte a linha de serviço em bairros inteiros até que possam ser removidos os balões.

O QUE DIZ A LEI
Crimes Ambientais – lei nº 9.605 – de 12-02-98
Dispõe sobre as sanções penais e  administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências.
Art. 42 – Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano:
Pena – detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Art. 56 – Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos:
Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

VALOR DA MULTA
Um fabricante de balão deverá pagar R$ 1 mil por unidade apreendida em sua firma. Soltar esses balões que oferecem risco de incendiar áreas urbanas e matas, transportá-los ou vendê-los também terá a mesma punição.

Comentário:
Os principais riscos da queda de balões;
■Incêndios/explosões em refinarias, petroquímicas, principalmente na área de tancagem
■Incêndios florestais ou em matas
■Coloca em riscos a aterrissagem ou decolagem de aviões
■Desencadeiam incêndios em coberturas de galpões ou de fábricas

HISTÓRICO DE ACIDENTES COM BALÕES

Industrias e residências

■Balão cai em casa e assusta moradores na Nova Esperança
Uma casa quase pegou fogo quarta-feira, 9 de outubro de 2002, à tarde na Vila Nova Esperança, Sorocaba-São Paulo, por causa de um balão que caiu no telhado. O incêndio foi combatido pelos bombeiros ainda no princípio, mas os moradores ficaram temerosos, pois sendo um sobrado, o local do fogo era de difícil acesso.
O aposentado Nivaldo Seribelo, residente na casa de número 60 da rua H, disse que o princípio de incêndio aconteceu às 15h15, quando ele e sua família foram alertados por um vizinho de que havia um balão no telhado e que já havia fogo. Assustados com a fumaça e as labaredas no alto do sobrado, os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegou em pouco tempo e conseguiu conter as chamas antes que o fogo se alastrasse.

■Queda de balão causa incêndio em depósito
A queda de um balão sobre o depósito da Colúmbia Comercial Paulista, na Vila Matilde, zona leste, provocou um incêndio de grandes proporções na madrugada de sexta-feira, 7 de junho de 2002. Vinte e nove carros do Corpo de Bombeiros foram deslocados para o local. A operação para acabar com as chamas também contou com ajuda da Defesa Civil e da Prefeitura. O dono da empresa, Paulo Henrique Fidélis, calcula em R$ 800 mil os prejuízos causados pelo fogo, que ainda atingiu uma Kombi e o caminhão de uma transportadora.

■Balão cai na área da Refinaria
A queda de um balão com cerca de quatro metros de altura, no domingo, 5 de agosto de 2001, sobre um tanque de nafta acabada, na ala norte do Setor de Tanques de Armazenagem de Produtos da Petrobras em Cubatão, ostentava uma imensa bandeira são-paulina.
Encontrar balões no período junino tem sido comum, apesar das repetidas mensagens que vêm sendo veiculadas nos meios de comunicação, alertando para o risco de grandes incêndios e, também, para o fato de essa ser uma atividade criminosa.
Embora fora da época junina, os balões continuam sobrevoando a área industrial e a Reserva Florestal da Serra do Mar, sendo a maioria procedente da região do ABC. A refinaria mantém equipes de plantão à noite toda, com receio de que esses artefatos atinjam instalações de fácil combustão em razão do tipo de produto que fabricam e armazenam.  O balão foi encontrado sobre o tanque T-24, às 8h10 de segunda-feira, 6 de agosto, durante a ronda do turno.

■Balões provocam incêndios na área da Refinaria
Apesar dessas advertências veiculadas pela maioria dos órgãos de comunicação, Cubatão continua sendo vítima da prática, proibida por lei, das competições juninas na região do ABC. Arrastados pelos ventos, os balões provenientes de festas realizadas nas cidades daquela região, algumas delas programando competições esportivas, sobrevoam a Serra do Mar e colocam em risco a vegetação da Mata Atlântica e as instalações industriais, obrigando os setores de segurança a colocarem vigias olhando para o céu, nas noites de Santo Antônio, São João e São Pedro.
Dois desses balões caíram no domingo, 25 de agosto de 2000, dentro da Refinaria Presidente Bernardes Cubatão (RPBC, unidade local da Petrobrás). Um balão caiu por volta de 2h30, provocando um incêndio no Morro do Frade, onde fica a Unidade de Gasolina de Aviação (Ugav); e outro, por volta de 9 horas, também de domingo, caiu sobre o sistema de válvulas, rente a um tanque que armazena gasolina.
O incêndio foi debelado pela turma da Superintendência de Segurança e Meio Ambiente (SESEMA), que agiu com presteza, porque nas proximidades ficam os tanques da gasolina de aviação.

