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quarta-feira, janeiro 16, 2013

Com trabalho em altura, erros podem ser fatais

Queda de telhado é uma preocupação específica na construção civil  e é a causa mais frequente de  acidentes fatais.
Identificar riscos de quedas e decidir como melhor proteger os trabalhadores é a primeira etapa na redução ou eliminação de riscos de quedas. A OSHA determina que sempre que um trabalhador está a uma altura de  1,20 m ou mais, o trabalhador corre risco e precisa ser protegido. No Brasil, a norma regulamentadora exige proteção a partir de 2m. 

PROTEGER TRABALHADORES  
Há um número de maneiras de proteger os trabalhadores contra quedas, incluindo sistemas convencionais como:
■sistema de retenção de queda,
■sistema de posicionamento e
■sistema de restrição (PFAS), bem como a utilização de práticas e treinamento de  segurança no trabalho.
A utilização de linhas de advertência, áreas designadas, zonas de controle e sistemas similares são permitidos pela OSHA em algumas situações e podem oferecer proteção limitando o número de trabalhadores expostos e instituindo métodos e procedimentos de segurança no trabalho. Estes sistemas alternativos podem ser mais adequados que sistemas de proteção de queda convencionais ao realizar determinadas atividades.

Ao realizar uma análise de risco ou ao desenvolver um plano abrangente de desenvolvimento de proteção de queda,  devemos identificar os riscos envolvidos antes de iniciar o trabalho  e concentrar a atenção em prevenção. Se sistemas pessoais de proteção de queda são utilizados, atenção particular deve ser dispensada ao identificar pontos de ancoragem e garantir que os trabalhadores saibam como utilizar adequadamente e inspecionar o equipamento.

DICAS DE PROTEÇÃO DE QUEDA DA OSHA
■Identificar todos os potenciais  riscos de queda no mesmo nível e de queda de altura antes de iniciar o trabalho.
■Procurar por riscos de queda como aberturas no piso não protegidas/ bordas, cabos, clarabóia, poços de escadas e aberturas no telhado/bordas.
■Inspecionar o equipamento de proteção de queda para identificar defeitos antes da utilização.
■Selecionar, vestir e usar o equipamento de proteção de queda adequado para a tarefa.
■Prender e estabilizar todas as escadas antes de subir nelas.
■Jamais subir no último degrau de uma escada.
■Utilizar os corrimões ao subir ou descer escadas.
■ Exercitar boas práticas em manutenção adequada.
■ Manter cordas, cabos de solda e mangueiras de ar afastadas de passagens ou áreas de trabalho próximas.

COMPONENTES DOS SISTEMAS PESSOAIS DE RETENÇÃO DE QUEDA
 Há três componentes principais (ancoragem/dispositivo de ancoragem, cinturões e dispositivo de conexão) de um Sistema Pessoal de Proteção de Queda (PFAS) que devem ser implementadas e adequadamente utilizadas para oferecer a máxima proteção ao trabalhador.
Individualmente, estes componentes não oferecerão proteção contra uma queda. No entanto, quando utilizados adequadamente e em conjunto com os demais , estes formam um PFAS que se torna de importância vital para a segurança no trabalho.
Seis principais erros recorrentes na proteção de queda foram identificados. Do menos importante ao mais importante, estes são:

ERRO No1:  NÃO UTILIZAR EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO DE QUEDA
O conjunto de proteção adequada  é frequentemente ignorada. É importante possuir um plano e implementá-lo, e isto significa utilizar o equipamento de proteção de queda diariamente. O plano deve incluir identificação e avaliação dos riscos de queda e sua eliminação, se possível; a utilização dos sistemas de proteção de queda para prevenir ou controlar quedas quando os riscos não podem ser eliminados; garantindo que os trabalhadores recebam treinamento de proteção de quedas; e inspecionar e manter o equipamento.

ERRO No2: QUAL A POSIÇÃO CORRETA DE INSTALAÇÃO?
Embora mais trabalhadores atualmente estão utilizando mecanismo de proteção de quedas, estes nem sempre são utilizados corretamente. Em muitos casos, os trabalhadores utilizam os cinturões muito soltos.
A utilização inadequada dos cinturões é um grande erro, muitas empresas também compram equipamento incorreto para aplicações específicas. Um exemplo comum é que muitas empresas compram talabartes para absorção de choque e os utilizam em áreas com zona de livre queda insuficiente. Uma linha de vida retrátil ou um limitador de queda deve ser utilizado em determinadas circunstâncias.

ERRO No3: SABER QUANDO A VIDA ÚTIL EXPIROU
Saber quando um produto deve ser retirado de serviço é essencial para a segurança, do trabalho. O equipamento deve ser inspecionado regularmente e retirado de serviço se este apresentar desgaste.
Utilizar equipamento cuja vida útil expirou, especialmente linhas de vida, é um potencial erro fatal.
Adotar uma “Política Inteligente”: Se estiver em dúvida, descarte-o. O benefício de uma semana ou mês extra de serviço não vale o risco.
 Uma das poucas coisas a serem incluídas na inspeção são desgastes, cortes e partes metálicas deformadas. Também, a exposição ao calor e a produtos químicos podem causar danos. Sinais de desgaste significam que o equipamento de segurança não poderá ser utilizado por muito mais tempo.
 
