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domingo, fevereiro 15, 2026

DESASTRES CLIMÁTICOS CAUSARAM PREJUÍZOS DE R$ 28 BILHÕES AO BRASIL EM 2025

Os desastres climáticos que atingiram o Brasil em 2025 causaram prejuízos de US$ 5,4 bilhões, cerca de R$ 28,4 bilhões, aponta relatório da Aon, corretora e consultora de riscos sediada no Reino Unido.

O número representa uma queda em relação a 2024, quando os eventos extremos no país provocaram danos de US$ 12 bilhões (R$ 62,8 bilhões na cotação atual), de acordo com a empresa. Naquele ano, o montante foi impulsionado pelas enchentes no Rio Grande do Sul, cujos estragos somaram US$ 5 bilhões.

Beatriz Protasio, CEO de resseguros para o Brasil na Aon, afirmou que o Brasil saiu de um patamar histórico de baixo risco catastrófico para uma recorrência de perdas multibilionárias.

"O nível de prejuízo permanece acima das médias históricas do início do século, refletindo a maior frequência de eventos extremos e a vulnerabilidade da infraestrutura urbana e do setor agrícola", diz.

SECA

A empresa calcula que as secas causaram danos de US$ 4,8 bilhões (R$ 25,1 bilhões) no último ano, 88% do total. Protasio aponta que a estiagem afetou principalmente as regiões Centro-Oeste e Sudeste, com impactos ao agronegócio, à geração de energia e ao abastecimento de água.

TEMPESTADE

Tempestades geraram prejuízos de US$ 632 milhões (R$ 3,3 bilhões), ou 11% do registrado, aponta o relatório, e causaram perdas em residências, comércios e infraestruturas do Sudeste e do Sul.

INUNDAÇÃO

O documento também identifica prejuízos milionários com inundações concentradas no Sul, mas não oferece um valor exato dos danos. Protasio diz que ainda há desafios em obter dados precisos sobre esse tipo de fenômeno, devido às limitações das redes de medição e à subnotificação de eventos em áreas menos urbanizadas.

PREJUÍZOS

As estimativas consideram impactos à infraestrutura pública, às propriedades privadas e ao setor produtivo, além de interrupções da atividade econômica. A metodologia combina dados de fontes governamentais, seguradoras, resseguradoras, órgãos de defesa civil e modelagens de risco catastrófico, explica a CEO.

Para Protasio, o cenário reforça a urgência de uma agenda estruturada na gestão de riscos climáticos, com foco em prevenção, alertas antecipados, modelagens e mudanças culturais.

PREJUÍZO GLOBAL É DE US$ 260 BILHÕES

A Aon contabiliza 49 eventos extremos que geraram perdas econômicas na casa de bilhões de dólares em todo o planeta em 2025, superando a média de longo prazo, de 46. Quanto aos desastres com danos cobertos por seguros, a corretora registra 30 ocorrências, quase o dobro das 17 esperadas para o ano, indicando a "acumulação de catástrofes de médio porte cada vez mais frequentes".

Ao todo, os prejuízos globais somaram US$ 260 bilhões (R$ 1,3 trilhão) em 2025, uma queda em relação aos US$ 397 bilhões (R$ 2 trilhões na cotação atual) registrados em 2024 e o menor valor desde 2015, segundo o relatório.

Apesar disso, o ano teve desastres extensos, como os incêndios na Califórnia (EUA) em janeiro, que provocaram US$ 58 bilhões em perdas econômicas, além de US$ 41 bilhões em danos segurados, e se tornaram o evento mais caro já registrado no mundo, de acordo com o documento.

O furacão Melissa, que atingiu o Caribe em outubro de 2025, gerou prejuízo de US$ 11 bilhões, sendo US$ 9 bilhões apenas na Jamaica. Uma análise científica do grupo World Weather Attribution apontou que as mudanças climáticas ampliaram o poder destrutivo do fenômeno, com ventos 7% mais fortes do que o esperado em um mundo sem aquecimento global. Fonte: Folha de São Paulo - 5.fev.2026

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domingo, fevereiro 08, 2026

INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES EM FÁBRICA DE MÓVEIS NO PARANÁ


Um incêndio de grandes proporções se formou em uma fábrica de móveis, Rede Martimaq,  na tarde de sábado (31) em Maringá, no norte do Paraná. 

INICIO DO INCÊNDIO E CORPO DE BOMBEIROS

O Corpo de Bombeiros recebeu o acionamento por volta das 18h30. Segundo o tenente Allan Arai, testemunhas disseram que um problema em um aparelho eletrônico na entrada do galpão pode ter causado o incêndio.

No local, havia madeira, espuma, ferragens e produtos químicos, que ao serem queimados, contribuíram para a formação de chamas altas e fumaça preta. Arai explicou que a equipe atuou em três frentes para realizar o resfriamento do local.

De acordo com o tenente, a principal preocupação da equipe era de que a parede aos fundos do galpão caísse. Por isso, moradores de casas e comércios vizinhos tiveram que deixar os imóveis.

"O risco era iminente, uma vez que a parede estava bem inclinada. Estava com alta caloria na parede, ela dilatou bastante e foi indo pro lado. A gente fez o resfriamento, mas ainda tem o risco de colapsar", explicou o tenente.

As chamas consumiram o local e o galpão ficou completamente destruído.  

VÍTIMAS: Não houve feridos.

VIZINHANÇA

Três imóveis vizinhos ao galpão estavam interditados pelo risco de queda da parede. Moradores só poderão retornar após vistoria e liberação de um engenheiro da Defesa Civil de Maringá.

