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Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, novembro 08, 2018

Riscos provocados pelas chuvas no canteiro de obras

Você já sabe que as chuvas são comuns, no Brasil, na primavera e verão. As tempestades, seguidas ou não de raios e ventos, ou as chuvas constantes e por tempo prolongado podem trazer perigos e transtornos para o setor da Construção Civil. Episódios de acidentes provocados pelas chuvas e raios, no ambiente de trabalho, não são casos isolados. Conheça alguns dos riscos de acidentes provocados pelas chuvas no canteiro de obras.

1. SER ATINGIDO POR UM RAIO
Nos últimos seis anos, o Brasil registrou uma média de 77,8 milhões de raios por ano, segundo levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entre 2000 e 2014, foram registradas 1.792 mortes por descargas elétricas, uma média de 120 vítimas anualmente.
Logo, durante período de forte chuva ou incidência de raios, nunca fique em lugares abertos, descampados, ou de pé em lugares altos, debaixo de árvores ou próximos a objetos grandes, principalmente metálicos, que podem atrair ainda mais essas descargas elétricas. Raio mata!  Portanto, todo cuidado é pouco.

2. RISCO DE INCÊNDIOS
Os raios também podem provocar incêndios e ameaçar a segurança dos trabalhadores nos canteiros de obras.  

3. RECEBER A DESCARGA DO RAIO ATRAVÉS DE APARELHOS LIGADOS À REDE ELÉTRICA OU TELEFÔNICA
A energia dos raios pode ser transmitida pela rede elétrica ou telefônica, por isso é importante, durante uma tempestade, evitar operar ou ficar próximo de objetos ligados à rede elétrica ou telefônica e sempre que possível fazer o aterramento da fiação elétrica. Fique longe também de tomadas, canos, janelas e portas metálicas.  E lembre-se: Eletricidade e água não combinam, por isso não deixe extensões ou cabos elétricos em contato com a água e, em caso de enchentes, se a água atingir níveis que possam alcançar as tomadas elétricas, desligue o disjuntor. E ainda, não manuseie equipamentos elétricos ligados rede elétrica, ou faça manutenções, principalmente com os pés molhados ou dentro da água.

4. RISCOS DE TOMBOS (QUEDA)
No canteiro de obras algumas superfícies ficam escorregadias, e perigosas, por causa da água da chuva. Assim, alguns cuidados são necessários durante a execução de uma obra em período chuvoso. Fique atento ao subir em escadas e andaimes, ao andar em pisos lisos (e molhados) e use sempre os equipamentos de proteção individual indicados para cada tipo de serviço, como botas, luvas e capas de chuva.

5. RISCO DE DESLIZAMENTO E DESMORONAMENTO
A chuva pode agravar a ocorrência de acidentes na construção civil também por causa de deslizamentos de terra, principalmente na etapa de terraplanagem. Áreas de barranco podem ceder, devido à grande quantidade de água infiltrada, e a estabilidade de alvenarias, recém‑construídas, também podem ser afetadas, comprometendo toda a estrutura da obra. Por isso, tente fazer um bom planejamento para que as etapas iniciais da obra ocorram em período de seca, evitando atraso e gasto desnecessário de material.  .

6. CUIDADO COM OS VENTOS
As chuvas acompanhadas de fortes ventos, além de poder danificar estruturas recém‑construídas, prejudicam trabalhos em balancins e andaimes.
Os ventos podem fazer ainda com que pedaços de madeira, ou parte da estrutura do prédio em construção, se desprendam e caiam sobre os trabalhadores, causando acidentes. Por estes motivos é tão importante sempre usar os EPI´s, como capacetes e óculos de segurança, e redobrar a atenção ao realizar as atividades, nos dias de chuva.
Alguns cuidados são indispensáveis para evitar graves acidentes de trabalho no canteiro de obras durante o período de chuvas. Prevenir ainda é a melhor forma de evitar acidentes! Portanto, fique atento aos riscos provocados pelas chuvas no canteiro de obras. Fonte: Royal Máquinas e Ferramentas

