Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Segurança, Meio Ambiente, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, abril 18, 2026

VAZAMENTO DE GÁS INVISÍVEL EM EMPRESA DE SC

 OCORRÊNCIA

Um trabalhador de 42 anos sofreu queimaduras químicas de segundo grau após um vazamento de amônia em uma empresa de fruticultura, na tarde de quarta-feira (15), em Lages, na Serra de Santa Catarina.

VAZAMENTO

O vazamento ocorreu por volta das 17h, no bairro Rodovia. O Corpo de Bombeiros foi acionado após funcionários sentirem um forte cheiro da substância e relatarem mal-estar, com suspeita de intoxicação.

CORPO DE BOMBEIROS

Ao chegar ao local, as equipes confirmaram o vazamento de amônia em estado gasoso, provocado pelo rompimento da válvula de um tanque. Por segurança, os trabalhadores foram evacuados e levados para uma área segura da empresa.

CONTROLE DO VAZAMNETO

Para conter o vazamento, os bombeiros aplicaram uma névoa de água para diluir o produto. Em seguida, com apoio da brigada de emergência da empresa, fecharam a tubulação danificada.

VÍTIMA

O trabalhador teve queimaduras no pescoço, no braço e no ombro. Segundo os bombeiros, cerca de 30% da superfície corporal foi atingida. Ele também apresentou irritação nos olhos e no nariz. Fonte:NSC TV-16/04/2026

COMENTARIO

A NR-36 regula a segurança no uso de amônia, especialmente em frigoríficos, exigindo planos de emergência, detecção automática, ventilação e treinamento para conter vazamentos, focando em prevenir intoxicações e queimaduras graves. Vazamentos exigem medição antes do retorno seguro dos trabalhadores.

PRINCIPAIS MEDIDAS DE SEGURANÇA DA NR-36 PARA VAZAMENTOS DE AMÔNIA:

·       Explosão/incêndio: embora não seja altamente inflamável, pode formar misturas perigosas em certas condições.

·       Acionamento Automático: Sistemas de refrigeração devem acionar alarmes automaticamente.

·       Controle de Emergência: Deve-se acionar o sistema de controle e eliminação de amônia.

·       Plano de Resposta: Elaboração obrigatória de um plano com ações para vazamentos.

·       Medição Pós-Acidente: A concentração de amônia deve ser medida antes que trabalhadores retornem ao local após um vazamento.

·       Treinamento: Funcionários devem estar treinados e equipados, segundo o NR36 e segurança industrial com NR-36 e os detectores de amônia.

AÇÕES IMEDIATAS EM CASO DE VAZAMENTO:

·       Evacuar o local imediatamente.

·       Lavar a pele com água abundante.

·       Utilizar soro fisiológico para irritações nos olhos.

·       Acionar a Defesa Civil ou Corpo de Bombeiros.

OUTRAS NORMAS RELACIONADAS:

·       NR-15: Define o limite de tolerância de amônia e o grau de insalubridade.

·       NR-13: Aplica-se a vasos de pressão e tubulações que contenham amônia.

·       ABNT NBR 16069/2018: Norma técnica para sistemas de refrigeração.

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domingo, março 22, 2026

INCÊNDIO EM SHOPPING TIJUCA NO RIO DE JANEIRO

 

O fogo começou por volta das 18h sábado , atingiu o subsolo do Shopping Tijuca, localizado na zona norte do Rio de Janeiro.

Início do incêndio

O incêndio começou no ar-condicionado de uma loja no subsolo do shopping. Funcionários relataram que sentiram um cheiro forte por volta das 18h30 e perceberam a fumaça. Na sequência, foram alertados por seguranças do shopping para deixarem o prédio.

CORPO DE BOMBEIROS

O Corpo de Bombeiros informou que o quartel da Tijuca foi acionado às 18h28. Até o momento, 13 viaturas e cerca de 40 militares atuam no chamado. As equipes atuam no combate, na ventilação do ambiente e na varredura das áreas internas do shopping.

Ainda segundo a corporação, o incêndio, que se concentrou no subsolo, aconteceu em uma "área de difícil acesso", o que exigiu atuação técnica especializada e o emprego de equipamentos de ventilação mecânica para dispersão da fumaça.

CONTROLE DO FOGO

O Corpo de Bombeiros segue no local trabalhando no rescaldo e as causas do incêndio serão investigadas

Bombeiros tiveram que quebrar as paredes que levam ao subsolo para instalar exaustores que ajudem a tirar a fumaça do local onde o incêndio começou.

Todos os focos de incêndio foram controlados, segundo o secretário de Defesa Civil, mas ainda há muita fumaça no local. Os agentes tiveram que abrir um buraco na parede para a saída da fumaça.

TESTEMUNHAS

Imagens do momento do acidente mostram uma aglomeração de clientes do lado de fora do centro comercial. Nas redes sociais, clientes denunciam o procedimento de evacuação do prédio, que "não teve nenhum aviso sonoro". "Fomos avisados por terceiros", reclama uma consumidora. "Demoraram mais de 40 minutos para falar para a gente evacuar", detalha outra.

Uma cliente contou que estava no cinema e, no meio de um filme, começou a ouvir um alarme sonoro. Em seguida, um funcionário entrou na sala e avisou sobre o incêndio e que era necessário sair imediatamente do shopping.

Outro frequentador mostrou preocupação porque seus remédios de uso controlado ficaram no carro no estacionamento, e ele mora em Niterói.

VÍTIMAS

As vítimas receberam os primeiros atendimentos no local e foram encaminhadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar e UPA da Tijuca.

Duas pessoas morreram e outras três ficaram feridas.

Entre os mortos está um supervisor de segurança do shopping, que chegou a ser socorrido em estado grave e encaminhado para o hospital. Além dele, uma brigadista que também atuava no centro comercial morreu. Ela trabalhou no resgate e chegou a ser dada como desaparecida.

INTERDIÇÃO

Subsolo e 17 lojas do térreo interditadas

Na segunda-feira (5), a Defesa Civil Municipal interditou totalmente o subsolo e parte do térreo do Shopping após vistoria técnica. A liberação para a inspeção ocorreu depois da conclusão de uma etapa do trabalho de rescaldo do Corpo de Bombeiros. Segundo o órgão, não há risco de desabamento do prédio.

De acordo com a Defesa Civil, foi identificado risco estrutural no mezanino da loja atingida pelo incêndio, além de perigo de queda de revestimentos internos e deslocamento de partes do teto e do piso.

