Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quinta-feira, novembro 27, 2008

Rompimento e explosão do gasoduto Brasil-Bolívia em Gaspar (SC)


Um deslizamento de terra no Km 41,5 da BR-470, em Gaspar, provocou, por volta das 4h da madrugada de sábado, 23 de novembro de 2008, o rompimento e explosão da tubulação da rede de distribuição de gás, Companhia de Gás de Santa Catarina (SCGás). A rodovia ficou interditada

Moradores ficaram assustados
Moradores da região se assustaram com uma explosão no local. Uma casa dividida por duas famílias foi totalmente destruída pelo fogo.
As seis pessoas que estavam na residência saíram antes que o fogo tomasse conta. Ninguém ficou ferido.
O relógio despertou 3h40min para eu ir fazer a matrícula do meu filho. Só deu tempo de acordar todo mundo e sair correndo, disse a costureira Isabel Will, 40 anos, uma das moradoras.

Fotos - A hipótese mais provável para a explosão
1-Com a chuva a terra cedeu, pressionando a tubulação de gás, que rompeu. Uma cratera se abriu na BR-470
2- Uma nuvem de gás subiu e entrou em contato com a fiação elétrica, provocando a explosão e o incêndio de uma casa.

Causa provável
A hipótese mais provável, segundo a coordenação da base operacional da SCGás no Vale do Itajaí, é de que o gás que escapou no rompimento da tubulação entrou em contato com fios da rede de energia elétrica que passa no local, causando a explosão.

Um clarão no céu
O empresário Gervásio Junkes estava na garagem de casa, a 200 metros do local do incêndio, quando ouviu a explosão.
– Pensei que tivesse caído um avião. Deu um clarão e passou um facho de luz sobre os meus pés. A Sprinter tremeu – contou Junkes.




Uma cratera foi aberta
No local do deslizamento de terra, abriu uma cratera de pelo menos 20 metros de profundidade por 100 metros de comprimento. Um veículo que estava no acostamento no momento do deslizamento foi engolido pela cratera. Segundo moradores, o motorista deixou o carro no local para ir ver a casa que estava incendiando.

Casas destruídas
As duas famílias que perderam a casa no incêndio estão abrigadas na casa de parentes em Gaspar. O presidente da SCGás garante que elas serão indenizadas com uma casa nova.

Fornecimento de gás interrompido automaticamente
Segundo o presidente da SCGás, Ivan Ranzollin, assim que ocorreu o rompimento na tubulação, as válvulas de segurança foram automaticamente acionadas para cortar o fornecimento de gás, evitando uma tragédia maior. Diariamente passam pela tubulação 200 mil metros cúbicos de gás.

Fornecimento de gás interrompido na região
Em razão do incidente, o fornecimento de gás está suspenso em Gaspar, Blumenau, Timbó, Pomerode e Indaial.

Tráfego interrompido
O tráfego entre Blumenau e Gaspar pela rodovia está interditado nos dois sentidos. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) informou que a recuperação deve começar assim que o tempo melhore.
Jornal de Santa Catarina - Blumenau, 24 de novembro de 2008. Edição nº 11477

Gasoduto
O gasoduto Bolívia-Brasil tem 3.150 km de extensão. Os Estados em que a rede de dutos passa são responsáveis pelo consumo de 71% da energia do país. A transportadora Brasileira Gasoduto Bolívia-Brasil SA (TBG) é responsável pela operação do empreendimento em solo
brasileiro.

Conseqüência do rompimento e explosão
Foi suspenso o fornecimento de gás no Vale do Itajaí e para o Rio Grande do Sul.

Reparo da tubulação
A previsão para a conclusão das obras de reparo no trecho do gasoduto Brasil-Bolívia rompido na região de Gaspar, em Santa Catarina, é de 21 dias - mas, para isso, é preciso que o tempo melhore na região.

De acordo com o governo do estado, a Petrobras e a Transportadora Brasileira Gasoduto Brasil-Bolívia (TBG) entraram em contato com as distribuidoras de gás natural SCGás e Sulgás, que abastecem os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, para garantir um plano de contingência para o fornecimento de 30 mil metros cúbicos/dia, volume suficiente para atender os serviços essenciais, como residências, hospitais e comércio, durante o período da obra.

Juntamente com o reparo do trecho afetado, a TGB inspeciona todo o trecho sul do gasoduto para avaliar a integridade do ramal e evitar novas ocorrências.

Dificuldade de acesso ao local
De acordo com o governo do estado, o acesso ao local para os reparos necessários só pode ser feito por via aérea, incluindo o transporte de equipamentos e equipe técnica. Além da TBG, a Petrobras disponibilizou técnicos e equipamentos para que a situação seja normalizada rapidamente.
Cinqüenta funcionários da TGB estão diretamente envolvidos nos trabalhos, e outras 50 pessoas de empresas fornecedoras e profissionais do Sistema Petrobras também participam da operação. Serão utilizados helicópteros, escavadeiras, geradores, carretas de iluminação, tubos, máquinas de solda, bombas de sucção, além de outros materiais necessários.

Desvio provisório
A fim de atender e minimizar o prazo de reparos no trecho do gasoduto afetado será realizado um desvio no duto de aproximadamente 300 metros de comprimento, adotando-se todas as medidas necessárias de segurança da operação. Para que o cronograma seja cumprido, é fundamental a melhoria das condições climáticas na região.

Fornecimento para outros estados
O fornecimento de gás para os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná está normal.

Impactos na região

Santa Catarina
Entre 46 municípios catarinenses atendidos pela SCGás, apenas seis mantinham o suprimento, no norte do Estado. A indústria de cerâmica é uma das mais prejudicadas pelo corte. O combustível é entregue a 75 postos de gás natural veicular e a cerca de 130 indústrias.
Prejuízos das indústrias cerâmicas de Santa Catarina
A indústria cerâmica catarinense amarga prejuízos da ordem de R$ 7 milhões por dia (US$ 3,2 milhões), aponta estimativa da Fiesc (Federação da Indústria do Estado de Santa Catarina). O Estado de Santa Catarina consome 1,7 milhão de metros cúbicos de gás natural por dia.
O presidente do Sindicato das Indústrias Cerâmicas de Criciúma e Região Sul (Sindiceram), diz que apenas na região é prejuízo é de R$ 4,1 milhões (US$ 1,87 milhões) por dia parado e afirma que dos 5,1 mil empregados do setor no Sul de SC, 4 mil já estão em licença remunerada. Ele lembra que além dos 21 dias para conclusão da obra, as indústrias precisarão de outros cinco dias para religarem os fornos e retomarem o trabalho.

Rio Grande do Sul
A Sulgás suspendeu inicialmente o fornecimento ao segmento veicular. Na segunda-feira, 25 de novembro, partir das 17h, ampliou a suspensão para os clientes industriais e de serviços.
São 515 clientes que operam com gás natural
Fontes: Jornal de Santa Catarina – 24 de novembro de 2008, Zero Hora – 25 e 26 de novembro de 2008, Globo Online – 25 de novembro de 2008, Diário Catarinense - 27 de novembro de 2008.

Vídeo
A filmagem foi feita à aproximadamente a 15 quilômetros (Blumenau) do local da explosão.

Comentário
A explosão em um duto do gasoduto Brasil-Bolívia em Gaspar (SC) mostra a fragilidade do sistema de gás natural que não há alternativa de fornecimento de gás.
O correto seria a construção de um terminal de gás (plano de contingência) que permite a importação de gás natural por navio, diversificando as fontes de abastecimento.
As empresa que substituíram as caldeiras à óleo por gás foram as mais prejudicadas, pois não há opção de geração. Outras que deixaram as caldeiras á óleo como opção estratégica (o fornecimento de gás não é totalmente confiável, grande parte vem da Bolívia) ou como plano de contingência em caso de emergência não estão tendo problemas.
Em geral as indústrias sempre acham alternativas para geração, mas com maiores despesas ou custos. Entretanto o comercio não há alternativa, pois o desabastecimento é completo.

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terça-feira, novembro 25, 2008

Irmãos morrem afogados na praia


No domingo, 23 de novembro de 2008, início da manhã, por volta das 7 horas, o ônibus de excursão de Carapicuíba, município da Grande São Paulo, chegou à praia José Menino em Santos, na Baixada Santista. Os pais dos meninos pediram que Luiz Henrique, 14 anos, tomasse conta dos irmãos, João Marcos Oliveira, 8 anos, e Henry Oliveira, de 11 anos e uma amiga de 7 anos e não entrasse no mar e era a primeira vez que as crianças viam o mar. No entanto, três entraram na água.

