Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, dezembro 29, 2012

Andaime improvisado

Uma empresa de sinalização viária de segurança e ao mesmo tempo uma empresa insegura para os trabalhadores.  

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sexta-feira, dezembro 21, 2012

Feliz Natal


Desejo a todos os leitores um feliz Natal e Próspero Ano Novo,  com  muita felicidade. Lembrando  se beber não dirija!! Quem tiver a intenção de beber deixa o carro em casa, pegue um táxi. A segurança de você e de terceiro em primeiro lugar.

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quarta-feira, dezembro 19, 2012

Comportamento humano nos incêndios

O estudo do comportamento humano em situações de incêndio, é um estudo complexo, pelo fato de serem impraticáveis as realizações de certos experimentos que venham a demonstrar as reais reações e comportamentos, sem que venha a se expor a riscos a integridade física dos envolvidos nestes, e com isto os estudos existentes fornecem apenas partes das situações reais experimentadas por vítimas em situações reais de incêndio. Estes estudos têm sido conduzidos nos últimos 40 anos iniciando-se na década de 60 nos Estados Unidos e na Inglaterra, sido intensificados a partir da década de 70, pela ocorrência do incêndio do edifício Joelma em São Paulo em 1974. Cenas bem vivas até hoje de pessoas se lançando ao espaço na tentativa de escapar as chamas percorreram todo o mundo, via televisão, se tornando uma referência trágica mundial e aguçando a curiosidade científica mundial.
De todos os fatos observados uma coisa é certa: - de que o treinamento prévio de como agir ou sobreviver em meio a um incêndio, realizado com uma certa periodicidade, pelo menos uma vez ao ano, é a forma mais segura de se reduzir as fatalidades e os acidentes decorrentes dos incêndios.

RESPOSTA FISIOLÓGICA
As reações humanas são condicionadas por um mecanismo fisiológico, no qual o homem ao ser informado de uma situação de perigo, o qual ele identifica com base em experiências, cognitivas anteriores ou de conhecimento adquirido através da informação e de relatos, o qual lhe permite estabelecer comparações. As reações, estas as mais típicas são:
■ a fuga, na maior parte dos comportamentos ou,
■ a luta da situação de perigo, ou a ausência dela,
■ a inércia, em que nada mais é de um processo total de negação do fato relacionado com o perigo, motivado por uma situação maior e mais complexa que a capacidade individual de ser tomada qualquer ação, quer fugir ou lutar. A resposta fisiológica ao medo é um dos fenômenos fisiológicos mais básicos, inerentes às espécies animais, e a garantia de sua sobrevivência e evolução. Os seres vivos, em especial os animais, cujo homem é parte integrante da espécie, ao perceberem da ocorrência de um determinado perigo, pelos seus sentidos, sendo os mais importantes e influentes: a visão, a audição, o olfato, e o tato, têm o seu processamento lógico-sensorial baseado na definição ou não de uma situação de perigo como visto anteriormente. Esta situação sendo identificada como uma situação de perigo é transmitida um impulso elétrico pelo Sistema Nervoso Central (o qual corre em grande parte pelo interior da coluna vertebral) a um conjunto de glândulas situadas sobre os rins - as glândulas supra-renais, as quais se incumbem de liberar o hormônio adrenalina (ou epinefrina) para a corrente sanguínea.

Em momentos de "stress", as supra-renais secretam quantidades abundantes deste hormônio que prepara o organismo para grandes esforços físicos, estimula o coração, eleva a tensão arterial, relaxa certos músculos e contrai outros.

Quando lançada na corrente sanguínea, devido a quaisquer condições do meio ambiente que ameacem a integridade física do corpo (fisicamente ou psicologicamente, medo), a adrenalina aumenta a freqüência dos batimentos cardíacos (cronotrópica positiva) e o volume de sangue por batimento cardíaco, eleva o nível de açúcar no sangue (hiperglicemiante). Esta reação minimiza o fluxo sanguíneo nos vasos e no sistema intestinal enquanto maximiza o tal fluxo para os músculos voluntários nas pernas e nos braços e "queima" gordura contida nas células adiposas, promovendo uma relativa insensibilidade das extremidades bem como possibilita uma coagulação rápida de pequenos ferimentos.

Também promove a dilatação pupilar (midríase) o que aumenta o campo angular de visão, e consequentemente o campo visual para fuga, luta ou percepção do perigo. Para reações de curta duração, decorrentes de uma situação ou sensação de perigo rápido (um escorregão, ou susto por exemplo) esta substância é secretada pela parte exterior da glândula supra-renal.

Para situações de stress ou perigo mais duradouro, como por exemplo: um incêndio, um tiroteio ou uma ameaça constante, esta substância é excretada pelo córtex (ou seja, a parte interior) da glândula supra-renal, a qual libera quantidades menores porém intervaladas em um tempo maior, proporcional a ameaça e a sua duração. O fato da percepção de uma situação de risco pode passar por conjunto de julgamentos iniciais que levam à dúvida ou a incredibilidade, em geral sempre através de um processo de negação, com pensamentos do tipo "eu não acredito que isto esteja acontecendo" ou "não pode ser verdade".

DEMORA NA TOMADA DA DECISÃO
Via de regra há uma demora significativa entre a tomada de qualquer decisão entre lutar e ou fugir, o que por vezes se torna fatal, pois os desdobramentos dos eventos, em especial dos incêndios, se desenvolvem com velocidades rápidas ( em geral a partir de 3 min e 42 seg. experimentos do NIST – National Institute of Standards and Technologies – E.U.A. a produção de elementos tóxicos e a temperatura de um incêndio a menos de 2,10m já se tornam críticos à vida) em termos de produção de fumaça, com a liberação de produtos tóxicos, opacidade e liberação súbita de calor ( a ocorrência de um "flashover" ).

FUGA DESCONTROLADA
Na fuga, a qual é um processo descontrolado, e em geral é a causa maior de acidentes e fatalidades. Entretanto na desocupação, o qual é um processo controlado ou sob comando, as pessoas tendem a seguir os padrões das instruções previamente recebidas, quer por treinamentos ou exercícios simulados, e ainda seguindo as informações contidas em sinais ou plantas de emergência, com isto as pessoas devem nestas situações serem sempre informadas para onde ir e como agir. Ao contrário do que se pensa, e do muito que se tem divulgado ao longo dos anos, é raro nos incêndio ocorrer o chamado pânico, que é uma resposta de inadaptação a uma determinada situação não controlada ou não controlável.

Entretanto há uma profunda e significativa relação de pré-disponibilidade para estas situações em eventos esportivos ou religiosos, aonde associado a elevada densidade ocupacional, e ao reduzido número e as dimensões das vias de saída, há o forte apelo emocional, como elemento latente.

As pessoas de uma forma geral seguem os caminhos e as ações as quais estão acostumadas ou foram treinadas, é um padrão típico dos animais, incluindo formigas, abelhas e até bactérias. Experiências demonstram na elaboração de Planos de Escape, que apesar de uma determinada via de fuga se encontrar mais próxima ou adequada, as pessoas em situação de perigo tendem a utilizar aquela que estejam mais acostumadas, em um processo hoje denominado Dinâmica das Multidões (Crowd Dynamics).

PULAR, OPÇÃO LÓGICA
Mesmo em situações em que as pessoas se lançam pelas janelas em um incêndio, tal visão de quem está do lado de fora sugere a ocorrência de pânico, entretanto sob a lógica decisória comportamental dos envolvidos, tal ação era um resultado de uma escolha entre ficar e morrer em meio as chamas cuja probabilidade de sobrevivência seria nenhuma, a uma probabilidade ainda que infinitamente pequena: a de saltar e sobreviver, portanto tal atitude é baseada em uma opção lógica, apesar de parecer o contrário.

