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quarta-feira, dezembro 02, 2015

EUA aprovam o primeiro salmão transgênico para consumo humano

A Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) aprovou na quinta-feira, 19 de novembro,  a produção, venda e consumo de um salmão geneticamente modificado para crescer na metade do tempo. É o primeiro animal transgênico destinado a servir de alimento no mundo.

CRESCIMENTO RÁPIDO
A empresa de biotecnologia norte-americana AquaBounty, criadora do salmão, aplaudiu em um comunicado a decisão do órgão regulador dos EUA. Seu peixe, batizado de AquAdvantage, é um salmão atlântico que recebeu o DNA do salmão real, uma espécie gigante do Oceano Pacífico. Graças a essa modificação, os peixes produzem mais hormônio de crescimento e podem alcançar em um ano e meio o tamanho típico dos três anos, que é o exigido pelo mercado. A empresa anunciou em 2010 a aprovação iminente de seu produto, o que ainda levou mais cinco anos em meio em meio a protestos de organizações antitransgênicas.

NÃO HÁ NECESSIDADE RÓTULO DE TRANSGÊNICO
O órgão regulador dos EUA não exige que o salmão seja etiquetado como transgênico
A FDA não exige que o salmão AquAdvantage seja etiquetado como transgênico, já que “é tão seguro e nutritivo como o salmão atlântico não modificado geneticamente” e “não é materialmente diferente”. Na Europa, a empresa não pediu a aprovação de seu peixe, segundo informações de Josep Casacuberta, cientista do CSIC (Conselho Superior de Pesquisas Científicas da Espanha) e membro do grupo de transgênicos da Autoridade Europeia de Segurança Alimentar. O salmão transgênico recebe o sinal verde depois de mais de 25 anos de exames.

RECEIO QUE O PEIXE ESCAPE PARA O MEIO AMBIENTE
Um dos principais argumentos dos críticos do AquAdvantage é o temor dos efeitos na natureza caso o peixe escape para o meio ambiente. A FDA afirma que as instalações nas quais o animal será criado – tanques em terra na ilha do Príncipe Eduardo (Canadá) e no Panamá – “dispõem de uma série de barreiras físicas múltiplas e repetidas para evitar que os ovos e os peixes escapem”. As instalações, explica a FDA, serão vigiadas com patrulhas com cachorros e rodeadas de arame farpado. Além disso, só serão produzidas fêmeas estéreis, segundo o órgão regulador, ainda que a técnica de esterilização não seja infalível.

O peixe transgênico aprovado na quinta-feira para consumo humano nos EUA tem um precedente em Cuba. Em 1999, cientistas do Centro de Engenharia Genética e Biotecnologia de Havana anunciaram que não detectaram “nenhum efeito em pessoas sãs voluntárias após consumirem tilápias (um grupo de peixes de origem africana) transgênicas  criadas em seu laboratório. Fonte:  @ZR, El País - 19 Nov 2015  

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