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sexta-feira, outubro 10, 2014

Histórico:Crise no abastecimento em São Paulo

REGISTROS HISTÓRICOS
Represa Jaguari, que integra o Sistema da Cantareira da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) fica com solo seco e rachado devido à falta de chuvas no Estado. O reservatório fica em Bragança Paulista (SP) e é o principal fornecedor de água para a capital e regulador da vazão dos mais importantes rios da região de Campinas

1900-1910-Em 1903, São Paulo enfrenta grande crise no abastecimento, em função de estiagem prolongada. Em 1907, é inaugurado o reservatório do Araçá, que aproveita a canalização do reservatório Cantareira, ligada à linha de sobras e que se prolonga até o espigão da avenida Paulista. Um ano depois, a companhia de energia elétrica Light and Power represa o rio Guarapiranga, na cabeceira do rio Pinheiros. A represa Santo Amaro, também chamada Guarapiranga, tinha na época capacidade para 196 milhões de metros cúbicos de água.

1910-1920-Em 1914, a cidade enfrenta uma epidemia de febre tifóide, circunscrita aos bairros baixos situados às margens do rio Tietê, provocada pelo uso das já então poluídas águas daquele rio. No mesmo ano se iniciam as obras para a adução das águas do rio Cotia. A primeira etapa previa a adução na Cachoeira da Graça, com reforço dos bairros altos da cidade. A segunda etapa – a adutora Água Branca-Cotia, é construída em 1920 e, assim a cidade passa a receber 156 mil metros cúbicos por dia. Este volume sofria reduções por conta de estiagens.

1920-1930-A água distribuída na cidade passa a ter cloramento obrigatório em 1925. Nesse mesmo ano, uma grande estiagem provoca crise no abastecimento e o governo, então, inicia as obras do sistema rio Claro, afluente do Tietê. Manancial situado na Serra do Mar, o sistema poderia fornecer água na razão de 6 metros cúbicos por segundo. Dois anos depois, começa o projeto de canalização e reversão do rio Pinheiros para gerar energia elétrica na Usina Henry Borden, por meio da construção das represas Billings e Rio das Pedras. Em 1928, agrava-se a falta d´água e a represa Guarapiranga passa a ser utilizada para abastecimento. No ano seguinte, a cidade sofre uma das maiores inundações de sua história com o transbordamento dos rios Tietê e Pinheiros.

Foto - Salto de Pirapora- Rio Tietê cheio e seco
1930-1940-Em 1934, o governo brasileiro decreta o Código das Águas, que prevê a utilização prioritária dos rios e bacias hidrográficas do País para a geração de energia elétrica. Em 1937, o reservatório da Moóca é concluído e, no ano seguinte, o sistema Rio Claro é reformado e passa a fornecer vazão de 3,3 metros cúbicos por segundo. No ano seguinte, inicia-se a canalização do rio Tietê.

1940-1950-Começa, em 1940, a operação de reversão do rio Pinheiros, para levar água do Tietê para a Billings para aumentar a capacidade de geração de energia da Usina Henry Borden. Em 1942, termina a construção da represa Billings e a reversão do rio Pinheiros.

1950-1960-O Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) é criado em 1951. Dois anos depois, é a vez do Conselho Estadual de Controle de Poluição das Águas do estado de São Paulo e tem início na cidade a construção de duas estações de tratamento de esgoto. Em 1954 a cidade de São Paulo completa 400 anos e é criado o Departamento de Águas e Esgotos (DAE). Em 1958, nova crise de abastecimento na cidade inicia a captação das águas do Rio Grande, na represa Billings. O governo estadual firma novo convênio com a Light para a retirada de 9,5 m3/s de águas da represa Guarapiranga. Essa meta, entretanto, só seria alcançada na década de 1970. Até lá apenas 4m3/s eram retirados e tratados.

Respresa  Atibainha
1960-1970-Durante a década começa o aterramento das várzeas do rio Tietê e a construção das pistas marginais. Em 1967, começam as obras no sistema Cantareira e, no ano seguinte, é criada a Companhia Metropolitana de Água de São Paulo (Comasp), empresa de economia mista, cujo principal acionista é o governo do estado, com o objetivo de captar, tratar e vender água potável no atacado aos 37 municípios que constituíam a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e também ao DAE. Ainda em 1968 é criado o Centro Tecnológico de Saneamento Básico (Cetesb), com a finalidade de dar suporte tecnológico ao setor.
Em 1966 teve início a construção do Sistema Cantareira, com entrada em operação em 1974.

