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segunda-feira, fevereiro 03, 2020

INCÊNDIO ATINGE INSTITUTO DO CORAÇÃO EM SÃO PAULO

Um incêndio atingiu o quinto andar do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas), no bairro do Jardim Paulista, na região oeste de São Paulo, na manhã de sexta-feira (18 de janeiro).
O fogo teve início na parte externa do edifício e sua origem foi no sistema de  refrigeração do ar‑condicionado.

EVACUAÇÃO
Segundo o Corpo de Bombeiros,  25 pacientes de cinco andares (primeiro, segundo, quinto, sétimo e oitavo andares) dos dez que compõem o bloco 2 do Incor chegaram a ser transferidos de setor durante o incêndio.
Agora está tudo tranquilo, estamos voltando normalmente ao atendimento. No 8º e 7º andar, evacuamos parcialmente, tiramos os pacientes de perto da janela pelo cheiro da fumaça que é tóxica. No 1º e 2º tiramos todo mundo porque a fumaça entrou pelo ar-condicionado, afirma o brigadista do Incor, Diego Leite. 

INTERRUPÇÃO DO TRAFEGO
A avenida Dr. Enéas Carvalho de Aguiar, onde fica o hospital, no bairro Cerqueira César, próximo ao Hospital das Clínicas, chegou a ter o acesso fechado no sentido bairro e foi reaberto por volta das 12h26, após 1h30 de interdição.

CORPO DE BOMBEIROS
O Corpo de Bombeiros deslocou 18 viaturas para o local, após receber o chamado às 10h47. Por volta das 11h15, o incêndio foi controlado.

CAUSA DO INCÊNDIO
Segundo o major Magalhães, que comandou a operação no local, apenas a perícia poderá informar as causas do fogo, que se deu no aparelho de ar condicionado que fica na parte externa do prédio chamado chiller.  

O INCOR DIVULGOU NOTA OFICIAL
O Instituto do Coração informa que houve um princípio de incêndio na área externa do hospital, em uma torre de refrigeração, controlado pela própria brigada do hospital. Não houve feridos. O Incor está atendendo normalmente. Cerca de 25 pacientes que estavam próximos a janelas foram deslocados internamente em razão da fumaça e já estão retornando aos seus leitos. Importante registrar que em outubro de 2018 foi realizado, com o Corpo de Bombeiros, um simulado de gerenciamento de riscos, o que tornou mais ágil e eficiente a operação de hoje.

INCÊNDIO NO HC EM 2007
Em 2007, um incêndio atingiu o Hospital de Clínicas em plena noite de Natal. O fogo, originado no quadro de energia elétrica do subsolo do prédio dos ambulatórios, provocou correria, a suspensão de cirurgias e ainda obrigou cerca e 600 funcionários e 200 pacientes a abandonarem rapidamente o local sob risco de morrerem asfixiados. Alguns dos pacientes foram retirados em macas e até no colo de médicos e enfermeiros.
O fogo começou por volta das 22h do dia 24 de dezembro e, apesar de ter sido controlado rapidamente, espalhou fumaça por todos os andares do prédio e para o edifício anexo, do Instituto Central.
No momento do incêndio duas pessoas eram operadas e precisaram ser transferidas, assim como outros 12 pacientes internados no centro cirúrgico.



O INCOR
O Incor, um dos braços de atendimentos e pesquisa do Hospital das Clínicas da faculdade de medicina da USP.
O hospital é especializado em atendimentos nas áreas de cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica.
Por ano, o Incor faz cerca de 5.000 cirurgias, realiza 260 mil consultas médicas e responde por 13 mil internações. Fontes: Folha de São Paulo - 18.jan.2019, UOL, em São Paulo-18/01/2019

Comentário:
A ocorrência de um incêndio em uma edificação destinada à atenção à saúde coloca em risco a saúde de todos os seus ocupantes, principalmente  em grave  risco a saúde dos pacientes que se encontram fragilizados.
A população diferenciada, composta significativamente por pessoas em tratamento médico, com mobilidade parcial ou incapaz de se locomover por vontade própria, dificultam o rápido abandono do local. E, em alguns casos, a remoção do paciente poderá comprometer a sua vida tanto quanto a sua permanência no local.
A grande quantidade de material combustível presente em um hospital, os gases medicinais, caldeiras, geradores, abrigo de resíduos da saúde, instalações para os diversos equipamentos médicos, potencializam os riscos de incêndio.
A evacuação necessita de um grande número de pessoas treinadas que, devem correr às Enfermarias, UTIs, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico e Berçários, no intuito de auxiliar o transporte de pacientes que não têm capacidade de abandonar o prédio ou  perceber o perigo da situação.  

Os estabelecimentos de saúde estão preparados para enfrentar desastres internos?
Recomendações para o desenvolvimento do projeto de segurança e prevenção de incêndios e desastres;
■Definir áreas críticas do Hospital, áreas de escape, conhecer os riscos;
■Conhecer Planos de Emergência e de Abandono, e desenvolver de acordo com a sua instituição;
■Estar pronto para uma resposta imediata, ou seja, realizar simulados;
■Para onde levar os pacientes removidos em uma crise? Fazer parcerias com outros hospitais é essencial;
■Ter contato e motivar a participação do Corpo de Bombeiros em simulados, fazendo com que conheçam a estrutura da instituição;
■O comitê executivo e o setor de relações públicas do hospital: quem vai falar com a imprensa, e com os familiares, como falar? Estas questões devem estar definidas e prontas para serem postas em prática, anteriormente testadas em simulados;
■A diretoria tem que estar presente na hora do desastre, tem que ser treinada e capacitada;
■ Após qualquer simulado, sempre realizar um briefing, para conversar e verificar erros e melhorias.

Fonte: Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – Segurança contra Incêndios em Estabelecimentos Assistenciais de Saúde  e  Dov Smaletz, Gestor de Segurança Patrimonial do hospital Albert Einstein

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