Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

domingo, setembro 29, 2013

Vestimentas de alta visibilidade garantem a segurança do trabalhador

Os vestuários de alta visibilidade vêm sendo utilizados com frequência em atividades que visam à garantia da segurança do usuário, bem como dos demais envolvidos, principalmente em uso externo.
São amplamente utilizados, por exemplo, em funções ligadas ao transporte:
■ motofrete, mototáxi, pistas de pouso e decolagem em aeroportos,
■ manutenção de rodovias e ferrovias, entre outros.
Estes vestuários compreendem trajes pessoais de proteção e segurança, cujo objetivo é garantir a visibilidade diurna e noturna do usuário, pelo emprego de materiais retrorrefletivos e fluorescentes.

MATERIAIS RETRORREFLETIVOS
Os materiais retrorrefletivos permitem a reflexão da luz no sentido oposto da fonte com o mínimo de dispersão, quando incidida sobre a superfície, mesmo em condições adversas como fumaça, neblina e chuva. Uma vez que tais trajes devem garantir um contraste com os ambientes de utilização, sob certos iluminantes, o emprego de materiais fluorescentes – devido à sua propriedade de emitir radiação óptica, cujos comprimentos de onda são maiores do que os absorvidos – aumenta a visibilidade diurna, principalmente ao amanhecer e entardecer.
Dependendo da aplicação da vestimenta, esses materiais são empregados individual ou conjuntamente, a fim de abranger as mais variadas condições de uso final (end use), cumprindo a função de proteção e segurança.

AVALIAÇÃO DA CONFORMIDADE DE VESTUÁRIOS DE ALTA VISIBILIDADE,
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) possui o Laboratório de Têxteis e Confecções que avalia a conformidade de vestuários de alta visibilidade, como os coletes de segurança – de acordo com as exigências da Portaria n° 390 do Inmetro, de 04 de novembro de 2008, bem como das Resoluções Conmetro 219 e 251, a ela associadas – e peças como calças, camisas, capas e macacões, atendendo às normas internacionais e nacionais. Os ensaios compreendem tanto avaliação do desempenho (resistência à penetração da água, à ruptura e ao intemperismo, e também solidez da cor), como também ergonomia, etiquetagem e apresentação das embalagens.

NORMA DA ABNT
Já a NBR 15292 de 05/2013 – Artigos confeccionados – Vestimenta de segurança de alta visibilidade especifica os requisitos para vestimenta de segurança de alta visibilidade, capaz de sinalizar visualmente a presença do usuário. A vestimenta de alta visibilidade se destina a fornecer conspicuidade ao usuário em qualquer condição de luminosidade quando visto por operadores de veículos ou outro equipamento mecanizado durante as condições de luz do dia e sob iluminação de faróis no escuro. Esta norma aplica-se a materiais fluorescentes e retrorrefletivos, bem como a áreas mínimas e disposição dos materiais na vestimenta de segurança.
Esta norma fornece orientação para confecção de vestimentas de segurança de alta visibilidade para uso profissional, com o intuito de prover conspicuidade ao usuário em diversos períodos do dia. O desempenho dos materiais a serem utilizados para confecção destas vestimentas e o posicionamento daqueles necessários para garantir a visibilidade do usuário é especificado juntamente com as áreas mínimas.
Nesta norma são recomendados requisitos mínimos para material fluorescente, retrorreflexão, áreas mínimas e configuração dos materiais. Métodos de ensaio são sugeridos nesta norma para ajudar a garantir que um nível mínimo de conspicuidade seja mantido quando vestimentas de alta visibilidade são sujeitas a processos de uso e lavagem.

VESTIMENTAS E CLASSES DE RISCO
As vestimentas de segurança de alta visibilidade são divididas em três classes de risco. Em caso de duas ou mais situações de riscos, deve sempre prevalecer a classe de maior risco.

Classe 1
Oferece o mínimo de material necessário para diferenciar o indivíduo do ambiente de trabalho. A visibilidade  é aquela que reúne as seguintes condições: atenção total, concentrada e não dividida em relação ao tráfego de aproximação; separação ampla entre o trabalhador e o trafego de veículos; visibilidade ótima em ambientes não complexos (sem poluição visual e sonora), tráfego de veículos restrito e velocidades dos veículos e equipamentos móveis que não excedem 40 km/h. Exemplos de trabalhadores nesta classe devem incluir: trabalhadores direcionando operadores de veículos em estacionamentos/locais de serviço; trabalhadores retirando carrinhos de compras de áreas de estacionamentos e trabalhadores expostos ao tráfego de equipamentos em depósitos.