ERRO No4: FALTA DE COMUNICAÇÃO/ TREINAMENTO
Falta de instruções – no idioma adequado – é a principal razão para o equipamento ser utilizado de maneira inadequada ou não ser utilizado. Os profissionais de segurança devem verificar as instruções fornecidas com o equipamento, e garantir treinamento adequado.
Como empregador, é possível determinar o formato do treinamento. O importante é que através de treinamento, os trabalhadores podem reconhecer riscos de queda e conhecer procedimentos para minimizá-los. É importante que os instrutores conheçam os riscos no local de trabalho, saibam como eliminar ou controlar os riscos e saibam ensinar aos trabalhadores a se protegerem. É por isto que o instrutor deve ser uma pessoa competente.
Uma pessoa competente é aquela que pode identificar riscos no local de trabalho e que possui autoridade administrativa para controlá-los. O instrutor deve conhecer e ser capaz de explicar o seguinte:
■A natureza dos riscos de queda no local de trabalho.
■Os procedimentos de instalação, manutenção e desmontagem dos sistemas de proteção de quedas e sistemas pessoais de impedimento de queda.
■Como utilizar e operar sistemas de proteção antiqueda e sistemas pessoais de retenção de queda.
■O papel de cada colaborador que pode ser afetado por um sistema de gestão de segurança.
■As restrições que se aplicam ao equipamento mecânico utilizado durante o trabalho no telhado.

O procedimento de manuseio e armazenagem de materiais e de instalações de proteções contra objetos em queda.
■ Normas de proteção antiqueda

ERRO No5: ANCORAGENS EM QUE FALTAM MARCAÇÕES
Selecionar ancoragens inadequadas é um grande problema.
 O melhor cinturão com o melhor talabarte ou linha de vida não pode impedir a queda se ancoragens inadequadas forem selecionadas. Segundo a NR 35 o sistema de ancoragem deve ter resistência para suportar a carga máxima aplicável e o respectivo fator de segurança em caso de eventual queda. A NR 18, alterada pela Portaria SIT n.º 318, de 8 de maio de 2012, determina condições específicas para construção civil onde uma ancoragem deve suportar pelo menos 1.500 kgf  . De acordo com a ANSI Z 359.1 e OSHA 1926.500 e 1910.66 o sistema de ancoragem deve suportar 2.264 kgf por usuário. Em caso de posicionamento e salvamento a força mínima deve ser de 1.356 kgf e no caso de trabalhos de restrição de acesso, 459 kgf. A distância de queda livre deve ter no máximo 1,83 metros segundo recomendações da OSHA.
 Sempre que possível, recomenda-se que a ancoragem seja feita verticalmente acima da cabeça do usuário de modo a diminuir o fator de queda e evitar uma lesão mais grave ou o efeito pêndulo em caso de queda. A seleção do melhor ponto de ancoragem deve antever um eventual resgate.

ERRO No6: ESPERAR QUE A QUEDA OCORRA.
Não esperar que uma queda ocorra antes de tomar as medidas para modernizar seu plano de proteção de quedas.
Ao identificar um risco de queda, analisar a probabilidade de lesões fatais ou graves, bem como a quantidade de vezes que os trabalhadores estarão expostos ao risco. Basicamente, você deve tentar eliminar a queda alterando o processo ou ambiente de trabalho.
Se você  aplicar as  três etapas da proteção de quedas adequadas;
■evitar totalmente um risco de queda,
■prevenir a ocorrência de uma queda e fornecer equipamento de impedimento de queda
■você salvará vidas e prevenirá lesões graves.

TORNE A PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS PARTE DO PROGRAMA DE SEGURANÇA E SAÚDE DO SEU LOCAL DE TRABALHO:
■Estar comprometido com a prevenção e controle dos riscos de quedas.
■Identificar e avaliar riscos de queda.
■Evitar riscos de queda, se possível.
■Utilizar sistemas de proteção de queda adequados para prevenir ou controlar quedas quando os riscos não podem ser evitados.
■Relatar os riscos de queda e sugerir como controlá-los.
■Garantir que os colaboradores recebam o treinamento de proteção de queda.
■Inspecionar e manter o equipamento.
■Saber como responder imediatamente à emergências.
■Compreender as regulamentações relacionadas às exigências de proteção de queda.
■Implantar procedimentos e práticas de segurança no trabalho.
■Investigar todas as quedas e incidentes.
■Avaliar regularmente procedimentos de proteção de queda. Fonte: Oregon OSHA


Fonte: Fall Protection: Failure is Not an Option
EHS Today - Mar. 1, 2009, Ed Bickrest
Adaptado por: Mayra Villaboim – Especialista de Produtos – América Latina  e Marcos Amazonas, Gerente Técnico - Honeywell Produtos de Segurança

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posted by ACCA@6:00 AM