Carlos Augusto dos Santos, supervisor do SESEMA, disse que todos os anos aterrisam na refinaria, em média, cinco a seis balões, nesta época.
Todos levam grande perigo para as instalações industriais e a imensa maioria procede da região do ABC, arrastados pelos ventos, projetando-se sobre a RPBC porque a área entre as montanhas formaria, segundo os entendidos, uma espécie de vácuo que atrai os balões. Segundo os bombeiros, como há poucas chuvas nesse período, parte da serra fica com a vegetação muito ressecada e os incêndios provocados pelos balões acontecem com mais facilidades.

■Balão aceso cai em empresa e destrói 44 carros
Um balão aceso foi responsável pela destruição de 44 carros estacionados no pátio da Copasa Salvados e Veículos Ltda., na zona leste de São Paulo. Um dos sócios da empresa, Vinicius Dias Gonçalves, informou que ainda não foi concluído o levantamento dos prejuízos. A Copasa revende veículos batidos.
O balão caiu sobre um dos lotes de carros às 18h30 de domingo, 25 de junho de 2000. "O fogo tomou conta rapidamente dos automóveis, destruindo-os totalmente", disse Gonçalves. O Corpo de Bombeiros enviou ao local seis equipes, num total de 25 soldados, mas pouco pôde fazer, além de evitar que as chamas se alastrassem para os outros 530 veículos e atingissem o imóvel da firma.

■Balão provoca incêndio e destrói aldeia indígena do Rio-92
Um balão de cerca de 20 metros de altura provocou um incêndio que destruiu na madrugada de quarta-feira, 29 de julho de 1992, as três principais Ocas da aldeia Kari-Oca, instalada na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e que abrigou cerca de 600 lideranças indígenas durante a Rio-92. Minutos antes do fogo destruir as três Ocas, cerca de 100 pessoas integrantes da turma de baloeiros "Boca de Ouro", invadiram a aldeia para tentar salvar o balão que acabou destruído.
O incêndio durou pouco mais de 15 minutos e os bombeiros só chegaram à aldeia, meia hora depois, quando as três Ocas já tinham sido destruídas pelo fogo. Não houve feridos.

MATAS E FLORESTAS

■Balão cai no Jaraguá e queima parte da mata
A queda de um balão destruiu uma pequena parte da mata do Pico do Jaraguá, na zona oeste de São Paulo. Seis equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local para combater o fogo, mas não souberam informar a extensão do incêndio. O fogo começou às 8h30, de segunda-feira, 3 de junho de 2002. Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área para ajudar os bombeiros e não localizou outros focos de incêndio. De acordo com a polícia, o fogo não fez nenhuma vítima.

■Incêndio no Parque Nacional da Tijuca
No Rio, o Parque Nacional da Tijuca, que abriga grande parte da maior floresta urbana do mundo, perdeu 15 hectares de área nos últimos cinco dias, junho de 2000, em incêndio provocado por balões. O fogo resiste em dois pontos, mesmo com o trabalho incessante de 120 bombeiros.
Foi o pior desastre no local nos últimos 20 anos. O calor, a baixa umidade relativa do ar e as condições da vegetação estão contribuindo para a disseminação das chamas.
O Corpo de Bombeiros prevê mais problemas na semana de "São Pedro”, mais balões devem cair nas matas, disse o subcomandante do Grupamento Florestal, major Fábio Meirelles.

■Balão incendeia Pão de Açúcar
Um incêndio provocado por um balão consumia à noite, 17 de junho de 1992, grande parte da vegetação da encosta do Pão de Açúcar, um dos símbolos da cidade do Rio de Janeiro.
O fogo começou às 18h45m, ao lado da avenida São Sebastião, no bairro da Urca, zona sul da cidade. Os irmãos Gabriel e Francisco Mesquita dos Santos, de 16 anos e 14 anos, viram quando um balão de cerca de dois metros de comprimento caiu na encosta, dando início ao incêndio.
Vinte bombeiros do quartel de Humaitá, comandados pelo capitão Abagliato, estavam com dificuldades de combater o fogo, já que altura do local do incêndio impedia a chegada de água. Os soldados estavam abrindo trilhas na mata para isolar a área incendiada. Por volta das 20h, um contingente de bombeiros preparava-se para subir o morro no bondinho do Pão de Açúcar e tentar combater o fogo de cima.

■Balão no Parque do Carmo
Na capital paulista, o fogo voltou a atingir a Área de Proteção Ambiental, que abriga o Parque do Carmo, na zona leste. Segundo o Corpo de Bombeiros, um balão causou o incêndio durante a madrugada de quinta-feira, 17 de outubro de 2002..

■Incêndio destrói mata de empresa em perus
Um incêndio de grandes proporções destruiu no sábado, 4 de setembro de 1999, parte da reserva florestal da indústria de papel Melhoramentos em Perus, na divisa de São Paulo com o município de Caieiras. Segundo moradores, a causa teria sido um balão, que caiu na área por volta de 15h30. Carros do Corpo de Bombeiros de São Paulo e de Guarulhos tiveram problemas para chegar ao local, de difícil acesso. Até as 20h30, o fogo não tinha sido controlado.