Classe 2
Oferece visibilidade superior para o indivíduo com o aumento da cobertura do tronco, e é mais distinta do que a Classe 1. A visibilidade Classe 2 é indicada para atividades ocupacionais nas quais os níveis de risco excedem os da Classe 1, como: condições adversas, como neblina, fumaça, chuva, etc.; ambientes complexos (poluição visual e sonora); tarefas que desviam a atenção do tráfego de veículos que se aproximam; velocidades dos veículos ou equipamentos móveis inferiores a 80 km/h; trabalhos em área de tráfego de veículos ou em sua proximidade. Exemplos de trabalhadores nesta classe devem incluir: trabalhadores na construção e manutenção de áreas urbanas e caminhos ou calçadas laterais; trabalhadores dos serviços de água, gás, energia, limpeza, telefonia, correios, etc., que atuam em áreas urbanas; trabalhadores que manuseiam bagagem e equipes de terra em aeroportos, portos e estações ferroviárias e rodoviárias; e trabalhadores que operam veículos de entrega e equipes de inspeção.

Classe 3
Enquanto o tipo de vestimenta e o tamanho do indivíduo ditam a área da roupa, é intenção desta norma que a performance da Classe 3 ofereça maior visibilidade para o indivíduo tanto nos ambientes complexos como através de uma ampla variedade de movimentos do seu corpo. Independente do material utilizado, vestimentas sem calças e mangas ou apenas o uso de coletes não deverão ser considerados de performance Classe 3. Para atividades ocupacionais cujos riscos excedem o da Classe 2, recomenda-se a visibilidade da Classe 3.

A Classe 3 inclui: trabalhadores expostos ao tráfego de veículos com velocidade superior a 80 km/h; trabalhadores exercendo sua atividade em ambiente complexo e adverso. Exemplos de trabalhadores nesta classe devem incluir: trabalhadores do setor da construção e manutenção de autoestradas; trabalhadores dos serviços de água, gás, energia, limpeza, telefone, correios, etc., atuando em autoestradas; trabalhadores de pedágio e equipes de inspeção; trabalhadores de atendimento de emergências e resgate em autoestradas (equipes médicas, bombeiros, guinchos, etc.); e trabalhadores de aplicação da lei (policias de trânsito, fiscais de tráfego etc.). É a intenção deste item servir apenas como uma ferramenta de avaliação. Algumas condições específicas, tais como atmosféricas, visão/distâncias do pare, treinamentos, regulamentações, proximidade, etc. devem ser levadas em conta para a avaliação de risco/segurança necessária. A velocidade dos veículos não deve ser considerada de forma isolada destas outras variáveis.

As faixas de materiais retrorrefletivos e de desempenho combinado não podem apresentar largura inferior a 50 mm e seu desempenho fotométrico mínimo deve estar de acordo com a norma. Os materiais fluorescente e retrorrefletivo devem circundar o tronco e, quando aplicável, mangas e pernas, garantindo 360° de visibilidade. Além disso, partes superiores (camisa ou capa) poderão apresentar material retrorrefletivo ou de desempenho combinado sobre os ombros, os quais se conectam com as faixas que circundam o tronco.

Sempre que forem colocadas faixas múltiplas de materiais retrorrefletivos, estas devem estar espaçadas, de forma a apresentar uma distância mínima igual à largura da faixa, ou seja, 50 mm. Sempre que forem aplicados materiais retrorrefletivos paralelos à borda inferior das peças superiores (camisa ou capa) e inferiores (calça) da vestimenta, eles devem estar posicionados no mínimo 50 mm acima da borda inferior da peça.

Sempre que forem colocados materiais retrorrefletivos paralelos à manga da vestimenta, eles devem ser posicionados no mínimo 50 mm acima do punho. Coletes com aberturas laterais devem ser construídos de tal maneira que o usuário para o qual foi elaborado possa utilizá-lo sem que as aberturas e lacunas laterais sejam superiores a 50 mm na horizontal, garantindo 360° de visibilidade. As capas de longo comprimento devem ter faixas de material retrorrefletivo adicionais posicionadas abaixo da cintura e no mínimo 50 mm acima da borda inferior da peça, de forma a permitir 360° de visibilidade para o usuário.

Quando materiais de alta visibilidade forem aplicados também em calças, utilizadas em conjunto com vestimenta superior (camisa ou capa Classe 2), a classificação do conjunto deve ser Classe 3. A vestimenta de Classe 3 deve ser composta por vestimenta superior (camisa ou capa) e inferior (calça) de alta visibilidade, ou mesmo macacão.