OCORRÊNCIA OU NÃO DE PÂNICO
O evento corrido no World Trade Center (WTC) em 11 Setembro de 2001, lançou novas luzes sobre o fato e demonstrou que mesmo sobre eminência e conhecimento do perigo em que estavam expostas as pessoas, não houve pânico, e as pessoas procuravam ajudar uma às outras. Um grande número de cardiopatas, obesos, com restrições de locomoção, asmáticos, grávidas etc. para escaparem daquela situação, uma vez que as escadas, isto é aquelas que ainda se mantinham desobstruídas, e possibilitavam tal conduta e geravam em virtude de sua dimensão e sinalização um relativo conforto e segurança psicológica..

Na ocorrência do pânico, após várias tentativas de ação frustradas por uma determinada reação, p. ex. tentar várias vezes escapar por uma porta que se encontra fechada, dá lugar a tentativas de quebra da mesma, ou mesmo devido a raros eventos, como o exemplo ocorrido no Station Nightclub, em West Warnick, Rhode Island, EUA, em 20 de Fevereiro de 2003, quando 100 pessoas entre empregados e clientes perderam a vida, ficando um grande número presos as portas por retenções corpo a corpo. Estas ações por vezes individuais, por vezes coletivas se processam a velocidades cada vez maiores, uma vez que há um perigo em desenvolvimento e constante aproximação: - o fogo e com isto as ações tendem a ser mais rápidas e portanto levam a uma descoordenação motora, psicológica e sensorial de onde resultando no pânico, o qual se manifesta ou por choros compulsivos, gritos, ações inesperadas, ou bloqueio psicológico do tipo inercial - paralisia e apatia total.

AÇÃO DO MONÓXIDO DE CARBONO NO ORGANISMO
Em muitos casos de incêndios, entretanto esta situação na realidade não chega a se  manifestar, pois a própria ação dos compostos da fumaça, em especial o monóxido de carbono (CO) levam ao entorpecimento das ações por meio da sonolência e dos  desmaios. Isto decorre em razão dos efeitos fisiológicos da combinação do CO com a hemoglobina no sangue através de um processo químico ocorrido a nível celular em atmosferas normais.

CONSCIÊNCIA COLETIVA
 Na realidade as pessoas em uma situação de emergência tendem a seguir padrões comportamentais regidos por uma "consciência coletiva", a qual pode ser definida como um arcabouço cultural de idéias morais e normativas, adquiridos pela humanidade ao longo de sua evolução, tendo padrões típicos comportamentais assim denominados:
■ Aglutinação - fenômeno pelo qual o ser humano se sente melhor protegido quando em grupo do que isolado e, portanto, em situações de perigo as pessoas tendem a se agrupar umas as outras, cujo sentimento  remota a mais básica das sensações emocionais do ser humano: a proteção pelo abraço materno, em uma determinada área, em geral um saída, a qual por vezes podem não ser a mais adequada para fins de escape, e,
■ Convergência- Quando tal mecanismo de “Aglutinação” inverte-se, e observando que a oportunidade de sobrevivência será tão e exclusivamente única para poucos, em função das limitações ao livre escape, as pessoas lutam pela sua sobrevivência, agredindo umas as outras, pisoteando-as, como é muito comum em estádios esportivos.

 O AMBIENTE DO INCÊNDIO
Um dos elementos fundamentais de toda estratégia da Proteção Contra Incêndios é a Proteção a Vida (Life Safety), e neste conceito há três direções:
■ a prevenção da ignição,
■ o controle do incêndio e
■ o terceiro que é o de isolar as pessoas dos efeitos impactantes da combustão pelo: tempo, distância e abrigo.
Os fatores específicos que determinam um maior ou menor sucesso durante uma desocupação estão ligados a três parâmetros básicos: Tempo, Tempo-Crítico e Intervalo para ação.

Tempo
Como o incêndio se desenvolve ao longo de uma linha do tempo, e nesta linha vimos que a fumaça é o elemento impactante, que primeiro surge e por mais tempo se mantém, mesmo depois da extinção das chamas e da redução do calor (a nível de tolerância fisiológica). A ameaça está diretamente relacionada com a velocidade de propagação do fogo (Flame Spread Rate), esta consideravelmente maior aonde existe uma determinada carga mobiliária (p.ex. cadeiras, sofás, camas, em geral como quase tudo hoje à base de polímeros sintéticos) bem como revestimentos (p.ex. divisórias, forros, pisos) estes também a base de polímeros sintéticos, como espumas, poliestireno etc.

Em alguns casos como o caso do incêndio do Hotel MGM em Las Vegas, ocorrido em 21 de Novembro de 1980, em Las Vegas, EUA, o fator de difícil identificação ligado as características (inodoro, incolor, insípido) do monóxido de carbono (CO), fez com que não pudesse ser percebida a propagação da fumaça em decorrência de um incêndio que lavrava no restaurante do Hotel, tendo se propagado pela juntas de dilatação sísmica e penetrado nos vários quartos, deixando um saldo de 85 mortos, sem que houvesse neles a identificação de menor esforço ou posição indicativa de percepção do risco ou de escape.

Tempo-crítico
O tempo crítico para a sobrevivência humana, e consequentemente para o escape é composta de três condições que interagem entre si:
■ as temperaturas elevadas do ambiente,
■ as condições tóxicas e
■ as atuais ou pré-existentes condições psico-fisiológicas dos ocupantes.

Temperaturas elevadas do ambiente podem causar queimaduras ou stress térmico (intermação) que mesmo lentas podem comprometer o equilíbrio homeostático e levar à morte, bem como golpes súbitos de calor radiante proveniente de "flashovers" - inflamação generalizada do ambiente ou "backdrafts" - explosões súbitas de fumaça.

As condições tóxicas podem ser criadas em função da composição química do material que se encontra presente e de suas concentrações (carga de incêndio).

As atuais ou pré-existentes condições psico-fisiológicas dos ocupantes são diretamente afetadas pelas temperaturas elevadas do ambiente e pelas condições tóxicas do local, sendo um exemplo comum a de problemas cardíacos anteriores, o que leva a inúmeras fatalidades nos incêndios.

 Intervalo para ação
O intervalo entre a descoberta do fogo e a estimativa de seu risco, pode ser definido como o tempo disponível para serem tomadas as ações que previnam os ocupantes de estarem expostos aos riscos do incêndio.
Esta ação pode ser através da ativação do equipamento automático de extinção ou pelo confinamento do incêndio (compartimentação) , saída dos ocupantes (desocupação) ou ambos. Quanto mais cedo for descoberto o fogo mais tempo se terá para as ações de controle, e neste aspecto os sistemas automáticos de detecção e de extinção de incêndios (detectores,  sistema de sprinklers) ocupam preponderante papel. O risco nem sempre cresce com a mesma velocidade do incêndio. A ação de um destes sistemas pode reduzir a velocidade de propagação deste risco.

