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quarta-feira, março 30, 2016

Engenheiro cria robô-cobra para uso em espaços confinados

Você colocaria seu braço dentro de um equipamento que, a qualquer movimento inesperado, pode esmagá-lo? A resposta deve ter sido que "não". Muita gente, no entanto, trabalha fazendo exatamente isso, e correndo riscos.

O engenheiro mecatrônico Lincoln Lepri, 34, resolveu criar uma solução para esse tipo de problema durante seu mestrado no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), em São José dos Campos (SP). É o "snake", um robô-cobra que tem o tamanho médio de um braço humano e a flexibilidade de uma cobra.

Com 1,20 m de comprimento, o protótipo tem a capacidade de entrar em espaços reduzido. Como bom robô, vai além da capacidade humana: ele pode girar em espiral e formar uma circunferência perfeita, de ponta a ponta. Tudo isso controlado, via cabo, por um software que o próprio Lepri desenvolveu.

O protótipo, desenvolvido no Laboratório de Automação da Manufatura do ITA em dois anos, é composto basicamente de um hardware –motor, controlador, peças, braço e alumínio do robô.

O custo de produção saiu em torno de R$ 60.000. Os recursos vieram do próprio ITA e da Finep, financiadora federal de estudos e projetos.

A ideia é que o snake possa substituir o humano em áreas da indústria, como inspeção, em que o braço ainda é fundamental. A ponta do snake pode ser o que a indústria quiser: câmera (para realizar inspeções), pinças, sensores de temperatura, ultrassom, laser de corte etc.

O protótipo também pode ser adaptado para resistir a altas temperaturas, se encapsulado em material de titânio e de aço. Isso é importante, e mais ; serviços de "instalação, manutenção e reparos".


Capaz de entrar em áreas de até 80 mm de diâmetro, equivalente a uma braço humano.

Como funciona
Braço robótico pode se flexionar como uma cobra para acessar locais que são prejudiciais à ergonomia e à saúde humana. Ele faz movimentos em espiral e forma uma circunferência fechada

Exemplos de onde ele pode ser usado
▪ Caldeiras de termelétricas (que registram mais de 1500ºC)
▪ Selagem de estrutura interna de avião
▪ Usina nuclear
▪ Tanque e  reservatórios



Formado em engenharia mecatrônica na Poli-USP, com diploma duplo pelo Politénico di Milano, na Itália, Lepri trouxe a ideia do robô de fora da academia.
Quando começou a trabalhar na Embraer, há cinco anos, diz ter reparado na dificuldade de realizar tarefas nos chamados "espaços confinados". "Há espaços em que mal cabe um braço humano."
Para colocar a cobra-robô no mercado, o engenheiro criou uma startup, a Intelectron. Agora, Lepri está em busca de um parceiro para testar o snake na indústria e negocia com empresas brasileiras e até estrangeiras para fazer seu teste. Uma delas é a sueca Saab, interessada no uso da snake para o setor de defesa.  Fonte: @ZR; Folha de São Paulo - 28/03/2016   

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posted by ACCA@10:45 AM