“O subsolo do shopping foi totalmente interditado devido à falta de condições para a permanência no local. Já no térreo, 17 lojas da lateral esquerda, localizadas entre a entrada principal na Avenida Maracanã e a Tok Stok, foram interditadas após o calor do fogo deformar o piso”, informou o órgão.


INQUÉRITO E PERÍCIA

A Polícia Civil informou que, quatro dias após o incêndio no Shopping, a temperatura no interior da loja atingida ainda estava em cerca de 70 graus, o que impediu a conclusão da perícia técnica realizada na  terça-feira (6).

Os peritos chegaram a entrar no local, mas avaliaram que não havia condições de segurança para avançar até o ponto considerado o foco inicial do fogo.

Segundo a polícia, a equipe conseguiu acessar a loja, mas, na área próxima ao que seria o depósito, local apontado como possível ponto focal do incêndio, o calor extremo ainda inviabilizava a aproximação.

Diante do cenário, os peritos solicitaram apoio da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros para o isolamento de pontos específicos e a adoção de medidas que permitam novas etapas do trabalho. A perícia foi feita por uma equipe de cinco peritos da 19ª DP (Tijuca) e teve início por volta das 15h30, com duração aproximada de uma hora.

SHOPPING

O Shopping Tijuca,  não vai abrir no sábado (3), após o incêndio que deixou 2 pessoas mortas e outras 3 feridas na tarde de sexta-feira (2).

VISTORIA DE SEGURANÇA REALIZADA

Seis dias antes do incêndio que atingiu o Shopping já havia alertas sobre possíveis riscos de incêndio na loja Bell'art, localizada no subsolo, onde o fogo começou.

Documentos e e-mails que já estão em posse da polícia indicam que o supervisor de segurança do shopping, e a brigadista tinham identificado diversas irregularidades.

Em vistoria realizada nas casas de máquinas e estoques da Loja Bell’Art foi verificado que algumas irregularidades (fiação exposta, empilhamento inadequado, sistema de detecção do mezanino) permanecem. O descuido em atender as normas de segurança pode resultar em acidentes graves de incêndio.”

RISCO DE INCÊNDIO POTENCIALIZADO, APONTOU DOCUMENTO

Um relatório detalhado, feito pelo setor de segurança reportava uma série de riscos para um incêndio;

“As casas de máquinas inspecionadas estão servindo como estoques e os locais de armazenamento de produtos estão abarrotados de mercadorias. Essas ações potencializam os riscos de incêndio, uma vez que todos os detectores do piso superior estão inoperantes e os materiais estocados, além de desorganizados, estão acima dos chuveiros automáticos. O documento cita que a loja não têm chuveiros automáticos e as sinalizações estavam obstruídas.

Outro trecho aponta problemas graves no estoque:

“Espaço sendo utilizado como estoque de travesseiros e com fiações presas com fita isolante no MDF (material que, geralmente, leva resina e outros componentes químicos em sua estrutura), detector de fumaça desmontado e extensão de tomadas.”

Os documentos também registram que as luminárias de emergência, cruciais para casos de evacuação, estavam soltas, e que “a área em que ficam os diques e as bombas de sucção tinha material combustível, como madeiras e plástico”

PROBLEMAS IDENTIFICADOS EM DEZEMBRO

Uma vistoria feita em dezembro de 2024 no Shopping Tijuca apontou irregularidades na prevenção a incêndios da Bell'art. Os técnicos do shopping apontaram problemas como:

PENDÊNCIA ELÉTRICA

.Ausência de detectores no mezanino, que era utilizada como depósito

.Caixas empilhadas muito próximas aos sprinklers (equipamentos contra incêndio)

.O prazo dado para a resolução dos problemas da loja foi de três dias.

INDICIAMENTO: POLÍCIA CIVIL INDICIA CINCO POR MORTES E APONTA FALHAS GRAVES DE SEGURANÇA

A Polícia Civil indiciou cinco pessoas pelo incêndio no shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, em janeiro deste ano.

Adriana Santilhana Nietupski e Pedro Paulo Alvares, superintendente e gerente de operações do shopping, respectivamente, foram indiciados por incêndio doloso qualificado pela morte, lesão corporal culposa, crime de perigo para a vida ou saúde de outros e fraude processual. Já Renata Barcelos Pereira Noronha, gerente de negócios do centro comercial está indiciada pelos três primeiros crimes, mas não pela fraude processual.

Os outros dois indiciados são os gerentes da loja Bell Art, Fabio Arruda soares e Felipe Gonçalves Franciscone, respondem por incêndio doloso e lesão corporal.

Ainda de acordo com os delegados, a loja não tinha o alvará do Corpo de Bombeiros e o shopping não tinha exaustor para pode combater as chamas. A corporação foi comunicada pela Polícia Civil sobre a conclusão da perícia.

Segundo as investigações, o acionamento do Corpo de Bombeiros deveria ser simultâneo ao início do combate à fumaça no subsolo do shopping.

Para a polícia, a demora na chegada dos bombeiros e o combate adequado às chamas causou a morte dos funcionários.

O botão de pânico da loja onde começaram as chamas foi acionado às 18h04. Segundo a polícia o acionamento do Corpo de Bombeiros foi às 18h27 e os militares chegaram ao local 18h40. “A linha de tempo mostra que houve uma falha de gestão que foi preponderante para gerar uma exposição de perigo a todos que estavam no dia do evento”.

ORIGEM DO INCÊNDIO

O laudo da perícia apontou um “acidente termoelétrico” como possível causa incêndio no shopping. De acordo com o documento, “o incêndio teve origem elétrica previsível, em ambiente tecnicamente inadequado, e foi potencializado por sucessivas falhas estruturais e de segurança”.

Ainda de acordo com o laudo, o shopping e a loja não tinham “sistema eficaz de controle de fumaça em operação”.

O documento indica ainda que o local era “tecnicamente inseguro, caracterizado por instalações elétricas em desacordo com norma técnica, carga de incêndio elevada — inclusive em áreas técnicas —, falhas de compartimentação, atuação insuficiente dos sistemas de combate e ausência de controle adequado de fumaça, todos elementos que, segundo a própria conclusão pericial, contribuíram para a magnitude e propagação do incêndio”.

