Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

domingo, junho 29, 2008

Governo dá tolerância zero ao álcool

O presidente da República sancionou em 19 de junho de 2008, o projeto de lei que prevê mais rigor contra o motorista que ingerir bebidas alcoólicas. O texto, aprovado pela Câmara no início de junho, passa a considerar crime conduzir veículos com qualquer teor de álcool no organismo. A multa para quem não cumprir a lei será considerada gravíssima e prevê a suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) por um ano, além de multa.
Atualmente, somente motoristas com seis decigramas de álcool por litro de sangue (o equivalente a dois chopes) são punidos. Com a mudança, motoristas flagrados com qualquer teor de álcool no sangue receberão punições.
No entanto, o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) ainda precisa definir uma pequena margem de tolerância, para não cometer injustiças com, por exemplo, condutores que apresentem uma pequena presença de álcool no sangue devido ao uso de alguma medicação.

Bebidas nas estradas
Até que essa margem esteja regulamentada, o índice tolerado nas vias brasileiras será de 0,2 grama por litro, o equivalente a um cálice de vinho para uma pessoa de 80 quilos.
A lei também prevê a proibição da venda de bebidas alcoólicas em zonas rurais das rodovias federais, mas mantém a liberação para a venda de bebidas alcoólicas nos perímetros urbanos das rodovias federais, mas prevê multa de R$ 1,5 mil (882 dólares) para os comerciantes que venderem nas áreas rurais das estradas. Em casos de reincidência, o valor da multa será dobrado.

Punição aumenta em caso de morte
O homicídio praticado por motorista poderá ser doloso (com intenção). Atualmente, a pena para homicídio culposo na direção é de dois a quatro anos de prisão, além de suspensão da licença ou proibição para dirigir. Se for sob o efeito do álcool, o agravante prevê a pena aumentada de um terço à metade.

Infração e multa
A lei assume tolerância zero com o álcool. A infração é gravíssima, com multa de R$ 955,00 (562 dólares) e suspensão do direito de dirigir por um ano.

Fonte: Diário Catarinense - 20 de junho de 2008

O vídeo mostra um motorista bêbado dirigindo numa estrada. Nota-se no vídeo que o motorista bêbado apresenta um padrão de comportamento que podemos considerar mundial, dirigindo em ziguezague, não tem noção de distância e profundidade, etc. O vídeo é extremamente interessante.




Comentário:
Estudos internacionais indicam que a possibilidade de uma pessoa alcoolizada sofrer ou provocar um acidente fatal é sete vezes maior do que outro indivíduo que não tenha consumido bebida alcoólica.
O médico Manoel Eugenio dos Santos Modelli, do Instituto de Medicina Legal de Brasília, e colaboradores da Universidade de Brasília, relatam na "Revista de Saúde Pública" pesquisa que discorre sobre a correlação álcool/vítimas fatais no trânsito de Brasília e redondezas.
No ano de 2005, das 442 mortes computadas;
■163 resultaram de atropelamentos, dos quais 26 mortos apresentavam alcoolemia elevada, entre 1,1g/l e 4,4g/l.
■nas capotagens dos veículos, também 26 vítimas fatais tinham níveis elevados de álcool no sangue, entre 0,7g/l e 3g/l, sendo que 84,6% desses mortos estavam dirigindo os veículos.
■ainda nas 195 mortes por batida, 50 pessoas estavam com nível etílico entre 0,7g/l e 3,9g/l.
A maioria das vítimas no Distrito Federal era de adultos jovens do sexo masculino, com idade entre 18 e 35 anos.

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sexta-feira, junho 27, 2008

O Cinto de Segurança

Sete de cada dez pessoas que chegam aos Hospitais Sarah e viajavam no banco traseiro sem cinto sofreram lesão medular no acidente em que foram vítimas

Dá para perceber que o revestimento macio do encosto do banco da frente não protege o passageiro sem cinto de segurança que viaja no banco traseiro.

Não há encosto de banco que suporte o impacto de 1 tonelada a 60 km/h...

O resultado é o seguinte: quem viaja no banco traseiro sem cinto de segurança corre grande risco de graves ferimentos e pode matar o ocupante do banco da frente, mesmo que ele esteja usando cinto de segurança.

O uso do cinto de segurança tornou-se um hábito de muitos motoristas e dos passageiros que viajam no banco da frente dos carros.

Mas você usa o cinto no banco traseiro?

É muito provável que não basta observar os veículos passando em qualquer rua do país para descobrir que praticamente ninguém usa o cinto de segurança no banco traseiro.

Esse cinto que ninguém usa ou nem sabe que existe pode fazer muita diferença na hora de um acidente.

Imagine um veículo batendo de frente contra uma parede de concreto.

Esse veículo vem se deslocando a uma velocidade de 60 km/h. Imagine também que o motorista ou o passageiro pese cerca de 60 kg.

No momento da batida, o carro pára quase instantaneamente; mas as pessoas dentro dele não. Por causada velocidade, o corpo da pessoa continuará a “viagem” pesando quase 1 tonelada.

1-A maioria das colisões entre veículos é frontal. Em um acidente como esse, todos os ocupantes serão necessariamente arremessados na mesma direção e à mesma velocidade que o carro vinha desenvolvendo. Quem está no banco traseiro sem cinto, portanto, será jogado para frente, a 60 km/h., contra o encosto do banco dianteiro.

2- E será jogado para cima também, contra o teto do carro, porque em uma colisão frontal a traseira do carro é impulsionada para cima, levantando rapidamente as rodas do chão. Dependendo de sua altura, o passageiro baterá a cabeça contra o teto.

3-O problema é que ao mesmo tempo em que o passageiro é jogado contra o teto, seu corpo continua se deslocando para frente, na direção do banco da frente.O teto segura a cabeça da pessoa, ocorrendo, então, o risco de uma flexão extrema do pescoço. Essa flexão pode provocar uma fratura da coluna cervical que, muitas vezes, é seguida do ferimento da medula espinhal - a lesão medular.

4-É claro que o movimento do passageiro do banco traseiro não termina aí... ele pode bem terminar fora do carro, depois de atravessar o parabrisa. Mas para isso, é claro, o passageiro do banco traseiro terá que, primeiro,”atropelar” o motorista ou o passageiro dos bancos da frente, impondo a eles enorme risco de vida.

Fonte: Rede SARAH de Hospitais de Aparelho Locomotor

O vídeo mostra o que acontece quando o passageiro do banco traseiro não usa o cinto de segurança. Os itens 1, 2,3,4 acima descrito é constatado no vídeo. O garoto parece uma gelatina flutuando no carro.




Comentário:
A lesão medular traumática ocorre quando um evento traumático, como o associado a acidentes automobilísticos ou motociclísticos, mergulho, agressão com arma de fogo ou queda resulta em lesão das estruturas medulares interrompendo a passagem de estímulos nervosos através da medula. A lesão pode ser completa ou incompleta. A lesão é completa quando não existe movimento voluntário abaixo do nível da lesão e é incompleta quando há algum movimento voluntário ou sensação abaixo do nível da lesão. (Fonte: Rede SARAH de Hospitais de Aparelho Locomotor).
Nota explicativa mais detalhada de lesão medular: Lesão Medular

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quinta-feira, junho 26, 2008

Trabalhador morre eletrocutado em obra de sinalização

Na véspera da inauguração do complexo viário Cassaqüera, sexta-feira, 20 de junho de 2008, um trabalhador morreu eletrocutado na estrutura metálica que fixa as placas de sinalização da obra na Avenida do Estado, na cidade de Santo André.

Encostou a cabeça no cabo elétrico
Adimilson Corrêa de Lima, 32 anos, trabalhava na fixação das placas quando encostou a cabeça no fio da rede elétrica. Com o choque de quase 8 mil volts, ele morreu na hora.
Na ocasião, Lima estava com o operário Wesley Miguel, 18, no alto da estrutura de nove metros. Ele disse que ambos utilizavam os equipamentos de segurança como botinas com bico de aço, luvas, cinto e roupa especial. "Foi uma fatalidade. Assim que ele encostou a cabeça começou a pegar fogo. Quando cheguei para ajudá-lo, já estava morto."

Empreiteira
Lima era funcionário da Empreiteira Nobre terceirizada pela Meng, contratada pela Prefeitura de Santo André. O proprietário da empresa, Adilson Miguel Nobre, disse que nos 20 anos que atua na área de sinalização viária nunca teve acidentes fatais com seus funcionários.

Fonte: Diário do Grande ABC - 21 de junho de 2008

Comentário:
No Brasil é comum em caso de acidente fatal ou não, culpar a fatalidade ou obra do destino, sem ao menos analisar o que houve de errado. O acidente ocorre porque houve falha no sistema de trabalho. Essa falha pode ser erro humano ou condições de ambiente inadequada (condições perigosas do ambiente de trabalho, incluindo equipamentos e materiais, ou métodos de trabalho estabelecidos) ou essas falhas atuando em conjunto.
No caso em questão a execução do trabalho foi feito na proximidade de uma rede elétrica ao ar livre, de uma concessionária de energia elétrica. A norma regulamentadora NR-10, ela está focada no ambiente de instalação elétrica, esquecendo de alertar que algumas atividades indiretas necessitam de treinamento. Não é somente o eletricista que necessita dessa formação e treinamento como a maioria dos profissionais de segurança está focada, mas sim os trabalhadores de forma direta ou indireta tenham contatos com eletricidade e necessitam de práticas de trabalho relacionados à segurança contra riscos elétricos.
Por exemplo, a OSHA, estabelece que "todos os trabalhadores que enfrentam risco de choque elétrico, queimaduras ou outras lesões relacionadas, não reduzido até um nível seguro pelos requisitos de segurança das instalações elétricas, devem ser treinados em práticas de trabalho relacionadas com segurança requerida”.

