Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, maio 29, 2010

Acidente em escada rolante na Turquia

Um menino de 4 anos foi salvo de uma queda de um andar em um shopping center na Turquia graças à intervenção de um lojista que conseguiu segurá-lo antes que ele tocasse o chão. O menino estava brincando na escada quando resolveu subir segurando-se ao corrimão, mas pendurado pelo lado de fora. A ação foi capturada pelas câmeras de circuito interno de TV do shopping, em 25 de maio de 2010

Vídeo:


Comentário:
Nota-se nesse vídeo que o risco é dinâmico, ele se adapta conforme o equipamento. O garoto se pendurou no corrimão da escada pelo lado de fora e ele não soltou enquanto não chegou ao final da escada rolante. Teve um final feliz, pois um lojista acompanhou a ação e teve iniciativa que o perigo era iminente, aguardou a queda do garoto e conseguiu segurá-lo antes da queda no chão.
Podemos considerar esse tipo de falha de proteção do equipamento como condições latentes. Podem encontrar-se adormecidas no sistema por longos períodos antes de combinar com os fatores locais e as falhas ativas para penetrar ou contornar as defesas de segurança.

Existe um histórico de acidentes de escadas rolantes que predominam as crianças.

1-Crianças são as vítimas mais freqüentes de acidentes em escadas rolantes
Mecanismo que costuma fascinar o imaginário infantil, a escada rolante, definitivamente, não é lugar de brincadeira. E pode representar um verdadeiro perigo, quando as normas de uso são desrespeitadas ou a manutenção é inadequada
De 30 ações judiciais que correm na Justiça com casos de acidentes nas escadas rolantes no Estado do Rio, do período de janeiro de 2000 a abril de 2008, 22 envolvem menores de idade. A falta de manutenção e a imprudência estão entre as principais causas desse tipo de acidente, segundo o engenheiro Paulo Dal Monte, autor do livro "Elevadores e escadas rolantes".
Fonte: Globo Online-30/04/2008

2 – Estatística de acidentes com escada rolante
Em um estudo feito pela Consumer Product Safety Commission (Comissão para Segurança de Produtos de Consumo dos Estados Unidos); Os acidentes em escada rolante são responsáveis por cerca de 7.300 feridos nos hospitais de emergência nos E.U.A e 75% dessas lesões são causadas por quedas e cerca de 20% ocorreram quando as mãos e os pés ficam presos nessas escadas rolantes. Data de Publicação: 09 de janeiro de 2009

3-Uso correto de elevadores, escadas e esteiras rolantes
■ Não permita que crianças viagem sozinhas ou brinquem em elevadores, escadas e esteiras rolantes;
■ Não deslize sobre o corrimão das escadas e esteiras rolantes;
■ Acione apenas uma vez o botão para chamar o elevador;
■ Não sente nos degraus da escada rolante;
■ Não segure a porta do elevador, qualquer que seja o motivo;
■ Não corra e nem suba no sentido contrário ao fluxo da escada rolante;
■ Não transporte carrinhos de bebê, cadeiras de rodas ou similares em escadas rolantes;
■ Não se debruce sobre o corrimão de escadas e esteiras rolantes.
Fonte: ThyssenKrupp Elevadores

4-Responsabilidade Civil - Relação de consumo.
Shopping Iguatemi. Acidente em escada rolante. Fato do serviço. Ausência de informações precisas sobre os riscos da escada rolante. Culpa reconhecida.
A despeito do adequado funcionamento da escada rolante, com regular manutenção e equipamento suficientemente testado, a periculosidade intrínseca à escada rolante exigia, por parte do fornecedor de serviços, a adoção de medidas efetivas de seguranças, bem como alertas precisos a respeito das conseqüências danosas do uso inadequado. É claro que uma conduta mais atenta por parte do pai da criança poderia ter evitado o acidente. Tal circunstância, entretanto, não afasta a responsabilidade do shopping, consubstanciada na ausência de informações claras e precisas sobre os riscos oferecidos aos usuários em razão do uso das escadas rolantes. Fonte: Vlex.

Riscos de Escada Rolante

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quarta-feira, maio 26, 2010

Conceitos básicos de Gerência de Riscos

O QUE É O GERENCIAMENTO DE RISCO ?
São os meios estratégicos disponíveis pela empresa (plano de emergência, prevenção e controle de perdas, etc) para controlar com racionalidade os riscos mais importantes que possam produzir efeitos negativos à sobrevivência da própria empresa.

MÉTODOS DE GERENCIAMENTO DE RISCOS INDUSTRIAIS
■ Identificação de Risco
■ Análise de Risco
■ Avaliação de Riscos
■ Tratamento/Controle de Riscos

IDENTIFICAÇÃO DE RISCOS:
Através de check-list (questionários, roteiros, etc) podemos identificar os principais riscos da empresa.

ANALISE DE RISCO:
Através da coleta de informações dos riscos existentes na empresa, podemos analisar, identificar erros e condições inseguras que contribuem para os acidentes.

AVALIAÇÃO DE RISCOS:
Através da análise de Risco e da coleta de informações, podemos criar uma amostra (população, por exemplo, acidente de trabalho, quantidade, horário, gravidade ou acidentes materiais, quebra de máquina, etc.) para avaliar a freqüência da ocorrência dos acidentes.

CONTROLE DE RISCOS:
A função do controle de Riscos é prevenir o acidente, isto é, quaisquer acidentes, que resultem em danos pessoais ou materiais, independente da gravidade, deverão ser comunicado aos responsáveis.

Principais tipos de Riscos Industriais da Empresa
■ Incêndio, explosão
■ Danos pela natureza (vendaval, chuva, etc.)
■ Danos por Responsabilidade Civil
■ Responsabilidade civil por produto
■ Responsabilidade por poluição do meio ambiente
■ Roubos
■ Riscos de Acidentes de Trabalho
■ Riscos de Transporte
■ Riscos de Acidentes no Trânsito

SISTEMA DE ADMINISTRAÇÃO DE SEGURANÇA

COMITÊ DE SEGURANÇA
A consciência da direção da empresa, em relação à segurança, normalmente reflete nos seus funcionários e podemos dizer que quanto maior a consciência da cúpula, mais segura é a empresa. Ao contrário desta, numa empresa que dá prioridade à produção e deixa para depois a segurança, normalmente surgem acidentes com freqüência fazendo cair à produtividade.
Para tanto temos de criar um Comitê de Segurança, que tem como seu superior o responsável máximo do local de trabalho, como, presidente ou diretor da indústria ou o presidente delega a alguém com todas as prerrogativas para tomar as decisões necessárias para o seu desempenho.

A FUNÇÃO DO COMITÊ DE SEGURANÇA SERIA:
■ Realizar reuniões ao menos uma vez por mês, criando desse modo, “a cultura" para discussões sobre diversos temas relacionados à segurança.
■ Elaboração do programa anual de atividades
■ O acompanhamento do resultado da implementação e instrução de melhoria dos locais considerados inseguros pelas inspeções internas (auditoria de segurança)
■ Elaboração de normas relacionadas com segurança e sua execução

NORMAS DE SEGURANÇA INTERNA

Que tipos de normas de segurança devem ser providenciadas?
As principais seriam:
■ Norma de administração de segurança
■ Norma de controle de fumo
■ Norma de uso de solda
■ Plano de combate a incêndio
■ Plano de evacuação

A norma de Administração de Segurança estabelece a estrutura do Comitê de Segurança da empresa, o conteúdo do que ele implementa, os princípios de segurança a serem respeitados pelos funcionários e procedimentos em caso de emergência.
A norma de controle de fumo indica o local determinado para fumantes dentro da área de trabalho (fumódromo) e determina a rigorosa proibição do fumo fora do local indicado.
A norma de uso temporário de solda estabelece a preparação do local para serviço temporário de soldagem e corte, a presença do responsável no local, a instalação do equipamento de extinção de fogo, a verificação após o encerramento do trabalho.
O plano de combate ao incêndio estabelece a estrutura e o método de treinamento para combate ao incêndio. O plano de evacuação estabelece o método, local e treinamento para evacuação.
Estas normas precisam ser, não somente elaboradas, mas fazer com que sejam conhecidas e cumpridas por todos os funcionários e o seu conteúdo também precisa ser retificada para adaptar-se à realidade.


AUDITORIA INTERNA DE SEGURANÇA - AIS
Após a formação da organização e do estabelecimento das normas é necessário executar periodicamente as inspeções de segurança na empresa. Normalmente a inspeção periódica dos equipamentos principais é solicitado aos fabricantes e empresas especializadas (transformadores, caldeiras, sistema de refrigeração, etc.).
No entanto, limpeza, organização, arrumação (armazenamento de produtos acabados e de matéria prima, produtos inflamáveis), controle de solda, controle de materiais perigosos, equipamentos de combate a incêndio, é necessário manter um responsável na empresa (engenheiro de segurança, técnico de segurança, CIPA, pessoal da brigada de incêndio) a inspecionar a situação da segurança, chamamos isto de auditoria interna de segurança (AIS). A AIS é importante, não somente no sentido de melhorar os locais inseguros, mas para implantar o conceito de segurança nos funcionários.
O resultado desta inspeção e o plano de melhorar devem ser comunicados, sem falta, ao Comitê de Segurança, para compartilhar a consciência quanto ao problema. Além disso, nessa inspeção, há o mérito de não continuar a mesma situação insegura. Também é importante que a cúpula do Comitê de Segurança participe da inspeção ou deve constatar que o plano de melhoria foi executado, para demonstrar a sua atitude no tocante à segurança.

MEDIDAS DE SEGURANÇA CONTRA PROPRIEDADE

A interdependência do sistema homem- máquina:
Antes de analisar as medidas de segurança contra cada risco sobre propriedades, deveremos falar sobre a relação homem e máquina que tem sido questionada ultimamente.
Nos últimos anos, as empresas estão passando por um processo de transformação tecnológica, substituindo equipamentos obsoletos por equipamentos automatizados, buscando a redução da mão de obra e ao mesmo tempo visando à eliminação do sistema o homem que é passível de erros.
Entretanto, é inevitável a intermediação do homem para o funcionamento perfeito do equipamento automatizado. De fato, ser considerarmos que o homem é susceptível a erros e por isso deve-se instalar dispositivos de segurança.
Porém devemos identificar as causas que conduzem às falhas. Num serviço monótono, repetitivo em que a atenção se dispersa, a probabilidade de falhas é muito grande e para evitá-las, coloca-se o dispositivo de segurança e define um procedimento operacional rigoroso para operação do equipamento.
Todavia, várias medidas de segurança operacional não levam a uma solução completa. O que se deve questionar é por que a atenção se dispersa. Atrás do erro no serviço há sempre uma causa. Outro ponto a ser considerado seria o problema em caso de emergência. Num sistema automatizado, numa situação normal é praticamente desnecessária a decisão ou operação do operador.

