Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, fevereiro 22, 2020

CHUVA ALAGA RUAS E PROVOCA CAOS NO TRANSPORTE EM SÃO PAULO
















A partir de 9 de fevereiro de 2020, chuvas torrenciais começaram a assolar São Paulo e suas regiões, na madrugada do dia seguinte, um forte temporal assolou a Grande São Paulo e o Litoral, e isso deixou as localidades afetadas em caos e em situação de emergência para deslizamentos de terra e transbordamento de rios, a maioria das aulas em escolas e trabalhos foram suspensos no dia 10 de fevereiro, várias cidades paulistas enfrentaram caos total e a Grande São Paulo teve um recorde de chuva com 140,8 milímetros de chuva no dia, fazendo isso o segundo dia mais chuvoso desde o início das medições e a maior chuva desde 21 de Dezembro de 1988

Segundo dados dos Bombeiros divulgados às 8h45, a Grande São Paulo tinha;
§320 acionamentos para enchentes,
§47 acionamentos para quedas de árvores e 36 para desabamentos e desmoronamentos.

VIAS INTERROMPIDAS
Trechos de vias importantes como as marginais Pinheiros e Tietê ficaram alagados e foram interditados. Por volta das 9h30, eram 56 pontos de alagamentos, sendo 51 intransitáveis, de acordo com a última atualização do CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências).
As marginais registraram pontos de alagamento na altura das pontes das Bandeiras, Jaguaré, Ari Torres, Cidade Jardim, Limão, Piqueri e Casa Verde. A pista local da marginal Pinheiros na altura da ponte Engenheiro Roberto Rossi Zuccolo, no sentido Castelo Branco, na zona sul, foi interditada. Veja no site do CGE os pontos de alagamento na cidade.

Também houve registro de trechos alagados nas avenidas Roberto Marinho, Santo Amaro, Marquês de São Vicente, 9 de Julho e no túnel Paulo Autran. Os bairros do Butantã, Ipiranga, Jaçanã, Tremembé e Perus estão em estado de alerta.
Às 7h30, a cidade tinha 78 pontos de alagamento, 68 deles intransitáveis. Trechos de vias importantes como as marginais Pinheiros e Tietê e a avenida Roberto Marinho ficaram alagados e foram interditados.
Na marginal Pinheiros também teve interdições com trechos totalmente alagados e veículos parcialmente cobertos pela água. Bombeiros trabalham na região para resgatar possíveis vítimas. Na região da Barra Funda, prédios residenciais ficaram ilhados. 

ILHADOS
Na Barra Funda, na zona oeste, condôminos ficaram ilhados em prédios e assistiram, sem poder sair de casa, a resgates em botes e à subida do nível da água, que entrou na garagem de alguns dos edifícios.
No estádio do Morumbi, a água invadiu toda a área social, inclusive a piscina.

FIQUEM EM CASA
"Pedimos para as pessoas fiquem em casa, não é o momento para deslocamentos", afirmou também o secretário estadual de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido

TRANSPORTE
Na linha 9-esmeralda a circulação está interrompida entre as estações Osasco e Santo Amaro. A circulação entre as estações Grajaú está sendo realizada normalmente.
Todas as linhas do metrô operam normalmente.
Os aeroportos ficaram abertos, mas muitos passageiros e tripulantes não conseguiram chegar a tempo de viajar.
28 voos haviam sido cancelados em Cumbica, e 40 tinham atrasado. Já Congonhas registrou 23 atrasos e 9 cancelamentos.

SITUAÇÃO NAS RODOVIAS
§Na rodovia dos Imigrantes, o tráfego está congestionado do km 63 ao km 65, no sentido litoral. No sentido São Paulo, há filas do km 70 ao km 65 devido a um alagamento e do km 20 ao km 14 por excessivo de veículos.
§A rodovia Castello Branco tráfego lento no sentido capital em Osasco na pista marginal entre os km 22 e 13. Há pontos de alagamento.
§A rodovia Padre Manoel da Nóbrega está com tráfego parado, do km 275 ao km 276, sentido Praia Grande, devido a um alagamento. O motorista que quiser chegar à cidade, segundo a Ecovias, deve acessar a rodovia dos Imigrantes.
§A rodovia Ayrton Senna tem lentidão em direção a São Paulo do km 19 ao 11 por conta de um alagamento. Há congestionamento também entre os km 25 e 23 da rodovia. Este ponto de lentidão, no entanto, segundo a Ecopistas, não tem relação com os alagamentos.
§Na Régis Bittencourt, o fluxo é lento na pista sentido São Paulo entre o km 286 (Itapecerica da Serra) e o km 281 (Embu das Artes), devido ao alto número de veículos no trecho.
§Na Fernão Dias, o trânsito continua lento no sentido São Paulo, entre o km 87 e o km 90, em Guarulhos. O motivo é o alto número de veículos no trecho.
§A Anchieta tem pontos de lentidão na chegada a São Paulo do km 13 ao km 10 e do km 21 ao km 17.
§Na Dutra, a pista sentido São Paulo registra tráfego lento na pista expressa entre os km 223 e 231. Na marginal, o trânsito vai do km 218 ao km 231.
§Na Bandeirantes, o alagamento nas marginais Pinheiros e Tietê causou congestionamento na chegada a São Paulo (km 20 ao km 13).
§O sentido capital da Anhanguera está com tráfego congestionado em São Paulo do km 16 ao km 11, reflexo dos alagamentos nas marginais Pinheiros e Tietê.

CEAGESP PARALISA ATIVIDADES
A Ceagesp (Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo) informou que não vai operar devido às fortes chuvas que causaram alagamentos em diversos pontos da região. A segunda-feira, porém, é o dia da semana em que há o maior fluxo de mercadorias na Ceagesp –é, para a maioria dos feirantes, o dia de abastecimento para a semana. Transitam aproximadamente 16 mil caminhões, transportando algo em torno de 14 mil toneladas de produtos. Perdas e danos ainda não foram contabilizados.

