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domingo, novembro 29, 2009

Bombeiro explica como salvar criança engasgada

Os telefones de emergência dos Bombeiros e da Polícia Militar recebem diversas ligações de pessoas pedindo ajuda para salvar uma criança engasgada. O capitão Humberto Leão, chefe da sessão de resgate dos Bombeiros de São Paulo, explica como se deve proceder para salvar bebê e crianças com mais idade.

O capitão aconselha;
■ as mães a amamentarem seus filhos com o corpo do bebê para o alto e a cabeça um pouco mais elevada.
■ depois que a criança acabar de mamar, a mãe deve manter o corpo do filho um pouco elevado para evitar refluxo

Procedimento quando o bebê engasgar
■ Quando o bebê se engasga e fica sem respirar, a pessoa deve posicionar a criança com a cabeça para baixo, com o corpo em 45º e dar cinco tampinhas de expulsão nas costas.
■ Depois, a pessoa deve virar a criança, mantendo a cabeça ainda um pouco inclinada para baixo para evitar que o líquido entre nos pulmões.
■ Em seguida, usando dois dedos da mão, a pessoa deve fazer cinco compressões em cima do osso externo.
■ Depois, recomenda o capitão, a pessoa tem que fazer ventilações leves, em direção ao nariz e a boca. “Se fizer forte, pode machucar os pulmões dos bebês”, alerta o bombeiro. Se a criança não se recuperar, a pessoa deve repetir o ciclo começando pela parte de colocar a criança de bruços e dar os cinco tapinhas nas costas.

O que não deve fazer
■ “Nuca se deve colocar o dedo na boca [da criança] porque pode empurrar o objeto ou alimento mais para dentro”, explica o capitão. Se o alimento for pastoso, o pai e mãe podem tentar fazer uma sucção leve. Os pais podem pedir orientações também aos bombeiros pelo telefone 193.

Na quarta-feira (25), um policial militar ajudou os pais de uma criança de 50 dias a salvar seu bebê com esses procedimentos. Segundo o soldado que fez o salvamento, João Roberto Alves, o mais importante é manter a calma para poder ajudar a criança.
Fonte: G1 -28 de novembro de 2009

Comentário:
■ Bebê de 5 meses morre engasgado em creche no interior de SP - Um bebê de 5 meses morreu engasgado em uma creche de Araçatuba, a km de São Paulo, na terça-feira (3 de novembro de 2009). A principal suspeita é que a criança tenha se engasgado depois de tomar leite.
SP: bebê de 1 ano morre engasgado com pão

■ Um bebê de 1 ano morreu engasgado a noite, 28 de Julho de 2008, em Mauá, no ABC Paulista. Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo, Jandilson Vieira de Oliveira se engasgou com um pedaço de pão. De acordo com a secretaria, o menino engasgou e começou a vomitar. A médica do Samu que atendeu a emergência afirmou aos policiais que o bebê não respirava e que iniciou o processo de ressuscitação, mas não adiantou.

Vídeo:

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quarta-feira, novembro 25, 2009

Explosão de spray aromatizante em carro

Um veículo Gol estava com quatro pessoas e era adaptado para fazer serviços de anúncios por meio de alto-falantes.
Segundo os bombeiros, o menino LF de dois anos estava segurando um recipiente metálico de alumínio, aromatizante, teria deixado tocar em um dos pólos da bateria extra que ficava no banco de trás do carro. Isso causou um curto-circuito, que levou à explosão.

Vítimas:
Duas crianças e dois adultos sofreram queimaduras de segundo grau em 45% a 60% do corpo, tarde de domingo, 13 de setembro em Goiânia (GO). LFF, 2 anos, EF, 4 anos, Eduardo, 27 anos, e Gilmar, 45 anos, estão internados em estado grave no Hospital de Queimaduras, na capital goiana.

Causa provável
A hipótese mais provável para o acidente é que o contato com a lata de alumínio com a bateria causou um curto-circuito, que perfurou o recipiente do aerossol e provocou o vazamento do produto aromatizante. O contato desse produto com faíscas do curto-circuito levaram à explosão.
"Uma explosão dessas pode chegar a 800°C. Para piorar a situação, os quatro passageiros inalaram o produto inflamável no momento da explosão, sofrendo queimaduras nas vias respiratórias. O carro não chegou a pegar fogo porque a explosão foi muito rápida. Foi uma questão de segundos, o produto inflamável formou uma névoa e explodiu. Mesmo assim, as vítimas tiveram contato com temperatura muito elevada, por isso as graves queimaduras", disse o coronel. do Corpo de Bombeiros Martiniano Gondim

Resgate
Bombeiros e profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) fizeram o resgate das vítimas e as encaminharam para o Hospital de Queimaduras. O estado de saúde deles era considerado gravíssimo, principalmente do menino LF, que teve 60% do corpo atingido por queimaduras de segundo grau.

Vitima Fatal
Morreu no final da tarde desta terça-feira, 15 de setembro, em Goiânia, LF, 2 anos, que teve queimaduras de segundo grau em 60% do corpo.
O quadro clínico de LF era considerado gravíssimo. Ele havia sofrido várias paradas cardiorrespiratórias e os médicos não conseguiram reanimá-lo na última delas. O irmão e o pai do garoto tiveram 45% do corpo queimado e o estado de saúde deles é considerado grave. Além dos ferimentos externos, todas as vítimas sofreram queimaduras nas vias respiratórias, pois aspiraram o produto inflamável no momento em que houve a explosão.
O menino estava internado na UTI do Hospital de Queimaduras junto com o irmão EF, 4 anos e o pai Gilmar, 45 anos. O tio do garoto, Eduard, 27 anos, se encontra na enfermaria do hospital.

Fontes: Terra Noticias - 14 e 15 de setembro de 2009

Comentário:
Esse tipo de acidente acontece com todo spray que tem como propelente substância inflamável Basicamente o aerossol é um sistema que consiste em uma embalagem que permita ser pressurizada, onde temos no interior desta embalagem uma mistura de um produto (desodorante, cabelos, tinta, inseticida, lubrificante, etc.) e um gás propelente (isobutano, butano, di-metil éter, etc.). Essa mistura permanece no interior desta embalagem, por meio de um dispositivo que chamamos de válvula. Ao pressionarmos essa válvula, a mistura de produto e gás é liberada para a atmosfera sob a forma de um spray com o nome técnico de aerossol (dispersão de partículas em um meio). Não percebemos que estamos manuseando um produto que pode transformar-se num lança-chamas ou uma pequena bomba incendiária ou num foguete, dependendo da situação potencialmente perigosa no local (incêndio, calor, perfuração da lata, etc.).

Cuidados:
■ Conteúdo sob pressão, o vasilhame mesmo vazio não deve ser perfurado.
■ Não use ou guarde próximo ao calor da chama ou exposto ao sol.
■ Nunca coloque esta embalagem no fogo direto ou incinerador.
■ Guardar em lugar ventilado.
■ Desligue os aparelhos e ferramentas elétricas antes da aplicação.
■ O calor pode provocar explosão.
■ Pode ser nocivo se ingerido. Se ingerido, não provoque vômito.
■ Evitar inalação do produto.
■ Utilize em áreas bem ventilada.
■ Mantenha fora do alcance das crianças.
■ Não expor a temperatura superior a 50ºC.
■ Não aplicar perto de chama ou superfícies aquecidas.


Vídeo:
O vídeo não é educativo, pois a spray é utilizado por adolescentes como brincadeira de fogo. Nos Estados Unidos existem relatos de acidentes graves com adolescentes durante o aquecimento da lata de spray, ela demora em explodir e por imprudência os adolescentes aproximam da lata e nesse momento ela explode. Entretanto a conseqüência da explosão é real e é como se comporta em um incêndio. Nunca faça esse tipo de brincadeira perigosa.

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sábado, novembro 21, 2009

Fabricante de carrinhos de crianças faz recall após amputações

O órgão de defesa do consumidor americano, a Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor (Consumer Product Safety Commission), em cooperação com a empresa fabricante dos carrinhos de bebê anunciou na segunda-feira, 9 de novembro, recall voluntário do seguinte produto de consumo;

Nome do Produto: Carrinhos de bebê do fabricante Maclaren

Unidades: Cerca de um milhão

Distribuidor: Maclaren EUA

Perigo: O mecanismo de dobradiça do carrinho oferece um risco de amputação da ponta do dedo ou laceração dos dedos da criança quando o consumidor está fechando ou abrindo o carrinho.