 O FATOR HUMANO
Duas pessoas reagem de forma diferente a uma mesma situação quando ela ocorre, e mesmo assim, uma destas pode agir de uma determinada forma hoje e diferentemente daqui a algumas horas, dias ou semanas. Há certos fatores que podem determinar como nós agiremos em determinadas situações. Como nós agimos frente ao calor, fumaça e chamas é baseado nos seguintes fatores:

■  Idade - Os mais novos devido ao desconhecimento e as restrições de mobilidade, e os mais velhos ( por isso as faixas de maior vulnerabilidade nos incêndios é até os 5 anos e acima dos 65 anos) além destas restrições de mobilidade, devido a outros problemas de ordem sensorial e neurológica tem a sua capacidade de lidar com o incêndio reduzida tornando-se um fator crítico de sobrevivência,
■ Tamanho - Pessoas de maior massa muscular podem tolerar melhor altas doses de materiais tóxicos gerados nos incêndios, entretanto no tocante ao condicionamento cardio-respiratório, crucial nestas condições de sobrevivência, estas pessoas em geral mal condicionadas podem tornar-se vítimas potenciais,
■ Condições físicas pré-existentes - A condição geral de um indivíduo poderá ter um efeito na sua sobrevivência em um incêndio, Nestas podemos incluir: - estabilidade cardíaca ( determinada pela condição anatomo-fisiológica do sistema cardio-circulatório),
■ Condição Aeróbica (associada ao condicionamento cardio-respiratório) - Mobilidade (ligada ao biotipo, peso, altura, flexibilidade articular, doenças músculo-esqueléticas), neste aspecto temos também de considerar grávidas, pessoas com restrição motora, visual e auditiva, em especial cadeirantes,
■ Capacidade Respiratória - A maior parte das "causas mortis" nos incêndios decorre da inalação de fumaça. Por esta razão a capacidade respiratória é uma condição crítica de sobrevivência na situação de um incêndio. Quaisquer doenças crônicas pré-existentes como efisema pulmonar e asma (devido a alteração respiratória por conta da alteração e da elevação da freqüência respiratória, em decorrente da obstrução dos músculos pulmonares contraem-se, interrompendo o ciclo respiratório e provocando vasoconstrição - diminuição do calibre das vias aéreas pulmonares. Fatores estes associados a fumaça, stress, calor etc.), podem reduzir consideravelmente esta capacidade.
Fatores agudos como Resfriados, Gripes ou Pneumonias podem vir a afetar esta capacidade. E no caso de fumantes as condições pulmonares, bem reduzidas em geral, dificultam a ações de troca pulmonar a nível alveolar, em termos de absorção de O2, e consequentemente dificultando uma boa irrigação sanguínea cerebral, indispensável para a tomada de ações, quer quanto ao critério, quanto a velocidade das mesmas, quer quanto ao impulso neurológico em uma situação de incêndio.
■ Medicação, drogas e álcool - estes elementos reduzem substancialmente a capacidade de avaliação e da percepção dos riscos inerentes a um incêndio, alterando  substancialmente a capacidade de se tomar a decisão adequada frente a emergências. Estatísticas recentes (United States Fire Administration – USFA , Abril, 17 , 2008) citam que pelo menos 10% das fatalidades em incêndios residenciais tem como causa principal o uso de drogas ou álcool, em especial nas comunidades mais pobres. Neste aspecto a faixa etária envolvida neste tipo de evento se situa entre 20 a 64 anos, cujos índices são duas vezes maiores que as outra faixas etárias, e os homens são os mais predominantes neste aspecto.

 RISCOS DO INCÊNDIO
Como as pessoas reagem ao incêndio é determinado pelos riscos provenientes da situação do incêndio, estes são determinados pela:
■temperatura, calor, fumaça e
■ redução da taxa de oxigênio.

Temperatura - os efeitos podem variar com a duração da exposição. A umidade e respirabilidade também têm efeito. As condições mais severas podem ocorrer mais entre 50°C até 65°C e são consideradas incapacitantes. Temperaturas acima de 100°C podem causar a morte.
A tabela ao lado mostra os efeitos fisiológicos do calor:

■ Fluxo de Calor e queimaduras - Esta é a medida de quanto calor é disponível para ser transferido a pele humana ( ou outra superfície). O limite superior é 2.5kW/m2 por 3 minutos sem dor severa. Isto é equivalente a colocação da mão a poucos centímetros  de uma lâmpada de 100 watts por cerca de 3 minutos. O ponto alto da temperatura será quanto mais rápido a queimadura ocorrer.

■  Obscurecimento pela Fumaça - A fumaça tem diversos efeitos negativos - a redução da visibilidade para menos de 4 metros, a irritação e a toxidez causada pela inalação, causa lacrimejamento e medo, e consequentemente reduz a capacidade da pessoa escapar.

■  Redução do nível de oxigênio (O2) – O índice de oxigênio na atmosfera é da ordem de 21%, portanto,  quando este valor é reduzido vários efeitos fisiológicos ocorrem, bem como psicológicos. Quando ocorrem a redução do nível de O2 podemos  relacionar a valores porcentuais quanto a valores associados à pressão. Quando temos a redução dos valores quantitativos temos os efeitos associados à anoxia, a qual pode resultar em comportamentos irracionais e que por vezes são sugeridos de estarem ligados ao fator pânico, entretanto com a redução do percentual de O2 no cérebro, há  o aumento dos valores de dióxido de carbono (CO2), o qual produz um efeito sedante e por vezes dependendo da concentração alucinógeno, fazendo com que se feche uma porta ao invés de abrí-la para fugir de um incêndio.

CONCENTRAÇÃO DE OXIGÊNIO NO LOCAL
A quantidade de O2 no ambiente determina ou não a sobrevivência em um incêndio;
■ concentrações menores que 9% levam a inconsciência imediata, e a
■ partir do terceiro minuto nestas condições restritivas caem as chances de sobrevivência em um incêndio.

Há muitos gases resultantes do processo de combustão, entretanto o mais comum e consequentemente o mais problemático é o monóxido de carbono (CO), que é responsável por mais da metade das mortes relatadas nos incêndios, devido a sua extrema compatibilidade com a hemoglobina (Hb) conforme citado anteriormente. Além de perigoso em pequenas quantidades, as concentrações de CO tendem a ser cumulativas, ou seja isto significa que diversas exposições em curtos intervalos de tempo podem fazer com que sejam acumuladas consideráveis concentrações de CO, o que pode se tornar fatal em alguns casos.

Em 1979 Walter Berl e Byron Halpin do Johns Hopkins University analizaram 463 mortes decorrentes de incêndios em Maryland, nos E.E.U.U. e apresentaram a primeira estatística que evidenciava a relação destas mortes diretamente a inalação de CO.  

A presença de partículas sólidas de carvão, resultante da combustão incompleta, se alojam nas vias respiratórias e criam espasmos musculares, do tipo tosse, enjôo e vômitos devido a sua toxidez. Em contato com a retina ocular provocam coceira, e lacrimejamento o que pode levar a acidentes em decorrência da perda temporária da visão.

 O COMPORTAMENTO HUMANO DURANTE OS INCÊNDIOS
Da forma que um indivíduo é informado de que um incêndio está se desenvolvendo próximo a si tem um impacto direto sobre as suas ações. Há diversas formas nas quais as pessoas possam ser alertadas da ocorrência de um incêndio, em via de regra são:
■ sistemas de alerta - Através de sons ou luzes específicas, uma vez já reconhecidas através de programas informativos, de treinamento ou exercícios simulados levam a pessoa a identificar como um alerta de incêndio. É importante que estes sinais, possuam intensidade sonora acima do ruído de fundo em especial nas indústrias (acima de 95Db), podendo por vezes serem conjugados com sistemas luminosos. Sistemas de Ar Condicionado tendem a absorver ruídos e com isto quando no funcionamento destes sistemas em especial em hotéis, os sinais tendem a passar desapercebidos.

