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sexta-feira, junho 09, 2006

Origem do vírus do oeste do Nilo


O vírus do oeste do Nilo foi isolado pela primeira vez no sangue de uma mulher adulta, com quadro de febre, em Uganda, em 1937. A ecologia do vírus foi descrita na década de 1950. O vírus passou a ser reconhecido como causador de uma forma severa de meningoencefalite humana a partir de um surto em pacientes idosos em Israel em 1957. A manifestação da doença em eqüinos foi notada pela primeira vez no Egito e na França, no início da década de 1960. A primeira manifestação do vírus na América do Norte ocorreu no final da década de 1990, com casos de encefalite relatos em humanos e cavalos.

Em 1999, o vírus foi descoberto nos Estados Unidos, em tecidos de pássaros encontrados mortos na cidade de Nova York. Em seguida às mortes dos pássaros, mais de 60 pessoas sofreram infecções no cérebro e sete deles morreram, de acordo com relatórios do Centro do Controle de Doenças (CDC). Vinte e três cavalos também morreram. Segundo o CDC, foram encontrados mosquitos com o vírus do oeste do Nilo ao redor de Nova York em janeiro de 2000. No mesmo mês, um falcão foi achado morto em um subúrbio da cidade e teve teste positivo para o vírus.


Distribuição do vírus

O vírus do oeste do Nilo já foi encontrado na África, Europa, Oriente Médio, no oeste e centro da Ásia, Oceania, América do Norte e mais recentemente na República Dominicana, El Salvador e Jamaica, além de um caso suspeito nas Bahamas.

Surtos de encefalite causada pelo vírus em humanos ocorreram na Argélia em 1994, Romênia em 1996 e 1997, República Tcheca em 1997, no Congo em 1998, Rússia em 1999, Estados Unidos em 1999 e 2000 e em Israel em 2000.

Ciclo da doença

O vírus é mantido naturalmente por pássaros e transmitido principalmente pelo mosquito Culex (pipiens), amplamente distribuído em áreas urbanas. Mosquitos infectados carregam o vírus nas glândulas salivares e infectam pássaros, homens, cavalos e outros animais durante a picada.

Algumas espécies de mosquitos que foram encontradas infectadas com o vírus no sul dos Estados Unidos, como o Culex quinquefasciatus, são freqüentes em áreas urbanas na América do Sul, sendo inclusive o principal mosquito urbano em muitas capitais brasileiras, como é o caso do Rio de Janeiro. Nos Estados Unidos, em 2002, 4.943 mosquitos tiveram teste positivo para o vírus. Desses mosquitos, 55% eram do gênero Culex. Desde 1999, foram encontradas 36 espécies de mosquitos infectadas pelo WNV nos Estados Unidos. O vírus do oeste do Nilo já foi isolado em 103 diferentes espécies de pássaros encontrados mortos.

A doença no homem
A encefalite pela febre do Nilo raramente conduz à morte em seres humanos. Geralmente, apresenta sintomas semelhantes à gripe, podendo aparecer rapidamente erupções cutâneas, dor de cabeça, febre. Essas complicações podem levar a convulsões, febre e paralisia. Não existe tratamento específico para a infecção.

Fonte: Agência Fiocruz de Noticias - Junho/2004

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