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quarta-feira, outubro 09, 2024

SECA EXTREMA: RIO ACRE REGISTRA MENOR NÍVEL HISTÓRICO

LOCALIZAÇÃO

O  rio Acre tem sua nascente no Peru. O seu alto curso, até a localidade de Seringal Paraguaçu, atua como divisa entre Brasil e Peru. Deste ponto até Brasileia, marca fronteira entre Brasil e Bolívia, e a partir deste ponto adentra o território brasileiro. Logo abaixo da cidade de Porto Acre, já serpenteia no território do Estado do Amazonas, e deságua na margem direita do rio Purus, no Brasil, junto à cidade amazonense de Boca do Acre. No total, o rio Acre percorre mais de 1.190 km desde suas nascentes até a desembocadura. É atravessado por duas pontes internacionais: uma liga Assis Brasil a Iñapari (Peru) e outra liga Brasileia a Cobija (Bolívia).  Fonte: IBGE

CENÁRIO DE SECA

Essa é a segunda vez que o rio atinge essa marca. No ano de 2022, o rio chegou à cota de 1,25 m, no dia 2 de outubro. Neste ano, a bacia já atingiu mínima em setembro e a previsão é que continue secando. A Defesa Civil alerta que a situação é crítica em todos os 22 municípios do estado.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) reconheceu situação de emergência em todos os 22 municípios do Acre por conta da seca severa. Além de Rio Branco , que já estava nesta condição desde 24 de julho, a pasta publicou uma portaria na sexta‑feira (16/08), anunciando outras 21 cidades.

A falta de chuvas e as queimadas também afetam a qualidade do ar, que é considerada péssima. A capital, Rio Branco, voltou ao topo da lista como cidade mais poluída do Brasil de acordo com a plataforma suíça IQAIR.

“Isso mostra que o Acre, e toda a região Norte, está sendo impactado com os eventos extremos de altas temperaturas e sem chuvas. Isso causa a redução dos nossos mananciais, dos níveis dos rios, aumenta a propagação dos incêndios florestais quando eles eclodem, e, em consequência, aumenta a poluição do ar pelo material particular, tanto da nossa região como de outros estados vizinhos, que o vento traz para cá também”, enfatiza o coronel Carlos Batista coordenador da Defesa Civil do Acre.

Em 21 de setembro o rio Acre chega a 1,23 m e a seca de 2024 se torna a maior em mais de meio século na capital

Nível baixou dois centímetros entre essa sexta-feira (20), quando marcou 1,25 metro, e o sábado (21) em Rio Branco.

MAIOR SECA DA HISTÓRIA

Com 1,23 metro alcançado neste sábado (21), o rio Acre chegou a menor marca registrada nos últimos 53 anos estabelecendo a seca de 2024 como a maior da história do estado. O manancial baixou dois centímetros desde a sexta (20).


Os prejuízos incluem:

1.Bacia em situação de seca: Toda a bacia do rio Acre em situação de alerta máximo para seca, agravada em razão da falta de chuvas na região, situação que já perdura há dois meses;

2.População impactada: Mais de 387 mil pessoas são afetadas nas zonas urbana e rural de Rio Branco;

3.Prejuízos: como resultado da seca, produtores perderam plantações e houve queda nas vendas. O baixo nível do manancial também afeta o transporte das mercadorias.

Toda a Bacia do rio Acre está em situação de alerta máximo para seca desde o dia 20 de junho, agravada em razão da falta de chuvas na região. Esta situação generalizada perdura há três meses. Fonte: g1 AC — Rio Branco - 21/09/2024; CNN , São Paulo - 20/09/2024


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segunda-feira, outubro 07, 2024

RIO NEGRO PODE PASSAR POR PIOR SECA DA HISTÓRIA

LOCALIZAÇÃO E CARACTERÍSTICAS


O rio Negro é o maior afluente da margem esquerda do rio Amazonas, na Amazônia, na América do Sul. É o sétimo maior rio do mundo em volume de água. Tem sua origem entre as bacias do rio Orinoco e Amazônica. Conecta-se com o Orinoco através do canal do Cassiquiare. Na Colômbia, onde tem a sua nascente, é chamado de rio Guainia. Seus principais afluentes são o rio Branco e o rio Vaupés. Disputa ser o começo do rio Orinoco junto com o rio Guaviare. Drena a região leste dos Andes na Colômbia. Após passar por Manaus, une-se ao rio Solimões e, a partir dessa união, este último passa a chamar-se rio Amazonas.

Todo ano, com o degelo nos Andes e a estação das chuvas na região Amazônica, o nível do rio sobe vários metros, alcançando sua máxima entre os meses de junho e julho. O pico coincide com o "verão amazônico". O nível do rio abaixa até meados de novembro, quando novamente inicia o ciclo da cheia. 

Em Manaus, a máxima do rio Negro vem sendo registrado há mais de cem anos, e há um quadro no Porto de Manaus com todos os registros históricos, inclusive o da maior cheia até então, ocorrida em 2012, alcançando, até 21 de maio (antes do início da vazante), a cota de 29,97 metros acima do nível do mar. 