Afogamento
A água empurrou e a gente caiu. Comecei a bater na água, subiu um por cima do outro. Quando vi, já estavam longe - diz Henry Oliveira, irmão de João Marcos e Paulo Henrique.
Quando viu as crianças se afogando, Paulo Henrique Souza Oliveira, de 14 anos, entrou para salvar os irmãos. João Marcos chegou a ser retirado da água com vida, mas morreu antes de chegar ao hospital. Gerciane foi resgatada em estado grave e está internada na Santa Casa de Santos. Luiz Henrique Souza Oliveira permanece desaparecido

Guarda-vidas
"O guarda-vida estava pegando o serviço. Ele entraria às 8 horas, mas chegou antes e conseguiu retirar os dois do mar, o outro afundou", disse o tenente.
Cinco homens do Corpo de Bombeiros trabalharam nas buscas pelo adolescente, de 14 anos, até o anoitecer com o apoio de uma lancha e de um bote.

Corpo aparece
O corpo do garoto de 14 anos apareceu por volta das 8 h de segunda-feira, 25 de novembro, perto do emissário submarino. Foi retirado do mar pelos bombeiros, que informaram que ele estava preso nas pedras.

Salva vidas
"O guarda-vida estava pegando o serviço. Ele entraria às 8 horas mas chegou antes e conseguiu retirar os dois de oito anos do mar, o outro afundou", disse o tenente do Corpo de Bombeiros Carlos Silva
Cinco homens do Corpo de Bombeiros trabalharam nas buscas pelo adolescente, de 14 anos, até o anoitecer com o apoio de uma lancha e de um bote.

Família desesperada
O pai dos garotos, Almir Lima de Oliveira, estava desesperado. Primeira vez que trouxe meus filhos para conhecer o mar e dois morrem. Nós chegamos, e eles estavam na areia e foram para o mar. Eu falei, ”cuidado".
Menina sobrevivente
A menina Gerciane Pessoa Simião de Souza, de 7 anos, respira com ajuda de aparelhos e é mantida sedada na UTI da Santa Casa de Santos. Segundo o hospital, ela foi resgatada inconsciente e engoliu muita água do mar. A avaliação neurológica só poderá ser feita quando a criança sair do estado de sedação.

Praia sem sinalização
O trecho da praia José Menino, em Santos, onde ocorreram os afogamentos estava sem sinalização. A área, perto do emissário submarino, é de forte correnteza e apenas surfistas experientes se arriscam a entrar no mar no local.
O tenente do Corpo de Bombeiros Agdes Garibaldi, disse que as placas somem por ação de vândalos ou arrastadas pelo mar. Apenas quando o guarda-vidas chega é que ele verifica e repõe as placas que faltam. No domingo, a excursão chegou cedo a Santos. Os meninos se afogaram por volta de 7h45m. Os guarda-vidas, segundo os bombeiros, começam a trabalhar às 8h. Um deles chegou 15 minutos mais cedo à praia e conseguiu ajudar a retirar as crianças.

Fonte: Yahoo Noticias – 23 de Novembro de 2008 e Globo Online – 24 de novembro de 2008

Comentário
A falta de conhecimento dos pais dos perigos que existem no mar, quando levam filhos pequenos a praia. O que seria um passeio divertido com os filhos virou uma tragédia. O menor descuido é fatal. É o que aconteceu.
No artigo publicado, Cuidado! As crianças estão chegando! Férias, Verão, Água! – relata os perigos e recomendações sobre diversão na água.
http://zonaderisco.blogspot.com/2008/11/cuidado-as-crianas-esto-chegando-frias.html

O que mais acontece nos clubes e praias; “De todas as crianças com idade pré-escolar que se afogam, 70 por cento estão com cuidados de um ou ambos os pais no momento do afogamento e 75 por cento perderam de vista durante cinco minutos ou menos”. Orange County, Califórnia, Fire Authority.

Recomendações do Corpo de Bombeiros
■ Quando chegar à praia procure orientação de um guarda-vidas para saber qual o local mais seguro para o banho de mar.
■ Não abuse do álcool, ele faz você perder a noção do perigo.
■ Comer demais e entrar na água é perigoso, você corre o risco de ter uma congestão.
■ Não avance além da linha do umbigo. Lembre-se: "Água no Umbigo Sinal de Perigo”. Para crianças até a altura do joelho.
■ Não confie em bóias, pranchinhas e objetos flutuantes. Eles transmitem uma falsa impressão de segurança.
■ Evite entrada brusca no mar após longa exposição ao sol. Há o risco de choque térmico e desmaio.
■ Evite exposição excessiva ao sol, pois há o risco de insolação.
■ Pais e responsáveis por crianças devem dar atenção especial a elas quando estiverem nas praias, procurando sempre identificá-las com pulseiras que são distribuídas gratuitamente nos Postos de Bombeiros.
■ Quando as crianças forem para o mar, devem estar sempre acompanhadas.
■ Caso esteja em situação de risco no mar, sendo arrastado por uma correnteza, não entre em pânico; procure boiar e, em seguida, peça socorro, ou nade paralelamente à praia.
■ Se encontrar alguma pessoa em dificuldades no mar, não tente salvá-la. Jogue uma bóia e avise ao guarda-vidas mais próximo. Ele saberá como agir.
■ Afaste-se das praias em caso de temporal ou raios.

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sábado, novembro 22, 2008

Housekeeping – Avalie o 5S de sua empresa


Preencha o formulário e veja se sua organização aplica o 5S ou apenas um programa de ordem e limpeza

Aproximadamente 80% das empresas que dizem estar implantando o 5S, na prática estão implantando um programa de ordem e limpeza.

Das 20% restantes, 90% se limitam a implementar apenas os três primeiros “S”. Descubra em qual destes indicadores a sua empresa se encontra.

Desde que o 5S aportou no Brasil, no final dos anos 80, muitas empresas aderiram ao programa, algumas em função de modismos, outras para utilizá-lo como base para outras ferramentas gerenciais. Da mesma forma que ocorre com a importação de tantas outras metodologias de origem japonesa, que não são devidamente compreendidas pelos gerentes ocidentais, limitando�se a se preocupar com os seus formatos e resultados aparentes, ignorando os seus fundamentos, o mesmo ocorreu com o 5S.

O SEIRI, que no sentido japonês, significa a utilização racional de recursos para evitar desperdícios, passou a ser tratado como uma atividade estanque de descarte do desnecessário, mesmo assim sem muito critério.

O SEITON, cujo objetivo é tornar o acesso aos recursos mais rápido e seguro, é tratado apenas com pintura e demarcação de piso e uma poluição de identificações, muitas vezes sem a mínima funcionalidade.

O SEISO, que tem por final idade aproveitar a atividade de limpeza para agregar valor ao ambiente, atacando fontes de sujeira, locais de difícil acesso para limpar, operar, visualizar, reparar, repor etc., é tratado, na prática, como uma simples faxina, transformando pessoas qualificadas em puros faxineiros e parando algumas atividades produtivas a custo de uma limpeza apenas estética.

Não é necessário falar sobre os dois outros "S", pois a grande maioria das empresas não busca implementá-los, o que é um grande erro, pois o SEIKETSU prevê a manutenção dos 3 primeiros "S", além de se preocupar com a saúde e higiene das pessoas. O SHITSUKI, que prega o cumprimento rigoroso e pró-ativo ao que é determinado, tem sido cobrado apenas dos níveis operacionais.

Porém, a impontualidade, o mau exemplo na prática dos três primeiros “S” e a lerdeza com que são tratadas as informações, estão presentes na média e alta gerência e nos escritórios. Preencha o formulário e veja se sua empresa aplica o 5S ou apenas um programa de ordem e limpeza.

Perguntas e Nota

Estrutura do 5S
1.Há a um Plano Estratégico de 5S definindo ações de Promoção, Padronização e Controle?
2.Há um comitê atuante, com responsabilidade e prazos definidos, para promover o 5S por toda a empresa?
3.O Plano Estratégico é atualizado periodicamente em função dos resultados obtidos?
4.Há um comprometimento efetivo da alta e média gerência para a condução do 5S junto as suas equipes?
5.São realizadas auditorias com base em critérios e por meio de auditores qualificados?
6.As auditorias são encaradas como ferramentas de retroalimentação pelos auditados?
7.São definidas metas a cada ciclo de auditoria?
8.Há uma sistemática de reconhecimento que motive as pessoas para a pratica do 55 no dia-a-dia?
9.Há uma melhoria contínua nos padrões de 55?
10.Há planos para a implementação do 4o e do 5o S?