Incidentes / Lesões: A empresa recebeu 15 relatos de crianças colocando o dedo no mecanismo de dobradiça do carrinho, resultando em 12 relatórios de amputações da ponta do dedo nos Estados Unidos. As amputações ocorreram quando os bebês colocaram os dedos na peça enquanto o carrinho era dobrado.

Descrição: Este recall envolve todos os carrinhos com cobertura da Maclaren, modelo simples e duplo. A palavra "Maclaren" está impresso no carrinho. Os modelos afetados incluem Volo, Triumph, Quest Sport, Quest Mod, Techno XT, TechnoXLR, Triumph Twin, Twin Techno e Easy Traveller.

Vendido em: em lojas especializadas para bebês e crianças, redes varejistas por todo o país a partir de 1999 a novembro de 2009 com preço compreendido entre $ 100 a $ 360.

Fabricado: China

Solução: Os consumidores devem parar imediatamente com estes carrinhos convocados para recall e contatar Maclaren para receber um kit de reparação gratuita.
Trata-se de uma dobradiça. Ela permite aos pais fechar o carrinho para levá-lo na mão. O mecanismo não é coberto. O recall visa tampar essa parte por meio de um kit a ser entregue aos clientes.

No Brasil
Não houve casos no Brasil, conforme a única importadora e revendedora há oito anos, a Brasbaby. A empresa disse não saber se a Maclaren fará voluntariamente um recall no país.
O Ministério da Justiça, porém, já informou que a Maclaren será obrigada a fazer o mesmo recall para os consumidores brasileiros caso fique constatado que seus carrinhos trazem a mesma peça causadora de amputações nos EUA.
A Brasbaby disse não saber quantas lojas vendem os produtos no país ou quantas unidades são vendidas por ano. Informou apenas que o produto é vendido em todo o território nacional.
Para Carlos Thadeu de Oliveira, do Idec (Instituto de Defesa do Consumidor), a Maclaren deveria ter convocado o recall em todos os países onde vendeu esses produtos.
"Se fez o recall é porque o produto representa um risco aos consumidores. Proibir só nos EUA é considerar que o consumidor americano é melhor do que os outros [países]", diz. Para ele, a Maclaren deveria ter informado o recall às empresas que importam seus produtos. Assim, a Brasbaby e as lojas brasileiras teriam de acertar com a Maclaren o fornecimento do kit, segundo Oliveira.

MacLaren estende ao Brasil recall de carrinho que pode machucar bebês
A MacLaren decidiu estender ao Brasil o atendimento aos donos de carrinhos de bebês que oferecem risco às crianças. A decisão foi tomada no dia seguinte à fabricante anunciar um recall nos Estados Unidos.
Os modelos da MacLaren vendidos no Brasil e que necessitam do kit são o Volo, Techno XT, Quest Sports e o Twin Techno. Este último, para gêmeos, é encontrado em lojas virtuais por novecentos dólares. Todos são fabricados na China.

Os consumidores que têm alguns desses modelos devem mandar nome, endereço e telefone à empresa pelo e-mail brasbaby@brasbaby.com.br. A empresa os contatará os consumidores. A distribuidora informou que vai oferecer a cobertura para os clientes que fizerem a solicitação.

Fontes: CPSC -The U.S. Consumer Product Safety Commission - November 9, 2009, Globo Online - 10 de novembro de 2009, Diário Catarinense - 15 de novembro de 2009

Comentário:
Recall é um chamado ou convocação da empresa para corrigir eventuais falhas detectadas em peças ou sistemas de um produto.
Na realidade a análise feita por empresas quanto a segurança do produto ao consumidor obedece a um padrão tipo “Taylor Made”, mas o padrão do consumidor para provocar o acidente segue aleatoriamente.
Segue mais o padrão da teoria do caos. Pequenos imprevistos e grandes desastres. A idéia principal é que pequenas alterações numa situação trazem efeitos incalculáveis
A essência da teoria do caos é que uma mudança muito pequena nas condições iniciais de uma situação leva a efeitos imprevisíveis. É o que aconteceu nesse acidente do carrinho o pai ou a mãe ou a empregada fecha ou dobra o carrinho, a criança está com a mãos na dobradiça, parece uma situação sem grandes conseqüências, mas o acidente acontece.

As vezes, a empresa cria um produto prático, com facilidade para dobrar, mas com muita complexidade para efetuar esse dobramento ou desdobramento e acaba causando acidentes.
É a Lei de Murphy, aquela segundo a qual “se uma coisa pode dar errado, ela dará, e na pior hora possível”.
Não devemos esquecer, que a falha sempre acompanha a tecnologia. Não existe tecnologia cem por cento segura.

Antigamente um produto “Made in USA” ou “Made in Japan ou “Made in Europe” era um produto confiável, com qualidade e com segurança, agora, temos de tomar cuidado com as fontes de origem dos produtos (alimentos, brinquedos, eletrônicos, etc), pois acabou a era da produção verticalizada da empresa, sendo substituída por uma cadeia de fabricantes de terceiros (custo menor) que produz determinado produto para a empresa detentora da patente ou da comercialização. Não existe controle total das etapas de fabricação do produto, pois a cadeia de fornecedores é muito grande e diversificada.

Hoje predomina entre as entidades de defesa do consumidor ou agências de proteção avisos de alertas; recall, alimentos contaminados, etc. Há um excesso de recall no mundo. Falta de qualidade? Falta de segurança?

Vídeo:
Mostra a comunicação do recall pela CPSF


Vídeo:
Mostra o kit de reparo para proteção da dobradiça

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quarta-feira, novembro 18, 2009

Explosão em posto de combustível em Santa Catarina

Três técnicos de uma empresa prestadora de serviço faziam a manutenção de um reservatório de gasolina de um posto na cidade de Guabiruba, Santa Catarina, quando a gasolina começou a vazar.

Como foi a tragédia no Auto Posto São Lucas em Guabiruba
1-Aconteceu por volta das 10h de sábado, 14 de novembro de 2009. Três técnicos de uma empresa de Itajaí, Santa Catarina, trabalhavam na manutenção do reservatório de gasolina, que fica na parte lateral do posto próximo a área de calibragem de pneus. O objetivo da vistoria seria detectar possível vazamento de combustível no local.

2-Um dos técnicos trabalhava próximo a um dos tampões existentes do reservatório, no lado de fora, quando começou a jorrar gasolina numa altura, até 7 metros, em alta pressão. Isso teria gerado uma névoa de pulverização de gasolina no local. Outros dois técnicos que estavam distantes e também do lado de fora do reservatório, se aproximaram na tentativa de fechar o tampão

3-Enquanto os técnicos tentavam sem sucesso fechar o tampão, um motorista que estava num veiculo, Fiesta e calibrava os pneus se assustou e ligou o carro para sair. Os bombeiros suspeitam que a partida da ignição tenha originado alguma faísca e provocado a explosão. Quatro carros (três de funcionários e outro de cliente) ficaram completamente destruídos. No total sete veículos foram destruídos.

4-O Auto Posto São Lucas fica no centro de Guabiruba. O estrondo da explosão foi ouvido na região. Policiais militares e populares prestaram os primeiros socorros às vítimas. As que morreram tiveram queimaduras de segundo e terceiro grau.

5-Os bombeiros de Guabiruba chegaram rapidamente ao local e fizeram o combate ao fogo nos carros e no tanque de gasolina. Foram utilizados 5 mil litros de água (volume de um caminhão) além de espuma. O dono do posto informou aos bombeiros que cerca de 4 mil litros de gasolina do reservatório foram consumidos pelo fogo. O posto foi interditado pelo Corpo de Bombeiros. A loja de conveniência e as bombas de abastecimento não foram atingidas

Vítimas
Os técnicos sofreram queimaduras de segundo e terceiro graus e foram encaminhados em estado grave ao Hospital Azambuja, em Brusque. Três estão na unidade de terapia intensiva (UTI) e tiveram 90% do corpo queimado. Um cliente teve 40% do corpo atingido pelo fogo. Ricardo Sandri, 19 anos, é amigo dos donos do posto e permanecia internado em estado grave, tentaria transferi-lo para um hospital com mais recursos.
No sábado à noite, os três técnicos morreram na UTI do Hospital de Azambuja, em Brusque.