Na medida em que o nível do sistema se sofistica, a intermediação do operador diminui, podemos dizer que o sistema está cada vez mais se tornando uma "caixa preta". Para um operador sem conhecimento profundo do conteúdo, a solução em caso de emergência se torna extremamente difícil e perigosa. Neste sentido podemos dizer que como oportunidade de se interar com a máquina, os reparos periódicos e operações de trocas de ferramentas seriam momentos importantes para adquirir experiência quanto ao comportamento da máquina.

Normalmente a máquina não possui flexibilidade, é simples e sem versatilidade quanto à tomada de decisão que foge dos parâmetros programáveis. O homem e a máquina precisam cobrir mutuamente os seus pontos fracos, construindo‑se um sistema homem-máquina, racional e harmonioso.


RISCOS DE INCÊNDIOS E EXPLOSÃO
Exemplos de acidentes

EMPRESA: PRODUTORA DE ÓLEO ALIMENTÍCIO – JAPÃO
Causa:
Explosão. No momento do acidente, os equipamentos não estavam em funcionamento, mas os operadores estavam presentes para realizar a inspeção interna da instalação. Por ser o solvente altamente inflamável, quando o seu vapor permanecer parado e sua concentração estiver no limite de explosividade, há o perigo de explosão provocado facilmente por eletricidade estática ou uma mínima faísca produzida no choque entre metais. Com causa do acidente, foi apontada a falta de retirada do solvente, que deveria ter sido feita antes da inspeção.
Vítimas: 08 pessoas morreram

EMPRESA : INDÚSTRIA DE PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS – JAPÃO
Data: agosto de 1991
Atividade: fabricação de pizza para lojas de conveniência
Causa:
O fogo surgiu no andar térreo da fábrica, de dois pavimentos, de concreto armado, próximo ao duto de escapamento de calor do forno à gás, paralisado por falta de energia. A causa do incêndio foi devido ao surgimento de chama causado por aquecimento do duto de exaustão, por falta de energia elétrica. O motivo da paralisação da energia elétrica foi a queda de raio nas instalações da concessionária, que interrompeu o seu fornecimento. Com a paralisação da energia elétrica, o exaustor do forno não funcionou e como conseqüência o calor armazenado pelo forno (600oC) aumentou consideravelmente. E também no duto de exaustão, onde a temperatura é mais elevada, o resíduo de óleo impregnado, produziu chama, propagando-se pelo isolamento térmico do lado externo, estendendo-se pela área de trabalho.
Danos materiais: destruição parcial da fábrica (térreo), danos nas máquinas, produtos e matérias primas.
Prejuízo: US $ 3.700.000,00

EMPRESA: SILO DE CEREAIS, WESTWEGO, LOUISIANA – USA
Data: 23 de dezembro de 1977
Causa: Explosão do silo de concreto, de 250 m de altura, que esmagou o escritório onde estavam 50 funcionários.
Vítimas: 32 mortes
Prejuízos: US $ 100.000.000,00

EMPRESA: INDÚSTRIA DE PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS IMPERIAL – USA
Data: Setembro /1991
Local: Hamlet - Carolina do Norte
Causa: O incêndio foi causado pela ignição do óleo hidráulico, provocado pela ruptura de uma linha próxima ao equipamento de cozinhar a gás.
Vítimas: 25 mortes. A maior parte das vítimas foi causada por portas fechadas ou saídas obstruídas.

MEDIDAS DE SEGURANÇA
Vimos pelos exemplos de acidentes às falhas ocorridas. Portanto, as medidas de segurança contra incêndio e explosão que podemos considerar a partir dos seguintes princípios:
■ a estrutura relativa à segurança, que mencionamos
■ as medidas para evitar incêndios ou explosão
■ como minimizar os danos em caso de ocorrência de incêndio ou explosão.

MEDIDAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO
Como sabemos, o incêndio e a explosão ocorrem a partir do momento em que juntam os três elementos; o calor, o oxigênio e o foco de incêndio, ou seja, ar e material combustível.
Em outras palavras, se retirarmos um deles, o incêndio ou a explosão não acontece.
No entanto, o ar existe normalmente em nossa volta, então se retirarmos o calor, focos de fogo ou material combustível, levaríamos a medida de segurança.

AS MEDIDAS DE PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO SERIAM:
Riscos no processo de fabricação
Normalmente o risco existente no processo normal de operação ocupa um peso significativo dentre os riscos de incêndio existentes em uma indústria. Cada operação de processo tem sua peculiaridade em cada setor e ainda muito diversificada.
Nas indústrias que trabalham com grande quantidade de materiais combustíveis ou que trabalham com materiais perigosos, mesmo que o seu nível de periculosidade é pequeno, a periculosidade latente no processo de fabricação é surpreendentemente elevado.

Caso estes materiais combustíveis e/ou perigosos se contatam com fontes de fogo, pode-se imaginar o derramamento, a dispersão e propagação do fogo.
Portanto, é claro que, antes de tudo, deve-se evitar o surgimento destas situações, mas principalmente, mesmo que ocorra, eliminá-la rapidamente.
Por outro lado, podemos citar como fonte de calor:
■ o fogo propriamente dito
■ material incandescente
■ calor de energia elétrica
■ faísca
■ eletricidade estática
■ calor por atrito, combustão espontânea

Portanto as medidas para evitar o incêndio nos riscos de processos de fabricação seriam resumidas nos seguintes pontos:
■ diminuir ao mínimo a quantidade de materiais combustíveis e/ou materiais perigosos
■ deixar bem claro a sua presença (sinalização) a fim de chamar a atenção (periculosidade)

Como exemplo, podemos citar o controle com as fontes de fogo;
■ arrumação e limpeza (housekeeping)
■ eliminação e prevenção contra vazamentos mediante inspeção periódica

Focos de fogo em geral
Além dos riscos no processo de fabricação, existem diversas causas que se vinculam com o incêndio e explosão. É essencial o empenho para evitar incêndios e/ou explosão que podem ser causados por aparelhos de aquecimento, caldeiras, transformadores, GLP (quando instalado no interior da edificação), cigarro, fósforo.
Deveremos tomar cuidado com o serviço de soldagem e corte, devido à faísca, pois ela pode espalhar num raio de 10m e se ela encontrar material combustível, como por exemplo, isolamento a base de lã ou isopor, pode surgir incêndio cuja propagação é lenta e perigosa (geralmente o incêndio inicia-se lentamente e adquire elevada velocidade de propagação após algumas horas).

Medidas contra propagação de incêndio
Portanto, quanto aos locais que possam se tornar origem de incêndios, o fundamental é preparar uma lista de verificação (check-list) e executar todos os dias a auditoria de segurança, à qual foi referida anteriormente.

Como minimizar os danos em caso de ocorrência de incêndio ou explosão?
Seria tomar providências para não aumentar os danos (propagação de incêndio), caso ocorra um incêndio ou explosão, através:
■ equipamentos de combate a incêndio
■ isolamento de riscos

Equipamentos de combate a incêndio
Os equipamentos de combate a incêndio devem ser providenciados de acordo com a necessidade e a amplitude do risco a ser combatido.
Os equipamentos seriam:
■ sistema de hidrante
■ extintores
■ sistema de sprinkler
■ sistemas fixos de proteção para tanques e reservatórios

Temos que prestar atenção em não haver interferência ou falha em seu funcionamento. No entanto, podemos ver em muitos casos em que, embora investindo-se grande soma em equipamentos de combate a incêndio, por não ter um controle de manutenção, não há como esperar a extinção eficiente no momento de incêndio.
É preciso fazer periodicamente os testes de funcionamento dos equipamentos de combate a incêndio e mantê-los sempre em condições perfeitas. É importante organizar uma equipe de combate a incêndio (brigada de incêndio) para engajar nas atividades de combate ao incêndio, de tal modo que possa manifestar sua verdadeira força no momento da ocorrência, formando uma estrutura funcional.
É de fundamental importância o treinamento de combate a incêndio, pois há muitos casos em que as falhas aparecem especialmente nos períodos noturnos e nos dias de folga.

Isolamento de Riscos
A idéia do isolamento de riscos seria minimizar os danos em caso de ocorrência de incêndio. O seu princípio básico consiste em:
■ separar com paredes e portas corta-fogo os locais de serviço de alta periculosidade
■ dividir a área interna do edifício (compartimentação)
■ isolar a área de alta periculosidade da fabricação (edificação isolada, por exemplo, armazenagem de produtos perigosos, inflamáveis, tóxicos, etc.)

Caso nas paredes corta-fogo houver espaço nos locais onde passam tubulações de utilidades (ar, água, cabos elétricos e esteiras), podemos considerar que não foi constituído o isolamento de risco perfeito. Os locais onde os canos e cabos atravessam as paredes corta-fogo, devem ser preenchidos e pintados com tinta incombustível (atualmente existe material selante, facilmente aplicável, retardante ao fogo).
Em casos de esteira atravessar as paredes corta-fogo é necessário instalar uma porta de fechamento automático (dumper). Verificamos muitas vezes, situações de perigo em que os objetos deixados na posição de fechamento da porta corta-fogo, impedem o seu fechamento.
Outras vezes constatamos a presença de produtos combustíveis ou inflamáveis próximos a porta corta‑fogo, que poderá provocar propagação de incêndio por irradiação de calor. É fundamental eliminar os obstáculos durante a auditoria de segurança (AIS). Estes são os conceitos básicos para prevenção de incêndios e explosão.

Fonte: Seminário Internacional de Gerenciamento de Riscos, promovido pela Tokyo Marine & Fire Insurance Co. Ltd - Japão, realizado em São Paulo.