Para as Classes 1 e 2, a aplicação de material retrorrefletivo é requerida apenas na parte superior da vestimenta. Qualquer interrupção (para garantir o fechamento da vestimenta ou emendas) na extensão da faixa retrorrefletiva ou no material de desempenho combinado não pode ser maior do que 50 mm, quando medida paralelamente à direção da faixa, e o total de descontinuidade não pode ser maior do que 100 mm nas faixas que circundam o tronco e 50 mm nas faixas que circundam as mangas e pernas, garantindo 360° de visibilidade. Fonte: Banas Qualidade - 19/09/2013 

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Vídeo 1:

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terça-feira, setembro 17, 2013

Responsabilidade do empregador em caso de acidente do trabalho.

Há dois tipos distintos de responsabilidade para o empregador, quando o empregado sofre acidente do trabalho:
■ a primeira é a obrigatoriedade de constituir seguro contra acidentes do trabalho, conforme art. 7º, inciso XXVIII, da Constituição Federal (CF), que está regulada pelo art. 22, inciso II, da Lei n. 8.212/91. Trata-se do Seguro de Acidentes de Trabalho - SAT, cujo pagamento está a cargo da Previdência Social, mas é custeado integralmente pelas empresas com taxas que variam de 1% a 3% (que pode ser dobrado) conforme o risco de acidente do trabalho, em decorrência da atividade preponderante da empresa ser considerado leve, médio ou grave. O SAT não se confunde com o seguro de acidentes pessoais ou seguro de vida.

Assim, o trabalhador acidentado tem direito às seguintes coberturas acidentárias, pagas pelo INSS (Instituto Nacional de Seguro Social), com os recursos provenientes do SAT:
a) auxílio-doença acidentário;
b) auxílio-acidente mensal;
c) aposentadoria por invalidez;
d) pensão por morte e;
e) habilitação e reabilitação profissional e social.
Tais benefícios são pagos pelo INSS, independentemente da existência de culpa do empregador.

■ a segunda é a obrigação do empregador que também decorre do art. 7º inciso XXVIII da CF, que é responsabilidade indenizatória com base no direito civil (art. 186 do Código Civil), em face de dolo ou culpa. Estabelece o art. 186 do Código Civil que: "Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito".

SEGURO DE RESPONSABILIDADE CIVIL
De acordo com o art. 7º, inciso XXVIII, da CF, o seguro obrigatório (SAT) a cargo da Previdência Social (INSS) não cobre e nem exclui as reparações por danos materiais, morais e estéticos (indenizações por danos morais, materiais e estéticos): "Seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo ou culpa".

No mesmo sentido, estabelece o art. 121 da Lei n. 8.213/91:"O pagamento pela Previdência Social, das prestações por acidente do trabalho não exclui a responsabilidade civil da empresa ou de outrem"

Isso quer dizer que se o empregado sofre acidente do trabalho por culpa do empregador (exemplo: o empregado sofre amputação de três dedos da mão e fica configurada a culpa do empregador, porque este não lhe deu o treinamento de segurança obrigatório) e a sua capacidade laborativa fica reduzida, caberá ao empregador pagar indenização por danos materiais, que compreende o pagamento das despesas de tratamentos médicos, hospitalar, fisioterapia,  medicamentos, próteses, pensão vitalícia em razão da redução da capacidade laborativa, bem como indenizações por danos morais e danos estéticos.

Para suportar as altas indenizações que são fixadas nas ações movidas pelos empregados acidentados, algumas empresas contratam seguro de responsabilidade civil, cujo valor pago pela Seguradora pode ser compensado com aquele fixado pelo Juiz. Não há obrigação legal de o empregador contratar o seguro de responsabilidade civil.

A compensação de valores é permitida porque o objetivo do seguro de responsabilidade civil contratado pela empresa se destina justamente para fazer frente a tais indenizações decorrentes do direito civil, devidas pelo empregador. Fonte: Última Instância, 16.09.2013

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sábado, setembro 14, 2013

Cuidados necessários em instalações de amônia

As empresas que utilizam instalações frigoríficas com amônia (NH3) como refrigerante, devem possuir equipamentos básicos de segurança pessoal para cada trabalhador envolvido diretamente com a planta.