BALANÇO DA CHUVA EM SP
§De acordo com a gestão Covas, 44 escolas municipais tiveram as aulas canceladas por causa das chuvas e outras 41 unidades básicas de saúde (UBSs) deixaram de funcionar nessa segunda-feira, em virtude de alagamentos. Os exames, aulas e consultas serão remarcados, sem prejuízos para a população, segundo o prefeito.
§Pelo menos 115 ônibus urbanos deixaram de circular na cidade durante a manhã, segundo o prefeito.
§A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo afirma que as aulas foram suspensas em 37 das 5,1 mil unidades de toda a rede, em função das fortes chuvas.
§De acordo com a pasta, nas regiões em que os estudantes não conseguiram chegar até a escola, o conteúdo será reposto.
•Foram registrados 160 pontos de alagamento em São Paulo durante as chuvas, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).
•Desses pontos de alagamento: 97 com vias intransitáveis e 63 com vias transitáveis.
•O rodízio de veículos foi suspenso já na segunda-feira e permanece suspenso nesta terça-feira.
•Na manhã de terça-feira, 40 escolas em todo o estado permanecem sem aulas, segundo o Governo de São Paulo.
•O Rio Pinheiros atingiu seu maior nível em 15 anos.
•Durante todo o dia, o Corpo de Bombeiros atendeu 10.371 ligações, para 2.345 ocorrências. São elas: 1.043 de enchentes 163 desabamentos ou desmoronamentos, 170 quedas de árvores.
•Foram suspensas 943 partidas do Terminal Rodoviário Tietê e 411 partidas do Terminal Rodoviário Barra Funda.

MORTOS
4 mortes.
§Em São Bernardo do Campo, um homem de 33 anos, foi levado por enxurrada. Seu corpo foi encontrado no piscinão de São Bernardo.
§Na região de Botucatu, uma cratera se abriu no meio da Rodovia Marechal Rondon, arrastando para dentro dela um caminhão que trafegava pela via. De acordo com a Defesa Civil, o corpo do motorista foi encontrado às margens de um córrego em local de difícil acesso.
§Outro carro, com duas pessoas, também foi arrastado pela correnteza. Dois corpos foram encontrados no local na manhã de terça-feira. O Corpo de Bombeiros ainda não identificou as vítimas.

DESABRIGADOS
Segundo a Defesa Civil, pelo menos 516 pessoas em todo o estado ficaram desalojadas por causa da chuva. Outras 142 estão desabrigadas (ou seja, precisam de abrigo fornecido pelo governo).

CIDADES MAIS AFETADAS:
Itaquaquecetuba: 100 desalojados 28 desabrigados
Pirapora do Bom Jesus: 120 desalojados
Botucatu: 80 desabrigados e 27 desalojados
Peruíbe: 06 desabrigados e 100 desalojados
Três cidades decretaram situação de emergência: Botucatu, Laranjal Paulista e Taboão da Serra.


PREJUÍZO
Segundo a Fecomercio, o cálculo sobre o prejuízo causado pelas chuvas leva em conta setores sensíveis à compra por impulso: supermercados, farmácias, vestuário, lojas de artigos esportivos, de livros e revistas etc.
Segundo os cálculos da Fecomercio, o prejuízo no local deve chegar a cerca de R$ 21 milhões.
A Federação do Comércio de Bens, Serviços, Turismo de São Paulo (Fecomercio) calculou em R$ 110 milhões o prejuízo do comércio.
A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), principal local de comércio de frutas, legumas e verduras em São Paulo, também teve seus trabalhos interrompdios por causa de alagamentos

CEAGESP PERDEU 7.000 TONELADAS DE ALIMENTOS  
Prejuízo estimado chega a R$ 20 milhões e os  alimentos atingidos pela enchente serão levados a um aterro sanitário e destruídos

PREJUIZOS DOS PERMISSIONÁRIOS
Esse volume responde por cerca de 70% da movimentação diária do centro (que fica entre 10 mil e 11 mil toneladas) e representa R$ 20 milhões em prejuízos aos permissionários —os comerciantes que atuam no local.

DIA PARADO
Estimativa é de uma perda extra entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões.

PRODUTOS ATINGIDOS
Os produtos mais atingidos foram frutas, legumes e verduras.
Pescados e produtos de floricultura não tiveram prejuízos.

DESABASTECIMENTO
A expectativa é que não haja risco de desabastecimento. Estamos avaliando, mas acreditamos que não há esse risco porque a enchente aconteceu de domingo para segunda, o que significa que os estoques estavam baixos porque ainda não tínhamos recebido a mercadoria, disse o presidente da Ceagesp, Johnni Hunter Nogueira
A Ceagesp não garante, no entanto, que as perdas não sejam repassadas pelos permissionários aos preços dos produtos.
Segundo o chefe da seção de controle de qualidade hortigranjeira da Ceagesp, Gabriel Vicente Bitencourt, é possível que haja um aumento no preço dos alimentos no curto prazo.
"Esses preços podem durar por um ou dois dias, mas como existe uma quantidade de produtos também represados no campo, a tendência é de redução dos preços depois de um tempo", disse.
Segundo o presidente da Ceagesp, 60% dos alimentos distribuídos pela companhia ficam na Grande São Paulo. Os 40% restantes vão para o interior de São Paulo, para outros estados e até mesmo para outros países.

