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quinta-feira, junho 28, 2012

Capacete salva trabalhador

Um balde pesando 20 kg caiu do terceiro andar e atingiu o trabalhador. O impacto foi tão grande que  o capacete de segurança amassou e o trabalhador desmaiou. Ele não teve fraturas, mas um corte muito grave e levou 20 pontos.

Comentário:
Muitos trabalhadores têm desculpas para não utilizar o capacete;
■Ele é muito pesado;
■Ele dá dor de cabeça;
■Ele machuca o pescoço;
■Ele é muito frio para ser usado;
■Ele é muito quente para se usado;
■Ele não deixa ouvir direito;
■Ele não deixa  enxergar direito.
O trabalhador nunca saberá que tipo de surpresa poderá aguardar vindo em direção a cabeça. Proteja-se usando o capacete e cuide de sua conservação, não jogando ao chão, mantendo-o limpo e em perfeitas condições de uso. Esse acidente comprova como é importante o trabalhador usar o capacete.

CAPACETE DE SEGURANÇA: ASPECTO GERAL
Todos os anos, trabalhadores são gravemente feridos devido à impactos na cabeça.
Equipamentos de proteção individual são indicados para proteger o trabalhador de um risco existente e não para controlar ou remover a fonte de risco. O uso de capacetes de segurança reduz as chances de ocorrerem ferimentos graves.
Uma das principais causas de danos à saúde entre trabalhadores da construção civil é a queda de objetos. Porém, nem todos os acidentes levam à morte. O mais freqüente são os danos no cérebro, ferimentos no pescoço e outros efeitos.
Outro risco para a cabeça é o choques elétrico. Tanto em construções, ou outra indústria qualquer, existe a possibilidade de contato com fiação elétrica, e então a possibilidade de choques elétricos. Muitos capacetes de segurança são feitos para oferecer certo grau isolação elétrica.
A proteção adequada é muito importante e deve ser compatível com o trabalho a ser feito.

O primeiro passo, para a seleção da proteção adequada é certificar-se que todas as  opções atendem à NBR 8221:2003, norma brasileira que descreve os requerimentos mínimos para um capacete de segurança. Capacetes que possuem o Certificado de Aprovação foram testados segundo a norma e atenderam aos requisitos mínimos.

COMPOSIÇÃO DO CAPACETE
Um capacete é composto de duas partes principais. A primeira é o casco, feito geralmente de polietileno de alta densidade, podendo ser de outros materiais como ABS. O segundo componente é a suspensão que é a armação interna do capacete, constituída de carneira e coroa. O objetivo do conjunto é reduzir os efeitos causados pelo impacto de um objeto na cabeça do trabalhador.

REQUISITOS DO CAPACETE
Baseado na norma NBR 8221:2003, um capacete de segurança deve atender aos requisitos abaixo:
1. Deve limitar a pressão de impacto aplicada no crânio, difundindo-a através da maior superfície possível. Isto é conseguido através de uma suspensão que se encaixe bem em vários tamanhos de crânio, juntamente com um casco forte o suficiente para evitar que o crânio entre em contato direto com o objeto em queda. Sendo assim, o casco deve ser resistente à deformação e perfuração.
2. Deve dissipar a energia que seria transmitida para a cabeça e pescoço. Isto é conseguido através da suspensão, que deve ser seguramente encaixada no casco, assim o impacto é absorvido sem que a suspensão desencaixe. Consegue-se isto através de encaixes robustos, tiras devidamente encaixadas na carneira, bom ajuste de diâmetro na cabeça do usuário, etc. A suspensão deve ainda ser flexível suficiente para deformar-se com o impacto, sem tocar no casco, isto é possível devido ao vão livre vertical, que é a medida entre o ponto mais alto da face interna da suspensão e o ponto mais alto da face interna do casco, com o capacete colocado na posição normal de uso.
3. Dependendo do trabalho a ser feito, um capacete de segurança deve também reduzir danos provenientes de choques elétricos.

CLASSIFICAÇÃO DOS CAPACETES
Segundo a mesma norma, os capacetes são classificados em duas classes:
a) Classe A: capacete para uso geral, exceto em trabalhos com energia elétrica;
b) Classe B: capacete para uso geral, inclusive para trabalhos com energia elétrica.

E AS CLASSES PODEM SER DE TRÊS TIPOS:
1. Tipo I: capacete com aba total;
2. Tipo II: capacete com aba frontal;
3. Tipo III: capacete sem aba.
As exigências feitas para um capacete de classe B englobam todas as feitas para a classe A, e a eles agrega exigências relativas ao isolamento dielétrico. Neste sentido, pode-se considerar que a classe B engloba a classe A.

Outros requerimentos devem ser observados para trabalhos específicos. Isto inclui proteção contra respingos de metais fundidos, e proteção contra impactos laterais.
Capacetes de segurança devem ser os mais confortáveis possíveis, conforto pode ser conseguido através de algumas variáveis:
  1. Coroa flexível;
  2. Tira de absorção de suor, facilmente removível e lavável;
  3. Suspensão de tecido,
  4. Jugular, carneira e coroa feitas de material não irritante.

CONSIDERAÇÕES ESPECIAIS
Em ambientes onde o trabalhador está exposto a materiais condutivos, somente o capacete classe B deve ser usado. Este tipo de capacete não deve possuir perfurações para ventilação ou partes metálicas, assim como nenhum dos seus acessórios  (abafadores, viseiras, etc.) podem possuir qualquer componente metálico.

CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO
Capacetes de segurança devem ser mantidos em boas condições e trocados quando necessário. Para isto seguem algumas recomendações:
1.Não deve ser guardado em ambientes expostos ao sol, pois a radiação ultravioleta presente na radiação solar, enfraquece o casco, e o que pode reduzir a resistência no momento do impacto.
2.Inspecionar regularmente o casco. Procurar por sinais de deterioração, danos provenientes de algum impacto, penetração, abrasão, etc.
3.A suspensão também deve ser inspecionada regularmente. Se houver sinais de deformação ou rasgamento, deve ser substituída.
4.Partes danificadas devem ser substituídas. Nunca use partes de fabricantes ou modelos diferentes. Os capacetes são testados da maneira como eles são vendidos, uma construção diferente não garante que a mesma continue atendendo a norma. Além do mais não está coberta pela lei, por não possuir CA.
5.Para limpeza do casco, use somente água e sabão. Se houver necessidade de desinfecção, uma solução a 5% de hipoclorito de sódio deve ser usada.
Uma boa higienização pode prolongar a vida útil do capacete. O EPI limpo permite fácil visualização de irregularidades no casco ou em qualquer outra parte no momento da inspeção do capacete (rachaduras, amassados, cortes, riscos e trincas). A experiência mostrou que se uma coisa mínima como uma trinca finíssima passar despercebida ela vai aumentar e aprofundar-se.
6.O casco e a suspensão nunca devem ser alterados.
7.Não pinte ou limpe com solventes ou gasolina. Não apliquem abrasivos. Estes produtos químicos podem enfraquecer o casco. Fonte: 3M do Brasil

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terça-feira, junho 26, 2012

Canola transgênica dos EUA se multiplica na natureza

Versões geneticamente modificadas da planta canola estão florescendo sob a forma de ervas daninhas no Estado de Dakota do Norte, dizem cientistas, em uma das primeiras instâncias de uma variedade transgênica que se espalha livremente na natureza. A canola transgênica também foi encontrada crescendo no Japão, que nem sequer cultiva a planta, apenas a importa.
Até que ponto isso pode ser um problema é uma questão a ser discutida. Mas críticos dos transgênicos há muito tempo avisam que é difícil impedir que genes -no caso em pauta, genes que conferem resistência a herbicidas comuns- se espalhem, com conseqüências indesejadas.
"Se há um problema em Dakota do Norte é que essas plantas cultivadas para fins comerciais estão virando mato", disse Cynthia L. Sagers, professora de biologia na Universidade do Arkansas, autora de estudo a respeito.

A canola, cujas sementes são prensadas para produzir óleo de cozinha, é um tipo de colza desenvolvido por cultivadores no Canadá. Nos EUA ela é produzida principalmente em Dakota do Norte e Minnesota, embora seu cultivo venha se ampliando.
Aparentemente, as plantas à beira de estradas começam a crescer quando sementes são trazidas de cultivos pelo vento ou caem de caminhões.