CONDIÇÕES BÁSICAS DAS INSTALAÇÕES:
Os equipamentos de emergência devem estar dispostos em locais de fácil acesso e fora da sala de máquinas.
As salas de máquinas precisam ser bem projetadas e construídas, obedecendo aos padrões de segurança estabelecidos.
É importante observar que a sala de compressores necessita de aberturas para ventilação e, nos casos de ambientes fechados, que tenha uma altura mínima de 4 metros de pé direito, com no mínimo duas saídas de emergência.

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA NECESSÁRIOS NAS INSTALAÇÕES:
Uma máscara contra gases para o rosto inteiro com recipientes "refil" de amônia anidra.
Equipamento autônomo do tipo usado pelo Corpo de Bombeiros.
Óculos de proteção.
Um par de luvas protetoras de borracha (PVC).
Um par de botas protetoras de borracha (PVC).
Uma capa impermeável de borracha e/ou calças e jaqueta de borracha.
Um par de óculos protetores, justo e arejado.
Um chuveirinho, bem acessível, instalado nas áreas críticas para lavagem de olhos.
Extintores de incêndio de CO2 e pó químico seco.
Hidrantes com equipamentos hidráulicos de combate a incêndio e vazamento.
Exaustores portáteis.
Com estes equipamentos, o pessoal estará pronto para fazer as intervenções necessárias em caso de vazamentos. Mas é importante lembrar, que os trabalhadores envolvidos na operação da instalação, recebam treinamentos periódicos para utilização dos equipamentos de segurança. Fonte: York Refrigeration

Dados compilados do Departamento Estadual de Saúde de Nova York, no período de 1993-1998, em relação a 107 vazamentos de amônia investigados pela equipe de fiscalização de emergência de substâncias perigosas:

AS PRINCIPAIS INSTALAÇÕES REGISTRADAS FORAM:
Tubulações - 44%,
Armazenagem – nível do solo - 21%,
Processo sob pressão - 10% e
Manipulação de material – 8%

OS FERIMENTOS PREDOMINANTES ASSOCIADOS COM LIBERAÇÕES DE AMÔNIA FORAM:
Problemas respiratórios (54%)
Irritação de olho (26%) e
Tontura/ efeitos no sistema de nervo central - (24%).

CAUSAS DE LIBERAÇÃO DE AMÔNIA, POR TIPO DE INDÚSTRIA:
Alimentícia e Bebida – 31%
Indústria Química /Manufatura – 29%
Depósito/Atacadista – 12%
Diversos – 28%

CAUSAS DE LIBERAÇÃO DE AMÔNIA, POR TIPO DE INDÚSTRIA E VÍTIMAS:
Alimentícia e Bebida – 31%
Deposito/Atacadista – 10%

FALHA DE EQUIPAMENTO POR TIPO DE INDÚSTRIA:
Alimentícia e Bebida – 26%
Indústria Química /Manufatura – 20%

TIPO DE FALHA DE EQUIPAMENTO – TUBULAÇÃO
Alimentícia e Bebida – 17%
Indústria Química /Manufatura – 12%

AS MEDIDAS PARA REDUZIR AS VÍTIMAS INCLUEM;
Melhoria no treinamento dos empregados,
Melhoria no uso adequado de equipamento de proteção pessoal – EPI

Melhoria na manutenção de equipamento ou estudo para mudança de processo.

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quinta-feira, setembro 12, 2013

Vazamento de amônia mata pelo menos 15 na China

Por volta de 10 h 50,  sábado, 31 de agosto, ocorreu  vazamento de amônia na unidade de refrigeração da empresa Wengpai Cold Storage Industrial Co no distrito de Baoshan, Xangai, matou 15 trabalhadores,  outros 26 ficaram intoxicados e 5  gravemente feridos.
A empresa atua na importação e exportação de produtos aquáticos, armazenamento, processamento e venda.  Tem capacidade para congelar 150 toneladas de produtos por dia e emprega cerca de 200 trabalhadores.


CAUSA PROVÁVEL
Vazamento de uma tubulação

EMERGÊNCIA
Mais de 200 pessoas de equipes de emergência chegaram ao local em 25 viaturas de bombeiros. Eles evacuaram a área, os produtos químicos  foram diluído com água e socorreram sobreviventes.
Equipes de hospitais, polícia e   equipe da agência do meio ambiente foram ao local  , enquanto a polícia isolou a área .
Todos os feridos  foram encaminhados aos hospitais. Cinco estão em estado crítico.

VÍTIMAS
A maioria estava no alojamento. Na China é comum alojamento para os trabalhadores.

