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segunda-feira, novembro 25, 2019

Queda de marquise de shopping mata jovem de 19 anos

A marquise de um shopping caiu, matou uma mulher e deixou outra gravemente ferida no início da tarde de sábado, 23 de novembro, em Penápolis (479 km da capital paulista).
O acidente foi por volta do meio-dia na esquina das ruas São Francisco com a Manuel Bento da Cruz. Muitas pessoas estavam no local e passavam pela calçada, quando a estrutura desabou.  

VÍTIMAS:
Fatal: Késia Aquilino, de 19 anos, casada, deixa um filho de sete meses.
Outra mulher, identificada como Juliana, 38 anos, ficou ferida e foi levada ao pronto-socorro de Penápolis. A paciente passou por atendimento médico e um exame de tomografia foi feito. Ela tem suspeita de lesão na coluna e foi transferida para um hospital de Araçatuba (SP).

INTERDIÇÃO
O trecho foi interditado para o trabalho dos peritos e a retirada de parte da estrutura e dos aparelhos de ar-condicionado, que ficaram suspensos, pois eram sustentados pela marquise. 
Cones isolam o local até segunda-feira, quando uma perícia especializada em edificações irá ao local para averiguar as condições da construção.







NOTA DO SHOPPING
Em nota, a diretoria do Penápolis Shopping Center informou que todos os esforços foram empenhados no socorro e apoio às vítimas e que estão colaborando com as autoridades para apurar os reais motivos do acidente. A nota diz ainda que “a prioridade, neste momento, é auxiliar as vítimas do acidente, seus familiares, lojistas e funcionários.”.

CORPO DE BOMBEIROS E RESGATE
Equipes dos bombeiros de Penápolis, Araçatuba e Birigui rapidamente chegaram ao local. Dois caminhões-munck foram utilizados no resgate. O corpo da jovem foi retirado debaixo dos escombros e levado ao IML (Instituto Médico Legal) de Araçatuba, onde passará por exame necroscópico.
Fontes: Jornal Interior - 23/11/2019; G1 Rio Preto – 24/11/2019

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quinta-feira, novembro 14, 2019

Incêndio no Pantanal

CENÁRIO
O bioma Pantanal é considerado uma das maiores extensões úmidas contínuas do planeta. Este bioma continental é considerado o de menor extensão territorial no Brasil.  A sua área aproximada é 150.355  km² (IBGE,2004), ocupando assim 1,76% da área total do território brasileiro. Em seu espaço territorial o bioma, que é uma planície aluvial, é influenciado por rios que drenam a bacia do Alto Paraguai.

O Pantanal sofre influência direta de três importantes biomas brasileiros:
■Amazônia,
■Cerrado e
■Mata Atlântica.
Além disso, sofre influência do bioma Chaco (nome dado ao Pantanal localizado no norte do Paraguai e leste da Bolívia).

Estudos indicam que o bioma abriga os seguintes números de espécies catalogadas:
■263 espécies de peixes,
■41 espécies de anfíbios,
■113 espécies de répteis,
■463 espécies de aves e
■132 espécies de mamíferos sendo 2 endêmicas.
Segundo a Embrapa Pantanal, quase duas mil espécies de plantas já foram identificadas no bioma e classificadas de acordo com seu potencial, e  algumas apresentam vigoroso potencial medicinal.

INCÊNDIOS

Inicio
Um incêndio de grandes proporções atinge desde o último domingo (27) uma extensa área de pantanal entre os municípios de Aquidauana, Miranda e Corumbá, em Mato Grosso do Sul. O fogo se espalhou por cerca de 50 mil hectares, tamanho equivalente ao da cidade de Maceió.
As chamas, que se alastraram rapidamente pela mata seca, impulsionadas pelo vento, deixaram a área encoberta por nuvem de fumaça e fuligem.