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domingo, maio 23, 2010

Inferno na fábrica

O incêndio que começou por volta das 16 horas, em 26 de agosto de 2002, destruiu a fábrica de solventes Luztol Indústria Química Ltda., localizada na BR-153, na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia, e levou medo aos moradores vizinhos.

Foto: Fumaça densa no início do incêndio e início muito provável, da vaporização de solventes superaquecidos (bola de fogo, flash fire)



CHAMAS E LABAREDAS
As chamas atingiram cerca de 40 metros de altura e a grossa coluna de fumaça preta pôde ser vista de vários pontos da Grande Goiânia. Das 18 horas até por volta das 20 horas o local foi sacudido por várias explosões. Mas não houve informações sobre vítimas.

INTERDIÇÃO
A BR-153 foi interditada nos dois sentidos, causando engarrafamento de cerca de 10 quilômetros, conforme a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Durante o incêndio, quatro quadras da área próxima à fábrica foram interditadas. As pessoas foram orientadas pela Defesa Civil a deixar suas casas e a energia foi desligada. Por volta das 23 horas, a situação já havia sido controlada e os moradores tinham sido autorizados a retornar para suas residências.


Foto: Muito provável , a vaporização de solventes superaquecidos (bola de fogo, flash fire)

CORPO DE BOMBEIROS
Praticamente todo o efetivo – cerca de 80 homens, seis carros do Corpo de Bombeiros e 10 caminhões-pipa do Corpo de Bombeiros de Goiânia, Aparecida, Trindade e Senador Canedo foi deslocado para o combate ao incêndio.
Cento e sessenta policiais militares de Aparecida de Goiânia e da capital deram apoio aos bombeiros.

FOGO DEBELADO
O fogo foi debelado por volta das 22h30 horas, ficando os bombeiros restritos ao trabalho de rescaldo, para evitar o aparecimento de novos focos. O trânsito foi liberado no sentido Goiânia–Hidrolândia às 21h45 e o trecho de acesso a Anápolis, às 23 horas.

ÁREA DE TANCAGEM
O maior desafio dos bombeiros, nesse que foi um dos maiores incêndios já ocorridos na região metropolitana de Goiânia, foi resfriar os nove tanques com cerca de 300 mil litros de produtos altamente inflamáveis, como solventes e verniz, instalados a poucos metros do foco das chamas.

EVACUAÇÃO DA VIZINHANÇA
Ao constatar que o incêndio ocorria em uma fábrica de material altamente inflamável, o Corpo de Bombeiros tratou de evacuar as empresas vizinhas e dois motéis que ficam em frente. Centenas de moradores vizinhos correram até o local para ver de perto o espetáculo das chamas. A cada explosão – foram quatro em menos de uma hora – a correria era geral.
Ao lado da Luztol, outras três indústrias de produtos químicos corriam o risco de ser atingidas pelas chamas, tornando o incêndio de proporções bem maiores.
Os bombeiros isolaram uma grande área próxima à indústria – incluindo casas e estabelecimentos comerciais da Vila Brasília, do Bairro Santo Antônio e Vila Sul – para proteger moradores e transeuntes.

RISCO DE CATÁSTROFE
Segundo informações de um funcionário da fábrica, disse à polícia que havia solvente suficiente para queimar até as 22 horas. Numa previsão catastrófica, ele declarou que, se os tanques explodissem, todos os prédios num raio de 100 metros iriam pelos ares. A dimensão das chamas impedia qualquer tentativa de debelar o fogo.

ESCOAMENTO DE SOLVENTE PELA REDE DE ESGOTO
Às 17 horas, grande quantidade de solvente escorreu pelo esgoto da Rua 20, na Vila Brasília, que passa nos fundos da fábrica, provocando outra explosão. Tampas de concreto dos bueiros da rua foram jogadas longe, até uma nas proximidades do Afrodite Motel, que fica a quase 500 metros de distância do incêndio. Houve pânico entre os moradores vizinhos e muitas pessoas deixaram suas casas às pressas. Também na BR-153, cerca de 100 metros abaixo do local do incêndio, houve explosões nas bocas-de-lobo, por causa do material inflamável que escorria pelas galerias pluviais.

RISCO DE AGLOMERAÇÃO DE PESSOAS
Muitos curiosos se juntaram nas proximidades da indústria para assistir ao espetáculo. Policiais militares e bombeiros tentavam convencê-los a recuar, já que o fogo atingiu as redes elétricas e de esgoto, e havia grande probabilidade de que toda área, em um raio de um quilômetro, voasse pelos ares.
Novamente o grande número de curiosos se dispersou em debandada geral, para fugir do fogo que brotava dos bueiros e espalhava calor. Foi quando centenas de pessoas começaram a correr sem rumo, ciclistas se chocavam com carros e motos e muitos pulavam sobre os veículos parados no meio do congestionamento.

INTOXICAÇÃO
O cheiro de solvente tomou conta de extensa área no entorno da empresa atingida pelo incêndio. O odor era tão forte que alguns policiais militares do 8º Batalhão começaram a passar mal sentindo náuseas, tonturas e ardor nos olhos.

ATIVIDADE DA LUZTOL INDÚSTRIA QUÍMICA LTDA.
A empresa tem 40 empregados e gera outros 20 empregos indiretos. A empresa, que pertence a Karluz Silva e Tadeu Luz Silva, trabalha com solventes e vernizes.
A Luztol está instalada numa área de 8 mil metros quadrados, no quilômetro 8 da BR-153, na Vila Brasília, em Aparecida de Goiânia.
Durante o incêndio, os proprietários foram para o local acompanhar o trabalho do Corpo de Bombeiros. Eles planejavam a transferência da empresa para o Pólo Empresarial Goiás, também em Aparecida, onde a sede ocuparia uma área de 21 mil metros quadrados. Outro plano era dar início à fabricação de tintas.

Foto: As setas mostram a área de tancagem que não foi envolvida pelo incêndio.

ORIGEM DO FOGO
O funcionário José Raimundo Ribeiro, do setor de produção da Luztol Indústria Química Ltda., disse que o fogo começou no galpão, onde havia 50 tambores com 200 litros de solvente cada um. “Eu e um colega ainda tentamos apagar as chamas com uma mangueira, dessas usadas pelos bombeiros, mas o fogo se espalhou rápido e tivemos de sair correndo”, relata. José Raimundo lembra que foi um dos últimos a sair, quando os bombeiros já haviam chegado. “Teve gente que pulou o muro da fábrica na hora do medo.” O funcionário lembra que há cerca de dois anos houve um princípio de incêndio na Luztol, mas foi controlado ainda no início.

CAUSA PROVÁVEL
A falta de aterramento aliada à baixa umidade da região provocou este tipo de ocorrência.

RELATOS, PÂNICO E EVACUAÇÃO DOS PRÉDIOS PELOS BOMBEIROS
O comerciante Leonardo estava na casa de um amigo quando ouviu a primeira explosão. Ao sair, viu uma coluna de fumaça preta subindo. “A informação era de que a explosão havia sido provocada por um curto-circuito”, afirmou, acrescentando que em poucos minutos os bombeiros chegaram e bloquearam o trânsito na BR-153. O passo seguinte foi evacuar os prédios vizinhos.
A dona Aparecida que trabalha bem em frente à fábrica, disse que só ficou sabendo que alguma coisa grave estava acontecendo quando os bombeiros chegaram para retirar funcionários e clientes às pressas. “Quando vi o tamanho da coluna de fumaça fiquei preocupada, pois no motel há grandes reservatórios de gás e caldeiras. Se as chamas atingissem o prédio poderia ocorrer uma grande tragédia”, assinalou. Segundo ela, algumas colegas de trabalho entraram em pânico, mas foram tranqüilizadas pelos bombeiros.
O bloqueio da BR-153 acabou tumultuando o trânsito nos bairros adjacentes, que passaram a receber o tráfego pesado da rodovia. O vaivém de carros da polícia e dos bombeiros aumentou ainda mais o caos na região. A PM tentava pôr um pouco de organização no tráfego. As ruas dos bairros deixavam lento o escoamento do grande número de carros, carretas e caminhões desviados da BR.

VIZINHOS RELATAM PÂNICO DO INCÊNDIO
Durante o incêndio, os moradores das proximidades da fábrica tiveram de abandonar suas casas, pois o risco de explosões era muito alto. Segundo depoimentos dos próprios moradores, o pânico foi geral. A onda de calor também podia ser sentida a muitos metros de distância do foco.
A dona de casa Maria José, que mora na mesma rua onde se localiza a empresa Luztol, estava na cozinha quando ouviu o primeiro estrondo. “Acho que era umas 16h30. Graças a Deus e aos bombeiros, as chamas não ultrapassaram o outro lado, que fica em frente à minha casa. Não iria sobrar nada.”
Maria José conta que houve um pânico generalizado dos moradores. “Era gente correndo pra todo lado, com muito medo das explosões. Saí correndo com meus filhos, netos e noras. Passei muito mal, pois sofro de pressão alta. Precisei tomar remédio.”

CALOR INSUPORTÁVEL E EXPLOSÃO
Flávia Cândida moradora do Residencial Florença, Jardim Bela Vista, conta que mal chegara em casa e já teve de sair correndo junto com o marido. “Os bombeiros orientaram todos os moradores a abandonarem as casas. Todos estavam em pânico. Rezamos muito para que nada de mais grave pudesse acontecer.” Flávia conta que o chão tremia no momento das explosões.
Flávia disse que quando ainda estava no Setor Urias Magalhães, em Goiânia, já podia avistar a fumaça preta que se elevava no horizonte. “Quando fui chegando próximo de casa, o cheiro de thinner era insuportável. Pensei que algum caminhão tivesse pegado fogo.”

FOI UM HORROR
Edemir Sales, gerente de uma empresa de transportes localizada atrás da Luztol, conta que assim que viu as primeiras chamas, avisou os seis funcionários que trabalhavam no local. “Todos saíram correndo. Não deu tempo nem de fechar as portas da empresa. O desespero dos moradores foi total. Um passava por cima do outro. Foi um horror.”
Na opinião de Edemir, o trabalho do Corpo de Bombeiros foi fundamental para que as chamas não se alastrassem ainda mais. “Os bombeiros são os heróis do fogo. Se não fossem eles, estaríamos perdidos.”