PERMISSIONÁRIOS E CAMINHONEIROS
Os caminhoneiros que chegavam à Ceagesp na madrugada de domingo foram surpreendidos com as enchentes do local.
A estimativa da Ceagesp é de que ao menos 250 caminhões precisarão de guincho.
Segundo o caminhoneiro autônomo Vanderlei de Freitas Matos, 50, que chegou à Ceagesp no sábado à tarde, o prejuízo chega a R$ 40 mil.
"Só do veículo, que foi perdido, já vão embora R$ 40 mil. A água chegava no meio da porta do caminhão. Ainda vou precisar descarregar para ver se alguma coisa presta. Isso sem contar os dias parados e não saber quando vou chegar em casa", disse o caminhoneiro, que mora em Santa Maria, no Rio Grande do Sul.

Edmilson Coutinho Júnior, 38, caminhoneiro autônomo que chegou na madrugada de domingo, diz que grande parte do problema foi a falta de orientação por parte da Ceagesp. "Quando eu cheguei, já estava enchendo de água, mas não tinha mais para onde ir. O jeito foi estacionar o caminhão e passar a madrugada vendo a água subir", afirma Coutinho Junior.

LIMPEZA
A Ceagesp afirmou que estendeu o contrato com a companhia de limpeza da qual é cliente para que tudo esteja pronto para funcionar até quarta-feira (12).
O presidente da companhia também afirmou que contratou serviços de guincho para fazer a retirada dos caminhões o mais rápido possível.

 CEAGESP RETORNAR ÀS ATIVIDADES
A Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) deve retornar às atividades na tarde de  quarta-feira, 12

CINCO DIAS APÓS CHUVAS, BAIRRO VILA ITAIM PERMANECE ALAGADO NA ZONA LESTE DE SP
Região, localizada na região da Várzea do Rio Tietê, sofre com enchentes mesmo depois de governo do estado entregar obra de R$ 117 milhões.
O bairro fica na região da Várzea do Rio Tietê e há anos os moradores sofrem com as constantes enchentes.

Fontes: G1 SP‑ 10 de fevereiro de 2020; Folha de São Paulo - 10.fev.2020; UOL‑10/02/2020 e G1‑14/02/2020
Comentário:
De acordo com o Mapa Hidrográfico do Município de São Paulo, levantamento da prefeitura, há 287 rios, riachos e córregos na cidade. Especialistas, como o geógrafo Luiz de Campos Júnior, do projeto Rios e Ruas, acreditam que o número é subestimado – se forem considerados todos os afluentes menores, a malha fluvial paulistana dobraria em quantidade.
São Paulo ocupou essas áreas sem nenhum controle. A retificação tornou esses rios com capacidade de captação muito menor do que seu leito original, avalia o arquiteto e urbanista Gilberto Belleza, professor do Mackenzie.

"Prevê-se que o volume de chuvas em tempestades irá aumentar significativamente nos próximos anos em decorrência do contínuo aumento da impermeabilização e consequente aumento da temperatura da área urbana, as mudanças climáticas e a eliminação da vegetação", diagnostica. "São Paulo cresceu e foi planejada de costas para os rios. Sempre foram vistos como destino do esgoto, não tratado em sua maior parte."
Essa tentativa humana de controlar a natureza esbarra ainda uma outra questão. As  águas dos rios, no leito natural, correm mais lentamente devido aos obstáculos naturais que encontram nas margens e no próprio fundo. Correm sobre terra e matas ciliares. Já aquelas que correm em peças tubulares de concreto, o fazem muito mais rapidamente. As enchentes são resultado dessa aceleração do encontro com os grandes rios lembra a arquiteta e urbanista Regina Meyer, professora da USP.

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segunda-feira, fevereiro 17, 2020

EDIFICIO GARAGEM - RISCOS DE INCÊNDIO -PLÁSTICOS EM VEÍCULOS

Os veículos modernos apresentam um risco de incêndio maior do que nunca. Para lidar com esse risco, os especialistas analisam o projeto e os elementos de segurança dos edifícios‑garagem, comuns nas paisagens urbanas do mundo inteiro

PLÁSTICOS EM VEÍCULOS 
Os materiais utilizados na construção de praticamente todos os veículos mudaram drasticamente ao longo das décadas. Os construtores de carros, submetidos à pressão de cumprir os padrões mínimos estabelecidos pelo governo para a eficiência no uso do combustível e a segurança, trocaram sistematicamente partes metálicas por novos plásticos duráveis para tornar os veículos mais leves e mais seguros, mais resistentes à ferrugem e mais baratos. Os veículos contêm também mais elementos eletrônicos e fiações de plástico do que antes, acrescentando potenciais fontes de ignição.

"A transição começou nos anos 60 no interior dos veículos, quando materiais mais macios e painéis de controle acolchoados suplantaram os painéis metálicos para a proteção em caso de choque", disse Dan Madrzykowski, pesquisador de longa data do Instituto Nacional de Normas e Tecnologia (NIST) que trabalha agora no Firefighter Safety Research Institute do UL.

Na década de 1970, os carros começaram a perder seus para-choques metálicos, que foram substituídos por para-choques de uretano. Com a necessidade crescente de melhorar o rendimento do combustível e a resistência à corrosão, a chapa metálica foi substituída por plástico ou fibra de vidro. Hoje, até os componentes dos motores de ferro fundido ou alumínio, como o coletor de admissão, são feitos de plásticos de alta temperatura.

RISCO DE INCÊNDIO MAIOR DO QUE OS VEÍCULOS MAIS VELHOS
Essas mudanças significam que os veículos modernos podem apresentar um risco de incêndio maior do que os veículos mais velhos, situação comparável com o problema dos incêndios nas casas modernas. Na década de 1950 as casas eram usualmente construídas com elementos de madeira maciça que queimavam lentamente e estavam cheias de materiais como a mobília de madeira dura e as telas naturais.