Nas planícies do Canadá, onde a canola é plantada em grande escala, plantas transgênicas que crescem na beira de estradas e são resistentes ao herbicida Roundup estão virando um problema, disse Alexis Knispel, que acaba de concluir uma dissertação de doutorado sobre o tema na Universidade de Manitoba.

Alguns fazendeiros, disse ela, estão sendo obrigados a voltar a arar seus campos para controlar as plantas indesejadas -prática que contribui para a erosão do solo- porque não podem mais usar o Roundup. Knispel disse também que a proliferação da canola na beira de estradas dificultará a conservação da canola orgânica livre de material transgênico.
A Monsanto, que desenvolveu a canola Roundup Ready, uma das plantas transgênicas, disse que as descobertas não são surpreendentes nem preocupantes.

Segundo a empresa, antes mesmo de serem desenvolvidas as plantas transgênicas, a canola já crescia na beira de estradas; hoje, quando 90% da canola plantada por fazendeiros é transgênica, seria razoável prever uma porcentagem semelhante nas amostras na beira de estradas.
Segundo Cynthia Sagers, das 604 plantas coletadas, 80% eram transgênicas. Algumas eram Roundup Ready, cotadas de um gene que confere resistência ao Roundup, conhecido como glifosato. Outras são plantas Liberty Link, com um gene que confere resistência ao glufosinato.
Milho e soja transgênicos não se fixaram na natureza, apesar de serem cultivados em grandes extensões. Segundo Norman Ellstrand, professor de genética, "eles simplesmente não gostam de crescer na natureza".

Fonte: Folha de São Paulo - The New York Times -23 de agosto de 2010

Comentário:
Existem controvérsias sobre os benéficos do óleo de canola para a saúde humana. As organizações e entidades que representam a Canola apontam apenas benefícios desse óleo e os céticos duvidam. O óleo de canola faz bem à saúde e pode ajudar a prevenir doenças do coração, esse é o slogan, para quem quer faze uma dieta saudável. Entretanto é um óleo obtido através de refino. Como todos os óleos vegetais modernos, o óleo canola passa por prensagem mecânica sob altas temperaturas, extração por solventes e posteriormente envolve a hidrogenação e desodorização. É pura química o processo.

ORIGEM
A planta canola, a linda flor amarela estampada nos rótulos dos óleos não existe. Canola não é uma planta: é um nome comercial. É a sigla de Canadian Oil Low Acid. A flor amarela é uma planta hibridizada chamada “colza“. A colza é o resultado do cruzamento de várias subespécies de plantas da mesma família com o objetivo de obter uma semente com baixo teor de ácido erúcico, uma vez que este é inadequado ao consumo humano.
No Brasil, hoje, se cultiva apenas canola de primavera, da espécie Brassica napus L. var. oleifera, que foi desenvolvida por melhoramento genético convencional da colza, grão que apresentava teores mais elevados de ácido erúcico e de glucosinolatos.

Óleo de colza que não é Canola (i.e. "óleo vegetal alimentício") não deve ser ingerido por causa de sua toxicidade e não deve ser confundido por Canola, visto que este último é oriundo de melhoramento genético convencional da colza, a qual reduziu bastante a sua toxicidade (existe também a canola transgênica, a qual foi geneticamente modificada com o propósito de ser resistente ao herbicida glifosato).

Canola é uma marca registrada canadense (1978), desenvolvida por dois cientistas canadenses, Baldur Stefansson e Richard Downey, durante 1958 e 1974 e a junta administrativa da Canola no Canada (Canola Council of Canada (em inglês)) diz que o nome Canola significa simplesmente "óleo canadense", enquanto óleo de colza que não se encontra dentro dos critérios regulamentares da Canola deve continuar sendo chamado de "azeite de colza”.

O termo Canola, Canadian Oil, Low Acid, significa "óleo canadense de baixo teor ácido" é aplicado a variedades cultivadas de colza. O acido em questão é o ácido erúcico da Canola que está em taxas consideradas saudáveis pelo Governo canadense e, nos EUA, pela Agência Food and Drug Administration (FDA, o órgão que administra e regulariza alimentos e drogas), os dois países com maior consumo deste óleo, com menos de 2% deste ácido. O óleo também é conhecido como LEAR oil, que significa “Low Erucic Acid Rapeseed“(semente de colza de baixo teor de ácido erúcico).

Na década de 60, novas variedades de colza surgiram e foram cultivadas por produtores canadenses da NCGA (Northern Canola Growers Association), a associação do Norte do Canadá de produtores de colza.

O Governo canadense recomendou-os a uma conversão para uma produção de colza de baixo teor ácido e assim, em 1973, iniciou-se a produção com menos de 5% de ácido erúcico nos produtos alimentícios. Os regulamentos foram ajustados, no início dos anos 80, para que a produção canadense da Canola pudesse entrar no mercado norte-americano, e finalmente a agência FDA americana (Agência de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) aprovou o Canola em 1985.

O óleo canola está associado com lesões fibróticas no coração. Também causa deficiência de vitamina E, mudanças indesejáveis nas plaquetas, e encurta a expectativa de vida de ratos (propensos ao derrame), quando esse óleo é a única fonte lipídica da dieta. Além disso, parece retardar o crescimento, o que faz com que o FDA não permita o uso de óleo de canola em fórmulas infantis (crianças até 3 anos). Fonte: Canola – Wikipédia - 24 de maio de 2012.

PROCESSAMENTO
A colza foi utilizada como uma fonte de óleo desde tempos antigos porque é facilmente extraída da semente. De forma interessante, as sementes, primeiro eram cozidas, para depois se extrair o óleo. Na China e na Índia, o óleo de colza era fornecido por milhares de mascateiros que operavam pequenas pedras de pressão em temperaturas baixas para obter o óleo. O que esse negociante vende para as donas de casa é absolutamente fresco.

O moderno processamento de óleo comestível é uma coisa completamente diferente. O óleo é removido por uma combinação entre pressão mecânica sob altas temperaturas e o uso de solventes de extração. Vestígios do solvente (usualmente hexano) permanecem no óleo, mesmo depois de considerável refinamento. Como todos os óleos vegetais modernos, o óleo canola passa pelo processo de cáustico refinamento, branqueamento e degumming (retirada de substâncias gelatinosas, gomas, solúveis em água, gelatinosas quando úmidas, mas duras quando secas, presente em vários vegetais,) – todas as etapas envolvem altas temperaturas ou produtos químicos de segurança questionável.

Como o óleo de canola tem altas taxas de ômega - 3, facilmente se torna rançoso e fica com cheiro ruim quando exposto ao oxigênio e às temperaturas altas, ele precisa ser desodorizado. O processo de desinfecção padrão remove uma grande porção de ômega-3 os transformando em ácidos graxos trans. Embora o governo canadense catalogue o conteúdo de trans da canola num mínimo de 0,2 por cento, pesquisas da Universidade da Florida em Gainesville, encontraram níveis elevados de trans, em torno de 4,6 por cento no óleo comercial líquido. O consumidor não tem nenhuma idéia sobre a presença de ácidos graxos trans no óleo de canola porque esse conteúdo não está demonstrado no rótulo.

Uma grande parte do óleo de canola utilizado nos alimentos processados foi “endurecida” através do processo de hidrogenação, o que introduz altos níveis de ácidos graxos trans no produto final, algo em torno de 40%.

