O fogo teve início na parte
externa do edifício e sua origem foi no sistema de refrigeração do ar‑condicionado.
EVACUAÇÃO
Segundo o Corpo de Bombeiros,
25 pacientes de cinco andares (primeiro,
segundo, quinto, sétimo e oitavo andares) dos dez que compõem o bloco 2 do
Incor chegaram a ser transferidos de setor durante o incêndio.
Agora está tudo tranquilo,
estamos voltando normalmente ao atendimento. No 8º e 7º andar, evacuamos
parcialmente, tiramos os pacientes de perto da janela pelo cheiro da fumaça que
é tóxica. No 1º e 2º tiramos todo mundo porque a fumaça entrou pelo ar-condicionado,
afirma o brigadista do Incor, Diego Leite.
INTERRUPÇÃO DO TRAFEGO
A avenida Dr. Enéas Carvalho
de Aguiar, onde fica o hospital, no bairro Cerqueira César, próximo ao Hospital
das Clínicas, chegou a ter o acesso fechado no sentido bairro e foi reaberto
por volta das 12h26, após 1h30 de interdição.
CORPO DE BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros deslocou
18 viaturas para o local, após receber o chamado às 10h47. Por volta das 11h15,
o incêndio foi controlado.
Segundo o major Magalhães,
que comandou a operação no local, apenas a perícia poderá informar as causas do
fogo, que se deu no aparelho de ar condicionado que fica na parte externa do
prédio chamado chiller.
O INCOR DIVULGOU NOTA OFICIAL
O Instituto do Coração
informa que houve um princípio de incêndio na área externa do hospital, em uma
torre de refrigeração, controlado pela própria brigada do hospital. Não houve
feridos. O Incor está atendendo normalmente. Cerca de 25 pacientes que estavam
próximos a janelas foram deslocados internamente em razão da fumaça e já estão
retornando aos seus leitos. Importante registrar que em outubro de 2018 foi
realizado, com o Corpo de Bombeiros, um simulado de gerenciamento de riscos, o
que tornou mais ágil e eficiente a operação de hoje.
INCÊNDIO NO HC EM 2007
Em 2007, um incêndio atingiu
o Hospital de Clínicas em plena noite de Natal. O fogo, originado no quadro de
energia elétrica do subsolo do prédio dos ambulatórios, provocou correria, a
suspensão de cirurgias e ainda obrigou cerca e 600 funcionários e 200 pacientes
a abandonarem rapidamente o local sob risco de morrerem asfixiados. Alguns dos
pacientes foram retirados em macas e até no colo de médicos e enfermeiros.
O fogo começou por volta das
22h do dia 24 de dezembro e, apesar de ter sido controlado rapidamente,
espalhou fumaça por todos os andares do prédio e para o edifício anexo, do
Instituto Central.
No momento do incêndio duas
pessoas eram operadas e precisaram ser transferidas, assim como outros 12
pacientes internados no centro cirúrgico.
O INCOR
O Incor, um dos braços de atendimentos e pesquisa do Hospital das Clínicas da faculdade de medicina da USP.
O hospital é especializado em atendimentos nas áreas de cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica.
Por ano, o Incor faz cerca de 5.000 cirurgias, realiza 260 mil consultas médicas e responde por 13 mil internações. Fontes: Folha de São Paulo - 18.jan.2019, UOL, em São Paulo-18/01/2019
Comentário:
Comentário:
A ocorrência de um incêndio
em uma edificação destinada à atenção à saúde coloca em risco a saúde de todos
os seus ocupantes, principalmente em grave
risco a saúde dos pacientes que se
encontram fragilizados.
A população diferenciada,
composta significativamente por pessoas em tratamento médico, com mobilidade
parcial ou incapaz de se locomover por vontade própria, dificultam o rápido
abandono do local. E, em alguns casos, a remoção do paciente poderá comprometer
a sua vida tanto quanto a sua permanência no local.
A grande quantidade de
material combustível presente em um hospital, os gases medicinais, caldeiras,
geradores, abrigo de resíduos da saúde, instalações para os diversos
equipamentos médicos, potencializam os riscos de incêndio.
A evacuação necessita de um
grande número de pessoas treinadas que, devem correr às Enfermarias, UTIs,
Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico e Berçários, no intuito de auxiliar o
transporte de pacientes que não têm capacidade de abandonar o prédio ou perceber o perigo da situação.
Os estabelecimentos de saúde
estão preparados para enfrentar desastres internos?
Recomendações para o
desenvolvimento do projeto de segurança e prevenção de incêndios e desastres;
■Definir áreas críticas do
Hospital, áreas de escape, conhecer os riscos;
■Conhecer Planos de
Emergência e de Abandono, e desenvolver de acordo com a sua instituição;
■Estar pronto para uma
resposta imediata, ou seja, realizar simulados;
■Para onde levar os pacientes
removidos em uma crise? Fazer parcerias com outros hospitais é essencial;
■Ter contato e motivar a
participação do Corpo de Bombeiros em simulados, fazendo com que conheçam a
estrutura da instituição;
■O comitê executivo e o setor
de relações públicas do hospital: quem vai falar com a imprensa, e com os
familiares, como falar? Estas questões devem estar definidas e prontas para
serem postas em prática, anteriormente testadas em simulados;
■A diretoria tem que estar
presente na hora do desastre, tem que ser treinada e capacitada;
■ Após qualquer simulado,
sempre realizar um briefing, para conversar e verificar erros e melhorias.
Fonte: Agencia Nacional de
Vigilância Sanitária – Segurança contra Incêndios em Estabelecimentos
Assistenciais de Saúde e Dov Smaletz, Gestor de Segurança Patrimonial
do hospital Albert Einstein



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