SEIRI- Descarte – tenha só o necessário
1.Depois que foi realizado o Dia de Descarte, as pessoas mantêm no seu posto de trabalho apenas o necessário?
2.As pessoas têm costume de dar destino aos recursos ao manter o primeiro contato?
3.As pessoas têm o hábito de identificar todos os problemas de conservação?
4.As pessoas tomam as providências necessárias para resolver os problemas de conservação?
5.A empresa tem respondido à altura as solicitações para os problemas de conservação e disponibilizarão de recursos adequados?

SEITON – Arrumação – um lugar para cada coisa
1.Todos os recursos, inclusive os pessoais, tem locais definidos e adequados?
2.As pessoas conseguem acessar aos recursos de uso freqüente em, no máximo, 8 segundos?
3.As pessoas conseguem localizar os recursos de uso esporádico em, no máximo, 30 segundos?
4.O sistema de sinalização e identificação possibilita o acesso por possíveis usuários, sem depender da memória das pessoas?
5.A disposição dos recursos fixos do ambiente está adequada?

SEISO – Limpeza – importância de um ambiente limpo
1.O ambiente de trabalho consegue se manter limpo com cada vez menos tempo para limpar?
2.O procedimento atual de limpeza possibilita a melhoria permanente do ambiente, estimulando a inspeção?
3.Os ambientes coletivos estão sempre limpos?
4.Os coletores de lixo são adequados, estão bem distribuídos, sinalizados e são usados adequadamente?
5.Há providências concretas para eliminar ou bloquear as fontes de sujeira?

SEIKETSU – Higiene – qualidade de vida no trabalho
1.Há padrões de conhecimento de todos para pinturas, identificação e sinalizações?
2.Há referências visuais para a manutenção da ordem nos ambientes e compartimentos?
3.Foram definidas regras de convivência?
4.Os problemas ergonômicos foram identificados e solucionados?
5.Há uma sistemática para que as pessoas mantenham os 3 primeiros "S"?

SHITSUKE – Disciplina – ordem, rotina e constante aperfeiçoamento
1.Há participação concreta de cada um na melhoria do ambiente de trabalho?
2.As regras, normas e procedimentos estão sendo cumpridos com rigor?
3.As pessoas, de todos os níveis, são pontuais em todos os aspectos?
4.As pessoas dominam as informações expostas no seu posto de trabalho?
5.As pessoas utilizam adequadamente os seus computadores?

Média (some as notas e divide pelo numero de itens respondidos)

Dê uma nota de 1 a 5 de acordo com os seguintes critérios:
1- Ocorre somente até 40% dos casos
2 - Ocorre entre 41 e 60% dos casos
3 - Ocorre entre 61 e 80% dos casos
4 - Ocorre entre 81 e 95% dos casos
5 - Ocorre entre 81 e 95% dos casos

De acordo com a média, verifique em que nível a sua empresa se encontra.
Média
Conclusão
Entre 1 e 2 - Atenção - Sua empresa tem apenas um programa de ordem e limpeza
Acima de 2 até 3 - Cuidado – Sua empresa tem apenas algumas práticas aleatórias
Acima de 3 até 4 - Legal – Sua empresa tem algumas atividades sistemáticas de 5S
Acima de 4 até 4,5 - Muito bom – Sua empresa tem várias atividades sistemáticas de 5S
Acima de 4,5 até 5 - Parabéns - Realmente a sua empresa tem 5S

Fonte: Banas Qualidade – Novembro de 2003

Comentário:
O programa 5S é um programa simples com medidas efetivas para prevenção de perdas, que você pode adotar em sua empresa. Avalie o programa de sua empresa em busca de um ambiente seguro.

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quarta-feira, novembro 19, 2008

Meio ambiente do século passado


Tigres eram os escravos encarregados de recolher e jogar diariamente nas praias ou nos rios os dejetos domésticos. Gravura, A Semana Ilustrada, Rio de Janeiro, 1861.

Resumo
A cidade instaurada no Brasil segue o modelo trazido pelo colonizador português, de origem latina e árabe.
O Brasil 'importou' seus problemas de salubridade da Metrópole. Em Lisboa, os dejetos e lixo ficavam nas ruas à espera de chuvas; um decreto impunha gritar 'água vai' quando se atirassem excrementos. No Brasil, a situação era agravada porque escravos mortos eram atirados nos monturos de lixo e as chuvas torrenciais enchiam as ruas de lama. Nas praias, rios e lagoas, dejetos eram depositados pelos tigres -- escravos que tinham a pele listrada pelos detritos que escorriam dos cestos de palha carregados às costas. Até então, os dejetos eram guardados nas residências, em barris. A remoção dos barris cheios se fazia, normalmente à noite, quando escravos, carregando os barris à cabeça, cruzavam a cidade até terrenos baldios ou o mar, onde a imundície era despejada.

As grandes cidades brasileiras não eram exatamente localidades agradáveis no século XIX. Sujo, nojento e enlameado, o cenário urbano se compunha de carniças, bichos mortos, alimentos podres e outras imundícies abandonadas perto das pontes e nas praias.

O Recife, assim como o Rio de Janeiro e Salvador, sofria com sérios problemas provocados pelo inchaço populacional. Numa época em que o sistema de esgotos ainda não existia, o que fazer com os dejetos e águas sujas – ou “águas servidas” –, produzidos diariamente pela população? Nas cercanias da cidade e em locais onde existiam grandes terrenos, era fácil abrir buracos para servir de fossas, mas também se atirava de tudo diretamente nos rios e mangues. No apertado centro, porém, era mais complicado livrar-se dos dejetos.

Nas ruas e nos becos estreitos, os maus cheiros se confundiam. Nas praças, vísceras de animais e restos de vegetais estragados compunham um ambiente insalubre. Dentro das casas, cozinhas sem ventilação tornavam o ar viciado, com exalações pútridas de matérias orgânicas em decomposição. Nos quartos, poeira e mofo se misturavam ao cheiro dos penicos.

Todo dia de manhã, eles eram esvaziados em barris de madeira que ficavam embaixo das escadas ou em um canto mais recolhido da casa. Quando o tonel já estava quase transbordando, recorria-se ao “préstimo” do escravo! Era sobre as cabeças deles que o peso das barricas era conduzido para ser despejado na “beira” das marés. Em seguida, os carregadores retornavam com os recipientes vazios para receber nova carga.

Esses barris eram chamados de “tigres” e os seus condutores, de “tigreiros”. Talvez o nome fosse uma alusão à coragem dos carregadores ou, quem sabe, à imagem desagradável das barricas que, ao transbordar, espalhavam fezes nos corpos dos escravos e dos negros de ganho, numa combinação que lembrava a pelagem dos tigres. Existem versões que afirmam que o apelido foi dado porque, ao avistar os negros levando barris de dejetos, os transeuntes, com medo de ficarem sujos, afastavam-se rapidamente, como se fugissem de um animal selvagem.

Quando um “tigre” passava, as pessoas tapavam o nariz com lenços, viravam o rosto, se encolhiam. De longe, os “tigreiros” vinham alertando os moradores com seu bordão “Abra o olho! Abra o olho!” Os passantes se esquivavam, com medo de que um simples esbarrão acarretasse um banho asqueroso.

O tratamento dado aos dejetos líquidos gerava freqüentes queixas dos moradores, porque outro hábito comum na cidade era o despejo dos penicos cheios do alto dos sobrados, sem perdoar o caminhante que passava distraído pela rua, a qualquer hora do dia ou da noite. Os algozes ficavam à espreita por trás das janelas dos sobrados, esperando algum desafeto passar para “honrá-lo” com excrementos atirados pela janela.

Por volta de 1867, a cidade de Recife tinha um projeto dos esgotos que ainda não havia saído completamente do papel, pois o número de latrinas era insuficiente e a canalização dos esgotos não chegara a boa parte das casas. Os moradores não utilizavam os vasos corretamente, lançando panos, ossos, espinhas de peixe e outros resíduos de cozinha, o que obstruía o sistema e causava prejuízos. O sistema de esgotos funcionou precariamente durante a segunda metade do século XIX, contribuindo para a proliferação de epidemias, principalmente as de tifo e disenteria

Em 1877 seria fundada a Cia Cantareira com o objetivo de implantar e manter os serviços de água e esgoto da Cidade de São Paulo.