De fato, os hidrogenados do óleo canola são muito atrativos, pois são melhores que os óleos de milho e de soja, uma vez que os modernos métodos de hidrogenação tem ação preferencial sobre o ômega–3, e o óleo de canola é rico em ômega-3. Esses níveis mais altos trans significam vida mais longa para esses alimentos processados nas prateleiras, uma textura crocante nos biscoitos e nas bolachas - e mais riscos de doença crônica ao consumidor. Fonte: Mary Gertrude Enig, PhD, nutritionist

ALTERAÇÕES FÍSICO-QUÍMICAS DO ÓLEO EM FRITURA
Na população em geral, é um procedimento comum o consumo de óleos e gorduras, mesmo após terem sido submetidos a altas temperaturas em processos de fritura.
Na fritura, observa-se um processo simultâneo de transferência de calor e massa. O calor é transferido do óleo para o alimento; a água que evapora do alimento é absorvida pelo óleo. Assim, os fatores que afetam a transferência de calor e massa, afetam as propriedades térmicas e físico-químicas do óleo e do alimento.
O processo de fritura é realizado em recipientes abertos, à temperatura elevada (180 – 200°C), em contato direto com o ar. Estas condições provocam modificações;
■físico-químicas nos óleos (termo-oxidação, rancificação),
■algumas das quais são visíveis como o escurecimento,
■aumento da viscosidade,
■formação de espuma e fumaça.
Essas transformações afetam as características sensoriais do óleo em uso e influenciam na aceitabilidade do produto frito, além de produzirem;
■efeitos tóxicos como irritação,grastrointestinal,
■Inibição de enzimas, destruição de vitaminas e carcinogênese, quando da ingestão contínua e prolongada de produtos rancificados

PROCESSO DE FRITURA
No processo de fritura, o alimento é submerso em óleo quente, que age como meio de transferência de calor. Deve-se ainda considerar que parte do óleo utilizado para a transferência de calor é absorvido pelo alimento e torna-se parte da dieta, exigindo se óleos de boa qualidade no preparo dos alimentos e que permaneçam estáveis por longos períodos de tempo.
Durante o aquecimento do óleo no processo de fritura, uma complexa série de reações produz numerosos compostos de degradação. Com o decorrer das reações, as qualidades funcionais, sensoriais e nutricionais se modificam. Quando o alimento é submerso no óleo quente em presença de ar, o óleo é exposto a três agentes que causam mudanças em
sua estrutura:
1) a água, proveniente do próprio alimento e que leva a alterações hidrolíticas;
2) o oxigênio que entra em contato com o óleo e a partir de sua superfície leva a alterações oxidativas e finalmente,
3) a temperatura em que o processo ocorre, resultando em alterações térmicas, como isomerização e reações de cisão (aldeídos e cetonas), formando diversos produtos de degradação, como epóxidos e hidroperóxidos

Os óleos e gorduras são uma fonte importante de transferência de calor no processo de fritura dos alimentos. Contudo, sua reutilização sistemática, comum nos dias atuais,
pode causar alterações na estrutura molecular, dando origem a compostos altamente reativos como os radicais livres de ácidos graxos, que por sua vez originam aldeídos, dienos conjugados, hidroperóxidos, monômeros cíclicos e compostos poliméricos pesados que passam a fazer parte do alimento podendo causar danos à saúde do consumidor.
Os óleos vegetais poliinsaturados utilizados nos alimentos são bons para organismo, mas quando submetidos a processos oxidativos, como a foto-oxidação e a termo-oxidação, suas ligações duplas são alvos fáceis na decomposição desses óleos, transformando-os em uma série de produtos secundários prejudiciais ao organismo.
O aquecimento intermitente, sob a ação do oxigênio atmosférico acelera muito o mecanismo de deterioração dos óleos e gorduras, pela ação da hidrólise, oxidação e termooxidação. Fonte: Seme Youssef Reda e Paulo Borba Carneiro

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sábado, junho 23, 2012

Aumenta número de javalis radioativos em florestas da Alemanha

Quase 25 anos após o desastre nuclear de Chernobyl, consequências ainda são sentidas

Foi um ótimo tiro. Um enorme javali. E uma grande decepção. Quando Georg van Bebber carregou seu javali para fora da floresta Ebersberg, perto de Munique, depois de um dia inteiro de caçada, ele estava entusiasmado com sua presa impressionante.

Mas antes que pudesse levar o animal para casa, um contador Geiger mostrou um problema: a carne do javali estava radioativa, num nível perigoso para o consumo humano. Era preciso jogá-la fora e queimá-la. "Eu realmente queria ter ficado com aquele javali", disse van Bebber, ao narrar o incidente.

Quase 25 anos após o desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, suas consequências ainda são um assunto corrente em algumas partes da Alemanha, onde milhares de javalis abatidos por caçadores ainda aparecem com níveis excessivos de radiação. De fato, os números estão mais elevados do que nunca.

A compensação total paga pelo governo alemão no ano passado pelo descarte de carne contaminada chegou a 425.000 euros, a partir de apenas 25.000 euros pagos há dez anos, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente.

"A razão é que há mais e mais javalis na Alemanha, e mais estão sendo caçados e mortos, e é por isso que mais carne contaminada aparece", disse o porta-voz Thomas Hagbeck.

"Mas isso também mostra quanto tempo a contaminação radioativa continua a ser um problema para o meio ambiente", acrescentou.

Javalis estão entre as espécies mais suscetíveis às consequências da catástrofe nuclear de 24 anos atrás. Diferentemente de outros animais de caça, eles frequentemente se alimentam de cogumelos e trufas que tendem a acumular radioatividade. Além disso, eles fuçam o solo contaminado com seus focinhos.

Mas os javalis são também beneficiários de outra crise ambiental, a mudança climática.

A Europa Central está se transformando num paraíso para esses animais, à medida que as temperaturas elevadas fazem com que as árvores produzam um excesso de sementes e as plantações que os javalis às vezes invadem também tenham excesso de produção, disse Torsten Reinwald, da Federação Alemã de Caça.

"O número de javalis na Alemanha quadruplicou ou quintuplicou nos últimos anos, assim como o número de javalis abatidos", afirmou ele, acrescentando que países como Polônia e França também assistem a uma explosão populacional dos animais.

Artigos publicados – Chernobyl

Fonte: Estadão - 19 de agosto de 2010 

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quarta-feira, junho 20, 2012

Baía de Guanabara: cartão-postal da beleza e do caos

Os grandes desafios da Baia de Guanabara, para despoluir o maior símbolo da sede da Rio+20

■ Sete mil toneladas de peixes são capturadas por ano. Há dez anos eram 18 mil toneladas.
■ Há 83 km2 de manguezais, mas somente 15 km2 são preservados.
■ A cada segundo 14 mil litros de esgoto são despejados sem tratamento
■ Nos ano 80, cerca de 500 golfinhos viviam na Baía. Hoje não passam de 40.
■ Das 40 praias da baía, 37 apresentam qualidade da água entre ruim e péssima.
■ O Rio tem o compromisso de recuperar a baía até os Jogos Olímpicos de 2016

BAÍA DE GUANABARA
A baía abriga dezenas de espécies botânicas, zoológicas e ictiológicas. Entre as espécies que habitam ou procuram a baía de Guanabara para se alimentar ou se reproduzir, destacam-se:
Golfinhos
Tartarugas-marinhas
Bagres
Paratis
Sardinhas
Tainhas
A baía integrava a rota migratória das baleias francas que buscavam as suas águas quentes para procriar, no inverno austral. Até ao século XVIII, a armação (pesca) de baleias foi uma atividade expressiva na baía de Guanabara.

ASPECTOS DE MEIO-AMBIENTE

Foto: Imagem aérea mostra lixo no canal Cunha, na Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro

Diante da perda secular de áreas de manguezal, exploradas sob os mais variados aspectos, a baía atualmente agoniza, vítima da poluição dos esgotos domiciliares e industriais, além dos derrames de óleo e da crescente presença de metais pesados em suas águas. À época do Descobrimento, estima-se que essas áreas cobriam 300 km²; dados da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro, em 1997, indicavam que elas se encontravam reduzidas  a apenas cerca de 60 km².
Embora as águas da baía se renovem em contato com as do mar, ela é a receptora final de todos os efluentes líquidos gerados nas suas margens e nas bacias dos 55 rios e riachos que a alimentam. Entre as fontes potenciais de poluição contam-se 14.000 estabelecimentos industriais, quatorze terminais marítimos de carga e descarga de produtos oleosos, dois portos comerciais, diversos estaleiros, duas refinarias de petróleo, mais de mil postos de combustíveis e uma intrincada rede de transporte de matérias-primas, combustíveis e produtos industrializados permeando zonas urbanas altamente congestionadas.


Foto: Imagem aérea da poluição no rio Suruí, que integra a Baía de Guanabara

A bacia que drena para a Baía de Guanabara tem uma superfície de 4.000 km², integrada pelos municípios de Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Nilópolis, São Gonçalo, Magé, Guapimirim, Itaboraí, Tanguá e partes dos municípios do Rio de Janeiro, Niterói, Nova Iguaçu, Cachoeiras de Macacu, Rio Bonito e Petrópolis, a maioria localizada na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Esta região abriga cerca de dez milhões de habitantes, o equivalente a 80% da população do estado do Rio de Janeiro. Mais de 2/3 dessa população, 7,6 milhões de habitantes, habitam na bacia da Baía de Guanabara.
A partir da década de 1990 vem sendo objeto de um dos maiores projetos de recuperação ambiental, com verbas do BID e do Governo do Japão, cujas obras, atualmente, encontram-se paralisadas.