CONTROLE DO INCÊNDIO E RESCALDO

A ocorrência só foi finalizada por volta das 4h da madrugada de domingo (1º), restando pequenos focos entre as ferragens. Pela manhã, bombeiros ainda atuavam no rescaldo e resfriamento da parede.

PREJUÍZOS

A Rede Martimaq informou que não tinha seguro e ainda não foi possível estimar o valor do prejuízo.  

CAUSAS DO INCÊNDIO: Serão investigadas.

POSICIONAMENTO DA EMPRESA

"A Rede Martimaq informa que foi atingido por um incêndio na noite de sábado, 31 de janeiro, em sua unidade industrial. Até o momento, não há confirmação sobre o ponto de origem do incêndio, tampouco é possível estimar a extensão total dos prejuízos.

O incêndio atingiu e destruiu integralmente o parque fabril principal da operação.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, o incêndio encontra-se controlado, permanecendo apenas pequenos focos residuais, que ainda podem liberar fumaça nas próximas horas.

A princípio, não houve registro de vítimas, nem de residências ou imóveis vizinhos atingidos. A empresa reforça que a segurança das pessoas sempre foi e continuará sendo prioridade.

Neste momento, a Rede Martimaq aguarda a avaliação dos engenheiros responsáveis para a emissão de um parecer técnico sobre as condições estruturais do prédio. Fonte: g1 PR e RPC Maringá - 01/02/2026  

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terça-feira, fevereiro 03, 2026

Noruega: túnel rodoviário mais longo do mundo

O túnel de Lærdal (Lærdal Tunnel), localizado na Noruega, é atualmente o túnel rodoviário mais longo do mundo. Com 24,5 km, ele liga as cidades de Lærdal e Aurland, no condado de Vestland, e integra a rodovia E16, uma das principais vias do país, responsável por conectar a capital Oslo à metrópole de Bergen.

A construção da estrutura teve como objetivo facilitar o deslocamento entre as regiões. Por isso, substituiu antigas rotas por estradas de montanha, que ficavam expostas a neve, gelo e frequentes interdições durante os invernos rigorosos.

Com a inauguração do túnel, a travessia passou a ser feita de forma contínua e segura, em aproximadamente 20 minutos, a uma velocidade média de 80 km/h, independentemente das condições climáticas externas. Um avanço significativo em um país onde as temperaturas no inverno podem atingir níveis extremos.

A construção começou em 1995 e o túnel foi inaugurado em 2000. Custou 1,082 bilhão de coroas norueguesas ($113,1 milhões de dólares americanos).

PROJETO

O túnel começa logo a leste de Aurlandsvangen em Aurland, atravessa uma cadeia de montanhas e termina ao sul de Lærdalsøyri, em Lærdal.

O projeto do túnel levou em consideração a saúde mental dos motoristas, e foi dividido em quatro seções, separadas por três grandes áreas de descanso ou locais de refúgio a intervalos de 6 quilômetros.

Um sistema de iluminação que simula a luz natural do amanhecer foi instalado em todas as partes do túnel.

A parte principal é iluminada com luz branca, enquanto as extensões são permeadas por luzes azul-amareladas para dar a impressão do nascer do sol.

Para reduzir a fadiga causada pelo ambiente fechado, o túnel possui áreas de descanso ou locais de refúgio a cada 6 quilômetros. Esses espaços contam com iluminação azul e amarela, criando uma sensação visual de abertura e permitir que os motoristas façam uma breve pausa.

SEGURANÇA

O túnel não possui saídas de emergência. Existem muitas precauções de segurança em caso de acidentes ou incêndio.

Telefones de emergência marcados como "SOS" estão a cada 500 metros para entrar em contato com a polícia, bombeiros e hospitais.

Sempre que um telefone de emergência no túnel é usado ou um extintor de incêndio, luzes de parada e sinais eletrônicos com a mensagem "vire e saia’’ são exibidos em todo o túnel e dois sinais eletrônicos em ambos os lados da entrada exibindo a mensagem "túnel fechado”.

As faixas de rolamento também possuem sistemas de alerta sonoro, que vibram quando o veículo se aproxima das bordas da pista. O recurso reduz riscos de distração e sonolência ao volante. O fluxo máximo permitido é de cerca de 400 veículos por hora.

Existem 15 áreas de conversão que foram construídas para ônibus e semirreboques. Além das três grandes áreas, áreas  de emergência foram construídos a cada 500 metros.

Existem inspeções fotográficas e contagem de todos os veículos que entram e saem do túnel nos centros de segurança em Lærdal e Bergen.

 Há também cabeamento especial no túnel para uso de rádio e telefones celulares e câmeras de vigilância para excesso de velocidade e monitoramento de veículos.

QUALIDADE DO AR

A qualidade do ar fornecida ao  túnel é feita  de duas maneiras: ventilação e purificação. Grandes ventiladores puxam o ar de ambas as entradas e o ar poluído é expelido através do túnel de ventilação para Tynjadalen. O túnel de Lærdal é o primeiro do mundo a ser equipado com uma central de tratamento de ar, localizada a 9,5 quilômetros a noroeste de Aurlandsvangen. A central remove tanto poeira quanto dióxido de nitrogênio do ar do túnel. Dois grandes ventiladores puxam o ar através da central de tratamento, onde a poeira e fuligem são removidas por um filtro eletrostático. Em seguida, o ar é puxado através de um grande filtro de carbono, que remove o dióxido de nitrogênio.

Outro diferencial é a ausência de pedágio. A travessia pelo túnel é totalmente gratuita, ao contrário do que ocorre em outros túneis rodoviários da Europa. Fontes: Geotech; Exame -1 de fevereiro de 2026; UOL - 30/01/2026  

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