O QUE DIZ O SHOPPING

Após o indiciamento, o shopping se pronunciou com a seguinte nota:

"O Shopping reforça que agiu dentro dos seus protocolos de atuação previstos na legislação vigente, notificando imediatamente a loja Bell'Art para que tomasse as devidas providências. Destaca ainda que executou a evacuação seguindo o plano elaborado por empresa especializada e aprovado pelo Corpo de Bombeiros, o que garantiu que 7 mil pessoas deixassem o local sem qualquer ferimento.

O Shopping reitera seu compromisso com a sociedade e sua inteira disposição em colaborar com a Justiça. Lembra ainda, com consternação, a perda dos seus dois corajosos colaboradores, Emellyn e Anderson, algo irreparável". Fontes: UOL - 03/01/2026;GloboNews e RJ2-02/01/2026;G1 RJ - 03/01/2026; g1 Rio e TV Globo - 03/01/2026;RJ1 - 05/01/2026; g1 Rio e TV Globo-06/01/2026 ;RJ2 - 07/01/2026;g1 Rio - 11/01/2026;g1 Rio - 14/01/2026


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quarta-feira, março 04, 2026

INCÊNDIO EM SHOPPING NO PAQUISTÃO MATA AO MENOS 80 PESSOAS

 O QUE ACONTECEU

Em 17 de janeiro de 2026, às 22h15 (horário local), um grande incêndio começou no centro comercial Gul Plaza, em Karachi , Paquistão. O incêndio alastrou-se rapidamente pelo edifício comercial de vários andares, resultando em 80 mortes, inúmeros feridos e danos extensos.

SHOPPING GUL PLAZA

O Gul Plaza era um complexo comercial de vários andares que que abrigava aproximadamente 1.200 lojas que vendiam roupas, eletrônicos, cosméticos e artigos domésticos, distribuídas em três andares, um mezanino e o subsolo. O complexo tinha uma área de mais de 6.500 m2

INÍCIO DO INCÊNDIO

O incêndio começou por volta das 22h15 (horário local) no térreo do prédio e se alastrou rapidamente para os andares superiores devido à presença de materiais inflamáveis ​​e à ventilação limitada. O incêndio começou em uma loja que vendia flores e vasos artificiais.  O proprietário da loja disse aos investigadores que seus dois filhos, ambos menores de idade, estavam brincando na loja enquanto ele estava ausente e jogaram um fósforo aceso dentro da loja sem apagá-lo antes de sair. A loja continha material combustível que pegou fogo. Isso foi confirmado pela comissão de investigação. O fogo se alastrou rapidamente pelo duto de ar‑condicionado para o restante do prédio.

O primeiro chamado aos serviços de emergência foi feito às 22h26, e duas viaturas dos bombeiros foram enviados ao local. Eles classificaram o incêndio como de Grau 3 – “a categoria mais alta para uma área urbana.

As autoridades responderam lentamente e com apenas “recursos limitados” para extinguir o incêndio. Como resultado, diz-se que o incêndio queimou “sem controle por horas”. Os socorristas quebraram janelas e destruíram paredes usando martelos para entrar. A energia do prédio foi cortada após o início do incêndio

Bombeiros da Corporação Metropolitana de Karachi (KMC) e do Resgate combateram o incêndio por várias horas. Várias seções do prédio desabaram durante as operações de combate ao incêndio. A Marinha do Paquistão enviou uma brigada de incêndio. Após quase 36 horas de esforços contínuos, o incêndio foi finalmente controlado em 19 de janeiro.


FALTA DE SEGURANÇA

Treze das 16 saídas do Gul Plaza estavam trancadas, pois estava perto da hora de fechar. As janelas estavam bloqueadas com mercadorias ou lacradas. Não havia saídas de emergência, alarmes de fumaça, mangueiras de incêndio, extintores de incêndio ou sistemas de sprinklers no prédio.  Uma grade instalada sobre a saída do telhado obstruía uma rota de fuga

VÍTIMAS

Pelo menos 80 pessoas tiveram suas mortes confirmadas, incluindo um bombeiro. Mais de 20 pessoas ficaram feridas, enquanto 49 foram dadas como desaparecidas durante as operações de resgate.  

Em vários casos, apenas partes de corpos foram recuperadas, enquanto testes de DNA tiveram que ser realizados para identificar algumas vítimas. Em 21 de janeiro, 30 corpos foram retirados de uma loja de louças no mezanino. As vítimas foram sufocadas após se trancarem na loja aguardando resgate.

ATENDIMENTO HOSPITALAR

Os hospitais de toda a cidade foram colocados em alerta de emergência.

RESGATE

A busca por pessoas foi dificultada pelo risco de novos desabamentos do prédio. Os bombeiros realizaram na segunda-feira (19) o resgate dos corpos das vítimas entre os escombros ainda fumegantes devido ao calor das chamas.

A operação de busca foi concluída em 27 de janeiro e o prédio foi interditado.

RESPOSTA DO GOVERNO

O governo classificou o incêndio como uma "tragédia nacional". Anunciou uma compensação de US$ 35.000 para as famílias dos falecidos,

O governo ordenou investigação sobre o incidente e criou uma linha de apoio para famílias de pessoas desaparecidas.

INVESTIGAÇÃO 

A polícia registou um primeiro boletim de ocorrência em 24 de janeiro, no qual classificou o incêndio como "resultado de negligência e imprudência".

CONSEQUÊNCIAS ECONÔMICAS

O incêndio causou grandes prejuízos econômicos aos lojistas e reacendeu o debate sobre o cumprimento das normas de segurança contra incêndio em edifícios comerciais de Karachi.

De acordo com a associação de lojistas estimou as perdas econômicas de pelo menos 11 milhões de dólares.  As  perdas foram agravadas pela proximidade do Ramadã e da temporada de casamentos – que normalmente representa o auge das vendas para os comerciantes, o que fez com que eles tivessem muito mais mercadorias em estoque do que o habitual. Fonte: Pakistan Today- 21 January 2026; BBC News. 21 January 2026.

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domingo, fevereiro 08, 2026

INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES EM FÁBRICA DE MÓVEIS NO PARANÁ


Um incêndio de grandes proporções se formou em uma fábrica de móveis, Rede Martimaq,  na tarde de sábado (31) em Maringá, no norte do Paraná. 

INICIO DO INCÊNDIO E CORPO DE BOMBEIROS

O Corpo de Bombeiros recebeu o acionamento por volta das 18h30. Segundo o tenente Allan Arai, testemunhas disseram que um problema em um aparelho eletrônico na entrada do galpão pode ter causado o incêndio.