OS ESGOTOS NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO:
Na Bacia hidrográfica da Baia de Guanabara pode-se estimar que a população de baixa renda envolve cerca de 4 milhões de habitantes urbanos (45% da população da bacia), que não são servidos por redes públicas de esgotamento sanitário, ou seja, essa população despeja seus esgotos nas águas da baia in natura, sem nenhum tratamento, vivendo assim em condições ambientais adversas, em que os índices de doenças de veiculação hídrica são muito alto altos.
As águas pluviais contaminadas são uma das principais fontes de carregamento e transporte de poluentes e sedimentos para dentro da baia, portanto merecem atenção. As águas pluviais de uma bacia hidrográfica sem edificações transportam sólidos à superfície do solo desnudo para os corpos d’água da bacia e também nutrientes das áreas vegetadas. Em zonas urbanizadas as chuvas acabam por transportar cargas que contenham sólidos suspensos, óleos e graxas, metais pesados, matéria orgânica, nutrientes e lixo.
O numero de favelas existentes em volta da Baia de Guanabara é outro grande problema relacionado às chuvas devido à dificuldade de escoamento das águas. Os esgotos gerados pela  população residente desses locais formam valas negras que acabam chegando os sistemas de drenagem urbana e conseqüentemente aos rios da baia.

 A POLUIÇÃO INDUSTRIAL NA BAIA DE GUANABARA
Cerca de 400 indústrias, do total de 14.000, são responsáveis pelo lançamento de quantidades expressivas de poluentes na Baía de Guanabara e nos rios da sua bacia.
Uma estimativa da carga diária de poluentes despejada na baía, considera:
400 toneladas de esgoto doméstico
64 toneladas de resíduos orgânicos industriais
7 toneladas de óleo
300 quilos de metais pesados

ATIVIDADE INDUSTRIAL É UMA DAS MAIS IMPORTANTES FONTES DE CONTAMINAÇAO
A atividade industrial é uma das mais importantes fontes de contaminação da Baia de Guanabara. Aproximadamente 20% da carga orgânica lançada em suas águas e quase toda a carga de substâncias tóxicas, são decorrentes dela. Aproximadamente 70% das indústrias do estado do Rio de Janeiro, 70% o numero de empregados, e 70% do valor da produção do setor, localizam-se na bacia hidrográfica Baia de Guanabara.

De forma geral as indústrias instaladas na bacia hidrográfica da Baia de Guanabara estão centralizadas nos ramos de processamentos de alimentos e bebidas, têxteis e vestuário, metalúrgicas, químicas e petroquímicas. É necessário destacar a Reduc e o pólo de outras unidades do mesmo gênero que se desenvolve ao redor da refinaria, quando falamos na poluição da baia, destacando o grande impacto das indústrias químicas e petroquímicas.
De aproximadamente 14 mil fábricas, algumas tiveram uma participação direta no processo de poluição das águas da Baia de Guanabara por períodos relativamente longos. São elas:

Refinaria Duque de Caxias (REDUC);
Localiza-se na margem esquerda do Rio Iguaçu, próxima a sua foz. A Reduc provavelmente destruiu grande parte do primitivo manguezal, gerando impacto pelo lançamento de óleo e outros resíduos em grandes quantidades.

Bayer do Brasil;
É uma indústria química de alto porte, fabrica biocidas, produtos veterinários e poliurêtanicos, corantes, sais de cromo etc. lança seus efluentes no rio Sarapui, no entanto um dos objetivos de suas unidades produtivas é minimizar geração de efluentes.

Refinaria de Petróleo de Manguinhos;
É a terceira Refinaria mais antiga do Brasil. Usa como corpo receptor o canal do Cunha, perto de sua desembocadura na Baia de Guanabara. Seus principais produtos são gasolina e derivados, gás liquefeito de petróleo, óleo combustível e diesel.

Companhia Eletroquimica Pan-Americana;
Segunda companhia a produzir cloro no Brasil. Usa como corpo receptor o rio Acari, afluente do rio Meriti. Durante muitos anos o principal problema da Pan- americana foi o lançamento de mercúrio nos rios Acari e Meriti e também na baia numa região de baixa circulação de água.

Petroflex;
Fábrica de borracha, o rio Estrela é o receptor de seus efluentes e deságua na Baia de Guanabara, porém não usa mais suas águas para fins de refrigeração.

Companhia Progresso Industrial do Brasil – Fabrica Bangu;
Considerada um dos mais antigos poluidores da Baia de Guanabara, fabricava tecidos e não possuiam nenhum tipo de preocupação ambiental. O principal formador do rio Sarapuí é até hoje conhecido como rio das tintas, pois  ao longo dos anos recebeu os efluentes coloridos dos processos de tingimento de seus tecidos. Hoje se encontra desativada e em seu lugar foi construído o Bangu shopping.

Companhia Brasileira de Antibióticos (Cibran);
Contribui com o lançamento de contaminantes líquidos com grandes concentrações de DBO (demanda Bioquímica de Oxigênio) e DQO(demanda química de oxigênio). Por lançar seus efluentes no Rio Cacerebeu, foi acusada da morte de animais a jusante do ponto de despejo.

Atlantic Indústrias de Conservas;
é uma fabrica de alimentos de médio porte localizada no município de Niterói. Seus principais agressores são as altas concentrações de BDO e DQO, óleos e graxas. Uma vez que essa indústria nunca implantou qualquer sistema de tratamento, a Baia de Guanabara é seu corpo receptor.

ACIDENTES AMBIENTAIS
Somam-se, ainda, os acidentes ambientais como vazamentos de óleo, que ocorrem com certa freqüência nas refinarias, portos comerciais, estaleiros e postos de combustíveis. Como exemplo, ocorreu em janeiro de 2000 um vazamento de 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, causando grandes danos aos manguezais, praias e à população de pescadores, ou em março de 2006, diante de uma mortandade de peixes e óleo invadindo a praia de Ramos, os moradores da região acusando o Aeroporto Internacional Antônio Carlos Jobim por lavar os aviões e deixar óleo escoar para as águas da baía. Mas o maior vazamento registrado ocorreu em março de 1975 por ocasião do acidente de navegação protagonizado pelo navio Tarik Ibn Zyiad, quando 6 milhões de litros de óleo contaminaram as águas da baía.   

POLUICAO POR ÓLEO:
Os vazamentos são freqüentes na Baia, mostrando que os sistemas de prevenção não funcionam como deveriam. Os vazamentos ocorrem por falhas operacionais, rompimentos de tubos e válvulas, choque de navios em pedras, e as emissões fugitivas dos sistemas de armazenamento.

O PROBLEMA DO LIXO E SUAS INFLUÊNCIAS NAS ÁGUAS DA BAIA
Em um corpo d’água o lixo é a forma mais visível de poluição, pois se acumulam em suas margens, e os detritos que flutuam em suas águas causam prejuízos  ao banho de mar, a pesca, a navegação comercial e de lazer, ao turismo e até mesmo a estética da paisagem. Os resíduos sólidos que são lançados na Baia precisam ser retirados freqüentemente, pois podem acabar dispostos em córregos, valas e canais do sistema de drenagem, causando assoreamento e entupimento. Isso ocorre geralmente em favelas e área carentes das periferias da cidade, pois o  esquema de coleta de lixo é muitas vezes precária ou inexistente.

É sabido que o lixo prejudica muito a qualidade das águas dos rios e canais, e por extensão o espelho d’água da baia, provocando prejuízos estéticos e sanitários. Como a maioria dos seus elementos é flutuante e não submergem, terminam com freqüência formando ilhas de detritos nos trechos de menor velocidade da água. Essas ilhas de resíduos são formadas por galhos de árvores, pedaços de madeira, moitas de vegetação, misturadas com todos os tipos de plásticos, objetos imprestáveis a até animais mortos.

