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sábado, outubro 28, 2006

Empilhadeiras - Mantendo operadores seguros

Segundo a OSHA – órgão norte-americano para normas de segurança no trabalho – somente programas regulares de treinamento, reciclagem e supervisão criam uma consciência de segurança nos operadores de empilhadeiras. Suas recomendações são válidas no Brasil também.

Atenção especial a operadores novos e recém-qualificados
Operadores novos e recém‑qualificados de empilhadeiras merecem supervisão especial. Mesmo tendo concluído seu curso, eles podem operá-las de modo inadequado. Quando possível, deve-se nomear um ou mais supervisores que tenham passado pelo mesmo curso de treinamento (mesmo que não atuem como operadores) para garantir a observância estrita das regras básicas de segurança.

O motivo é simples: o programa de treinamento e os testes de aprendizado podem garantir que o operador sabe como ser seguro, mas somente uma supervisão competente comprova que ele realmente aplica o que aprendeu. Muitos consideram uma supervisão competente até mais importante que o próprio treinamento.

Reciclagem para os infratores e mudança de condições de trabalho
Recomenda-se uma reciclagem quase imediata para operadores que se mostram menos atentos à segurança ou para aqueles envolvidos em acidentes ou incidentes. O mesmo vale nos casos de mudança nas condições de trabalho, com a chegada de novos modelos de empilhadeiras ou a alteração nas próprias condições de movimentação e transporte de cargas.

Reavaliação de operadores
Todo operador deveria ser reavaliado a cada três anos. O ideal é repetir o treinamento original. Com o tempo, alguns tópicos de segurança enfatizados durante o treinamento tendem a ser deixados de lado. Entre eles, destacam-se as docas. Elas são um dos locais mais perigosos para os envolvidos em operações com empilhadeiras: não só os operadores como aqueles que trabalham próximo.

Programa de treinamento
Um programa de treinamento apropriado deve incluir a utilização correta dos “niveladores” das docas, dos dispositivos de bloqueio dos veículos de transporte, a inspeção das carretas e outros recursos adicionais de sinalização e segurança.

Mantendo a forma
A operação de empilhadeiras deve ser limitada à sua área de trabalho, o que vale também para os operadores. Quem não opera regularmente uma empilhadeira não deve ser autorizado a utilizá-la, mesmo numa situação emergencial.
Permitir que alguém suba numa empilhadeira algumas vezes ao ano é correr o risco de um acidente. O certo é fazer com que operadores de reserva se mantenham em forma, operando as empilhadeiras
em períodos regulares. O ideal é que não só eles como todos os envolvidos em operações de armazenagem e docagem passem pelos cursos normais de treinamento.

Condições de segurança do ambiente de trabalho
Uma empilhadeira não deve trafegar em áreas onde não é necessária e nunca deve ser tratada como veículo de transporte. Não se pode, por exemplo, justificar a presença de uma selecionadora de pedidos numa área de docagem e tampouco de uma máquina para carregar caminhões em corredores estreitos.

O uso de equipamentos de segurança pelo operador – quando sentado – ou dispositivos de retenção quando sobre uma selecionadora de pedidos são imperativos que devem ser observados com rigor. A supervisão é especialmente importante nesses casos, pois muitos operadores não gostam de se sentir “amarrados”. É por isso que devem ser alvo de uma atenção especial.

Outros itens de segurança fundamentais: a manutenção preventiva dos equipamentos, dos niveladores de docas e de outros equipamentos correlatos, bem como a limpeza e remoção de obstáculos nos corredores (que devem ser claramente identificáveis por faixas pintadas no piso). Recomenda-se ainda que sejam instaladas barreiras de proteção próximas às bordas das docas e em outras áreas de risco para a proteção tanto dos operadores como dos pedestres mais próximos.
Fonte: Hyster Brasil – Janeiro-Fevereiro-Março / 2005

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posted by ACCA@11:53 AM