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quinta-feira, maio 28, 2026

FONES AURICULARES SÃO PIORES PARA A AUDIÇÃO?


Prejuízos ocorrem gradualmente, de modo que as pessoas só se dão conta quando já é tarde demais

Eu uso fones de ouvido auriculares para dormir, em ligações pelo Zoom e enquanto estou malhando. Eles estão prejudicando minha audição? E, se sim, como o dano se compara com outros tipos de fone de ouvido?

Quer você esteja falando ao telefone, participando de reuniões no Zoom, ouvindo música ou vendo vídeos no TikTok, os fones de ouvido provavelmente fazem parte de seu cotidiano. Mas que tipo de danos estão causando? E os fones auriculares, que ficam mais próximos do canal auditivo que outros estilos de fone de ouvido, são mais prejudiciais à audição?

Segundo o audiologista Cory Pornuff, do Hospital da Universidade do Colorado, a ideia de que os fones auriculares seriam mais prejudiciais à audição do que outros tipos de fones de ouvido é falsa. "A ideia equivocada é que, pelo fato de o fone auricular ficar posicionado mais dentro da orelha, ele faria mais mal do que algo que é posicionado mais longe."

Faz sentido que pensemos que os fones auriculares são piores para a audição, disse ele, na medida em que eles mandam o áudio diretamente para o canal auditivo, enquanto outros estilos de fones que ficam sobre a orelha enviam o som de uma distância maior. "Mas o que faz a diferença na realidade é o volume de som que chega a seu tímpano, e não o ponto de onde ele parte."

VOLUME MÁXIMO

Se você quer prevenir danos quando usa fones de ouvido, disse Portnuff, "há uma regra simples a seguir. É a regra dos 80 por 90: você pode ouvir em segurança por 80% do volume máximo por um total de 90 minutos por dia."

Se você ouvir em volume mais baixo, pode ouvir por mais tempo; se ouvir em volume maior, precisa ser por menos tempo. Se você ouvir a 60% do volume máximo ou menos, de modo geral "pode ouvir em segurança o dia todo, todos os dias", ele esclareceu.

CDC E A PERDA AUDITIVA

O CDC (centros de controle e prevenção de doenças do governo americano) diz que os níveis de volume dos aparelhos auditivos pessoais geralmente atingem no máximo 105 a 110 decibéis. A 80% do volume máximo, que seria por volta de 85 decibéis, o volume de som seria comparável ao de um cortador de grama movido a gasolina ou ao som do trânsito da cidade ouvido do interior de um carro.

O CDC destaca que, para prevenir a perda auditiva induzida pelo barulho, devemos evitar a exposição prolongada a ruídos ambientais superiores a 70 decibéis (como os de uma máquina de lavar roupa ou louça). Mas o ruído ambiental de até 60 decibéis (como o de uma conversa normal ou o som emitido por um aparelho de ar condicionado) geralmente não provoca danos auditivos.

O clínico geral Daniel Fink preside o conselho da organização sem fins lucrativos The Quiet Coalition, dedicada a reduzir os efeitos do barulho sobre a saúde, e é menos permissivo em suas recomendações. Para ele, "não existe um fone de ouvido que não seja perigoso", especialmente quando tantas pessoas precisam subir o volume para compensar pelos ambientes ruidosos que os cercam.

Se você está usando fones em um lugar muito barulhento "e consegue ouvir a música ou entender as palavras que estão sendo ditas, provavelmente é porque aumentou o volume o suficiente para superar o barulho ambiental", disse Fink.

"E isso significa que o volume em que está ouvindo deve estar acima de 80 decibéis e você está se submetendo a pressão sonora suficiente para prejudicar sua audição."

TECNOLOGIA DE CANCELAMENTO DE RUÍDOS,

Para combater o ruído de fundo sem elevar os níveis de som, Portnuff e Fink recomendam a escolha de fones de ouvido que bloqueiam o som ambiente. Fones auriculares que se encaixam bem e apagam os sons externos, fones supra-auriculares que formam um selo em volta da orelha ou qualquer aparelho de escuta dotado de tecnologia de cancelamento de ruídos, todas essas são boas opções.

