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sábado, janeiro 23, 2010

EUA alertam para risco da substância bisfenol A

O bisfenol-A está presente em latas de refrigerante, embalagens plásticas de alimentos e em brinquedos - e, agora, voltou à mira do governo americano. A Administração de Remédios e Alimentos dos EUA (FDA, na sigla em inglês) se arrependeu da decisão tomada em 2008 de considerar o bisfenol A livre de riscos. E vai gastar US$ 30 milhões para descobrir se o bisfenol A (BPA), muito usado pela indústria, pode causar câncer, doenças cardíacas e alterações hormonais, como já indicaram estudos.

EUA e Brasil não impõem restrições
Enquanto a suspeita não é comprovada, a FDA tenta apertar o controle sobre o seu uso pela indústria, inclusive classificando-a como "substância em contato com alimentos". como nos EUA, o Brasil não impõe restrições ao uso do bisfenol.

O bisfenol A é;
■ um desregulador endócrino, tendo participação em problemas de tireóide e obesidade.
■ é muito perigoso à fertilidade humana, e sua ingestão pode, a longo prazo, alterar os cromossomos.

Nos EUA, o Instituto Nacional de Ciências para a Saúde e Meio Ambiente aumenta a lista de alertas sobre a substância, vinculando sua presença a mudanças de comportamento, diabetes, câncer, asma e doenças cardíacas. E os efeitos do BPA ainda seriam transmitidos aos filhos de pessoas contaminadas.

Fonte: Globo Online – 19 de janeiro de 2010

Artigos já publicados sobre o assunto
http://zonaderisco.blogspot.com/2008/07/canad-probe-bisfenol-em-mamadeiras-e.html
http://zonaderisco.blogspot.com/2007/02/bisfenol-estudo-liga-plstico-doenas.html
http://zonaderisco.blogspot.com/2007/02/especialistas-avaliaro-os-possveis.html

Comentário:
Tudo o que comemos ou bebemos está coberto em plástico. O plástico embala comidas rápidas, guarda a água e alimenta bebês. Mas ele é um problema para a nossa saúde?

O bisfenol é usado há quase 50 anos na fabricação de garrafas de plástico rígida, revestimento de embalagens alimentícias e latas de bebida. Até recentemente a substância era encontrada em mamadeiras. Segundo especialistas, recipientes com BPA na sua composição devem ser jogados fora se estiverem riscados, pois a substância pode escapar por esses arranhões, e não devem receber líquidos muito quentes. Deve-se também verificar no rótulo se elas podem ser levadas ao microondas. Eles também recomendam que as mães amamentem seus filhos por um ano, porque as fórmulas infantis têm contato com a substância.

Plástico e o bisfenol
Três fatores importantes devem ser verdadeiros para que um plástico possa causar problemas. Primeiramente, ele precisa ter algum ingrediente prejudicial em sua composição. Em segundo, a substância prejudicial precisa se desprender do plástico para entrar no seu organismo. E em terceiro, é necessária quantidade suficiente desta substância para causar danos em você.
Policarbonato, um tipo de plástico, possui pelo menos dois destes três critérios danosos. Ele contém um biosfenol A, (BPA, na sigla em inglês) e estudos mostraram que o BPA pode migrar do plástico para os alimentos e bebidas e, em seguida, para o seu corpo.
BPA é a molécula que mantém os ingredientes do plástico juntos. Mas em parte do policarbonato, nem todo o BPA se liga ao plástico. É esse BPA solto que se liga aos alimentos e bebidas que estão embalados em policarbonato e penetra no seu corpo.

O BPA migra para os alimentos vindos de garrafas de plástico de policarbonato ou de camadas de resina epóxi que forram as comidas enlatadas. Um adulto típico ingere aproximadamente 1 micrograma de BPA para cada quilo de massa corporal. Bebês que usam garrafas de policarbonato ou consomem leite industrializado ingerem mais, aproximadamente 10 microgramas por quilo de massa corporal. .
Praticamente qualquer produto enlatado, até mesmo os rotulados como orgânicos, têm uma cobertura de BPA.
A substância não é usada em alimentos, mas pode contaminá-los, por exemplo, quando se bebe café em um copo de plástico, ou quando uma criança encosta um brinquedo (o bisfenol é usado para fabricá-los) na boca. Os efeitos do BPA podem ser transmitidos aos filhos de pessoas contaminadas. A FDA ainda está pesquisando o potencial do contágio, mas um estudo, dentre os muitos sobre o assunto, feito com 2 mil pessoas, mostrou que 90% delas tinham BPA na urina. Também foram encontrados resquícios no leite materno e no sangue do cordão umbilical. É realmente preocupante. Enquanto isso, as empresas fabricantes do BPA defendem, a segurança da substância. Fonte: HypeScience e The New York Times

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posted by ACCA@11:28 AM