MPT: 1/3 DOS CASOS DE CORONAVÍRUS NO RS SÃO DE EMPREGADOS DE FRIGORÍFICOS
Os trabalhadores de
frigoríficos correspondem a 34% do total de casos oficiais de coronavírus no
Rio Grande do Sul. Ao todo, 3.201 funcionários de 24 unidades, localizadas em
18 municípios, testaram positivo para a doença, segundo levantamento do
Ministério Público do Trabalho (MPT-RS). No estado foram registrados até ontem
9.332 casos oficiais e 224 mortes.
Segundo a procuradora do MPT
Priscila Dibi Schvarcz, os 28 municípios do estado com maior índice de casos
por 100 mil habitantes são sedes de frigoríficos ou abrigam moradia de
trabalhadores do setor. Na lista constam 13 empresas, entre elas a BRF, dona da
Sabia e da Perdigão, e JBS, da Friboi.
A BRF registrou casos
positivos de coronavírus em funcionários nas cidades de Marau, Lajeado e
Serafina Corrêa, de acordo com o MPT. A JBS tem casos da doença nas unidades de
Passo Fundo, Três Passos, Seberi, Trindade do Sul, Caxias e Garibaldi.
A BRF afirmou que, desde o
início da pandemia, adota uma série de práticas de proteção dos funcionários,
incluindo a testagem nas unidades. A JBS disse que "adotou um rigoroso
protocolo de prevenção, seguindo todas as recomendações dos órgãos de saúde e
também do protocolo dos Ministérios da Saúde, Agricultura e Economia".
TESTAGEM EM MASSA NOS
FRIGORÍFICOS
Entre os principais fatores
que auxiliam a propagação do vírus nos frigoríficos, conforme a procuradora,
estão a grande quantidade de trabalhadores em uma mesma área, o transporte dos
trabalhadores e a falta ou pouca renovação do ar.
O MPT chegou ao total de 3.201 casos positivos de
coronavírus após realizar uma testagem em massa nas unidades.
Os dados diferem dos divulgados pelo governo
estadual no último boletim da Secretaria Estadual da Saúde, na sexta-feira
(26), no qual constam apenas informações de "surtos de síndrome gripal em
empresas". No balanço do governo estadual, foram identificados 842
funcionários contaminados em 23 frigoríficos de 17 municípios.
ATÉ 500 CONTAMINADOS POR
UNIDADE
A procuradora afirmou que o
MPT encontrou até 500 trabalhadores contaminados por unidade. "Nós temos
muitos trabalhadores assintomáticos [que não apresentam sintomas]. Então não
sei qual o delay [atraso] dessa informação, porque o boletim [epidemiológico do
governo do Estado] é muito diferente do que acontece na prática", disse.
PRISCILA DEFENDEU;
· Que as empresas implementem rotinas de testagem
periódica,
·Rastreamento e de triagem dos trabalhadores com
sintomas para que o número de casos de coronavírus seja reduzido.
· Além disso, enfatizou a importância de o sistema
nacional de notificação de casos de coronavírus informar o local de trabalho
dos contaminados.
"É inadmissível que esse
sistema de notificação de casos de covid-19 não abra espaço para identificação
do local de trabalho das pessoas, porque esse é um dado epidemiológico muito
relevante. Não há como fazer epidemiologia sem saber onde a pessoa passa a
maior parte do seu dia, que é no ambiente de trabalho", disse.
DONA DA SADIA DIZ QUE SEGUE
PRÁTICAS DE PROTEÇÃO
Em nota, BRF informou que foi
a primeira do setor a assinar voluntariamente um compromisso junto ao MPT, em
nível nacional, que endossa práticas de proteção aos colaboradores que já vinha
adotando.
"Desde o início da
pandemia, a BRF vem implementando uma série de ações protetivas em todas as
suas operações, contando com um Comitê Permanente de Acompanhamento
Multidisciplinar, composto por executivos e especialistas, como o
infectologista Esper Kallas, além da consultoria do Hospital Israelita Albert
Einstein", disse a empresa.
ENTRE AS MEDIDAS PROTETIVAS,
A COMPANHIA INFORMOU;
·Tem utilizado testagem em suas unidades,
·Uso obrigatório de máscaras e demais EPIs,
recomendados para proteção contra a covid-19, distanciamento mínimo entre
funcionários,
· Afastamento de colaboradores com sintomas gripais ou
casos suspeitos,
· Busca ativa de potencial contaminação,
·Reforço de higienização em diversas áreas e nos
veículos de transporte, vacinação contra gripe e atendimento médico 24 horas,
sete dias por semana.
· Além disso, quando surgem sintomas suspeitos, a
empresa não espera a aplicação do teste rápido para fazer o RT-PCR [um tipo de
teste], de forma a reduzir risco de contaminação.
DONA DA FRIBOI AFIRMA QUE
SEGUE PROTOCOLO DE AUTORIDADES
Também em nota, a JBS
informou que, desde o início da pandemia, "tem se pautado pelo absoluto
foco na saúde, segurança e proteção dos seus mais de 130 mil
colaboradores". A empresa disse que vem atuando em conjunto com as
autoridades públicas no enfrentamento à covid-19 e que "adotou um rigoroso
protocolo de prevenção seguindo todas as recomendações dos órgãos de saúde e
também do protocolo dos Ministérios da Saúde, Agricultura e Economia".
A dona da Friboi informou
ainda que conta com a consultoria clínica de especialistas do Hospital Albert
Einstein e de médicos infectologistas que orientaram a empresa na definição das
ações implantadas em suas unidades.
ENTRE AS AÇÕES ADOTADAS ESTÃO;
O afastamento de todos os colaboradores do grupo de risco e também os que tenham indicação médica,
O afastamento de todos os colaboradores do grupo de risco e também os que tenham indicação médica,
· Monitoramento integral de 100% dos colaboradores,
·Medição de temperatura antes do acesso às unidade,
·Ampliação da frota de transporte e demarcação de
assentos garantindo distanciamento seguro entre os passageiros, entre outros.
A JBS esclareceu ainda que,
de acordo com esse protocolo, em caso de teste positivo de covid-19 em uma
unidade, "cumpre com todas as medidas previstas, afastando os
colaboradores conforme indicação médica e monitorando 100% da equipe da planta.
Também é realizada a desinfecção adicional e geral da unidade". Fonte: UOL,
em Porto Alegre-02/06/2020
Marcadores: saúde

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