1970-1980-A Companhia Metropolitana de Saneamento de São Paulo (Sanesp) é fundada em 1970 para interceptar e tratar os esgotos da Grande São Paulo. O DAE passa, então, a operar o sistema distribuidor de água e a coletar os esgotos do município, comprando água da Comasp, distribuindo-a aos seus consumidores, coletando esgotos e entregando-os à Sanesp para tratamento e disposição final. Nesse mesmo ano, a poluição das águas dos rios Tietê e Pinheiros provocam as primeiras florações de algas na Billings.

Em 1973, é criado o Plano Nacional de Saneamento (Planasa) com a missão de elaborar um planejamento de metas até 1980. Por conta desse planejamento, é criada a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), com o objetivo de planejar, construir e operar os sistemas de abastecimento de água e de coleta de esgotos em todo o estado. Em 1974, entra em operação a primeira etapa do sistema Cantareira, responsável por 4,5mil litros por segundo. Nos dois anos seguintes, cria-se a legislação que disciplina o uso do solo para a proteção de mananciais e outros recursos hídricos da RMSP.
Em 1975 tem início o Programa de Abastecimento de Água para a RMSP e cria-se o Parque Ecológico do Tietê. No ano seguinte, a Sabesp elabora o Plano Diretor de Suprimento de Água Potável para a RMSP e, em 1978, faz convênio com a prefeitura para atender favelas e núcleos de periferia.

Com a criação da Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo, em 1980, a Light deixa de atuar na cidade. Com o aumento da poluição na Billings, em 1982 é construída a barragem Anchieta, separando o Braço do Rio Grande do resto da represa, para garantir a qualidade da água e o abastecimento público. Em 1983, é criado o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema).
No ano seguinte, por conta da pressão de organizações ambientalistas, o governo estadual diminui a quantidade de água bombeada do rio Tietê para a Billings. Em 1986, a Sabesp faz o abastecimento metropolitano de água por meio dos sistemas Cantareira, Guarapiranga, Rio Claro, Billings, Alto e Baixo Cotia.

Em 1989, a Constituição de São Paulo assegura o princípio de preservação e recuperação dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, com prioridade ao abastecimento público. Restabelece ainda o prazo de três anos para a paralisação total do bombeamento das águas do Tietê para a Billings.

Com a criação da Eletropaulo – Eletricidade de São Paulo, em 1980, a Light deixa de atuar na cidade. Com o aumento da poluição na Billings, em 1982 é construída a barragem Anchieta, separando o Braço do Rio Grande do resto da represa, para garantir a qualidade da água e o abastecimento público. Em 1983, é criado o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema).

No ano seguinte, por conta da pressão de organizações ambientalistas, o governo estadual diminui a quantidade de água bombeada do rio Tietê para a Billings. Em 1986, a Sabesp faz o abastecimento metropolitano de água por meio dos sistemas Cantareira, Guarapiranga, Rio Claro, Billings, Alto e Baixo Cotia.

Em 1989, a Constituição de São Paulo assegura o princípio de preservação e recuperação dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos, com prioridade ao abastecimento público. Restabelece ainda o prazo de três anos para a paralisação total do bombeamento das águas do Tietê para a Billings.
Em 1991, é aprovada a Política Estadual de Recursos Hídricos. No ano seguinte, entra em operação o sistema Alto Tietê, formado por três reservatórios erguidos no alto da Serra do Mar, para captar água limpa para abastecimento da RMSP. Começa também a primeira etapa do projeto de despoluição do rio Tietê. Tem início o Programa Guarapiranga. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente restringe o bombeamento Tietê-Billings à situações emergenciais, como enchentes e colapso de energia elétrica. Um ano depois, por pressão das indústrias de Cubatão, é retomado o bombeamento Tietê-Billings, mas restrito à ameaça de enchente.