Por exemplo, um pintor que não é um trabalhador de eletricidade qualificado e, portanto, não precisa ser treinado para utilizar equipamento elétrico ou desenergizar um sistema elétrico, mas ele deveria conhecer as distâncias de segurança das linhas aéreas elétricas e o objetivo de um bloqueio/sinalização (lockout/tagout). Mesmo um pintor deve ser "qualificado" para lidar com qualquer risco elétrico que possa enfrentar no trabalho.

No caso da norma NR-10, podemos mencionar um dos tópicos, de procedimento de trabalho, que diz: “ Antes de iniciar trabalhos em equipe os seus membros, em conjunto com o responsável pela execução do serviço, devem realizar uma avaliação prévia, estudar e planejar as atividades e ações a serem desenvolvidas no local, de forma a atender os princípios técnicos básicos e as melhores técnicas de segurança aplicáveis ao serviço”. Para que uma empresa de sinalização atinja esse estágio de análise, ela deveria ter consciência que provavelmente poderia em encontrar em uma situação perigosa, na proximidade de uma rede aérea elétrica, em que o funcionário poderia sofrer um choque elétrico. No tópico inicial da norma regulamentadora – NR-10 “estabelece os requisitos e condições mínimas objetivando a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade”.

Esse tópico direciona para serviços de eletricidade, enquanto a OSHA enfatiza “que todos os trabalhadores que enfrentam um risco de choque elétrico, devem ser treinados em práticas de trabalho relacionadas com segurança requerida”. A visão da OSHA em relação à eletricidade é muito mais ampla, abrange todo universo de trabalhadores que diretamente ou indiretamente entram em contato com eletricidade.

Distâncias mínimas seguras que a OSHA recomenda, para evitar o choque elétrico ou eletrocussão:

No caso do acidente a tensão da linha era inferior 50 kv, e o trabalhador tinha encostado a cabeça na linha. Ele não tinha noção do risco.




Existem Boas Práticas de Segurança recomendadas pelas concessionárias, cuja empresa poderia ter conhecimento, tais como;
■ Contatar a Concessionária, a fim de se saber quais as características da linha e as distâncias a respeitar e, caso se justifique, se a linha poderá eventualmente ser colocada durante algum tempo fora de serviço para alguma fase particular da obra.
■ A utilização de equipamentos móveis na proximidade de linhas elétricas deve ser considerada como um trabalho perigoso que exige conhecimentos e formação do operador e de todos os trabalhadores envolvidos no trabalho.
■ Deve ser designada uma pessoa experiente no solo com a missão de vigiar atentamente os movimentos da máquina/equipamento e da carga para impedir que se aproximem perigosamente dos condutores elétricos em tensão, avisando o condutor de forma oportuna.

O acidente não foi uma fatalidade, mas sim um conjunto de falta de conhecimento de normas de segurança e boas práticas de segurança com finalidade de oferecer treinamento ao trabalhador e bem como procedimento de trabalho seguro.

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terça-feira, junho 24, 2008

A manutenção e a segurança industrial

Todos os acidentes podem ser evitados à exceção de 2%, que são provocados pelas forças na natureza, que vão desde o simples mosquito que nos atinge um olho ao raio que nos fulmina. É o risco genérico a que todos nós estamos sujeitos e sobre o qual não temos, geralmente, controle.

Muitas pessoas, no entanto, acreditam que o acidente seja sina da própria vítima ou o resultado inevitável de circunstâncias imutáveis ou incontroláveis. Tal crença não tem fundamento, pois o acidente está sujeito à Lei de Causa e Efeito.

Por outras palavras: os acidentes não ocorreriam sem causas. O processo de identificá-las, eliminá-las, isolá-las ou controlá-las é a pedra angular da Prevenção de Acidentes.

Fatores associados
Primeiro fator: Teoricamente, o acidente evitável tem origem nos antecedentes hereditários e no meio ambiente de primeira infância do homem (educação) .
Segundo fator: As características indesejáveis, herdadas e/ou adquiridas, manifestam-se através de falhas pessoais (vícios pessoais).
Terceiro fator: As características indesejáveis conduzem o homem a criar ou permitir condições inseguras ou praticar atos inseguros
Quarto fator: Que por sua vez, resultam diretamente nos acidentes, ou melhor, na ocorrência dos acidentes.
Quinto fator: Os acidentes por vezes resultam em lesões pessoais .

1° fator - hereditariedade e meio ambiente
Hereditariedade é o processo de transmissão de características físicas e mentais dos ascendentes aos descendentes.
As características mentais (avareza, egoísmo, ódio, medo, indiferença, preguiça, fobia etc.) encontram-se em estado latente no homem e só se desenvolvem em meio ambiente propício que pode fomentar, facilitar ou favorecer seu desenvolvimento e interferir na educação do homem, dando origem às falhas pessoais.

2° fator - falha pessoal
Entenda-se como falha pessoal a atitude imprópria ou atitude insegura e como atitude o potencial ou a predisposição para a ação.
Atitude insegura é a predisposição para reagir consciente ou inconscientemente, de modo negativo, aos preceitos de segurança.
Exemplos: Imprudência, negligência, desobediência, distração, insubordinação, incompreensão, irreflexão, intolerância, excitação, precipitação, impertinência, obstinação, irritabilidade, falta de consideração, temeridade, mentalmente desajustado em geral etc.
A falha pessoal conduz o homem a criar ou permitir condições inseguras e a praticar atos inseguros.

3° fator - condição insegura e/ou ato inseguro
A condição insegura é a circunstância perigosa que permite ou ocasiona o acidente. Nunca se refere as características físicas das pessoas ou suas ações, mas sim a condições perigosas do ambiente de trabalho, incluindo equipamentos e materiais, ou métodos de trabalho estabelecidos. A deformidade física de um trabalhador, em serviço que, por requisito de segurança, exija perfeitas condições físicas de seu executor, criará uma condição insegura.
Exemplos: Andaime desprotegido, material mal empilhado, ferramenta cega, abertura desprotegida, método ou processo errado, escada defeituosa, piso escorregadio etc.

O ato inseguro é a violação de um procedimento seguro geralmente aceito. Não é só a desobediência a instruções ou a violação da norma de segurança escrita, mas também das inúmeras não escritas, que a maioria conhece e observa por uma questão de autopreservação.

Exemplos: Esmerilhar sem os óculos de proteção, fumar num depósito de inflamáveis, limpar máquina em movimento, subir ou descer por locais impróprios, permanecer sob carga suspensa, expor-se ao risco de cair ou ser atingido, utilizar ferramenta defeituosa, fazer uso das mãos em vez de ferramentas, subir ou descer de veículo em movimento etc.

O ato inseguro também pode resultar em acidente, através de uma condição insegura. Neste caso, a relação de tempo e espaço é necessária. Um exemplo é o operário que se desfaz da proteção da serra circular (ato inseguro), permitindo que esta fique desprotegida (condição insegura), e nela se acidente. Nem todas as condições inseguras, porém, são criadas por atos inseguros, mas por outros fatores, cujo controle não depende, geralmente, do trabalhador.

A condição insegura e/ou ato inseguro resultam diretamente no acidente, ou melhor, na ocorrência do acidente. Segundo Heinrich, 10% das lesões são causadas por condições inseguras e 88% por atos inseguros e 50% dos acidentes são facilmente evitáveis.

Há ainda outros fatores que, impedindo o homem de observar preceitos de segurança, conduzem‑no a criar, ou permitir condições inseguras ou a praticar atos inseguros. Podemos apresentar esses fatores em três grupos:

a) Falta de conhecimento ou habilidade
Exemplos: Informação deficiente, ausência de informação, mau entendimento, indecisão, falta de convencimento quanto à necessidade, inexperiência, treinamento deficiente, ausência de treinamento, supervisão deficiente etc.
b) Fisicamente desajustado
Exemplos: Ouvido, vista, idade, sexo, altura, doença, alergia, reação lenta, invalidez, embriaguez etc.
c) Ambiente impróprio
Falta de espaço, iluminação insuficiente ou inadequada, falta de ventilação, arrumação e limpeza dos locais de trabalho, falta de materiais, falta de ferramentas, falta de equipamento de proteção individual, falta de atualização de métodos e processos, desorganização, rotinas, burocracias etc.


4° fator - acidente (ocorrência)
É o evento não planejado e incontrolável, no qual a ação ou reação de objeto, substância, radiação ou pessoa, resulte ou poderia resultar, em lesão. É o exato momento da eclosão do acidente. O acidente, por vezes, resulta em lesão pessoal.
Exemplos: Queda, pancada, golpe, colisão, queimadura, choque, desmoronamento, atropelamento, imprensadura, queda de objeto, incêndio, explosão, choque elétrico etc.