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terça-feira, julho 31, 2018

Homens se arriscam sem equipamentos de proteção em obra

Dois homens foram flagrados se arriscando durante uma obra em Araguaína, no norte do Tocantins. Um deles fica a mais de 2 metros de altura, em uma escada, rebocando o teto da construção. O outro pinta a fachada e coloca quase todo o corpo para fora sacada, bem próximo à rede elétrica. Nenhum dos trabalhadores usa equipamentos de segurança.  

"Acima de dois metros ou onde implique um risco à integridade física do trabalhador, precisa implantar as medidas de controle. São caracterizadas nos treinamentos específicos, equipamento de proteção coletivo e individual e todo o contexto de adequação do ambiente de trabalho para que o colaborador fique em segurança", diz o técnico em segurança no trabalho, Edison Peixoto.

Em 2017, no estado, foram registradas 883 autuações por falhas na prevenção a acidentes de trabalho. Por isso, o Ministério do Trabalho aplicou multas em 265 empresas do Tocantins. O foco é maior no setor da construção civil. Foram registrados no Tocantins mais de 1.300 acidentes de trabalho. Muitos deles provocados pela falta dos equipamentos de proteção individual. Fonte: G1 TO - 25/07/2018 
Comentário:
NR 18 - Condições e meio ambiente de trabalho na indústriada construção

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quarta-feira, maio 30, 2018

Pintor é flagrado 'pendurado' em prédio sentado em banco de madeira

Um pintor foi flagrado trabalhando em um prédio no bairro Vila Anchieta, em São José do Rio Preto (SP), sem equipamentos de proteção e sentado em uma cadeira de madeira. O flagrante foi feito por um morador nesta semana e enviado para a TV TEM.
Na imagem é possível ver o pintor no alto do prédio, sentado no pedaço de madeira, preso apenas a uma corda.
O empregador tem que verificar se o pintor usa os equipamentos de segurança adequados. No lugar da cadeira de tábua, o correto seria o uso de uma cadeira suspensa, com trava e um cinto de segurança.
Se o pintor for autônomo, a punição deixa de ser administrativa e passa a ser criminal. Se o pintor for empregado do condomínio, a punição para o contratante é feita pela Justiça do Trabalho.
Em caso de acidente tem ação na Justiça e multa. O empregador ainda pode ser obrigado a pagar as despesas do INSS, como a licença médica ou aposentadoria por invalidez. Fonte: G1-19/05/2018

Comentário: O trabalhador é um equilibrista?  Todos nós carregamos intimamente o medo, que é um alarme ou aviso que estamos diante de um perigo real ou imaginário. Por que algumas pessoas possuem um grau maior do medo e outras não?  O que leva a pessoa   ultrapassar a barreira do medo e confrontar o perigo?
O medo é um julgamento de que há um perigo real ou potencial em determinada circunstância: surge com a percepção de risco, ou seja, a possível ocorrência de algo danoso.
Existe o lado da norma de segurança em que a empresa deve treinar e conscientizar o trabalhador, mas  o lado individual do trabalhador, ele não percebe que está correndo perigo? O que faz o trabalhador assumir risco desnecessário? Fatalidade ou conformismo da vida?



1-O sistema de fixação deve ser independente do cabo‑guia do trava‑quedas
2-A cadeira deve dispor de :
a) sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança, quando a sustentação for através de cabo de aço;
b) sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança, quando a sustentação for por meio de cabo de fibra sintética;
3-O trabalhador deve usar cinto do tipo paraquedista ligado a trava‑quedas em cabo‑guia indenpedente
5- A cadeira suspensa ou balancim individual,  deve apresentar na sua estrutura, em caracteres indeléveis e bem visíveis, a razão social do fabricante e o número de registro respectivo no Cadastro

O que diz a norma NR-18
CADEIRA SUSPENSA
18.15.49 Em quaisquer atividades em que não seja possível a instalação de andaimes, é permitida a utilização de cadeira suspensa (balancim individual).