No local, havia madeira, espuma, ferragens e produtos químicos, que ao serem queimados, contribuíram para a formação de chamas altas e fumaça preta. Arai explicou que a equipe atuou em três frentes para realizar o resfriamento do local.

De acordo com o tenente, a principal preocupação da equipe era de que a parede aos fundos do galpão caísse. Por isso, moradores de casas e comércios vizinhos tiveram que deixar os imóveis.

"O risco era iminente, uma vez que a parede estava bem inclinada. Estava com alta caloria na parede, ela dilatou bastante e foi indo pro lado. A gente fez o resfriamento, mas ainda tem o risco de colapsar", explicou o tenente.

As chamas consumiram o local e o galpão ficou completamente destruído.  

VÍTIMAS: Não houve feridos.

VIZINHANÇA

Três imóveis vizinhos ao galpão estavam interditados pelo risco de queda da parede. Moradores só poderão retornar após vistoria e liberação de um engenheiro da Defesa Civil de Maringá.

CONTROLE DO INCÊNDIO E RESCALDO

A ocorrência só foi finalizada por volta das 4h da madrugada de domingo (1º), restando pequenos focos entre as ferragens. Pela manhã, bombeiros ainda atuavam no rescaldo e resfriamento da parede.

PREJUÍZOS

A Rede Martimaq informou que não tinha seguro e ainda não foi possível estimar o valor do prejuízo.  

CAUSAS DO INCÊNDIO: Serão investigadas.

POSICIONAMENTO DA EMPRESA

"A Rede Martimaq informa que foi atingido por um incêndio na noite de sábado, 31 de janeiro, em sua unidade industrial. Até o momento, não há confirmação sobre o ponto de origem do incêndio, tampouco é possível estimar a extensão total dos prejuízos.

O incêndio atingiu e destruiu integralmente o parque fabril principal da operação.

Segundo informações do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil, o incêndio encontra-se controlado, permanecendo apenas pequenos focos residuais, que ainda podem liberar fumaça nas próximas horas.

A princípio, não houve registro de vítimas, nem de residências ou imóveis vizinhos atingidos. A empresa reforça que a segurança das pessoas sempre foi e continuará sendo prioridade.

Neste momento, a Rede Martimaq aguarda a avaliação dos engenheiros responsáveis para a emissão de um parecer técnico sobre as condições estruturais do prédio. Fonte: g1 PR e RPC Maringá - 01/02/2026  

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domingo, dezembro 07, 2025

INCÊNDIO DE GRANDES PROPORÇÕES NO HOSPITAL DE FORTALEZA

 As chamas começaram um pouco antes das 11h e atingiram a área externa do hospital. O fogo foi controlado por volta de 11h30, de acordo com o Corpo de Bombeiros.  

Nenhuma área assistencial do hospital foi atingida pelas chamas e não há feridos.

TRANSFERÊNCIAS DE PACIENTES E BEBÊS

Devido às chamas, 117 crianças bebês internados no hospital e 153 mulheres precisaram ser transferidos para outras unidades hospitalares. Os pacientes foram encaminhados para oito diferentes pontos da rede de saúde de Fortaleza — tanto municipais, quanto estaduais.

BEBÊS LEVADOS PARA LOJA

Vídeos mostram a fumaça na unidade hospitalar e diversos funcionários retirando pacientes às pressas. Os bebês foram colocados provisoriamente nas lojas do centro comercial até a chegada de ambulâncias.

Imagens de câmeras de segurança mostram o momento que uma loja de acessórios de celulares recebe quatro incubadoras com bebês retirados da UTI Neonatal do Hospital Geral. Dr. César Cals.

Após 8 horas, a operação de transferência dos pacientes foi encerrada. Ao todo, 153 mulheres e 117 bebês foram transferidos para várias unidades de saúde da Capital.

INCÊNDIO OCORREU EM SUBESTAÇÃO DE ENERGIA

Em nota, a Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) disse que o incêndio foi registrado na subestação de energia do hospital.

CORPO DE BOMBEIROS

"As equipes do Corpo de Bombeiros e da concessionária de energia atuaram de forma imediata, controlando as chamas e a fumaça prontamente. Nenhuma área assistencial foi atingida e não há feridos", pontuou a pasta.

CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA ELÉTRICA

A Enel Distribuição Ceará informou que "houve um defeito interno na rede de energia local, que é de responsabilidade do Hospital César Cals".

A empresa realizou desligamento emergencial na unidade hospitalar para garantir os trabalhos das autoridades. Por volta de meio-dia, a UTI Neo foi ligada. Depois, foram ligadas outras áreas prioritárias do hospital ao longo do dia.

"A distribuidora informa ainda que também deslocou geradores e equipe especializada para prestar o apoio necessário durante a ocorrência".

SUBESTAÇÃO DO HOSPITAL 

A subestação de energia elétrica do Hospital havia passado por manutenção um dia antes do incêndio registrado no fim da manhã de quinta-feira (13), segundo o diretor-geral da unidade de saúde.  

Um grande estrondo e muita fumaça foram alguns dos primeiros sinais do incêndio que atingiu as docas do hospital, desencadeando um mutirão de funcionários e transeuntes para auxiliar no combate às chamas e na retirada dos pacientes.

"Com a ajuda da brigada de combate de incêndios do próprio hospital, conseguimos conter o fogo", apontou o diretor do hospital, ressaltando que a área assistencial do local "não foi afetada".

Apesar do ocorrido, o diretor confirmou que todas as manutenções do hospital estavam em dia, o que não indicava, em nenhum cenário, a possibilidade de ocorrências como a que foi registrada. "Todos os equipamentos do hospital têm contrato de manutenção. Nós temos alvará de funcionamento, concedido após inspeção este ano no hospital. Então, ele tem a integridade mantida em todos os setores e tem condições amplas de funcionamento", reforçou.

O diretor destacou ainda que os extintores do hospital estavam "dentro do prazo de validade" e haviam sido inspecionados. Todos se tornaram essenciais na ação da brigada de incêndio para conter o fogo.

O Hospital vai ficar fechado por tempo indeterminado. Fontes: Diário do Nordeste-14 de Novembro de 2025; g1 CE - 13/11/2025

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segunda-feira, setembro 29, 2025

ELETRODOMÉSTICOS QUE PODEM CAUSAR INCÊNDIO SE FICAREM LIGADOS NA TOMADA

 Resumo   

·        Eletrodomésticos de alta potência, como aquecedores e cafeteiras, podem causar incêndios se deixados na tomada. A Abinee alerta sobre riscos mesmo em aparelhos certificados.