5° fator - lesão pessoal
É o resultado de um acidente ou resultado de exposições a elementos patogênicos do ambiente de trabalho ou por circunstâncias em que este se realiza (chamadas doenças do trabalho).
Exemplos: Escoriações, contusões, fraturas, queimaduras, distensões musculares, fibrilação, asfixia etc.
O acidente, isto é, a eclosão do acidente é simplesmente um fator na seqüência que quando chega a ser atingido se torna incontrolável e imprevisível. Por conseguinte, a prevenção não deve basear-se em tal fator, ou seja, o programa de segurança, tem que ser integral, particularmente atuando nos quatro primeiros fatores, para reduzir a freqüência de acidentes.
Contudo, o 5° fator, em certas tarefas, pode ser evitado ou atenuado. Por exemplo, uma rede debaixo de andaime não evita que o operário que nele trabalha sofra a queda, mas evita que caia no solo. Ainda assim, o 5o fator poderia ocorrer, pois o operário, ao cair na rede, poderia sofrer, por exemplo, entorse do pé. A segurança ideal é que se evite a queda.

Descrição de tarefas
Para a elaboração da programação de manutenção é recomendado a implementação das Recomendações de Segurança que devem ser impressas em destaque nas Ordens de Serviço de Atividades Programadas.
Essas recomendações de segurança podem estar integradas na instrução de manutenção ou compor arquivo independente definidas por natureza do equipamento conforme relação a seguir:

Central de gases
1) Manter os cilindros presos por corrente.
2) Transportar os cilindros com tampa.
3) Utilizar ferramentas antifaiscante p/trabalhos na área de gases.
4) Ao substituir um cilindro, verificar possíveis vazamentos com sabão.
5) Manter conexões, mangueiras e manômetros livres de óleo e graxa.
6) Usar equipamento de proteção individual adequado.
7) Usar equipamento adequado para levantamento e transporte de carga.

Equipamento hidráulico
1) Desligar alimentação elétrica, caso haja, e colocar cartão de aviso.
2) Fechar, caso haja, a válvula geral de alimentação.
3) Drenar equipamento seguindo instruções do fabricante.
4) Usar equipamento de proteção individual adequado
5) Utilizar ferramentas adequadas para realização do trabalho.
6) Utilizar equipamento adequado para levantamento de cargas.

Equipamento mecânico
1) Desligar alimentação elétrica, caso haja, e colocar cartão de aviso.
2) Travar as partes rotativas utilizando pino de trava ou alavanca.
3) Utilizar equipamento de proteção individual adequado.
4) Utilizar equipamento adequado para levantamento de cargas.
5) Utilizar ferramentas adequadas para realização do trabalho.
6) Ao termino dos trabalhos proceder a limpeza da área.

Equipamento elétrico de baixa tensão
1) Desligar a alimentação de força, controle e proteção, colocando cartão de aviso.
2) Verificar se o equipamento está desenergizado, aterrar se necessário.
3) Usar equipamento de proteção individual adequado.
4) Atenção: antes de se realizar teste de Megger assegurar-se de que não existam outras pessoas trabalhando no mesmo circuito

Equipamento elétrico de alta tensão
1) Desligar chave e/ou disjuntor de alimentação de força.
2) Colocar cartão de aviso ou cadeado.
3) Desligar e/ou retirar fusíveis do circuito de controle/proteção.
4) Verificar, com instrumento adequado, se o barramento está desenergizado.
5) Aterrar, conectando primeiro o cabo de aterramento à terra.
6) Usar equipamento de proteção individual adequado.

Equipamento pneumático
1) Desligar chave de alimentação do motor, colocar cartão de aviso e/ou fechar
válvula geral de alimentação, colocar cartão aviso.
2) Fechar válvula geral de saída.
3) Despressurizar rede e colocar cartão de aviso na válvula de dreno.
4) Usar equipamento de proteção individual adequado
5) Usar ferramentas adequadas para realização do trabalho.

Instrumentação
1) Desligar alimentação elétrica, caso haja, e colocar cartão de aviso.
2) Fechar válvula geral de ar, caso haja, e colocar cartão de aviso.
3) Utilizar equipamento de proteção individual adequado.
4) Utilizar ferramentas adequadas para realização do trabalho.
5) Ao termino dos trabalhos proceder a limpeza da área.

Não basta entretanto que exista um bom sistema de recomendações de segurança e de instruções para execução dos serviços. Também não é suficiente a existência de normas e padrões para execução de serviços não-programados. é necessário uma ação permanente de Inspeção de Segurança para descobrir condições e, tanto quanto possível, práticas e procedimentos inseguros que, se não forem corrigidos, poderão causar acidentes.

Análise de prevenção de tarefas
Sabemos que, de um modo geral, sempre que ocorre um acidente, se perde tempo, nem que seja simplesmente para restabelecer uma operação interrompida pela ocorrência.
Treinamento, instruções e supervisão adequados evitam certamente a criação de condições inseguras no trabalho. Contudo, por melhores que sejam tais atividades, os acidentes ainda assim ocorrem e só a inspeção sistemática de segurança pode garantir a descoberta das causas antes da ocorrência dos acidentes.

A descoberta de condições perigosas, nos locais de trabalho, por meio de inspeções sistemáticas de segurança e sua imediata correção, constituem um dos melhores métodos para demonstrar aos empregados o interesse e sinceridade da empresa na prevenção de acidentes. Se, porém as providências para a correção das condições perigosas, não forem tomadas o empregado deixará de acreditar no programa de prevenção de acidentes da empresa.

As inspeções de segurança ajudam a "vender" o programa de segurança. Sempre que o inspetor ou membro da CIPA passa numa área de trabalho realizando suas inspeções, o interesse e sinceridade da empresa estão sendo promovidos. Quando regulares, as inspeções encorajam os trabalhadores a inspecionar também, os seus próprios locais de trabalho e muitas vezes eles apontam condições perigosas que poderiam passar despercebidas ao inspetor.

As inspeções permitem o contato dos inspetores com o trabalhador e a obtenção de sua cooperação na redução da freqüência de acidentes. E quando suas sugestões são aceitas, ele se sente satisfeito por ter dado a sua contribuição pessoal à causa da prevenção de acidentes.

As inspeções de segurança não devem limitar-se às condições inseguras, mas também devem estender-se à descoberta de práticas inseguras.

O único propósito das inspeções de segurança deverá ser o de descobrir condições e práticas perigosas que, uma vez corrigidas, tornarão os locais de trabalho mais seguros e higiênicos, onde as operações possam ser conduzidas economicamente, eficientemente e com segurança.

Antes da realização de qualquer inspeção é aconselhável analisar as causas dos acidentes ocorridos no passado, para que se dê a atenção especial àquelas condições que causam acidentes com maior freqüência e aos locais onde ocorrem.

Fonte: Mantenimiento Mundial - Lourival Tavares

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domingo, junho 22, 2008

Primeira mulher com transplante de antebraços do mundo


A colombiana Alva Lucía Cardona, a primeira mulher transplantada de antebraços e mãos do mundo, afirmou que se sente "totalmente realizada" com suas novas extremidades, com que pode ter uma vida completamente "independente", tem sensibilidade "ótima" em seus dedos e as considera suas "filhas".

Esta colombiana de 47 anos, que foi operada no Hospital La Fe de Valencia, na madrugada de 1 de dezembro de 2006, recebeu alta do processo cirúrgico e de reabilitação, 19 meses depois da intervenção. "O processo foi muito duro mas tem sua recompensa".

"Levei a reabilitação com muita paciência e muita luta, igual a medicação, que preciso tomar com periodicidade rigorosa, da qual dependo, para que as minhas não caiam", explicou Alva Lucía, acompanhada pelo cirurgião que realizou a operação, Pedro Cavadas. O resto do processo consistirá agora, simplesmente, em "o uso diário das mãos", destacou o cirurgião, que lembra que Alva Lucía era a paciente que mais tempo tinha estado amputada, 29 anos.

Ela perdeu as mãos e antebraços em um acidente com pólvora há três décadas, mora Espanha há mais de dez anos.

Depois de recuperar os membros "não há nada especial que me tenha alegrado tanto, deu‑me muita satisfação", afirma Alva. A paciente já sente "sensibilidade ótima" nos dedos, entre 90% a 95% e pode costurar um botão até pegar uma tesoura". É capaz de lavar-se, pentear-se, pintar-se as unhas e ter uma vida totalmente autônoma.

"Minha família sempre me pergunta como vão as meninas, porque em realidade para mim são minhas meninas, são minhas filhas, são tanto filhas minhas como filhas da Fundação Cavadas", assegurou Alva Lucía.

Recuperação depois do transplante
Depois da recuperação, ela planeja procurar emprego: "Sinto-me capacitada para qualquer coisa, sinto que não tenho limite", ela disse.

Sangue, suor e lágrimas
Pedro Cavadas disse que a recuperação de Alva Lucía "vai muito bem" apesar de que era um "caso complicado" devido ao tempo amputado, 29 anos. "A reabilitação custou‑lhe sangue, suor e lágrimas", disse que o resultado "vale a pena”. Ter uma vida autônoma, está bem adaptada à medicação, sem praticamente nenhum problema e há coisas que nenhuma prótese seria capaz de fazer"."

O resultado dos transplantes de mãos vai melhorando cada vez mais", disse o cirurgião, que explicou que no caso de Alva a dosagem de medicação de corticóides foi reduzida "muito abaixo de qualquer transplante".

"Retirar a medicação é impossível, mas sim pode‑se reduzir até um mínimo que permita-lhe ter as mãos sem crises de rejeição", afirmou o especialista em cirurgia reconstrutiva, que destacou o "gesto de generosidade extrema" dos doadores dos dois antebraços.