18.15.50 A sustentação da cadeira suspensa deve ser feita por meio de cabo de aço ou cabo de fibra sintética.

18.15.51 A cadeira suspensa deve dispor de:
a) sistema dotado com dispositivo de subida e descida com dupla trava de segurança, quando a sustentação for através de cabo de aço;
b) sistema dotado com dispositivo de descida com dupla trava de segurança, quando a sustentação for por meio de cabo de fibra sintética;
c) requisitos mínimos de conforto previstos na NR 17 - Ergonomia;
d) sistema de fixação do trabalhador por meio de cinto.

18.15.52 O trabalhador deve utilizar cinto de segurança tipo pára -quedista, ligado ao trava-quedas em cabo‑guia independente.
  
18.15.53 A cadeira suspensa deve apresentar na sua estrutura, em caracteres indeléveis e bem visíveis, a razão social do fabricante e o número de registro respectivo no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica - CNPJ. (118.394-0/I2)
18.15.54. É proibida a improvisação de cadeira suspensa.

18.15.55. O sistema de fixação da cadeira suspensa deve ser independente do cabo-guia do trava-quedas.

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quinta-feira, abril 12, 2018

Demolição dá errado e cai sobre biblioteca na Dinamarca

Uma torre de 53 metros localizada em uma pequena cidade da Dinamarca caiu para o lado errado durante sua demolição e atingiu uma biblioteca.
A estrutura – um silo (cilindro de concreto destinado ao armazenamento de produtos agrícolas) - deveria tombar para a direita, mas acabou desmoronando no sentido contrário.
O incidente aconteceu na cidade de Vordingborg, no sul do país. Autoridades querem agora entender por que a demolição não foi bem sucedida, apesar de ter sido planejada por seis meses. Fonte: BBC Brasil - 11 de abril de 2018









Vídeo

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sexta-feira, setembro 15, 2017

Trabalhador morre após cair de uma altura de 10 metros

Um trabalhador morreu na manhã de quarta-feira (13) em uma obra na Travessa Lago Salto Caxias, na Vila Palmital, em Colombo, Paraná. A vítima tinha 40 anos.

Segundo informações do socorrista Geziel Silva, do Siate, outros trabalhadores da obra relataram que o homem estava em cima das telhas, que não aguentaram o peso e arrebentaram. A queda foi de cerca de 10 metros. O operário não usava qualquer equipamento de proteção.
Além do Siate, a Polícia Militar foi acionada para a ocorrência. Fonte: Rede News 24- 13 de setembro de 2017

Comentário:
Principais causas:
locomoção no telhado sem proteção;
rompimento de telhas por baixa resistência mecânica; tábuas mal posicionadas;
escorregamento em telhados úmidos, molhados ou com acentuada inclinação;
calçados inadequados e ou impregnados de óleo ou graxa;
içamento inadequado de telhas e transporte sobre o telhado;
locomoção sobre coroamento dos prédios;
escadas de acesso ao telhado sem a devida proteção;
ofuscamento por reflexo do sol;
falta de sinalização e isolamento  

Todo serviço realizado sobre telhado exige um rigoroso planejamento, devendo necessariamente ser verificado os seguintes itens:
Tipo de telha, seu estado e resistência; materiais e equipamentos necessários à realização dos trabalhos;
Definição de trajeto sobre o telhado visando deslocamento racional, distante de rede elétrica ou áreas sujeitas a gases, vapores e poeiras;
Sinalização e isolamento da área prevista para içamento e movimentação de telhas;

Necessidade de montagem de passarelas, escadas, guarda-corpos ou estruturas sobre o telhado para facilitar manutenção de telhas, calhas, clarabóias, chaminés, lanternins, etc.