Crianças e idosos possuem em geral sono mais profundo o que vem a dificultar a percepção destes sinais. Entretanto estes sistemas apenas informam que está ocorrendo um incêndio, entretanto não informam como agir e para onde se dirigir, portanto devem ser seguidos de instruções dadas por sistemas de notificação sonora. Estes alertas devem apenas ser utilizados, no sentido geral, ou seja para o público, uma vez que a situação está de difícil controle e para a segurança dos ocupantes é imprescindível a desocupação ( controlada) ou o abandono ( por ação própria)

■ Sistema de Notificação Sonora - Este sistema deve ser complementar aos sistema de alerta, uma vez que uma mensagem pura e simples, pode passar desapercebida em meio a pessoas, trabalhando, conversando com máquinas funcionando, em ambientes com grande concentração de público, como shopping centers, na fase ainda controlável do incêndio, as mensagens devem ser apenas em código e destinadas apenas às equipes de emergência, evitando-se assim ansiedade e condutas descontroladas e inapropriadas.
   As mensagens devem ter uma elaboração prévia, e algumas palavras como “Calma”, “Não Corra”, podem vir a ser problemáticas, gerando um entendimento inverso ao esperado. O volume da mensagem, o tom de voz também tem um efeito direto na forma pela qual as pessoas percebem a ameaça.

■  Cheiro de fumaça - O cheiro da fumaça é um outro fator importante  na percepção que um incêndio está em desenvolvimento, o que leva a maior parte das pessoas a tentar a localização exata de sua origem.

■ Notificação pessoal - A notificação pessoal constitui a forma direta e em geral a tida como a mais confiável pela maior parte das pessoas, especialmente se esta notificação for dada por familiares ou colegas de trabalho.
 
■ Barulhos - Um outro modo de percepção da ocorrência de um incêndio pode ser a de pessoas subindo ou descendo escadas, no corredor, vozes altas, gritos, apitos, viaturas do Corpo de Bombeiros chegando etc.
    
Nos estudos realizados na Inglaterra e Estados Unidos, entre 1987 e 1991 sob a forma de questionários, chegaram algumas conclusões importantes:
■  A maior parte das pessoas 39% acredita durante o acionamento de um alarme de incêndio tratar-se apenas de um exercício simulado, e outra quantidade significativa 23% pensa estar relacionado o som com as atividades de manutenção dos sistemas, apenas 14% consideram a hipótese de um incêndio real;
■ As razões que levam as pessoas a considerar que mesmo após terem percebido o sinal de alarme de incêndio, consideram que se trata de um incêndio,  34% informaram que com somente uma informação oral adicional, 18% devido a familiaridade com o som e 14% na incerteza consideram-no como um alarme real;
 ■ Quanto a reação ao alarme,
- um número significativo de pessoas 24%, ignora o alarme,
-enquanto outros 24% procuram localizar o alarme,
-13% procuram comprovar se o incêndio é real e
-outros 13% avisam terceiros para deixar o edifício;
■ Uma vez tendo sido cientificados por terceiros, ou seja, por outras pessoas que ouviram o alarme, e repassaram a informação,
- 38% procuraram deixar o edifício em resposta as instruções,
enquanto 18% preferiram ignorar o alarme e
- 13% preferiram manter suas atividades rotineiras, ao invés de abandonar o local;
■Entretanto após uma situação de incêndio real, feita uma avaliação teve como resultado:
 - 68% das pessoas ligaram o som ao incêndio real em andamento,
- entretanto mesmo assim 32% das pessoas não ligaram o alarme ao incêndio;

Estes dados tendem a provar que via de regra: “AS PESSOAS NÃO ACREDITAM QUE OS INCÊNDIOS POSSAM  OCORRER, A NÃO SER QUANDO ELE ESTÁ REALMENTE OCORRENDO.”

■ Quanto a real percepção da ocorrência de um incêndio a certeza foi dada:
- Para 26% das pessoas, através do cheiro da fumaça, para outras
- 21% através da notificação direta e
- 18% pelo barulho associado;
 Cinco processos seqüenciais foram identificados como padrões-resposta a situações de emergência, predecessores do pânico os quais se alternam sucessivamente em uma espiral crescente, são eles:
RECONHECIMENTO
Da forma que um indivíduo é informado ou tem a sensação de "que algo não corre bem", ou seja, de que um incêndio está se desenvolvendo próximo a si, tem um impacto direto sobre as suas ações.
VALIDAÇÃO
Este processo consiste na tentativa de avaliar o quão séria representa a ameaça a que ele está exposto, quando são colocadas questões do tipo: - "Devemos desocupar o prédio ou aguardar as instruções?", "Este cheiro de fumaça será de algo que realmente está queimando?".
DEFINIÇÃO
Este processo consiste basicamente no conhecimento da informação sobre o perigo ao qual o indivíduo está exposto, dentro de certas variáveis qualitativas, como a natureza da ameaça, a magnitude do risco, e o contexto temporal de desenvolvimento da emergência, neste caso do incêndio. Neste aspecto o indivíduo pode determinar o curso de andamento da situação, com questões do tipo "A quantidade de fumaça que ainda poderemos ver?" ou "Quantidade  de calor que ainda poderemos sentir?"
AVALIAÇÃO
Este processo pode ser descrito como um conjunto de atividades cognitivas e psicológicas requeridas para que o indivíduo venha a responder à ameaça. A habilidade individual de se controlar a ansiedade e o stress torna-se fatores preponderantes, e neste processo a ameaça causada pelo incêndio determinará, segundo o padrão psicológico ou vivencial do indivíduo a ação subseqüente: a de fugir ou a de lutar contra o fogo.
EXECUÇÃO
Esta parte do processo é relativa ao conjunto de mecanismos os quais o indivíduo lançará mão, o qual foi estabelecido previamente, durante o processo de avaliação, e que será a garantia de sua sobrevivência.
REAVALIAÇÃO
Este é o processo mais estressante para o indivíduo, em especial quando uma última tentativa tem acabado de falhar, e a subseqüência destas tentativas ( p. ex. tentar escapar de locais aonde as portas se encontram fechadas ou obstruídas), pode levar devido a recorrência do stress, cansaço à perda subseqüente da coordenação motora ao incremento da possibilidade de sucesso, tornando as decisões cada vez menos racionais e daí ao pânico como elemento final.
Fonte: Sérgio Baptista de Araujo, Ten. Cel. BM .

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sábado, dezembro 15, 2012

Dobra o número de empresas que exigem antidoping aos funcionários

Um teste de conhecimentos gerais, uma dinâmica em grupo, uma prova dissertativa e duas entrevistas. Depois disso, o processo de admissão para a vaga de engenheiro químico em uma indústria de fertilizantes em Cubatão (SP) parecia concluído. "Mas fui avisado de que deveria fazer o teste de drogas", lembra o então candidato, de 27 anos, que preferiu não se identificar.

EXIGÊNCIA POR EXAMES TOXICOLÓGICOS
A exigência por exames toxicológicos está cada vez mais comum entre empresas brasileiras. Levantamento feito pela Revista São Paulo  com dados do Laboratório de Análises Toxicológicas da USP e do Maxilabor -os únicos que realizam todo o procedimento em território nacional, inclusive para outros laboratórios- aponta que o número de empresas que monitoram o consumo de drogas entre funcionários e candidatos a vagas de emprego mais que dobrou neste ano em relação a 2011. Consequentemente, também cresceu o número de testes realizados e positivos flagrados em 2012.

NÃO É ETICAMENTE ACEITÁVEL
O aumento na procura dos exames motivou o Conselho Federal de Medicina a emitir, no mês passado, um parecer sobre o tema. "Não é eticamente aceitável", diz Hermann von Tiesenhausen, conselheiro e relator do parecer 26/12, que considera o exame "invasão de privacidade". O argumento também é defendido por juristas contrários ao antidoping corporativo.