Causa
Segundo os bombeiros, o incêndio começou na região do Morro do Azeite e do Passo do Lontra em seis pontos isolados e distantes uns dos outros, o que eleva a probabilidade de que tenha sido provocado pela ação humana.
"Não é possível dizer ainda que foi criminoso, porque não foi feita perícia, mas certamente é fruto da ação do homem, seja por negligência ou por imprudência”, afirma o tenente-coronel Fernando Carminati, do Corpo de Bombeiros. “Fizemos um sobrevoo na segunda-feira [28] e vimos que era de grandes proporções. Então pedimos reforço de efetivo e apoio de outras instituições."

RECURSOS DISPONÍVEIS
Bombeiros e equipamentos disponíveis
Ao todo, 33 bombeiros trabalham das 8h às 21h no campo para conter o fogo. No solo, a mata é densa e de difícil acesso, e os bombeiros são guiados por uma equipe que acompanha a evolução do incêndio por meio de dois helicópteros. Três aviões auxiliam jogando água sobre as chamas.

Reforços
Ao todo, 151 pessoas, entre bombeiros e funcionários rurais, estão mobilizadas no combate ao fogo. Em uma única propriedade, houve mais de 40 mil hectares queimados.
Em 5 de novembro  chegou reforços de bombeiros do DF compostos por uma aeronave capaz de transportar até 3.100 litros de água e mais 35 homens para o combate o fogo.

Comunicações e apoio
A partir de 02 de novembro, o Exército também dará apoio ao combate aos focos no Rio Negro, deslocando para a área uma cozinha de campanha, reservatório de água potável e equipe para instalação de sistema de comunicação, que é uma das dificuldades operacionais no contato entre as ações por terra com as aeronaves. A região terá uma base operacional, que está sendo instalada na Fazenda Barranco Alto.

“Estamos atualmente com 91 focos em toda a área monitorada”, informou o coordenado da Coordenadoria de Defesa Civil do Estado, tenente-coronel Fábio Catarinelli, com base em dados de satélites. O comando da Operação Pantanal 2 anunciou a chegada do avião Air Tractor do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

Regiões afetadas
Os principais municípios atingidos foram;
■Corumbá, na fronteira com a Bolívia, 440 km distante de Campo Grande.
■Miranda e Aquidauana, 210 km e 150 km distante de Campo Grande. A BR-262, que liga esses municípios, está interditada em diversos trechos, alguns deles com mais de 10 km, para que a força-tarefa possa trabalhar no controle das chamas. O trabalho reúne Corpo de Bombeiros, Exército e Ibama/PrevFogo.

Devido à fumaça na pista, a Polícia Rodoviária Federal tem recomendado que população evite dirigir à noite tanto pela BR-262 quanto pela Estrada Parque, uma rota alternativa em meio a fazendas turísticas e de produção.

Infraestrutura e comercio interrompidos
Além da fumaça, Corumbá e Miranda enfrentam falta de acesso à internet, uma vez que o incêndio danificou a fibra óptica que leva internet aos municípios.  
A população tem sofrido também com queda de energia em consequência das queimadas. Segundo a Energisa, empresa de abastecimento de energia elétrica nas cidades, “as queimadas provocam o desligamento de linhas e consequentes variações de tensão na rede elétrica que atende Corumbá, Aquidauana e Miranda".
Corumbá está sem abastecimento de água em alguns bairros, já que a bomba de captação da cidade parou de funcionar.
Os desdobramentos das queimadas são sentidos em diversos setores, incluindo o comércio, que não tem conseguido efetuar vendas em cartões de crédito ou débito por conta da falta de internet, e a saúde pública.
Na  quinta-feira (31), a prefeitura emitiu nota informando a população de que devido aos problemas ocasionados pela falta de internet, a rede pública de saúde está impossibilitada de agendar consultas e também de entregar exames.

Propagação do fogo, fora de controle
O grande incêndio na região do Pantanal em Mato Grosso do Sul já atingiu uma área de 1.200 km2 , comparável à da cidade do Rio de Janeiro.