CONTAMINAÇÃO
Cheiro de amônia ainda era forte na  empresa no início da tarde . Os trabalhadores foram autorizados retornar a fábrica após três horas , depois da área ser liberada e considerada segura.
A agência de proteção do meio ambiente disse que o vazamento não afetou a vizinhança e está monitorando as áreas no entorno da empresa.

TESTEMUNHAS
■ O cheiro era muito pior do que a fumaça de um incêndio. Eu deitado no chão e não conseguia respirar e quase  perdi a consciência, disse Gu Qijue , que foi intoxicada e está recebendo tratamento no Hospital Dachang no distrito de Baoshan. Ela foi resgatada por bombeiros  na área de dormitório, no quarto andar da fábrica.
■ Fui acordado por um cheiro", disse Li Qiufen , um trabalhador hospitalizado. "Eu não conseguia respirar. Saí do quarto e encontrei o odor vindo da loja da fábrica.Houve gritaria e caos.
■ Não havia nenhum lugar para se esconder. Rolei no chão , sufocando, disse outro trabalhador intoxicado.

AMÔNIA 
É um gás utilizado em processos de refrigeração. O gás é corrosivo e volátil pode causar asfixia após a inalação.

FALHA NA SEGURANÇA
Um especialista em segurança  disse que o vazamento de amônia não deveria  causar  tantas mortes se as medidas de prevenção de risco e rotas de evacuação estivessem em ordem .É  muito provável que o sistema de ventilação ou rotas de fuga falhou,  ou ambos.
Fonte: China Daily - 2013/09/01 e Xinhua News - 2013-08-31

Comentário
A amônia, à temperatura ambiente e pressão atmosférica, é um gás tóxico, corrosivo na presença da umidade, inflamável, incolor, com odor muito irritante e altamente solúvel em água.

APLICAÇÃO
Amônia é muito utilizada, como agente refrigerante, em unidades de refrigeração industrial; na preparação de fertilizantes como nitrato de amônia, sais de amônia e uréia, além de fertilizantes contendo superfosfato e nitrogerantes que são soluções de amônia e nitrato de amônia.

EFEITOS SOBRE O HOMEM E TOXICIDADE
A amônia é um gás tóxico e corrosivo na presença de umidade, agindo principalmente ao sistema respiratório, exercendo uma ação corrosiva e causando grande irritação. Sua inalação causa tosse, dificuldades respiratórias, inflamação aguda do sistema respiratório, edema pulmonar, formação de catarro, secreção de saliva e retenção de urina. Sua presença no ar causa irritação nos olhos imediatamente.
A inalação de amônia em altas concentrações produz um acesso de tosse violento devido a sua ação nas vias respiratórias. Se não for possível escapar rapidamente do local, a vítima sofrerá forte irritação dos pulmões, edema pulmonar e até mesmo a morte.
Caso amônia liquida seja engolida, ela causará uma corrosão severa da boca, garganta e estômago.
A exposição às altas concentrações do gás pode causar queimadura nos olhos e cegueira temporária. O contato direto dos olhos com amônia liquida causará queimaduras muito sérias nos olhos. O contato da amônia com a pele, dependendo da intensidade, poderá causar irritação ou queimaduras.
Efeitos provocados no organismo das vítimas:
A grande maioria sofria com problemas decorrentes da intoxicação:
Com irritação nos olhos e garganta.
Quadro respiratório crítico.
Crises convulsivas, resultante do alto grau de absorção do gás.

PRIMEIROS SOCORROS
Remova a vítima imediatamente para um lugar descontaminado de preferência ao ar livre. Caso a pessoa esteja apresentando dificuldades respiratórias pode ser administrado oxigênio. Caso a pessoa apresente perda de consciência e parada respiratória, é necessário fazer respiração artificial (boca a boca) seguida de administração de oxigênio. Caso haja parada cardíaca, massagem cardíaca simultaneamente a respiração artificial será necessária, fazendo-se 5 massagens cardíacas e uma respiração alternadamente. Em qualquer caso chame imediatamente um medico ou socorro especializado.

Caso as roupas da pessoa não estejam contaminadas com amônia, elas devem ser removidas imediatamente e todas as áreas da pele afetadas devem ser lavadas com água em abundância. Se existirem chuveiros de emergência na área, a vítima deve ser colocada sob o mesmo e as áreas afetadas lavadas com água em abundância.