FUMAÇA SÓ CAUSA DOR DE CABEÇA
A fumaça emitida pelo incêndio na fábrica de solvente Luztol poderá causar, no máximo, dores de cabeça nos moradores de regiões próximas. Essa é a principal conseqüência prevista pelo subdiretor da Defesa Civil, Luis Roberto Ferreira Lopes, para a grande emissão de monóxido de carbono na combustão dos produtos.
A combustão do solvente libera monóxido de carbono, que causa dor de cabeça e até perda de consciência momentânea, se inalado em grande quantidade. A explicação é do médico Alonso Monteiro da Silva, do Centro de Informações Toxicológicas (CIT). Ele lembra que, nesta época do ano, a fumaça leva mais tempo para se dissipar, o que pode ocasionar estes problemas.
O subdiretor da Defesa Civil descarta o risco de grandes intoxicações. Segundo Lopes, a direção do vento durante o incêndio fez com que a fumaça fosse levada para longe das regiões habitadas, evitando a intoxicação. Por isso, explica Luís Roberto, não foi necessário manter a área interditada. No final da noite depois de controlado o incêndio, o cheiro forte e a fumaça ainda podiam ser percebidas na região vizinha à fábrica.

EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA
O diretor-técnico do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Paulo Rocha Arantes, não soube precisar o número de fábricas existentes em Goiânia com alto risco de explosões. Segundo ele, todo estabelecimento necessita de certificado de funcionamento expedido pelos Bombeiros.
“É condição para que a empresa funcione”, falou. De acordo com ele, graças à parceria do Estado com os municípios, é possível controlar a liberação de funcionamento. Arantes ressaltou que, antes mesmo de construir uma empresa, o projeto tem de passar pela Diretoria Técnica do Corpo de Bombeiros.
O diretor-técnico diz que existem ainda os estabelecimentos clandestinos. “Não temos controle sobre eles”, disse. Segundo Arantes, se o estabelecimento estiver irregular, uma equipe, se for o caso, faz a interdição, paralisa as atividades ou remove materiais perigosos.
O comandante do Segundo Subgrupamento de Incêndio (2º SGI) de Aparecida de Goiânia, tenente José Borges Filho, informou que a Luztol Indústria Química Ltda apresentava todos os dispositivos de segurança necessários, como extintores de incêndio, rede interna de hidrantes e bacias de contenção em caso de vazamentos.

RETORNO ÀS ATIVIDADES
A Luztol Indústria Química Ltda., só deve retomar suas atividades daqui a seis meses. Esse será o tempo gasto para a construção da nova sede da empresa, afirma Karluz Silva, um dos proprietários da fábrica de solventes.
A mudança de endereço já estava programada, mas ainda não tinha data certa para se concretizar. Com a destruição de praticamente toda a atual sede, as obras do novo prédio serão aceleradas. A empresa será transferida para uma área de 21 mil metros quadrados, localizada no Pólo Empresarial Goiás, também em Aparecida de Goiânia.

PREJUÍZO
Um dos proprietários da Luztol Indústria Química Ltda., Tadeu Luz Silva, disse que os prejuízos podem chegar a R$ 3 milhões (US $ 1.000.000,00). Desolado, Tadeu afirmou que a empresa está no seguro, mas que o contrato só cobre pequena parte do patrimônio da fábrica. Ele não sabia dizer o que poderia ter provocado o incêndio e descartou a hipótese de fagulha produzida por energia estática. “Seguimos todas as normas de segurança. Foi uma fatalidade”, lamentou.

SEGURO PARCIAL
Um dos proprietários, Karluz visitou o local do incêndio. A imagem é de total destruição. Agora, é partir para a reconstrução. Karluz lembra ainda que a vistoria da seguradora, o seguro cobre 50% do valor da fábrica, ainda está sendo aguardada.

PERÍCIA
O perito criminal Roberto Pedrosa, que comandou a vistoria nas instalações da fábrica, acredita que a hipótese mais provável para a causa do acidente é a formação de cargas estáticas, que deram origem a labaredas. “No local, havia o manuseio de líquidos inflamáveis que carregam cargas estáticas. Um funcionário relatou que estava manuseando um solvente e, durante o movimento de uma lata para outra, sentiu a lata quente e um estalar”, conta.
Pedrosa recolheu as duas latas utilizadas pelo funcionário. “Examinei todo o prédio e não encontrei nenhuma outra possibilidade”, frisa o perito.

CONSUMO DE MATERIAL INFLAMÁVEL PELO FOGO
De acordo com o tenente Pedro Carlos, foram consumidos pelo incêndio seis tanques de thinner, querosene, acetato de etila, álcool e tolueno. O assessor de Comunicação do Corpo de Bombeiros, tenente-coronel Siqueira, acredita que, dos 500 mil litros de líquidos diversos existentes na fábrica, 300 mil foram salvos das explosões devido à ação rápida dos bombeiros.

RETIRADA DE PRODUTO QUÍMICO E TERRA CONTAMINADA
Pela manhã, a equipe do Corpo de Bombeiros fez a retirada de todo o material químico (tolueno, um solvente bastante volátil) que vazou para o exterior da fábrica durante o incêndio. A terra utilizada para conter o vazamento foi misturada ao solvente e removida. O chefe de operações da Defesa Civil, tenente Pedro Carlos Borges de Lira, informou que o material de alta periculosidade que ainda se encontrava na empresa seria retirado pelos proprietários.

Fonte: O Popular (Goiânia), Diário da Manhã (Goiânia) e Folha de São Paulo, no período de 26 a 28 de agosto de 2002

COMENTÁRIO:
Fator ambiental que propicia a eletricidade estática
De acordo com o Ministério de Agricultura, os meses de junho, julho, agosto e setembro, as condições climáticas, especialmente em relação à umidade relativa do ar reduzem consideravelmente no período, representando risco à propagação não controlada do fogo, provocando queimadas ou incêndios florestais, com prejuízos consideráveis ao produtor rural e à sociedade.
A umidade no Centro-Oeste reduz a 40%. Dependendo de eventos macro-climáticos periódicos ou eventuais, podem descer ainda mais, a exemplo de Brasília, onde atingem menos de 15%.
A geração de cargas estáticas pode ocorrer de muitas maneiras. Entre elas podemos citar eletrização por contato, eletrização triboelétrica, eletrização por indução, etc. Compreendendo os mecanismos da eletrização estática, é mais fácil evitar o aparecimento das cargas estáticas, ou então reduzi-las a níveis seguros.
Dentre todos os processos de geração de carga estática, o mais comum é o carregamento triboelétrico, o qual é causado pelo atrito entre duas superfícies. A eletrização triboelétrica se refere à transferência de cargas devido a contato e separação de materiais. A quantidade de carga gerada por esse processo depende de muitos fatores, como a área de contato, pressão de contato, umidade relativa, velocidade com que uma superfície é atritada sobre a outra.
Cargas eletrostáticas formam-se sempre que duas superfícies de contato entram em movimento relativo. Por exemplo, quando um líquido escoa em contato com as paredes da tubulação, partículas líquidas ou sólidas movem-se através do ar, ou quando um homem anda, levanta-se de um assento ou remove peças de seu vestuário. Cargas elétricas fluem rapidamente para a terra assim que se formam, mas se carga é formada em material não condutor ou em superfície não aterrada, então ela pode permanecer no local por certo tempo. (Trevor A. Kletz)

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terça-feira, maio 18, 2010

Incêndio químico na Biolab

O incêndio no depósito de distribuição, de 18.000 m2, da indústria química Biolab, ocorreu de madrugada, às 4 h 30 min, em 25 de maio de 2004. . As explosões múltiplas podiam ser vistas e ouvida enquanto as chamas propagavam através do depósito.

EVACUAÇÃO E INTERDIÇÃO
Uma nuvem de fumaça compacta, cinza, verde e branca obrigou a evacuação de moradores e comerciantes num raio de 2 km em Conyers, subúrbio de aproximadamente 10.000 pessoas, distante 30 km, a leste do centro de Atlanta, Geórgia.
Cerca de 400 moradores foram evacuados e deslocados para duas escolas que foram preparadas como abrigos provisórios.
A fumaça fechou a interestadual I-20 por várias horas e as estradas secundárias perto do depósito permaneceram fechadas até o dia seguinte. As autoridades permitiram que os moradores retornassem as suas residências em 27 de maio. A coluna de nuvem compacta e tóxica, estendeu-se por mais de 160 km.

HOSPITAIS
Aproximadamente 40 pessoas foram encaminhadas Centro Médico de Rockdale e o Hospital Geral Newton com problemas respiratórios e outras relacionadas à exposição química, segundo informações dos hospitais.

VÍTIMAS
Não houve vítimas no local ou como parte do combate ao fogo.

COMBATE AO FOGO
Algumas pessoas disseram aos bombeiros que deveriam ter usado espuma, enquanto outros sugeriram que deveriam ter carregado lama em um avião e jogado em cima do incêndio.
Henry Argo, chefe dos bombeiros do condado de Rockdale explicou porque nem a espuma e nem a lama controlaria o fogo.“Verificamos com especialistas químicos no local e com Chemtrec, empresa de emergência química e recomendaram-nos que o único agente extinção que seria eficaz era água. Nós tínhamos uma escolha, deixá-lo queimar-se ou tentando inundá-lo com água” ele disse.
Argo explicou que o abafamento do fogo com espuma ou lama era “não ativador”, porque os produtos químicos do cloro criam seu próprio oxigênio.
O incêndio foi controlado após 36 horas de combate ao fogo.

CONTAMINAÇÃO DO MEIO AMBIENTE
A equipe do centro nacional de emergência da EPA em Atlanta ainda estava trabalhando para determinar que produtos químicos poderiam estar na fumaça.
John Deutsch, um cientista ambiental com a EPA, disseram que os relatórios preliminares indicam mais ou menos, oito produtos químicos poderiam estar na fumaça, incluindo cerca de 800 toneladas de hipoclorito do cálcio, um componente do cloro usado para clorar água de piscina e para tratamento de água e esgoto
Moradores do lago Oconee, 70 km a leste do incêndio, reclamaram do cheiro do odor de cloro. Pelo menos uma pessoa, distante 300 km, leste de Colômbia, S.C., disse que poderia sentir o odor.