·        O "consumo fantasma" de energia ocorre mesmo com eletrodomésticos desligados, podendo levar ao superaquecimento e ignição inesperada.

·        Prevenir-se envolve usar produtos certificados, evitar adaptadores e desligar aparelhos após o uso. Segurança depende de instalação elétrica bem projetada.

·        O uso intenso de eletrodomésticos de alta potência pode aumentar o risco de incêndios em residências. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) alerta que, mesmo quando certificados pelo Inmetro, os aparelhos podem provocar acidentes se ficarem conectados na tomada quando a instalação elétrica não for adequada ou se houver mau uso.

ELETRODOMÉSTICOS DE MAIOR RISCO*

Aquecedores de ambiente: risco de incêndio ao encostar em tecidos.

Ferro de passar roupas: especialmente se deixados perto de tecidos e materiais inflamáveis.

Chapinhas e secadores de cabelo: podem iniciar fogo pelo calor direto, se apoiados em lençóis e colchões.

Cafeteiras e chaleiras elétricas: podem superaquecer e provocar incêndio, mesmo desligadas, por causa do chamado consumo fantasma.

Torradeiras: risco de ignição pelo acúmulo de migalhas e chance de acionamento inesperado.

Liquidificadores: mesmo sem aquecimento, podem sofrer curtos ou picos de energia e danificar cabos e motor.

Panelas de pressão elétricas: costumam manter o modo "manter aquecido" e podem continuar consumindo energia e gerar calor.

Air fryers: concentram alta potência, e painéis digitais consomem energia mesmo fora de uso.

 Panelas elétricas de arroz (equivalentes às de pressão): mantêm o aquecimento por longos períodos e exigem vigilância constante.

* Esses aparelhos - os três primeiros sinalizados pela Abinee e o restante pela National Fire Protection Association (NFPA), dos EUA - continuam consumindo energia mesmo desligados. O fenômeno é chamado de "consumo fantasma" e pode levar ao superaquecimento ou a um acionamento inesperado.

 Sinal de incêndio? Veja o que fazer

Se possível, de imediato, desligue o disjuntor geral do local, cortando o fornecimento de energia elétrica. Ao sinal de incêndio, deve-se deixar o local o mais rapidamente possível e acionar o Corpo de Bombeiros.

Fumaça quente contém substâncias tóxicas capazes de provocar queimaduras na pele e nas vias respiratórias.  .

 Equipamentos certificados tendem a ser mais seguros. Roberto Barbieri, assessor da área de equipamentos de segurança eletrônica da Abinee, destaca que "todos os equipamentos que compõem a instalação elétrica, como cabos, tomadas, interruptores, disjuntores e lâmpadas, devem ser certificados pelo Inmetro."

Se você comprar um produto legalmente vendido no Brasil, ele foi certificado e tem uma segurança teoricamente assegurada. A grande maioria dos eletrodomésticos também tem uma certificação contra riscos elétricos. Roberto Barbieri

A falta de garantia da instalação, que no Brasil não é certificada, prejudica a segurança. "Quando você liga um equipamento de alta potência elétrica, muitos watts, mesmo que certificado, tem que ter um disjuntor que vai desligar eventualmente aquela instalação se for um risco, e isso depende de quem fez e projetou", ressalta Barbieri.

Potência de um aparelho está diretamente ligada à corrente elétrica que percorre os cabos. Consequentemente, ao calor que eles podem gerar. "Quanto mais watts, maior o risco. A potência tem uma proporcionalidade com a corrente, que passa pelos cabos e pode gerar aquecimento. Se colocar uma chapinha em cima de uma cama, ela pode incendiar lençol e colchão, mas por causa do calor e não da parte elétrica", alerta o profissional.

Ele chama atenção também para o uso de adaptadores e benjamins.

"Usar adaptadores e benjamins para conectar eletrodomésticos a tomadas tem risco, pois isso pode indicar que o produto supera o limite projetado para a tomada", diz. Para o especialista, o maior perigo não é o curto-circuito, mas "a sobrecarga, que é usar por bastante tempo um excesso de potência naquele circuito", complementa.

Como prevenir incêndios com eletrodomésticos

A prevenção consiste em evitar ligar mais de um aparelho elétrico na mesma tomada e, ao sair, desligar aqueles de maior tensão.

•Desligue da tomada todos os aparelhos logo após o uso.

•Compre apenas produtos certificados pelo Inmetro e de fabricantes confiáveis.

•Verifique cabos, plugues e tomadas, trocando os que estiverem danificados.

•Em caso de fumaça ou princípio de incêndio, desligue o disjuntor geral e acione o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

•Nunca jogue água no fogo. Use extintor de gás carbônico ou pó químico.

Fonte:UOL, em São Paulo - 19/09/2025

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domingo, agosto 17, 2025

INCÊNDIO EM FÁBRICAS DO DISTRITO INDUSTRIAL EM MANAUS

 

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na tarde de terça-feira (5/08), a fábrica da Effa Motors, no Distrito Industrial 2, Zona Leste de Manaus.

INÍCIO DO FOGO

Funcionários da fábrica, que produz caminhões de pequeno porte, relataram que o fogo começou por volta de 12h. De acordo com eles, faíscas de solda teriam atingido um produto químico na linha de produção, onde havia cerca de cem veículos.

"Começou a pegar fogo no canto e já foi espalhando tudo. Aí todo mundo começou a correr desesperado", disse um funcionário que preferiu não se identificar.

Os trabalhadores evacuaram o prédio rapidamente após o início do incêndio.

PROPAGAÇÃO DO FOGO

 "O incêndio está confinado na parte que está queimada. Daí ele não passa mais. Só a parte mais ao sul que não foi atingido. Mas todo o resto do galpão foi atingido. Agora, os do outro lado da rua estão todos protegidos. Ele não tem como atingir outros galpões. Então nós vamos trabalhar nesse confinamento e no controle futuro", informou o coronel.

A principal dificuldade é lidar com os materiais inflamáveis que faziam parte do dia a dia da fábrica: plástico, pneu e materiais químicos são o que tornam esse o combate mais perigoso e difícil de ser facilmente resolvido.

“Chegando aqui, identificamos que se tratava de um material altamente inflamável, tóxico e de enorme quantidade. Mas em nenhum momento a corporação deixou de empregar todos seus esforços com recursos materiais e pessoal”, disse o coronel.

O calor intenso irradiado pelas chamas causou deformações em estruturas metálicas, especialmente nos telhados dos galpões.