A melhor coisa a fazer é ficar atento ao ruído em volta, disse Portnuff, e a como isso afeta o som que chega a seus ouvidos. Alguns smartphones ou fones de ouvido inteligentes alertam o usuário se o volume está acima dos níveis recomendados para escuta.

PERDA AUDITIVA

Ruídos em alto volume podem prejudicar a audição de modo precoce e irreversível. Segundo Portnuff, a superexposição a eles pode levar uma pessoa de 30 anos a ter a audição de alguém de 60.

A perda auditiva ocorre gradualmente, de modo que as pessoas muitas vezes só se dão conta quando já é tarde demais. Para ele, entender as melhores maneiras de proteger a audição é importante para evitar arrependimentos futuros.

Segundo Fink, também é crucial preservar a audição porque sua perda pode criar mais danos. Quando as pessoas não conseguem ouvir algo, tendem a aumentar o volume, e isso, por sua vez, pode levar a ainda mais prejuízo.

Por isso, lembre-se que o volume é mais importante que tudo. "Ouça no volume mais baixo possível, em uma altura que lhe permita ouvir o conteúdo que você quer ouvir", disse Fink. "Se soar alto, é porque está demais." Fonte: Folha de São Paulo - 25.ago.2022 - The New York Times   


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sábado, maio 23, 2026

TREMOR DE TERRA DE MAGNITUDE É REGISTRADO NO LITORAL DO RJ

O litoral do Rio de Janeiro registrou dois tremores de terra em um intervalo de menos de 24 horas. Ambos os sismos ocorreram em alto-mar (na região conhecida como offshore), a cerca de 100 km da costa do município de Maricá.

De acordo com os dados oficiais da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), os eventos foram os seguintes:

·       Primeiro tremor: Ocorreu na madrugada de quinta-feira (21 de maio), às 5h21, com magnitude de 3.3 na escala Richter.

·       Segundo tremor: Ocorreu na manhã de sexta-feira (22 de maio), às 6h50, com magnitude de 3.1.

O fenômeno foi identificado por estações de monitoramento espalhadas pelo país e analisado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo. A rede responsável pelo monitoramento é coordenada pelo Observatório Nacional, com apoio do Serviço Geológico do Brasil.

Especialistas afirmam que esse tipo de ocorrência, apesar de chamar atenção, não é incomum no território brasileiro — especialmente em áreas marítimas da região Sudeste.

Segundo o sismólogo Gilberto Leite, os tremores registrados no país costumam ter baixa intensidade e, na maior parte das vezes, passam despercebidos pela população.

"O Brasil registra pequenos tremores com certa frequência por causa das tensões que atuam na crosta terrestre. Em geral, são eventos de baixa magnitude", explicou.

O especialista destaca ainda que a costa do Sudeste concentra a principal faixa de atividade sísmica em alto-mar do país, onde pequenos terremotos são monitorados regularmente.

Embora o Brasil esteja distante das zonas de encontro entre placas tectônicas — onde os grandes terremotos são mais comuns —, o país também registra abalos provocados pela acomodação de estruturas geológicas internas da crosta terrestre. Fonte: g1 Rio - 21/05/2026; 22/05/2026

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TREMOR DE TERRA NO TOCANTINS


Foi registrado um tremor de terra de magnitude 2,8 próximo a Gurupi, no sul do Tocantins, na madrugada de quinta‑feira (22). O abalo ocorreu às 00h42 e foi detectado pela Rede Sismográfica Brasileira, com análise do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília.

Segundo os especialistas, tremores de baixa magnitude são relativamente comuns no Brasil e geralmente não causam danos.  

O Tocantins já teve outros pequenos abalos recentemente, como em Conceição do Tocantins, onde um sismo de magnitude 2,2 foi registrado em fevereiro deste ano.

Apesar do registro técnico, não houve relatos imediatos de moradores que tenham sentido o tremor nem de danos estruturais na região.

Pressões geológicas

De acordo com especialistas da RSBR, tremores de baixa magnitude, como o registrado em Gurupi, são relativamente comuns no Brasil e ocorrem quase todas as semanas em diferentes regiões do país. Na maioria dos casos, esses abalos não são percebidos pela população.