EXAME TOXICOLÓGICO
Realizado por uma empresa brasileira pela primeira vez em 1992, o exame toxicológico é capaz de detectar a ingestão ou a exposição a substâncias tóxicas ou drogas, por meio de análise com fluidos corporais ou amostras biológicas. No país, os testes com urina, saliva e pelos são os mais usados. O consumo de até dez drogas pode ser verificado.

Até novembro, cerca de 500 empresas haviam contratado os serviços do Maxilabor e da USP. Em 2011, foram 230. Pelas contas de Maurício Yonamine, diretor do laboratório da USP, o Estado de São Paulo responde por 40% da demanda. "Principalmente as empresas de transporte rodoviário."

Além delas, a indústria e os setores de segurança e aviação são os que mais monitoram os empregados. Concursos públicos como o da Polícia Federal e o do Corpo de Bombeiros também exigem o antidoping.

USO DE COCAÍNA
"Precisei fazer o teste no pré-admissional", conta um piloto de avião, de 30 anos, que também preferiu manter o anonimato. "Uma semana antes [do teste], havia cheirado cocaína. Estava tenso. Achei que seria pego, mas não deu nada", diz ele, que foi contratado por uma empresa de aviação comercial que atua em São Paulo.

EXAME OBRIGATÓRIO- ANAC (AGÊNCIA NACIONAL DE AVIAÇÃO CIVIL)
Uma resolução de 2011 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) prevê exames antidoping para pilotos, mecânicos e outros profissionais do setor. As empresas têm até o segundo semestre de 2013 para iniciar os testes.

FLAGRANTE
Neste ano, 53.400 exames toxicológicos foram feitos no Brasil. Quantidade expressiva se comparada aos cerca de 20 mil feitos em 2011, mas pouco significativa em relação ao 1,5 milhão de exames anuais dos EUA, segundo o Instituto Brasileiro de Estudo e Avaliação Toxicológica. Como no caso do piloto e do engenheiro entrevistados, "cerca de 40% dos testes são feitos na admissão", afirma Anthony Wong, toxicologista e diretor do Maxilabor.

Apesar de não responderem pela maioria dos exames, os aspirantes a uma vaga são os mais flagrados --até 27% dos candidatos são descartados pelo uso de ilícitos. A incidência é bem inferior entre os funcionários submetidos ao antidoping rotineiro, 4,3%.

A cocaína e seus derivados (crack e oxi) lideram as ocorrências de flagrante. Entre os candidatos a uma vaga, 71% daqueles cujo resultado deu positivo são pegos com uma ou mais dessas substâncias. Já entre os contratados, a média é de 25%. "A maconha vem em segundo", diz Wong.

Para o presidente da Associação dos Advogados Trabalhistas de São Paulo, Claudio Peron Ferraz, o exame, para seleção, fere o direito do indivíduo. "Viola o direito à intimidade de cada um." No entendimento do jurista e de Estevão Mallet, professor de direito trabalhista da USP, esse antidoping quebra o sigilo médico do paciente.

Para Mallet, caso alguém seja flagrado, a informação pode ser repassada para profissionais não médicos. "Não há problema na comunicação entre médicos, mas outros profissionais podem saber [do resultado]", explica ele, que admite que a discussão sobre os exames é controversa.

Os laboratórios garantem o sigilo dos pacientes, já que a pessoa é identificada por um código de barras.

EXAME NÃO É ANTIÉTICO
"O exame não é antiético, porque não há uso seguro de droga. O impacto do uso individual reflete na coletividade", rebate Ana Cecília Marques, psiquiatra da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e Outras Drogas. Parte da polêmica pode ser atribuída à falta de leis. "Nossa legislação trabalhista é um tanto defasada", diz Mallet. A lacuna jurídica também cria situações "delicadas".

COAÇÃO
Um empregado em uma metalúrgica de Piracicaba (SP) afirma que "mesmo não consumindo drogas" sente-se coagido. "Não posso negar. O que a empresa vai pensar caso não faça o teste?", diz ele, 43, que faz exames de urina rotineiramente.

Evitar a "coação" é outra justificativa do Conselho Federal de Medicina contra o exame. E, apesar da falta de amparo jurídico, o conselho diz que a exigência dos exames por médicos das empresas é passível de punição. "São cinco penas que podem ser aplicadas ao médico: advertência confidencial, censura confidencial, censura pública, suspensão do exercício profissional até 30 dias e a cassação do médico", explica Von Tiesenhausen.

O laboratório da USP, há 20 anos no mercado, e o Maxilabor, há 13 anos, contam que nunca foram acionados na Justiça por um flagrante. Ao contrário da atitude dos americanos, no Brasil o positivo não costuma resultar em demissão. Só uma pessoa, diz Wong, foi demitida após exame no Maxilabor.
Fonte: Folha de São Paulo - 09/12/2012

Comentar:
Esses exames são tão importantes, que deveriam ser tornados obrigatórios em todas as contratações e periodicamente  em datas sorteadas aleatóriamente. Leis deveriam ser criadas a fim de impedir que pessoas sob efeito de drogas pudessem pilotar, dirigir ou operar máquinas que pudessem provocar acidentes com vitimas. Silvano Campini

Os direitos privados,  individuais e confidenciais devem ser garantidos desde que não coloquem em riscos terceiros. A liberdade de um termina quando coloca em risco o outro.
A função da empresa não é social, pode ter políticas sociais para os trabalhadores gerados pelo resultado da empresa.
A própria justiça considera  que o drogado  em razão da dependência ou sob o efeito de drogas é  inteiramente incapaz de entender o caráter ilícito do fato. Como a empresa pode contratar  uma pessoa que não sabe avaliar o grau de risco que ela pode ocasionar a terceiros ou a equipe de trabalho?
Suponhamos que durante a contratação a empresa detecta que o trabalhador é viciado, a empresa deve contratar e encaminhar para tratamento? Ele é contratado por uma função, mas por causa do problema a empresa deve arranjar outra função?
Qual é o custo do empregado contratado, que ainda não produziu,  utilizar os  benefícios  médicos da empresa?
De quem é a responsabilidade de um trabalhador sob efeito de drogas causar acidente fatal?
De acordo com o Código Civil, o empregador responde pelos atos de seus empregados independentemente de culpa de sua parte.

Abuso de álcool e outras drogas no local de trabalho Impacto sobre os custos do seguro de indenização de Trabalhadores e os lucros da empresa
■75,2% dos usuários de drogas ilícitas estão empregados
■19,1 milhões de americanos atualmente são usuários de drogas ilícitas
■77,6% dos adultos classificados como usuários/dependentes de substâncias estão empregados
■35% dos funcionários já presenciaram ou ouviram falar do uso de drogas no local de trabalho
■11% dos funcionários já tiveram ofertas de drogas no trabalho
■Os resultados positivos em testes para detecção de anfetamina aumentaram 85% entre 2001 e
2005
■Em 2003, os resultados positivos em testes para detecção de anfetamina aumentaram 44% em relação a 2002
■48% de todas as emergências relacionadas com drogas nos hospitais envolveram pessoas de 35
a 44 anos de idade
■40% dos acidentes fatais e 47% dos ferimentos nas indústrias podem estar associados ao consumo de álcool e ao alcoolismo
■Familiares de pessoas alcoólatras usam 10 vezes mais licenças médicas que os membros de famílias em que o alcoolismo não está presente
■Estima-se que o abuso de drogas custe anualmente aos Estados Unidos entre US$ 60 bilhões e
US$ 100 bilhões
■Testes aleatórios diários e mensais identificam usuários de drogas em 93% das vezes
■Quando comparados com funcionários que não têm problemas de abuso de substâncias, os alcoólatras têm 2 vezes mais probabilidades de serem hospitalizados por ferimentos; os usuários de drogas, 3 vezes mais; e os usuários de álcool e drogas, 4 vezes mais.
O uso de álcool e outras drogas pelos funcionários custam ao empregador tempo de trabalho, produtividade, indenizações aos trabalhadores e prêmios de seguro-saúde mais altos e redução nos lucros.