MONITORAMENTO DA CONTAMINAÇÃO
A agência EPA está utilizando um equipamento de alta tecnologia, para determinar na fumaça, que substâncias químicas além do cloro poderiam ter sido liberados.
O equipamento fornece a equipe de emergência, informação crítica ao nível do solo, em relação ao tamanho, forma, composição e concentração do plume dos gases liberados, de um incêndio como este, disse o porta‑voz da agência EPA, Dawn Harris Young, acrescentando que o equipamento dá uma leitura mais precisa do que a unidade móvel de monitoramento do ar .
Obs: Plume
É o volume da fumaça formada que se mova de sua fonte quente para lugares mais distante e sua área ocupada.

CONSEQÜÊNCIA IMEDIATA
CONTAMINAÇÃO – ÁGUA RESIDUAL DO INCÊNDIO
Distante 800 m da indústria BioLab, centenas de peixes do rio Almand Creek, foram mortos pelo escoamento da água contaminada de cloro do incêndio (água residual do incêndio).
A água residual do incêndio contaminada também escoou para o lago VFW, exterminando mais de 2.000 espécies de animais aquáticos.

DESCONTAMINAÇÃO DO LOCAL
Denny Dobbs, especialista ambiental por mais de 30 anos e trabalhou para EPA por oito anos, estimou que a extensão deste incêndio levaria um mês ou mais para limpar.
“Isto consegue com uma boa equipe para limpar um edifício desse porte” disse Dobbs. “Eles vão levar apenas uma semana ou duas para conseguir arrumar tudo e quando tiver tudo pronto para começar e iniciar a limpeza”.

INDÚSTRIA QUÍMICA BIOLAB
A BioLab fornece produtos do tratamento de água para aplicações industriais e recreativas no mercado mundial e especialmente de produtos domésticos nos Estados Unidos. A BioLab é subsidiária da indústria Great Lakes Produto Químico.A indústria Great Lakes Produtos Químicos é a principal produtora mundial de determinados produtos químicos, especialmente para aplicações como; tratamento de água, produtos de limpeza doméstica, retardante de chamas, estabilizadores de polímero, supressores de chamas e produtos químicos de desempenho.

CORPO DE BOMBEIROS E EQUIPES DE EMERGÊNCIA
Cerca de 150 bombeiros, autoridades, unidades de emergências, agências de saúde pública e do meio ambiente trabalharam arduamente durante a fase crucial do incêndio, de acordo com a agência de gerenciamento de emergência da Geórgia.

LAUDO DO INCÊNDIO
As autoridades do condado de Rockdale e os bombeiros de Geórgia concluíram que o incêndio não foi criminoso, embora não poderia determinar a causa exata do incêndio, de acordo com um relatório liberado em 15 de outubro de 2004.
Capitão Phil Norton, chefe do Corpo de Bombeiros do condado de Rockdale, anotou no relatório que o fogo destruiu muita da evidência física e impediu que os investigadores determinassem a causa do incêndio.
Norton relatou que a investigação no incêndio da BioLab em Conyers foi encerrada "a menos que nova informação ou evidência viesse esclarecer."

LAUDO DO INCÊNDIO – CAUSA PROVÁVEL
Foi incluído no relatório, como uma observação, em que os investigadores de incêndio, consideraram que o incêndio pode ter sido o resultado de uma reação causada por produtos químicos derramados.
O cenário foi baseado em uma entrevista com um trabalhador que foi no depósito antes do incêndio. O trabalhador disse que havia derramamento de um produto químico não identificado proveniente de uma empilhadeira que não foi investigado por um supervisor, de acordo com a informação. Entretanto, o relatório final não incluiu detalhes das alegações do trabalhador, somente aludindo a ele momentaneamente e indicando isso, "tínhamos um empregado que aparece com informação sobre alguns eventos que ocorreram à noite antes do incêndio que poderia possivelmente ter contribuído à origem do incêndio."
Henry Argo, chefe dos bombeiros do condado de Rockdale disse que os investigadores não poderiam verificar as indicações do trabalhador. "Por causa da destruição da cena, e isto sendo somente uma indicação de uma pessoa, éramos incapazes de colaborar," disse Argo.

PREJUÍZOS
De acordo com informação da Bilab, cerca de um total de US$ 14 milhões de produtos foram destruídos no incêndio, incluindo 3,6 toneladas de produtos a base de cloro para piscina e quase 3,18 toneladas de outros produtos para manutenção de piscina. O edifício foi avaliado em torno de US$ 7 milhões.
As perdas totais da BioLab estão perto de US$ 50 milhões, de acordo com indicação do comissário John Oxendine, diretor da State Insurance. Acrescentou que "esperamos ver os registros das reclamações para uma variedade de danos (responsabilidade civil)".
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INTERRUPÇÃO DE PRODUÇÃO
Não houve danos às instalações de produção. Entretanto, a produção e as operações do transporte foram suspensas temporariamente até a avaliação final dos danos do depósito.

Obs:
O hipoclorito de cálcio é um oxidante Classe 3, descrito na NFPA 430, Armazenagem de Oxidantes Líquidos e Sólidos, como uma substância que "causa um grave aumento na velocidade de queima dos materiais combustíveis com os quais entra em contato, ou sofre vigorosa decomposição auto-sustentada devido à contaminação ou exposição ao calor". Incêndios com hipoclorito de cálcio geram chamas altas e intensas..

Fontes: Citizen Online, Columbia Daily Tribune – May 25, 2004; News 11 Alive - 10/16/2004; CBS 46 – Breaking News, October 16, 2004; Creative Loafing Inc. - 08.25.04.




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Comentário: Responsabilidade Civil

Aproximadamente 10.000 reclamações foram arquivadas, de acordo com o diretor da Biolab, Larry Blom. Cerca de oitenta e cinco por cento foram processadas e pagas. As reivindicações relacionadas à saúde, representam uma fração muito pequena das reivindicações totais recebidas, disse Larry Blom.

De acordo com o presidente de BioLab e o diretor Larry Blom, "não temos uma contagem exata de quantas pessoas foram ao hospital durante o incêndio." Larry Blom diz também que, apesar dos esforços da companhia para ajudar as vítimas do incêndio, ele “não está ciente se houve vítima ferida gravemente."

Entretanto, após três meses da ocorrência do incêndio, cerca de 3.000 ou mais pessoas estão esperando para processar a empresa. Richard Kopelman, advogado, do escritório Decatur, diz que ele e outros advogados representando os queixosos em cinco das seis reclamações "estão buscando agressivamente uma ação em grupo." Kopelman estima que aproximadamente 3.000 pessoas já ingressaram com os processos, e outros 1.000 podem ser adicionados. Ele diz que representa os clientes que foram admitidos nos hospitais locais com os pulmões quimicamente queimados.

Complexidade no processo
Um dos processos está alegando que "substancias perigosas e tóxicas e outros contaminantes emanados da nuvem causados pelo incêndio foram detectados no solo, no ar, pessoa e em propriedade”.

A agência de proteção ambiental dos Estados Unidos, EPA, voou num avião equipado com sensores químicos através da nuvem, cinco vezes, somente detectou cloreto de hidrogênio em níveis baixos. Somente a ciência especializada determinará se as concentrações das toxinas eram mais elevadas ao nível da terra. E evidência de provas que a reclamação será levantada certamente pelos processos que se movem através das cortes. Mas com uma descrição diferente da nocividade do incêndio apresentada pela BioLab, é difícil de determinar apenas como os danos do incêndio foram realmente. De tudo isso, uma coisa é evidente, a nuvem de cloro, avistada tão distante, chovia cinza e destroços sobre milhares de casas, carros e comércios, diz Bert Langley, gerente da filial da equipe de emergência da EPD.
Embora obedecendo aos padrões exigidos pelo estado, a BioLab continua a enfrentar acusações que serão provavelmente mais complicadas, prejudicial e muito cara no futuro próximo.

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sexta-feira, maio 14, 2010

Paletes no setor de produção?

Pequenas cargas para diversos processos em lotes foram transferidas para recipientes pequenos e colocadas em paletes perto dos reatores, assim eles estariam disponíveis quando necessários.
Ocorreu um incêndio no edifício de produção, próximo ao local do palete. O fogo foi extinto pelo sistema de sprinklers e não houve feridos.
No entanto, o fogo causou danos no painel de distribuição de energia elétrica, na fiação elétrica de instrumentação e controle. Em conseqüência desses danos a fábrica ficou paralisada por longo tempo para reforma.

Foto - mostra uma reconstituição do palete de matéria prima.


A investigação mostrou que alguns dos materiais nos recipientes eram incompatíveis, e ao longo do tempo vazaram dos contêineres danificados ou transbordaram ou derramaram.

Foto- mostra o palete após o fogo

Parte deste material penetrou por uma grelha no piso e atingiu uma bandeja de cabos subterrâneo. Era difícil ver o material derramado na bandeja de cabos ou para limpá-lo.
Com o tempo algum o material vazado reagiu, aqueceu e irrompeu em chamas.

VOCÊ SABIA?
■ Muitos produtos químicos são incompatíveis, e podem causar incêndios ou vapores tóxicos quando eles reagem.
■ Quando os materiais incompatíveis reagem, eles podem se aquecer suficiente para inflamar-se e iniciar um incêndio.
■ Materiais incompatíveis derramados podem não reagir imediatamente. A reação pode iniciar lentamente e ficar suficientemente quente para irromper em chamas depois de algum tempo.
■ Ordem e limpeza (housekeeping) não são apenas em relação à aparência – materiais vazados podem provocar incêndios e riscos à saúde.

Foto - mostra alguns cabos danificados.

O QUE VOCÊ PODE FAZER?
■ Conheça a compatibilidade de produtos químicos (FISPQ ou MSDS) de sua fábrica e siga os procedimentos para manter separados os materiais incompatíveis na armazenagem e uso.
■ Muitas fábricas utilizam uma tabela de compatibilidade química para resumir essa informação.
■ Inspecione regularmente os recipientes e se assegure que eles estejam rotulados. Substitua qualquer recipiente danificado ou vazando.
■ Manter o local limpo imediatamente para qualquer tipo de vazamento. Não deixe acumular material derramado, esperando entrar em contato com outros materiais.
■ Manipulação de recipientes cheios ou vazios em locais apropriados e autorizados, onde pode ser feito com segurança.
■ Não armazene produtos químicos próximo a saídas de emergência, chuveiros ou lava-olhos, caixas elétricas, bandejas de cabos ou de qualquer equipamento importante.