Testemunha da tragédia
A aposentada Valtrudes Scheifer estava na janela de casa quando ouviu uma explosão. No mesmo momento, ela viu crescer um fogaréu. Do meio das chamas, saíram quatro homens gritando por socorro. Corriam desesperadamente em direções aleatórias. Rolavam e se ajoelhavam no chão. Tentavam apagar as chamas do corpo.
Será difícil esquecer as cenas de dor. Com lágrimas nos olhos, a aposentada conta como foi a agonia de dois homens implorando por socorro no pátio da casa:
– Com o fogo nas costas, eles gritavam: “Me ajuda! Me ajuda!”. Não tinham mais roupas. A pele estava caída, derretida como plástico. Foi muito triste.

Investigação
Uma equipe de Florianópolis com três peritos especialistas em explosão e incêndio foi deslocada para a cidade de Guabiruba, no Vale do Itajaí em Santa Catarina, para tentar descobrir a causa do incêndio. O diretor-geral do Instituto Geral de Perícias (IGP), Giovani Adriano, diz que a equipe emitirá o laudo pericial sobre o acidente junto com o Corpo de Bombeiros,

Proprietário do posto
O casal dono do posto, Valdir Fachi e Nidia Teresinha Copiani Fachi, prefere aguardar o resultado da investigação para se pronunciar sobre o acidente. Roni Fachi, filho do casal, contou que os pais haviam chamado Luiz Antônio de Moura, que tem empresa prestadora de serviços do ramo, para fazer um orçamento do conserto do tanque de gasolina aditivada, que estava com um possível vazamento. A explosão aconteceu quando Luiz e os outros dois homens verificavam o tanque. Segundo Roni, Luiz já havia prestado outros serviços para a empresa.

Fonte: Diário Catarinense - 14 a 16 de novembro de 2009

Comentário:
Os técnicos deveriam ter noção da inflamabilidade da gasolina e principalmente nesse acidente que gerou uma gasolina em alta pressão, em névoa, aumentando ainda mais sua capacidade inflamável, gasolina pulverizada envolta em oxigênio, faltando apenas a fonte de ignição que poderia ser estática ou de um veículo. Ainda para piorar a situação os técnicos estavam tentando colocar o tampão na abertura para selar a saída da gasolina. Realmente eles não tinham noção do risco. O cenário estava pronto para o desastre; gasolina pulverizada e abundância de oxigênio.

Suspeita-se que houve falha humana durante o procedimento de pressurização do tanque. O major e chefe da Divisão de Perícia do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, Vanderlino Vidal, explica que as normas tratam de manutenção em postos e definem, no mínimo, um raio de sete metros de isolamento da boca do tanque em que está sendo feito o trabalho. Este é um procedimento básico que não teria sido cumprido. As investigações vão apurar se houve algum tipo de imperícia ou negligência.
A norma que deve ser adotado nesse caso é a NBR 13.784 - Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Seleção de métodos para detecção de vazamentos e ensaios de estanqueidade em sistemas de abastecimento subterrâneo de combustíveis (SASC)

No Brasil durante a transferência de combustível de um caminhão tanque para o reservatório o procedimento de segurança praticamente quase não existe, permitindo a movimentação de pessoal e de veículos para abastecimento. O correto seria o isolamento total do posto (fechamento) para execução da transferência do combustível do caminhão para o reservatório e bem como para eventual manutenção do tanque e bomba do posto. Alguns países adotam essas medidas.

O procedimento de estanqueidade do tanque, canalização e conexões
De inicio é verificado todas as suas conexões como: respiro, boca de descarga e saída de cada linha até à bomba. Após isto estas conexões são bem vedadas para poder efetuar a Pressurização do Tanque e das Linhas de abastecimento como um todo para efetuar o teste, sempre seguindo os padrões da norma NBR 13784.
Conforme dados obtidos da Pressurização efetuada no sistema do teste de estanqueidade é verificado se obteve queda de pressão, dando assim automaticamente o resultado do teste se estiver estanque ou não. No caso de queda de pressão, portanto não estanque, é efetuado o teste individualmente para cada linha de abastecimento, respiro e tanque para descobrir a não estanqueidade ou ruptura do mesmo, dando assim confiabilidade total nos resultados obtido e resolvendo com maior rapidez o problema. O teste de estanqueidade tem por finalidade descobrir qualquer, falta de proteção contra corrosão nos tanques, fadiga dos equipamentos, derramamentos e sobrecarga, erros de instalação, falha nas linhas de abastecimento e sucção.

Alerta: Teste de pressão executado acima do projeto, para detectar vazamentos tem a intenção de descobrir falhas. Os defeitos podem estar presentes e se estivéssemos seguros que não ocorreriam, não haveria necessidade de teste e, portanto, devem ser tomadas as precauções necessárias de segurança. Fonte: What Went Wrong? Trevor A. Kletz

Vídeo:

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sábado, novembro 14, 2009

Colisões, cenas inacreditáveis

Vídeo


O vídeo mostra cenas inacreditáveis de colisões;
■ Trânsito parado por acidente, motocicleta em alta velocidade colide frontalmente com carro parado
■ Veiculo em excesso de velocidade em curva fechada, motorista perde controle do veiculo e capota
■ Motocicleta em excesso de velocidade, no mesmo local anterior, motociclista perde controle da motocicleta e derrapa
■ Outra cena comum no Brasil, motociclista forçar a passagem entre os veículos. O motociclista forçou a passagem, foi espremido e caiu.
■ Ônibus parado na pista, sinalizando, um motoqueiro desatento, colidiu violentamente na traseira do ônibus.

Observa-se pelo vídeo que a maioria dos acidentes filmados é devido à falta de atenção, excesso de velocidade, imprudência. São todos acidentes devido à falha humana ou erro humano.

A falha humana, em todo o mundo, é responsável por mais de 90 % dos acidentes registrados. Principais imprudências determinantes de acidentes fatais no Brasil: por ordem de incidência:
■ Velocidade excessiva;
■ Dirigir sob efeito de álcool;
■ Distância insuficiente em relação ao veiculo dianteiro;
■ Desrespeito à sinalização;
■Dirigir sob efeito de drogas.

No Brasil;
■ 64% dos acidentes são causados por falhas humanas.
■ 30% tem origem em problemas mecânicos.
■ apenas 6% são conseqüência de má conservação de via.

Como tomamos decisões no trânsito?

Muitas das coisas que fazemos no trânsito são automáticas, feitas sem que pensemos nelas. Depois que aprendemos a dirigir, não mais pensamos em todas as coisas que temos que fazer ao volante. Este automatismo acontece após repetirmos muitas vezes os mesmos movimentos ou procedimentos.

Isso, no entanto, esconde um problema que está na base de muitos acidentes. Em condições normais, nosso cérebro leva alguns décimos de segundo para registrar as imagens que enxergamos. Isso significa que, por mais atento que você esteja ao dirigir um veículo, vão existir, num breve espaço de tempo, situações que você não consegue observar.

Os veículos em movimento mudam constantemente de posição. Por exemplo, a 80 quilômetros por hora, um carro percorre 22 metros, em um único segundo. Se acontecer uma emergência, entre perceber o problema, tomar a decisão de frear, acionar o pedal e o veículo parar totalmente, vão ser necessários, pelo menos, 70 metros.

Se você estiver pouco concentrado ou não puder se concentrar totalmente na direção, seu tempo normal de reação vai aumentar, transformando os riscos do trânsito em perigos no trânsito.

Diversos acidentes com automóveis são provocados por pequenas desatenções ao volante. Estudos americanos e ingleses revelam que cerca de 30% desses acidentes são provocados por distração do motorista. E metade destes casos tem como causa a simples, e rápida, transferência de atenção do trânsito para um objeto, pessoa ou evento, dentro ou fora do carro. A outra metade está relacionada com sonolência, circunspeção, consumo de álcool e drogas.

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quinta-feira, novembro 12, 2009

Prevenção de Incêndios envolvendo Líquidos Inflamáveis

Líquidos inflamáveis servem a várias finalidades, mas também representam sérios riscos de incêndio. Quando inflamados, podem gerar fogo intenso que se alastra com rapidez, tornando‑se, quase sempre, incontrolável. No entanto, com certas precauções, muitos incêndios envolvendo líquidos inflamáveis podem ser evitados.