O segundo paciente realizou-se intervenção similar, há sete meses, está agora no processo de reabilitação e atualmente há um terceiro paciente para transplante, intervenção que poderia realizar-se no verão.

Este terceiro paciente, que têm os braços amputados à altura dos úmeros, é um caso no que não há antecedentes no mundo e o grau de incapacidade que tem "é tão grande, o que poderia conseguir com um transplante é melhor do que com uma prótese".

Também confia em que ao longo deste ano possa realizar‑se o transplante de rosto, ainda que afirmou que é "difícil de predizer" quando operará já que se encontra nas "últimas fases de burocracia" e não se sabe quando terá um doador.

A equipe médica da Fundação Cavadas realiza cerca de 1.400 cirurgias por ano, com técnicas de micro cirurgia que beneficiam pacientes considerados inoperáveis ou que tenham ficado com seqüelas de difícil reparação.


Vídeo
Mulher submetida a transplante de mãos e antebraços tem altaA colombiana Alba Lucía Carmona foi a primeira mulher a se submeter a esse tipo de transplante. Ela recebeu alta do processo cirúrgico e de reabilitação 18 meses depois de ter sido operada na Espanha.


El Mundo – 19 de junho de 2008

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sábado, junho 21, 2008

Trabalhando perigosamente


Olhando a foto, o que podemos imaginar o que se passa na mente do trabalhador, numa situação potencialmente perigosa? Deve ser um novo tipo de trabalhador, utilizando o método de esporte radical, como um novo tipo de trabalho radical, com muita adrenalina.

Há casos, além da falta de equipamentos de proteção individual (EPI), condições inadequadas de trabalho, falta respeito ou valor à vida, pois ele deveria pensar; não posso, não devo entrar na zona de risco, mas no íntimo, o diabinho diz; entra, tem muita adrenalina. Isto lembra a história de um trabalhador que foi fazer um serviço no “Paraíso”. No “Paraíso” só entra com muito treinamento de segurança, equipamentos de segurança individual, muita consciência de segurança. O trabalhador achou muito burocrático esses procedimentos para fazer um simples serviço. Ele preferiu trabalhar no “Inferno”, onde tinha muito público para isso, muita desorganização, muita adrenalina, muita disputa para ultrapassar o limite de segurança, enfim, trabalho radical. Essa é a situação de alguns trabalhadores, que apreciam o trabalho radical, sempre trabalhando nas condições ótimas de um acidente, como se diz; nas condições em que o diabo gosta.
Interessante é que o trabalhador com a sua lógica humana, consciência, memória, etc. aprecia ultrapassar o seu limite de segurança ou não ativar a sua percepção de risco, enquanto isso, o animal quando vê em confronto com uma situação perigosamente desfavorável foge.

Esse é o cenário do filme brasileiro chamado “Trabalho”, os atores são quase os mesmos (governo, empresa, empregado, sindicato), o enredo é sempre atualizado (normas) e o resultado é sempre o mesmo, acidentes e fatalidades. O Brasil está sempre fazendo do filme “Trabalho”, um remake.

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quinta-feira, junho 19, 2008

Içamento inadequado de equipamento


O vídeo mostra a operação de içamento de um rolo compactador e suas conseqüências. O peso do rolo compactador está na faixa de 20 a 30 toneladas. Utilizaram um guindaste montado sobre uma plataforma de um caminhão. Quando a operação de içamento do equipamento iniciou-se estava normal a movimentação e quando atingiu a altura do muro para transladar o equipamento para obra, o braço do guindaste suportou o peso, mas a base de apoio do guindaste (plataforma do caminhão) não suportou esse sobrepeso ergueu e o guindaste perdeu o equilíbrio e carga caiu.
O que houve errado no içamento?
■ O tipo de configuração do guindaste utilizado sem as patolas que são usadas para nivelar e estabilizar o guindaste estende-se horizontalmente e verticalmente possibilitando a movimentação de materiais pelo guindaste.
■ A carga era muito pesada para esse tipo de guindaste montado sobre plataforma de caminhão
■ Guindaste inadequado para esse tipo de operação

Conseqüências da queda do equipamento
Dano material em carro estacionado no local.

Lembrança da Física
Um guindaste é semelhante a uma alavanca. Na física, a alavanca é um objeto rígido que é usado com um ponto apropriado do fulcro para multiplicar a força mecânica que pode ser aplicada a um outro objeto. O princípio da alavanca permite que uma carga pesada unida à extremidade mais curta do eixo possa ser içada por uma força menor aplicada no sentido oposto (extremidade mais longa do eixo). A relação do peso da carga à força aplicada é igual à relação dos comprimentos do braço mais longo e do braço mais curto, e é chamada a vantagem mecânica.

Nos guindastes temos os braços ou lanças, alguns têm contrapeso e outros a própria base é o contrapeso, todos possuem a base de apoio de sustentação (fulcro).

Foto: 1 – braço móvel ou lança
2- ponto de apoio (força motriz)
3 – braço fixo (plataforma)

Nota-se é um sistema de alavanca com ponto de apoio articulado.


Video mostra toda operação de içamento e suas consequências




Comentário
Em movimentação de materiais ou equipamentos por içamentos os riscos estão presentes, aguardando apenas para sua materialização a escolha inadequado do equipamento ou sua operação. Para tanto é importante o planejamento da movimentação de materiais e o rigging plain é fundamental para o controle, a eficiência, a confiabilidade e a segurança destas importantes operações que normalmente apresentam grande potencial de risco.
Desta forma, as empresas que movimentam materiais por içamento, através de pontes rolantes, pórticos, guindastes e gruas, devem desenvolver um planejamento sistemático por operação de médio e alto risco, que contemple todos os elementos básicos envolvidos na operação;
■ O tipo de equipamento;
■ A operação;
■ O operador e o sinaleiro;
■ Os acessórios de amarração de cargas;
■ As técnicas de amarração;
■ As cargas;
■ O ambiente (arranjo físico/layout).
Portanto, para cada um destes elementos do planejamento operacional deve-se estabelecer um conjunto de normas e procedimentos que devem ser rigorosamente adotados, cumpridos e fiscalizados, antes, durante e após as operações, sempre priorizando a segurança.

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terça-feira, junho 17, 2008

Capacete de segurança de alta tecnologia

Todos os anos, muitos acidentes ocorrem na indústria da construção civil e os mais graves são as lesões ou traumas sofridas na cabeça.

O capacete proativo foi projetado para oferecer ao usuário maior segurança e ao mesmo tempo, estimular mais pessoas ao usá-lo no local de trabalho. Durante o desenvolvimento do capacete foi dado enfoque para o projeto e soluções práticas. Estudos foram feitos para garantir que o produto comunica uma identidade com o qual os trabalhadores em potenciais desejam identificar‑se.

A solução pode estar na forma de um capacete "inteligente" - um capacete de segurança construído com um material flexível, tão confortável quanto um boné de tecido, mas que endurece instantaneamente ao menor sinal de um impacto.

O capacete proativo é uma criação do designer industrial norueguês Tore Christian Bjørsvik Storholmen, vencedor do Prêmio de Talento Jovem do Conselho de Desenho Norueguês de 2008.

Capacete inteligente
O capacete proativo é feito a partir de materiais ativos, com muitas funções inteligentes e integradas. Um rádio, sistema de comunicação ou detector ou sensor de gás podem ser montados. Tecidos eletrônicos, e-textiles (tecidos com componentes eletrônicos embutidos) garantem carregamento fácil de baterias durante a noite “em um plug carregador". O som é transferido através de protetores auriculares que filtra as freqüências prejudiciais e permitindo conversações e sinais de aviso. A combinação da tecnologia Bluetooth e de e-textile permite uma resposta de chamadas telefônicas móveis (celulares e outros) sem retirar luvas, protetores auriculares ou o capacete. Os canais de ventilação do capacete garantem boa ventilação e uma temperatura agradável.

Resistente a impacto
Quando a camada externa do capacete detecta o impacto de um objeto qualquer, o material interno, macio em confortável em condições normais, transforma-se imediatamente em um material resistente e capaz de absorver o choque.

Aparência, conforto e segurança
"Em termos de aparência, os capacetes de segurança não mudaram muito nos últimos 30 anos. O formato do meu conceito foi inspirado nos bonés de beisebol, muito populares entre os trabalhadores da indústria da construção," explica Storholmen.
O "boné de segurança," ou capacete inteligente, como seu criador o chama, possui em seu interior um material que é leve e flexível em condições normais. Quando ele recebe um golpe, esse material "trava" instantaneamente, tornando-se firme e capaz de absorver o choque.

Foto: modelo atual, básico de capacete de segurança

Os testes mostraram que, além de muito mais confortável, o novo capacete de segurança é mais seguro do que os modelos tradicionais.

Protetores auriculares
Os protetores auriculares incorporados ao capacete também têm sua tecnologia embutida. Eles são feitos com tecidos capazes de conduzir eletricidade (tecidos eletrônicos).
"Isto significa que sistemas de comunicação podem ser incorporados no capacete sem a necessidade de cabos que podem se prender em outras coisas," diz o Storholmen. Trabalhadores geralmente utilizam sistemas de rádio e podem também portar sistemas de segurança, como detectores de gases usados por trabalhadores em minas.

