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sábado, maio 26, 2012

Pintor chama bombeiros após ficar pendurado em prédio de SP

Um pintor que trabalhava em um prédio na Avenida Pavão, em Moema, na Zona Sul de São Paulo, precisou chamar o Corpo de Bombeiros na tarde de terça-feira (22) para ajudá-lo a sair do andaime em que estava. Ele trabalhava no local junto com outro operário. Segundo a corporação, o trabalhador ligou para o 193 por volta das 15h, quando um dos cabos de segurança se rompeu.
Uma equipe dos bombeiros foi enviada para o local. O resgate foi feito por meio de rapel. De acordo com a corporação, os dois homens foram resgatados sem ferimentos. Fonte: G1 SP-22/05/2012 




Consulta: NR-35 TRABALHO EM ALTURA


Comentário:   

INSPEÇÃO:
■Inspeção prévia:
Antes de utilizar a corda, ela  deve ser inteiramente inspecionada.
■Inspeção externa:
A capa da corda deve estar perfeita, diâmetro constante, sem cortes, fios partidos, partes queimadas, sem desgastes significativos por abrasão e sem suspeita de contaminação por produto químico nocivo à sua estrutura.

■ Inspeção interna:
Apalpar a corda em todo seu comprimento, ela não deve apresentar caroço, inconsistência à dobra, emagrecimento da alma (parte interna), movimentação ou folga entre capa e alma.
Importante: havendo problemas em toda a corda, ela deve ser desacartada. Havendo problemas localizados, ela pode ser cortada e usada.

MANUTENÇÃO:
A corda de segurança deve ser usada por um único trabalhador que é responsável pelos seguintes cuidados:
1. Mantê-la: limpa, afastada de produtos químicos nocivos (ácidos), cantos afiados e piso das obras. Jamais pisá-la com sapatos sujos: partículas de areia, terra e pó penetram nas fibras e causam grande desgaste dos fios durante o uso. Recomenda-se armazenar a corda em carretel para fácil manuseio, sem torção estrutural.
2. Armazená-la: em local seco, à sombra, sem contato com o piso de cimento, fontes de calor, produtos químicos, abrasivos ou cortantes.
3. Lavá-la: com sabão neutro, água com temperatura de até 30° e escova com cerdas macias (plásticas). Nunca use detergente. Deixar secar ao ar livre, longe da luz solar. 4. Aposentá-la: nossas cordas são fabricadas em poliamida, produto que envelhece naturalmente em contato com o ar, mesmo sem serem usadas.

Teoricamente, a vida útil da corda não pode ser preestabelecida, dependendo muito da frequência e cuidados durante o uso, grau de exposição a produtos químicos, elementos abrasivos e luz solar. Praticamente, para as cordas de poliamida, adota-se uma vida útil de, no máximo, quatro anos após sua fabricação. Em situações bastante severas de trabalho, costuma‑se descartá-la após um ano de uso. Fonte: Gulin

CUIDADOS
Nós - São indispensáveis em grande parte das aplicações e uso de cordas. Entretanto, eles são responsáveis pela redução de cerca de 40% da resistência de uma corda.
Dessa forma, ao utilizar uma corda com nó, lembrar que sua resistência à tração está consideravelmente reduzida. O  mesmo efeito deve ser levado em conta com a carga de trabalho.

Abrasão - É talvez uma das principais causas de desgaste e redução da vida útil de uma corda. Por ser sensível ao atrito em superfícies cortantes, ásperas e pontiagudas, as cordas devem ser manuseadas evitando-se sempre que possível este atrito. Portanto, evite o contato da corda com superfícies de grande abrasividade.

Água Salgada - É agressiva às cordas de fibras naturais, como o sisal e o algodão. Além da umidade, a água salgada pode conter bactérias específicas que levam a decomposição da fibra num processo acelerado e contínuo. Já com as fibras sintéticas, a água salgada não tem grande influência. É observado apenas um "endurecimento" da corda proveniente da absorção do sal pelas fibras, mas nada além disto.
De qualquer maneira, havendo possibilidades, lave sempre a corda com água doce após seu uso no mar.

Intempéries - A ação dos raios ultra-violeta (UV) e a umidade sobre as fibras de uma corda reduzem sensivelmente sua vida útil e a segurança no uso do produto. Portanto, evite, sempre que possível, deixar uma corda exposta ao tempo. Cordas fabricadas com fibras naturais são muito sensíveis à umidade, fator que provoca o surgimento de fungos e bactérias que a destroem. Algumas fibras sintéticas, derivadas do petróleo (polipropileno, por exemplo), podem ser sensíveis aos raios UV se não forem tratadas (estabilizadas) com produtos químicos na sua fabricação.

Temperaturas - Altas temperaturas (acima de 80 °C) ou muito baixas (inferiores a -10 °C) interferem na performance e durabilidade das cordas. Evite a exposição e a utilização das cordas em temperaturas extremas.

Produtos Químicos - Na maioria dos casos, recomenda-se manter as cordas longe de produtos químicos. Algumas fibras são mais resistentes do que outras a produtos de origem ácida ou alcalina.
No caso de utilização da corda requerer um contato próximo e freqüente com determinados produtos químicos, consulte o fabricante e informe suas necessidades, antes de adquiri-la.

Contato Manual- Parece que não, mas este é um item importante para o usuário de uma corda. A relação entre o diâmetro da corda, a textura de sua fibra e a mão do usuário é muito importante para sua segurança e conforto.
Fibras naturais e multifilamentadas com diâmetros superiores a 12 mm são melhores no contato manual e têm boa "pega". Assim, procure sempre estar atento a esta relação para obter um melhor resultado. Fonte: Manual Prático de Cordas - Plásmodia 

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posted by ACCA@12:08 PM