DESMATAMENTO NA BACIA HIDROGRAFICA
A Mata Atlântica, bioma o qual a Baia de Guanabara está inserida, é caracterizada por grande riqueza biótica. Infelizmente a floresta que cobria a região primitivamente, sofreu grandes danos, perdendo espaço como conseqüência da ação humana.
Matas e florestas são indispensáveis ao equilíbrio e a regularidade dos sistemas fluviais da Baia de Guanabara, com grande influência nos processos de regularização hidráulico-ecológica. Além de representar um fator básico para a regularidade do ciclo hidrológico dos rios que fluem para a Baia de Guanabara, os ecossistemas florestais contribuem para o reabastecimento dos aqüíferos e a manutenção do nível hidrostático adequado dos lençóis freático na região.

DESTRUIÇÃO DE MANGUEZAIS
Dos 260 km² originalmente cobertos por manguezais no entorno da baía, restam hoje apenas 82 km². A destruição desta formação vegetal causa a redução da capacidade de reprodução de diversas espécies de vida aquática e intensifica o processo de assoreamento que, ao longo do tempo, resulta na progressiva redução de profundidade da Baía.

OUTROS TIPOS DE AGRESSÃO  AMBIENTAL
Outros problemas também atingem a Baia de Guanabara, são eles: problemas de aterros, destruição de manguezais, problemas de assoreamento e poluição do ar.

O PROGRAMA DE DESPOLUIÇÃO DA BAIA DE GUANABARA (PDBG)
Em 1994 foi assinado o Programa de Despoluição da Baia de Guanabara (PDBG) em 1994. O objetivo era reduzir a poluição da Baía, o que não se limitava a limpar diretamente o corpo d’água e sim solucionar o conjunto de problemas ambientais da bacia, que determinam seu estado atual de degradação. Além dessas obras, o programa previa atuar em outras vertentes: racionalização do abastecimento de água, melhoria na coleta de lixo, controle de inundações, mapeamento digital da região e diversos projetos ambientais.

No orçamento original de 1994, os recursos disponíveis eram de US$ 793 milhões, dos quais US$ 350 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), US$ 237 milhões pela agência japonesa Japan Bank for International Cooperation (JBIC) e US$ 206 milhões provenientes do governo e s t a d u a l .

O conjunto de obras previstas na primeira etapa do PDBG foi voltado ao saneamento básico da bacia, com destaque para a coleta, tratamento e destino final de esgotos domésticos, ainda envolveu o abastecimento de água, coleta e destino final de lixo, drenagem, controle ambiental e mapeamento digital. Esperava-se que essas obras beneficiariam principalmente a população de baixa renda das áreas de influência dos projetos, diminuindo assim a transmissão de doenças de veiculação hídrica, acabando com as valas negras, tirando o esgoto que passavam diretamente na porta das pessoas, e melhorando a condição das águas das praias e do saneamento de forma geral.

O PDBG caracterizou-se então  por ser um programa de saneamento básico, com ênfase no tratamento e coleta de esgoto. Sendo assim apenas a parte do PDBG relativa à coleta, transporte e tratamento de esgoto doméstico eram orçados em 400 milhões de dólares, representando mais da metade da verba total.

Com relação aos resultados o PDBG deixa muito a desejar, pois grande parte de seus recursos estava voltado para aos sistemas de coleta e tratamento de esgotos domésticos, que não estão funcionando ou funcionam de forma precária. Como a implantação desses sistemas não tem sido feitas de formas adequadas, a qualidade dos rios continuam muito ruins e muitos deles se transformaram em esgoto a céu aberto.
Sendo assim, as fontes básicas de poluição continuam contaminando as águas. Em adição, as populações periféricas e residentes de favelas, continuam aumentando e gerando esgotos não tratados.  

Fontes: Fonte: Wikipédia - 18 de junho de 2012, Globo – 16 de junho de 2012, Associação dos Geógrafos Brasileiros – XVI Encontro Nacional dos Geógrafos - Realizado de 25 a 31 de julho de 2010. Porto Alegre - RS, 2010. ISBN 978-85-99907-02-3
  
Comentário:
A despoluição da Baía de Guanabara não saiu do papel e praias já agonizam. O espelho negro da Baía de Guanabara, emoldurado de lama e lixo, deixa à mostra que 1,2 bilhão de litros de esgoto produzidos por dia no Rio de Janeiro são jogados no mar sem tratamento. A quantidade equivale a 484 piscinas olímpicas. Vinte anos após serem lançadas na Rio-92 como a última chance de salvar a baía da poluição, as estações de tratamento de esgoto afundam à espera de novos investimentos. Das sete estações construídas e inauguradas, apenas três funcionam e, assim mesmo, com menos da metade da capacidade. Relatório do Ministério Público destaca a “ausência de melhorias” no mesmo período.
O resultado dessa equação é que só 30% do esgoto que cai na Baía de Guanabara são tratados (seis dos 20 mil litros produzidos por segundo). Falhas nos projetos, erros na construção e falta de equipamentos lançaram em um mar de lama a chance de ver a baía limpa na Rio+20. Duas das mais importantes estações nunca entraram em operação: Pavuna e São Gonçalo. A primeira é responsável por tratar as águas de um dos rios mais sujos, o Pavuna-Meriti. A segunda corresponde ao total dos detritos produzidos pelo segundo mais populoso município do Estado, com 1 milhão de habitantes. Em 20 anos foram gastos US$ 800 milhões. Fonte: O Dia -  17.06.2012 
Vídeo:


Vídeo:
Dragagem do porto e o bota fora é o próprio leito oceânico
O que é o Bota-Fora?
O projeto Bota-Fora, sancionado pelo governo do Estado através da SEA (Secretaria de Estado do Ambiente – RJ), atualmente permite o despejo de todo lixo, lodo e metais pesados, acumulados no fundo da Baía de Guanabara durante décadas, na frente das praias oceânicas de Niterói para que possam aumentar o calado na Baía para a entrada de navios que irão triplicar em poucos anos.
Devido à sua proximidade da costa, os pontos utilizados para o descarte até agora trouxeram danos substanciais e documentados à biota marinha, aos que vivem da pesca e aos que frequentam as praias oceânicas de Niterói.

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terça-feira, junho 19, 2012

Manter a mente ocupada cansa o cérebro

Uma hora da tarde. DB, 40 anos, faz malabarismos com três telas. Ela escuta algumas músicas no iPod, depois escreve um rápido e-mail no seu iPhone e, por fim, volta sua atenção para uma TV de alta definição em mais um dia na academia. Enquanto realiza essas tarefas múltiplas simultâneas (multitarefas), ela também exercita as pernas em um aparelho. Em academias de ginástica e outros lugares, as pessoas usam cada vez mais seus telefones e outros aparelhos eletrônicos para adiantar o trabalho - e como antídotos contra o tédio.

CÉREBRO PERMANENTE OCUPADO
Os celulares, que nos últimos anos se tornaram computadores com conexões de alta velocidade com a internet, permitem reduzir o tédio dos exercícios, da fila no supermercado, dos sinais de trânsito, ou se intrometem nas conversas do jantar. A tecnologia traz diversão - e produtividade - às menores janelas de tempo. Mas os cientistas apontam para um negligenciado efeito colateral: quando as pessoas mantêm seus cérebros ocupados, elas estão deixando de lado um tempo ocioso que poderia ser usado para melhor aprender e lembrar as informações, ou ter novas ideias.

PESQUISA NA UNIVERSIDADE
Na Universidade da Califórnia em São Francisco, pesquisadores descobriram que, quando os ratos são submetidos a uma experiência nova, como explorar um ambiente desconhecido, seus cérebros criam novos padrões de atividade. Mas só quando fazem um intervalo na exploração é que eles processam esses padrões para criar uma memória persistente da experiência. Os cientistas acreditam que o mesmo vale para os seres humanos.

TEMPO OCIOSO É IMPORTANTE PARA O CÉREBRO
- O tempo ocioso permite ao cérebro revisar a experiência, solidificá-la e transformá-la em memórias de longo prazo - diz Loren Frank, professor assistente do Departamento de Fisiologia da universidade. Segundo ele, o cérebro constantemente estimulado "impede este processo de aprendizagem".

BOMBARDEIO DE INFORMAÇÕES
Já na Universidade de Michigan, estudo revelou que as pessoas aprendem melhor se, depois de uma aula, forem dar uma caminhada num bosque ao invés de irem andar em um ambiente urbano agitado, sugerindo que o bombardeio de informações deixa o cérebro fatigado. Realizar tarefas simultâneas, como ver um vídeo no celular enquanto espera no ponto de ônibus, pode, na verdade, estar forçando a mente.