Fonte: Norsk Designråd e Inovação Tecnológica – Junho/2008

Notas explicativas:
1-A tecnologia Bluetooth é uma especificação industrial para áreas de redes pessoais sem fio (Wireless personal area networks - PANs).
Ela funciona com ondas de rádio de baixa freqüência e curto alcance, que trabalham na faixa entre 2.402 GHz e 2.480 GHz. Esta faixa é conhecida como ISM (Industrial, Scientific e Medical) e seu uso é livre de acordo com as normas internacionais de uso industrial.
Um ponto muito importante do Bluetooth é que as conexões são automáticas, ou seja, basta que dois aparelhos que tenham a tecnologia incorporada estejam no mesmo raio de ação, para que os transmissores e receptores do Bluetooth comecem a trocar informações para saber se entre eles pode começar uma conexão e que tipo de dados eles podem transferir entre eles. Isso sem a interferência humana ou com uma mínima intervenção.

2-Tecidos eletrônicos ou e-textile (electronic textile)
São tecidos eletrônicos com componentes eletrônicos embutidos que dão uma utilidade extra à roupa. Um e-textile pode ser usado em situações cotidianas e tem uma variedade de funções. Por exemplo, a roupa é capaz até de avaliar as condições físicas do usuário e ativar um alarme em caso de emergência.

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domingo, junho 15, 2008

Vazamento de gás em albergue espanhol

Acidente é o maior caso de morte por asfixia em 15 anos na Espanha

Em 5 de fevereiro de 2005, um grupo de cerca de 50 pessoas entre 20 e 50 anos, passava o fim de semana no albergue de San Cristófol para comemorar o aniversário de um deles.
O albergue de San Cristófol, pertencente ao governo do município, fica no meio das montanhas da vila de Todolella, de pouco menos de 140 habitantes, a cerca de 300 km de Madri, no leste do país, próximo de Valência.
Depois do jantar, o baile e a festa, 20 pessoas decidiram pernoitar no albergue. Ao que parece, como não tinha calefação no edifício, quase todos compartilharam um salão grande com camas e instalaram uma estufa de gás (GLP) para aquecer o local. Apenas duas pessoas dormiram em outro local, distante do salão.

Domingo a tragédia
Os corpos das 18 pessoas foram encontrados por um funcionário do próprio albergue, que entrou no quarto para pedir as chaves.

Sobreviventes
Os dois únicos sobreviventes, o anfitrião da festa, Bartolomé Meseguer, e sua mulher, dormiram em outro quarto mais afastado da área em que se produziu o gás.

Causa
A região de Todolella é muito fria nessa época do ano e o aquecimento estava sendo usado. Acredita-se que algum dos antigos aparelhos tivesse um vazamento de gás butano ou produzisse monóxido de carbono, que é altamente tóxico.

Albergue
Com capacidade para 52 pessoas, o albergue é uma edificação do século 15, antigamente era uma pequena igreja, e fica no alto de uma montanha.A região é freqüentada por praticantes do turismo rural.

Testemunha
Segundo declarou Javier Gallart, passava uns dias de descanso numa casa anexa ao albergue de San Cristóbal, e o escapamento de gás pode ter ocorrido durante a manhã de domingo, já que ele mesmo esteve com várias das pessoas às 8.00 horas e não notou nada estranho. "Quando me levantei às oito horas da manhã, ainda estavam em festa. Estive com eles uns vinte minutos. Pouco depois, alguns foram embora em seus carros e outros foram dormir no albergue", disse a testemunha.

Inquérito
Os corpos dos onze homens e sete mulheres estavam no Instituto Anatômico Forense de Castellón, onde fizeram autópsias. O juiz de Primeira Instância e Instrução de Vinaroz autorizou a saída dos corpos do local.

Morte doce
O especialista forense espanhol José Antonio García Andrade explicou que o falecimento por inalação de monóxido de carbono é conhecido como a "morte doce", produz-se sem que os afetados "se dêem conta do perigo" ao cair em "estado de estupor". "Se trata de uma morte muito doce que não dá sensação de aperto nem de asfixia", relatou o especialista, e acrescentou que na maioria dos casos as vítimas não percebem do que está acontecendo e ocorrendo a inalação, provoca paralisia nas pernas "que impede a saída do local para procurar ajuda". A "morte doce" pode ocorrer enquanto as pessoas dormem e, portanto, morrem sem acordar.
García Andrade alertou sobre os perigos dos vazamentos em espaços fechados e sem ventilação e, muito especialmente, nos banheiros. Neste sentido explicou que se há uma instalação de calefação à gás no banheiro, a chama que produz a combustão pode apagar-se devido ao vapor d'água, mas o gás segue saindo.

Histórico
Trata-se do mais grave acidente desse tipo ocorrido na Espanha nos últimos 15 anos. No dia 7 de janeiro foram encontrados mortos três membros de uma mesma família de Madri. A causa das mortes foi à inalação de monóxido de carbono.

Fonte: El Mundo - Lunes, 7 de febrero de 2005
Comentário:
Monóxido de Carbono - CO
Sinônimos: Óxido de carbono, Óxido carbônico, Gás de chaminé.
Aspecto:
Gás incolor, inodoro, sem sabor, não irritante, mais leve que o ar.

Principais fontes de produção:
O gás resulta da combustão incompleta de matéria orgânica e combustíveis orgânicos.
Na natureza, o gás é produzido pela oxidação de vegetais, oxidação do metano na atmosfera, incêndios, queimadas, etc. Também é produzido por microrganismos nos oceanos. A concentração média de CO, na atmosfera, é de 0,1 ppm, sendo que 90 % do CO atmosférico é produzido pela própria natureza e 10 % pela atividade do homem.
O monóxido de carbono, resultante da atividade do homem, provem de fornos, motores à explosão (gasolina, diesel, etc.), refinarias de petróleo, "flares" (queima de gases naturais), etc.

Exposição a seres humanos
É um gás incolor e inodoro que resulta da queima incompleta de combustíveis. Os efeitos da exposição de seres humanos ao monóxido de carbono estão associados à capacidade de transporte de oxigênio no sangue. O monóxido de carbono compete com o oxigênio na combinação com a hemoglobina no sangue, uma vez que sua afinidade com este gás poluente é 210 vezes maior do que com o oxigênio. Quando uma molécula de hemoglobina recebe uma molécula de monóxido de carbono forma-se a carboxihemoglobina, que diminui a capacidade do sangue de transportar oxigênio.

A periculosidade do CO resulta da estabilidade do complexo, CO + hemoglobina (carboxihemoglobina), de modo que o mecanismo de troca fica prejudicado: a hemoglobina não se consegue livrar do CO, não pode trocá-lo por O2 e, conseqüentemente, oxigenar o organismo. É por isso que o CO é um asfixiante sistêmico.

Se 20% a 30% da hemoglobina ficarem saturados com CO, aparecem os sintomas e sinais de hipóxia (falta de oxigenação do organismo); acima de 60% de saturação, ocorrem perda da consciência e morte.

A hipóxia é um fenômeno biológico complexo e suas manifestações clínicas são complicadas. Todos os órgãos necessitam de O2, no entanto alguns em maior quantidade do que outros. Assim, o sistema nervoso central é o maior consumidor desse gás e é muito sensível à sua falta. Portanto, confusão mental, inconsciência e parada das funções cerebrais caracterizam as intoxicações graves pelo CO.

A tabela mostra os efeitos da intoxicação aguda:




Fonte: American Petroleum Institute, Prof. Dr. György Miklós Böhm - Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, Departamento de Patologia

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sexta-feira, junho 13, 2008

Mão biônica

A mão biônica mais moderna do mundo entre os modelos disponíveis no mercado ganhou o principal prêmio de engenharia da Grã-Bretanha.

O i-LIMB é uma prótese com cinco dedos e já foi implantada em mais de 200 pessoas, incluindo soldados americanos que perderam a mão e o braço na guerra do Iraque.

O aparelho começou a ser criado em 1963 na Escócia como parte de um projeto para auxiliar crianças afetadas por talidomida. Ele só se tornou comercialmente disponível em julho do ano passado, quando passou a ser produzido pela empresa Touch Bionics.

Motor em cada dedo

“A mão biônica tem duas atrações únicas", disse Stuart Mead, diretor-geral da Touch Bionics.
■ A primeira é que colocamos um motor em cada um dos dedos, o que significa que cada dedo é mobilizado individualmente e pode se articular.
■ O segundo é que o polegar pode girar 90 graus da mesma forma que os nossos polegares fazem. A mão é a primeira prótese que imita tanto a forma quanto a função da mão humana."

A prótese não é tão moderna quanto outras que foram desenvolvidas pela agência espacial americana Nasa e pela empresa de equipamentos militares Darpa. Mas é a única que está disponível comercialmente no mercado.

Não há necessidade de cirurgia
Não é necessário cirurgia para implantar a mão. O movimento é criado por dois eletrodos que repousam sobre a pele. Eles pegam sinais de contrações de músculos do corpo.
Um computador dentro da prótese interpreta os sinais e aciona os mecanismos de movimento da mão.

Custo
Como tudo que envolve tecnologia, a I-Limb obviamente não é barata. Atualmente seu custo é de US$18.000 dólares para as clínicas privadas, contudo sempre se espera que pacientes de sistemas públicos de saúde também tenham acesso a esse tipo de tecnologia no futuro.



Fonte: BBC Brasil - 10 de junho de 2008

Comentário
No Brasil, o número de pessoas que necessitam de próteses chega a 18 milhões. Pelo menos 30% dos casos são de membros inferiores e superiores.