“Há risco de colapso em algumas partes, por isso estamos isolando as áreas e tomando todas as medidas de segurança necessárias”, alertou Borges.

USO DE TECNOLOGIA

Desde o início do fogo até agora já se passaram quase 24h, mesmo período no qual os agentes do CBMAM trabalham para acabar com o sinistro. De acordo com o subcomandante, desde o início a emprego de todo material técnico disponível para esse combate, entre eles o uso de uma nova tecnologia que é a atuação de drones para alcançar pontos críticos que apresentam risco para os bombeiros ou nível de alcance limitado.

“Utilizamos uma tecnologia inovadora que foi incorporada, o drone de combate ao incêndio, ele entregou o resultado que desejávamos”, disse.

Além da novidade, outra tecnologia, dessa vez mais usual, é a espuma sintética que também foi empregada. O subcomandante explicou que a função dela é abafar e evitar a reignição do fogo.

CORPO DE BOMBEIROS

O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) enviou seis viaturas para combater o incêndio. A equipe segue trabalhando para conter as chamas e evitar que o fogo se espalhe para empresas vizinhas.

Segundo o subcomandante do Corpo de Bombeiros, coronel Borges, ainda não há uma confirmação oficial do que causou o incêndio. 148 bombeiros foram encaminhados para o local e atuam no combate às chamas que, segundo a corporação, deve seguir ao longo da madrugada.

Ao todo, cerca de 200  militares e mais de 26 viaturas atuam na ocorrência, entre elas: Auto Bomba Tanque, Auto Bomba Plataforma, Auto Bomba Florestal, Auto Transporte de Ataque, Auto Rápido, Auto Transporte de Pessoal e Unidade de Resgate.

VÍTIMAS

Inicialmente, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) informou que não houve feridos. Por volta das 22h, o Complexo Hospitalar Sul emitiu uma nota informando que uma funcionária deu entrada no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital 28 de Agosto.

A nota também informa que a mulher foi socorrida e levada à unidade de saúde antes da chegada dos bombeiros, motivo pelo qual não foi incluída na lista de feridos.

CONTROLE DO FOGO

Após mais de 21 horas de combate intenso, o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) confirmou na manhã de quarta-feira (6) que o incêndio está controlado e confinado. Apesar das chamas ainda não estarem completamente extintas, não há risco de propagação para áreas de floresta, segundo o subcomandante da operação, Coronel Heliton Borges.

 “O fogo está controlado. As chamas não estão extintas, como é possível observar, mas não há risco de propagação. Em nenhum momento houve avanço para a área de mata que fica na retaguarda dos galpões”, afirmou o coronel.

DANOS MATERIAIS

O incêndio atingiu dois galpões industriais, sendo que em um deles foi possível preservar parte da estrutura. Incêndio atingiu os galpões das fábricas da Effa Motors e Valfilm da Amazônia.

CARGA DE INCÊNDIO

Effa Motors

Dentro do galpão, havia grande volume de materiais inflamáveis, como plásticos, solventes e colas.

Queimou material altamente combustível, como um polipropileno, solvente, cola, muito material plástico e isso potencializa o fogo e faz com que seja difícil", disse coronel Muniz. "Incêndios, com essa carga de incêndio, seja, material que queima, ele tem potencial para durar semanas".

Apesar da gravidade do caso, o Corpo de Bombeiros informou que um terço do pavilhão foi preservado, além de centenas de veículos, cuja quantidade exata ainda não informada. O calor intenso também causou danos aos prédios vizinhos.

"Chegou ali a quebrar todos os vidros das edificações do lado, mas não propagou também", afirmou. Uma das principais preocupações também foi a floresta ao lado da área atingida. "Durante o incêndio, quando ele está no seu pico, existem micro, pequenas e médias explosões internas. E essas explosões podem projetar pontos de ignição, ou seja, fagulhas de fogo, para a vegetação. E pegando em uma vegetação seca, esse incêndio poderia se propagar e a tragédia aumentar", esclareceu.

EXTINÇÃO DO FOGO

Foi extinto no início da manhã de quinta-feira (7/08). A operação entrou em sua fase final de rescaldo na manhã de quinta-feira (7), com o objetivo de retirar todo o entulho até o fim do dia. “Estamos retirando o entulho e realizando o rescaldo para garantir que não haja mais risco de reignição. Até o final do dia devemos concluir todo o trabalho”, garantiu o comandante.

INTERRUPÇÃO DAS ATIVIDADES

A Effa Motors informou que ainda não tem a real dimensão dos danos materiais causados, mas as autoridades competentes já estiveram no local e seguem acompanhando os desdobramentos, realizando todos os procedimentos necessários para garantir a segurança e apurar as causas do ocorrido.

A Effa Motors declarou que ainda não tem a real dimensão dos prejuízos, mas que as autoridades seguem no local, acompanhando os desdobramentos e adotando medidas de segurança.

A Valfilm afirmou que segue contabilizando os prejuízos causados e que não prevê riscos de desabastecimento do mercado. Ressaltou também que está priorizando a saúde da funcionária grávida, única vítima do incêndio, além do bem-estar de todos os colaboradores afetados pelo incidente.

"Estamos fornecendo todo o suporte necessário neste momento delicado. Com outros estoques na região disponíveis e a área produtiva não impactada, nossas operações continuam atendendo às demandas, mantendo nosso compromisso com a equipe", finaliza a nota.

A Prefeitura de Manaus e outros órgãos ambientais já tratam o caso como um desastre ambiental, diante da queima de material contaminante e dos riscos à saúde pública e ao meio ambiente.

Reconstrução

"Assim que receber o laudo do corpo de bombeiros, a empresa deve reassumir a área para reconstrução do local, do galpão, e também imediata remontagem da linha de produção.

O incêndio que atingiu os galpões das fábricas da Effa Motors e Valfilm da Amazônia, no Distrito Industrial 2, em Manaus, foi o maior já registrado na história da capital, segundo o Corpo de Bombeiros do Amazonas (CBMAM). O fogo começou na terça (5) e foi completamente extinto na manhã de quinta‑feira  (7), após mais de 40 horas.