Fonte: Safety Beacon - July 2006

Comentário:
Paletes em zonas de produção
É freqüente a presença de pilhas de paletes vazios em áreas de produção. A necessidade de colocar os produtos intermediários ou acabados em paletes causa essas acumulações. Este fato, embora completamente lógico do ponto de vista operacional para a produção, pode ter resultados desastrosos no caso de se deflagrar um incêndio sem que tenham sido adotadas normas mínimas de segurança e proteção.
Os requisitos para proteção de armazenamentos ou pilhas de paletes vazios são, normalmente, mais rigorosos que os exigidos para os riscos comuns existentes nas fabricas.
Por isso, uma área da fabrica cuja proteção está de acordo com a ocupação e a utilização que dela normalmente se faz, pode ficar completamente exposta perante um incêndio que afete uma pilha de paletes, já que os meios de proteção da área não estão dimensionados para essa finalidade.

Em conseqüência das razoes expostas devem ser consideradas as seguintes normas gerais de proteção para o armazenamento de paletes em áreas de produção:
■ as quantidades de paletes em áreas de produção devem ser reduzidas ao mínimo necessário ao funcionamento normal da fabrica;
■ como norma geral, a altura máxima recomendada para as pilhas de paletes é de 1,80 m; considera-se que o combate a incêndios com estas características (em pilhas de paletes), não difere muito numa área de produção normal, por isso, se área de produção está bem protegida, os meios de proteção deverão ser suficientes para debelar um eventual incêndio nos paletes;
■ caso seja necessário fazer várias pilhas de paletes, é aconselhável que sejam mais afastadas possíveis uma das outras, deve-se evitar, a todo custo, o acúmulo excessivo de paletes numa mesma área;
■ no caso de existir um sistema de "sprinklers", devem ser analisadas as características da instalação existente, em especial no que se refere aos parâmetros de densidade de descarga e área de cobertura e, a partir deles, determinar a altura máxima admissível para as pilhas de paletes. Fonte: Instrucciones Técnicas Itsemap de Protección contra Incêndios – Fundación Mapfre

Vídeo:
Este é um teste de como se comportam paletes com aerossóis submetidos ao fogo. É comum no setor de manutenção e principalmente no setor de armazenagem. Os aerossóis sob pressão se comporta como se fosse foguetes quando aquecidos. Excelente vídeo


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terça-feira, maio 11, 2010

Explosão em Flixborough


O QUE ACONTECEU?
Na Nypro Factory, em Flixborough, Inglaterra em 1974, havia seis reatores em série, cada reator em nível mais baixo que o antecedente, permitindo o fluxo por gravidade do número 1 ao 6, através de curtos tubos de conexão de 28" (ver figura ). Para permitir expansão térmica cada conexão tinha uma junta de expansão.

Um dos reatores teve uma rachadura e foi retirado da planta (a rachadura deveu-se a uma modificação do processo); e substituído por tubulação temporária de 20", com dois cotovelos devido à diferença de nível. As juntas de expansão existentes foram mantidas em cada extremidade da tubu1ação temporária (ver figura).

Devido à pressa para recomeçar a produção, o novo desvio (by-pass) não foi testado antes de iniciar a produção e nem foram considerados os padrões da engenharia ou as recomendações do fabricante.

A tubulação deu defeito dois meses mais tarde, liberando cerca de 50 toneladas de ciclo‑hexano quente, que vaporizou-se e originou uma nuvem de vapor não confinada, que explodiu momentos depois e destruindo a fábrica.

A planta foi integralmente destruída e os danos materiais se estenderam por um raio de 13 quilômetros. A onda de sobrepressão gerada pela explosão e o incêndio subseqüente causaram a morte de 28 pessoas e causaram centenas de feridos.

ORIGEM DO PROBLEMA – MODIFICAÇÃO DO PROCESSO
Era comum na época aspergir água sobre equipamentos que estivessem muito quentes ou deixando escapar fumos. A água era tomada do ponto mais próximo disponível.
Em Flixborough havia um vazamento de ciclo-hexano vaporizado pela gaxeta do agitador de um dos reatores. Para condensar os vapores, era despejada água no topo do reator, sendo usada água de resfriamento por ser mais convenientemente disponível.
Porém essa água continha nitratos que causaram corrosão sob tensão do aço carbono do reator. O reator foi removido para reparos e substituído por tubulações temporárias.

PROBLEMAS QUE PODERIAM SER EVITADOS – CORROSÃO
A corrosão por nitratos é bem conhecida pelos metalurgistas, mas naquela época não era bem compreendida pelos outros engenheiros. Antes de despejar água em um equipamento, exceto em emergências, por que não perguntar o que ela contém e o que poderá causar ao equipamento?
A aspersão com água é um procedimento fora da operação normal, devendo ser tratada como uma modificação.


Foto: Sistema de escoramento adotado

PORQUE ISTO ACONTECEU
■ O projeto dessa tubulação e seu suporte deixaram muito a desejar, pois ela não estava exatamente sustentada, apenas apoiada por andaimes. Embora, havia juntas de expansão em cada extremidade, o tubo podia oscilar e torcer‑­se quando a pressão excedia um pouco os níveis normais. Isto provocou defeito nas juntas de expansão.
■ Na ocasião em que a tubulação foi projetada não havia engenheiro qualificado na planta. O profissional que a projetou e construiu não tinha experiência com tubos de grandes diâmetros, operando em temperatura (1500C) e pressão (10 kg/cm2M – pressão manométrica) elevadas. Poucos engenheiros têm conhecimento especializado para projetar tubulações submetidas a altas tensões. Alem disso, os engenheiros de Flixborough não consideraram necessário um projeto realizado por especialistas. Eles não tinham idéia do quanto não sabiam.

O QUE VOCÊ PODE FAZER? MODIFICAÇÕES AUTORIZADAS
■ Siga sempre a gerência da sua companhia no procedimento de gerenciamento da mudança (MOC – Management Change). Lembre, mudança temporária demanda a mesma revisão rigorosa do que as mudanças permanentes. Se você não utilizar um procedimento de gerenciamento da mudança (MOC), discuta a importância que poderia proporcionar para sua instalação?
■ Faça mudanças somente depois que as revisões completas dos riscos foram conduzidas e aprovadas por especialistas?
■ Use boas práticas de engenharia e recomendações do fabricante.

SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS
No momento da explosão a fábrica tinha aproximadamente um estoque de substâncias perigosas de;
■ 1.250.000 litros de ciclohexano
■ 250.000 litros de nafta
■ 42.000 litros de metilbenzeno
■ 100.000 litros de benzeno
■ 1.700 litros de gasolina

VÍTIMAS
28 pessoas mortas e mais de 104 pessoas feridas. Sendo 18 trabalhadores morreram no centro de controle de operação, devido ao colapso da edificação.

PREJUÍZOS
O fogo queimou por cerca de 10 dias. A fábrica foi totalmente destruída e centenas de casas e armazéns foram danificadas. Estimativa de danos; US$ 412milhões

NOTA EXPLICATIVA:
Gerência de mudanças (MOC) para segurança de processo
O objetivo do programa de gerência de mudanças (MOC) é assegurar todas as mudanças para o processo são revistas corretamente e os riscos introduzidos pela mudança são identificados, analisados, e controlados antes iniciar a operação. MOC parece conceitualmente simples, mas pode ser um dos elementos mais difíceis de gerenciamento de processo de segurança para executar eficazmente.

AS LIÇÕES
Num prazo de 10 anos a maioria dos funcionários de uma determinada unidade fabril ou departamento terá mudado. Manter e melhorar a memória corporativa para evitar a repetição do desastre ou ocorrências similares não é uma tarefa simples e exige medidas apropriadas. Em geral as lições são esquecidas e os acidentes se repetem.
Todo sistema corporativo para gerenciamento de segurança deveria prever que:
■ Toda modificação deve ser controlada e documentada através de procedimentos oficiais
■ Todos os gerentes, incluindo aqueles mais seniores, devem empreender algum tempo andando pela área fabril, à espreita de situações anormais
■ As unidades de negócio devem ter um quadro suficiente de profissionais com a qualificação
profissional correta e a experiência necessária
■ As plantas devem ser planejadas de forma a evitar o efeito dominó ou minimizar a propagação de acidentes e ocorrências perigosas internas
■ Prédios ocupados localizados próximos de plantas perigosas devem ser projetados para resistir a um determinado nível de sobrepressão externa
■ Apenas aqueles funcionários, cuja presença é absolutamente essencial para manter uma operação
segura, deveriam ser abrigados em área perigosas.
■ Funcionários de escritório devem preferencialmente ser realocados

Fonte: CCPS -Center for Chemical Process Safety - American Institute of Chemical Engineers e O que houve de errado? Autor - Trevor A. Kletz e P. E. Pascon.

COMENTÁRIO:
É comum nas indústrias quando há algum problema de equipamentos acionarem o setor de manutenção para corrigir esse problema, sem levar em conta critérios de engenharia e/ou de segurança, tais como; Haverá mudança? A mudança é temporária? Haverá alteração de projeto?
Essas alterações devem passar pela gerência e pelo engenheiro qualificado, para emitir um parecer sobre essas alterações.
O que diz Trevor Kletz no livro “What went wrong?
“Antes de executar qualquer modificação, ainda que pouco dispendiosa, seja temporária ou permanente, nos equipamentos, no processo ou nos procedimentos de segurança, ela deve ser autorizada por escrito pelo gerente da área e pelo engenheiro, isto é, por alguém da equipe profissionalmente qualificado. Antes de emitirem a autorização, eles devem assegurar-se de que não haverá conseqüências imprevisíveis, bem como de que padrões de segurança e de engenharia estão sendo obedecidos. Completada a modificação, ela deve ser inspecionada por eles, para verificar se seus resultados foram alcançados e se tudo parece correto. O que não parece correto geralmente está errado e deve pelos menos ser testado”.
Essa recomendação serve para qualquer procedimento de segurança ou de engenharia que está sendo alterado.