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quinta-feira, junho 12, 2008

Crianças em trabalho degradante no Rio Grande do Norte

No dia 12 de junho de 2008, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ressalta, que 1,4 milhão de crianças com idade entre 5 e 13 anos estavam trabalhando ao longo de 2006. A maioria, no setor agrícola.

Em 04 de junho de 2008, Auditores fiscais da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio Grande do Norte (SRTE//RN) registraram no sábado, 31 de maio, cerca de 25 crianças trabalhando em situação degradante nos municípios de Nova Cruz, João Câmara e São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte.

Denúncias
A fiscalização aconteceu após denúncias do Conselho Tutelar de Nova Cruz, que apontavam para exploração de trabalho infantil em matadouros e feiras livres nos municípios.

Trabalho degradante
A situação das crianças em todos os matadouros e na feira-livre era extremamente degradante, no entanto, no matadouro de Nova Cruz a situação era ainda pior;
■ No local havia mais crianças e adolescentes do que adultos trabalhando sobre resíduos de fezes e sangue dos bois abatidos.
■ Os meninos eram encarregados de lavar o sangue dos animais impregnados no chão com uma mangueira.
■ Com a mesma mangueira as crianças matavam a sede.

Em João Câmara, os fiscais encontraram duas crianças trabalhando no matadouro do município. Uma delas, filha do zelador do local.
"No matadouro de João Câmara, assistimos às mortes mais brutais dos bois. O animal era puxado por uma corda por um adolescente, que lhe cobria os olhos com um pano e outro marretava a cabeça do animal, errando várias vezes, fazendo o animal gritar de dor", diz trecho do relatório do Ministério do Trabalho.

No município de São Paulo do Potengi foram encontrados três adolescentes com idades entre 16 e 17 anos e um garoto de 11 anos trabalhando no matadouro localizado na periferia da cidade;
■ As condições de higiene e segurança do local eram precárias, não havia instalação sanitária
■ e as instalações elétricas estavam danificadas.

Crianças em contato com vísceras e sangues dos animais
De acordo com relatório do Ministério do Trabalho, a maioria das crianças e adolescentes trabalhava com os pais nos matadouros e não usava equipamentos de proteção ao atuar no corte de vísceras, na limpeza e no abate dos animais. Muitos desses jovens estavam descalços, em contato direto com o sangue bovino no chão. Relatou casos de crianças e adolescentes que disseram gostar de beber o sangue dos animais.

Fonte: Assessoria de Imprensa do MTE – Ministério do Trabalho e Emprego e Folha de São Paulo - São Paulo, 05 de junho de 2008

Comentário
Porque a educação contribui tão pouco para a luta contra a pobreza no Brasil? A visão de uma família pobre é imediatista devido às necessidades básicas, tais como; alimentação, aumento de renda, etc. Os filhos são considerados como mão de obra para atender suas necessidades básicas, pois o resultado da educação é paulatino, de longo prazo. A pobreza reflete diretamente no trabalho infantil. Pobreza e trabalho infantil formam um ciclo vicioso – a pobreza faz aumentar o trabalho infantil e este contribui para perpetuar a pobreza. É um circulo viciosa. Isso tudo passa por planejamento familiar (que é um tabu para os pobres, a classe média e rica podem fazer), pois a educação familiar no sentido de organização e estruturação inexiste esse valor na maioria das famílias mais pobres. A falta de estrutura familiar, mais que a pobreza, torna as crianças vulneráveis para exploração de trabalho, pois a família entende que a criança poderia ter uma oportunidade de emprego ou de uma vida melhor e, com isso, eles também estarão auferindo recursos. Essa a realidade.

A CEPAL (Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe) calculou que na América Latina são necessários pelo menos 12 anos de escolarização para conseguir escapar da pobreza. Parece claro, portanto, que a universalização do ensino básico já não é um objetivo suficiente. Esta necessidade de maior escolarização tem que ver com dois fatores: a própria competência de qualificações (mais pessoas com maior nível educativo que competem pelos postos de trabalho) e com a dinâmica do mercado de trabalho que polariza remunerações (salários) para os altamente qualificados e salários muito baixos para os não qualificados. Por conseguinte, ou se consegue muita educação, ou aquela de que se dispõe pode ser claramente insuficiente.

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terça-feira, junho 10, 2008

Prevenção de incêndios relacionados com housekeeping

A manutenção de uma fábrica sempre limpa e arrumada pode significar excelente oportunidade de redução de custo, tais como;
■reduzir perdas de patrimônio (incêndio)
■evitar interrupções onerosas na empresa (acidentes de trabalho, princípio de incêndio)
■auxilia a manter a participação no mercado (caso haja incêndio, a empresa poderá perder a participação no mercado devido à interrupção da produção).
■o aproveitamento eficiente do espaço torna fácil a identificação visual da ocorrência de qualquer anormalidade durante o processo
■limpeza e arrumação são produtividade quando os pisos da fábrica, os equipamentos são mantidos rigorosamente limpos, mesmo em áreas de difícil conservação de limpeza e tradicionalmente aceita como sujas.
■limpeza e arrumação são produtividade quando existe um programa regular de revisão e pintura de máquinas ou instalação fabris. Isto possibilita a identificação de vazamento de água, ar comprimido, óleo e vapor, gerando uma atitude participativa do pessoal de produção em relação a cuidados com manutenção do seu equipamento.

Como iniciar um programa permanente de limpeza e arrumação?
Os principais tópicos seriam;
1-Tenha só o necessário, na quantidade certa.
Cada pessoa deve saber diferenciar o útil do inútil. Só o que tem utilidade certa deve estr disponível. Eliminando-se o que não é útil, você pode concentrar apenas no que é útil.
Vantagens;
■ reduz a necessidade de espaço, estoque, gastos com sistema de armazenagem, transporte, reduzindo também o potencial de incêndio no local.
■ facilita o transporte interno, arranjo físico, o controle de produção, a execução do trabalho no tempo previsto.

Como praticar?
Quantifique e avalie o que está sendo descartado, respondendo;
■ O que deve ser jogado fora?
■ Aquela mercadoria quanto tempo está parado no local, apenas acumulando poeira e espaço?
■ O que pode ser útil por outro setor?
■ O que deve ser consertado?
■ O que pode ser vendido?

2-Coleta regular e sistemática de lixo
O programa deve ser compatível com a velocidade de produção de lixo (cavaco produzido por máquinas, resíduos industriais, etc).
Para cada tipo de atividade ou processo, a empresa deverá analisar que tipo de equipamento a ser adotado, tais como;
■ em caso de cavaco poderá ser varrido ou removido por uma pá ou ser coletado em recipiente e posteriormente retirado do local.
■ pó, vapor, deverá requerer equipamentos de coleta de pó ou de vapor.
■ resíduos industriais, deverá requerer equipamento de tratamento e coleta de resíduos industriais, que posteriormente deverá ser removido para áreas apropriadas (aterro industrial).

3-Varrer e limpar pisos e superfícies
Evite acúmulo de depósitos, como vazamento oleosos ou gordurosos de líquidos inflamáveis ou combustíveis, metais combustíveis, sujeira e poeira. A limpeza permanente do piso e superfície na fábrica gera no funcionário a conscientização que é possível conservar o seu posto de trabalho limpo e arrumado.

4-Arrumação e manuseio de material
■ Há alguma substância, produto, mercadoria, combustível ou inflamável onde não deveria estar ou obstruindo áreas de circulação ou colocando em risco operações ou prédios ou equipamentos?
■ Mantenha as áreas de circulação sem combustíveis ou outros tipos de produtos e com livre acesso.
■ Cuidado com a estocagem de produtos sob escada (área de circulação) que em caso de incêndio, poderá impedir a evacuação de pessoal.
■ É comum em áreas de estocagem, o acúmulo de outros materiais (inflamável, combustível, produtos químicos, etc) aumentando os riscos, que em caso de incêndio poderá provocar decomposição de substâncias tóxicas, dificultando o combate ao incêndio ou explosão.

Durante o pico de produção, a empresa utiliza-se qualquer espaço disponível para armazenagem, tais como;
■ áreas do posto de trabalho
■ mezanino
■ sob escadaria
■ aumentar a altura de armazenagem, ultrapassando as luminárias ou próximas a elas;
provocando os seguintes problemas;
■ falta de área de circulação com livre acesso
■ aumenta o potencial de incêndio na área, esquecendo que o sistema de incêndio foi projetado não levando em consideração esses problemas, além disso, não respeitando as normas de segurança.

Devemos lembrar que o incêndio pode ocorrer a qualquer momento, apenas coincidindo ou aglutinando os fatores propícios (concentração elevada de produtos e uma chama) e o processo de encadeamento do fogo inicia-se.

5-Manutenção regular de equipamentos
A limpeza permanente do equipamento possibilita a identificação de quaisquer vazamentos que poderá gerar um princípio de incêndio ou acidente pessoal.

6-Sistema formal de notificação e informação
Procedimentos formais de notificação e informação ajudam assegurar conformidade às exigências de prevenção de perdas relacionadas com limpeza e arrumação e a identificar as áreas que necessitam de melhorias. Os funcionários devem ter um canal de comunicação definido, pelo qual eles possam relatar problemas e riscos potenciais. Esse canal não deve simplesmente existir, mas os funcionários devem ter conhecimento dele e saber como usá-lo.

7-Política da empresa
Um programa de limpeza e arrumação para ser eficaz tem que se desenvolvido de forma permanente estabelecendo novas metas, à medida que as anteriores forem atingidas. Entretanto, o programa deverá contar com total apoio da diretoria, pois ele é à base da produtividade e qualidade. A essência desse programa é que a empresa desenvolve uma nova cultura, eliminando os desperdícios que oneram os custos da empresa.