As casas modernas, pelo contrário, são agora usualmente construídas em materiais de madeira leve que queima mais rapidamente e contêm mobília feita de aglomerado, de espuma de polietileno e plásticos altamente combustíveis. Os testes científicos, junto com as provas circunstanciais dos bombeiros e dos defensores da segurança pública, demonstram que os incêndios residenciais queimam hoje mais rápido e mais forte do que faziam uma geração atrás.

Uma tendência similar parece ter surgido na indústria automotiva. De acordo com o American Chemistry Council, a metade do volume dos veículos modernos é composto por materiais plásticos, mas os materiais plásticos representem apenas 10 por cento do peso médio do veículo.

MAIS PLÁSTICOS NOS CARROS 
Os especialistas da indústria acreditam que, à medida que surjam melhores tecnologias e padrões mais altos de eficiência em relação ao uso de combustível, a percentagem de plástico nos carros só vai aumentar. Nos Estados Unidos, por exemplo, o padrão da média corporativa de rendimento do combustível (corporate average fuel efficiency - CAFE) exige que as frotas de veículos de passageiros dos fabricantes de carros cumpram com uma média de 54,5 milhas por galão até 2025. Para cumprir essas exigências e requisitos similares europeus, o carro médio vai incorporar quase 350 kg de plásticos até 2020, contra 200 kg em 2014, de acordo com uma análise da IHS Chemical, um grupo de pesquisa da indústria química.



INCÊNDIO EM EDIFÍCIO GARAGEM  KING’S DOCK  EM 2017
King’sDock,  estava cheio de visitantes na tarde da virada do ano 2017. Além das atividades usuais antecipando a celebração da noite, milhares de pessoas tinham vindo a King’sDockpara assistir ao popular show internacional de cavalos de Liverpool, realizado na EchoArena, com 11 mil lugares, no coração do bairro. Até às 16h30, quase todas as vagas do estacionamento com múltiplos andares de King’sDock, localizado perto da arena, estavam ocupados por veículos, muitos dos quais caminhonetes grandes e veículos utilitários esportivos.

Merseyside Fire & Rescue foi alertado da situação às 16h42 e chegou oito minutos mais tarde. Quando as equipes de bombeiros chegaram com as linhas de mangueira até o terceiro andar, aproximadamente 18 de 20 veículos estavam completamente incendiados. Os veículos queimavam a uma temperatura tão alta que as três linhas de mangueiras que o departamento costuma mobilizar nesse tipo de incidente não eram suficientes para apagar o incêndio, explicou Barry Moore, diretor do Merseyside Group.

"Se a absorção de calor da água ultrapassar a emissão de calor do fogo, será possível apagar o incêndio - se não, estaremos perseguindo esse incêndio para sempre e essa era a situação naquela noite," ele disse. "Com a carga combustível dos veículos modernos e o tamanho dos veículos que se encontravam na garagem naquela noite, o incêndio só continuava a crescer e crescer e nós não conseguimos travar esse crescimento. A situação ultrapassou a nossa capacidade de extinguir o incêndio."

Os bombeiros de Merseyside rodearam o incêndio e lutaram durante quase uma hora, acrescentando continuamente recursos para o combate, mas eles nunca puderam levar a melhor. As temperaturas superaram os 1100º C na proximidade do fogo, os pneus dos veículos incendiados começaram a explodir. Os tanques de combustível de plástico – que se encontram agora em aproximadamente oitenta por cento dos veículos - se derreteram e quebraram, deixando vazar a gasolina incendiada no chão de concreto, que começou a se desintegrar devido ao calor intenso.

Como muitos edifícios-garagem, o de King’s Dock tinha um sistema de drenagem em cada andar para captar o excesso de água de escoamento e levá-la fora da garagem. Uma fenda de 15 mm de largura corria ao longo do piso da garagem entre as filas de carros estacionados e a água que passava por essa abertura era captada por uma calha de alumínio situada abaixo da abertura e transportada para fora do edifício.

Aproximadamente duas horas depois do início do incêndio, a calha se derreteu, deixando cair livremente uma chuva de gasolina incendiada através da fenda sobre os veículos estacionados no andar de baixo. Ao mesmo tempo, a fenda situada no andar de cima funcionava como uma chaminé que aspirava o gás superaquecido e a fumaça até os veículos do andar de cima. Em poucos minutos, dezenas de carros e caminhonetes situados acima e abaixo dos bombeiros estavam em chamas e foi tomada a decisão de retirada do edifício que corria o risco de um colapso estrutural.

"Quinze minutos depois de nos termos retirado, houve um crescimento muito importante do incêndio e todo o edifício ficou envolvido," disse Moore.
Enquanto o incêndio ardia com fúria, os edifícios na área circundante foram evacuados e os bombeiros mudaram o enfoque da extinção para a contenção.

INCENDIO EXTINTO
Finalmente, às 19h 45 do dia 2 de janeiro, quase 40 horas depois da chegada ao local dos bombeiros de Merseyside, o incêndio se tinha extinguido. Até então a garagem era pouco mais que um monte de concreto chamuscado, sepultando os restos retorcidos de quase 1200 carros, caminhonetas e veículos utilitários esportivos.

VEICULOS EMPILHADOS E ADENSADOS
A popularidade crescente das instalações de tipo rack para a armazenagem de carros causa preocupações emergentes em relação aos incêndios entre especialistas da segurança

AS ESTRUTURAS DE ESTACIONAMENTO
Estão evoluindo rapidamente de forma a poder atulhar muito mais veículos em muito menos espaço de forma a minimizar os custos e maximizar a eficiência.

