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quarta-feira, fevereiro 17, 2010

Criança de 11 anos é morta por jacaré em Guajará.

Várias pessoas, aproveitando o forte calor deste domingo, 07 fevereiro, estavam tomando banho no igarapé do Primeiro, no bairro Triângulo, em Guajará-Mirim, Rondônia. No auge da diversão dos banhistas, uma tragédia. Um jacaré de aproximadamente 5 metros surge no meio das águas e agarra com suas mandíbulas uma criança de 11 anos, que lá estava em companhia de um irmão de 16 anos.

O animal se aproximou sem que ninguém percebesse e após agarrar a menina desapareceu nas águas. Apesar da presença de outras pessoas no local, ninguém pôde fazer nada.

Um pescador que no momento estava nas proximidades disse, aos policiais militares e a equipe dos bombeiros, que ainda chegou a ver a fera com a menina na boca, mas logo desapareceu.
Desde o momento do triste fato, a polícia ambiental, corpo de bombeiros, polícia militar e pessoas da comunidade passaram a procurar o animal e o corpo da vitima, que era moradora do bairro Triângulo.

CAÇA AO JACARÉ
Durante toda a tarde, até as primeiras horas da noite, equipes do Corpo Bombeiros, utilizando equipamentos especiais, realizaram mergulhos no local.
Após sete horas e meia de intenso trabalho de buscas, por volta das 19:30 horas, o jacaré emergiu com a criança ainda na boca, a cerca de 100 metros do local onde havia acontecido o ataque.
Uma das pessoas que estavam compondo a equipe de buscas, abateu o animal, com oito tiros de espingarda, calibre 12. O animal foi morto ainda com a criança na boca. O animal de 4,20m de comprimento e 350 quilos foi abatido.
A criança foi levada ao necrotério do Hospital Regional para Necropsia e o jacaré abatido foi conduzido para sede da polícia ambiental.

Fonte: Observador – 08 de fevereiro de 2010

HISTÓRICO DE ACIDENTE
1-Pesquisadora atacada por jacaré no Amazonas teve perna amputada
A pesquisadora Deise, atacada por um jacaré na reserva de Mamirauá, município de Tefé, Amazonas, teve parte da perna amputada. O acidente aconteceu no último dia 30 de dezembro de 2009. Deise é paulista e está em Tefé para estudar os botos.
De acordo com a assessoria de imprensa do Instituto Nacional de Pesquisas Amazônicas (Inpa), órgão parceiro do Instituto Mamirauá, a bolsista estava realizando pesquisa de campo sobre botos em um local afastado quando foi atacada pelo jacaré. Imediatamente, ela comunicou o acidente aos funcionários da reserva através de um rádio comunicador, que utilizava nas pesquisas.
Ela foi encaminhada para o Hospital Regional de Tefé, onde passou por uma cirurgia de aproximadamente seis horas para limpeza do local e ligação dos vasos sanguíneos. A perna da jovem precisou ser amputada até metade da coxa direita. Segundo informações do Inpa, obtidas no Hospital de Tefé, o estado de saúde da pesquisadora é estável e ela aguarda apenas a liberação dos médicos. Globo Online – 05 de janeiro de 2010

2- Jacaré mata agricultor
Um agricultor, identificado como sendo Antônio Batista, foi atacado por um jacaré, não resistiu aos ferimentos e morreu. O acidente ocorreu no lago do Piauni, município de Lábrea-AM. O corpo foi encontrado na segunda-feira, 5 de outubro de 2009
De acordo com informações da Polícia Militar do município, o agricultor estava retirando capim da hélice do motor de sua canoa, quando foi atacado pelo animal.
Um morador disse ter visto o momento exato em que o réptil puxou o corpo do agricultor de dentro do barco. O jacaré, que tinha cerca de três metros, foi morto pelos moradores da comunidade. Fonte: O Corumim - 9 de outubro de 2009

Comentário:
Eles pesam mais de meia tonelada e podem chegar a até 6 metros de cumprimento. Agressivos e muito perigosos, os jacarés-açu fazem parte da fauna dos rios da bacia Amazônica e se tornam uma ameaça maior, durante as cheias que levam os peixes para igarapés e rios menores e eles atacam o que estiver pela frente para matar a fome, o que, naturalmente, inclui pescadores e banhistas desavisados.

TERRITÓRIO
Os jacarés vivem em bandos e delimitam território. São comandados por um líder e podem atacar uma pessoa ou embarcação se sentirem ameaçados. “Para afastar os invasores dos seus territórios, eles batem a cauda com violência na lâmina da água”, segundo Nivaldo de Azevedo, do 1º Grupamento de Bombeiros de Rondônia.

PESADELO
O jacaré-açú é considerado um pesadelo na região da Amazônia. O abate é proibido pelo Ibama, “mas nestas regiões é comum os moradores se reunirem para matar estes animais, que ameaçam adultos e principalmente crianças, que muitas vezes vão para a escola em pequenas embarcações, conhecidas como rabetas, tornando-se vítimas fáceis dos jacarés.

SAIBA MAIS SOBRE O JACARÉ AÇU
Nome científico: Melanosuchus niger
Classe: Reptilia
Ordem: Crocodylia
Família: Alligatoridae
Habitat: Rios e lagos da bacia Amazônica
Nome popular: Jacaré-Açu
Outros nomes: Caimão - preto, jacaré - aruará, jacaré - açu ou jacaré - gigante

O corpo do jacaré-açu é preto com faixas amarelas. Os olhos e narinas são grandes e os permite ficar semi-submersos. Alimentam-se de caranguejos, peixes e pássaros. Para nadar, eles utilizam o movimento ondulante da cauda. O jacaré Açu é o maior de todos os jacarés, podendo chegar até 6 metros de comprimento e 300 quilos. A reprodução ocorre uma vez por ano, em média, as fêmeas põe de 40 a 50 ovos. Em sua época de reprodução a fêmea constrói um ninho que se localiza quase sempre na beira do lago. Ali, ela coloca seus ovos, que eclodem após um mês de incubação. Ao contrário da maioria dos répteis, a fêmea de jacaré costuma proteger os ninhos e filhotes. O acasalamento acontece na água, mas a fêmea bota os ovos na margem.

Os jacarés jovens devem ter cuidado, pois correm o risco de ser devorados assim que nasce por jibóias ou outros jacarés adultos. Sua média de vida é de 80 anos, mas pode chegar aos 100.
Seu couro é muito cobiçado e sua carne saborosa. Isso faz do Jacaré Açu um animal em perigo de extinção. Fazendeiros não gostam dele por perto e costumam matá-lo, pois representa perigo para as pessoas e suas criações.

Recomendações para evitar acidentes com jacarés:
■ As comunidades devem informar os locais onde há ocorrência em abundância de jacarés;
■ Onde a população de jacarés for abundante, as comunidades devem tomar o devido cuidado ao realizar a pesca e também evitar caminhar nas áreas em volta dos lagos e paranás que são os locais onde há uma maior concentração de jacarés;
■ Os acidentes com jacarés costumam ocorrer na época de seca, onde os mesmos estão realizando a postura de ovos, é a época de reprodução, então evitar caminhar pelas áreas de nidificação.
■ Há necessidade de mapeamento das áreas de nidificação de jacarés;
Fonte: Diário da Amazônia – 09 de fevereiro de 2010 e FioCruz

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posted by ACCA@9:41 AM