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sexta-feira, julho 22, 2011

Tsunami no Japão: O que fazer com os destroços

Comentário:
■ Podemos indagar o que fazer com os escombros após o terremoto e tsunami?
■ Para onde vão e o que pode ser feito com os destroços arrastados pelo tsunami?
■ O que fazer quando os destroços pós-tsunami ficam em terra firme?
O entulho deve ser classificado em vários tipos; materiais perigosos, facilmente queimados, etc
■ O que fazer com o solo contaminado pelo vazamento de radiação da Usina nuclear?
Estima que o solo está contaminado numa zona de 600 quilômetros quadrados, principalmente de césio radioativo.
■ Estima que há 22 milhões de toneladas de escombros na região. Equivale aproximadamente a dois milhões de caminhões carregados de entulho. As ONGs envolvidas nos trabalhos de retirada dos escombros advertiram que a limpeza do litoral pode levar até dois anos
Para ser ter uma idéia da área necessária para fazer o aterro desse escombro, comparamos com o aterro sanitário dos Bandeirantes da cidade de São Paulo que está operando desde 1979 e ocupando uma área de 1.500.000 m2, que tem cerca de 35 milhões de toneladas de lixo estocado. Na cidade de São Paulo a coleta de lixo por dia representa 2.600 viagens de caminhões. A área desse aterro equivale a 11% da área da província de Fukushima.
O que pode ser feito: criar ilhas artificiais, aterro da costa litorânea? É um problema sério.

Artigos abaixo expõem os problemas enfrentados pelos japoneses

Japão não sabe como se livrar de 700 mil toneladas de destroços do terremoto e tsunami na cidade de Minamisanriku,

Preocupação do governo é com a proliferação de pragas e doenças provocadas pelo acúmulo de lixo e sujeira.

Montanhas de carros, geladeiras, roupas, aparelhos de ar condicionado e pedaços de madeira, aço e vidro. Na pequena cidade de Minamisanriku, uma das mais devastadas pelo terremoto seguido de tsunami que assolou o nordeste do Japão em 11 de março, os escombros se acumulam e são o principal dilema a ser enfrentado pelos próximos anos. Segundo estimativas, entre 650 mil e 700 mil toneladas de entulho se acumula na região.

E O PAÍS NÃO SABE COMO SE LIVRAR DELE.
Os entulhos cobrem 10 km² do vilarejo de pescadores que perdeu 9.500 pessoas na tragédia, metade de seus habitantes. Com o mercado de pesca praticamente extinto, os trabalhadores foram contratados para ajudar na limpeza e remoção do lixo, uma operação que deve custar US$ 27,5 milhões, segundo as autoridades locais.

A ideia é queimar cerca de 50% do material, mas o governo de Miyagi, província onde está localizado o vilarejo, também estima usar como aterro as ilhas vizinhas de Matsushima – consideradas um dos lugares mais paradisíacos do Japão. Reciclar uma parte está nos planos, embora a água salgada do mar dificulte a tarefa de determinar a quantidade a ser utilizada neste processo.

EM CINCO ANOS O VILAREJO ESTARÁ PRONTO.
Takashi Abe, encarregado de uma das 20 empresas contratadas para a coleta dos escombros em Minamisanriku, afirmou que já foram removidas de 200 mil a 300 mil toneladas de detritos, o que representa de 30% a 45% do total. O governo local, no entanto, acredita que apenas 10% dos destroços foram retirados. Em junho, com a chegada do verão no país, os esforços de reconstrução serão redobrados pela chuva, que deve agravar os problemas de mau cheiro e insetos.

Fonte: UOL Notícias-17 de junho de 2011

Destroços de tsunami devem vagar pelo Oceano Pacífico por dez anos

As toneladas de resíduos jogados no oceano após o terremoto e tsunami de 11 de março no Japão devem permanecer vagando por 10 anos pelo Pacífico Norte, e constituem uma ameaça para a vida marinha e o tráfego marítimo, adverte a ONG Robin das Florestas.

"Em terra, a dupla catástrofe deixou 25 milhões de toneladas de resíduos e quando o tsunami refluiu para o oceano, acarretou consideráveis quantidades de todo tipo de resíduos", afirma a ONG em um relatório.

DESTROÇOS E RESÍDUOS
São aviões, barcos, automóveis, que "progressivamente soltarão combustíveis no mar", assim como líquidos tóxicos, aerossóis, pesticidas ou medicamentos. "O oceano não está apenas contaminado pela radioatividade, de nenhuma maneira", afirma o documento de 31 de maio.

VAGANDO PELO OCEANO
Grande parte dos resíduos vai demorar entre um e dois anos para atravessar o oceano Pacífico até as costas americanas. Uma pequena parte seguirá para o norte, impulsionada pela corrente do Alasca. O resto seguirá para o sul, graças à corrente da Califórnia.
Uma fração destes últimos resíduos ficará presa em uma corrente circular para formar a zona de acúmulo leste, perto do arquipélago do Havaí, onde a densidade dos resíduos é especialmente elevada. Outros seguirão a viagem para o oeste, até uma zona similar, menor, a zona de acúmulo oeste, perto do Japão. "A volta completa levará 10 anos", afirma a ONG.

CONSEQÜÊNCIAS
Podem ser múltiplas, segundo a ONG. "Os resíduos mais pesados que afundarão serão um risco para a pesca e as tripulações e não serão pequenos os riscos de colisão entre os grandes resíduos (...) e os barcos de superfície e os submarinos". Sobre a fauna e a flora marinhas "os aparelhos elétricos eletrônicos soltam no mar elementos contaminantes" que se "integrarão nas cadeias alimentares".

Fonte: Globo Natureza – 21 de junho de 2011

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posted by ACCA@1:20 PM