O FUTURO DO ESTACIONAMENTO
Como muitos estacionamentos urbanos no mundo, o Autostadt em Wolfsburg, na Alemanha, utiliza sistemas automatizados para posicionar e armazenar com precisão os veículos em edifícios altos.
O estacionamento de Houston, projetado por uma empresa chamada U-tron, alcança esse nível notável de eficiência utilizando robôs para empilhar veículos em estantes mecânicas com uma altura de 10 andares. Os robôs da U-tron podem estacionar veículos com uma separação horizontal de quatro polegadas e uma separação vertical de seis polegadas.Atualmente, a empresa tem oito estacionamentos automatizados em operação, a maioria em edifícios residenciais de luxo em Nova York e Nova Jersey.
U-tron não é a única empresa que constrói esses estacionamentos da nova era - em todos os Estados Unidos e no mundo, configurações de estacionamentos em racks estão se espalhando rapidamente à medida que a mecanização e a automatização se tornam mais avançadas e mais acessíveis e os mercados imobiliários nas cidades procuram soluções de estacionamento em áreas onde a terra é tão valiosa como o ouro.

PROTEÇÃO CONTRA INCENDIO
Os benefícios em termos de espaço desses novos estacionamentos são claros, mas muitos pesquisadores e pessoas que elaboram os códigos estão preocupados pelas consequências na proteção contra incêndio de arranjos de armazenamento de veículos tão apertados. Atualmente existem poucas orientações na NFPA 13, Norma para a Instalação de Sistemas de Sprinklers, ou a NFPA 88 A, Norma para Estruturas de Estacionamento, que tratem essas novas configurações de estacionamento. O motivo disso é que houve poucas pesquisas para ver como esses incêndios podem queimar e se propagar em estacionamentos tão densamente lotados e que tipo de projeto e densidade de sprinklers seriam suficientes para apagar os incêndios.

INCÊNDIOS RECENTES EM ESTACIONAMENTOS  

NEWARK, NEW JERSEY
Em janeiro, 17 veículos foram destruídos num incêndio no último andar ao ar livre dum edifício garagem no aeroporto internacional de Newark.

BROOKLYN, NEW YORK
Um incêndio em setembro passado no estacionamento de um centro comercial (acima) destruiu mais de 130 veículos e feriu 21 pessoas incluindo 18 bombeiros, e fechou o centro comercial por dois dias

REINO UNIDO
Em 2015, um incêndio se declarou no porão dum navio que transportava aproximadamente 600 veículos novos e usados atravessando o Canal da Mancha. De acordo com um relatório do US National Transportation Safety Board, um arco elétrico no sistema de frenagem automática de um veículo foi responsável pelo início do incêndio, que resultou na perda de 90 milhões de dólares em carga e a destruição do navio com um valor de 10 milhões de dólares.

PARIS, FRANÇA
Em 2012, um incêndio no estacionamento subterrâneo de cinco andares do Ritz Carlton destruiu pelo menos 50 veículos e causou danos por aproximadamente 5,3 milhões de dólares. Fonte: NFPA Journal Latinoamericano.





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quinta-feira, fevereiro 13, 2020

LEMBRANÇA: 170 ANOS DE PROJETOS CONTRA ENCHENTES EM SP

Enchentes provocadas pelo Tietê, em 1962
Em 1963, a Câmara Municipal montou uma CPI para apontar as falhas das obras contra as inundações, que remontam a 1841. A leitura do trabalho joga luz em um problema histórico - as causas das cheias, os danos e as promessas são sempre os mesmos

Com seus óculos de aros bem grossos e feições um tanto rechonchudas, Francisco Prestes Maia foi interrogado às 10 horas do dia 19 de fevereiro de 1963 para explicar o inexplicável. Por que, depois de tantas promessas, projetos e obras, São Paulo continuava alagando pelas margens do Rio Tietê? A resposta do prefeito faz parte de um relatório de 145 páginas da CPI das Enchentes da Câmara Municipal, que mesmo com seus papéis amarelados ainda hoje pode ser considerado um dos mais extensos trabalhos para entender a ineficácia de muitas políticas públicas frente às inundações paulistanas.
 
AS ENCHENTES SÃO HISTÓRICAS
"As enchentes são históricas, verificadas desde os primeiros tempos de colônia. Anualmente, o espetáculo se repetia em toda a extensão da grande várzea; deixando em seu leito normal, o rio ocupava a planície ribeirinha, transformando essa porção da cidade em vasta e malcheirosa lagoa." A frase, que poderia muito bem ter sido publicada nas páginas deste jornal nas últimas semanas, foi escrita no relatório de 1963 pelo então presidente da Comissão Especial da Câmara, o vereador Figueiredo Ferraz.

O trabalho de Ferraz e de outros seis vereadores no relatório de 1963 foi tentar descobrir os motivos de as obras de retificação dos Rios Tamanduateí e Tietê não surtirem os efeitos esperados. Não há respostas satisfatórias, diga-se. Mas a leitura hoje da reuniões da comissão serve para jogar luz em um problema secular, como pode ser visto abaixo - seja na década de 60 ou em 2011, as causas são as mesmas, os danos iguais e as soluções ironicamente idênticas.
Outros relatos também denunciaram, década após década, a precariedade dos rios e governos. E assim como relatos, também outros problemas foram se empilhando e aumentando os efeitos das inundações, transformando as "águas mansas" que encantaram os fundadores de São Paulo em um dos maiores flagelos dos paulistanos.

OCUPAÇÃO.
Enchentes provocadas pelo Tietê, em 1965
A retificação do Tietê encolheu o rio - de 46 quilômetros de extensão entre Osasco, na Grande SP, e a Penha, ele passou a ter 26 km. Assim, uma área de 33 milhões de metros quadrados que eram inundáveis puderam ser urbanizadas. "É uma grande área a ser aproveitada", diziam os vereadores, queriam incentivar a ocupação das margens do Tietê. "Não é questão apenas de hidráulica e de valorização das terras, deve ser motivo, também, para o aformoseamento da cidade." A história, no entanto, mostrou que a várzea tem a função de transbordamento; a ocupação dela resulta numa piora nas inundações. Se os vereadores da Câmara de 1963 pudessem ver a São Paulo de hoje, talvez não tivessem a mesma opinião - a saúde do rio foi deixada de lado e a retificação causou problemas de degradação urbana e ambiental cujas soluções são cada vez mais difíceis.