Em 1997, é aprovada a lei de proteção e recuperação de mananciais. Em 1999, o projeto Tietê conta com interceptadores, coletores-tronco e algumas estações de tratamento de esgoto. Tem início a elaboração do Programa de Recuperação Ambiental da Bacia Hidrográfica da Billings. Em 2000, a Billings passa a ser utilizada para o abastecimento de São Paulo. O governo estadual apresenta proposta de retomar o bombeamento da represa para aumentar a geração de energia na Usina Henry Borden, por meio da despoluição do rio Pinheiros com a tecnologia de flotação.
Em 2003, a estiagem torna crítico o nível armazenamento nos reservatórios do sistema Cantareira trazendo risco de colapso ao abastecimento de 50% da RMSP. Em 2004, Projeto de Lei que define a Área de Proteção e Recuperação dos Mananciais da Bacia Hidrográfica do Guarapiranga (Lei Específica do Guarapiranga) é encaminhada à Assembléia Legislativa do Estado de SP.

Seca atual em São Paulo é a maior em 45 anos
A seca em São Paulo no último período chuvoso, que vai de outubro a março, foi uma das mais graves já registradas. Segundo dados do IAG (Instituto de Astronomia e Geofísica) da USP (Universidade de São Paulo), esta foi a temporada com menos chuvas desde 1969. É o 13º ano mais seco desde que as medições começaram, em 1934, e também a pior desde a criação do Sistema Cantareira, em 1973.
As análises de falta de chuva dependem dos pontos meteorológicos escolhidos para o cálculo. De acordo com o local onde foi contabilizada a quantidade de chuva, tem-se um resultado maior ou menor para indicar quão severa é esta seca atual. No caso, o ponto considerado para a coleta de dados fica no próprio IAG, cuja sede está localizada na capital paulista.

OS ANOS MAIS SECOS
"Os três anos mais secos em 81 anos de dados do IAG USP foram 1941, 1934 e 1964. O professor Augusto José Pereira Filho, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas do IAG/USP, diz que até novembro de 2013, as chuvas foram bem próximas ou acima do normal. A seca atingiu uma área muito significativa do Sudeste. Na região onde está o posto do IAG/USP e a bacia de interesse [que abastece o Sistema Cantareira], os índices ficaram em torno de 50% abaixo do normal".
A Região Metropolitana de São Paulo, onde está o posto do IAG, tende a receber mais chuva em razão da ilha de calor urbano, lembra o professor.

CHOVE MENOS NOS ENTORNO DA REGIÃO DOS MANANCIAIS
"Chove menos nos entorno da região, onde estão os mananciais que suprem a demanda por água da capital", afirma Pereira Filho. "Todo essa chuva sobre São Paulo poderia ser aproveitada se não fosse a poluição das superfícies (lixo urbano), córregos e rios (esgoto)".
Fonte: Sabesp-Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, Sócio Ambiental  e UOL-16/05/2014

Atualizações:

07/02/2016 - Nível de água do Sistema Cantareira mantém em elevação 
Os outros quatro sistemas que abastecem os municípios paulistas tiveram queda no mesmo período.
Sistema Cantareira operava no sábado 35,8% e subiu no domingo para 36,1%, incluindo  o volume morto.  
■Alto Tietê operava com 28,6% no sábado, mas neste domingo estava com 28,5%.
■ Guarapiranga teve diminuição de 81,7% para 81,5%.
■ Rio Grande, que tinha 88,8% estava com 88,5% neste domingo.
■ Rio Claro foi de 80,7% para 80,3%.
■ Alto Cotia opera com 100%

Fonte: G1 - 07/02/2016 09h18  

Situação dos reservatórios de São Paulo em 30/12/2015
Depois de 19 meses, o sistema Cantareira atingiu na quarta-feira, 30 de dezembro de 2015 o seu volume útil, tendo recuperado o volume morto, água que fica abaixo do nível de captação das comportas.
O nível subiu hoje de 22,4% para 22,6%, percentual que corresponde à quantidade de água que existe no sistema em relação à capacidade total de armazenamento, incluindo as duas cotas do volume morto.
Outros reservatórios
No Sistema Alto Tietê, foi registrado pequena melhora no armazenamento, mas o nível ainda é baixo, passou de 23,3% para 23,5%.
No  Guarapiranga, o nível baixou de 90,9% para 88,2%.
No Rio Grande, o nível também caiu de 96,3% para 95,5%,
No Alto Cotia, o nível de armazenamento passou de 84,4% para 85,5%.