Com manuseio e estocagem de líquidos inflamáveis em ambiente seguro, a sua empresa pode:
· reduzir perdas de patrimônio
· evitar interrupções onerosas nos negócios
· ajudar a manter a participação no mercado e conservar funcionários experientes
· evitar o risco de ter que se submeter a novas normas de construção que, em alguns casos, podem tornar os custos de reconstrução proibitivos ou exagerados
· motivar o funcionário, delegando maior responsabilidade e autoridade

O Desafio
A maioria dos líquidos inflamáveis ou melhor, de seus vapores é facilmente inflamado mesmo por fontes fracas de ignição, como a eletricidade estática. Os líquidos inflamáveis queimam rápido, liberando muito calor, o que explica o seu potencial explosivo. Seus vapores agem também como fluidos; em geral, são mais pesados do que o ar e podem ficar ao nível ou próximo ao nível do solo. Se inflamados, as chamas irromperão diretamente de volta à fonte de liberação.
Os elementos de prevenção de perdas destinados à contenção de líquidos e vapores para evitar que fontes de ignição causem incêndios podem ajudar a minimizar os riscos dos líquidos inflamáveis.

Como iniciar um programa
A fim de obter o melhor aproveitamento em termos de custo-benefício da proteção de sua empresa, você deve avaliar o papel da prevenção envolvendo líquidos inflamáveis na estratégia global de gerenciamento de riscos de sua empresa.
Primeiro, você terá de assegurar boas condições básicas para os líquidos inflamáveis, as quais incluem a aplicação de métodos elementares de proteção, como ventilação, drenos e diques.
Dependendo da natureza de suas operações e do nível das outras medidas de prevenção e controle que sua empresa possa ter, como proteção por sprinklers automáticos, você pode escolher trabalhar em um nível de prevenção mais alto e dirigido.
A sua empresa encontrará seu nicho em algum lugar entre o nível básico, de proteção localizada, e o nível dirigido, que demanda mais envolvimento e colaboração. Embora possa não ser necessário em todos os tipos de empresas, o nível dirigido certamente diminuirá o número de perdas.
Relacionamos de forma resumida os elementos­-chaves para prevenção de perdas envolvendo líquidos inflamáveis.

Líquidos inflamáveis

1.0) Elementos Básicos
De uma forma geral, utilize controles físicos passivos apropriados, forneça treinamento em procedimentos e estimule a consciência do manuseio seguro com procedimentos rigoroso de fiscalização.

1.1) Controles físicos passivos dos recipientes metálicos constituindo de:
· recipientes de segurança,
· barras de aterramento,
· válvulas de segurança,
· bandejas com areia, para controlar respingos ou pequenos vazamentos durante a manipulação de recipientes

Você deve avaliar a sua empresa no tocante a estocagem, descarte, bombeamento, processamento, etc. de líquidos inflamáveis. Esses controles passivos de prevenção de perdas eliminam ou reduzem fontes comuns de ignição e limitam combustíveis que favoreçam incêndios.

Foto: A seta preta - indica bomba de segurança
A seta azul - funil apropriado para manuseio de líquidos inflamáveis. Toda transferência de líquidos o conjunto deverá ser aterrado

1.2) Controle físicos passivos da área de armazenagem ou de manipulação
Os líquidos inflamáveis podem se esparramar com rapidez por uma área muito grande. Se não forem contidos por barreiras ou diques (projetados para conter os maiores transborda­mentos previsíveis), podem alcançar rapidamente áreas vizinhas que abrigam materiais inflamáveis e provocar um incêndio incontrolável.
Os líquidos inflamáveis e seus vapores devem ser confina­dos em equipamentos fechados e canalizados, de forma a evitar contato com o ar e com quaisquer fontes de ignição. O confinamento deve:
· impedir o escape do liquido e de seus vapores
· possibilitar fechamentos e drenagem rápidos na eventualidade de um escape acidental
· limitar a área pela qual o liquido liberado possa se espalhar


Foto:A seta preta - indica válvula de segurança (alívio)
A seta amarela - indica aterramento entre o tambor e o vasilhame de segurança

Portanto o controle deve consistir;

Tanques armazenados ao ar livre
· construção de dique e sistema de drenagem
· construção e assentamento em local isolado

Tambores ou bombonas e outros tipos de recipientes
· construção de edifícios em alvenaria, com sistema de ventilação natural ou mecânica, com instalação elétrica a prova de explosão
· construção em local isolado
· construção de drenos, com caixas de recepção suficiente para contenção do maior vazamento possível.

1.3) Todos os empregados envolvidos recebem treinamento básico em riscos de líquidos inflamáveis e procedimentos de manuseio seguro
Todos os empregados que manipulam ou estão envolvidos com líquidos inflamáveis, devem receber treinamento básico em riscos de líquidos inflamáveis. Em geral os incêndios por derramamento ou vazamento são resultantes de erro humano no manuseio de recipientes (tambores ou bombonas) de estocagem e/ou na transferência de líquidos inflamáveis para pequenos recipientes com controles passivos inadequados (utilização de mangueiras, inclinação dos tambores, adaptação de torneiras, falta de aterramento, etc).

Foto: Contêiner de segurança para transporte de líquidos inflamáveis
1.4) Programa de resposta adequada para vazamentos, incluindo um plano de resposta para escapes razoavelmente previsíveis, com a providência de qualquer equipamento necessário
Designe um responsável (supervisor) treinado no manuseio de líquidos inflamáveis. As operações devem ser avaliadas para escapes previsíveis e possíveis fontes de ignição.
Um programa de resposta para vazamentos deve então ser elaborado com a definição das etapas de ação. Essas etapas podem incluir:
· eliminação imediata de toda fonte de ignição (por exemplo: equipamento elétrico, maquinário, empilhadeiras)
· medidas temporárias para limitar a área de vazamento (exemplo: uso de rodos ou outros meios físicos para restringir o espalha­mento de líquidos)
· limitar o acesso não-autorizado à área de vazamento
O treinamento regular dos membros indica­dos da equipe de resposta para escapes é crucial para o seu sucesso.

1.5) Ventilação
Os vapores não devem acumular-se em áreas de trabalho a ponto de favorecer um incêndio ou uma explosão. Providencie ventilação mecânica natural ou artificial em áreas confinadas que envolvam líquidos inflamáveis a fim de eliminar concentrações de vapores inflamáveis.
Uma regra pratica para ventilação em operações com líquidos inflamáveis consiste em prover ventilação mecânica contínua de 0,3 m3 de ar por minuto para cada m2 de piso onde haja líquidos inflamáveis com pontos de fulgor iguais ou inferiores a 43o C, ou com pontos de fulgor inferiores a 149o C sendo os líquidos aquecidos acima de seus pontos de fulgor.

1.6) Equipamentos elétricos adequados
O uso de equipamentos elétricos adequados, como empilhadeiras e instalações elétricas à prova de explosão, reduz as fontes de ignição. Use somente equipamentos que correspondam ao nível de risco de suas operações com líquidos inflamáveis.

1.7) Fiscalização rigorosa dos procedimentos de manuseio seguro
A empresa deve estabelecer e fiscalizar procedimento de manuseio seguro. A empresa deve incentivar os funcionários que manipulam líquidos inflamáveis a efetuarem medidas corretivas quando necessárias, para que eles possam perceber a importância das medidas de segurança para manuseio e operação de líquidos inflamáveis.
Essa atitude deixará clara a todos os envolvidos o impacto que possa ter um incêndio por líquidos inflamáveis.

2.0) Elementos dirigidos
Além dos elementos básicos, estabeleça uma política formal que inclua o envolvimento da gerencia, responsabilidade por follow-up documentado e por ações corretivas imediatas e respostas para escapes conforme programa correspondente. Encoraje a participação dos funcionários.

2.1) A política formal exige segurança no uso e manuseio de líquidos inflamáveis
Elabore o documento da política da corporação, com o apoio da gerência: a política destaca a importância do programa de prevenção e controle e estabelece consistência nos procedimentos de toda a empresa, com finalidade:
■ uniformizar a operação e manipulação de líquidos inflamáveis
■ usar os controles passivos necessários
■ e finalmente possuir um plano de emergência para ser acionado em caso de vazamento.
Em geral, a política formal da corporação concorre para a criação de programas formais de treinamento, manuais e procedimentos administrativos. Essas políticas costumam autorizar os funcionários a efetuarem prontamente ações corretivas de emergência. Elas encarregam os administradores de identificarem pontos fracos e implementarem melhorias contínuas.

2.2) Devem ser selecionados supervisores de departamentos ou representantes de áreas para realizarem o treinamento de empregados em tarefas específicas a cada local de trabalho
Programas formais de treinamento, regular­mente reavaliados, devem ser implementados e apoiados pela gerencia.