PROBLEMA RECORRENTE.
Desde 1841, ou há 170 anos, o governo municipal investe em obras para tentar remediar as inundações da região central - o primeiro planejamento de canalização do Tamanduateí deve-se ao engenheiro Carlos Abraão Bresser. Em 1921, foi a vez do prefeito Firminiano Pinto defender a necessidade da canalização do Tietê, desde Guarulhos até a Lapa.

AS INUNDAÇÕES CONTINUAM A CASTIGAR A CIDADE
"Com 85% das obras concluídas, as inundações continuam a castigar a cidade e sua população, acarretando prejuízos imensuráveis", escreveu o vereador Figueire do Ferraz em seu relatório. "E parece que as inundações aumentam de ano a ano, motivando um justo e revoltado clamor popular."
Autoridade metropolitana. Já em 1963, discutia-se a importância de uma "organização supermunicipal" para lidar com os problemas crescentes da região metropolitana. "Consideraremos melhor a conjugação de esforços, reunidos em uma organização", afirmou Prestes Maia. "Seria uma organização para operar livremente nos municípios e, de maneira imparcial, determinar as obras necessárias.". Até hoje a discussão continua, sem que a autoridade metropolitana tenha sido criada na Grande São Paulo.

ASSOREAMENTO.
Atualmente, os 70 grandes rios, córregos e galerias que deságuam no Rio Tietê contêm, juntos, pelo menos 364,7 mil toneladas de areia e lixo acumulados nos leitos . Com as últimas chuvas, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) definiu como medida urgente a retirada desses 4,2 milhões de metros cúbicos em detritos do Tietê neste ano.

Segundo o governo, no ano passado foram retirados apenas 1 milhão de metros cúbicos. Em 1963, de acordo com dados da CPI das Enchentes, o assoreamento era calculado em 120 mil metros cúbicos por ano. "Chegamos à situação de precisar manter uma drenagem permanente de 1,5 milhão de metros cúbicos por ano, tanto quanto é feito pelo Porto de Santos", disse o prefeito Prestes Maia. "Vamos manter cinco dragas e seis escavadeiras para o trabalho. Além dos problemas dos rios, há o dos córregos, bueiros e galerias pluviais, a limpeza foi desleixada durante várias administrações."

PROBLEMA SEM FIM.
Durante o seu depoimento na CPI das Enchentes, o prefeito Francisco Prestes Maia já chamava a atenção para a urbanização desenfreada da Grande São Paulo. "Há um fator de inundações quase irremediável, a urbanização crescente do alto Tietê e do ABC", disse. "São feitos arruamentos, terraplenagens, cortes de matas, aterro das várzeas e, por consequência, desaparecem aqueles bolsões que retinham as águas. Isso cria situações trágicas para a capital", afirmou o prefeito.

O próprio Prestes Maia define perfeitamente a relação dos paulistanos com os rios da cidade. "É o próprio homem que provoca e que age contra o rio, é o homem que lhe faz violência, que lhe estreita o leito e retira os reservatórios que ele naturalmente fizera", disse ele aos vereadores da CPI. "Estamos a dançar o minueto: dois passos para frente e dois passos para trás", disse Prestes Maia.  Fonte: Estadão - 07 de fevereiro de 2011 

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segunda-feira, fevereiro 10, 2020

ANÁLISE DE ACIDENTES DE TRABALHO DE 2018

Perfil dos Casos - CAT
Com a análise do perfil dos casos, busca-se construir uma base de conhecimento mais específica a respeito de grupos vulneráveis às ocorrências, em especial pela consideração de variáveis como setores econômicos, ocupações, agentes causadores, natureza da lesão, entre outros.

623,8MIL
NOTIFICAÇÕES DE ACIDENTES DE TRABALHO (CAT) - TOTAL DE ACIDENTES (SPAI *)
(CATWEB, 2018)
2,0MIL
NOTIFICAÇÕES DE ACIDENTES DE TRABALHO (CAT) - ACIDENTES COM ÓBITO (SPAI *)
(CATWEB, 2018)


NOTIFICAÇÕES DE ACIDENTES DE TRABALHO (CAT) - SETORES ECONÔMICOS COM MAIS NOTIFICAÇÕES 

52,1 MIL - ATIVIDADES DE ATENDIMENTO HOSPITALAR
 2018

Em destaque, o setor econômico com mais notificações de acidentes de trabalho no último ano apurado para a unidade geográfica selecionada, considerado o universo de trabalhadores com vínculo de emprego.  
Setor - 2018
%
Qtde
Atividades de atendimento hospitalar
11,19%
52.105
Comércio varejista de mercadorias em geral, com predominância de produtos alimentícios - hipermercados e supermercados
4,26%
19.859
Administração pública em geral
2,85%
13.275
Transporte rodoviário de carga
2,46%
11.436
Abate de suínos, aves e outros pequenos animais
2,21%
10.305
Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas
2,09%
9.713
Atividades de Correio
2,01%
9.344
Construção de edifícios
1,65%
7.660
Abate de reses, exceto suínos
1,64%
7.624
Coleta de resíduos não-perigosos
1,50%
6.967


LESÕES MAIS FREQUENTES 
98,1MIL - CORTE, LACERACAO, FERIDA CONTUSA, PUNCTURA
2018
Em destaque, a lesão mais frequentemente presente em notificações de acidentes de trabalho no último ano apurado para a unidade geográfica selecionada, considerado o universo de trabalhadores com vínculo de emprego.