O Sistema Rio Claro ficou estável com de 71% de armazenamento. Fonte: UOL Notícias - 30/12/2015

Situação dos reservatórios de São Paulo em 22/10/2015
Foto: Represa do Jaguari, que integra o Sistema Cantareira, na região do Vale do Paraíba (SP), em  21/10/2015.
Sistema Cantareira-12,10%, O sistema ainda opera no volume morto. Atende 5,3 milhões de pessoas
Alto do Tietê – 13,9%. Atende 5 milhões de pessoas
Guarapiranga-75,8%.Atende 5,6 milhões de pessoas
Rio Grande-85,4%- Atende 1,5 milhão de pessoas
Alto Cotia-57,6%. Atende 400 mil pessoas
Rio Claro-54,6% . Atende 1,5 milhão de pessoas. Fonte:G1 São Paulo-22/10/2015



21/03/2015 - Nível do Sistema Cantareira sobe e supera média histórica para março
Até agora, choveu 180,6 mm nas represas do sistema, quando a média para o período é de 178 mm.
Foi o 15º dia consecutivo de alta no nível das represas que abastecem 5,6 milhões de pessoas na Grande São Paulo. O nível do Cantareira também subiu se levada em conta a nova metologia adotada pela Sabesp, que considera na capacidade total do sistema as duas cotas de volume morto adicionadas no ano passado. Por essa metodologia, o nível subiu de 12,4% para 12,6% neste sábado.
Apesar das elevações, a situação ainda é crítica, e a chuva que caiu nos últimos meses conseguiu recuperar apenas a segunda cota do volume morto. Para superar a primeira cota do volume morto, o sistema precisa chegar a 29,2%, ou seja, 0% do volume útil.
A conta para chegar ao índice do nível do reservatório só considerava o volume útil do sistema, que é de 982 bilhões de litros.
Todos os sistemas que abastecem a Grande São Paulo também tiveram alta neste sábado. Confira os valores divulgados pela Sabesp:
Sábado (21)
Alto Tietê - 22,5%
Guarapiranga – 81,5%
Alto Cotia – 61,5%
Rio Grande – 98,0%
Rio Claro – 41,1%
Sexta-feira (20)
Alto Tietê - 22,4%
Guarapiranga – 79,5%
Alto Cotia – 60,1%
Rio Grande – 97,8%
Rio Claro – 41,0%
Do G1 São Paulo

21/02/2015- Sistema Cantareira tem nova alta
O nível do sistema Cantareira subiu de 10,0% para 10,2% neste sábado (21), de acordo com boletim divulgado pela Sabesp nesta manhã. O reservatório, que abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo, tem recebido chuvas constantes e já superou a média histórica do mês. No entanto, o cenário ainda é crítico, embora o governo tenha dito nesta sexta-feira (20) que "não há nenhuma previsão de rodízio". Consumidores enfrentam a redução de pressão nas torneiras realizada pela Sabesp.
Segundo a companhia, quando o Cantareira atingir 10,7%, numericamente o sistema terá recuperado a segunda cota e entrará no primeiro volume morto, que vai até 18,5% do nível total. "Isto quer dizer que quando o sistema chegar 29,2% voltará ao volume útil (10,7% + 18,5%)", informou a Sabesp em nota.
Aumento nos sistemas
A alta verificada no Cantareira é a 17ª alta de fevereiro e a 15ª consecutiva. O aumento do nível desde o começo do mês é de 4,5 pontos percentuais. As represas voltaram ao patamar do dia 23 de novembro de 2014, quando já era captada água do segundo volume morto.
Há exatamente um ano, o sistema tinha 18,2% do seu volume regular. À época, nenhuma parte dos volumes mortos havia sido captada.
Veja os valores desta sexta (20) e sábado (21):
Sistema Cantareira – 10% sexta; 10,2% sábado
Sistema Alto Tietê – 17,8% sexta, 18,0% sábado
Sistema Guarapiranga – 57,1% sexta, 57,5% sábado
Sistema Alto Cotia – 36,6% sexta, 36,6% sábado
Fonte: G1 São Paulo