Funcionários que consomem álcool ou outras drogas comprometem seu desempenho no trabalho. Comparado com o funcionário médio, o típico usuário de drogas “recreacionais”
no local de trabalho tem:
■2,2 vezes mais chances de pedir afastamento ou demissão precoce
■2,5 vezes mais chances de se ausentar do serviço por 8 (oito) dias ou mais
■3 vezes mais chances de chegar atrasado no serviço
■3,6 vezes mais chances de ferir-se ou ferir seus colegas no local de trabalho
■5 vezes mais chances de envolver-se em acidentes fora do local de trabalho
■5 vezes mais chances de entrar com pedidos de indenização
■Produtividade um terço menor
■Possibilidade de gerar custos médicos 300% mais altos

Resultados de um estudo de 5 anos sobre testes para Detecção de drogas no setor de construção civil
■A empresa de construção civil média observou uma redução de 51% nos acidentes de trabalho em um período de 2 anos da implementação de um programa de testes para detecção de drogas.
■As empresas de construção que utilizaram um programa de testes tiveram uma redução de 11,41% no fator de modificação do prêmio de seguro com base no histórico de indenizações de trabalhadores.
■O teste para detecção de drogas reduziu o fator de modificação do prêmio de seguro de forma mais eficaz nos primeiros 3 anos após a implementação do programa.
■ 72% dos participantes do estudo com programas de teste afirmaram que os benefícios superaram os custos do programa.
■  No geral, os executivos das empresas participantes acreditavam que o teste para detecção de drogas tivera um impacto positivo na imagem da empresa e que é um meio eficaz para prevenir o abuso de drogas.
■ A maioria dos que responderam ao estudo, quer tivessem ou não utilizado testes para detecção de drogas, concordava que o abuso de substâncias é um problema “razoavelmente sério” no setor da construção civil.
■ O estudo também revelou que as empresas de construção maiores têm probabilidade significativamente maior de adotar um programa de testes para detecção de drogas e álcool. Isso deixa as firmas menores, sem programas de teste, vulneráveis aos usuários de substâncias.
Fonte: The Arizona High Intensity Drug Trafficking Area (HIDTA)

Dados do Brasil
Informações fundamentais sobre drogas nas empresas
1. 15% dos profissionais brasileiros são dependentes de drogas e álcool.  
2.  Estes funcionários faltam o triplo do funcionário comum.  
3. A produtividade é até 30% menor que o funcionário comum.  
4. O risco de acidentes de trabalho é 5 vezes mais elevado.
5. “Empregados com esse perfil colocam em perigo os resultados do trabalho, a vida deles e de outras pessoas, e consequentemente a imagem da empresa”.  
6. O uso de drogas no ambiente de trabalho no Brasil representa um custo anual em torno de US$ 19 bilhões,em termos de perdas patrimoniais,furtos,acidentes e despesas médicas.
7.   65% dos acidentes de trabalho estão relacionados ao uso de drogas.
10.  Os resultados da prevenção e tratamento indicam redução de 91% de faltas, diminuição de 88% de problemas disciplinares, 93% menos erros de trabalho e   redução de 97% de acidentes de trabalho.  Fonte: Revista Brasileira de Toxicologia 

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quarta-feira, dezembro 12, 2012

Uso do álcool ou de outras substâncias eleva os riscos de acidente de trabalho

O consumo de álcool e outras drogas tem afetado a vida de boa parte dos 82 milhões de trabalhadores

Estatísticas apontam o Brasil entre os cinco primeiros do mundo em número de acidentes no trabalho. São em média 500 mil por ano, totalizando 4 mil óbitos

O consumo de substâncias químicas lícitas e ilícitas hoje é mais do que um problema dentro das empresas. Antes apenas relacionado aos mais jovens, o uso de drogas agora atinge o alto escalão até de multinacionais. Desde funcionários terceirizados até executivos podem tornar-se dependentes por fatores como estresse, pressão por resultados, sobrecarga de trabalho, falta de reconhecimento e de “feedback” dos chefes.

O consumo de álcool e outras drogas tem afetado a vida de boa parte dos 82 milhões de trabalhadores brasileiros, com prejuízos enormes para as empresas. Segundo cálculos do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), o Brasil perde por ano US$ 19 bilhões por absenteísmo, acidentes e enfermidades causadas pelo uso dessas substâncias.

Estatísticas recentes apontam o Brasil entre os cinco primeiros do mundo em número de acidentes no trabalho. São em média 500 mil por ano e 4 mil deles resultam em mortes. Os setores em que mais ocorrem são: construção civil, indústrias de metal e mecânica, eletroeletrônica, moveleiras e madeireiras.

O uso abusivo de drogas torna o candidato a uma vaga de emprego um fator de risco à comunidade laboral. O usuário de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas tem;
■ 500% mais risco de acidente no trabalho,
■ 900% de causar acidente com carro e
■ 360% de causar acidentes envolvendo colegas,
segundo dados da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo.

Mesmo diante de todas essas estatísticas, o Conselho Federal de Medicina - através do relator conselheiro Hermann Alexandre Vivacqua von Tiesenhausen - resolveu alertar os médicos quanto à realização de exames para detectar drogas no sangue de candidatos a vagas de emprego. A alegação é de que “não é eticamente aceitável a solicitação de exames de monitoramento de drogas ilícitas, em urina e sangue, para permitir acesso ao trabalho, pois isso contraria os postulados éticos”.

Anthony Wong, chefe do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da FMUSP, contesta essa argumentação. Para o médico, os exames reforçam os anseios morais da população brasileira, que repudia a disseminação das drogas. “Os exames são instrumentos essenciais para diminuir os riscos de acidente e o ‘contágio’ dos demais trabalhadores ao impor uma barreira à entrada de drogas”, avalia o toxicologista.
O médico rebate ainda que os exames não são discriminatórios, porque obedecem ao artigo 168 da CLT, aplicado independente de raça, sexo, religião e idade, e atendem às recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT) em suas intervenções e recomendações sobre drogas no ambiente de trabalho.
Fonte: Jornal Cidade – Rio Claro, 9 de dezembro de 2012

Comentário: O médico  toxicologista Anthony Wong tem razão; os exames são instrumentos essenciais para diminuir os riscos de acidente e o ‘contágio’ dos demais trabalhadores ao impor uma barreira à entrada de drogas. A empresa tem responsabilidade quanto a integridade  de segurança dos demais trabalhadores, isto é, tem garantir o local de trabalho seguro. A privacidade do trabalhador termina quando ele pode colocar em risco a terceiros.
Dados dos EUA
■10% dos trabalhadores têm problemas com álcool ou drogas
■De todas as fatalidades ocorridas nos locais de trabalho, 15 a 30% dos casos são devidas ao álcool ou drogas.

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terça-feira, dezembro 11, 2012

Homem é atingido pelo metrô


Na noite de quarta-feira, 21 de setembro de 2011, um homem de 44 anos se abaixou para apanhar seu celular no chão da plataforma da estação Paraíso, linha 1-azul do Metrô de São Paulo, e foi atingido pelo metrô que ia no sentido Tucuruvi, informou a empresa.

Ao se abaixar para apanhar o aparelho, ele ultrapassou a faixa amarela de segurança, traçada no chão das plataformas de todas as estações do Metrô e colocou sua vida em risco.