Fontes: Factory Mutual Engineering Corporation e Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas)

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sábado, junho 07, 2008

Trabalhadores ficam pendurados em viaduto na Imigrantes

O acidente ocorreu por volta de 9h, no trecho de serra, no km 50 da Rodovia dos Imigrantes, no litoral paulista, no sentido de São Paulo, na manhã de quarta-feira, 4 de junho de 2008.
O problema foi causado depois que a proteção do andaime cedeu quando eles faziam à manutenção de um viaduto.









Conseqüência
Quatro trabalhadores ficaram pendurados em uma plataforma suspensa a 30 metros do chão.

Resgate e vítimas
Dois trabalhadores conseguiram descer por uma corda e os outros dois foram resgatados pelos bombeiros de Cubatão. Não houve feridos e todos os trabalhadores foram medicados e liberados pelos médicos.

Foto: viaduto da rodovia dos Imigrantes, semelhante ao viaduto onde ocorreu o incidente.
1 – andaime
2 – sentido do andaime que cedeu

O serviço era de manutenção no Viaduto 50, na pista norte da Imigrantes, sentido São Paulo sob a responsabilidade da concessionária Ecovias, que administra o sistema Imigrantes-Anchieta,

Fonte: G1, em São Paulo – 04 de junho de 2008




Check-list de prevenção de acidentes em altura
1-realizar inspeção no local do serviço antes do início da obra, a fim de se realizar levantamento dos riscos existentes.
2-realizar um micro-planejamento do serviço a ser executado.
3-inspecionar os dispositivos de proteção, verificando se estão em bom estado, se oferecem resistência aos esforços a que serão submetidos. Nunca improvisar dispositivo de proteção
4-preparar e montar todo equipamento necessário para prevenção de acidentes
5-verificar se todo pessoal envolvido está apto ao serviço.
6-isolar e sinalizar toda a área sob o serviço. a área a ser isolada deverá ser sempre maior que a projeção da sombra da área do serviço.
7-quando a execução de um serviço específíco e de pouca duração exige a retirada de um dispositivo de segurança, medidas suplementares de segurança devem ser tomadas. Todo dispositivo retirado deverá ser recolocado no fim da execução do serviço
8-os operários deverão possuir porta-ferramentas e/ou amarrar ao cinto ou punho as ferramentas de pequeno porte.
9-é proibida a realização de outro trabalho simultâneo ao trabalho em altura. Se necessária à execução deste serviço, o trabalho em altura deve ser paralisado.
10-sempre que houver instalações elétricas aéreas nas proximidades do serviço, é necessária a instalação de proteção (barreiras) que evite o contato acidental.
11-a execução de trabalhos acima e na mesma direção de ponta tubos e de ferros verticais desprotegidos deve ser evitada. Quando isso não for possível, tais pontas devem ser protegidas.
12-antes do inicio do serviço, o setor de segurança deverá ser comunicado, a fim de tomar todas as providências necessárias quanto à prevenção de acidentes, bem como, quando achar necessário, promover palestra à equipe que realizará o serviço, no sentido de orientá-la quanto às medidas de segurança.
13-o içamento de materiais pesados deverá ser feito somente com o uso de talhas amarradas na estrutura do prédio. Nunca no andaime ou tubulações.
14-inspecionar e verificar os equipamentos de içamento, como: peso máximo permitido, estado de conservação, bem como os cabos de aço e cordas.
15-o trabalho sobre máquinas em movimento deve ser evitado. Quando não for possível, tomar medidas complementares de segurança, prevenindo o risco de prensamento dos operários.
16-todo cuidado deve ser tomado para evitar a queda, sobre trabalhadores e maquinas ou equipamentos em níveis inferiores, de ferramentas e equipamentos tais como: martelo, furadeira, lixadeira, etc. (Alexandre Rogério Roque)

Comentário
Em entrevista no programa Fantástico de domingo, 09 de junho, um dos trabalhadores disse que um dos cabos do andaime rebentou e eles ficaram pendurados durante quase duas horas. Um dos trabalhadores lembrou que tinha um celular e fez a ligação para Emergência. Eles sentiram dormência nas pernas e dor de cabeça.. A demora do resgate pode provocar sufocação ou interrupção de circulação de sangue no organismo e como conseqüência parada cardíaca. Imaginem, se um dos trabalhadores não tivessem o celular para fazer a ligação de emergência, o incidente poderia ser mais grave. Por causa disso, as ordens de serviços de trabalho em altura, não podem simplesmente ser padronizadas, sem levar em consideração os detalhes de cada serviço, o local do serviço, o local é de fácil acesso, o serviço pode ser monitorado. Em locais isolados o serviço deveria ser acompanhado por um vigia. A função do vigia seria semelhante ao procedimento para espaço confinado.
Vigia deve desempenhar as seguintes funções:
a) permanecer fora do local de serviço, em contato permanente com os trabalhadores,
b) adotar os procedimentos de emergência, acionando a equipe de salvamento, pública ou privada, quando necessário;
c) ordenar o abandono do local sempre que reconhecer algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista.
Vigia não poderá realizar outras tarefas que possam comprometer o dever principal que é o de monitorar e proteger os trabalhadores autorizados;

Esse incidente mostra a importância do EPI quando ocorre um incidente. Vale salientar que o EPI (equipamento de proteção individual) foi concebido única e exclusivamente para ser adotado apenas em situações bem específicas e legalmente previsto, como o caso em que medidas de proteção coletiva são inviáveis, casos de emergência, ou enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implementadas.





No caso de viaduto ou pontes situadas em locais de acessos difíceis ou complexos, durante o projeto dessas superestruturas já deveriam ser previstos chumbadores ou suportes para fixação de andaimes especiais para manutenção e outros acessos especiais.
Existem equipamentos especiais, tais como; cesto articulado para inspeção, plataformas, etc. para inspeção e manutenção de pontes e viadutos.
As fotos são da Moog Builds Bridge Inspection.










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sexta-feira, junho 06, 2008

Teclados podem ser mais sujos do que tampas de privadas

Muitos teclados de computador podem reunir mais bactérias que os assentos sanitários, diz uma pesquisa feita pela revista "Computing Which?".
Os pesquisadores analisaram 33 teclados dos escritórios da própria revista e descobriram bactérias capazes de causar desde diarréia até intoxicações alimentares.

Dos 33 teclados analisados, quatro foram considerados potenciais riscos à saúde e um tinha cinco vezes mais germes do que o assento da privada do banheiro do escritório.

Durante os testes da revista realizados em Janeiro, um microbiologista disse que um dos teclados do escritório estava tão sujo que teve de ordenar a sua remoção para limpeza.
O teclado tinha 150 vezes mais bactéria do que o limite recomendado, ou seja, tinha 5 vezes germes do que o assento da privada do banheiro do escritório. O microbiologista deu ordens para que o teclado fosse retirado do local, mantido em quarentena e limpo.

Fonte de doenças
O microbiologista Peter Wilson, do University College London Hospital, disse que um teclado de computador é geralmente "um reflexo do que está no seu nariz e no seu intestino. Afirma que compartilhar um teclado no escritório pode causar a transmissão de doenças entre os empregados”.
"Se alguém tem um resfriado no escritório, ou mesmo uma gastrenterite, há muitas chances de que você vai pegar a doença por meio do teclado", disse o pesquisador.
Segundo a revista, uma das causas para teclados tão sujos é o fato de que usuários cada vez mais comem enquanto usam o computador.

Limpeza e higiene
Os pesquisadores culparam a falta de tempo dos funcionários para realizarem refeições fora do escritório pela sujeira dos teclados. Desta forma os funcionários permitem que pedaços de comida caiam entre as teclas e que as bactérias proliferem. Também maus hábitos, como não lavar as mãos depois de ir ao banheiro, também contribuem para o problema, de acordo com os pesquisadores.

A editora da revista, Sarah Kidner, aconselhou os usuários a limpar os teclados antes de começar a trabalhar. "É muito fácil limpar um teclado e isso pode fazer com o seu computador não se transforme num perigo para a saúde". Segundo ela, o pó e as migalhas devem ser sacudidos dos teclados e as teclas devem ser limpas com um pano suave e úmido. As teclas devem ser desinfetadas com um pano umedecido em álcool.

Limpeza do computador
Uma recente pesquisa entre 4 mil pessoas que trabalham em escritórios indicava que um em cada dez trabalhadores nunca limpava o teclado e que 20% também não limpava o mouse.

Em 2007, uma pesquisa realizada pela Universidade do Arizona concluiu que, em média, uma mesa de trabalho tem 400 vezes mais bactérias do que um assento de privada.

Eles também descobriram que as mesas das mulheres têm de três a quatro vezes mais germes do que a dos homens.