Fonte: Águas revoltas, história das enchentes em Santo André, autora, Magda Santos e Manuela Arruda dos Santos "Higienizar para civilizar: a mudança de percepção em relação ao lixo no Recife .

Comentário
Parece-me que a mentalidade não mudou muito, depois de mais de um século, os córregos e rios são utilizados como depósitos de lixo e esgoto.
Apesar da importância para saúde e meio ambiente, o saneamento básico no Brasil está longe de ser adequado. Mais da metade da população não conta, sequer, com redes para coleta de esgotos e 80% dos resíduos gerados são lançados diretamente nos rios, sem nenhum tipo de tratamento.
O descaso e a ausência de investimentos no setor de saneamento em nosso País, em especial nas áreas urbanas, compromete a qualidade de vida da população e do meio ambiente. Enchentes, lixo, contaminação dos mananciais, água sem tratamento e doenças apresentam uma relação estreita. Diarréias, dengue, febre tifóide e malária, que resultam em milhares de mortes anuais, especialmente de crianças, são transmitidas por água contaminada com esgotos humanos, dejetos animais e lixo.
Em 2000, 60% da população brasileira não tinha acesso à rede coletora de esgotos e apenas 20% do esgoto gerado no País recebia algum tipo de tratamento. Nesse mesmo ano, quase um quarto da população não tinha acesso à rede de abastecimento de água. Este quadro foi apresentado em 2004, no Atlas de Saneamento do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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segunda-feira, novembro 17, 2008

Empilhadeira mata operador


Por volta de 14h30, quarta-feira, 15 de outubro de 2008, um operador de máquinas trabalhava em uma empresa de reciclagens do Distrito Industrial I, Uberaba, Minas Gerais, quando ao realizar uma manobra em uma empilhadeira que dirigia, o veículo começou a tombar. Neste momento o operador pulou do veículo, mas a empilhadeira caiu em cima do trabalhador.

Unidade Emergência do Corpo de Bombeiros
Unidades de Salvamento do 8º BBM de Uberaba deslocaram para o local e lá encontraram o operador de máquinas caído ao solo, consciente, desorientado (fora de si), apresentando sinais vitais alterados, uma evidência de grave contusão na coluna (região lombar) e queimaduras de 2º grau pelo corpo, pois a água fervente do radiador derramou no corpo do trabalhador.
Trabalhador hospitalizado
Devido ao estado delicado em que a vítima se encontrava, os bombeiros redobraram os cuidados e imobilizaram corretamente o trabalhador, após prestar o atendimento pré-hospitalar inerente ao caso.

Em seguida os bombeiros transportaram a vítima ao PS do Hospital de Clínicas da UFTM, onde o operador de máquinas deu entrada em estado grave, mas foi imediatamente atendido pela equipe médica de plantão, pois o hospital já havia sido avisado da situação pelo Cobom (Central de Operações do Corpo de Bombeiros).

Morte do Trabalhador
Algumas horas depois os bombeiros foram avisados que a vítima não havia suportado a cirurgia e faleceu.

Fonte: 8º Batalhão de Bombeiros Militar de Uberaba - 15 de outubro de 2008



Vídeo
■ mostra o que acontece quando o operador não utiliza o cinto de segurança. Ele é projetado para fora ou pula no sentido do tombamento e a empilhadeira geralmente cai sobre ele.
■ mostra uma empilhadeira em miniatura indicando as variações que existem no centro de gravidade quando levanta os garfos com mercadorias.
■ realça a importância da utilização do cinto de segurança, que em caso de tombamento, o operador ficará na gaiola de segurança e sobreviverá.





Comentário:
Cenário do acidente
■ Nota-se pelas fotos que o operador estava trafegando e trabalhando em um local em que o piso era irregular (terra batida) em que as ondulações da superfície do solo transmitem desequilíbrio na empilhadeira, aumentando ainda mais com carga. Qualquer movimento brusco a empilhadeira poderá tombar.
■ O operador não estava usando cinto de segurança.
■ Instintivamente quando a empilhadeira tomba o operador pula da empilhadeira no mesmo sentido do tombamento e geralmente o acidente é fatal.
O gráfico mostra que o tombamento de empilhadeiras é o principal acidente com fatalidade

Uma empilhadeira típica tem um alto centro de gravidade, a sua base de roda é pequena e tem apenas três pontos de estabilidade. Portanto, para operar uma empilhadeira exige uma grande habilidade e formação. Occupational Safety and Health Standards for General Industry(29 CFR Part 1910.178(l) training) requires that only trained and authorized operators be permitted to operate a powered industrial truck.
Acessórios de segurança: assento com proteção para os ombros do operador e cinto de segurança;

Ao conduzir uma empilhadeira, o operador deve observar os pontos abaixo.

1 - Não carregue sua empilhadeira mais do que o permitido.
A carga e os centros de carga permitidos estão na placa de identificação de sua empilhadeira. Consulte-as antes de operar.
2 - Olhe sempre para frente.
O importante é você alcançar seu objetivo com segurança e rapidez. Mantenha 3 veículos de distância dos demais veículos. Esteja alerta e trafegue pelo lado direito em ruas e corredores.
3 - Atenção!
Tenha cuidado quando trafega de áreas claras para áreas mais escuras e vice-versa. Cuidado com manchas de óleo ou graxa. Dê preferência de passagem aos pedestres.
4 - Não faça as curvas tão rápidas.
Empilhadeira não é carro de corrida! Faça as curvas com cuidado, e não se esqueça de buzinar antes.
5 - Freie devagar e com cuidado!
Para evitar "vôos" involuntários que nada adiantam!
6 - Ande em marcha à ré ao descer rampas com a empilhadeira carregada!
Caso a carga esteja impedindo a sua visibilidade, ande em marcha à ré também no plano. Com o veículo descarregado, dirija com os garfos à frente, nas descidas, e atrás, nas subidas. Proceda de modo inverso com a empilhadeira carregada.
7 - Transporte sempre com a coluna da empilhadeira inclinada para trás!
Assim evitará o escorregamento da carga. Amarre cargas soltas para garantir estabilidade.
8 - Mantenha os garfos o mais baixo possível e não trafegue com a carga no alto!
Crie um centro de gravidade baixo e seguro. Recolha o mastro das empilhadeiras de mastro retrátil antes de movimentá-la. Eleve ou abaixe a carga apenas com o veículo parado.
9 - Transporte somente sobre pisos suficientemente resistentes!
Se o peso for demais, o piso pode afundar. A propósito, você sabe quanto pesa a sua empilhadeira carregada?
10 - Dirija sua empilhadeira de preferência sobre pisos duros e lisos!
Se o piso tiver buracos ou ondulações, dirija "devagar" ! Evite que a sua empilhadeira e a carga joguem.
11 - Olho vivo nos sinais de trânsito.
Eles existem para a sua segurança!
12 - Atenção!
Empilhadeira se guia com cabeça, pernas e braços! Não esqueça nenhum deles "fora" de sua máquina.
13 - Atenção à altura das portas!
E também à altura do teto. Buzine e passe devagar pelas portas até poder enxergar do outro lado. Dê sinal!
14 - Marcações no mastro
Faça marcações no mastro (com fita adesiva, por exemplo) para indicar a altura correta dos paletes em cada nível de estocagem.
15 - Utilização dos garfos
Não empurre cargas com os garfos. Empurrar com os garfos ou com os cantos da empilhadeira pode danificar o objeto e a máquina. Ao pegar a carga, posicione todo o garfo na carga. Centralize a carga para que a mesma não se desloque para frente ou lado.
16 - Paletes quebrados
Não tente movimentar cargas com paletes quebrados.
17 - Sempre verifique o estado de seu veículo antes de cada turno.
Acostume-se a fazer este check antes de iniciar seu trabalho.
18 - Inspeções diárias
Freios, direção e pneus; buzina e alarmes; luzes indicadoras; controles e instrumentos; equipamentos de segurança; mangueiras, correias e cabos; mastro e garfos; vazamentos.
19 - Inspeções periódicas
Correia de ventilação; parafusos, porcas, pinos e soldas; inclinação quando a carga é elevada; correntes de ventilação; nível dos garfos; capas.
20 - Não exceda a velocidade permitida e evite manobras bruscas.
Não exceda a velocidade indicada pelo fabricante para não forçar a máquina e pelas normas internas de sua empresa, evitando possíveis acidentes no percurso.
21 - Ao retirar e colocar carga na estrutura de estocagem, utilize o freio de mão puxado.
Evitará possíveis acidentes.
22 - No seu turno você é o responsável pela sua empilhadeira!
Estacione em locais permitidos e próprios, não deixe a chave no contato, quando estiver fora dela, para que ninguém a use e não dê carona.
23 - Use a buzina com seriedade!
Não buzine para fazer graça e sim para alertar de sua presença, quando em passagens perigosas (que tenha a circulação de outros veículos ou empilhadeiras), ou em lugares onde não houver visibilidade absoluta.
24 - No caso de acidentes.
Avise sempre ao seu superior para as devidas verificações dos possíveis estragos (na empilhadeira, na estrutura, etc.) e preencha o relatório.
Fonte: Guia Log