- As pessoas pensam que estão relaxando, mas na verdade estão é cansando seu cérebro - comenta Marc Berman, neurocientista da Universidade de Michigan.

Fonte: The New York Times - Globo Online – 24 de agosto de 2010 

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sexta-feira, junho 15, 2012

As dez regiões mais perigosas para explorações de petróleo do mundo

Pré-sal é um dos campos de petróleo mais perigosos do mundo
A Bacia de Santos está entre as dez regiões mais perigosas para explorações de petróleo do mundo

A lista foi divulgada pela entidade Aliança Global para Combustíveis Renováveis (GRFA, Global Renewable Fuels Alliance na sigla em inglês), que reúne 60% dos produtores de combustível de todo mundo.
O pré-sal é um dos dez campos de petróleo mais perigosos do mundo, de acordo com a Aliança Global para Combustíveis Renováveis. A entidade divulgou uma lista das dez regiões mais perigosas para explorações de petróleo. As previsões do órgão sobre a exploração no Brasil apontam para uma situação perigosa.
“Gigantes do petróleo no Brasil querem explorar a região, mas cientistas e geólogos dizem que eles não sabem onde estão se metendo”, afirma em seu site a organização, que reúne produtores de combustível renovável de todo o mundo.

1 – GOLFO DO MÉXICO, ESTADOS UNIDOS
O acidente é considerado o maior desastre ambiental da história dos EUA.
Depois de vazar petróleo e gás por quase três meses, o poço da BP foi fechado em julho de 2010. Cerca de 200 mil toneladas de gás metano e cerca de 4,4 milhões de barris de petróleo vazaram no oceano. Dada a enormidade do vazamento, muitos cientistas previram que grande quantidade dos poluentes químicos resultantes ficaria nas águas da região por anos.
O derramamento de petróleo atingiu a indústria pesqueira, de turismo, além devastar a vida marinha local.
A empresa gastou até agora (março de 2012) cerca de US$ 22,1 bilhões com o acidente, incluindo US$ 8,1 bilhões pagos a indivíduos, empresas e governos e cerca de US$ 14 bilhões gastos para estancar o vazamento e remediar a poluição.
A BP criou um fundo de US$ 20 bilhões para indenizar comerciantes e pescadores.
A petrolífera BP deve aceitar pagar ao Departamento de Justiça dos EUA entre US$ 20 bilhões e US$ 25 bilhões para pôr fim a todos os processos civis e criminais contra a empresa gerados após explosão de plataforma e vazamento de óleo no Golfo do México.

2 – MARGARET RIVER, AUSTRÁLIA
A exploração de petróleo na região foi aprovada em 2010 e é feita a 85 km da cidade de Margaret River, na costa oeste australiana. A região abriga 90% da vida marinha local. Um acidente resultaria em perdas ambientais irreparáveis.
A zona de exploração situada a 85 km da cidade Margaret River, foi aprovada recentemente. O local é santuário silvestre. Até 90% da vida marinha do Sudoeste da Austrália ocorre na região

3 – REFÚGIO NACIONAL DE VIDA SILVESTRE DO ÁRTICO
O campo de petróleo é localizado próximo a maior reserva silvestre norte-americana, onde animais como ursos polares em risco de extinção se abrigam. Faltam planos e equipamentos para conter um vazamento de petróleo como o de proporções do Golfo do México.
É uma área de 77 mil km2 no litoral do Alasca. Criada em 1960, a reserva abriga em torno de 36 espécies de mamíferos, 180 de aves e 36 peixes. Os desafios técnicos de sua exploração são significativas. Para chegar até o óleo é preciso uma ampla rede de plataformas de petróleo, oleodutos, estradas e instalações de apoio.

4 – TERRA NOVA E LABRADOR, CANADÁ
A petroleira Chevron perfura o mais profundo poço de petróleo em águas canadenses, a mais de 2.500 km de profundidade. A exploração é considerada mundialmente como uma prática arriscada. A bacia fica a 430 km de St. John´s, a capital da província canadense Terra Nova e Labrador

5 – MAR DO TIMOR, AUSTRÁLIA
Fica na costa norte da Austrália Ocidental, em uma região que é ponto de passagem de golfinhos, baleias e tartarugas ameaçadas de extinção. O local teve uma ruptura em agosto de 2009 que fez vazar óleo por três meses. A flora e a fauna das ilhas indonésias do Timor foram afetadas. A mancha começou depois da ruptura da plataforma Montara em agosto de 2009. O vazamento prosseguiu até novembro de 2009. Esta área é uma espécie de auto-estrada marinha de baleias, tartarugas ameaçadas de extinção, os golfinhos e aves marinhas.

6 – MAR DO NORTE, COSTA OESTE DAS ILHAS SHETLAND
A exploração ocorre em águas profundas na costa. Um desastre na região traria danos graves ao ecossistema local. As características da exploração demandam condições técnicas especiais, que poucas empresas dominam.
As empresa que exploram petróleo estão se aventurando em águas cada vez mais profundas. Este ano, o governo britânico ofereceu milhões de libras de benefícios fiscais as petrolíferas que perfurarem em águas ultra-profundas ao longo da costa Oeste das Ilhas Shetlaand.

7 – DELTA DO NÍGER, NIGÉRIA
Desde 1969, há acidentes recorrentes na região e passam impunes pelo governo nigeriano, diz a revista Exame. As proporções dos vazamentos se equiparam ao de acidente do Exxon Valdez em 1989, nos EUA. Há perdas de peixes e prejuízo de terras agrícolas.

8 – MAR DE OKHOTSK, RÚSSIA
A exploração na região é dificultada pela agitação das águas que afeta o processo de perfuração, assim como exige mais esforços devido ao clima. Há ventos fortes, intensas nevadas e icebergs. As ondas podem chegar a 19 metros em tempestades.

9 – BACIA DE SANTOS, BRASIL
Localizado no sul do Rio de Janeiro, o campo Tupi está abaixo de uma camada de sal que pode chegar a 7 mil metros de espessura. A exploração no campo tem profundidades bem acima do que têm os demais poços no Brasil.
O campo petrolífero de Tupi, o conhecido pré-sal brasileiro, fica na costa sul do Rio de Janeiro. O óleo se encontra a 7 mil metros da superfície do mar, abaixo da camada de rocha e sal. Sua exploração pode ser mais arriscada do que do Golfo do México.

10 – CHUKCHI E BEAUFORT SEAS, ESTADOS UNIDOS (ALASCA)
A área tem localização de difícil acesso e está sujeita a intensas nevascas. Se houvesse um acidente na região, os planos de ação chegariam tardiamente.
O derretimento das geleiras abriu novas áreas para perfuração na região.  Um vazamento seria desastroso. A resposta ao derramamento seria um pesadelo logístico. O local é remoto, tem intensas nevadas e visibilidade ruim.

Fonte: G1- 22/07/2010 e The Wall Street Journal, 6 de março de 2012

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terça-feira, junho 12, 2012

Mortes por CO: assassino silencioso

O monóxido de carbono, (CO), também conhecido como o “assassino silencioso”, é um gás venenoso incolor e inodoro que resulta da queima incompleta de combustíveis comuns como o gás natural ou o petróleo liquefeito, óleo, madeira ou carvão. Quando o CO é inalado, entra na corrente sanguínea e reduz a habilidade do sangue em transportar oxigeno aos órgãos vitais, como o coração e o cérebro.

FONTES POTENCIAIS DE MONÓXIDO DE CARBONO
Nas casas, os equipamentos de cozinha ou de aquecimento que queimam combustível são fontes potenciais de monóxido de carbono, motivo pelo qual os códigos e normas para equipamento com combustível enfatizam as disposições para ajustar a ventilação. Os veículos ou geradores que funcionam em garagem adjacente podem também produzir níveis perigosos de monóxido de carbono.

Por exemplo, em março 2004,  vazamento de monóxido de carbono de uma caldeira de gás deixou duas famílias sofrendo os efeitos de envenenamento por CO.  O vazamento começou no porão de uma casa, se propagou por toda a casa e na casa vizinha e resultou em envenenamento de CO e  morte de uma menina de 14 anos, que  morava  na casa onde originou o vazamento. Outras sete pessoas foram tratadas por envenenamento e sobreviveram ao incidente.