De acordo com o Metrô o homem está bem e não tem ferimentos graves.

Ao cair no chão, recebeu dos funcionários os trabalhos de primeiros socorros e logo depois foi encaminhado ao Pronto Socorro do bairro Vergueiro, perto da estação, na zona sul da cidade. Fonte: UOL Notícias -  22/09/2011

Comentário: Como é difícil a segurança  controlar tudo. A falta de atenção induzida pela queda do celular. O homem ficou preocupado com o celular e  esqueceu de analisar outros fatores; ultrapassou a faixa de segurança, ficou com atenção na captura do celular, o corpo ultrapassou a plataforma com risco iminente de ser atingido pelo metrô. Devido a  atenção da pessoa  na recuperação do celular,  o cérebro esqueceu de processar outras informações importantes tais como; atenção de vigilância, atenção compartilhada, isto é, atenção com a  recuperação do celular e ao mesmo processar outras informações importantes, como a chegada do metrô e outros perigos.

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domingo, dezembro 09, 2012

Trabalhador morre ao manusear esmeril


O trabalhador autônomo SJS, 45 anos, morreu na tarde de segunda-feira, 30 de maio de 2011, quando estava amolando ferramentas de trabalho. A fatalidade ocorreu por volta das 16h20, no município de Dona Inês, no Brejo paraibano.

De acordo com as informações, ele estava em casa amolando ferramentas de trabalho quando um disco de esmeril desprendeu atingindo a cabeça da vítima em alta velocidade.

O impacto foi forte que Severino morreu na hora. Parte da peça ficou alojada na cabeça da vítima. O corpo foi encaminhado para o IML de Guarabira para ser necropsiado.

Fonte: Portal do Correio - 30 de Maio de 2011

Comentário:
O trabalhador fez uma adaptação, motor e disco, sem levar em consideração a parte de segurança (protetor do rebolo, velocidade do disco,).
A velocidade do disco pode variar de 54 km/h (mínima, para todos os discos) até 300 km/h (dependendo do diâmetro e o tipo de liga)

RISCOS ENVOLVIDOS NA OPERAÇÃO
a) Projeção de partículas ou fragmentos;
b) Choque elétrico;
c) Ruído excessivo;
d) Ferimentos nas mãos e olhos (torções, cortes, traumas, escoriações e perfurações)

RECOMENDAÇÕES DE FABRICANTES
1. Segurança da área de trabalho
a) Mantenha a área de trabalho limpa e iluminada. As áreas desorganizadas e escuras são um convite aos acidentes.
b) Não opere ferramentas em atmosferas explosivas, como na presença de líquidos inflamáveis, gases ou poeira. As ferramentas criam faíscas que podem inflamar a poeira ou os vapores.
c) Mantenha crianças e visitantes afastados ao operar uma ferramenta. As distrações podem fazer você perder o controle.

2. SEGURANÇA ELÉTRICA
a) O plugue da ferramenta deve ser compatível com as tomadas. Nunca modifique o plugue. Não use nenhum plugue adaptador com as ferramentas aterradas. Os plugues sem modificações aliados à utilização de tomadas compatíveis reduzirão o risco de choque elétrico.
b) Evite o contato do seu corpo com superfícies ligadas ao terra ou aterradas, tais como tubulações, radiadores, fogões e refrigeradores. Há um aumento no risco de choque elétrico se o
seu corpo estiver em contato com o terra ou aterramento.
c) Não exponha as ferramentas à chuva ou condições úmidas. A água entrando na ferramenta aumentará o risco de choque elétrico.
d) Não force o cabo elétrico. Nunca use o cabo elétrico para carregar, puxar ou para desconectar a ferramenta da tomada. Mantenha o cabo elétrico longe do calor, óleo, bordas afiadas ou das partes em movimento. Os cabos danificados ou emaranhados aumentam o risco de choque elétrico.
e) Ao operar uma ferramenta ao ar livre, use um cabo de extensão apropriado para uso ao ar livre. O uso de um cabo apropriado ao ar livre reduz o risco de choque elétrico.
f) Se não for possível evitar o funcionamento da ferramenta elétrica em áreas úmidas, deverá ser utilizado um disjuntor de corrente de segurança. A utilização de um disjuntor de corrente
de segurança reduz o risco de um choque elétrico.
g) Caso haja necessidade de substituição do cabo elétrico deve-se encaminhar a ferramenta para uma assistência técnica autorizada. Um cabo danificado aumenta o risco de choque elétrico.

3. SEGURANÇA PESSOAL
a) Fique atento, olhe o que você está fazendo e use o bom senso ao operar uma ferramenta. Não use a ferramenta quando você estiver cansado ou sob a influência de drogas, álcool ou de medicamentos. Um momento de desatenção enquanto opera uma ferramenta pode resultar em grave ferimento pessoal.
b) Use equipamentos de segurança. Sempre use óculos de segurança. Equipamentos de segurança como máscara contra poeira, sapatos de segurança antiderrapantes, capacete de segurança ou protetor auricular utilizados em condições apropriadas reduzirão os ferimentos pessoais.
c) Evite acidente pessoal. Assegure-se de que o interruptor está na posição “desligado” antes de conectar o plugue na tomada.
d) Remova qualquer chave de ajuste antes de ligar a ferramenta. Uma chave de boca ou de ajuste unida a uma parte rotativa da ferramenta pode resultar em ferimento pessoal.
e) Não force além do limite. Mantenha o apoio e o equilíbrio adequado todas as vezes que utilizar a ferramenta. Isso permite melhor controle da ferramenta em situações inesperadas.
f) Vista-se apropriadamente. Não use roupas demasiadamente largas ou jóias. Mantenha seus cabelos, roupas e luvas longe das peças móveis. A roupa folgada, jóias ou cabelos longos podem ser presos pelas partes em movimento.
g) Use protetores auriculares. Exposição a ruído pode provocar perda auditiva.

4. USO E CUIDADOS COM A FERRAMENTA
a) Não submeta a ferramenta a esforços excessivos. Use a ferramenta correta para sua aplicação. A ferramenta correta fará o trabalho melhor e mais seguro se utilizada para aquilo que foi projetada.
b) Não use a ferramenta se o interruptor não ligar e desligar. Qualquer ferramenta que não pode ser controlada com o interruptor é perigosa e deve ser reparada.
c) Desconecte o plugue da tomada antes de fazer qualquer tipo de ajuste, mudança de acessórios ou armazenamento de ferramentas. Tais medidas preventivas de segurança reduzem o risco de se ligar a ferramenta acidentalmente.
d) Guarde as ferramentas fora do alcance das crianças e não permita que pessoas não familiarizadas com a ferramenta ou com estas instruções operem a ferramenta. As ferramentas
são perigosas nas mãos de usuários não treinados.
e) Manutenção das ferramentas. Verifique o desalinhamento ou coesão das partes móveis, rachaduras e qualquer outra condição que possa afetar a operação da ferramenta. Se danificada, a ferramenta deve ser reparada antes do uso. Muitos acidentes são causados pela insuficiente manutenção das ferramentas.
f) Mantenha ferramentas de corte afiadas e limpas. A manutenção apropriada das ferramentas de corte com lâminas afiadas reduz a possibilidade de travamento e facilita seu controle. Fonte: Bosch – divisão de ferramentas elétrica

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terça-feira, dezembro 04, 2012

Perigo: Uso de ar comprimido para limpeza pessoal

Ar comprimido é um insumo ou forma de energia de ampla utilização. Entre inúmeras aplicações, pode-se mencionar: acionamentos e controles industriais, transporte pneumático, ejetores de fluidos, processos como produção de peças de vidro ou plástico, jato de areia, pinturas, ferramentas (marteletes, perfuratrizes, etc), acionamento de freios, operações submarinas, etc.