Em caso de contato dos olhos com amônia liquida ou vapor, os mesmos devem ser lavados com água em abundância por pelo menos 15 minutos, caso a pessoa utilize lentes de contato, as mesmas devem ser removidas para garantir que a água consiga lavar o local atingido. Caso seja notado que a irritação dos olhos persiste os mesmos devem ser lavados por um segundo período de 15 minutos e a pessoa encaminhada a um oftalmologista imediatamente.
Caso haja suspeita que a pessoa tenha engolido amônia, ela deve beber grandes quantidades de limonada e ser imediatamente encaminhada ao médico

DETECÇÃO DE VAZAMENTOS
Devido à toxicidade e corrosividade da amônia, todos os equipamentos: válvulas, reguladores de pressão, conexões, tubulações, etc. que se destinem à com ele ser utilizados devem ser devidamente testados e condicionais antes do uso. Três métodos de teste que podem ser utilizados estão listados abaixo em ordem de preferência:
1. Pressurizar o sistema com hélio industrial e testar todas as conexões com um detector de vazamento de hélio, normalmente um espectrômetro de massa. Este teste necessita ser realizado por um especialista, porém, dá excelentes resultados e o sistema se torna altamente confiável.
2. Pressurizar o sistema com uma mistura de no máximo 5% de Hidrogênio em Nitrogênio e testar todas as conexões com um detector de condutividade térmica. Este teste necessita ser realizado por uma pessoa adequadamente treinada, dá resultados muito satisfatórios e o sistema se torna confiável.

3. Pressurizar o sistema com nitrogênio e testar todas as conexões e pontos suspeitos com uma mistura de água e detergente. Este teste pode ser feito por quase qualquer pessoa, porém os resultados podem não ser os mais seguros e pequenos vazamentos podem não ser detectados. Por se tratar de equipamento que será utilizado com gás tóxico e corrosivo na presença de umidade este método não é o mais recomendado. Após a detecção e correção dos vazamentos, é imprescindível a secagem dos equipamentos através da passagem de nitrogênio seco por seu interior, ate haver plena certeza que toda a umidade residual tenha sido eliminada. Fonte: Gama Gases

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segunda-feira, setembro 09, 2013

Acidente de trabalho mata 1 por dia em São Paulo

Levantamento da Secretaria de Saúde de São Paulo mostra que, na média, pelo menos uma pessoa morre por dia vítima de acidente de trabalho nos municípios paulistas. Com base nos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, o órgão paulista registrou 457 acidentes de trabalho fatais em 2012, contra 507 no ano anterior e 472, em 2010. Apesar da ligeira queda em relação aos dois anos anteriores, o número de óbitos mostra que o mercado de trabalho paulista, considerado o motor da economia brasileira, convive há pelo menos três anos com pelo menos uma morte por dia, ou, em média, 40 acidentes fatais por mês.

BRASIL OCUPA A 4ª COLOCAÇÃO DE MORTES
Em 2011, de acordo com o último Anuário Estatístico do Ministério da Previdência Social, morreram 2.884 trabalhadores durante o exercício de suas atividades em todo o país, deixando o Brasil na quarta colocação no ranking mundial de mortes por acidentes de trabalho, atrás apenas de China, Estados Unidos e Rússia. No total, foram registrados 711,1 mil acidentes ao longo de 2011.

EVOLUÇÃO DO NÚMERO DE NOTIFICAÇÕES
Os dados de São Paulo mostram uma evolução do número de notificações ao Sinan, o que pode sinalizar que o anuário de 2012, que deve ser divulgado entre setembro e outubro, pode vir pior que 2011. Os registros, que dizem respeito a acidentes de trabalho fatais, graves ou que ocorreram com menores de 18 anos, cresceram de 25,6 mil, em 2010, para 35 mil em 2012. Em 2011, já haviam aumentado para 30,7 mil.
— As notificações vêm crescendo desde 2004, quando o sistema foi informatizado — diz Simone Alves dos Santos, diretora da Divisão de Saúde do Trabalhador da Vigilância Sanitária de São Paulo, lembrando que o maior número de ocorrências fatais acontece no trajeto entre a casa e o trabalho ou durante atividade na rua.