Em 2005, três crianças foram levadas ao hospital e tratadas por envenenamento por CO quando fumos de escape de um gerador penetraram na casa através da fenda em uma porta por várias horas. De acordo com a Comissão de Segurança de Produtos de Consumo, (Consumer Product Safety Commission-CPSC),   a quantidade de escape de um gerador é equivalente a centenas de carros em marcha lenta. As três crianças tiveram sorte quando foram retiradas da área e tratadas para evitar a morte.

Outro menino não teve tanta sorte. A noite de natal, em 2004, um gerador estava funcionando no porão de uma casa e um menino de três anos foi encontrado sem resposta com um nível de CO acima de 500 partes por milhão (ppm). A Agência de Proteção Ambiental (EPA-  Environmental Protection Agency) fixa o nível normal de CO no ar em 3 ppm. O menino sofreu envenenamento por CO, parada cardíaca e morreu. Um vizinho, de 35 anos de idade, que entrou na casa para prestar ajuda, sofreu dores de cabeça, náusea e vômitos e foi tratado no hospital por envenenamento por CO.

OS PERIGOS DA EXPOSIÇÃO AO CO
Os perigos da exposição ao CO dependem de uma quantidade de variáveis, incluindo a saúde das vitimas e o nível de atividade. Os bebês, as mulheres grávidas, e as pessoas com condições físicas que limitam as sua habilidade a usar oxigeno  ( enfisema, asma, doenças cardíacas) podem ser mais severamente afetados por concentrações mais baixas de CO das que afetariam adultos saudáveis. 

O envenenamento por CO pode ser confundido com sintomas de gripe, de intoxicação alimentar ou de outras doenças. Alguns sintomas incluem falta de ar, enjôo, vertigens, delírio, ou dores de cabeça. Níveis altos de CO podem ser fatais, causando a morte em minutos. Embora a maioria dos envenenamentos por CO ocorra durante um único incidente, é possível sofrer de envenenamento crônico por CO caso uma pessoa seja exposta a níveis baixos de CO durante semanas ou meses e sofra sintomas durante esse período.

CONSEQÜÊNCIAS DE EXPOSIÇÕES A CO
Mesmo as exposições em um incidente único podem ter conseqüências de longo prazo na saúde, como manifestações cardiovasculares, disfunções neurológicas, ou danos cerebrais, ocorrendo dias ou semanas depois da exposição. Em 14 por cento dos casos de envenenamentos iniciais graves por CO, o individuo exposto enfrenta ainda a perspectiva de disfunções neurológicas retardadas.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention - CDC ),  cerca de 15.200 pessoas foi tratado a cada ano durante 2001-2003 em departamentos de emergência por exposições ao CO não fatais, não intencionais e não relacionadas com incêndios. Em 2001 e 2002, o CDC estima que 480 pessoas morreram em média, cada ano por exposição ao CO não intencional e não relacionada com incêndios.

PRODUTOS DE CONSUMO
A CPSC é uma agencia federal reguladora que trabalha para reduzir o risco de lesões e mortes resultantes especificamente de produtos de consumo.

Das mortes por CO não relacionadas com incêndios ligadas a produtos de consumo em 2003 e 2004:
■ 47% eram associadas ao uso de sistemas de aquecimento, na maioria dos casos de gás.
■ Outros 35% das mortes por CO eram associadas a equipamentos com motor.
Os relatórios de CPSC informam que 73% das mortes por CO ocorreram em casa, enquanto as mortes em barracas, trailers e outros abrigos temporários contribuíram com 14% as mortes durante 2003-2004.

O CPSC examinou os incidentes por monóxido de carbono associados especificamente a geradores alimentados por motores e outros equipamentos a motor que ocorreram entre 1990 e 2004. Durante esses 15 anos, os geradores resultaram em 264 mortes por exposição ao CO e foram os produtos de consumo a motor principalmente envolvidos em incidentes por exposição ao CO.

A NFPA 720 E A LEGISLAÇÃO ESTADUAL
A norma da NFPA aplicável é a NFPA 720, Norma para a Instalação de Equipamento de Aviso de Monóxido de Carbono em Unidades Residenciais. A edição de 2005 do código cobre a seleção, a aplicação, a instalação, a localização, os ensaios e a manutenção de equipamento de aviso de CO em unidades residenciais que contêm dispositivos de queima de combustível ou lareira, ou têm garagem juntos. O objetivo da norma é fornecer um aviso para a presença de CO em tempo suficiente para permitir aos ocupantes fugir ou tomar outra ação apropriada.

De acordo com a NFPA 720, um alarme ou detector de CO deve estar localizado centralmente fora de cada área de dormir nas imediações dos quartos de dormir. Cada alarme ou detector deve ser localizado na parede, no teto, ou em outros locais de acordo com as especificações das instruções de instalação que acompanham a unidade.

REDUZINDO AS MORTES E LESÕES POR CO
A NFPA recomenda os seguintes passos para garantir segurança nas residências;
■Instalem alarmes de CO (certificadas por um laboratório de ensaios independentes) no interior para proporcionar avisos precoces de acúmulo de CO. Os alarmes de CO deveriam ser instalados em uma localização central, fora de cada área de dormir. Se os quartos de dormir estiverem separados, cada área vai necessitar um alarme de CO.
■ Chamem o número não de emergência do Corpo de Bombeiros local para saber que número deve chamar se o alarme de CO tocar. Coloquem esse número perto do(s) telefone(s). Assegure-se que todas as pessoas na casa saibam a diferença entre a emergência de incêndio e os números de emergência de CO (caso houver). No Brasil temos dois serviços de emergência:
Samu - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Tel. – 192 e Corpo de Bombeiros – Tel. 193. Nesse caso o ideal é sempre chamar o Corpo de Bombeiros
■ Se o alarme de incêndio tocar mude-se imediatamente para um local com ar fresco e peça ajuda. Fiquem no local com ar fresco até que o pessoal de emergência diga que não há problemas. Caso o sinal sonoro de problema toque, verifiquem se há baterias baixas ou outros indicadores de problemas.
■ Ensaiem os alarmes de CO pelo menos uma vez por mês e substituam os alarmes de CO de acordo com as instruções do fabricante. Os alarmes de CO não substituem os alarmes de fumaça. Conheçam a diferença entre o som do alarme de incêndio e os alarmes de CO.
■Inspecionar anualmente equipamentos que queimam combustíveis (lareiras, caldeiras, aquecedores de água, estufas de lenha e de carvão, aquecedores fixos ou portáteis) e chaminés por técnicos especializados.
■Quando comprar equipamentos de aquecimento e de cozinha selecionem os produtos aprovados laboratórios de ensaios independentes. Quando usar lareira, abra o conduto de ar para ventilação adequada. Nunca usem o forno para aquecer a casa.
■Caso precisem aquecer um veículo, retirem-no da garagem imediatamente após a partida. Não coloque  a funcionar um veículo, um gerador, ou outro motor de combustão no interior, mesmo se as portas da garagem estiveram abertas.
■ Quando acampar lembre-se de usar iluminação alimentada por baterias em barracas, reboques e trailers.

Fonte: NFPA Journal Latinoamericano

Comentário:
No Brasil não temos estatísticas relacionadas a acidentes por monóxido de carbono. A maioria desses acidentes relacionados a CO  é devido a uso de aquecedores de água ou dispositivos à gás instalados de forma incorreta ou deficiente, ou localizados em ambientes carentes da ventilação adequada. 

Artigos publicados


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domingo, junho 10, 2012

Corrija sua postura e evite problemas de coluna

Já é rotina para quem trabalha em frente ao computador. São oito horas diárias, ou mais, intercaladas apenas com intervalos curtos para buscar um lanche, ir ao banheiro ou almoçar. Muitas vezes, em uma posição desconfortável ou incorreta. No fim do dia o corpo reclama por meio de dores que podem passar pelas pernas, braços, cabeça e coluna, a mais castigada nessa história. A recompensa por uma carga pesada de trabalho em frente ao computador pode não ser das mais agradáveis.

OS PRINCIPAIS PROBLEMAS DE SAÚDE
■ lombalgias, ciatalgias,
■ lombociatalgias, dores de cabeça,
■cervicalgias, cervicobraquialgias, escolioses,
■ cifoses, hiperlordoses, entre outras.