Definição dos locais para instalação de cabo guia de aço para possibilitar uso do cinturão de segurança conforme exigência do Ministério do trabalho;
Condições climáticas satisfatórias para liberar trabalho em telhado, visto que é proibido com chuva ou vento; programar desligamento do qual haja emanação de gases e estão sob o telhado em obras;
Orientar os trabalhadores e proibir qualquer tipo de carga concentrada sobre as telhas, visto que é o motivo principal de graves acidentes.

DURANTE O TRABALHO:
Para a execução do trabalho em telhados é importante considerar alguns aspectos:
a) Proibir carga concentrada - As telhas de fibrocimento, alumínio ou barro não foram projetadas para suportar cargas concentradas. Seus fabricantes advertem para não pisar ou caminhar diretamente sobre elas. Considerando que a maior parte dos acidentes em telhados ocorrem por rompimento mecânico de seus componentes, motivados por concentração excessiva de pessoas ou materiais num mesmo ponto, recomendamos:
Ao utilizar escada portátil, subir uma pessoa de cada vez; seu comprimento não pode ser
superior a 7 metros  
Nunca pisar diretamente nas telhas;
  Nunca pisar, apoiar passarelas metálicas ou tábuas sobre telhas translúcidas flexíveis. Elas
não foram projetadas para suportar pesos;
 Nunca permitir concentrar mais de uma pessoa num mesmo ponto do telhado ou mesma telha;
O beiral do telhado não suporta peso de pessoas ou cargas;
Todo material usado deve ser imediatamente removido após conclusão do serviço;

PASSARELAS PARA TELHADO:
(Uso indicado pela norma NR 18.18.1 do Ministério do Trabalho)
Única forma de andar com segurança em telhado do tipo plano inclinado (uma água, duas águas ou shed). Em telhados abaulados (em arco) só pode ser usada no sentido transversal das telhas. Indicada para telhas de fibrocimento, alumínio, cerâmica ou vidro.
Fabricada em duralumínio antiderrapante, substitui com segurança e durabilidade as perigosas tábuas.
Colocada sobre telhas onduladas de fibrocimento apoia-se perfeitamente sobre três ondas.
 Possibilita melhor distribuição da carga do que as tábuas que só se apoiam sobre duas ondas e ficam instáveis quando pisadas nas bordas.
A escada de telhado é colocada diretamente sobre as telhas e unida, sem auxilio de ferramentas, por ferrolhos com trava de segurança. Pode, também, ser usada no sentido transversal das telhas (montada sempre próxima às terças).

FORMAÇÃO
Quem trabalha em telhados necessita de conhecimentos, competências e experiência adequada para trabalhar em segurança. Os trabalhadores necessitam de formação que lhes permitam reconhecer os riscos, compreender os métodos de trabalho apropriados e disporem das competências necessárias para executar, como, por exemplo, trabalhar com uma plataforma móvel de acesso ou instalar e utilizar sistemas de linha de vida.

TIPOS DE TELHADOS

TELHADOS PLANOS
Trabalhar em telhados planos comporta um risco elevado. As pessoas podem cair:
■ da extremidade de um telhado completo;
■ da extremidade onde se está a trabalhar;
■ de aberturas, fendas ou clarabóias frágeis.
É necessário adotar medidas preventivas no trabalho em telhados planos sempre que há risco de queda. Podem ser necessárias medidas preventivas no beiral do telhado, nas aberturas, nos pontos de acesso ao telhado e nas clarabóias frágeis.