A estimativa da destruição foi feita pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). O número, porém, já aumentou e tende a crescer porque ainda há focos de incêndio, segundo Fábio Catarinelli, coordenador da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul. Apesar dos esforços, não há previsão do fim do fogo.
 “A situação está bem crítica, a temperatura está alta, a umidade está baixa, a vegetação está muito seca e esses fatores agravam a situação do incêndio. O fogo é voraz e até área alagada, cuja vegetação pega fogo por cima, queima muito rápido. Utilizamos um parâmetro que se chama 'risco de fogo', e no Pantanal ele está entre alto, muito alto e crítico”, diz Catarinell.

O principal desafio para conter e apagar as chamas é a densidade da mata e as áreas alagadas. O fogo passa por cima da água, por entre as copas das árvores, e segue queimando por cima de pântanos. Bombeiros relataram ter visto animais que fugiram desesperadamente e ainda assim morreram devido a queimaduras.
Em 04 de novembro, segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), já foram queimados 122 mil hectares na região de Corumbá e Miranda.

Emergência
Devido à gravidade do incêndio, o governo estadual publicou, no último dia 31 outubro, resolução no Diário Oficial proibindo queimadas controladas por mais um mês, até dia 30 de novembro. Na mesma linha, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil apontou a situação de emergência das cidades de Aquidauana, Bonito, Miranda e Corumbá, todos os destinos turísticos que estão prejudicados pelos incêndios e seus desdobramentos, como falta e/ou oscilação de energia elétrica, água e internet.

Fauna e flora
Mata à dentro, animais mortos queimados. Entre eles, jacarés. Outros tentam fugir dos focos de calor e das chamas.
Araras ameaçadas descreve Neiva Guedes, coordenadora do Instituto Arara Azul, espécie vulnerável e em risco de extinção. Segundo ela, os efeitos das queimadas podem perdurar por até um ano no ambiente.
Como a arara-azul é uma espécie de dieta restrita a basicamente dois tipos de frutos (acuri e bocaiúva), a destruição das palmeiras torna os alimentos escassos.
"Agora, estamos em época reprodutiva e os efeitos perduram com o passar do tempo. Vai demorar para as palmeiras se recuperarem e surgirem cachos de frutos para que as araras se alimentem", diz Guedes.

Em termos imediatos, as queimadas causaram perdas diretas ou indiretas a 49% dos ninhos monitorados na estação natural de reprodução do Instituto. Além de ninhos, ovos e filhotes queimados, parte dos animais morreu devido ao calor das labaredas, por desidratação ou asfixia causada pela fumaça.
Para Felipe Dias, agrônomo e diretor-executivo do Instituto SOS Pantanal, as queimadas significam a “perda ainda imensurável" de animais e plantas. Segundo ele, apesar de as queimadas serem recorrentes no Pantanal em época de estiagem, nesse ano, a proporção das chamas surpreendeu a todos.
 “Alguns animais fogem, mas de que adianta se o alimento, como certas plantas, se perdeu? Há também perda enorme de espécies cuja característica é a lentidão e que estão na base alimentar de outras, como insetos, répteis e anfíbios", diz.

Controle do fogo
Após 13 dias de incêndio, bombeiros anunciaram no sábado, 9 de novembro, q     eu controlam o fogo no Pantanal.
Até esta sexta-feira, 8 de novembro, foi contabilizada a destruição de aproximadamente 173 mil hectares, área superior a da cidade de São Paulo.
O fogo atingiu seis municípios: Aquidauana, Anastácio, Miranda, Bodoquena, Rio Negro e Corumbá.
As chuvas que atingem a região ajudaram na redução dos focos, segundo o Corpo de Bombeiros. As chamas chegaram a atingir as proximidades do Parque Estadual do Rio Negro, localizado na região central do Pantanal.  

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informam que, em outubro, foi registrado o maior número de queimadas no Pantanal nos últimos 17 anos. O balanço do instituto registra 2.430 focos de incêndio no mês no bioma, número 1.925% maior do que o verificado em outubro do ano passado.