Lesão -2018
%
Qtde
Corte, laceração, ferida contusa, punctura)
20,92%
98.100
Fratura
17,26%
80.959
Contusão, esmagamento (superfície cutânea)
15,17%
71.152
Distensão, torção
9,32%
43.724
Lesão imediata, nic
8,87%
41.606
Escoriação, abrasão (ferimento superficial)
8,20%
38.435
Luxação
4,91%
23.009
Queimadura ou escaldadura - efeito de temperatura
2,75%
12.902
Lesão imediata
2,41%
11.281
Doença, nic
2,38%
11.183
Lesões múltiplas
2,27%
10.623

PARTES DO CORPO MAIS FREQUENTEMENTE ATINGIDAS

110,1MIL - DEDO
2018
Em destaque, a parte do corpo mais frequentemente atingida segundo as notificações de acidentes de trabalho no último ano apurado para a unidade geográfica selecionada, considerado o universo de trabalhadores com vínculo de emprego

Parte do Corpo Atingida - 2018
%
Qtde
Dedo
23,46%
110.095
Pé (exceto artelhos)
8,17%
38.348
Mão (exceto punho ou dedos)
7,27%
34.099
Joelho
5,30%
24.864
Partes múltiplas - aplica-se quando mais de u
4,75%
22.287
Articulação do tornozelo
4,20%
19.711
Antebraço (entre o punho e o cotovelo)
3,57%
16.736
Perna (do tornozelo, exclusive, ao joelho)
3,55%
16.679
Perna (entre o tornozelo e a pélvis)
3,38%
15.865
Ombro
3,31%
15.521
Braço (entre o punho a o ombro)
3,21%
15.060
Cabeça, nic
2,95%
13.861
Olho (inclusive nervo ótico e visão)
2,90%
13.607
Dorso (inclusive músculos dorsais, coluna)
2,83%
13.292
Punho
2,38%
11.144

GRUPOS DE AGENTES CAUSADORES 

66,5MIL-QUEDA DO MESMO NÍVEL
2018
Em destaque, os grupos de agentes causadores mais frequentemente citados em notificações de acidentes de trabalho no último ano apurado para a unidade geográfica selecionada, considerado o universo de trabalhadores com vínculo de emprego.

Grupo de agentes causadores - 2018
%
Qtde
Queda do mesmo nível
14,19%
66.513
Máquinas e equipamentos
14,02%
65.727
Agente químico
13,19%
61.858
Veiculos de transporte
12,50%
58.610
Agente biológico
12,42%
58.217
Ferramentas manuais
9,50%
44.543
Motocicleta
8,76%
41.083
Queda de altura
6,08%
28.513
Mobiliários e assessórios
5,58%
26.148
Embalagens e tanques
1,20%
5.632
Esforço físico
1,16%
5.424
Incêndio
0,39%
1.828
Outros
0,23%
1.091
Agente físico
0,21%
966
Choque elétrico
0,20%
919
Agressão
0,17%
810
Impacto contra pessoa/objeto
0,17%
795
Queda de mesmo nível
0,02%
89
Substâncias quentes e frias
0,01%
33
Radiação ionizante
0,01%
30
Animais
0,005%
22
Agentes físicos
0,004%
19
Corpo estranho
0,002%
9


AGENTES CAUSADORES INFO
2018

41,1MIL -MOTOCICLETA, MOTONETA
 
Em destaque, os agentes causadores mais frequentemente citados em notificações de acidentes de trabalho no último ano apurado para a unidade geográfica selecionada, considerado o universo de trabalhadores com vínculo de emprego.

AGENTES CAUSADORES - 2018
%
QTDE
Motocicleta, motoneta
8,76%
41.083
Chão - superfície utilizada para sustentar pé
5,32%
24.957
Metal - inclui liga ferrosa e não ferrosa
5,19%
24.328
Veiculo, nic
4,98%
23.367
Veiculo rodoviário motorizado
4,89%
22.911
Faca, facão- ferramenta manual sem forca motriz
3,77%
17.680
Ser vivo, nic
2,92%
13.688
Ferramenta, máquina, equipamento, veiculo
2,81%
13.176
Escada móvel ou fixada, nic
2,70%
12.676
Agente infeccioso ou parasitário - inclui bactérias
2,70%
12.667
Escada permanente cujos degraus permitem apoio
2,47%
11.566
Máquina, nic
2,29%
10.739
Ferramenta manual sem forca motriz, nic
2,24%
10.489
Animal vivo
2,07%
9.718
Calcada ou caminho para pedestre - superfície
1,99%
9.313


OCUPAÇÕES
 2018

28,6MIL-TÉCNICO DE ENFERMAGEM

Em destaque, a ocupação mais frequentemente citada em notificações de acidentes de trabalho no último ano apurado para a unidade geográfica selecionada, considerado o universo de trabalhadores com vínculo de emprego.

Ocupações - 2018
%
QTDE
Técnico de enfermagem
6,11%
28.551
Alimentador de linha de produção
5,67%
26.513
Faxineiro
3,76%
17.580
Motorista de caminhão (rotas regionais e internacionais)
2,37%
11.099
Servente de obras
1,93%
9.016
Vendedor de comércio varejista
1,72%
8.054
Auxiliar de escritório, em geral
1,66%
7.776
Assistente administrativo
1,47%
6.880
Auxiliar de enfermagem
1,45%
6.784
Coletor de lixo domiciliar
1,41%
6.607
Carteiro
1,39%
6.497
Repositor de mercadorias
1,37%
6.407
Enfermeiro
1,31%
6.120
Auxiliar nos serviços de alimentação
1,29%
6.013
Ajudante de motorista
1,18%
5.530
Cozinheiro geral
1,18%
5.520
Açougueiro
1,18%
5.500
Mecânico de manutenção de máquinas, em geral
1,17%
5.449
Trabalhador de serviços de limpeza e conservação de áreas públicas
1,16%
5.443
Almoxarife
1,13%
5.290


NOTIFICAÇÕES DE ACIDENTES DE TRABALHADORES ADOLESCENTES 

17,2MIL - TOTAL DE NOTIFICAÇÕES
Em destaque, o número acumulado de notificações de acidentes de trabalho que vitimaram crianças e adolescentes na unidade geográfica selecionada, considerado o universo de trabalhadores com vínculo de emprego.