■Queda de balão causa incêndio em parque
A queda de um balão causou um incêndio, no domingo, 19 de maio de 2002, no Parque Estadual da Serra da Tiririca, área de preservação ambiental localizada entre Niterói e Maricá. O fogo começou por volta de 1 hora e durou mais de 12 horas. Segundo os bombeiros, o acidente destruiu a vegetação de uma área de cerca de 1 quilômetro quadrado. O trabalho dos bombeiros começou durante a madrugada.
Cinco homens do grupamento de Niterói foram enviados ao local, mas não tiveram sucesso. Eles tiveram de pedir ajuda ao grupamento de Maricá. Outros dez homens e um helicóptero foram enviados para o parque, mas só por volta das 14h30 o incêndio foi contido.

■Queimadas provocadas por balões
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, os balões são responsáveis por cerca de 35% dos incêndios  ocorridos nos meses mais secos do ano. Em agosto de 2001, balões que caíram no Morro do Pica-Pau, no Itanhangá, causaram a destruição de 40 mil metros quadrados de mata. Em 2000, em julho, quatro hectares de Mata Atlântica foram queimadas na Serra da Tiririca, em Niterói, e no Morro Dois Irmãos no Rio.
Em junho de 2000, a combinação de balões e estiagem fez com que os bombeiros registrassem mais de mil saídas para combater incêndios na mata, quatro vezes mais do que a média em anos anteriores. As chamas atingiram lugares como a Pedra da Gávea e a Floresta da Tijuca. No Maciço da Pedra Branca, na zona oeste, o fogo consumiu mais de 30.000 metros quadrados de vegetação.
Em maio de 1999, o Parque Florestal Morro da Saudade, na Fonte de Saudade, foi parcialmente destruído por um incêndio provocado por um balão.

■Balões destroem 100 hectares de floresta
Pelo menos 100 hectares de floresta foram destruídos pelo fogo provocado por queda de balões, nos últimos dias, em todo o Estado do Rio de Janeiro. Na sexta-feira, 30 de junho de 2000, os bombeiros lutaram durante todo o dia para apagar 86 focos de incêndio. A região mais atingida foi a Floresta da Tijuca - o fogo tomou conta da Pedra da Gávea, Pico do Papagaio e Cocanha, locais de difícil acesso, e consumiu 35 hectares de mata.

O vento forte impediu a aproximação do helicóptero que levaria água para apagar as chamas. Também havia focos de incêndio no Parque Estadual da Tiririca, em Niterói, no Maciço da Pedra Branca, na zona oeste do Rio, e na Reserva Biológica de Poço das Antas, em Silva Jardim.
O aumento na ocorrência de queimadas foi provocado pelo prolongado período de estiagem combinado com a baixa umidade relativa do ar (29%) durante o mês de junho - no mesmo período de 1999, esse índice foi de 80%.
Esses dois fatores foram responsáveis por 1.117 focos de incêndio registrados nos últimos 30 dias. Praticamente o mesmo número de ocorrências dos cinco primeiros meses do ano: 1.066. Em junho de 1999, os bombeiros foram chamados apenas 166 vezes para apagar fogo na mata.

"Os focos começam à noite, quando os balões são soltos, mas o fogo só se torna visível de manhã, quando as chamas estão praticamente incontroláveis", disse o subcomandante do Grupamento Florestal, major Fábio Meireles. Desde o início do ano, o Estado perdeu 820 hectares de mata em incêndios provocados por balão.

■Dono de balões é multado em R$ 2,7 milhões
Uma blitz realizada a tarde, 12 de junho de 2002, pelo Ibama e pela Delegacia de Polícia Ambiental apreendeu num bazar da Vila Maria, zona norte, 2.768 balões, alguns deles com até seis metros de altura. Os balões estavam à venda, atividade considerada ilegal pela Lei de Crimes Ambientais. O proprietário do Lero-Lero Bazar Armarinhos Ltda, Silvio Santoro, de 52 anos, foi detido, mas liberado logo depois com o pagamento de uma fiança de R$ 500.
O flagrante porém lhe custará bem mais: Santoro foi multado em R$ 2.768.000,00, resultante da multa aplicada de R$ 1.000 por unidade de balão apreendida (2.768), valor mínimo estipulado pela lei. A blitz fez parte de uma operação conjunta que o Ibama e a polícia ambiental que promovem no Estado em junho. Fonte: Fonte: Gazeta Mercantil  e O Estado de São Paulo

Queda de balão no aeroporto de Guarulhos

Queda de balão queima cinco carretas em Guarulhos (SP)

Marcadores:

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@8:16 AM