O AR COMPRIMIDO CONTÉM IMPUREZAS
As impurezas do ar normalmente não podem ser  percebidas por olhos humanos.
Não obstante, elas são capazes de interferir no  funcionamento seguro do sistema de fornecimento  de ar comprimido, bem como das ferramentas  pneumáticas. Um metro cúbico (1m3 ) de ar contém  uma variedade de impurezas como, por exemplo:
■Até 180 milhões de partículas de sujeira, de   tamanho entre 0,01 e 100 µ m 3 De 5 a 40 g/m3 de água na forma de umidade  atmosférica
■0,01 a 0,03 mg/m3  de óleos minerais e hidrocarbonetos
■Resíduos de metais pesados como: cádmio,  mercúrio e ferro

Compressores pegam não somente o ar atmosférico,  mas também as suas impurezas, as quais podem  estar em alta concentração.
Com uma compressão de 10 bar g  (10 bar de  pressão medida = 11 bar absoluto), a concentração de partículas de sujeira aumenta 11 vezes.
Um metro cúbico (1m3 ) de ar comprimido pode  conter neste caso até 2 bilhões de partículas de sujeira, considerando ainda as impurezas adicionadas ao ar pelo próprio compressor, como óleo lubrificante por exemplo.
Se todas essas impurezas e mesmo a água contidas no ar atmosférico permanecem no ar comprimido, conseqüências negativas podem surgir e certamente afetam o sistema de ar e as ferramentas que se utilizarão desse ar.

 Foto:Acidente causado pela má utilização do ar comprimido, a mangueira estava impregnada com areia no momento que o funcionário efetuava limpeza corporal .

 SEGURANÇA PARA O USO DO AR COMPRIMIDO
1. Jamais permita que o jato de ar sob pressão incida sobre o seu corpo ou de seu companheiro.
2. Antes de abrir qualquer válvula de ar comprimido, certifique-se que conexões,  mangueiras e abraçadeiras estejam seguramente presas e que não haja risco de serem desconectadas durante a execução do trabalho.
3. Sempre que ocorrer vazamentos de ar é sinal que algo está errado.
4. Verifique e corrija, eliminando o vazamento.
5. Atenção: se uma mangueira sob pressão desconectar-se, afaste-se  imediatamente do raio de ação das possíveis chicotadas. Se possível corte a  alimentação de ar deste ponto ou desligue o compressor.
6. Nunca abra uma válvula ou registro de serviço rapidamente, sempre o faça  devagar. Não esqueça que você estará liberando energia.
Foto: Acidente nos olhos provocado pelo ar comprimido

7. Nunca utilize ar comprimido para soprar lascas de madeira, cavacos, limalhas,  poeiras, partículas, líquidos do chão, máquinas, peças e equipamentos. Caso esta  operação seja necessária, utilize equipamentos de segurança adequados a cada  situação. Sempre utilize um regulador de pressão e ensaie pressões de trabalho  mais baixas (mantendo o nível de satisfação desejado).
8. Tenha muito cuidado com as pessoas presentes e com as que transitam no local. O ar comprimido pode arremessar todos estes elementos contra partes frágeis de  seu corpo ou de seu companheiro, assim como colocar em suspensão poeiras,  partículas e líquidos que inalados poderão causar sérios riscos a saúde.
9. Nunca utilize o ar comprimido para limpeza de roupas ou limpar pó, sujeira do  cabelo ou ainda qualquer parte do corpo. Partículas microscópicas podem penetrar em sua corrente sanguínea, o que pode ser mais grave se você tiver algum machucado.
10.Utilize o ar comprimido sempre com muito cuidado e o mantenha longe de seus  olhos, ouvidos, nariz e boca.
Foto: Acidente no braço provocado pelo ar comprimido

11.Nunca dirija o jato de ar comprimido para si ou para seu companheiro. Lembre-se
que o tímpano é uma membrana sensível e poderá se romper facilmente com a  força do ar comprimido.
12.Jamais utilize ar comprimido para respiração sem que esteja tratado com um  sistema eficiente de filtros coalescentes, incluindo o filtro de carvão. Em caso de  uso de ar comprimido para trabalhos no interior de ambientes confinados, tenha  certeza de que o ar seja respirável.
13.Nunca execute serviços em equipamentos pressurizados (compressores,  reservatórios, ferramentas pneumáticas), exemplo: remover um bujão para  completar o nível de óleo em um compressor, sem ter a certeza que o mesmo  esteja totalmente despressurizado, poderá causar acidente grave ou até mesmo  morte.

Foto: Acidente no dedo

CUIDADOS COM O AR
■Não dirija o jato de ar comprimido contra outra pessoa nem  brinque com ele.
■Não utilize ar comprimido para limpar roupa ou partes do  corpo.
■Não use ar comprimido de outras formas indevidas; 
■Conecte devidamente os engates da mangueira para evitar  vazamentos e que venham a se soltar e chicotear.
■Não dobre a extremidade da mangueira para impedir a saída do  ar e nem a amarre com arame.
■Utilize sempre óculos de segurança ao trabalhar com ar  comprimido, este EPI, protege de possíveis contatos com  partículas volantes.
■Utilize dispositivos apropriados na extremidade da mangueira  para controlar a saída do ar.
■Nunca utilize o dedo para controlar esta vazão, pois, o ar sobre  pressão poderá passar pelo tecido da pele e causar lesões.

Foto: Limpeza de roupa com ar comprimido

PERIGO BRINCAR COM AR COMPRIMIDO
Você seria capaz de brincar com  uma arma, talvez, fazendo roleta russa, com ela carregada  apontando para sua cabeça ou para seu colega? Claro que não!
Mas alguns fazem essa brincadeira, geralmente com vítima fatal ou com ferimentos graves. O ar comprimido usado de maneira incorreta é uma arma, também mortal. 
Muitos trabalhadores usam com brincadeiras ou usam após o trabalho “limpar” roupas e braços, ferramentas, etc.
O ar comprimido ligado a uma fonte de pressão de 7 kgf/cm2,  com uma mangueira de ¼ de polegadas, equivale  a uma pistola de 9 mm carregada.
É uma brincadeira perigosa e pode ser mortal

Foto: Brincando com ar comprimido com colega

O PERIGO DE APLICAR O AR COMPRIMIDO SOBRE O CORPO HUMANO
O uso inadequado do ar comprimido no  corpo humano pode provocar enfisema subcutâneo, que caracteriza-se pela presença de ar nos tecidos moles.
Devido o perigo que representa, o ar comprimido não deve ser aplicado sobre o corpo, usado para a limpeza de roupa de trabalho, braços,  ou para tirar pó ou sujeira do cabelo, afinal um jato de ar comprimido pode:
■Romper um Tímpano,
■Causar hemorragia interna ao penetrar pelos poros da pele,
■Descolar a retina dos olhos,
■Causar infecções na pele,
■Inflamações nos tecidos conjuntivos por causa das impurezas presentes no ar comprimido.

EMBOLIA SUBCUTÂNEA
Pode ocorrer ao penetrar ar sob o tecido subcutâneo.

EMBOLIA GASOSA
A lesão poderá ser fatal se o ar  atingir um vaso sanguíneo e pode  provocar  bolhas de ar que interrompe a circulação do sangue.

PROJÉTEIS
Pode-se empurrar ou arremessar partículas de metal ou outros materiais, a velocidades tão altas, que os convertem em mini projéteis perigosos para o corpo e principalmente para o rosto e olhos. Fonte: Bosch, Instalações Industriais (Archibald Joseph Macintyre)

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