TELHADOS INCLINADOS
Em telhados inclinados, as pessoas podem cair:
■ dos beirais;
■ escorregando pelo telhado e transpondo os beirais;
■ internamente, através do telhado;
■ das cumeeiras
A proteção das bordas tem de ser suficientemente resistente para suportar uma pessoa que caia contra ela. Quanto mais inclinado for o telhado, mais forte terá de ser a proteção. As plataformas de acesso mecânicas podem proporcionar um local de trabalho seguro, em alternativa ao trabalho no próprio telhado. Podem ser particularmente úteis em trabalhos de curta duração e em demolições, quando se criam aberturas no telhado.
É necessário assegurar acessos, saídas e locais de trabalho seguros. Uma vez que as telhas podem não constituir uma base segura, pode ser necessário utilizar passarelas ou equipamento semelhante.

TELHADOS FRÁGEIS
Entende-se por material frágil aquele que não suporta de forma segura o peso de uma pessoa e de qualquer carga transportada.
Muitos componentes de telhados são ou podem tornar-se frágeis. As telhas; fibrocimento, a fibra de vidro e o plástico tendem geralmente a tornar-se mais frágeis com o tempo e os telhados metálicos podem enferrujar. As placas de telhados mal reparados podem não ter sustentação suficiente. Os telhados podem ainda ter zonas frágeis (como é o caso das clarabóias) não imediatamente aparentes e podem ser temporariamente frágeis, em especial durante a construção.
Um telhado frágil não é um local de trabalho seguro, pelo que não deve haver acesso  sem medidas de prevenção adequadas.

TELHADOS INDUSTRIAIS
O trabalho em coberturas industriais implica riscos de queda:
■ da extremidade do telhado;
■ através de aberturas no telhado não completo;
■ através de placas;
■ do revestimento exterior, quando é inevitável haver aberturas não protegidas;
■ da estrutura, (aberturas provisórias) quando se descarregam placas da cobertura;
■ através de clarabóias ou coberturas frágeis ou de fixação temporária.

Um bom planejamento pode reduzir significativamente os riscos ligados às coberturas industriais. Eis alguns elementos-chave:
■ Redução da necessidade de deslocação dos trabalhadores no telhado, através de:
• utilização de armazenagem próximo ao local;
• entrega das placas certas à medida que estas vão sendo necessárias, no local certo e no momento certo;
• instalação de pontos de acesso adequados à posição em que se trabalha.
■ Minimização das probabilidades de queda através da segurança do local de trabalho, e não confiando apenas no equipamento de proteção contra quedas.

TRABALHO EM TELHADOS JÁ EXISTENTES
Este tipo de trabalho inclui a inspeção, a manutenção e a limpeza, bem como a reparação, a remoção e o desmantelamento.
É frequente pessoas não especializadas, tais como técnicos de limpeza, encarregados de pequenas reparações em edifícios, efetuarem trabalhos de inspeção e limpeza.
Tais trabalhos não devem ser efetuados sem uma avaliação dos riscos adequada, um planejamento correto, as precauções necessárias nem sem supervisão.

PLANEJAMENTO DO TRABALHO EM TELHADOS ANTIGOS
O trabalho em telhados antigos exige planejamento cuidadoso, já que é necessário:
■ identificar partes frágeis do telhado;
■ identificar medidas preventivas;
■ estar em contacto com o cliente (sempre que necessário);
■ em determinados casos, efetuar em estudo estrutural e, em todos os casos,
■ uma avaliação dos riscos.

Sempre que se planeja a reparação, a renovação ou a desmontagem de telhado deve-se estudar o modo como os materiais vão ser retirados e armazenados. São necessárias salvaguardas de proteção dos trabalhadores contra quedas ao longo de todo o processo de retirada. É essencial adotar um método de trabalho seguro para a demolição ou a desmontagem e  a retirada de materiais do telhado.

OUTRAS INFORMAÇÕES

LEGISLAÇÃO

Fonte: EU-OSHA - Agência Européia para a Segurança e a Saúde no Trabalho 






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sexta-feira, setembro 01, 2017

Trabalhador tem corte na cabeça após ser atingido por pedaço de madeira

Um trabalhador de 39 anos ficou ferido após um acidente de trabalho em uma obra de construção de um prédio, na tarde desta terça-feira (29), na Vila Iolanda, em Presidente Prudente. De acordo com o Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Participativa, a vítima foi atingida por um pedaço de madeira na cabeça e causou um corte.