Fontes: g1 AM, Rede Amazônica - 05/08/2025, g1 AM - 05/08/2025; g1 AM - 06/08/2025; A Crítica - 06/08/2025; g1 AM e Rede Amazônica — Manaus - 07/08/2025; g1 AM-07/08/2025; A Critica - 07/08/2025; g1 AM-08/08/2025  

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sábado, agosto 16, 2025

INCÊNDIO DE GRANDE PROPORÇÃO ATINGIU INDÚSTRIA DE EMBALAGEM EM GUARULHOS

Um incêndio de grande proporção atingiu na tarde de sábado (26/07) uma indústria de embalagens no bairro Sadokim, em Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo.A corporação foi avisada do fogo por volta das 14h30. Por volta das 17h50, a Prefeitura de Guarulhos afirmou que o fogo tinha sido controlado.

CORPO DE BOMBEIROS

De acordo com o Corpo de Bombeiros, 12 viaturas com 31 homens foram enviadas até a empresa, que fica na rua Atleca Fratuceli Lopes, 189.  

Conforme os bombeiros, o rescaldo começou pouco antes das 19h. O fogo se concentrou na parte de armazenamento, do lado externo, não atingindo o galpão. Ainda não se sabe a causa do incêndio.

Segundo a Defesa Civil estadual, o fogo teve início em local de armazenamento de materiais e se alastrou rapidamente, ampliando as proporções da ocorrência.


"Até o momento, não há registro de vítimas. A ocorrência permanece em andamento, com equipe do CGE [Centro de Gerenciamento de Emergência] acompanhando as atualizações", afirma a Defesa Civil em nota.

 AEROPORTO

A grande cortina de fumaça fica na rota de decolagem de aviões do aeroporto de Guarulhos. Pilotos foram alertados pela torre do controle do problema e orientados a fazerem curvas de desvio.

Apesar da fumaça, a GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto internacional, diz que as operações não foram afetadas e ocorrem normalmente.  Fonte: Folha de São Paulo - 26.jul.2025

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segunda-feira, agosto 11, 2025

CARREGADOR PEGA FOGO DURANTE O VÔO

 


Um carregador de celular pegou fogo dentro de um avião durante um voo que saiu de São Paulo com destino a Amsterdã, na Holanda, nesta quarta-feira (6). A cena foi registrada por uma jornalista brasileira nas redes sociais . Ninguém se feriu.

"Pensei realmente que eu ia morrer. Era muita fumaça, um cheiro horroroso e a gente não sabia de onde estava vindo o fogo", comentou Simone Malagoli, no vídeo.

Simone deixou Florianópolis na noite desta terça-feira (5), embarcando para São Paulo. De lá, seguiu viagem em um voo com destino a Amsterdã.

Vídeos registrados durante o voo pela jornalista mostram o interior da aeronave tomado pela fumaça. Nas imagens, passageiros aparecem cobrindo o rosto com travesseiros, enquanto comissárias de bordo circulam com extintores e toalhas sobre a cabeça para se proteger (assista acima).

A aeronave ainda sobrevoava o oceano quando o carregador portátil, também conhecido como "power bank", esquentou dentro de uma mochila e pegou fogo. Esse tipo de aparelho armazena energia, não sendo necessárias tomadas para carregar a bateria de celulares.

Segundo Simone, faltavam aproximadamente quatro horas para chegarem ao destino final, e a maioria dos passageiros dormia, incluindo o dono do carregador.

"De repente, ouço barulho, uma correria, e olho para o lado e vejo muita fumaça no corredor, mas muita fumaça mesmo. O pessoal começou a gritar: 'fogo, fogo, fogo! fire!', e o pessoal começou a ficar apavorado, porque a gente achou que estava pegando fogo na turbina, no motor, no porão", relatou.

A jornalista contou que comissárias apagaram o fogo com extintores de incêndio. Fonte: g1 SC-06/08/2025  

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segunda-feira, maio 12, 2025

NUVEM TÓXICA DEIXA 150 MIL PESSOAS CONFINADAS NA ESPANHA


 Em 10 de maio de 2025, uma nuvem tóxica resultante de um incêndio em uma fábrica de produtos químicos em Vilanova i la Geltrú, , na Catalunha, Espanha, obrigou ao confinamento a população de cinco municípios: Vilanova i la Geltrú, Sant Pere de Ribes, Cubelles, Cunit e Calafell. A nuvem, que continha cloro, causou uma situação de emergência que afetou 150.000 pessoas.  As chamas começaram por volta das 2h20 da manhã no armazém industrial localizado na Catalunha , que armazena produtos químicos destinados ao uso em piscinas.

A água usada pelos bombeiros para apagar o fogo no local teve uma reação química com o cloro, o que causou uma nuvem poluente.

A medida foi tomada após o incêndio declarado por volta das 02:20 horas no galpão da empresa Clim Waterpool, que trabalha com produtos de limpeza de piscinas, localizada na Vilanova i la Geltrú, que armazenava cerca de 70 toneladas de cloro, e que gerou a nuvem tóxica que se espalhou pela área, obrigando ao confinamento preventivo da população

CORPO DE BOMBEIROS E EQUIPE DE EMERGÊNCIA

Dezoito bombeiros da Generalitat (Governo da Catalunha) e do Grupo de Risco Tecnológico (GRIT) foram enviados ao local do incêndio, juntamente com o Grupo de Apoio Operacional (GROS). A mobilização envolveu um total de 25 equipes para controlar o incêndio e evitar que ele se alastrasse e afetasse outros prédios industriais do parque industrial. No início da manhã, 60 equipes de bombeiros e 28 auxiliares ainda trabalhavam no incêndio.

VÍTIMAS

Segundo conselheira de Interior duas pessoas foram atendidas pelo serviço de emergências médicas, mas o número de chamadas para o número de socorro ultrapassou 900.

A ministra do Interior da Catalunha, afirmou que crianças e idosos devem ficar em casa como precaução, já que "algumas partículas tóxicas ainda podem permanecer no ar".

CONTROLE DO INCÊNDIO

A  conselheira de Interior informou que a densidade da nuvem de ácido clorídrico havia diminuído e que o vento a empurrava para uma área pouco povoada.  

Finalmente, por volta das 13h, o incêndio foi suspenso.

INTERRUPÇÕES

Houve bloqueios de tráfego nas rodovias C-15 e C-31 perto de Vilanova. Nesse sentido, a Proteção Civil recomendou que os condutores evitem circular na zona para evitar a exposição à nuvem tóxica.