ACIDENTES DE TRABALHO POR IDADE E SEXO 

MULHERES-35-39-ANOS - FAIXA ETÁRIA MAIS FREQUENTE – 34 MIL

HOMENS- 18-24-ANOS-FAIXA ETÁRIA MAIS FREQUENTE- 70 MIL
Em destaque, a faixa etária com mais notificações de acidentes de trabalho no último ano apurado para a unidade geográfica selecionada para homens e mulheres, considerado o universo de trabalhadores com vínculo de emprego


 
 




























FREQUÊNCIA DE NOTIFICAÇÕES – CAT
A perspectiva da frequência permite identificar, pelo exame da série histórica e da distribuição geográfica das ocorrências, a evolução quantitativa dos registros em seus números absolutos em diferentes intervalos de tempo. Consideradas as diferentes fontes de dados analisadas, busca-se desenhar um panorama de acidentalidade em diferentes unidades de análise, de acordo com a organização da federação brasileira e com foco especial em municípios, contexto político por excelência da implementação de políticas públicas.

NOTIFICAÇÕES DE ACIDENTES DE TRABALHO (CAT)
DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA DOS ACIDENTES DE TRABALHO (CAT) INFO

623,8 MIL - QUANTIDADE DE ACIDENTES DE TRABALHO
Em destaque, o número de acidentes de trabalho notificados no Brasil para a população com vínculo de emprego regular.  



Número de





Notificações
Rank
%
UF
Ano
Indicador
Acidentes
Brasil

São Paulo
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
215.376
1
34,60%
Minas Gerais
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
64.888
2
10,42%
Rio Grande do Sul
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
51.849
3
8,33%
Paraná
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
48.847
4
7,85%
Santa Catarina
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
41.441
5
6,66%
Rio de Janeiro
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
40.548
6
6,51%
Goiás
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
18.725
7
3,01%
Bahia
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
17.481
8
2,81%
Pernambuco
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
15.464
9
2,48%
Mato Grosso
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
13.400
10
2,15%
Espírito Santo
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
13.125
11
2,11%
Ceará
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
12.517
12
2,01%
Mato Grosso do Sul
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
11.199
13
1,80%
Pará
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
10.567
14
1,70%
Distrito Federal
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
7.749
15
1,24%
Amazonas
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
7.275
16
1,17%
R. G. do Norte
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
5.420
17
0,87%
Rondônia
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
4.576
18
0,74%
Paraíba
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
4.327
19
0,70%
Alagoas
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
4.183
20
0,67%
Maranhão
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
3.865
21
0,62%
Piauí
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
2.906
22
0,47%
Sergipe
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
2.426
23
0,39%
Tocantins
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
1.799
24
0,29%
Roraima
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
1.009
25
0,16%
Acre
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
922
26
0,15%
Amapá
2018
NAT(CAT) - Total de Acidentes 
620
27
0,10%
 OBS: NAT-Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT)

SÉRIE HISTÓRICA DOS ACIDENTES DE TRABALHO (CAT) INFO
Brasil, de 2002 a 2018

623,8MIL ACIDENTES NO PAÍS
2018
Em destaque, o número de acidentes de trabalho notificados para a população com vínculo de emprego regular. No gráfico, apresenta-se a evolução histórica do número de notificações no período.
Fonte: INSS - 2000-2017 (AEAT), 2018 (CATWEB)

Série Histórica dos Acidentes de Trabalho (CAT)



Indicador
Ano
Qtde
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2002
393.071
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2003
399.077
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2004
465.700
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2005
499.680
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2006
512.232
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2007
659.523
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2008
755.980
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2009
733.365
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2010
709.474
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2011
720.629
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2012
713.984
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2013
725.664
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2014
712.302
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2015
622.379
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2016
585.626
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes
2017
549.405
Notificações de Acidentes de Trabalho (CAT) - Total de Acidentes 
2018
623.786
Total de Acidentes - 2002-2018

10.381.877


SÉRIE HISTÓRICA DE ACIDENTES DE TRABALHO COM ÓBITO (CAT) INFO
Brasil, de 2002 a 2018

2,0 MIL ACIDENTES COM ÓBITO NO PAÍS
2018
Em destaque, o número de acidentes de trabalho com morte notificados no município para a população com vínculo de emprego regular


ESTIMATIVA DE SUBNOTIFICAÇÃO DE ACIDENTES DE TRABALHO (CAT) INFO
Brasil, de 2007 a 2018

24,7% - SUBNOTIFICADOS 2018
623,8 MIL TOTAL DE ACIDENTES
154,2 MIL ACIDENTES SEM CAT - 2018
2018
Em destaque, para a perspectiva geográfica selecionada, apresenta-se uma estimativa de subnotificação para acidentes de trabalho que resultaram em afastamento previdenciário, considerando que muitos registros de acidentes são gerados no momento da concessão do benefício, sem correspondente emissão anterior na forma da lei. Em razão da inexistência de outra métrica para os casos em que não há afastamento do trabalho, esta é, por aproximação, a melhor forma de estimar subnotificações também nesses casos.  













Porcentagem da subnotificação de 2018
24,72%
Porcentagem da subnotificação- período de 2007-2018
22,86%

Fonte: Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho - Smartlab

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