Uma equipe da Polícia Militar (PM) foi acionada para atender uma ocorrência de acidente de trabalho, envolvendo um trabalhador. Ao chegar ao local, onde é realizada a construção de um prédio, a equipe constatou que a vítima já havia sido socorrida por uma unidade de Resgate do
Corpo de Bombeiros para a Santa Casa de Misericórdia da cidade, segundo a ocorrência.

CAPACETE MINIMIZA A LESÃO
Os policiais foram até o hospital e conversaram com o trabalhador, que relatou que estava trabalhando na obra, com o uso de capacete de segurança, e que foi atingido na cabeça por um pedaço de madeira. Conforme o relato da vítima, devido a pancada, o capacete quebrou, causando-lhe corte na cabeça. A perícia foi acionada ao local do acidente. Fonte: G1 Presidente Prudente-30/08/2017

Comentário:
Muitos trabalhadores têm desculpas para não utilizar o capacete;
■Ele é muito pesado;
■Ele dá dor de cabeça;
■Ele machuca o pescoço;
■Ele é muito frio para ser usado;
■Ele é muito quente para se usado;
■Ele não deixa ouvir direito;
■Ele não deixa  enxergar direito.
O trabalhador nunca saberá que tipo de surpresa poderá aguardar vindo em direção a cabeça. Proteja-se usando o capacete e cuide de sua conservação, não jogando ao chão, mantendo-o limpo e em perfeitas condições de uso. Esse acidente comprova como é importante o trabalhador usar o capacete.

CAPACETE DE SEGURANÇA: ASPECTO GERAL
Todos os anos, trabalhadores são gravemente feridos devido à impactos na cabeça.
Equipamentos de proteção individual são indicados para proteger o trabalhador de um risco existente e não para controlar ou remover a fonte de risco. O uso de capacetes de segurança reduz as chances de ocorrerem ferimentos graves.
Uma das principais causas de danos à saúde entre trabalhadores da construção civil é a queda de objetos. Porém, nem todos os acidentes levam à morte. O mais freqüente são os danos no cérebro, ferimentos no pescoço e outros efeitos.
Outro risco para a cabeça é o choques elétrico. Tanto em construções, ou outra indústria qualquer, existe a possibilidade de contato com fiação elétrica, e então a possibilidade de choques elétricos. Muitos capacetes de segurança são feitos para oferecer certo grau isolação elétrica.
A proteção adequada é muito importante e deve ser compatível com o trabalho a ser feito.

O primeiro passo, para a seleção da proteção adequada é certificar-se que todas as  opções atendem à NBR 8221:2003, norma brasileira que descreve os requerimentos mínimos para um capacete de segurança. Capacetes que possuem o Certificado de Aprovação foram testados segundo a norma e atenderam aos requisitos mínimos.

COMPOSIÇÃO DO CAPACETE
Um capacete é composto de duas partes principais. A primeira é o casco, feito geralmente de polietileno de alta densidade, podendo ser de outros materiais como ABS. O segundo componente é a suspensão que é a armação interna do capacete, constituída de carneira e coroa. O objetivo do conjunto é reduzir os efeitos causados pelo impacto de um objeto na cabeça do trabalhador.

