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terça-feira, março 29, 2011

Explosão de barril de chope em shopping

A explosão de um barril de chope no Santana Parque Shopping, localizado a rua Conselheiro Moreira de barros, na zona norte de São Paulo, na noite de sexta-feira, 18 de março, atingiu o funcionário CCJ de 22 anos.

ACIDENTE

O acidente aconteceu por volta das 20h quando ele preparava o quiosque da rede Mr. Beer que seria inaugurado, no 2° piso do shopping. O barril de chope explodiu atingindo a cabeça e ele morreu na hora.

Após o acidente, o Corpo de Bombeiros e a Polícia Militar foram acionados. As lojas foram fechadas e os clientes foram retirados por determinação da direção do shopping.

A perícia no local foi realizada, mas ainda não se sabe a causa da explosão. Segundo a assessoria da Mr. Beer, o barril era de uma empresa terceirizada.

INQUÉRITO

O corpo de Caio foi encaminhado para o IML (Instituo Médico Legal). O caso foi registrado no DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania).

Fonte: Folha de São Paulo, 19 de março de 2011

COMENTÁRIO:

ACIDENTE

Em dezembro de 2007, em Birmingham, Inglaterra, um trabalhador morreu instantaneamente com a explosão de um barril de chope. A explosão aconteceu durante o transporte do barril do bar para o veiculo. A explosão aconteceu na adega do bar e foi tão violenta que causou dano considerável no telhado da cervejaria. A autópsia mostrou que o trabalhador morreu devido a uma grave lesão na cabeça.

BARRIL DE CHOPE

Podemos considerar o barril de chope como um vaso sob pressão.

O chope sai do barril empurrado pela pressão do gás carbônico proveniente de cilindros controlados pelas torneiras da chopeira. A pressão desse gás pode variar de 2,5 kgf /cm2 a 3,5 kgf /cm2.

Os volumes dos barris variam de 10 a 50 litros, mas também são usados barris de 5, 10, 15 e 25 litros. A pressão de trabalho desse tipo de barril oscila em torno dos 2 kgf /cm2 (pressão média da válvula redutora dos cilindros de CO2), a 5 kgf /cm2, já começam a deformar-se e rompem-se com cerca de 45 kgf /cm2. Por isso é vital que se utilize o cilindro de CO2 com válvula redutora (a pressão interna do cilindro de CO2 oscila entre 70 e 75 kgf/cm2).

CILINDRO DE GÁS CARBÔNICO

Os cilindros de gás carbônico podem ser em aço ou alumínio e possuir diversas capacidades (3, 8, 10 ou 30 kg). Geralmente o gás é fornecido a uma pressão de 50 kgf /cm2, quando a uma temperatura de 15°C. A pressão varia de acordo com a temperatura.

Deve-se prestar atenção a um fato de suma importância, geralmente ignorado na prática corrente: quando os cilindros de CO2 encontram-se estocados a 15°C, o gás carbônico encontra-se àquela temperatura em estado líquido. Porém se a temperatura subir para 31°C, o estado líquido transforma-se espontaneamente em gasoso, e a pressão pode subir a 450 kgf /cm2, podendo gerar uma explosão (se por acaso a válvula de segurança, que é aferida para atuar a 160 - 180 kgf /cm2, estiver avariada e não atuar).

NÃO DEVE SE EXPOR OS CILINDROS

■ à ação de calor, e

■ deve-se evitar choques violentos ou quedas, que podem provocar explosões

Ao entrarem em serviço, os cilindros devem sempre ser presos através de um anel de segurança ou corrente, fixado à parede ou balcão.

A válvula de saída do cilindro de CO2 fica situada na sua parte superior. Quando não em uso, devemos manter a válvula de saída do cilindro protegida por uma tampa protetora da válvula (capacete), para evitar queda ou pancada que danifique.

Caso o local de estocagem dos cilindros e barris seja fechado, deve-se prever uma ventilação forçada, de modo a eliminar acúmulo de gás carbônico, que é mortal a partir de determinadas concentrações.

A VÁLVULA DE REDUÇÃO DE PRESSÃO

Para se estabelecer e controlar a pressão do gás carbônico que convém à tiragem do chope, monta-se no bocal do cilindro de CO2 a chamada “válvula de redução de pressão”, que possui manômetro, regulador e válvula de segurança. Em hipótese alguma se deve pressurizar o barril diretamente, sem a utilização de uma válvula de redução, sob o risco de ocorre uma explosão.

MANUTENÇÃO

Os barris devem ser submetidos a análises de vazamentos, inspeções internas, teste com líquido penetrante/revelador e medição do volume. Após estas análises são identificadas as necessidades de eliminarmos vazamentos, desamassamentos, substituição de alças, substituição dos tampos superior/inferior, alinhamento ou substituição do bocal e reparos do sifão. Fonte: Cervesia – Instalação correta de chopeiras

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posted by ACCA@10:01 AM

1 Comments:

At 5:47 AM, Blogger José Everaldo Vanzo said...

excelente

 

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