Pantanal - Balanço

Em outubro, o Pantanal teve o maior número de focos de incêndio para o mês em 17 anos, com 2.430 registros, segundo dados do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sobre a região do bioma em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
O fogo seguiu novembro adentro e apenas no período de 27 de outubro a 9 de novembro consumiu 1.730 km² em Mato Grosso do Sul, uma área maior que a da cidade de São Paulo (1.521 km²).
Também de acordo com o Inpe, em 2019 o Pantanal teve a maior extensão de terra queimada dos últimos 12 anos.
Entre janeiro e outubro, foram 18.138 km² atingidos por focos de incêndio. Em todo o ano de 2007, foram 18.699 km².

Chuva
Segundo o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima (Cemtec), no fim de outubro os ventos eram de até 40 km/h e a umidade relativa do ar era de 10%. Após as chuvas, a umidade subiu para 35% e chegou a 95% nos municípios atingidos. “Choveu de encharcar o solo”, diz Catarinelli.
Marcelo Seluchi, meteorologista e coordenador-geral de operações e modelagem do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), diz que as chuvas já estavam abaixo do normal esperado para essa época do ano há pelo menos três meses, o que facilitou a propagação das chamas.
O período de chuvas na região depende da passagem de frentes frias que, neste ano, tiveram um comportamento incomum e “passaram batido” por Mato Grosso do Sul.

Clima
Clima seco, temperaturas altas e ventos fortes criam ambiente propício para propagação das chamas.

Queimadas
Catarinelli diz que 90% das queimadas são de causa humana, seja por ação ou omissão do homem. “É cultural que, após um longo período de estiagem, assim que há uma previsão de chuva, as pessoas coloquem fogo como método de ‘limpeza’ do campo, prática que é ilegal”, diz.
Julio Sampaio, gerente do programa Cerrado e Pantanal da ONG WWF-Brasil, também diz que a culpa é do mau uso do fogo em áreas de pasto. Segundo ele, a limpeza de áreas de pasto com o fogo pode acabar saindo do controle.

Interrupções
Serviços como abastecimento de energia, água e internet foram prejudicados em seis municípios (Aquidauana, Miranda, Corumbá, Rio Negro, Anastácio e Bodoquena), paralisando parcialmente serviços públicos de saúde, como agendamentos de consultas e entrega de exames, e transações bancárias que dependiam de internet. Fontes: Folha de São Paulo – 1º nov a 12.nov.2019, UOL Noticias -09/11/2019, Midia Max‑ 02/11/2019





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segunda-feira, novembro 11, 2019

Novas tecnologias de combate a incêndios


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quinta-feira, novembro 07, 2019

História: Espuma para combate a incêndio

Espumas para combate a incêndio foram introduzidas no final do século XIX para extinção em óleo.
Para formação da espuma são necessários 3 (três) elementos fundamentais:
·    Água
·    Ar ou CO2 e o
·    Extrato formador de espuma,

A espuma formada por estes elementos é uma massa estável, de pequenas bolhas de baixa densidade  podendo flutuar sobre os líquidos inflamáveis na forma de um colchão de espuma ou de um filme aquoso,

Os princípios de extinção quando utilizamos espuma são:
·    Abafamento através do colchão de espuma ou do filme aquoso que isolam o líquido em chama do oxigênio do ar e
·    Resfriamento através de água drenada da espuma ou do poder de umectação dos “surfactantes” (AFFF.),

As espumas são projetadas para prevenção e extinção de incêndios de classe “B” (líquidos inflamáveis)) onde extinguem o incêndio através  do abafamento e, para incêndios de classe “A” (madeira) papel, algodão, pneus, plásticos, etc,) através do resfriamento,

CLASSIFICAÇÃO DAS ESPUMAS
Quanto aos processos de formação as espumas podem ser classificadas em químicas e mecânicas.

ESPUMA QUÍMICA: 
É aquela formada a partir de uma reação  química entre bicarbonato de sódio e sulfato de alumínio  utilizando a proteína hidrolizada para estabilizar a espuma formadora e contendo no interior de suas bolhas gás carbônico (CO2).