2.3) Cada um dos gerentes da instalação e os supervisores designados compreendem integralmente e são capazes de explicar as exigências do programa de comunicações de riscos da companhia e, também, de aplicá‑los na instalação
Grande parte dos regulamentos sobre o meio ambiente relacionados à liberação de resíduos químicos e tóxicos causa impacto direto na maneira pela qual a indústria trabalha com líquidos inflamáveis. Compreender essas exigências lhe ajudará a estabelecer critérios de proteção e prevenção em suas operações com líquidos inflamáveis. Para determinar quais delas dizem respeito a sua empresa, consulte as autoridades governamentais locais.

2.4) Um plano de respostas de emergência testado e aprovado para eliminar escapes e vazamentos contém procedimentos de follow‑up e revisão para a implementação de ações corretivas
Este elemento assemelha-se ao quarto elemento básico (1.4), apresentando, ainda, um sistema apoiado pela gerência para necessidades pontuais de auditoria e ações corretivas.

2.5) Apoio e participação de funcionários em procedimentos seguros de manuseio
Obtenha comprometimento com a prevenção de perdas de todos os empregados que trabalham direta ou indiretamente com líquidos inflamáveis. Incentive esse comprometimento com treinamentos regulares, reconhecimento de empregados, feedback e delegação de poder para fiscalizar as práticas seguras e a política da companhia.

Roteiro para análise inicial
Na análise de suas insta1ações use o questionário a seguir para avaliar a sua situação e para ajudá-lo a decidir quais mudanças são necessárias.

Elementos Básicos
1-Controles físicos passivos (recipientes de segurança, barras de aterramento, válvulas de segurança, travas, válvulas de fechamento, interruptores, isolamento)
2-Drenos e diques
3-Treinamento em riscos e manuseio seguro para os empregados envolvidos
4-Resposta de emergência adequada para vazamentos relativamente previsíveis
5-Ventilação
6-Equipamentos elétricos adequados
7-Fiscalização rigorosa dos procedimentos de manuseio seguro

Elementos Dirigidos
Todos os elementos básicos mais:

1-A política formal exige segurança no uso e manuseio de líquidos inflamáveis
2-Os gerentes selecionam supervisores ou representantes para treinarem empregados em tarefas especificas ao local
3-Gerentes/supervisores designados compreendem e são capazes de explicar e aplicar as exigências do programa de comunicações de riscos da empresa
4- Plano de resposta de emergência para escapes testado e aprovado inclui follow-up/revisão para ações corretivas
5- Apoio e participação constatados de funcionários em procedimentos seguros de manuseio

Elementos Adicionais
Detalhe que elementos adicionais, dirigidos as suas necessidades específicas de seu programa deve conter.

Fonte: FM Global
Referências bibliográficas para pesquisa:
Data Sheets FM - os Data Sheets 7-29, Flammable Liquids in Drums and Smaller Containers; 7-32, Flammable Liquid Pumping and Piping Systems; 7-36, Flammable Liquid Mixing Operations e 7-88 Storage Tanks for Flammable Liquids.)
Data Sheet FME&R 5-1, Electrical Equipment in Hazardous Loca­tions, descreve locais e equipamentos necessários, referindo-se a códigos nacionais, como o National Electrical Code (NEC).

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terça-feira, novembro 10, 2009

Perdeu o controle da empilhadeira

Na Rússia, um operador de empilhadeira perdeu controle do veiculo e estava sob influencia de álcool ao volante. O operador manobrando a empilhadeira de marcha ré bateu na estrutura de prateleiras de armazenamento de milhares de garrafas de conhaque e vodca. Com a colisão houve uma reação em cadeia das estantes de prateleiras, caindo todas em questões de segundos. O acidente deixou a rede varejista com prejuízo de estimado de 150 mil dólares.

Vídeo:


Comentário:
Os acidentes com empilhadeiras perfazem aproximadamente 1% dos acidentes industriais, mas eles produzem danos terríveis em 10% das vítimas. As empilhadeiras causam quase 10.000 ferimentos ao ano.

Nota-se no vídeo que o layout do local de trabalho contribui para acidentes com empilhadeiras com corredores abarrotados de mercadorias e desorganizados

A OSHA estima;
■ que há 68.400 acidentes por ano, envolvendo equipamentos industriais.
■ aproximadamente 90.000 trabalhadores sofrem algum tipo de ferimento nestes acidentes, resultando;
a-em perda de dias de trabalho,
b- reclamações trabalhistas (indenizações),
c-perda de produtividade e não mencionando danos infligidos nos equipamentos e nas instalações.
d- quase 100 pessoas perdem suas vidas a cada ano nestes acidentes.

Como acontecem os acidentes
1.Cerca de 26% dos acidentes de empilhadeiras são resultados de tombamento.
2. 14% dos acidentes de empilhadeiras são o resultado de uma carga ou queda de objeto caindo num trabalhador.
3. 18% dos acidentes de empilhadeira ocorrem quando um empregado caminhando ou outras pessoas são atingidas por uma empilhadeira.
4. 14% dos acidentes de empilhadeira ocorrem porque a empilhadeira é usada inadequadamente para transportar trabalhadores.
5. 3% dos acidentes de empilhadeiras ocorrem porque o operador perdeu o controle do veículo.
6. 7% dos acidentes de empilhadeira ocorrem quando a empilhadeira é operada nas docas de carregamento. Fonte: OSHA (Occupational Safety & Health Administration)

A pessoa sob influencia do álcool prejudica a condução do veículo, como:
■ Audácia incontrolada:
Sensação de bem-estar e de otimismo, com a conseqüente tendência para sobrevalorizar as próprias capacidades, quando, na realidade, estas já se encontram diminuídas.
■ Reduz a acuidade visual;
A visão é prejudicada, ficando o condutor incapaz de avaliar corretamente as distâncias e as velocidades.
■ Perturbação das capacidades perceptivas;
1) Aumento do tempo de reação
Em caso de necessidade de efetuar uma frenagem brusca devido, por exemplo, ao aparecimento de um obstáculo imprevisível na faixa de rolamento, a alcoolemia torna mais lento o processo de identificação, aumentando o tempo de reação e provocando, conseqüentemente, um alongamento da distância de frenagem do veículo.
2) Diminuição da resistência à fadiga:
O álcool desempenha um verdadeiro papel de analgésico ao nível dos centros nervosos e se, numa determinada fase, pode contribuir para criar um estado de euforia, este é, posteriormente, substituído por uma fadiga intensa que pode chegar até ao entorpecimento.
■ O álcool e a coordenação psicomotora
Sob o efeito do álcool, a coordenação psicomotora do motorista é afetada, podendo traduzir-se em frenagens bruscas e desnecessárias, mudança brusca de direção, etc.

De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde da Rússia, um russo consome quase 18 litros de álcool puro por ano. Essa quantidade é bem maior que os oito litros anuais considerados saudáveis pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O alcoolismo na Rússia é considerado como calamidade pública.

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sábado, novembro 07, 2009

UFMG lança modelo de aeronave inédito no Brasil

Avião é capaz de realizar manobras acrobáticas de alta complexidade

A UFMG apresentou, na quarta-feira, 14 de outubro de 2009. a aeronave CEA-309 Mehari, projetada e construída no Centro de Estudos Aeronáuticos da Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG. O protótipo foi feito para ser utilizado em competições de acrobacias aéreas, e é o primeiro avião brasileiro capaz de competir na categoria ''ilimitada'', a mais elevada categoria neste tipo de competição, similar ao que a Fórmula 1 representa no automobilismo.

Capaz de realizar manobras ousadas como piruetas, loopings e rasantes, o Mehari é o primeiro avião brasileiro capaz de voar na classe “ilimitada”, a categoria mais elevada das competições de acrobacias aéreas - algo similar ao que a Fórmula 1 representa para as corridas automobilísticas.

O coordenador do projeto e professor de Engenharia Aeronáutica da UFMG, Paulo Iscold, explica que o Mehari foi projetado para executar manobras extremamente complexas, atingindo até 400º por segundo e 430 km/h. “É um protótipo desenvolvido para competir em nível internacional”, afirma.

