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segunda-feira, novembro 02, 2015

Caminhões sem motorista em mineração

A Rio Tinto apresentou caminhões autoguiados completamente automatizados para substituir as frotas de duas de suas minas de minério de ferro na região de Pìlbara, Austrália Ocidental, em um avanço que segundo a empresa não tem precedentes.
A mineradora também está testando trens sem maquinistas e empregando perfuratrizes autônomas na região, como parte de seu esforço para adotar novas tecnologias a fim de reduzir custos e aumentar a segurança.

FROTA AUTÔNOMA MAIOR EFICIÊNCIA
"A frota autônoma oferece desempenho em média 12% superior ao de uma frota semelhante com motoristas humanos, ao eliminar as pausas requeridas, o absenteísmo e as mudanças de marcha", disse Andrew Harding, presidente-executivo das operações de minério de ferro da Rio Tinto. "Remover as pessoas do ambiente de mineração propicia mais segurança", disse a Dra. Carla Boehl, professora na Escola de Mineração da Universidade Curtin.

CAMINHÕES AUTOMATIZADOS TRABALHAM 24 HORAS POR IA
Os caminhões automatizados respondem a instruções de sistemas GPS e entregam cargas de minério de ferro 24 horas por dia, 365 dias por ano. Sua operação é supervisionada remotamente por operadores em um centro de controle instalado em Perth, a mais de mil quilômetros de Yandicoogina e Nammuldi, os locais das minas.
Harding disse que automatizar a frota melhora a utilização, o que permite que a empresa reduza o número de veículos empregado e com isso seus investimentos de capital.
"Vimos também uma redução de 13% nos custos de carga e transporte devido ao aumento da eficiência",afirmou.

REDUÇÃO DE EMPREGO
Mais de 38 mil empregos foram perdidos no setor de mineração da Austrália, de maio de 2012 a dezembro de 2014, devido a cortes de pessoal e à introdução de práticas de trabalho mais eficientes e novas tecnologias.

NOVOS EMPREGOS
Mas a professora Boehl afirmou que a adoção da tecnologia poderia criar empregos mais interessantes, enquanto ao mesmo tempo tornaria obsoletos os postos que requerem menor capacitação. "A tendência será a de eliminar os trabalhos tediosos e repetitivos executados sob um calor de 50 graus no Pilbara, mas também será possível criar papéis novos e inovadores na análise de dados e desenvolvimento da tecnologia", ela afirmou.
Fonte: Financial Times - Folha de São Paulo - 24/10/2015  02h00

Comentário: A primeira revolução  industrial levou 60 a 70 anos para transformação de métodos de produção artesanais para a produção por máquinas, a fabricação de novos produtos químicos, novos processos de produção de ferro, maior eficiência da energia da água, o uso crescente da energia a vapor e o desenvolvimento das máquinas-ferramentas, além da substituição da madeira e de outros biocombustíveis pelo carvão.
Agora a nova revolução industrial baseada em tecnologia está criando um ambiente de manufatura dirigido por computadores. A revolução ameaça tornar obsoletos modelos de negócios há muito estabelecidos.
Se um trabalhador se especializou em um determinado processo de produção e tal processo é substituído por uma máquina, ele de fato poderá vivenciar uma crise de desemprego. Se você tem uma profissão manual que se resume a fazer processos repetitivos, é bom ir adquirindo outras habilidades. Se você pensa que poderá concorrer com uma máquina para fazer processos repetitivos, é bom repensar seu futuro.  Em processos repetitivos, a máquina sempre irá vencer.  Em algum momento surgirá uma máquina que fará o trabalho melhor do que você.
Se um sistema educacional de um país treina os jovens para solucionar problemas, então o país tem futuro.  Se, por outro lado, o sistema educacional treina-os para coisas rotineiras, então ele está ludibriando a população.  Em termos de renda, ela não sairá do lugar. Fonte: Instituto Ludwig von Mises –Gary North

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posted by ACCA@3:00 AM

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