6 NAHCO3 + AL2 (SO)3 = 2 AL(OH)3 + 3 NA2SO + 6 CO2

Atualmente, a espuma química só é utilizada em extintores e carretas de espuma sendo substituída em todas as outras aplicações pela espuma mecânica. Entretanto, até nestas aplicações está sendo substituída atualmente pelos extintores e carretas de  espuma mecânica com AFFF.

ESPUMA MECÂNICA:
É aquela formada a partir da introdução do ar atmosférico  através de um equipamento mecânico  a uma solução de água + extrato formador de espuma de origem sintética ou proteínica  e contendo no interior de suas bolhas o oxigênio do ar (O ),


CLASSIFICAÇÃO DAS ESPUMAS MECÂNICAS
As espumas mecânicas quanto à sua composição química se classificam segundo as normas da NFPA em:
·    Espuma proteínica   
·    Espuma  fluoroproteínica    
·    Espuma formadora de um filme aquoso (AFFF)
·    Espuma de alta expansão    
·    Espuma resistente a álcool  

Esses extratos formadores de espuma mecânica são misturas de substâncias químicas que diluídas com água  produzem uma solução ou espuma não expandida, misturadas com o ar através de equipamentos adequados a solução torna-se uma espuma estável para combate a incêndio.

A maioria dos extratos formadores de espuma é disponível em formulações que recomendam o seu uso a 3% ou a 6%, para se obter uma solução  de espuma com o extrato de 3% devemos misturar 3 partes de extrato com 97 partes de água em volume.
Por exemplo: 3 litros de extrato e 97 litros de água resultarão em 100 litros de solução de espuma não expandida.

Da mesma forma para se obter uma solução de extrato de 6% de vemos misturar 6 partes por volume do extrato com 94 partes de água, assim para se obter 100 litros de solução de espuma não expandida devemos misturar 6 litros de extrato  com 94 litros de água,

EXTRATO FORMADOR DE ESPUMA PROTEINICA
É obtido basicamente da  hidrólise das proteínas de origem animal tais como: chifre de boi, casco de boi, feijão de soja etc.
Aos extratos proteinicos são adicionados alginatos, pectinas, etc. que servem para estabilizar a espuma,  inibir a corrosão, o crescimento bacterial e abaixar o ponto de congelamento.
Estes extratos formadores de espuma foram desenvolvidos na Alemanha e Inglaterra por volta de 1930. seu desenvolvimento foi decorrente das limitações apresentadas pela espuma química.
Sua aplicação prática só foi possível, entretanto, pelo desenvolvimento de bombas e proporcionadores de espuma que permitiram a perfeita geração de espuma. Norrmalmente são   comercializados em concentrações que recomendam seu uso a 6%
A espuma proteinica é específica para extinção de incêndios de fogo de derivados de petróleo  formando um colchão de espuma que separa o oxigênio do ar do líquido em chama. Há ainda o resfriamento apenas através da água drenada da espuma,

Face a sua contaminação pelos combustíveis sobre os quais são lançados devem ser aplicados suavemente sobre os líquidos em  chama (aplicação tipo I – NFPA) ou sobre anteparos quando possível,

Os extratos formadores de espumas de proteína são de baixo custo/ kg, porém, apresentam:
·    Baixa velocidade de extinção
·    Baixo tempo de vida em estoque
·    Em geral não são compatíveis com o pó químico
·    Alto grau de sedimentação.