O projeto do Mehari levou sete anos para ser concretizado. A iniciativa privada arcou com os custos de produção do avião, avaliados em cerca de 300 mil dólares, e coube à UFMG disponibilizar o know-how e a mão de obra para a construção
A redução do custo operacional foi uma das idéias principais do Mehari. A utilização de um motor de quatro cilindros no lugar do de seis, tradicionalmente utilizado em aeronaves de categoria ilimitada, foi fundamental, chegando a reduzir quase 50% do valor. Além disso, a estrutura de fibra de carbono normalmente utilizada nesse tipo de avião foi substituída por outros materiais como aço-cromolibdênio e madeira frejó, reduzindo o custo sem prejudicar o desempenho. "Conseguimos reduzir este gasto em cerca de 50%, sobretudo no consumo de gasolina e em alguns insumos de manutenção como óleo e pneus", explica o professor Paulo Scold, coordenador do projeto.

Com essa redução, dentro de 1 ano o Brasil já terá condições de participar de competições internacionais e, com o treinamento adequado, daqui a três anos o país pode tentar o pódio em alguma destas competições.
"Apesar de termos uma indústria aeronáutica forte, do ponto de vista do esporte aéreo ainda somos pouco relevantes, sobretudo na acrobacia. O fato de a gente ter desenvolvido este avião no Brasil, e de ele ter apoio de empresas nacionais e estrangeiras, mostra que essas empresas já estão acreditando na nossa credibilidade", comemorou Scold.

O projeto
O desenvolvimento do Mehari teve início há aproximadamente seis anos, quando Iscold apresentou ao piloto de testes e financiador do projeto, Marcos Geraldi, a proposta de construir um avião de categoria ilimitada com o custo operacional da categoria intermediária.
Nove professores e cerca de 30 alunos da UFMG participaram da elaboração e da construção da aeronave. Coordenados pelo professor Paulo Iscold e por outros membros do CEA, os alunos colaboram na concepção da aeronave realizando cálculos, fazendo desenhos e construindo sua estrutura.

Para Paulo Iscold, “a participação dos alunos é muito importante tanto para a formação acadêmica deles quanto para o desenvolvimento do projeto. Aqui, eles desenvolvem responsabilidade técnica, capacidade de administrar recursos e de trabalhar em equipe, senso de empreendedorismo e criatividade”.


Fonte: Portal UAI - quarta-feira 14 de outubro de 2009

Comentário:
O que é CEA?
O Centro de Estudos Aeronáuticos (CEA) é um grupo de pesquisa parte do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Minas Gerais que tem a função reunir e apoiar todas as atividades de pesquisa e ensino desenvolvidas pelos professores e alunos da ênfase em Engenharia Aeronáutica da UFMG. Dentre estas atividades, uma destaca o CEA e o Curso de Engenharia Aeronáutica da UFMG dos outros cursos brasileiros: o desenvolvimento e operação de protótipos de aeronaves.
Atualmente já são 5 protótipos completamente desenvolvidos no CEA. Esta prática, aconselhada por diversos projetistas e adotada ha anos nas universidades alemãs (através dos akafliegs), apresenta diversas vantagens no ensino da engenharia: criatividade de projeto, capacidade de concretização de idéias, prática no gerenciamento de recursos, ligação entre o projeto e a construção, trabalhos em equipe, responsabilidade no trabalho dentre diversas outras capacidades que podem ser exploradas neste ramo da engenharia.

Com poucos recursos a Universidade e a iniciativa privada produziram um avião acrobático que teve a participação de estudantes e professores. Essa sinergia de envolvimento de estudantes e professores para um projeto com finalidade prática envolveu aquisição de conhecimento, produzir e desenvolver projeto com limitação de investimento, organização e trabalho em equipe. É um autêntico projeto industrial que pouquíssimos estudantes tem essa oportunidade de colocar em prática os conhecimentos teóricos diante de limitações de recursos ou efetuar o projeto conforme o recurso disponível. Isso é um exemplo que a Universidade pode fazer e oferecer, conhecimento teórico, pesquisa e transformar em tecnologia aplicada.

Segundo o Banco Mundial, o Brasil investe só 1,02% de seu PIB em pesquisa. E, no último levantamento do Fórum Econômico Mundial, ficamos na 59ª posição em um ranking de 175 nações que conseguem aproveitar novas tecnologias para aumentar a eficiência de suas economias. O investimento em C&T é vital para aumentar o valor agregado de produto e como conseqüência a produtividade.
O desenvolvimento tecnológico depende do projeto de desenvolvimento industrial e o Brasil não tem uma política industrial de longo prazo. Falta uma política industrial acoplada a uma política de ciência, tecnologia e inovação.

Vídeo:



Vídeo(1):

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sexta-feira, novembro 06, 2009

Equipamento de emergência falha durante o teste

O salto no espaço do segundo andar era para mostrar as vantagens de um sistema de evacuação em altura em caso de incêndio acabou numa falha do equipamento.

Equipamento
AMSPI abreviação de Aparelho Mecânico para o Salvamento de Pessoas em Incêndios, ganhou três prêmios de feiras de patentes e inventos de reconhecido prestígio internacional. Nos últimos meses, foi submetido a diversos testes, como o demonstram os vídeos que a empresa mantém em sua página web e no canal de vídeos YouTube.

O equipamento facilita a evacuação e o salvamento de pessoa que se vêem presas em conseqüência do fogo em edifícios.
Seu funcionamento se baseia num braço mecânico com um cabo que se fixa na fachada, na varanda ou numa janela, e que posteriormente é conectado a um cinto de segurança e o sistema controla a descida (desacelera).

Para escapar das chamas que ameacem o imóvel ou de uma possível intoxicação só é necessário colocar um cinto de segurança e deixar cair. O sistema permite a quem o utilize descer até ficar a poucos metros do solo, já a salvo e a uma distância que os bombeiros possam resgatar.

Teste
No dia anterior da simulação prevista o equipamento foi testado no local. Nesse dia, utilizaram tambores de diferentes pesos e também com várias pessoas, entre as se encontrava o mesmo trabalhador que acidentou-se na simulação.

O incidente incomum aconteceu minutos antes das onze horas da manhã de quarta-feira, 4 de novembro. Tudo aconteceu diante das câmaras convidadas para exibição e de dezenas de curiosos. J. C. D. R., de 39 anos, trabalhador da empresa AMSPI, lançou-se do segundo andar do hotel Amara de San Sebastián, Espanha, que simulava ser um hóspede do hotel ameaçado pelo fogo.

Com cinto de segurança conectado a um conjunto de peças de aço inoxidável mecanizada instalado no terraço, caiu de uma altura de 16 metros sem ao menos ativar o mecanismo de bloqueio que devia desacelerar a sua descida.
A descida, que devia realizar-se em 10 segundos, ocorreu em pouco mais de 3 s.

Vítima:
Os responsáveis do equipamento, estavam tão convencidos de que tudo iria correr bem, que nem sequer tinha no local uma ambulância para caso de emergência.
O trabalhador ferido foi atendido na calçada do estabelecimento hoteleiro por pessoal de saúde da DYA e posteriormente foi levado para um hospital de San Sebastián, onde foi diagnosticado fratura do tornozelo esquerdo e dos calcanhares.

Causa
O inventor e responsável pela empresa Joaquín Tamayo disse num primeiro momento desconhecer as razões do acidente

Investigação
A policia lacrou o equipamento e está investigando o acidente.

Fontes: El País e Diario Vasco - 5 noviembre 2009


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terça-feira, novembro 03, 2009

O misterioso desaparecimento de abelhas

■ As abelhas polinizam um terço das nossas culturas ao redor do mundo
■ Colapso de colônias de abelhas representa grave ameaça para as colheitas futuras.
■ Caso de desaparecimento de abelhas atraiu a imaginação do público.
■ Alguns atribuem o declínio à utilização de determinados pesticidas agrícolas

Em todo o mundo, as abelhas estão morrendo aos milhões e há algo nessa tragédia, misterioso silêncio que tomou conta da consciência pública.
Desde Pennsylvanian, David Hackenberg identificou pela primeira vez o problema de Transtorno do Colapso da Colônia de Abelha (Colony Collapse Disorder -CCD) em 2004/2005, os apicultores de todo o mundo têm encontrado suas colméias de repente vazias.

As abelhas polinizam um terço das nossas culturas e sem a sua ajuda a nossa dieta seria muito diferente. Não só as pessoas estão preocupadas, mas o declínio foi de algum modo torna-se uma ampla metáfora para a nossa relação com o ambiente.
Percebendo que havia algo muito errado, dois documentaristas decidiram investigar o problema e o resultado é o novo filme, "Desaparecimento das Abelhas".
"Eu descobri sobre CCD de um amigo e imediatamente foi para casa e pesquisei na internet para saber mais sobre isso", George Langworthy, co-diretor do filme, disse à CNN.