Todos os rios da bacia Amazônica sofrem o mesmo fenômeno de subidas e baixas em seus níveis, comandados pelos dois maiores rios: o rio Negro e o rio Solimões (que, ao se encontrarem, abaixo da cidade de Manaus, formam o rio Amazonas). A partir de 1º de junho de 2021, esse registro foi superado, alcançando 29,98 metros , chegando, por fim, à nova máxima histórica de 30,02 metros, em 20 de junho de 2021. Fonte: Wikipédia - 27 de maio de 2024.


CENÁRIO DA SECA

Rio Negro registra a menor cota da história em Manaus (AM). Nesta sexta‑feira (4), chegou à marca de 12,66 m – a menor já observada desde o início do monitoramento em 1902, ou seja, em 122 anos. Os dados foram divulgados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB). De acordo com as projeções, os níveis podem reduzir ainda mais nos próximos dias.

“O processo de vazante do Rio Negro deve ainda continuar ao longo do mês de outubro até que a onda de cheia se estabeleça. Temos observado que a intensidade da  descida tem diminuído. Saímos de um patamar de descidas de 23 cm por dia para 14 cm diário e 11cm, nesta sexta‑feira ”, explica o gerente de Hidrologia e Gestão Territorial da Superintendência Regional de Manaus, Andre Martinelli.

O valor da cota abaixo de zero não significa a ausência de água no leito do rio. Esses níveis são definidos com base em medições históricas e considerações locais, sendo que, mesmo quando o rio registra valores negativos, em alguns casos ainda há uma profundidade significativa.

O Rio Negro é o maior rio em extensão na Bacia Amazônica, sendo um dos maiores rios do mundo em volume de água.

A estiagem no Amazonas afeta mais de meio milhão de pessoas, com cerca de 140.300 famílias prejudicadas de alguma forma pela descida das águas. Todos os municípios do estado estão em situação de emergência.

EVENTOS CRÍTICOS EXTREMOS

A última década tem sido marcada por eventos extremos na Bacia do Rio Amazonas associados às mudanças climáticas, como detalha o coordenador nacional dos Sistemas de Alerta Hidrológico do SGB, Artur Matos: “Os anos de 2021 e 2022 foram marcados por grandes cheias, enquanto os de 2023 e 2024 por grandes secas. É um indicativo de que os extremos estão mais frequentes”. Fontes: SGB - Serviço Geológico do Brasil - 04/10/2024; Agencia Brasil - Publicada em 30/09/2024

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segunda-feira, setembro 16, 2024

HISTÓRICO DAS SECAS NO BRASIL

 1583/1585 - Primeiro relato da seca nordestina feita pelo padre Fernão Cardim: "…uma grande seca e esterilidade na província e que 5 mil índios foram obrigados a fugir do sertão pela fome, socorrendo-se aos brancos". Grandes perdas de cana e aipim.

1606 - Região NE

1615 - Região NE

1652 - Região NE

1692/1693 - A capitania de Pernambuco é atingida por "peste". Frei Vicente do Salvador relatou que indígenas, foragidos pelas serras, reuniram-se em numerosos grupos e avançaram sobre as fazendas das ribeiras.

1709/1711 - Grande seca que atinge a Capitania do Maranhão.

1720/1721 - Seca com gravíssimas consequências sobre as províncias do Ceará e do Rio Grande do Norte.

1723/1727 - Grande seca que matou quase a totalidade dos escravos da região. Segundo Irineu Pinto, fiscais da Câmara pediram ao rei o envio de escravos.

1736/1737 - Região NE

1744/1745 - Grande desnutrição infantil assola a região.

1748/1751 - Região NE

1776/1778 - Seca e surto de varíola na região NE, com alto índice de mortalidade humana e animal (gado bovino) na caatinga. A Corte Portuguesa determina reunião de flagelados nas margens dos rios para repartição de terras adjacentes.

1782 - Censo determina população de 137.688 habitantes atingida por seca.

1790/1793 (1791-1792 ?) - Chamada de "grande seca" pelos velhos sertanejos foi também a seca dos pedintes. Uma Pia Sociedade Agrícola foi criada como a primeira organização de caráter administrativo assistencialista. O governo da metrópole estabeleceu um único corretivo, uma severa proibição ao corte das florestas. Segundo Euclides da Cunha, cartas régias de 17 de março de 1796, nomeando um juiz conservador de matas, e a 11 de junho de 1799, decretava que "se coíba a indiscriminada e desordenada ambição dos habitantes (da Bahia e Pernambuco) que têm assolado a ferro e fogo preciosas matas… que tanto abundavam e já hoje ficam à distâncias consideráveis, etc".

1808/1809 - Seca atinge Pernambuco na região do rio São Francisco. Quinhentas pessoas morreram de fome.

1824/1825 - Seca e varíola juntas definem essa grande seca. Campos esterilizados e fome atingem engenhos de cana-de-açúcar.