REQUISITOS DO CAPACETE
Baseado na norma NBR 8221:2003, um capacete de segurança deve atender aos requisitos abaixo:
1. Deve limitar a pressão de impacto aplicada no crânio, difundindo-a através da maior superfície possível. Isto é conseguido através de uma suspensão que se encaixe bem em vários tamanhos de crânio, juntamente com um casco forte o suficiente para evitar que o crânio entre em contato direto com o objeto em queda. Sendo assim, o casco deve ser resistente à deformação e perfuração.
2. Deve dissipar a energia que seria transmitida para a cabeça e pescoço. Isto é conseguido através da suspensão, que deve ser seguramente encaixada no casco, assim o impacto é absorvido sem que a suspensão desencaixe. Consegue-se isto através de encaixes robustos, tiras devidamente encaixadas na carneira, bom ajuste de diâmetro na cabeça do usuário, etc. A suspensão deve ainda ser flexível suficiente para deformar-se com o impacto, sem tocar no casco, isto é possível devido ao vão livre vertical, que é a medida entre o ponto mais alto da face interna da suspensão e o ponto mais alto da face interna do casco, com o capacete colocado na posição normal de uso.
3. Dependendo do trabalho a ser feito, um capacete de segurança deve também reduzir danos provenientes de choques elétricos.

CLASSIFICAÇÃO DOS CAPACETES
Segundo a mesma norma, os capacetes são classificados em duas classes:
a) Classe A: capacete para uso geral, exceto em trabalhos com energia elétrica;
b) Classe B: capacete para uso geral, inclusive para trabalhos com energia elétrica.

E AS CLASSES PODEM SER DE TRÊS TIPOS:
1. Tipo I: capacete com aba total;
2. Tipo II: capacete com aba frontal;
3. Tipo III: capacete sem aba.
As exigências feitas para um capacete de classe B englobam todas as feitas para a classe A, e a eles agrega exigências relativas ao isolamento dielétrico. Neste sentido, pode-se considerar que a classe B engloba a classe A.

Outros requerimentos devem ser observados para trabalhos específicos. Isto inclui proteção contra respingos de metais fundidos, e proteção contra impactos laterais.
Capacetes de segurança devem ser os mais confortáveis possíveis, conforto pode ser conseguido através de algumas variáveis:
  1. Coroa flexível;
  2. Tira de absorção de suor, facilmente removível e lavável;
  3. Suspensão de tecido,
  4. Jugular, carneira e coroa feitas de material não irritante.

CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS
Em ambientes onde o trabalhador está exposto a materiais condutivos, somente o capacete classe B deve ser usado. Este tipo de capacete não deve possuir perfurações para ventilação ou partes metálicas, assim como nenhum dos seus acessórios  (abafadores, viseiras, etc.) podem possuir qualquer componente metálico.

CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO
Capacetes de segurança devem ser mantidos em boas condições e trocados quando necessário. Para isto seguem algumas recomendações:
1.Não deve ser guardado em ambientes expostos ao sol, pois a radiação ultravioleta presente na radiação solar, enfraquece o casco, e o que pode reduzir a resistência no momento do impacto.
2.Inspecionar regularmente o casco. Procurar por sinais de deterioração, danos provenientes de algum impacto, penetração, abrasão, etc.
3.A suspensão também deve ser inspecionada regularmente. Se houver sinais de deformação ou rasgamento, deve ser substituída.
4.Partes danificadas devem ser substituídas. Nunca use partes de fabricantes ou modelos diferentes. Os capacetes são testados da maneira como eles são vendidos, uma construção diferente não garante que a mesma continue atendendo a norma. Além do mais não está coberta pela lei, por não possuir CA.
5.Para limpeza do casco, use somente água e sabão. Se houver necessidade de desinfecção, uma solução a 5% de hipoclorito de sódio deve ser usada.
Uma boa higienização pode prolongar a vida útil do capacete. O EPI limpo permite fácil visualização de irregularidades no casco ou em qualquer outra parte no momento da inspeção do capacete (rachaduras, amassados, cortes, riscos e trincas). A experiência mostrou que se uma coisa mínima como uma trinca finíssima passar despercebida ela vai aumentar e aprofundar-se.
6.O casco e a suspensão nunca devem ser alterados.
7.Não pinte ou limpe com solventes ou gasolina. Não apliquem abrasivos. Estes produtos químicos podem enfraquecer o casco. Fonte: 3M do Brasil

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