EXTRATO FORMADOR DE ESPUMA FLUOROPROTEINICA
É similar ao de proteína exceto que um surfactante fluorado ê adicionado à sua formulação, o surfactante melhora a fluidez da espuma nas superfícies de líquidos inflamáveis em chamas não formando,  entretanto, o filme aquoso.
Os extratos formadores de espuma fluoroproteinicos foram desenvolvidos em 1965 principalmente na Inglaterra, seu desenvolvi mento teve como objetivo obter uma espuma de base proteína de extinção  mais rápida e compatível com o pó químico principalmente para o atendimento das exigências dos aeroportos, entretanto, até 1983, a NPFA e a ICAO  (International Civil Aviation Organization) não reconheceram as vantagens em usar o extrato fluoroproteinico em aeroportos,
A espuma fluoroproteinica é comercializada em concentrações de 3%  e é específica para extinção de incêndios de derivados de petróleo, de maneira similar ao de proteína, separando o oxigênio do ar do líquido em chama, pela formação do colchão de espuma e pelo resfriamento através da drenagem da água da espuma,
As diferenças mais importantes em relação  à espuma de proteína são:
·    Maior velocidade de extinção do incêndio
·    Maior tempo de vida em estoque

Estas diferenças são consequência da adição dos surfactantes fluorados,  porém, o custo/kg é maior.
Existem extratos fluoroproteínicos não fabricados no Brasil que foram testados e aprovados para uso em injeção sub‑superficial.

O EXTRATO FORMADOR DE ESPUMA DE FILME AQUOSO (AFFF)
É formulado com surfactantes fluorados sintéticos, agentes espumantes e estabilizadores, o extrato AFFF, é único do seu tipo, pois forma um filme aquoso sobre a superfície do líquido em chama,  além da formação da espuma,
Os extratos formadores de espuma AFFF, foram desenvolvidos pela Marinha americana por volta de 1963, seu desenvolvimento foi decorrente das limitações apresentadas pelos extratos de proteína.
A NFPA e  ICAO (International Civil Aviation Organization)  reconhecem as vantagens de usar os extratos AFFF, em lugar dos extratos de proteína ou fluoroproteína ao permitirem uma redução de 1/3 na quantidade de água nos  equipamentos e extratos nos aeroportos,

Os extratos AFFF  são comercializados em concentrações de 3% ou 6%. Os mecanismos de extinção de incêndio  empregados pelo extrato formador de espuma de filme aquoso são:
·    Um filme aquoso de fluidez extremamente veloz é formado para prevenir a liberação dos vapores e tende a tornar‑se novamente espuma quando sofre um distúrbio;
·    Um colchão de espuma suprime os vapores e exclui efetivamente o oxigênio do ar da superfície do líquido em chama;
·    O surfactante contido na espuma atua resfriando

As principais diferenças em relação as espumas de proteína e fluoroproteina são:
·    Velocidade de extinção altíssima;
·    Tempo de vida em estoque superior a 20 anos;
·    Total compatibilidade com pó químico;
·    Podem ser utilizados com equipamentos sem aspiração de ar;
·    Testados e aprovados para uso em injecão sub‑superficial;
·    Não apresentam sedimentação;
·    Maior eficiência em incêndios de classe "A".

O custo/kg do extrato de AFFF, 3% é, em geral, igual ao do extrato de fluoroproteína 3%  enquanto que o de 6% tem um custo pela metade.

EXTRATO FORMADOR DE ESPUMA RESISTENTE A ALCOOL
As espumas resistentes a álcool quanto à sua composição química se classificam em:
·    Espumas resistentes a álcool de base proteína
·    Espumas resistentes a álcool sintético AFFF.
            -           -
AS ESPUMAS RESISTENTES A ÁLCOOL DE BASE PROTEÍNA
São formuladas a  partir da hidrólise da proteína com um aditivo especial para formar uma barreira química e evitar a destruição da espuma pelo solvente polar.
Possuem todas as características das espumas proteinicas e devem ser aplicadas suavemente sobre os líquidos em chama (aplicação tipo I - NFPA). Embora possam ser usadas em derivados de petróleo, elas não são geralmente tão eficientes como os extratos formadores de espuma AFFF  ou de fluoroproteia em função de sua baixa fluidez.
Podem também ser utilizadas para formação de tapetes de espuma para aterrisagem forçada, porém, a técnica de formação do tapete de espuma não é mais utilizada em função do seu custo versus benefício não serem satisfatórios após um estudo realizado nos EUA.