15/02/2015- Nível das represas do Sistema Cantareira sobe
O nível de água das represas do Sistema Cantareira subiu de 7,1%, no sábado (14), para 7,3% neste domingo (15), segundo boletim divulgado no site da Sabesp. Elas abastecem 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
Outros sistemas
Confira abaixo os níveis de sábado em comparação com este domingo dos outros cinco sistemas que atendem a Grande São Paulo:
Alto Tietê: subiu de 13,7% para 14,1%;
Guarapiranga: subiu de 55% para 55,2%;
Alto Cotia: subiu de 34,2% para 34,4%;
Rio Grande: subiu de 80,2% para 80,7%;
Rio Claro: subiu de 31,9% para 32,1%.
Na sexta-feira (13), o governo de São Paulo divulgou que não descarta rodízio de água. Também informou que irá criar um plano de contingência caso seja necessário adotar o racionamento. Escassez de chuvas e seca foram motivos apontados pelo governo como problemas no abastecimento. Por isso, recomenta à população que economize no consumo.
O Centro Nacional de Monitoramento de Desastres Naturais (Cemaden) em São José dos Campos (SP), divulgou relatório no início de fevereiro mostrando que o Cantareira poderia secar em junho considerando a média de chuva dos últimos meses. O relatório traz cinco cenários e, no pior deles, com previsão de chuva 50% abaixo da média, não haveria mais água no meio do ano. Fonte: G1 São Paulo

08/02/2015 - Nível do Sistema Cantareira tem ligeira alta
O nível do Sistema Cantareira subiu pelo quinto dia consecutivo e passou de 5,6% para 5,7% no domingo (8), segundo o último boletim da divulgado pela Sabesp. O conjunto de represas é responsável por abastecer 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo.
Os outros cinco sistemas que abastecem a Grande São Paulo também receberam chuvas nos últimos dias e registraram aumento.
A alta mais expressiva foi registrada no Sistema Rio Grande, que passou de 78,2% para 78,9%.
Confira o níveis dos sistemas que atendem a Grande São Paulo:
Cantareira: subiu de 5,6% para 5,7%;
Alto Tietê: subiu de 12,1% para 12,4 %;
Guarapiranga: subiu de 51,1% para 52,3 %
Alto Cotia: subiu de 32,2% para 32,6%;
Rio Grande: subiu de 78,2% para 78,9%;
Rio Claro: subiu de 30,9% para 31%.
Previsão de chuvas
As precipitações devem ficar abaixo da média pelo menos até abril. É o que prevê o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério de Ciência e Tecnologia. O resultado foi divulgado em 16 de janeiro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em Brasília. Fonte: G1 São Paulo

01/02/2015 - Cantareira volta a cair após sete dias com mesmo nível
O Sistema Cantareira, que abastece 6,2 milhões de pessoas na Grande São Paulo, começou fevereiro em queda após sete dias com estabilidade. Neste domingo (1º), as represas tinham 5% da capacidade, contra os 5,1% que apresentavam desde 25 de janeiro, segundo dados da Sabesp divulgados nesta manhã.
Entre os seis sistemas que abastecem a região metropolitana, o Cantareira foi o que recebeu o maior volume de chuvas neste sábado (31): 10,7 mm. A chuva não foi suficiente, no entanto, para conter a queda no nível das represas. Janeiro foi o 12º mês no Cantareira com precipitação abaixo da média história desde janeiro de 2014, início da crise.
A última vez em que o Cantareira subiu foi no dia 26 de dezembro de 2014. De lá para cá, se manteve estável ou perdeu mais água do que recebeu. A última sequência de quedas, entre 12 e 25 de janeiro, foi a terceira maior desde o início da crise hídrica, no começo do ano passado. O sistema já utiliza sua segunda cota de volume morto.
Confira os níveis dos sistemas que atendem a Grande São Paulo:
Cantareira: caiu de 5,1% para 5%
Alto Tietê: subiu de 10,8% para 11%;
Guarapiranga: caiu de 48,1% para 47,9%;
Alto Cotia: caiu 28,4% para 28%;
Rio Grande: subiu de 74,7% para 75%;
Rio Claro: subiu de 28,3% para 28,8%.
Previsão
As precipitações devem ficar abaixo da média pelo menos até abril. É o que prevê o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal do Ministério de Ciência e Tecnologia. O resultado foi divulgado em 16 de janeiro, na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico. Fonte: G1 São Paulo