EM 5 ANOS, INDENIZAÇÕES JÁ CHEGAM AR$ 10 BILHÕES
Para o consultor em segurança e saúde do trabalho, Luís Augusto Bruin, os acidentes de trabalho já podem ser considerados “uma chaga social” no Brasil e um dos responsáveis pelo crescente rombo nas contas da Previdência. Segundo ele, os registros de acidentes em todo o país entre 2006 (512,2 mil) e 2011 (711,1 mil), último levantamento do Ministério da Previdência Social, cresceram 40%, e têm consumido pelo menos R$ 10 bilhões em pagamentos de benefícios e indenizações.
Se dividirmos o total de acidentes pelos gastos da Previdência Social, o custo chega a R$ 19 mil por acidente, ainda que, se for levado em conta que, para cada R$ 1 pago pela Previdência, a sociedade desembolsa outros R$ 3, o custo real seria de R$ 76 mil por acidente. Boa parte dos custos decorrentes dos acidentes fica oculta e, em alguns casos, é repassada para o preço dos produtos, diz Bruin. Fonte: O Globo - 7/09/13

Comentário:
A grande parte da responsabilidade de acidente de trabalho também cabe ao governo, pois coloca no mercado de trabalho,  jovens, adultos, com baixa escolaridade.
Qualquer tipo de capacitação exige uma boa formação escolar. Por exemplo, um pedreiro além de manusear ferramentas deve saber calcular orçamento, estimar material, fazer divisões e croquis. A falta de escolaridade cria uma barreira para o desempenho profissional e além disso,  dificulta por parte do trabalhador a compreensão da importância da segurança do trabalho no ambiente de trabalho.
Com a baixa escolaridade o trabalhador  perde ganhos de formação em leitura, escrita e matemática, provocando deficiência na compreensão de texto, capacidade comunicativa e argumentação. Por exemplo, um trabalhador que utiliza uma furadeira elétrica. O manual da máquina explica  com detalhes sua operação, segurança, manutenção, etc. O trabalhador deveria ter esse conhecimento através da leitura, não apenas por ordem de serviço ou procedimento de trabalho.

A baixa escolaridade do trabalhador provoca;
■Deficiência de leitura em instruções de segurança de máquinas e equipamentos
■Deficiência de leitura  de manuais de máquinas e equipamentos
■Deficiência de leitura de comunicação; aviso ou alerta de segurança de embalagens, máquinas, equipamentos, etc
Na realidade com a deficiência na educação pública,  as empresas estão assumindo esse papel,  buscando educar os trabalhadores e também qualificá-los para as novas tecnologias. Esse papel não é função das empresas.
A comparação que se faz com os Estados Unidos, que estamos atrás, cria distorção, pois nos EUA o número de trabalhadores é de 130 milhões, enquanto no Brasil  temos 56 milhões de trabalhadores formais e 46  milhões de trabalhadores informais, sem benefícios.  Os dados registrados mostram uma parte da realidade, porém é muito mais grave, pois a subnotificação ainda é grande no país

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quinta-feira, setembro 05, 2013

Alerta para esmaltes e unhas postiças em enfermeiras

Após pesquisa sobre infeções bacterianas, profissionais de saúde têm sido aconselhadas a manter unhas curtas e limpas no Reino Unido

Enfermeiras têm sido aconselhadas a tomar cuidado com unhas postiças e esmaltes no Reino Unido depois de uma pesquisa do Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) sugerir que o controle de infecção estava sendo posto em risco. As diretrizes do órgão afirmam que as unhas deveriam ser curtas e sem esmalte.
Mas uma pesquisa on-line com cerca de 500 estudantes de enfermagem mostrou que 60% tinham unhas postiças ou pintadas. Segundo o Royal College of Nursing (RCN), os resultados são “preocupantes”.
- As unhas devem ser curtas e sem esmalte. Unhas falsas não devem ser usadas - ressaltou, em entrevista à BBC, Tom Sandford, do RCN. - Esmalte e unhas postiças abrigam bactérias e são um risco para a saúde dos pacientes. As organizações de saúde devem apoiar as políticas locais sobre uniformes e suas implicações para o controle de infecção.
Segundo um documento divulgado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), da Organização Mundial de Saúde (OMS), é vedado o uso de unhas artificiais quando em contato direto com o paciente. Ele também diz para se manter “as unhas naturais e curtas”, com pontas menores do que 0,5 centímetros de comprimento. Fonte: O Globo - Publicado:3/09/13 