1831 - A Regência Trina autoriza a abertura de fontes artesianas profundas.

1833/1835 - Grande seca atinge Pernambuco.

1844/1846 - Grande fome. O saco de farinha de mandioca foi trocado por ouro ou prata.

1877/1879 - Uma das mais graves secas que atingiram todo o Nordeste. O Ceará, na época, com uma população de 800 mil habitantes foi intensamente atingido. Desses, 120 mil (15%) migraram para a Amazônia[ e 68 mil pessoas foram para outros Estados. A seca foi considerada devastadora: cerca de metade da população de Fortaleza pereceu, a economia foi arrasada, as doenças e a fome dizimaram até ao rebanho. Um registro pictórico existe, uma família de retirantes é fotografada em uma estação ferroviária do Nordeste brasileiro (Ceará). Nesse mesmo período, também como resultado de anomalias climáticas, milhões de pessoas morreram de fome na China e na Índia.[

1888/1889 - Lavouras destruídas e vilas abandonadas em Pernambuco e Paraíba. D. Pedro II criou a Comissão Seca (depois Comissão de Açudes e Irrigação), como resultado cria-se o projeto do Açude do Cedro na cidade de Quixadá, no Ceará.

1898/1900 - Seca atinge Pernambuco.

1909 - O Governo Nilo Peçanha cria o Instituto de Obras Contra as Secas (IOCS).

1915 - O Presidente Venceslau Brás na seca de 1915 reestruturou o Instituto de Obras Contra as Secas (IOCS), que passou a construir açudes de grandes portes. Com temor de saques, Campos de Concentração no Ceará foram criados para isolar a população faminta e impedir-lhe o movimento em direção as cidades.

1919 - O Governo Epitácio Pessoa transforma o IOCS em DNOCS que recebeu ainda em 1919 pelo Decreto 13.687, o nome de Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas (IFOCS) antes de assumir sua denominação atual, que lhe foi conferida em 1945 pelo Decreto-Lei 8.846 de 28 de dezembro de 1945, vindo a ser transformado em autarquia federal através da Lei n° 4229 de 1 de junho de 1963.

1925 - Seca em São Paulo força a Light a cortar de dois terços o fornecimento de energia elétrica .

1930 - Região NE

1932 - Região NE. Reutilização dos Campos de Concentração no Ceará com plano de controle social

1953 - Região NE

1954 - Região NE

1958 - Região NE

1962 - Região NE

1963 - Grande parte do Brasil enfrenta uma forte e intensa estiagem, seguida de recordes de calor. Este foi o ano mais seco da história em várias cidades, como Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte. No Paraná a seca durou até janeiro do ano seguinte.

1966 - Região NE

 1979/1985 - Essa foi uma das secas mais prolongadas da história do Nordeste: durou 7 anos. O auge do problema foi em 1981.  

Década de 1980 - A década é considerada chuvosa, sendo marcada por apenas dois períodos de estiagem, correspondentes aos anos de 1982 e 1983.

Década de 1990 - Os anos de 1993, 1996, 1997, 1998 e 1999 foram anos sofríveis. Um apontamento de tendência de seca em 1998 antecedeu sua ocorrência graças a observação do fenômeno El Niño por meteorologistas, mas as ações de precaução e prevenção continuaram a serem pouco efetivas na mitigação dos problemas.

2000 e 2001 - Anos de estiagem relativa.

2004-2006 - Estiagem na Região Sul do Brasil.

2005 - A região Amazônica enfrenta um período de estiagem intensa.

2007 - Transposição do Rio São Francisco iniciada.

2007 - Seca na porção norte de Minas Gerais, considerada a mais grave já enfrentada pelo estado até então. Praticamente não choveu na região entre março e novembro de 2007 e as precipitações seguiram-se abaixo da média climatológica até fevereiro de 2008. Centenas de municípios entraram em estado de emergência, registraram-se 53 976 focos de incêndio (recorde histórico para o estado) e 190 mil cabeças de gado morreram.

2012 - 2017 - Seca na Região Nordeste, considerada a mais intensa desde 1845.

2014–2017 - Período de chuvas irregulares nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, atingindo setembro de 2017 com níveis críticos de reservatórios de usinas hidrelétricas e água potável, considerado a pior seca dos últimos 100 anos. A seca no Sudeste foi a responsável, em associação a fatores ligados à infraestrutura e planejamento, pela pior crise hídrica enfrentada pela região em 2014 e 2015. As chuvas retornaram ao estado de São Paulo de forma gradual ao longo de 2015, mas o quadro de estiagem se manteve e foi agravado em muitas áreas de Minas Gerais e Espírito Santo, estendendo-se também em 2016 e 2017.

2024 - A maior seca  do Brasil afeta 1.400 cidades em nível extremo ou severo. Esse período de estiagem chegou mais cedo, como um exemplo de mudança climática, que é causada por um conjunto de fatores, começando pelo aquecimento global. Fonte: Wikipédia, 22 de dezembro de 2023; Superinteressante – 21 dez 2016

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