Os trens que passam pelo corredor que atravessa os municípios citados também não estão circulando nas cidades afetadas pelo lockdown. Fontes: OKDiario-10/05/2025; Onda Cero-10.05.2025

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sábado, maio 03, 2025

INCÊNDIO EM PLATAFORMA DA PETROBRAS NA BACIA DE CAMPOS


O incêndio aconteceu por volta das 7h 25min, na plataforma PCH-1, localizada no campo de Cherne, na bacia de Campos, a cerca de 130 km da costa de Macaé, no litoral norte do Rio de Janeiro. A plataforma não produz petróleo desde 2020 e tinha 177 pessoas a bordo em trabalhos de manutenção.

O incêndio durou quatro horas. Uma das vítimas caiu no mar e foi resgatada. Ao todo, 32 pessoas precisaram de atendimento, segundo o sindicato: 14 feridos e 18 atendidos porque inalaram fumaça.

O QUE ACONTECEU

Um dos petroleiros que estava no local havia saído pouco antes para subir ao camarote e ouviu uma explosão forte, em torno das 7h20. Ele percebeu que o piso estava esquentando e o alarme começou a soar.

Ao sair do camarote, viu que um dos lados do corredor estava tomado por fumaça e seguiu em rumo oposto. No entanto, encontrou em sentido contrário outros petroleiros que afirmaram que o fogo estava justamente para onde ele estava indo.

Eles conseguiram atravessar a fumaça e chegar ao ponto de encontro, onde permaneceram até o desembarque.

Um outro trabalhador relatou que, durante a fuga, encontrou uma rota destinada a saída em casos de emergência que estava interditada, e teve que passar por outra rota, em meio às chamas.

A situação dramática incluiu ainda o resgate de um trabalhador que, com a explosão, caiu no mar. Ele foi salvo pela embarcação Locar XXII, apresentando queimaduras, mas se manteve consciente.

Do deck onde os petroleiros aguardavam o desembarque era possível ver o deck atingido pela explosão com as instalações retorcidas, mas ninguém sabia ao certo o que havia acontecido. Alguns dos trabalhadores atingidos estavam justamente próximos de desembarcar.

“Os relatos iniciais dos trabalhadores indicam que alguns estavam se preparando para desembarcar da plataforma quando aconteceu a explosão. E eles ficaram sem saída, cercados pelo fogo, e ao sair do local, acabaram se queimando”, disse o coordenador.

“Eles acreditam que o fogo começou no segundo ou terceiro deck, pelo barulho da explosão e direção do fogo. Mas não conseguem dar um relato muito preciso, porque não tinha ninguém muito perto. O que se sabe é que o incêndio se alastrou muito rápido, e atingiu o casario logo na sequência, que é a área onde os trabalhadores ficam, nos camarotes e espaços de convivência”, complementa.

BRIGADA DE INCENDIO

 A brigada de emergência combateu as chamas, em trabalho exaustivo que durou quatro horas até que o incêndio fosse completamente debelado, às 11h25.

VÍTIMAS

O acidente provocou 32 internações hospitalares - 14 por queimaduras e as demais por inalação de fumaça -, sendo que, no momento, 10 trabalhadores permanecem internados.

SINDICATO DOS PETROLEIROS DO NORTE FLUMINENSE (SINDIPETRO-NF)

Informou na terça-feira (22) que dez pessoas ainda estão feridas e uma delas está em estado grave, por ter sofrido queimaduras mais intensas nas costas.

O coordenador-geral do sindicato, explicou que 176 trabalhadores estavam a bordo da plataforma na manhã de segunda (21), quando ocorreu o incêndio. Trinta e dois trabalhadores desembarcaram, 14 sofreram queimaduras. Os demais precisaram de atendimento porque inalaram fumaça.

O último boletim médico, segundo ele, indicou que todos estão fora de perigo, mesmo o trabalhador em situação mais grave.

Uma das vítimas ficou na UTI até  quarta‑feira, para tratamento de queimaduras de segundo e terceiro graus. Ele é prestador de serviços da empresa Engaman, contratada pela Petrobras para atuar na plataforma.

O sindicato afirmou  que as consequências poderiam ser piores se o acidente não tivesse ocorrido em horário de troca de turno, quando as áreas industriais têm menos trabalhadores. "Um helicóptero que estava chegando para buscar trabalhadores para desembarque atrasou 10 minutos, e poderia estar no helideck no momento da explosão", diz.

SEGURANÇA

A Petrobras afirma que os sistemas de segurança funcionaram corretamente após o início do incêndio, contribuindo para que o fogo fosse contido rapidamente.

"O sistema de detecção de fogo e gás funcionou adequadamente com o acionamento das válvulas de bloqueio do gás em menos de um minuto. O sistema de dilúvio funcionou e a brigada de incêndio foi acionada, debelando os focos de incêndio localizados", afirmou em nota distribuída na terça.

INTEGRIDADE DA  PLATAFORMA

"As condições de segurança da unidade estão mantidas, com geração de energia e comunicação a bordo, além do funcionamento, disponibilidade e integridade de sistemas críticos de segurança, como detectores de fogo e gás, sistema de combate a incêndio e baleeira, que já foram testados após a ocorrência", disse a Petrobras.

A companhia informou que as pessoas que permaneceram na plataforma estão bem. Disse ainda que a PCH-1 (Cherne 1) "não produz petróleo desde 2020. A unidade contava com 177 pessoas a bordo que atuavam na manutenção da integridade das instalações e habitabilidade.

A unidade recebia gás natural de outros campos para geração de energia durante os serviços de manutenção. Após o incêndio, está sendo suprida por motogeradores a diesel. A Petrobras diz que está prestando toda a assistência aos feridos.

INVESTIGACÃO  

Instaurada comissão para apurar as causas do acidente.  Fonte: Folha de São Paulo - 23.abr.2025 às 12h16; Agência Brasil - Publicado em 22/04/2025; g1 Rio - 21/04/2025

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quinta-feira, maio 01, 2025

DEZENAS PESSOAS MORRERAM EM NCÊNDIO EM RESTAURANTE NA CHINA

 PELO MENOS 22 PESSOAS MORRERAM EM INCÊNDIO EM RESTAURANTE NA CHINA


Autoridades chinesas afirmaram que 22 pessoas morreram e outras três ficaram feridas em um incêndio em um restaurante na cidade de Liaoyang, no norte do país.

O incêndio começou pouco depois do meio-dia e imagens do local mostraram enormes chamas saindo das janelas e portas do restaurante.

Muito provável o incêndio começou na cozinha, pode estar relacionado ao uso tradicional de panelas wok, usadas para cozimento de alimentos.

Agência local de rádio e televisão informou que o incêndio havia sido extinto e a busca por sobreviventes havia terminado. Fonte: Reuters - April 29, 2025

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