Vídeo:

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sexta-feira, maio 07, 2010

Trabalho a quente com segurança

O QUE ACONTECEU?
Um soldador lixava próximo a caixa de um transmissor de vazão. Houve um pequeno vazamento no conjunto do transmissor e o vapor inflamável ficou confinado na caixa.
As fagulhas da lixadeira provocaram a ignição dos vapores que escapavam da caixa, que resultou numa pequena explosão e feriu o soldador e destruiu o transmissor.
Os operadores que emitiram a permissão para trabalho a quente realizaram o teste de gás na área, mas o vazamento no interior da caixa não foi detectado.

O QUE VOCÊ PODE FAZER PARA EVITAR QUE ISTO ACONTEÇA
Operações
■ Inspecione ao redor da área onde o trabalho será realizado e verifique minuciosamente todas as fontes potenciais de gás, não apenas as mais óbvias. Seja extremamente cuidadoso quando inspecionar pequenas caixas ou receptáculos (como no caso relatado neste incidente).
■ Se entre suas atribuições, estiver incluído o uso de equipamento de detecção de gás, você deve ter sido treinado. Lembre-se, o equipamento deve ser calibrado de acordo com as recomendações do fabricante ou ele pode dar leitura incorreta!
■ Saiba onde os vazamentos podem ocorrer e assegure testar os locais. Se as condições são susceptíveis de alteração, considerar o monitoramento contínuo.

Manutenção
■ Inspecione ao redor da área de trabalho a procura de fontes de material inflamável e fique alerta na ocorrência de qualquer odor estranho. Lembre-se, você será o fornecedor da fonte de ignição e necessitando apenas do combustível.
■ Pergunta ao responsável onde o teste de gás foi realizado. Se um deles não foi feito, insista para que seja feito. Se não incluiu todas as fontes potenciais, insista que um novo teste seja feito.

Fonte: Process Safety Beacon - Maio 2004

Comentário:
As faíscas ou fagulhas podem deslocar até 12 m. O que diz Trevor Kletz no livro ‘What went wrong? ; “Antes de permitir soldas e trabalhos a quente é prática normal assegurar-se que não há vazamento de gases ou líquido inflamáveis na vizinhança; ou que não há condições anormais que possam resultar em tais vazamentos. O significado “vizinhança” depende da natureza do produto que pode vazar, da inclinação do terreno, etc. Para líquidos altamente inflamáveis, usa-se geralmente como parâmetro 15 m.

Recomendações:
1-Os empregadores devem garantir que os soldadores são treinados adequadamente na operação segura de seu equipamento e processo.
2-Os empregadores devem assegurar-se, que a soldagem não deve ser executada em tambores usados, até que estejam limpos completamente (ausência de vapores ou resíduos).
3-Os empregadores devem desenvolver, executar, e cumprir um programa por escrito de segurança. O programa de segurança deve incluir procedimentos de segurança de tarefas específicas e o treinamento de empregado na identificação, eliminação e controle de riscos.
4-Os empregadores devem designar uma pessoa competente para conduzir as inspeções freqüentes e regulares de segurança do local de trabalho.

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quarta-feira, maio 05, 2010

Dia Mundial de Higienização das Mãos

Um ato simples e barato, mas ignorado por grande parte da população, diminui em até 60%;
■ o risco de contágio de doenças como hepatite B,
■ meningite, diarréia e resfriados:
lavar as mãos.

Nesta quarta-feira, 05 de maio, a Organização das Nações Unidas (ONU) promove pelo terceiro ano consecutivo o “Dia Mundial de Higienização das Mãos”, uma forma de chamar a atenção para a importância dessa forma de higiene tão eficaz.

“A coisa mais importante é a lavagem de mão, ajuda inclusive a evitar a gripe suína”, afirma Luiza Helena Falleiros, infectologista pediátrica do Instituto Emílio Ribas.

Em todos os países serão promovidas atividades para conscientizar profissionais de saúde e a população. Em São Paulo, por exemplo, o Hospital das Clínicas fará apresentações de teatro falando sobre a importância dessa prática.

Lavar as mãos é uma forma eficiente de prevenção de doenças. De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) , o hábito pode reduzir o número de mortes relacionadas;
■ a diarréia em mais de 40% e
■ os casos de doenças respiratórias agudas em 25%.
“É possível minimizar, mas não erradicar a doença, já que existem outras formas de contágio”, alerta o infectologista Gustavo Henrique Johanson, do Hospital Nove de Julho, em São Paulo

Hospitais
Dentro de hospitais e centros de saúde, essa também é uma medida essencial. “Nesses ambientes a principal medida de controle de infecção é a lavagem das mãos. A disseminação de doenças no ambiente hospitalar é pelas mãos. O médico examina um paciente e depois outro, se não lavar as mãos entre eles, pode levar bactérias”, afirma Johanson. Nesses locais, o uso do álcool em gel pode ser mais indicado já que é prático e tem a mesma eficácia.

Fora desses locais, o ideal é lavar as mãos sempre que:
■ a mão estiver visivelmente suja
■ pegar no dinheiro (como ele passa de mão em mão, pode carregar bactérias)
■ mexer em bebês (a resistência dos pequenos ainda não está completa, por isso, o cuidado é necessário)
■ antes de comer
■ usar o banheiro
■ mexer em animais
■ usar transporte público (imagine quantas pessoas não tossiram e depois seguraram na barra do ônibus)
■ usar o telefone público
■ cozinhar

Não há fórmula mágica: bastam água limpa e sabonete. No entanto, há uma maneira correta de higienizar as mãos: é necessário esfregá-las, lavar o torso e entre os dedos.

Fonte: iG São Paulo e Organização Pan-Americana da Saúde

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segunda-feira, maio 03, 2010

Proteção contra incêndio para escritórios


Um escritório reduz-se a cinzas em sete minutos. Você pode suporta esse prejuízo?
Não leva muito, cerca de 7 minutos para um incêndio em escritório típico moderno para transformar em inferno e destruir tudo.

Foto: Edifício Andraus, São Paulo - 1972

Um incêndio de 6 milhões de dólares em escritório ocorreu quando houve um superaquecimento do reator de uma lâmpada fluorescente, que caiu sobre um aparelho de plástico numa pequena área do almoxarifado. Vamos chamar os bombeiros? Atrasado.
Felizmente os bombeiros controlaram o incêndio na área, mas, quando eles abriram as portas e as aberturas de ventilação, a fumaça propagou-se além da área do almoxarifado, causando a maior parte dos danos.
A lição? Ninguém estimou os prejuízos elevados causados pela fumaça. Aparentemente, ninguém, solicitou aos funcionários da necessidade de chamarem os bombeiros imediatamente. Ninguém solicitou ao Corpo de Bombeiros para inspecionar o local ou o prédio. Em resumo, ninguém estava preparado.
E a falta de planejamento e preparação, o pior de todos os riscos, prevaleceram.
Ainda que o sistema de sprinkler possa extinguir incêndios, porém muitos escritórios não os possuem. Ainda que a importância do treinamento para extinção de incêndio é bem conhecida, relativamente poucos funcionários de escritórios são treinados.


Foto: Edifício Joelma, São Paulo - 1974

O QUE VOCÊ PODE FAZER?
Primeiro
Estar ciente das causas mais comuns de incêndios em escritórios. Em princípio, o cenário do escritório é muitas vezes colocado com muito combustível para um fogo, que arde lentamente produzindo muita fumaça, quase tudo você vê. Você instalou computador e equipamento no escritório, cujos componentes plásticos predominam (gabinete, monitor e teclado)?
O que me diz do mobiliário? Não esquecemos do carpete e sofá.
E o plástico laminado?
E o revestimento da mobília (melamínico)?
E a espuma do sofá e da cadeira?
E o revestimento de papel de parede?
E o painel decorativo de madeira?
E o fluido para as máquinas copiadoras?
E o estoque de papéis no almoxarifado? Tudo isso queima rapidamente.
Alguns derretem e outros podem provocar auto-ignição.
Falta de limpeza e de organização adicionam mais combustível: lixo, arquivo e armário com estoques.

Perfil das perdas
O perfil das perdas das propriedades seguradas pela Allendale Insurance, mostra para você uma idéia, de como avaliar seu programa de prevenção de perdas.
Segundo
Providenciar um plano por escrito, eliminando os riscos em potenciais. Instalar o sistema de proteção de sprinkler. Se você aluga seu escritório, informe no contrato de sua política de prevenção de incêndio e o tipo de proteção contra incêndio disponível. Se você é inquilino, deveria igualmente ser informado sobre o programa de prevenção, resposta de emergência e a localização do Corpo de Bombeiros. Se você aluga ou é proprietário observa os problemas seguintes e no final do artigo consulte o check‑list com mais detalhes.



Falhas elétricas, superfícies quentes, superaquecimento ou fontes quentes
Tubulações ou equipamentos elétricos de aquecimento podem iniciar incêndios instantaneamente quando em contato com materiais combustíveis.
Atualmente os escritórios tendem a utilizar muito mais fiação elétrica do que anteriormente devido ao incremento da utilização de equipamentos eletrônicos (computador, impressora, fax, etc.) e iluminação.
O conhecimento gradativo dos problemas e as inspeções, periódicas são importantes.

Foto: Edifício–Cesp, São Paulo -1987
Incendiário
A execução de uma política de segurança deficiente e a falta de um sistema de detectores automáticos (sensores, circuito fechado de televisão, informatização do controle de entrada/saída de pessoal), propícia que um incendiário possa atacar rapidamente e desaparecer.
Quando a empresa está em fase de reestruturação; mudança para outro local, reorganização de pessoal, retorno às atividades após uma greve ou em conseqüência de um prejuízo, o seu negócio está mais vulnerável para o ataque do incendiário.
Ignição espontânea
Pode ocorrer quando o escritório estiver em reforma. Certos materiais podem provocar auto‑ignição, isto é, a elevação do calor gerado pelos próprios materiais sem ajuda externa ou por fornecimento externo de energia. Por exemplo; madeira localizada próxima a um forno ou chaminé que será submetida à alteração química severa e eventualmente poderá ocorrer auto‑ignição. A utilização de tinta (vapores), óleo de linhaça, trapos, estopa, painel compensado, serragem, espuma, por exemplos; pode ocorrer auto-ignição.

