VAZAMENTO DE GÁS DE ESTIRENO EM MANAUS
Na tarde de 15 de julho de 2026, um incidente químico grave na fábrica da empresa Innova, localizada no Distrito Industrial I de Manaus, colocou a cidade em estado de alerta devido ao vazamento de gás estireno.
O INCIDENTE NA FÁBRICA INNOVA
O problema teve origem em uma
reação química não controlada (um processo de polimerização térmica que gera forte
aquecimento e pressão) em um dos tanques de armazenamento de monômero de
estireno da empresa.
LIBERAÇÃO DO GÁS:
O aumento de pressão provocou
a liberação de uma densa nuvem de vapor de estireno na atmosfera.
ODOR E DISPERSÃO:
Por ter um odor adocicado e
extremamente penetrante, o cheiro forte se espalhou rapidamente por diversos
bairros vizinhos e levou, inclusive, à evacuação preventiva de um shopping nas
proximidades.
CORPO DE BOMBEIROS E CONTENÇÃO:
O Corpo de Bombeiros atuou
com dezenas de homens para resfriar os tanques e neutralizar o risco de uma
explosão ou maior liberação do composto.
Durante a noite de quinta-feira
e madrugada de sexta-feira,os trabalhos dos bombeiros se concentraram em
resfriar um dos tanques de estireno. De acordo com nota publicada pela empresa,
Innova, houve uma reação química não controlada que causou um acúmulo de pressão,
o que acionou a válvula de segurança do tanque para dispersar o gás e evitar
uma explosão.
As equipes do Corpo de
Bombeiros continuam atuando no controle da situação e realizando o resfriamento
dos tanques.
CIRCUNVIZINHANÇA E ZONAS
AFETADAS
Moradores de diferentes
bairros de Manaus relataram um forte cheiro de gás em diversos pontos da cidade
após o vazamento. As reclamações se concentraram principalmente nas zonas Sul,
Centro-Sul e Centro, onde moradores afirmaram sentir o odor e apresentar
sintomas de mal-estar.
ESCOLAS E PAC SUSPENDEM
ATIVIDADES
A Secretaria Municipal de
Educação (Semed) informou que 16 escolas das zonas Leste e Sul tiveram as
atividades suspensas na quinta-feira. Segundo a prefeitura, a medida foi
adotada devido à permanência do forte odor do produto químico em áreas próximas
às unidades de ensino.
EMPRESAS DO DISTRITO
INDUSTRIAL
18 empresas localizadas no
Distrito Industrial adotaram medidas preventivas após a ocorrência. Segundo a
Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), as companhias liberaram
funcionários para retornar às residências na quinta-feira (16).
SITUAÇÃO CONTROLADA
Em nota, na noite de quarta
(15), a Innova informou que a ocorrência havia sido controlada conforme os
protocolos de emergência da companhia e que todo o resíduo gerado foi
armazenado para tratamento adequado.
A empresa afirmou ainda que
não houve incêndio, vazamento de produto líquido para fora da área de contenção
nem registro de vítimas.
"A situação foi prontamente
contida de acordo com os procedimentos de emergência estabelecidos pela
Companhia", informou a empresa.
ATENDIMENTO MÉDICO
Segundo a Secretaria de
Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), foram realizados 107 atendimentos na rede
pública de saúde relacionados à ocorrência. Desse total, 104 pacientes receberam
alta e três seguem internados. Não há informações sobre os sintomas nem sobre o
estado de saúde dos pacientes.
ACOMPANHAMENTO DAS
AUTORIDADES
Em nota, a Superintendência
da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que acompanha a ocorrência e
solicitou informações detalhadas sobre as medidas de contenção adotadas pela
empresa.
O órgão ressaltou que a
operação segura das instalações é responsabilidade da companhia e que a
apuração das causas e dos impactos ambientais, sanitários e à saúde dos
trabalhadores será realizada pelos órgãos competentes.
O QUE É O ESTIRENO?
O estireno é um composto
químico amplamente empregado na indústria como matéria-prima para a fabricação
de plásticos, resinas, borrachas sintéticas e materiais como o poliestireno,
conhecido popularmente como isopor. Líquido, incolor e de odor característico,
o produto está presente em diversos processos industriais, especialmente nos
setores químico, automotivo e da construção civil.
Embora tenha grande
importância para a indústria, o estireno exige cuidados especiais durante o
armazenamento, transporte e manuseio. A substância é classificada como inflamável
e seus vapores podem formar misturas explosivas quando entram em contato com
fontes de ignição.
Especialistas orientam que,
diante de um vazamento, a população evite se aproximar da área afetada e siga
as orientações das autoridades responsáveis. O isolamento do local, a
eliminação de fontes de calor e a atuação de equipes treinadas são medidas
fundamentais para controlar a ocorrência com segurança.
RISCOS
Em casos de vazamento, a
principal preocupação é evitar incêndios e reduzir a exposição das pessoas ao
produto. Dependendo da concentração e do tempo de contato, a inalação dos
vapores pode provocar irritação nos olhos, nariz e garganta, além de sintomas
como dor de cabeça, tontura, náuseas e sonolência. Em exposições prolongadas ou
repetidas, podem ocorrer efeitos sobre o sistema nervoso.
O odor do estireno costuma
ser descrito como adocicado ou semelhante ao de solventes e plásticos. Em
determinadas situações, pessoas que não conhecem a substância podem associar o
cheiro ao gás de cozinha, embora se trate de produtos com características
químicas distintas.
No Brasil, o uso industrial
do estireno é regulamentado por normas de segurança do trabalho e de proteção
ambiental. Empresas que utilizam o composto devem adotar sistemas de
monitoramento, equipamentos de proteção individual e planos de resposta a
emergências para minimizar riscos aos trabalhadores, à população e ao meio
ambiente.
Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros e os órgãos ambientais são responsáveis por avaliar o risco, monitorar a qualidade do ar, conter o vazamento e adotar as medidas necessárias para garantir a segurança da população. Fontes: A Crítica- 15 e 16 /07/2026; g1 AM- 16/07/2026
Marcadores: gás, petróleo, petroquímica

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