"Eu estava imediatamente atraído pelos aspectos misteriosos e global do problema. Eu sabia que tinha que fazer algo sobre isso." Durante dois anos, os cineastas cruzaram o mundo conversando com apicultores na tentativa de identificar a causa.

O filme inicia-se no interior da Austrália com os homens com vestuários de proteções brancas e brilhantes, produzindo fumaça nas colméias, separando e colocando as abelhas em caixas pequenas. As milhares de pequenas criaturas são depois transportadas em um avião 747 e cruzam o globo até Califórnia, onde elas serão usadas para ajudar a polinizar as plantações.

Monocultura
Esta situação imaginável tornou-se necessária porque uma agricultura moderna e mecanizada baseia-se em vastas monoculturas - dezenas, talvez centenas de hectares de uma única cultura.
Porque estas culturas só florescem uma vez, não há nada para as abelhas alimentarem a maior parte do ano, mas elas ainda são vitais para a polinização, assim os agricultores têm de despachar as colméias para polinizar as lavouras e alugá-las por até US $ 200 por semana.

Agronegócio
É neste contexto de agricultura fortemente industrializado que as abelhas começaram a morrer. A princípio ninguém tinha certeza qual era a causa.
Era uma nova doença? Ou infestação com o ácaro parasita Varroa? Seria porque as abelhas estavam estressadas por serem enviados ao redor do mundo? Eram antenas de telefonia celular? Ou apenas má apicultura? Foi imaginado até terrorismo?
O filme examina a evidência para este emaranhado confuso de teorias, mas em última análise, estabelece outra causa distinta: pesticidas.

Monocultura e agrotóxico
Monoculturas agrícolas dependem de grandes quantidades de insumos químicos para ficar fértil e livre de pragas. Enormes áreas da mesma cultura são extremamente atraentes para as pragas que se alimentam deles, e muitas dos registros e equilíbrios naturais fornecidas por predadores em ecossistemas mais equilibrados não existem, ou seja, os produtos químicos são a única forma de evitar grandes perdas.

Neonicotinóides
Estes pesticidas não se destinam a matar as abelhas. Mas, segundo os cineastas, em torno da morte de abelhas, mais tarde começaram a ser relatados, um novo tipo pesticida sistêmico baseado em neonicotinóides produzido pela Bayer Crop Science e empresas de agroquímicos e utilizado pelos agricultores.
O novo pesticida ou é colocado na semente, e permanece na planta para o ciclo de vida, ou é entregue através de sistemas de irrigação. Ambos os responsáveis do "Desaparecimento das Abelhas" e muitos apicultores acreditam que é o cerne do problema.

Embora os testes da Bayer confirmaram que os produtos químicos não são tóxicos para as abelhas, a curto prazo, de acordo com os cineastas e apicultores entrevistados para o documentário "Desaparecimento das abelhas", os impactos de longo prazo não foram estudados, nem os efeitos da combinação residuais de pesticidas, sendo encontrados nas colméias.

A conclusão do filme é que estas toxinas nervosas estão enfraquecendo e confundindo as abelhas, interrompendo o seu sentido de direção, deixando-os vulneráveis a doenças e infecções - e é por isso que eles estão morrendo.
"Pessoalmente, gostaria de explicar que não é apenas um tipo específico de inseticida que é responsável pelo CCD, mais um sistema inteiro de cultivo", disse George Langworthy.

"Eu acho que é a nossa mentalidade, que é o problema, a idéia de que, se não usar todos esses produtos químicos tóxicos, então não será capaz de cultivar alimentos, e isso é completamente falso. O problema de tudo isto, é que você tem estas grandes empresas que trabalham para tentar convencer-nos que não podemos passar sem os seus produtos."

Completando o documentário e trazendo essas idéias para o público tornou-se uma cruzada pessoal para os cineastas.

"O filme mudou completamente coloca-nos em dívida", disse o diretor do filme Maryam Henein, à CNN. " George Langworthy está à beira da falência, e eu não ganhei um centavo em três meses.

"Agora, não sabemos como vamos pagar a dívida. Portanto, o sucesso é muito agridoce: temos uma versão teatral no Reino Unido e tivemos essa grande estréia, mas depois, cada dia é fácil de ser temeroso. "

No Reino Unido o filme foi distribuído pelo Banco Cooperativo e Dogwoof, cuja parceria visa ajudar a levar produção de filmes de consciência social para um grande público.

A empresa varejista do Reino Unido Co-Operative Alimentos já proibiu agrotóxicos neonicotinóides em seus produtos frescos de marca própria, e convidou o Governo a financiar pesquisas sobre seus efeitos.
Mas a equipe do "Desaparecimento das Abelhas" ainda espera mais apoio "para levar esta mensagem para o resto do mundo", sobretudo para os Estados Unidos.

Apesar da dimensão do problema George Langworthy permanece seguro que a mudança é possível e insiste que o filme tem uma mensagem positiva.

"Fez-me mais otimista sobre a capacidade das pessoas para produzir mudança no mundo", ele disse. "O público em geral pode tornar-se consciente dessas questões e fazer algo sobre ele.

"Foi muito inspirador, pois as pessoas estão preocupadas com as abelhas e as pessoas podem realmente fazer a diferença, ao comer um alimento mais saudável - o que é melhor para eles - e plantar em seu jardim - o que é uma coisa maravilhosa para fazer. Podem realmente ver a diferença na frente de seus olhos em oposição a coisas abstratas na floresta ou a camada de ozônio ". Henein espera que o filme agirá como um catalisador para mudanças muito mais ampla na sociedade. "A maneira que vivemos e os sistemas ao nosso redor estão desatualizados e obsoletos", ele disse.

"Eu sou uma pessoa espiritual e eu realmente acredito que estamos à beira de um novo paradigma, e temos que ser a mudança que queremos ver. Levará alguns sacrifícios e não será fácil, mas realmente começa com a gente.

Precisamos aprender com as abelhas - que trabalham na unidade comum e que é uma lição para todos nós. "Estamos em uma bifurcação na estrada, e você tem que decidir se vai fazer parte das pessoas que são positivas e queremos viver além do medo, ou você simplesmente vai viver em uma caixa?"

Fonte: CNN News - October 24, 2009

Comentário:
O que acontece no Mundo
1-Morte misteriosa de abelhas chega ao Reino Unido
Um problema que atinge os Estados Unidos desde o final do ano passado parece ter chegado ao Reino Unido. Especialistas do governo britânico estudam as possíveis causas para a misteriosa morte de abelhas no país, especialmente nos arredores de Londres.
Os apicultores afirmam que, ao todo, já perderam mais de 10% das colônias de abelhas. John Chapple, presidente da Associação de Apicultores de Londres, disse que os produtores dessa região perderam entre 50% a 75% de suas colônias.

2- Em 2007, em 25 estados americanos, os apicultores perderam também de 50% a 90% de suas produções em função de uma doença misteriosa chamada de "transtorno do colapso da colônia". As abelhas abandonam de repente suas colônias e morrem logo depois. Pesquisadores acreditam que essa mesma doença pode ter chegado ao Reino Unido.

3-Morte misteriosa de abelhas atinge também Taiwan
Em abril de 2007, os fazendeiros de Taiwan têm reclamado do desaparecimento em massa desses insetos. Cerca de 10 milhões de abelhas já sumiram em Taiwan.
Um criador de abelhas afirmou que 6 milhões de insetos desapareceram "sem motivo" e outro afirmou que 80 de suas 200 caixas de abelhas ficaram vazias. Os criadores de abelha normalmente deixam as abelhas saírem de suas caixas para que possam polinizar plantas e, normalmente, eles tomam o caminho de volta para seus donos sem problemas. Porém, muitas das abelhas não têm retornado nos últimos dois meses.
Cientistas disseram o problema pode estar sendo causado pelo uso de pesticidas e pela temperatura incomum para esta época do ano - entre menos de 20°C para mais de 30°C em poucos dias. "É claramente possível ver a mudança climática em Taiwan", disse o entomologista Yang Ping-shih, da Universidade Nacional de Taiwan.

