Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, janeiro 29, 2015

Crise de água: Deve afetar as indústrias no Estado de São Paulo

O vice-presidente da Fiesp e diretor-titular do Departamento de Meio Ambiente (DMA), Nelson Pereira dos Reis, disse que 60 mil estabelecimentos do setor, da Grande São Paulo e da região de Campinas devem ser afetados pela falta de água. Eles representam quase 60% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Estado. “Não é difícil imaginar o que a escassez de água pode representar para a atividade econômica da indústria na região” disse.

Além disso, as duas regiões representam metade do emprego industrial de São Paulo. São cerca de 1,5 milhão de empregos. Para Reis, demissões não estão nos planos a curto prazo. A última coisa que a indústria quer fazer é reduzir os postos de trabalho. Esperamos que  a crise de água seja temporária, mas se a crise se aprofundar e a empresa for obrigada a reduzir sua atividade, por exemplo, ficar um dia sem água, aí começará a impactar e as empresas terão que fazer contas. O diretor explica que, com a crise hídrica, as indústrias precisarão alterar hábitos e procedimentos e que isso afetará competitividade, produtividade e lucro.

A Fiesp relembra que há 42 projetos de reuso e conservação da água em São Paulo, com os quais 10 milhões de litros são economizados por ano. A entidade diz estar trabalhando “com orientações” para melhorar os procedimentos de reuso e reaproveitamento da água. Contudo, a federação afirma ainda  depender dos órgãos reguladores e das concessionárias de água  para otimizar tais processos. Até março, a Fiesp espera ainda ter pronto um estudo com a identificação de áreas onde seja possível buscar água subterrânea no Estado.

DEVE REDUZIR PIB INDUSTRIAL DE SÃO PAULO
O vice-presidente da Fiesp ressalta que o impacto econômico ficou claro a partir da última quinta-feira, 22 de janeiro, quando a Agência Nacional de águas (ANA) e o Departamento águas e Energia Elétrica (DAEE) publicaram uma resolução conjunta que determina que as indústrias que captam água diretamente da bacias dos Rios Jaguari, Camanducaia e Atibaia reduzam em 30% o consumo diário quando o volume útil dos reservatórios do Sistema Cantareira estiver abaixo de 5%, sob pena de multa. Hoje esse limite foi ultrapassado, isto é, já está sendo usada a reserva estratégica de água ou o chamado "volume morto".
 Isso vai significar uma freada muito grande na economia da região no primeiro trimestre, diz o vice-presidente da Fiesp, explicando que ainda não é possível quantificar o impacto. Ele observa que a situação é muito preocupante porque hoje, em plena estação das águas, o quadro de abastecimento é crítico. E a perspectiva é piorar com o início do período da seca, que começa em abril. Fontes: Economia Terra - 27 Jan 2015, Zero Hora - 27/01/2015  

Comentário:  A crise que está ocorrendo em alguns Estados devido a falta de chuva,  observa-se a total falta de planejamento em emergência.
Não estamos acostumados a planejar cenários críticos. Acreditamos que nunca irão acontecer. A estação de chuva está chegando, começou em outubro, até agora, apenas chuvisco, irá até março de 2015. Estamos torcendo, a chuva irá garantir o abastecimento até março de 2015?
Não simulamos cenários extremos, escassez de água. O que devemos fazer? Daqui a pouco esqueceremos tudo, o ciclo de chuva volta a sua normalidade.  A seca só acontece a cada 100 anos? As indústrias estão preparadas para eventual racionamento de água?
Há outros fatores que não são discutidos e agravam a escassez de água; desperdício, desmatamento, consumo excessivo de água; agricultura (68%), indústria (14%), crescimento populacional (14%).
Nos EUA os órgãos federais e estaduais simulam a vulnerabilidade do sistema em eventos extremos, contaminação, etc. Elaboram guias de planejamento de emergência. Aqui planejamos durante a crise.
“O desastre conota chance de risco. A própria palavra é derivada  da palavra latina, estrela do mal. Entretanto, reunir evidências suporta o fato de que as empresas podem tomar medidas que melhorarão a probabilidade de recuperação plena após um desastre. As empresas que planejam possibilidades de um desastre, que formulam estratégias para recuperação de funções críticas e que treinam os empregados para implementarem essas estratégias geralmente sobrevivem a desastres”. Fonte: Disaster Recovery Planning – Toigo, J.William

Marcadores:

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@11:08 AM