Esses fenômenos são classificados como sismos naturais e ocorrem, em sua maioria, devido às pressões geológicas constantes que atuam na crosta terrestre, provocando pequenas acomodações no solo. Fonte: g1 Tocantins-21/05/2026


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domingo, maio 10, 2026

CEGUEIRA POR DESATENÇÃO

 
Muitas pessoas vão reconhecer essa situação tão comum. Alguém insiste que um objeto simplesmente não está ali, que é impossível de encontrá-lo, apesar de dizer que fez uma busca minuciosa e eficaz. Outra pessoa chega, dá uma olhada rápida no mesmo lugar e encontra o objeto quase de imediato.

"Está bem debaixo do seu nariz!"

Essa situação frustrante (para os dois envolvidos) revela algo fundamental sobre como o cérebro funciona. Encontrar objetos em ambientes do nosso dia a dia depende de um processo chamado busca visual, e nosso cérebro não é tão eficiente nisso.

Mesmo quando algo está à nossa frente, o cérebro pode não perceber que ele está ali. Em outras palavras, olhamos, mas não vemos.

À primeira vista, procurar algo parece simples. Olhamos uma superfície — a bancada da cozinha, a mesa de trabalho, a gaveta de "tudo" — até encontrar o objeto.

Mas o cérebro não consegue analisar todos os elementos de uma cena ao mesmo tempo. Por isso, se baseia na atenção, seleciona algumas características e deixa o restante de lado.

Os psicólogos costumam descrever a atenção como um holofote que percorre o campo visual. Onde ele se concentra, a informação é processada em detalhes. O que fica fora dele recebe muito menos atenção.

Existe uma razão anatômica para o olhar se mover o tempo todo. O centro da retina — a fóvea — concentra a visão mais nítida. Mas ocupa apenas uma pequena parte do campo visual, do tamanho aproximado da unha do polegar e na distância do braço estendido.

Para enxergar bem uma cena, os olhos precisam se mover repetidamente, levando diferentes partes do ambiente a essa pequena área de alta resolução.

Esses movimentos são movimentos sacádicos, também conhecidos como "sacadas", e acontecem o tempo todo. Mesmo quando achamos que estamos olhando fixamente para algo, os olhos se movem discretamente de um ponto a outro.

Na maioria das vezes, esse sistema funciona muito bem. Ele permite que a gente se oriente em ambientes visuais complexos sem ficar sobrecarregado de informação.

OLHANDO SEM ENXERGAR

A visão, afinal, não é apenas o que vemos.

É também o que o cérebro espera encontrar. Esse fenômeno é conhecido como "cegueira por desatenção".

Uma das demonstrações mais conhecidas desse fenômeno aparece em um vídeo em que um grupo de pessoas troca passes com uma bola de basquete. Quem assiste deve contar o número de passes. Enquanto o espectador se concentra na tarefa, uma pessoa vestida de gorila atravessa a cena tranquilamente.

Cerca de metade dos espectadores não percebe o gorila.

O gorila não está escondido. Ele passa pelo centro da tela. Mas o cérebro, concentrado em contar os passes de basquete, simplesmente não o registra.

Se você já procurou suas chaves na bancada da cozinha e outra pessoa as encontrou na hora, já passou por isso.

Assim que a informação visual chega ao cérebro, ela é processada por diferentes vias. Uma delas, frequentemente chamada de via dorsal, segue em direção ao lobo parietal do cérebro, área responsável por funções essenciais como a percepção espacial e a orientação da atenção.

É esse sistema que permite ao cérebro identificar onde os objetos estão no espaço e direcionar a atenção durante a busca visual.

HOMENS E MULHERES PROCURAM DE FORMA DIFERENTE?

Ao descrever essa situação comum, evitei recorrer a um estereótipo, aquele em que é o marido quem não consegue encontrar um objeto bem diante dele.

Estudos sobre busca visual identificaram pequenas diferenças na forma como homens e mulheres examinam cenas complexas.