05/01/2015-Nível de 5 dos 6 principais mananciais de SP cai nesta segunda
De acordo com boletim divulgado pela Sabesp, o nível do sistema Cantareira baixou 0,1 ponto percentual e opera com 7% de sua capacidade. Nos últimos três dias, o Cantareira havia permanecido estável.
O reservatório é responsável pelo atendimento de 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo e já opera com a segunda cota do volume morto (água do fundo do reservatório que não era contabilizada).
O nível do Alto Tietê, que também está em estado crítico, também baixou 0,1 ponto percentual em relação ao dia anterior e opera com 11,8% de sua capacidade.
O sistema abastece 4,5 milhões de pessoas na região leste da capital paulista e Grande São Paulo. Com a adição do volume morto no dia 14 de dezembro, o sistema ganhou volume adicional de 39,5 milhões de metros cúbicos de água da represa Ponte Nova, em Salesópolis (a 97 km de São Paulo).
O nível do reservatório Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, foi o que registrou a maior queda: 0,7 ponto percentual em relação ao dia anterior e opera com 30,4% de sua capacidade nesta segunda.
A represa de Guarapiranga, que fornece água para 4,9 milhões de pessoas, registrou queda 0,3 ponto percentual em relação ao dia anterior e opera com 40% de sua capacidade. Já o nível do sistema Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, baixou 0,1 ponto percentual e opera com 30,8% de sua capacidade.
De acordo com a Sabesp, o reservatório de Rio Grande, que atende a 1,2 milhão de pessoas, opera com 72,1% de sua capacidade após subir 0,1 ponto percentual em relação ao dia anterior. A medição da Sabesp é feita diariamente e compreende um período de 24 horas: das 7h às 7h.. Fonte: Folha de São Paulo 

24/12/2014-Depois de 251 dias, Cantareira registra primeira alta no nível da água
Após 251 dias sem registrar aumento de forma natural, o sistema Cantareira, enfim, subiu. Principal reservatório da região metropolitana ao abastecer 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, o Cantareira passou de 6,7% para 7% nesta quarta-feira (24), segundo a Sabesp.
A última vez na qual a régua do manancial havia subido foi em 16 de abril.
A alta foi consequência das chuvas que atingem a região metropolitana nos últimos dias. Somente ontem, o sistema recebeu 52,4 mm de água, o que representa 24% da média história para dezembro (220,9 mm). No acumulado do mês, o Cantareira acumula 140 mm (63% da média). Fonte: UOL Notícias
Outros cinco reservatórios de SP também sobem
Além do Cantareira, todos os demais cinco reservatórios que abastecem a região também registraram alta.
O nível do Alto Tietê, que também está em estado crítico, subiu de 10,5% para 11,1%. O sistema, que abastece 4,5 milhões de pessoas, já tem acumulado 153 mm de chuvas no mês, 79% da média histórica.
A represa Guarapiranga, que fornece água para 4,9 milhões de pessoas, subiu 1,7 ponto percentual e opera com 38,3% de sua capacidade.
O reservatório de Rio Claro, que atende a 1,5 milhão de pessoas, passou de 66,7% para 69%.
O reservatório de Rio Grande, que atende a 1,2 milhão de pessoas, opera com 69% de sua capacidade após subir 2,3 pontos percentuais.
O sistema Alto de Cotia, que fornece água para 400 mil pessoas, passou de 30,2% para 31,5%. Fonte: UOL Notícias