AS ESPUMAS RESISTENTES A ÁLCOOL SINTÉTICO AFFF
São formuladas a partir dos extratos AFFF com adição de um tensoativo especial para formação de uma membrana polimérica que resulta num excelente tempo de resistência à reignição.
Os mecanismos da espuma resistente a álcool sintético AFFF, empregados para extinção de incêndio em solventes polares são:
· A formação de uma membrana polimérica reduzindo aproximadamente 95% da taxa de vaporização;
·    Um colchão de espuma suprime os vapores e exclui efetivamente o oxigênio do ar da superfície do líquido em chama;
·    O surfactante contido na espuma atua resfriando.
Eles são realmente considerados polivalentes atuando em derivados de petróleo com a mesma eficiência e utilizando os mesmos mecanismos de extinção do extrato AFFF.

Os extratos resistentes a álcool AFFF apresentam as características abaixo:
·    Velocidade de extinção altíssima em solventes polares e/ou derivados de petróleo;
·    Excelente resistência à reignicão;
·    Tempo de vida em estoque superior a 20 anos;
·    Total compatibilidade com pó químico;
·    Podem ser utilizados com câmaras do tipo ii em solventes polares;
·    Podem ser utilizados em equipamentos sem aspiração  de ar  (esguichos de vazão regulável) sprinklers de água) projetores de média e alta velocidade);
·    Testados e aprovados para uso em injecão sub‑superficial;
·    Não apresentam sedimentação;
·    Maior eficiência em incêndios de classe “A”;
·    Maior facilidade no manuseio.
Fonte: Wormald  Resmat Parsch

Comentário:
Anteriormente, o LGE (Líquido Gerador de Espuma) funcionava de maneira química e era produzido com proteína animal (LGEs Proteinicos e Fluoroproteinicos), até chegar no LGE que é usado atualmente, que possui grandes vantagens quando o assunto é desempenho. 
O Líquido Gerador de Espuma é um detergente líquido e concentrado, especialmente formulado para em mistura com a água formar uma espuma com características físico-químicas especiais de resistência a temperaturas elevadas.

Os LGEs foram desenvolvidos na seguinte sequencia:
·    LGE Proteinico
·    LGE Fluoroproteinico
·    LGE Sintéticos-Fluorado
·    LGE sem Fluor

LGE PROTEINICO:
O LGE Proteinico  foi desenvolvido a partir de proteína animal. Apesar de possuir  característica superior a espuma química, havia o inconveniente da baixa estabilidade de estoque. Com o tempo surgiram alternativas que tornou este LGE um pouco mais estável com a inclusão na sua formula de tensoativos fluorados, surgindo então os LGE Fluoroproteinico.

LGE FLUOROPROTEINICO:
Trata-se de uma mistura de proteína (animal) e compostos fluorados. Essa mistura deu um ganho muito grande de qualidade na espuma formada e também no LGE. O concentrado ganhou estabilidade em tempo de estocagem e a espuma ganhou em fluidez e resistência térmica.

LGE SINTÉTICOS-FLUORADO (AFFF):
Atualmente o LGE fabricado  pertence a esta categoria, sendo totalmente sintético e fluorado. Vantagens:
·    Maior estabilidade do concentrado em estoque.
·    Maior fluidez da espuma na superfície do líquido em chamas.
·    Possibilidade de uso com água doce do mar e salobra.
·    Uso conjunto com pó químico seco, permitindo um melhor sinergismo na extinção.
·    Melhor atuação em incêndio com derramamento de líquidos e incêndio
·    Rapidez no controle das chamas

LGE SEM FLUOR
Com a crescente preocupação em torno do meio ambiente, os estudos mais recentes sobre LGEs têm sido no sentido de desenvolver produtos livres de flúor. Notadamente verificou-se que os componentes fluorados presentes no LGE AFFF são PBT (Persistentes, Bioacumulativos e Tóxicos). Já existem produtos no mercado que são livres de componentes fluorados.Fonte Gifel

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