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sexta-feira, novembro 14, 2008

Caixas de hidrante trancadas

Em um centro comercial de minha cidade, encontrei uma situação inusitada, onde as caixas de mangueira de hidrante encontravam-se bloqueadas com arames grossos, que segundo a administração seria para impedir furtos.
Mas caso fosse necessário utilizar, como romper os arames? Deveríamos procurar alicates para cortar, que seria um absurdo?
Tentei alertar as autoridades, mas os bombeiros informaram-me que; quem fiscaliza é a prefeitura e que eles não podem fazer nada. A Prefeitura por sua vez não fiscaliza, somente anota sua reclamação e nada resolve.

Fonte: Alexandre Pontes e Costa, engenheiro de segurança

Comentário
Um problema sério que ocorre em alguns shopping´s, centros comerciais, transporte urbano, o roubo e/ou vandalismo contra equipamento contra incêndio, tais como; extintores (principalmente de gás carbônico), esguichos e mangueiras.
Por exemplo, o Metrô de São Paulo, já teve caso roubo de extintores e esguichos. Houve redução nos roubos com colocação de câmeras de segurança.
Nos trens da CPTM, lacres de extintores são destroçados, é rotina de todo dia.
Caso haja roubo ou acionamento dos hidrantes (vandalismo) poderia ter colocado cadeado com chave colocado em locais estratégicos em que todos os funcionários teriam conhecimentos. Também a segurança do centro comercial teria uma chave. Seria um único tipo de chave que abriria todos os cadeados dos abrigos.

O que diz a norma do Corpo de Bombeiros: Não se podem trancar os abrigos dos hidrantes.
Deveremos analisar qual seria o menos prejudicial na eventual utilização do equipamento durante a ocorrência de um incêndio; a falta do equipamento por motivo de roubo ou no momento de incêndio o equipamento está lacrado ou bloqueado ou trancado? Poderemos minimizar esse problema com uma chave?

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quarta-feira, novembro 12, 2008

Os telefones celulares e outros riscos em áreas classificadas

Em 6 de marco de 2002, o boletim da National Safety Alert, menciona um incêndio resultante do uso de telefone celular. O incêndio foi um “flash fire” (incêndio que se inflama rapidamente em presença de mistura de combustão de mistura gasosa, incêndio em nuvem) numa plataforma no Golfo do México da OCS.

O boletim relatou que uma empresa especializada em painel em instrumentação, contratada para execução de serviço, estava trabalhando na plataforma, em um painel principal de controle que usava o fornecimento de gás para instrumentação. O funcionário da empresa afirmou que carregava um telefone celular e estava ligado, tocou quando estava trabalhando no painel. O funcionário alegou quando acionou a tecla do telefone celular para responder à chamada, um “flash fire” ocorreu causando queimaduras de segundo grau no antebraço e queimadura superficial no nariz e nas faces (bochechas). Em virtude disto, o boletim da National Safety , foi publicado, acreditando‑se que o telefone celular poderia ter inflamado os gases ou os vapores na área aberta da plataforma, no painel principal de controle, quando o telefone foi acionado para receber a chamada.

Tanto a MMS ( Minerals Management Service - Agência Americana de Serviço de Exploração de Recursos Minerais) e a empresa conduziram investigações independentes deste incidente.

A MMS constatou que o painel principal de controle da plataforma foi soldado com várias tubulações. Depois que o “flash fire” ocorreu, uma das tubulações foi encontrada com fissura. Assim o vazamento do gás do painel de instrumentação forneceu a fonte do combustível para o “flash fire”.

Como a parte da investigação da empresa para este incêndio, ela enviou o telefone celular envolvido no “flash fire” a um laboratório de teste independente. No laboratório, o telefone celular e um modelo idêntico foram testados em um ambiente explosivo sob as piores condições para o caso.

Estes testes consistiram a colocação do telefone em uma câmara de teste, contendo uma mistura explosiva de oxigênio enriquecido com propano e metano. No interior da câmara de teste foram executadas as seguintes funções do celular;
■ o telefone foi ligado e desligado
■ o telefone foi ativado e desativado com o celular ligado
■ ligações e chamadas fora feitas
■ a função de recado foi ativada
■ a bateria foi removida abruptamente com o celular ligado
■ a bateria foi removida e instalada com o celular desligado

Embora a bateria do celular proporcionou energia suficiente para inflamar os gases durante o teste, não a fez. . Em conseqüência, era a opinião do laboratório de teste independente que é improvável que o telefone celular inflamaria uma mistura inflamável de metano ou de propano sob as condições reais do campo e que a causa do “flash fire” era outra do que o celular.

Baseado nesta informação e da investigação da MMS, os investigadores foram incapazes de identificar conclusivamente a fonte de ignição do incêndio. Entretanto, não foram descartadas as hipóteses; da possibilidade que o fogo poderia ter sido inflamado pela eletricidade estática, por uma faísca da porta do painel principal de controle com um metal, ou por um golpe de uma chave no interior do painel de controle.
Para impedir incidentes similares no futuro, a MMS recomenda os seguintes procedimentos:
1-As prestadoras de serviços devem conduzir análises detalhadas de segurança de trabalho antes de atribuir tarefas que requerem o trabalho em áreas classificadas em um ambiente de hidrocarboneto
2-Situação, classe 1, divisão 1, tais como gabinetes principais do painel devem claramente ser colocados etiquetas com um aviso sobre a presença de vapores inflamáveis.
3-As prestadoras de serviço devem verificar que o material apropriado é usado para soldagem dos painéis de controle dos meios de hidrocarboneto
4-As prestadoras devem estar cientes que os telefones celulares, pagers, computadores, ferramentas, câmeras, equipamentos de vídeo, dispositivos eletrônicos, e os instrumentos eletrônicos podem criar uma fonte de ignição em uma área classificada. As prestadoras devem treinar seu pessoal no uso destes dispositivos em um ambiente de hidrocarboneto e incluí-los na permissão de trabalhos a quente como necessário para operações seguras.
5-Permitir apenas a utilização de dispositivos eletrônicos que foram testados, aprovados e certificados por laboratórios independentes, tais como; Factory Mutual (FM) e laboratórios de underwriters, certificando-os para o uso em classe I, grupo D, em localização.
6-O uso de equipamento eletrônico portátil intrinsecamente seguro, que usam componentes com baixa capacitância, disposições especiais de painéis, e técnicas de encapsulamento que se encontram com padrões restritos (por exemplo, API-American Petroleum Institute- RP 14F e 14FZ) para o uso nos ambientes perigosos devem ser considerados.

Fonte: National Safety Alert No. 5 - March 6, 2002, National Safety Alert No. 6 - November 5, 2002 - MMS – US Department of the Interior Minerals Management Service

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domingo, novembro 09, 2008

Cuidado! As crianças estão chegando! Férias, Verão, Água!

Cerca de 90% dos acidentes que ocorrem com crianças poderiam ser evitados
A criança é Indiana Jones em busca de aventura e perigo, portanto os pais deverão estar atentos das brincadeiras das crianças, o menor descuido é fatal.

Os acidentes por lesões não intencionais (ferimentos feitos sem querer) são a principal causa de morte entre as crianças brasileiras de 1 a 14 anos.