Cigarro
Cigarro e fósforo continuam causando as pioras perdas de incêndio, por causa da negligencia em fumar. Demarcando áreas para fumar (fumódromo) e fixando regras para o descarte adequado do cigarro (lixeira), já temos um bom plano, especialmente se existem muitos fumantes na área todos os dias.

Trabalhos a quente
São totalmente evitáveis. As perdas históricas registradas mostram que os incêndios devido a trabalhos a quente resultam de; corte, abrasivo, brasagem forte, soldagem, brasagem leve, degelo de tubulação por aquecimento, manta asfáltica aplicada com chama aberta, ou alguma operação produzindo chamas abertas, quente ou fagulha. É melhor escolher outro método para terminar o trabalho.
Precauções brandas ou política colocada apenas no papel, não funciona. Um sistema de permissão rigorosa é essencial. Paralisar qualquer trabalho a quente onde o procedimento não está sendo seguido ou executado.
Não presume que as prestadoras de serviços estão seguindo sua política para trabalho a quente. Exija que eles coloquem no contrato que concordam em seguir cada passo do sistema de permissão. Certificar-se, se eles estão tomando cuidado na execução de suas tarefas e principalmente verificar a intenção deles (comentários dos funcionários) em cooperar na aceitação do procedimento de permissão.

Exposição ao fogo e demais riscos
Radiação térmica ou chama propagando‑se de um incêndio externo ou próximo à estrutura, de um pátio de armazenagem, de um coletor de lixo ou vegetação seca, podem causar incêndios em escritório ou propagar danos devido ao calor e fumaça. Manter distância adequada entre o escritório exposto e a vizinhança é a ideal.

AVALIAR O SEU RISCO

Plano de contingência
Quanto tempo pode funcionar o seu negócio sem um escritório? E os clientes? Possuindo um plano de contingência, você poderá identificar exatamente o seu risco e planejar a expectativa de perda. Você pode desenvolver o plano com auxílio de especialistas, para prevenir a perda ou responder a uma situação de emergência enquanto estiver ocorrendo ou para enfrentar condições adversas.

Pré‑plano de incêndio
A elaboração de um pré-plano com auxílio do Corpo de Bombeiros deveria ser o primeiro passo, quando você muda ou reforma o escritório. Os bombeiros combaterão o foco de incêndio com mais eficiente, se eles estão familiarizados com os riscos. Durante a visita dos bombeiros, discutir todas as possibilidades e efeitos do incêndio, incluindo os danos provocados pela água e fumaça. Apenas esse passo, poderá diminuir muito o risco de incêndio, se um acidente ocorrer.

Sistema de Sprinkler
É o mais efetivo meio de controle de incêndio para escritório e áreas de armazenagem. Onde a proteção de sprinkler é inadequada, os prejuízos são muito mais elevados, como demonstra as estatísticas de propriedades seguradas.

Proteção de sprinkler adequada para escritório – de 1991 a 1995
Cientificar-se que o sistema de sprinkler foi projetado adequadamente, instalado e conservado, de acordo com as normas técnicas vigentes no país (ABNT).
Sprinkler obstruído pode impedir o controle do incêndio. Instalações deficientes podem também comprometer o controle de incêndio. Manter o sistema de proteção contra incêndio em bom estado de conservação

Condição de operação
Ainda que, você aluga as instalações, você deveria exigir o sistema de proteção instalado e em boas condições de funcionamento. Qualquer sistema de proteção deveria ser regularmente inspecionado e conservado.
Os dispositivos de ativação tais como; elo fusível e detectores de fumaça e de calor deveriam ser checados.
Os sprinklers não devem estar com resíduos (corrosão interna ou acúmulo de resíduos que impregna a ampola, retardando a sua operação) ou de outra maneira impedidos de funcionar.

Extintores de incêndio
Selecionar extintores adequados e colocados em locais estratégicos para utilização em riscos de incêndio. O treinamento dos empregados é o elemento chave para utilização dos extintores adequadamente. Testar esses extintores de acordo com as normas técnicas em vigor.

Reforma de escritório
Durante a reforma aumenta a vulnerabilidade para ocorrência de incêndios. Utilizando ou armazenando tintas, limpeza com solvente, papelão, material em embalagem e outros materiais combustíveis, próximo a um equipamento de chama aberta, tais como; maçarico, brasagem, aquecedor de ar e fiação elétrica temporária, criam riscos potenciais de incêndio.
A reforma pode envolver o corte temporário de fornecimento de água, provocando outro risco em potencial. Quando você interrompe o fluxo de água na válvula de controle do sprinkler, você retira sua proteção.
Durante o tempo que o sistema está fora de serviço, você necessita de dispositivo de alerta (aviso que o sistema não está funcionando) para as válvulas fechadas e restabelecer a proteção do sistema, assim que for possível.
Relocar os extintores, colocando‑os em locais que podem ser vistos.

Edifícios Altos
Têm o maior potencial para as principais perdas em propriedades, por várias razoes:
■ As Janelas dos andares estão acima do alcance dos equipamentos do Corpo de Bombeiros (escada Magirus)
■ Cada andar adicional cria mais dificuldade para evacuação do pessoal e combate ao fogo
■ O uso extensivo de fachada de vidros (painéis de vidros) permite ao fogo passar verticalmente de um andar para outro
■ Os átrios são propícios a criação do efeito de chaminé
■ Nos dutos de ventilação, de aquecimento e do ar condicionado podem circular fumaça, calor e gases tóxicos para grandes áreas remotas do fogo. Considerar que os danos podem resultar somente pela fumaça. A fumaça percorre rapidamente o edifício através de dutos e apenas é impedida por barreiras físicas (dumpers). O sistema de ar condicionado pode rapidamente propagar a fumaça, gases tóxicos e calor.

Cobertura adequada de sprinkler
É essencial para edifícios altos, o sistema automático de sprinkler pode controlar o fogo ou minimizar a sua propagação e danos às áreas adjacentes. O sprinkler torna o combate ao fogo mais fácil e reduz a chance de um fogo incontrolável.

CONCLUSÃO
Lembrete: Escritório desprotegido é inseguro.
Um programa adequado não tem de ser dispendioso ou consumir muito tempo. Conhecendo os riscos potenciais, usando o bom senso para eliminá-los ou protegê-los e minimizando as fontes de ignição, metade do programa está elaborado. Reparar ou substituir fiação defeituosa. Ter certeza que o sistema de proteção está funcionando, incluindo os detectores.
Instalar sistema de sprinkler.
Lembrar do aviso “não fumar” e colocar equipamento de segurança (cinzeiro) na área permitida para fumar.

CHECK LIST PARA PROTEÇÃO PARA EDIFÍCIOS COMERCIAIS (ESCRITÓRIOS)

Instalação elétrica
■ Instalação elétrica de acordo com as normas em vigor
■ Manter equipamento limpo, seco e ventilado
■ Manter a regularidade de desempenho do equipamento conforme manuais técnicos e controle de registro de manutenção
■ Desligar a iluminação e equipamentos elétricos durante a interrupção do trabalho (horário de almoço e final do expediente)
■ Não sobrecarregar as tomadas com “benjamins“ ou extensões de tomadas
■ Restringir o uso de aquecedores de marmitas (marmiteiros) e controlar o seu uso
■ Colocar um aviso “procedimento para utilização” próximas as cafeteiras elétricas, aquecedores elétricos, ar condicionado. Estes são as principais causas de incêndio em escritórios.
■ Desligar equipamento, quando não estiver em uso. Colocar um aviso “alertando sobre perdas elevadas”
■ Checar periodicamente a fiação elétrica e substituindo‑a ao primeiro sinal de desgaste.

Incendiário
■ Instalar sistema automático de sprinkler
■ Manter uma brigada de incêndio bem treinada
■ Proporcionar segurança adequada (iluminação externa e interna, vigilância, sistema de alarme contra intrusão e controle de acesso)
■ Possuir sistema automático de detectores de fumaça, calor e sistema de alarme
■ Assegurar que todas as válvulas de sprinklers estão travadas contra abertura com cadeado e corrente, bem resistente.
■ Controle de acesso de visitantes e de empregados

Cigarro – Fumo
■ Proporcionar sistema automático de sprinkler
■ Proibir fumar em áreas com potencial de riscos e colocar aviso enfatizando a proibição.
■ Onde é permitido fumar, colocar “cinzeiros de piso” incombustível (metálico)
■ Manter os cinzeiros limpos
■ Campanha educativa sobre o perigo de fumar com negligencia em áreas de riscos
■ Colocar extintores de incêndio em locais estratégicos e treinar o pessoal para sua utilização.

Ignição espontânea
■ Fornecer proteção automática de sprinkler acima e abaixo para forro falso se o material do forro é combustível ou o espaço existente contém material combustível capaz de sustentar e propagar o fogo.
■ Quando a estrutura do forro está colocado abaixo do sistema de sprinkler, a estrutura deve ser de material incombustível
■ Expandir os circuitos elétricos para atender as novas instalações de equipamentos

Exposição ao fogo
■ Controle de fumaça. Sistema de ventilação, aquecimento e ar condicionado central com dumper corta fogo com fusível de acionamento deve ser providenciado para minimizar o movimento de fumaça entre pisos e áreas de fogo.
■ Providenciar o sistema de controle de fumaça para manter as áreas isentas de fogo de fumaça e remover a fumaça das áreas atingidas pelo para o exterior.
■ Providenciar adequada limpeza, circulação de ar e alguns casos, isolação entre material combustível e superfícies quentes ou fontes quentes
■ Desligar luminárias e equipamentos elétricos durante o intervalo de trabalho (almoço e fim do expediente).
■ Enfatizar a treinamento pessoal e a importância do desligamento de equipamentos elétricos (ar condicionado, aquecedor, marmiteiro, etc)

Fonte: Fire Protection for Offices - Factory Mutual Engineering - 1996

Vídeo:
Edifício Comercial Windsor – Madri – Espanha – 12/02/2005


Vídeo:
Edifício Andorinha – Rio de Janeiro – 23/02/1986
Fogo começou numa tomada sobrecarregada por vários aparelhos elétricos.


Vídeo:
Edifício Joelma – São Paulo-01/02/1974


Vídeo:
Edifício Andraus-São Paulo - 1972

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