Em média, as mulheres tendem a se sair um pouco melhor ao localizar objetos em ambientes desordenados, enquanto os homens costumam se sair melhor em tarefas que envolvem orientação espacial ampla ou imaginar objetos girando em três dimensões.Ainda não há consenso sobre as razões, mas parte da explicação pode estar na forma como movemos os olhos ao procurar algo.

BUSCA VISUAL

A busca visual depende do movimento do olhar de um ponto a outro, as chamadas "sacadas". Estudos com rastreamento ocular mostram que algumas pessoas examinam a cena de forma mais metódica, seguindo um padrão mais organizado. Outras fazem movimentos maiores pelo campo visual.

Uma inspeção mais sistemática tende a percorrer toda a superfície, mesmo quando está cheia de objetos, o que aumenta as chances de encontrar algo pequeno, como um par de chaves ou a tesoura da cozinha. Movimentos maiores, por outro lado, podem pular partes inteiras, deixando um objeto à vista sem entrar no foco da atenção do cérebro.

Alguns psicólogos evolucionistas sugerem que essas diferenças podem ter origem em sociedades de caçadores-coletores. Mas há poucas evidências disso. Experiência, familiaridade com o ambiente e diferenças individuais de atenção provavelmente pesam muito mais do que o gênero.

No fim, a busca visual tem menos a ver com examinar uma foto e mais com um processo de antecipação. O cérebro tenta prever o tempo todo onde algo pode estar e direciona a atenção com base nisso.

Na maior parte das vezes, essas previsões estão corretas. Às vezes isso não acontece, e um objeto bem diante dos olhos não corresponde ao que o cérebro espera encontrar.

Isso significa que, quando alguém diz que já procurou por toda parte, pode estar dizendo a verdade. Só não procurou da maneira certa. Fonte: BBC Brasil - 2 maio 2026


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terça-feira, maio 05, 2026

RAIO ATINGE TOPO DE ARRANHA-CÉU ENTRE OS MAIS ALTOS DO PAÍS EM BL. CAMBORIÚ

 Um vídeo registrou o momento em que um raio atingiu o topo de um arranha-céu em Balneário Camboriú, na noite de domingo (9/04).

·   O Infinity Coast, como é chamado, tem 235 metros e é o 4º edifício residencial mais alto do Brasil.

·     A construtora informou que a estrutura tem um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e não sofreu danos.

Um vídeo registrou o momento em que um raio atingiu o topo de um arranha-céu em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, na noite de domingo (9). O Infinity Coast, como é chamado, tem 235 metros e é o 4º edifício residencial mais alto do Brasil, segundo o ranking do Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH).

As imagens circulam nas redes sociais e foram confirmadas pela construtora FG Empreendimentos. A empresa informou que a construção tem um Sistema de Proteção contra Descargas Atmosféricas (SPDA) e não sofreu danos.

O prédio fica próximo ao Pontal Norte da movimentada Praia Central, que teve a faixa de areia alargada para 70 metros em 2021 e é conhecida pela vista para os arranha-céus luxuosos.

O temporal registrado no domingo causou alagamentos e interrupções de vias na cidade, além de ter deixado imóveis sem energia elétrica, segundo a prefeitura. Não houve vítimas, nem desabrigados. Sobre as moradias sem luz, de acordo com painel de monitoramento das Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), a situação foi normalizada na manhã desta segunda-feira (10).

PARA-RAIO

O engenheiro Gustavo Simas, superintendente de produção da FG Empreendimentos, explica que o sistema de proteção contra descargas elétricas (gaiola de Faraday) usado no prédio é do tipo estrutural - ou seja, pilares conduzem a descarga ao solo e criam uma "gaiola de proteção" para os usuários.

A ideia do para-raios, segundo ele, é oferecer um caminho para que a eletricidade passe facilmente sem causar danos à estrutura e aos equipamentos.

Conforme a construtora, em edifícios muito altos, onde a incidência de raios é maior, um sistema bem projetado não só protege a estrutura, mas também os sistemas elétricos internos, evitando danos a equipamentos e garantindo a segurança dos ocupantes.  Fonte: g1 SC-10/03/2025  

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