4- Em 2008, Alemanha proíbe oito pesticidas neonicotinóides em razão da morte maciça de abelhas
O Governo alemão proibiu, provisoriamente, a classe de pesticidas neonicotinóides, conclusivamente ligados ao maciço desaparecimento de abelhas.
“É uma emergência real”, disse Manfred Hederer, presidente da Associação dos Apicultores Profissionais da Alemanha, referindo-se ao colapso da população de abelhas no estado de Baden-Württemberg. “Cinqüenta para 60% das abelhas já morreram, em média e alguns apicultores perderam todas as suas colméias.”
Pesquisadores do governo estudaram abelhas mortas e descobriram 99% de contaminação com o pesticida clothianidin, produzido pela Bayer. Os pesticidas haviam sido aplicados às sementes de colza, na vizinha região do vale do rio Reno.
Clothianidin é um pesticida da “família” neonicotinóides. Esta classe de substâncias químicas é aplicada às sementes e, em seguida, se espalha em todos os tecidos da planta. Com base em nicotina, os neonicotinóides são tóxicos para os sistemas nervosos de qualquer inseto que entra em contato com eles.
A Bayer culpou a morte de abelhas pela aplicação abusiva do pesticida, que a Agência de Proteção Ambiental dos EUA (EPA) classifica como “altamente tóxico” para as abelhas. A indústria de agrotóxicos, como exemplificado pela Bayer, tradicionalmente “culpa” os agricultores pelo uso abusivo ou descuidado, na tentativa de eximir-se de qualquer responsabilidade, inclusive pela contaminação dos agricultores e trabalhadores agrícolas.

As abelhas prestam um serviço de polinização, estimado em bilhões de dólares, de fundamental importância para a agricultura, razão da rápida e dura reação do governo alemão.

5- Em 2008, a Itália proíbe agrotóxicos neonicotinóides associados à morte de abelhas
O “Ministero del Lavoro della Salute e delle Politiche Sociali” determinou a imediata suspensão da aplicação de diversos neonicotinóides no tratamento de sementes. Foram suspensos os produtos clothianidin, imidacloprid, fipronil ethiamethoxam. Em paralelo à proibição, o governo italiano iniciou um programa de avaliação e monitoramento das causas do recente colapso de colônias, matando milhões de abelhas. .
Os neonicotinóides clothianidin and imidacloprid já haviam sido proibidos na Alemanha e Eslovênia em maio passado. A França já havia proibido a aplicação em girassóis desde 1999.
As duas substância são produzidas pela Bayer CropScience e, em 2007, geraram uma receita de 800 milhões de euros.

6- Aproximadamente 15% da comida que os norte-americanos consomem vem diretamente da polinização das abelhas domésticas. Outros 15% vêm de animais que consomem alimentos que as abelhas polinizam. Em outras palavras, quase um terço da comida que os norte-americanos consomem atualmente precisa da polinização.

Na realidade, hoje, predomina na agricultura é a cultura intensiva (monocultura) que necessita da aplicação cada vez maior de agrotóxicos e a engenharia genética. A monocultura elimina o equilíbrio do ecossistema, elimina a biodiversidade. Na natureza existem as pragas; boas e más, os predadores, todos interligados num ciclo muito tênue de sobrevivência. Quando um elemento estranho penetra nesse ciclo, como é o caso do agrotóxico, que tem a finalidade de manter sadias as culturas, rompe essa cadeia de equilíbrio e não sabemos a sua extensão e os animais e insetos mais sensíveis são os primeiros a sentir esse desequilíbrio. A abelha já emitiu um sinal de que existe um desequilíbrio na natureza.

Vídeo.
Trailer do documentário

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segunda-feira, novembro 02, 2009

Velocidade, colisão e tempo de reação para frear o carro

Colisão “é um evento isolado no qual dois ou mais corpos (os corpos que colidem) exercem uns sobre os outros forças relativamente elevadas por um tempo relativamente curto”. No dia-a-dia dizemos que uma colisão é um choque, o contato de dois ou mais corpos. Exemplo: Acidente de automóveis. Estamos assumindo necessariamente que há contato entre os corpos para haver uma colisão.
A tabela mostra quanto um carro percorre antes de parar em uma brecada numa estrada. Após ver algo que exija a freada, o motorista leva um certo tempo para reagir e o carro percorre alguns metros. Essa distância será proporcional ao tempo de reação do motorista e à velocidade do carro.Na terceira coluna está a distância percorrida após o acionamento do freio, até o veículo parar.Observe que quando o valor da velocidade é o dobro, essa distância se torna quatro vezes maior,e não apenas o dobro. Isso mostra que em altas velocidades a distância a ser mantida entre veículos deve ser em muito aumentada, para evitar acidentes. Mostra também que, se o valor da velocidade for realmente muito alto, será muito difícil o carro parar antes de atingir o obstáculo que exigiu a freada

A energia dos movimentos
A tabela anterior está diretamente ligada à idéia de energia cinética, pois ao efetuar uma frenagem está perdendo toda a sua energia cinética, que será convertida em calor pelo atrito entre os pneus e o asfalto. A força responsável por esse trabalho é uma força de atrito. O trabalho realizado por ela será igual ao valor da energia cinética perdida
A energia cinética depende do quadrado da velocidade.
Se você olhar na tabela verá que quanto maior a velocidade do veículo, maior a distância de freada, o que indica que o trabalho foi maior, porque o carro tinha mais energia. Porém, quando a velocidade dobra de valor, a distância fica quatro vezes maior:
2 x 36 km/h = 72 km/h
4 x 6 metros = 24 metros
E quando a velocidade triplica, a distância fica nove vezes maior e não apenas três vezes.
3 x 36 km/h = 108 km/h
9 x 6 metros = 54 metros
Observe a fórmula da energia cinética
Ec = 1/2 x M x V2
Ec - energia cinética
M - massa
V2 - velocidade ao quadrado
A energia cinética depende também da massa e a dificuldade de frear um veículo dependerá de seu tamanho, quanto maior o veiculo maior será a dificuldade de pará-lo.

Vamos usar essa fórmula para determinar o valor da energia cinética de um carro a várias velocidades. Suponhamos um veiculo de 800 kg nas quatro velocidades da tabela:
1-36 km/h (10 m/s)
2-72 km/h (20 m/s)
3-108 km/h (30 m/s)
4-144 km/h (40 m/s)

1-Ec= 40.000 J
2-Ec= 160.000 J
3-Ec= 360.000 J
4-Ec= 640.000 J
Toda essa energia cinética será transferida no momento da colisão e/ou frenagem

Colisão equivalente a queda de altura
Imagine um carro caindo de um barranco, de frente para o chão. Desprezando a resistência do ar, ele estaria sempre aumentando sua velocidade até atingir o solo. Quanto maior a altura, maior a velocidade ao chegar ao chão. Durante a queda sua energia potencial irá, pouco a pouco, se transformando em energia cinética.
Podemos montar uma tabela relacionando altura de queda e velocidade ao se chegar ao solo, igualando a energia do corpo antes da queda (que era somente energia potencial gravitacional)
à energia no fim da queda (somente energia cinética), da seguinte forma:
A fórmula para a altura é:
h= v2/ 2 g
v- velocidade o quadrado
g- aceleração da gravidade

Vamos usar essa fórmula para determinar o valor da queda de altura equivalente a colisão de um carro a várias velocidades.
1-36 km/h (10 m/s)
2-72 km/h (20 m/s)
3-108 km/h (30 m/s)
4-144 km/h (40 m/s)

Equivalente a queda de altura
1- 5 metros
2- 20 metros (edifício de 6 andares)
3- 45 metros (edifício de 15 andares)
4- 80 metros (edifício de 27 andares)

Comentário
O Departament of Transport Traffic britânico comprova a relação entre a velocidade do veículo no impacto e a gravidade das lesões em estudo que demonstra que:
■ 32 km/h - 5% dos pedestres atingidos morrem, 65% sofrem lesões e 30% sobrevivem ilesos;
■ 48 km/h - 45% morrem, 50% sofrem lesões e 5% sobrevivem ilesos;
■ 64 km/h - 85% morrem e os 15% restantes sofrem algum tipo de lesão.

Lembre-se sempre que a parada do veículo depende de 3 fatores:
■ tempo de percepção da necessidade de frear
■ tempo de reação
■ distância de frenagem (que por sua vez, depende das condições do piso, freio, pneus)

Vídeo:
Mostra o tempo de percepção e reação do motorista para frear o carro, mas não é suficiente para evitar o atropelamento. O veiculo vai parar bem depois do atropelamento.

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posted by ACCA@4:40 AM

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