Segundo Ministério da Saúde do Brasil, cerca de 26 % das mortes entre crianças brasileiras de 1 a 14 anos são causadas por afogamento. Em 2005 foram 1.496 mortes

O Ministério da Saúde mostra que em 2003 os principais traumas ocorridos dentro do ambiente doméstico levando a morte de crianças de 0 a 14 anos foi o seguinte: em primeiro lugar considerado de alto risco está o afogamento, com 1.167 mortes;

Afogamentos
O afogamento durante o banho de banheira é rápido e silencioso. Qualquer descuido pode causar um acidente. Por exemplo:
■ Ao deixar a criança na banheira para pegar uma toalha: cerca de 10 segundos são suficientes para que a criança dentro da banheira fique submersa;
■ Ao atender ao telefone: apenas 2 minutos são suficientes para que a criança submersa na banheira perca a consciência;
■ Sair para atender a porta da frente: uma criança submersa na banheira ou na piscina entre 4 a 6 minutos pode ficar com danos permanentes no cérebro.

Como proteger uma criança de um afogamento
O afogamento pode ocorrer em locais como piscinas, rios, represas, mares.
No entanto, as crianças - especialmente as mais novas - podem se afogar em apenas 2,5 cm de profundidade. Ou seja, elas correm o risco de se afogar também em piscinas infantis, banheiras, baldes, vasos sanitários, entre outros recipientes considerados rasos.
■ Nunca deixe a criança sozinha dentro ou próxima da água, mesmo em lugares considerados rasos;
■ Mantenha baldes, recipientes e piscinas infantis vazios. Guarde-os sempre virados para baixo e fora do alcance das crianças;
■ Feche sempre a tampa do vaso sanitário e tranque a porta do banheiro;

Em mares, rios, represas e lagos preste muita atenção na criança. Fique alerta nas mudanças de ondas e correntes, por exemplo;
■ Sempre use colete salva-vidas aprovado pelas autoridades quando estiver em praias, rios, lagos ou praticando esportes aquáticos;

Saiba quais os amigos ou vizinhos têm piscina em casa e quando seu filho for visitá-los, certifique-se de que será supervisionado por um adulto enquanto brinca na água;

Segurança na piscina
■ Instale cercas de isolamento ao redor da piscina com pelo menos 1,5 metros de altura, equipadas com portões e travas;
■ Tenha um telefone próximo à área de lazer e o número da central de emergência;
■ Alarmes e capas de piscina garantem mais proteção, mas não eliminam o risco de acidentes. Esses recursos devem ser usados em conjunto com as cercas e a constante supervisão dos adultos;

Aprenda nadar
Matricule as crianças em aulas de natação. Se você não sabe nadar, matricule-se também.
Aprender a nadar é essencial, mas não é a garantia de que a criança nunca se afogará. Ensine à criança outros cuidados com a segurança, como:
■ Vista sempre na criança um colete de segurança aprovado pela guarda costeira quando ela estiver próxima de oceanos, rios, lagos ou participando de esportes aquáticos;
■ Não permita que a criança nade sozinha, é muito perigoso;
■ Mantenha sempre à mão os números de telefone das centrais de emergência.

Normas de prevenção
Segundo ele, as normas de prevenção são bem conhecidas e foram estabelecidas há quase dez anos pela Academia Americana de Pediatria e podem ser realizadas por todos os membros da família. O especialista destaca algumas medidas importantes;
■ Pais e responsáveis nunca devem deixar a criança sozinha ou aos cuidados de outra criança mais velha, nem por um instante sequer, quando ela estiver na banheira, piscinas, tanques, lagos, etc.
■ Evitar atividades simultâneas, como, conversar ao telefone, ler jornal ou cuidar do jardim quando as crianças estiverem em banheiras ou piscinas.
■ Recipientes como baldes, bacias e piscinas de plástico devem ser esvaziados após o uso.
■ Bóias de braço não são seguras e não devem substituir os coletes salva-vidas, os quais sempre têm de ser usados em embarcações pequenas ou na prática de esporte aquático.

Descuido fatal
Boa parte das crianças que se afogam em piscinas está em casa sob o cuidado dos pais. Um mero descuido deles basta para que ocorra um afogamento;

Diferentemente dos adultos, as partes mais pesadas do corpo da criança pequena são a cabeça e os membros superiores. Por isso, elas perdem facilmente o equilíbrio ao se inclinarem para frente e consequentemente podem se afogar em baldes ou privadas abertas;

O que se passa no mundo
Segundo dados da OMS, o afogamento é responsável por meio milhão de mortos por ano no mundo. O afogamento é uma das principais causas de mortalidade e morbilidade infantil. Um estudo realizado pela UNICEF, em 2001;
■ mostrou que, em 26 países da OCDE, as lesões por acidente eram a principal causa de mortalidade infantil.
■ O afogamento era a segunda causa de morte acidental nas crianças, ultrapassada apenas, pelas mortes em acidentes rodoviários.
■ Em Portugal, é estimado que, todos os anos, morrem pelo menos 30 crianças por afogamento.
Por cada criança que morre por afogamento, 140 ficam hospitalizadas e 2800 recorrem aos serviços de urgências.

Estatísticas de afogamento nos Estados Unidos
■ Afogamento é a principal causa de morte para crianças em 18 estados americanos e, nacionalmente, classifica em segundo lugar, perdendo apenas para acidentes automobilísticos, reivindicando vidas de aproximadamente de 4.000 crianças por ano e deixando outras vidas, cerca de 12.000 com alguma seqüela permanente no cérebro.
■ A Comissão de Segurança de Produtos ao Consumidor (CPSC - Consumer Product Safety Commission) informa que 360 crianças morrem anualmente por causa do afogamento, e por causa;
1. Afogamento não é um fenômeno médico informado
2. Se a criança não morre nas primeiras 24 horas do incidente de afogamento ou submersão, ela não fica registrado como morte por afogamento. Eles artificialmente reduzem a gravidade do problema, dando aos pais, uma falsa sensação de segurança. As Seguradoras registram 1.000 mortes e a literatura médica até 4.000 crianças morrem anualmente por causa do afogamento.

■ Uma piscina é 14 vezes mais provável do que um automóvel, estar envolvido na morte de uma criança de até 4 anos. (Orange County Califórnia Fire Authority)
■ Crianças com menos de cinco anos, adolescentes e jovens com idades compreendidas entre 15-24 têm as mais altas taxas de afogamento. (U.S. Centers for Disease Control and Prevention)
■ Um valor estimado de 5.000 crianças e adolescentes em idades até 14 anos são hospitalizados devido a incidentes relacionados com afogamento involuntário a cada ano, 15 por cento morrem no hospital e cerca de 20 por cento sofrem seqüelas graves, incapacidade neurológica permanente. (National Safety Council and Foundation for Aquatic Injury Prevention)
■ De todas as crianças com idade pré escolar que se afogam, 70 por cento estão com cuidados de um ou ambos os pais no momento do afogamento e 75 por cento perderam de vista durante cinco minutos ou menos. (Orange County, Califórnia, Fire Authority)
■ A maioria das crianças que sobrevivem (92 por cento) são descobertas no intervalo de dois minutos após submersão..
■ Crianças com idades compreendidas entre 1-4 são mais susceptíveis de afogar-se em banheiras, SPA´s e piscinas. Crianças com idades compreendidas entre 5 - 14 na maioria das vezes morrem afogadas em piscinas e em águas ao ar livre, tais como; rios, lagos, represas e canais.
■ Em 10 estados - afogamento supera todas as outras causas de morte em crianças até 14 anos. As crianças que morrem (86 por cento) foram encontradas após 10 minutos. Quase todas as crianças que exigem ressuscitação cardiopulmonar (RCP) morrem ou sofrem danos cerebrais graves. (CDC)
■ Estima-se que para cada afogamento fatal, há 1 a 4 afogamentos não fatais graves suficientes para hospitalização. As crianças que ainda requerem ressuscitação cardiopulmonar (RCP), no momento em que chegam ao serviço de urgência têm um prognóstico ruim, com pelo menos metade dos sobreviventes sofrem danos significativos neurálgicos. (American Academy of Pediatrics)
■ 19 por cento das mortes por afogamento envolvendo crianças ocorrem em piscinas públicas com salva-vidas presentes.