POSTURA INCORRETA
Grande parte do público que frequenta os consultórios, clínicas e ambulatórios de fisioterapia são pessoas, pacientes, que têm dores, desvios, falta de mobilidade no corpo devido a postura incorreta.

TEMPO MÁXIMO SENTADO
Recomenda-se no máximo duas horas sentado na frente do computador. Após este tempo é bom fazer uma pausa, uma parada de 15 minutos para movimentar o corpo, alongar a cervical e os membros superiores, orienta a fisioterapeuta.

SINTOMAS
Frequentemente as pessoas se referem a dores nos braços, pernas, na cabeça, ou sensibilidade alterada, como por exemplo, ardência, queimação, sensação de gelado em alguma região do corpo. Esses sintomas de dores e/ou alterações de sensibilidade, são irradiadas da compressão nervosa que a musculatura em volta da coluna e a própria coluna fazem, devido ao mau posicionamento que o corpo sofre ao longo do dia, meses e anos.
Algumas pessoas já possuem pré-disposição a terem desvios na coluna. Essas doenças ocorrem devido a más formações na coluna ou em algum outro órgão, que pode causar o desvio.

Como não podemos abrir mão do trabalho, muito menos do computador, é preciso estar atento a algumas dicas para evitar problemas futuros.
1-Ombros e quadris alinhados na vertical
2-Encosto adaptado a curvatura da coluna
3-Descanso de braço na altura do cotovelo
4-Punho em uma posição neutra (sem dobrar)
5-Teclado diretamente a sua frente. Mouse próximo ao teclado e no mesmo nível.
6-Altura do assento – abaixo da rótula.
7-Joelhos discretamente abaixo do quadril.
8-Pés apoiados no piso ou em descanso para os pés.


CUIDADO COM A POSTURA
A maioria dos casos, os problemas da coluna são causados pela falta de cuidados com a postura no decorrer da vida. E não só no trabalho que é preciso observar a postura correta. Horas na frente do computador em casa, em uma cadeira inadequada ou em uma posição desconfortável também pode acarretar dores.

Fonte: Zero Hora – 26 de julho de 2010
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quarta-feira, junho 06, 2012

Plástico se multiplica no Oceano Pacífico

Estudo aponta que fragmentos plásticos no oceano cresceram cem vezes em 40 anos e estão sendo ingeridos pelos animais

A quantidade de fragmentos plásticos flutuando no oceano Pacífico cresceu cem vezes nos últimos 40 anos, segundo um levantamento feito pelo Instituto de Oceanografia Scripps e publicado no periódico Biology Letters.

Grande parte desse lixo se acumula em correntes entre o Havaí e a Califórnia, formando uma "ilha de plástico" e mudando profundamente o ecossistema local.
A massa de plástico é reunida no mar por causa do chamado giro do Pacífico Norte, um sistema de circulação de corrente que cria uma zona de convergência nas vizinhanças do Havaí e da Califórnia.

O lixo que não afunda acaba se fragmentando em pequenos pedaços e virando parte da alimentação dos animais marinhos.

PLÁSTICO ALTERA ECOSSISTEMA
De acordo com Miriam, os peixes que vivem nas zonas intermediárias  dessa região do Pacífico  ingerem em torno de 12.000  a  24.000 toneladas de resíduos plásticos por ano. Segundo a pesquisadora, a elevada quantidade de plástico encontrada no mar pode repercutir negativamente no conjunto de seres vivos.

Outro estudo do instituto Scripps mostra que 9% dos peixes coletados em uma expedição feita em 2009 tinham resíduos plásticos em seus estômagos.

Outras conseqüências inesperadas foram identificadas pelos pesquisadores: uma espécie de inseto marinho, por exemplo, está usando o plástico como uma plataforma para depositar os seus ovos. O efeito, nesse caso, é que a população do inseto (Halobates sericeus) aumentou.

A descoberta está descrita em estudo na revista científica "Biology Letters". A equipe liderada por Mirian Goldstein achou elevada quantidade de ovos do inseto Halobates sericeus em cima dos fragmentos de plástico. A poluição "fez bem para a população deles", disse Goldstein.

Isso mostra, ao mesmo tempo, que as espécies marinhas terão que se adaptar cada vez mais à presença objetos flutuantes na água, explicam os cientistas.

"O plástico adicionou milhões de superfícies duras ao oceano Pacífico. Isso representa uma grande mudança (ao ecossistema)", explica Miriam Goldstein, pesquisadora do Scripps.

Ao fornecer a estes insetos um lugar para reprodução no oceano aberto, a placa de plástico está mudando o meio ambiente natural e poderia estar produzindo um impacto sobre a cadeia alimentar local, disseram os pesquisadores. É exatamente com isto que eles têm estado preocupados, disse Goldstein.

“É um padrão geral através do oceano que os animais que vivem em superfícies duras são diferentes daqueles que vivem em superfícies macias, ou na água. Todo esse plástico acrescentou um monte de superfícies duras em um ecossistema que historicamente tinha muito poucas”, disse Goldstein

Isto poderia ser uma coisa “boa” para o principal predador dos insetos, os caranguejos, aumentando seus números – mas uma mudança grande como essa poderia interromper a cadeia alimentar oceânica, disseram os pesquisadores. E os itens que os insetos comem, incluindo minúsculos animais como zooplâncton e ovas de peixe, poderiam causar um grande impacto na população.

EXPEDIÇÃO
O estudo do Scrippps foi feito com base em uma expedição, na costa da Califórnia, em 2009, comparando os dados coletados com outros que datavam até aos anos 1970. Notou-se que o lixo no Pacífico aumentou tanto em quantidade quanto em peso.
O maior temor são os efeitos tóxicos que esses materiais possam ter no oceano, mas isso ainda precisa ser estudado mais a fundo, afirma Goldstein.

Fontes: Estadão - 10 de maio de 2012, BBC Brasil  e LiveScience, 08 de maio de 2012

Comentário:

Consumo per capita de plástico no mundo em Kg
Média Mundial

26
América do Norte

90
Europa Ocidental

65
Europa Oriental

10
China

12
Índia

5.0
Sudeste da Ásia

10
América Latina

18
CIPET – Central Institute of Plastics Engineering & Technology - India

■Produção mundial de plásticos em 2009 – 230 milhões de toneladas
■Consumo de plásticos estimado no Brasil em 2010 - 5 milhões de toneladas
■De acordo com pesquisa encomendada pela Plastivida Instituto Sócio Ambiental dos Plásticos, que teve como base o ano de 2010, 19,4% dos plásticos pós-consumo foram reciclados no Brasil no período, o que equivale a 953 mil toneladas de plástico.
■Em 2010, o Brasil ficou na nona posição mundial na reciclagem dos plásticos, atrás da Alemanha (34%), Suécia (33,2%), Bélgica (29,2%), Noruega (25,7%), Suíça (24%), Itália (23%), Eslovênia (21,4%) e Dinamarca (21%). A média da União Européia no ano foi de 21%.
■Tempo de decomposição do plástico – varia de 30 a 450 anos


Plástico chega à Antártida remota
Estudo mostra que lixo produzido pelo homem atinge locais não habitados e impacta a vida marinha
O lixo produzido pelos homens tem chegado a áreas remotas do oceano na região antártica e o plástico é o material que mais preocupa. É o que mostra um estudo feito por pesquisadores da British Antarctic Survey e do Greenpeace a partir dos dados obtidos a bordo de dois navios o RRS James Clark Ross e o MV Speranza. As embarcações percorreram as partes leste e oeste da região antártica.

Leandra Gonçalves, ligada ao Greenpeace e uma das autoras do estudo, diz que foram encontrados "restos de materiais de pesca, muitas caixas plásticas e micropartículas plásticas". As sacolas, diferentemente do que ocorre em outras regiões, não foram vistas em grande quantidade. Os resultados foram aceitos para publicação na revista Marine Environmental Research em maio e serão divulgados na edição de agosto.

O texto diz que, de 69 itens vistos pelo MV Speranza, 43% eram materiais plásticos. No caso dos 59 itens observados pelo navio RRS James Clark Ross, 41% também eram plásticos. Com isso, a vida selvagem, peixes, golfinhos, focas, leões e elefantes marinhos ficam mais vulneráveis. Eles sofrem ao engolir plásticos e podem morrer sufocados ou enforcados pelo material. Fonte: Estadão - 15 de julho de 2010

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posted by ACCA@11:02 AM

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