14/12/2014-Nível do Cantareira recua
Mesmo com as chuvas dos últimos dias no Estado de São Paulo, o nível de armazenamento de água do Sistema Cantareira recuou 0,1 ponto porcentual de sábado (13) para domingo (14), ficando em 7,3%, segundo informações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Já o índice de armazenamento do Sistema Tietê caiu de 4,2% para 4,1%. Entretanto, como a Sabesp iniciou a captação inicial de mais 39,46 milhões de metros cúbicos da represa Ponte Nova, o nível do Alto Tietê passou a ser agora de 10,7%. O Sistema Guarapiranga teve alta no volume armazenado, de 33,4% para 34,8%. O Alto Cotia subiu de 29,6% para 30,3% e o Rio Grande avançou de 64% para 64,3%. O Sistema Rio Claro, por sua vez, caiu de 26,6% para 25,9%- Fonte: UOL Noticias

03/12/2014 - Sem chuva, nível de água continua caindo nos reservatórios de SP
Não choveu em nenhum dos seis reservatórios que abastecem a Grande São Paulo entre ontem e esta quarta-feira (3). Resultado: o nível dos mananciais caiu mais uma vez. O do Sistema Cantareira, que fornece água para 6,5 milhões de pessoas, passou de 8,5% para 8,4%; o do Alto Tietê, que abastece 4,5 milhões de pessoas, caiu de 5,5% para 5,4%; e o do Guarapiranga, responsável pelo abastecimento de 4,9 milhões de pessoas, teve queda de 0,4 ponto percentual, chegando a 32,7%. As informações são da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Fonte: UOL Noticias

24/11/2014- Nível do Cantareira não sobe há 222 dias e cai para 9,4%
O nível do Cantareira, que abastece um terço da população da Grande São Paulo (6,5 milhões de pessoas), teve nova queda nesta segunda-feira (24), chegando a 9,4%, segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). O índice do sistema não sobe há 222 dias. A última vez que registrou alta foi em 16 de abril. O nível do Alto Tietê, que fornece água para 4,5 milhões de pessoas, também caiu, passando de 6,1% para 5,9%. O do Guarapiranga, responsável pelo abastecimento de 4,9 milhões de pessoas na região, teve queda de 0,1 ponto percentual, chegando a 32,2%. Fonte: UOL Noticias  

19/11/2014 - Nível do Cantareira cai para 10%, percentual que resta do 2º volume morto
O nível de água do Sistema Cantareira, que fornece água para um terço da população da Grande São Paulo (6,5 milhões de pessoas), caiu 0,2 ponto percentual de ontem (18) para hoje (19), chegando a 10%, segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo). Esse percentual é o que resta de água da segunda cota do volume morto, água que fica no fundo das represas e que começou a ser usada no último fim de semana. Em uma semana, o índice do Cantareira caiu 1%. O nível também caiu nos outros mananciais que abastecem a região. O do Alto Tietê passou de 6,9% para 6,7% e do Guarapiranga, de 34% para 33,7%. O sistema que apresentou maior queda foi o Rio Claro, cujo índice caiu 0,6 ponto percentual, chegando a 34,8%. Fonte: UOL Noticias

31/10/2014 - Déficit de água no Cantareira chega a 49,8 bilhões de litros
Em outubro, entraram nos reservatórios do sistema Canteira somente 10,7 bilhões de litros, quando a média é de 72,5 bilhões. Em contrapartida, 60,5 bilhões de litros deixaram as represas neste mês para abastecer 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo que ainda dependem do Cantareira e mais 5,5 milhões na região de Campinas, no interior paulista. Isso significa que o déficit de água alcançou 49,8 bilhões de litros, ou 5% da capacidade do sistema. O agravamento da seca no Cantareira em outubro frustrou a expectativa dos órgãos reguladores do manancial e da Sabesp e antecipou o fim da primeira cota do volume morto. No início, os 182,5 bilhões de litros da reserva profunda das represas captados desde maio não seriam usados integralmente. Depois, projetou-se que durariam até 21 de novembro, passando ao dia 15 do próximo mês na última simulação. Agora, a previsão é de que se esgote em uma semana. A Sabesp usará uma segunda reserva, de 105 bilhões de litros, para manter o abastecimento na Grande São Paulo até março de 2015 sem precisar decretar racionamento oficial. As regras de uso ainda estão sendo discutidas pelos órgãos reguladores dos governos federal e paulista, embora a Sabesp já esteja captando água do segundo volume da Represa Atibainha, um dos reservatórios do Cantareira, na cidade de Nazaré Paulista. Fonte: UOL Notícias 

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