Comentário: A proibição de esmalte nas unhas no ambiente hospitalar usa o princípio de cautela ou de precaução. Boas Práticas de Segurança
O que isso significa? Quando uma atividade gera ameaça de dano à saúde humana,  avançamos com cuidado, como se o fracasso fosse possível, ou mesmo provável.
Composição do esmalte;
O esmalte é basicamente formado pela mistura de solventes orgânicos, nitrocelulose, plastificante, resina (presença de formaldeído), pigmentos e agentes tixotrópicos (causador de micro partículas). E cada componente é responsável por dar determinada característica ao esmalte.
O esmalte libera partículas, por micro fraturas. As reentrâncias das micros fraturas acomodam sujidades.
Quanto mais viva é a cor do esmalte, maior a camada de resina, maior probabilidade de soltar lasquinhas (microfissuras). Em média a durabilidade do esmalte é de 5 dias.
O esmalte perde sua resistência  em contato com detergentes e sabão em pó.
Agravação do risco
Durante a retirada de cutículas pode  ocasionar microfissuras na pele, que permitem a entrada de microorganismo.
- Unhas: devem ser curtas e bem cuidadas. Não podem ultrapassar a “ponta dos dedos”. Preferencialmente sem conter esmalte, pois libera partículas por micro - fraturas.

Obs: A Anvisa recomenda sua proibição, mas não é norma.  

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terça-feira, setembro 03, 2013

Mais segurança em fábrica da Suzano em Imperatriz

O Ministério Público do Trabalho no Maranhão (MPT-MA) ajuizou uma Ação Civil Pública (ACP) contra a Suzano Papel e Celulose e as empresas contratadas para construir a sua fábrica em Imperatriz. Além de cobrar mais segurança no ambiente de trabalho, a ação requer R$ 50 milhões por dano moral coletivo.

Para construir o empreendimento de celulose em Imperatriz, a Suzano contratou a Metso Paper South America Ltda, empresa finlandesa incumbida do fornecimento de engenharia conceitual e equipamentos, que, por sua vez, contratou a Imetame Metalmecânica Ltda, do ramo da fabricação, montagem e manutenção industrial.

Em ações fiscais realizadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em fevereiro e novembro de 2012, foram constatadas diversas irregularidades relacionadas ao meio ambiente de trabalho. Em julho deste ano, os auditores fiscais do Trabalho novamente fiscalizaram a obra, verificando outros problemas que comprometem ainda mais a integridade dos trabalhadores.

Como a Imetame Metalmecânica se recusou a firmar um Termo de Ajuste de Conduta com o MPT-MA e entendendo que a empresa contratante tem o dever de atuar de forma integrada com as contratadas, a instituição ajuizou uma ACP contra as três empresas envolvidas, no objetivo de proteger a vida e a saúde dos trabalhadores.

Segundo a procuradora do Trabalho Adriana Candeira, autora da ação, “desconsiderar o valor da vida e da saúde do trabalhador implica coisificá-lo, em transformá-lo em um mero objeto ou engrenagem no sistema produtivo”.

Na ACP, são elencadas 59 obrigações de fazer e não fazer, entre elas:
■ exigir o uso dos equipamentos de proteção individual;
■ manter as instalações elétricas em condições seguras de funcionamento;
■ manter canteiro de obras com área de lazer;
■ manter instalações sanitárias com ventilação e iluminação adequadas.

Além da multa por dano moral coletivo, as empresas também estarão sob pena de multa diária de R$ 50 mil por obrigação descumprida. Os valores arrecadados com as penalidades poderão ser revestidos ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

Acidentes
Em setembro de 2012, dois trabalhadores morreram e outros ficaram feridos em um acidente na área de montagem de uma das caldeiras da fábrica da Suzano Papel e Celulose em Imperatriz. Fonte: G1 MA-02/09/2013 

Comentário: Parece que a política de sustentabilidade socioambiental da empresa Suzano só se preocupa com os valores transmitidos aos clientes. Os trabalhadores não fazem parte dessa preocupação.
O que diz a Política de Responsabilidade  Social, Saúde e Segurança da empresa:
■ Acidentes e doenças de trabalho são evitáveis. Todos os colaboradores e aqueles prestadores de serviço que atuem nos processos internos da organização devem ser desenvolvidos e capacitados em programas de prevenção de acidentes e práticas seguras, para que atuem de forma proativa dentro e fora do ambiente de trabalho.
■ Garantir recursos, instalações e condições adequadas a todos os nossos colaboradores e aos prestadores de serviço que atuem nos processos internos da organização, para execução do trabalho com Saúde e Segurança.
■ Saúde e Segurança são valores da empresa. É nosso compromisso empregar as melhores práticas de gestão, normas técnicas e tecnologias disponíveis, para prevenir e garantir a Saúde e Segurança, com o comprometimento e a participação de todos.

Isso é muito bonito no papel. É o famoso marketing  do tipo botox, o que vale é apenas a aparência. Parece muito mais uma política de relações públicas.

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posted by ACCA@10:56 AM

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