Estatísticas de afogamento no Canadá, região de Ontário
■ Crianças com menos de cinco anos com maior risco de afogamento
■ Sete pessoas por dia visitam o departamento de emergência de Ontário com ferimentos relacionados com a água no verão
■ Afogamento é a segunda principal causa de morte acidental na região de Ontário (Canadá) entre crianças menores de cinco anos, de acordo com novos dados publicados pelo Instituo Canadense para Informação da Saúde (Canadian Institute for Health Information-CIHI).
■ Crianças com menos de cinco anos estão envolvidas em mais afogamento ou quase afogamento do que os incidentes em qualquer outra faixa etária, a uma taxa de 5,24 por 100.000, mais de quatro vezes a taxa para aqueles com idade superior a 19. O segundo maior grupo de risco é a idade das crianças com idade entre 5 e 9 anos, com uma taxa de 4,12 por 100.000.
■ "Para cada criança que morreu afogado em 2002-2003, houve 6 a 10 mais que quase se afogou e necessitaram de internação hospitalar", afirma Margaret Keresteci, Gerente de Registros Clínicos em CIHI. "Quando você levar em conta que uma em cada quatro crianças em Ontário que passa pelo quase-afogamento sofre dano cerebral permanente, você começa ter uma idéia como é tão vital fazer da água a segurança como uma prioridade." As lesões mais comumente registradas em incidentes de quase - afogamento foram; hipóxia (falta de oxigênio) e internos (pulmão) e ferimentos (83%). Quase metade (48%) do total de vítimas de quase-afogamento ocorreram entre crianças em Ontário.
■ A maioria dos incidentes de afogamento, na verdade, não envolvem pessoas nadando. De fato, 76% das crianças envolvidas no incidente de afogamento estavam brincando ou caminhando perto da água quando o incidente ocorreu.
■ "É importante lembrar que uma criança pequena pode afogar-se numa questão de segundos, e em apenas alguns centímetros de água", diz Nicole Beben de Safe Kids do Canadá. "As famílias preparam para as férias de verão tais como; lago, viagens, piscinas em casa, é necessário salientar a importância de permanecer vigilantes, quando as crianças pequenas estão próximas de águas rasas."
■ No total 1.166) pessoas em Ontário foram atendidas nos serviços de urgência em 2002-2003 por causa dos ferimentos sofridos em incidente relacionado à água, e 68% destes foram afogamentos ou quase afogamentos. Dos restantes 32%, um problema com a embarcação, por exemplo, um incêndio do motor ou uma colisão-111 causou ferimentos relacionados com a água, e incidentes a bordo de embarcações, tais como; escorregar no convés, resultaram em 268 feridos.
■ Segundo a Cruz Vermelha canadense, o número total de mortes por afogamento no Canadá estima-se que seja em média 500 por ano.
■ A maior parte dos casos envolvem afogamento por transporte e esporte náutico - Incidentes envolvendo transporte e esporte náutico, por exemplo; barcos, jet skis, ou canoas, são responsáveis por maior parte dos casos registrados de afogamentos foram atendidas nos serviços de urgência de Ontário em 2003-2003, um quarto desse indivíduos tinham 19 anos ou menos. Aproximadamente 70% das mortes relacionadas com incidentes de transporte e esporte náutico são devido a afogamento. "Esses incidentes geralmente envolvem pessoas que não esperam cair na água e não estão usando qualquer tipo de colete salva-vidas, nem foram adequadamente protegidos contra água fria", explica Margaret Keresteci. "Quando você está circulando na água é essencial esteja preparado para qualquer imprevisto."
■ "É possível reduzir o número de lesões registradas com água, incluindo afogamento e quase afogamento”, diz Barbara Underhill, co-fundador do The Stephanie Gaetz KEEPSAFE Fundação. Ela criou uma programa de sobrevivência de natação com Lifesaving Society do Canadá. "Como as crianças avançam além da etapa de bebê, aprender a nadar é uma habilidade necessária na vida. Nós ensinamos os nossos filhos o uso com segurança de bicicleta e segurança de trânsito, mas também precisamos ensiná-los natação como necessário para sobrevivência ".

Fontes: Real Estate News and Advice - October 22, 2008, Infant Swimming Resource West Palm Beach e Safe Kids

Comentário
Como se diz a Safe Kids do Canadá; "As famílias preparam para as férias de verão tais como; lago, viagens, piscinas em casa e de amigo s, é necessário salientar a importância de permanecer vigilantes, quando as crianças pequenas estão próximas de águas rasas".

O que mais acontece nos clubes e praias; “ De todas as crianças com idade pré escolar que se afogam, 70 por cento estão com cuidados de um ou ambos os pais no momento do afogamento e 75 por cento perderam de vista durante cinco minutos ou menos”. Orange County, Califórnia, Fire Authority.

■ Em Julho de 2007, em Goiânia, um menino de dois anos sofreu parada cardiorrespiratória e morreu depois de afogar-se na piscina da casa onde morava no Jardim Brasil. De acordo com informações prévias do Corpo de Bombeiros, Lucas Gabriel Maia de Sousa, estava sozinho em casa e chegou a ser levado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) onde não resistiu e faleceu.
■ Na tarde do dia 20 de dezembro de 2005, Gabriela Brancher, de cinco anos, se afogou em uma piscina de uma residência no Bairro Jurerê, em Florianópolis. A menina estava brincando na casa de uma coleguinha, quando o acidente ocorreu. Ela chegou a ser levada para o Hospital Infantil Joana de Gusmão, mas morreu cinco horas depois, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O vídeo retrata muito bem uma situação de acidente, quando o pai sai da casa, encosta a porta e criança sai e se aproxima da piscina e perde o equilíbrio. A criança foi treinada para flutuar em caso de queda na água.

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quarta-feira, novembro 05, 2008

Equipes de Emergência

A Equipe de Emergência (EE), composta de funcionários treinados para realizar tarefas específicas antes, durante e depois de uma emergência, pode minimizar perdas potenciais de patrimônio em sua empresa.
Nunca é demais enfatizar a importância de uma resposta rápida e bem treinada. As estatísticas da "Factory Mutual Insurance Company", mostram que as perdas médias por incêndio podem reduzir mais de 70 por cento com a atuação de uma EE efetiva.

Com uma Equipe de Emergência eficiente, a sua empresa pode:
■ diminuir a gravidade de perdas de patrimônio
■ evitar interrupções onerosas nos negócios
■ ajudar a manter a participação no mercado e conservar funcionários experientes
■ evitar o risco de ter de se submeter as novas normas de construção que, em alguns casos, podem tornar os custos de reconstrução proibitivos ou exagerados.
■ elevar o moral do funcionário, delegando maior responsabilidade e autoridade no controle de perdas.

O Desafio
Emergências são eventos inesperados, potencialmente destruidores.
Incluem;
■ incêndios, exp1osões, acidentes nucleares e com materiais perigosos e,
■ desastres naturais, como; vendaval, inundações e ciclones.

Uma EE eficiente e treinada, composta de ele­mentos mais familiarizados com a empresa e suas operações, pode responder rapidamente a uma emergência e ajudá-la a recuperar-se com um mínimo de danos e prejuízos.

Como iniciar um programa
Uma EE é formada por funcionários que são treinados para cumprir as seguintes funções:
■ Chefe
■ Responsável pelo Alarme
■ Operador de Válvula de Controle de Sprinklers
■ Operador de Bomba de Incêndio
■ Brigada do Incêndio
■ Operador de Linha
■ Eletricista
■ Equipe do Salvamento (Recuperação)

Para assegurar que a EE seja orientada para as condições globais específicas, a FM Global definiu níveis de capacitação baixos, modera­dos e altos para cada uma dessas funções e para o treinamento da EE e o planejamento do Corpo de Bombeiros e da EE.
O nível de conhecimento/habilidade para cada função é determinado pelo responsável da empresa e pelas suas necessidades. Um especialista de prevenção de perdas pode ajudar na adaptação dessas funções para a formação de uma EE que possa proteger a empresa de forma efetiva.

Definições dos Níveis de Capacitação da EE

Chefe
Baixo - Conhece o layout do prédio; as rotas de acesso para o Corpo de Bombeiros; técnicas de combate a incêndios incipientes; uso e manutenção de dispositivos de proteção de incêndio. Pode arcar com outras responsabilidades da EE. Tem acesso à alta gerencia.

Adapte essas funções para formar uma EE, que possa proteger as instalações de sua empresa de forma efetiva.

Moderado - Todas as habilidades acima. É familiarizado com métodos de recuperação, processos e riscos inerentes. Pode treinar outros membros da EE. Garante o preenchimento de todas as posições-chave do EE (se necessário, substitui outros).
Alto - Todas as habilidades baixas e moderadas. Tem conhecimento total de riscos específicos e processos; treinamento e experiência suficientes no combate a incêndios para dirigir o pessoal da EE e dar assistência ao Corpo de Bombeiros; conhecimento de atuação em desastres, de planejamento e treinamento e da filosofia correspondente de sistema de comando. Não substitui mais do que uma posição na EE.

