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terça-feira, maio 10, 2016

Combate a incêndio começa com treinamento e planejamento pré-incidente

Durante a preparação do plano estratégico para uma operação segura e efetiva, o Comandante do Incidente (CI) primeiro avalia a situação, depois faz uma análise de risco-benefício, e finalmente lança os recursos disponíveis. Quando tudo vai bem, o objetivo de salvar vidas e bens é atingido sem que nenhum bombeiro seja ferido. O CI e todos os outros envolvidos devem se esforçar para atingir esse objetivo.

PLANEJAMENTO PRÉ-INCIDENTE E DE TREINAMENTO CONTÍNUO.
É óbvio que a segurança durante um incêndio depende do planejamento pré‑incidente e de treinamento contínuo. Dentre as principais informações que o CI necessita para a preparação de um plano estratégico está a organização dos recursos disponíveis no local do incêndio. Planejamento pré‑incidente, treinamento realista e um Sistema de Comando de Incidente (SCI) bem gerido são os principais responsáveis por uma operação segura durante o incêndio. Entretanto, mesmo os melhores planos podem dar errado,  quando as condições mudam. O CI deve ser preparado para fornecer os recursos necessários para resgatar os bombeiros.

EVACUAÇÃO
Quando há necessidade de evacuar os bombeiros, deve ser soado um sinal de evacuação de emergência para avisá-los que devem evacuar o edifício.

Esse sinal deve ser diferente de todos os outros, e deve ser facilmente distinguível de outros sons e ruídos no local. De modo geral, utiliza-se um número pré‑determinadado de buzinadas com a buzina a ar de uma viatura.

Para eliminar possibilidade de confusão, os corpos de bombeiros que querem usar esse tipo de sinal devem limitar o uso da buzina a ar quando suas viaturas chegarem ao local do incêndio. A buzina deve ser usada de uma maneira pré-determinada, como, por exemplo, 10 acionamentos de 3 segundos de duração cada.

Como esse tipo de sinal de evacuação pode não ser escutado dentro de grandes estruturas, os bombeiros também devem ser notificados via rádio. Se o sistema de rádio possui tons de alerta, um tom específico e distinguível deve ser usado para a evacuação de emergência. Em qualquer caso, uma mensagem de rádio específica deve também ser transmitida.

Os comandantes devem também treinar o pessoal para reagir de maneira correta a dois tipos de sinais de alerta. Um para que todos os bombeiros interrompam o que estão fazendo imediatamente e evacuem o edifício o mais rápido possível, enquanto o outro para iniciar uma evacuação de emergência seqüencial e controlada.

Às vezes é necessário uma retirada do tipo “largar tudo e correr”, como quando há o risco iminente de desabamento do edifício. Na maioria das vezes, entretanto, uma retirada controlada é preferível, pois permite que os bombeiros que estão controlando o fogo e realizando outras tarefas permaneçam em suas posições até que as equipes em áreas perigosas possam ser retiradas.

Por exemplo, bombeiros posicionados em uma escada interna do edifício e lançando água em um apartamento no segundo andar estão protegendo outros bombeiros que estão realizando buscas no andar de cima. Nesse exemplo, a busca primária já foi feita e o CI deve reavaliar uma análise de risco-benefício. Se a busca primária indicar que não há mais ocupantes no edifício, e que as condições estão se deteriorando, o CI pode determinar que o risco para os bombeiros não é justificável e iniciar uma evacuação controlada. A menos que os bombeiros operando a mangueira no segundo andar estivessem em risco iminente, seria uma boa idéia continuar a controlar o fogo no segundo andar até que os bombeiros de cima tivessem saído do andar incendiado.

Os comandantes de corpos de bombeiros devem treinar seu pessoal sobre como reagir a dois sinais de alerta diferentes. Como no exemplo anterior, um sinal exigiria que todos os bombeiros parassem tudo imediatamente e evacuassem o edifício o mais rápido possível, e outro sinal serviria para iniciar uma evacuação de emergência seqüencial e controlada.

À medida que o edifício é evacuado, um Relatório de Presença de Pessoal (RPP) deve ser completado para garantir que todos saíram em segurança do edifício. Esse é um componente integral de um SCI eficiente, e um SCI bem conduzido é essencial para uma operação de evacuação controlada.

A garantia da segurança dos bombeiros no local do incêndio começa com procedimentos bem planejados e treinamento constante. O desenvolvimento e treinamento de sinais de evacuação de emergência são importantes componentes que não devem ser esquecidos.
Fonte: @ZR, NFPA Journal Latinoamericano- Klaene & Russ Sanders

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