Responsável pelo Alarme
Baixo - Comunica o incêndio ao Corpo de Bombeiros e fornece informações preliminares sobre a localização das chamas.
Moderado - Chama o Corpo de Bombeiros e comunica o tipo de incêndio, localização e processo envolvido. Tem conhecimento dos procedimentos de incêndio pré-estabelecidos com o Corpo de Bombeiros (veja o nível moderado de Planejamento do Corpo de Bombeiros/Equipe de Emergência).
Alto - Possui todas as habilidades baixas e moderadas e conhecimento dos procedimentos de incêndio pré-estabelecidos com o Corpo de Bombeiros (veja o nível alto de Planejamento do Corpo de Bombeiros/ Equipe de Emergência).

Operador de Válvula
Baixo - Sabe onde, quando e como os equipamentos de controle de incêndios devem ser manuseados para assegurar funcionamento em uma situação de incêndio.
Moderado - Conhece o projeto, layout e operação de equipamentos de proteção de incêndios. Conhece todos os locais/áreas controlados por válvulas individuais de controle de sprinklers.
Alto - Possui todas as habilidades baixas e moderadas e tem substituto permanente e treinado 24 horas por dia.

Operador de Bomba
Baixo - Pode verificar que a bomba de incêndio esteja funcionando e pode desligá‑la quando instruído pelo responsável.
Moderado - Possui as habilidades acima. Mantém e opera a bomba regularmente e está disponível durante um incêndio para assegurar operação adequada da bomba.
Alto - Todas as habilidades baixas e moderadas. Sabe como tomar as providências corretivas, como ajustar as gaxetas de vedação que estejam frouxas ou começando a "fumaçar". Tem substituto permanente e treinado 24 horas por dia.

Brigada de Incêndio

Baixo - Conhece a localização dos equipamentos de combate a incêndio e é treinada para usar extintores de incêndio para controlar incêndios incipientes.
Moderado - Possui as habilidades acima, mais treinamento adequado para usar mangueiras leves em incêndios incipientes. Conhece a localização e pode operar manualmente sistemas de dióxido de carbono (CO2), pó químico e outros sistemas extintores. Conhece os riscos de quaisquer mecanismos de paralisação do sistema.
Alto - Treinada adequadamente para desempenho avançado no combate interno e externo de incêndio. Há necessidade de roupas de proteção e pode haver necessidade de apare­lhos respiratórios. Há linhas gerais de análise de desempenho estabelecido para os membros da brigada de incêndio, definindo níveis básicos de capacitação, habilidade, conhecimento, níveis de segurança e limitações.

Operador de Linha
Baixo – Tem acesso a serviços externos para desligar o fornecimento de gás, água e vapor. Tem disponibilidade de 24 horas desses serviços.
Moderado - Capaz de controlar eficiente­mente os sistemas de gás, água e vapor durante as horas normais de expediente. Tem acesso a serviços externos para casos de emergência em períodos sem expediente ou para situações além da capacidade dos serviços internos.
Alto – Tem disponibilidade permanente de pessoal totalmente qualificado para dominar uma ocorrência catastrófica ou situação além do escopo do pessoal treinado em outros turnos.

Eletricista
Baixo - Acesso a serviços externos capazes de desligar o fornecimento de energia elétrica. Tem disponibilidade de 24 horas desses serviços.
Moderado - Capaz de controlar eficiente­mente os sistemas elétricos durante as horas normais de expediente. Tem acesso a serviços externos para casos de emergência em períodos sem expediente ou para situações além da capacidade dos serviços internos.
Alto – Tem disponibilidade permanente de pessoal totalmente qualificado para dominar uma ocorrência catastrófica ou situação além do escopo do pessoal treinado em outros turnos.

Equipe de Recuperação
Baixo - Pode avaliar a necessidade de operações de recuperação de materiais e equipamentos e têm planos de contingência e com serviços externos, em função do tipo da ocupação. Tem acesso a alta gerencia.
Moderado - Possui todas as habilidades acima. Pode conduzir operações de recuperação de materiais e equipamentos menores. Têm planos de contingência e um serviço externo contratado para áreas especiais. Conhece as prioridades de recuperação para a empresa, incluindo equipamentos de produção, estoques, provisões e produtos acabados.
Alto - Todas as habilidades baixas e moderadas. Pode conduzir operações de recuperação em conjunto com serviços externos. Tem um plano de contingência formalizado e equipamentos e materiais disponíveis, além de acesso a serviços de múltiplos fornecedores.

Treinamento da EE

Baixo – Reuniões trimestrais onde as posições-chave e responsabilidades da EE são atualizadas. Treinamento para novos membros.

Certifique-se de que a EE esteja treinada e capacitada para o seu tipo de ocupação e nível de risco.

Moderado – Reuniões trimestrais com exercícios de treinamento em sessões alternadas. Reuniões rápidas mensais com o encarregado, seu substituto e novos membros.
Alto- Reuniões trimestrais de treinamento com exercícios práticos em sessões alterna­das. Anualmente, realiza-se pelo menos uma sessão de oito horas de treinamento simula­do com fogo; uma sessão de treinamento com equipamento de respiração e um exercício da EE em conjunto com o Corpo de Bombeiros.
Deve-se revisar rapidamente os procedi­mentos e operações da EE mensalmente para assegurar que as atribuições e exigências de treinamento estejam em dia.

Planejamento do Corpo de Bombeiros/EE
Baixo - Visita anual do Corpo de Bombeiros ou o Corpo de Bombeiros tem um plano pré‑estabelecido de combate a incêndios para a empresa.
Moderado - Visita anual do Corpo de Bombeiros e reunião com a EE.
Alto - Visita anual do Corpo de Bombeiros que inclui visita completa às instalações e realização de exercícios de treinamento com a EE. O
Corpo de Bombeiros deve ter um mapa da instalação indicando as áreas que possuem sprinklers e as que não possuem (incluindo quaisquer deficiências dos sprinklers) e a localização de ocupações e processos perigosos.

Níveis básico e dirigido de controle
A fim de obter o melhor aproveitamento em termos de custo-benefício da proteção da empresa, a empresa poderá avaliar (se necessário com auxílio de um especialista em prevenção de perdas) o papel da Equipe de Emergência em sua estratégia global de gerenciamento de riscos.
Primeiro, a empresa terá de assegurar a formação de uma Equipe de Emergência eficaz. Dependendo, da natureza de suas operações e do nível das outras medidas de controle de perdas que a sua empresa possa ter como proteção por sprinklers automáticos, e do tipo de ocupação pode-se optar por trabalhar em um nível de controle mais dirigido e sofisticado. O nível dirigido assegurará um maior controle da extensão de eventuais incêndios.
A empresa encontrará seu nicho em algum lugar entre o nível básico, de proteção localizada, e o nível dirigido, que demanda mais envolvimento e co1aboração. Embora possa não ser necessário em todos os tipos de empresas, o nível dirigido certamente aumentará o controle e reduzirá o custo de perdas.

Descrição dos elementos-chave para Equipe de Emergência.

Equipe de Emergência
Elementos Básicos

De uma forma geral, em um bom programa de prevenção de perdas para Equipes de Emergência, deve identificar os riscos na instalação e discutir alternativas. Estabeleça formalmente um EE composta dos elementos-chave apropriados. Algumas empresas têm altos potenciais de perdas por incêndios inerentes a seus processos. Em conseqüência, deve-se examinar cuidadosamente os níveis de capacitação (se necessário com auxílio de um especialista em prevenção de perdas) da Equipe de Emergência; baixo, moderado ou alto, é mais apropriado para a empresa.

Elementos dirigidos
Alem dos elementos básicos, certifique-se de que a EE tenha treinamento e material adequado ao seu tipo de ocupação e aos níveis de risco existentes.

Para alcançar um nível dirigido, é necessário atingir um nível mais alto nas seguintes funções:
■ brigada de incêndio
■ equipe de recuperação
■ treinamento da EE
■ planejamento com Corpo de Bombeiros

Todos os níveis de capacitação para as outras funções permanecem iguais. Se o nível alto (ou nível moderado para a equipe de salvamento) já fizer parte de seu nível básico de controle, esses níveis de capacitação não precisam ser reavaliados para o nível dirigido.

Fonte: "Factory Mutual Insurance Company".

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posted by ACCA@4:54 PM

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