Fonte: BBC Brasil - 01 de maio, 2008

Comentário
“O Homem Moderno esqueceu-se de uma das mais antigas regras de higiene: lavar as mãos. Faça o teste. No escritório, na escola, no restaurante, na cantina, no banheiro e até em casa. Aqueles que se demoram a lavar as mãos quando é preciso, passam quase por maníacos” recomenda o Dr. Frédéric Saldmann, autor do livro “Os Novos Riscos Alimentares” e especialista em higiene alimentar.
Cerca de 80% dos consumidores comem o seu hambúrguer sem terem passado pelo banheiro ou lavabo.
Por mexerem em todo o lado, as nossas mãos acabam, com efeito, por juntar um sem número de micróbios pouco recomendáveis. No metrô, no emprego e até mesmo na cama, as fontes de contaminação não faltam.
Estudos feitos por especialistas em higiene permitiram ainda mostrar que;
■ 25% dos indivíduos tinham Escherichia coli nas mãos depois de terem estado no banheiro.
■ No Japão, a bactéria Escherichia coli 0 157 fez grande devastação. No outono de 1996, 10.000 vítimas desta grave infecção, causou 11 mortes.
Observação: A presença da Escherichia coli em água ou alimentos é indicativa de contaminação com fezes humanas (ou de animais).

Quando se deve lavar as mãos?
É recomendado que se lavem as mãos de modo sistemático após ter ido ao banheiro, antes de comer, após ter manuseado um objeto bacteriologicamente sujo (lixo, objeto sujo, etc.).

Como se devem lavar as mãos?
É indispensável lavar as mãos com sabão, pois a água não é suficiente para eliminar a flora bacteriana transitória presente nas mãos. Utilize de preferência um sabão líquido (com pH neutro ou ligeiramente ácido), a um sabonete.

Ato de lavar as mãos
Para ser eficaz, lavar as mãos com água e sabão deve durar um mínimo dez segundos. Tenha o cuidado de lavar bem os espaços entre os dedos e na base das unhas, dois locais que alojam particularmente os germes.

Enxugar as mãos
Mais vale enxugar as mãos com uma toalha de papel descartável do que com uma toalha de algodão que se transforma rapidamente num ninho de micróbios. Tenha o hábito de fechar a torneira com a toalha de papel que vai utilizar para limpar as mãos para evitar a recontaminação das mãos no contato com um objeto sujo.

Quem deve lavar as mãos?
Todas as pessoas evidentemente. Mas lavar as mãos é muito mais importante quando o estado de saúde é frágil. As pessoas de idade ou doentes devem por isso ser ainda mais vigiadas que as outras pessoas. O mesmo deve ser tido em conta com as crianças que, todo o dia, mexem com as mãos em tudo.

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quarta-feira, junho 04, 2008

Balão em chamas cai no pátio do Aeroporto de Guarulhos

Um balão caiu em chamas no pátio do Aeroporto Internacional de Guarulhos na madrugada de domingo, 11 de maio de 2008, ao lado da cauda de um avião que estava estacionado e tinha em seu tanque 4 mil litros de querosene.

Risco de explosão do avião
A queda poderia ter causado uma tragédia e matar centenas de pessoas se o avião estivesse sendo abastecido e estivesse com passageiros.
O balão veio da Serra da Cantareira, na zona norte, passou apagado sobre o prédio da administração do aeroporto e caiu bem no pátio, onde ocorrem 200 operações de abastecimento de aeronaves por dia e 550 pousos e decolagens.

Imagens registradas
As imagens foram registradas por um funcionário do aeroporto às 3 horas da madrugada. A câmera registrou as chamas do balão ao lado da aeronave e a seqüência de explosões de fogos de artifício que estavam dentro dele.

Irresponsabilidade de soltar balão
A irresponsabilidade de quem solta balões e o risco são notórios. Só este ano, foram registrados 17 balões no espaço aéreo de rotas de aviões e 12 deles caíram exatamente no pátio do aeroporto de Guarulhos, que concentra vôos internacionais e nacionais.
No ano passado, foram registrados 104 balões no espaço aéreo e 42 caíram exatamente no pátio do aeroporto de Guarulhos. A cada três balões lançados, dois caem acesos, segundo o Corpo de Bombeiros.

Em alerta o aeroporto de Guarulhos e pólo petroquímico
O início da temporada de balões está deixando em alerta o Aeroporto Internacional de Guarulhos, Grande São Paulo, e o Pólo Petroquímico no ABC. Até o dia 22 de maio já foram registradas as quedas de 23 balões na região do aeroporto.
Segundo levantamento feito pela Infraero, o número de balões dentro ou perto de Cumbica aumentou 33% em um ano: em 2006, foram 78 quedas. No ano passado, 104.
A Associação das Indústrias Petroquímicas do ABC (Apolo) também está preocupada com os balões que sobrevoam a região. Os riscos de incêndio e explosões são grandes, numa área onde há uma concentração de 10 petroquímicas. A Apolo registrou 47 quedas de balões em 2007, 80% a mais que no ano anterior, quando foram registrados 27 quedas.

Soltar balão é crime
A lei 9.605, de 1998, estabelece que é crime fabricar, vender, transportar ou soltar balões. A pena de detenção para quem desrespeitar a lei é de um a três anos, ou multa. Este ano, a Polícia Militar Ambiental aplicou R$ 247 mil em multas e 52 pessoas já foram detidas pela prática. O valor da multa pode chegar a R$ 5.500 por pessoa. “Não podemos esquecer que este crime pode vir agregado com outros, como dano ao patrimônio e formação de quadrilha”disse o capitão da Polícia Ambiental Walter Nyakas Júnior.

Vídeo
No domingo, 11 de maio, por volta das 03:30 da madrugada, um balão ''fogueteiro'' caiu no aeroporto de Guarulhos ao lado de um avião da TAM parado no finger, com 4.000 litros de querosene em seus tanques. A cangalha de fogos disparou no pátio do aeroporto e o balão pegou fogo, por pouco não causando uma tragédia.
Os fiscais de pátio da INFRAERO foram acionados e agiram rápido, tirando o balão da cauda da aeronave, já que o mesmo tinha se enganchado no avião na hora da queda. Poucos segundos após a retirada do balão, os fogos começaram a disparar,com um risco altíssimo de uma explosão, já que ocorreu do lado de um avião.Não havia passageiros a bordo, mas muitos funcionários dentro e fora do avião, além dos fiscais da INFRAERO, que aguardavam outras aeronaves chegando no aeroporto.



Fonte: O Globo Online – 14 de maio de 2008

Comentário
Com a proximidade do inverno e das festas juninas, os balões trazem todos os anos os riscos de incêndios. Grandes estragos podem ocorrer, principalmente, em matas, florestas e nas indústrias que manipulam materiais inflamáveis.
À noite, o céu se enche de dezenas de balões decorados com esmeros, alguns com até 45 metros de altura, enquanto, durante o dia, as rádios repetem com advertências severas de que soltar balões é ilegal no País e aqueles que o fizerem serão presos.
Fazer e soltar balões de papel durante as festividades religiosas do mês de junho é uma tradição de 300 anos, trazida de Portugal, sendo especialmente popular nos bairros da classe operária. Segundo o calendário, a principal temporada de balões no Brasil sempre começa com a Festa de Santo Antônio, em 13 de junho, e termina com no dia de São Pedro, em 29 de junho.


Os balões também podem causar;
■ incêndios em casas, indústrias e matas.
■ na aviação, eles podem derrubar aviões, caso, por exemplo, sejam sugados pelas turbinas
■ os balões são os únicos riscos externos das empresas petroquímicas (incêndios e explosões), pois, caírem acesos em áreas de tanques de armazenamento de combustível, especificamente os grandes balões, compostos de cangalhas com explosivos, podem provocar incêndios ou explosões.


Samir Baptista/AE - Os balões são responsáveis por incêndios em casas, empresas e florestas e podem causar acidentes de carro e aviões.

Perigos no céu
O desafio à lei é generalizado, havendo tantos balões no céu durante o mês de junho que os pilotos que aterrissam aqui são rotineiramente avisados sobre eles. O diretor de Segurança da Associação Nacional de Empresas Aéreas, chama os balões de "minas celestiais" e quer mais rigor na ação policial.
O Snea (Sindicato das Empresas Aéreas) afirma que, nos meses de junho e julho, os balões transformam o espaço aéreo em "campo minado".
A entidade pediu atenção redobrada das tripulações, uma vez que a presença de balões não é detectada por radares.
O risco é maior também porque a visualização fica impossível quando os balões estão apagados ou escondidos entre as nuvens. Além disso, nos grandes aeroportos, a navegação é realizada por instrumentos. Ou seja, os pilotos não olham para o exterior da cabine.
Segundo o Snea, há relatos de balões de até 54 metros de altura, carregando cangalhas com fogos e painéis cujo peso total ultrapassa 200 quilos.
A colisão com uma ave de três quilos é suficiente para derrubar um avião. O impacto de um balão de 20 quilos com uma aeronave a 150 nós de velocidade (cerca de 277 km/h), usual nas aproximações para pouso, seria da ordem de quatro toneladas.

Clubes dos baloeiros
Segundo o Snea (Sindicato das Empresas Aéreas), as turmas de baloeiros soltam anualmente no Brasil cerca de 100 mil balões. Existem cerca de mil turmas na Grande SP e outras mil no Rio - cada uma com cerca de 25 integrantes. As duas cidades são responsáveis por 60% do total de balões soltos por grupos organizados. Em terceiro lugar, mas crescendo muito nos últimos anos, está o Paraná, com 15% da produção

Balões provocam incêndios na área da Refinaria
Em 25 de agosto de 2000. dois desses balões caíram dentro da Refinaria Presidente Bernardes Cubatão (RPBC, unidade local da Petrobrás). Um balão caiu por volta de 2h30, provocando um incêndio no Morro do Frade, onde fica a Unidade de Gasolina de Aviação (Ugav); e outro, por volta de 9 horas, também de domingo, caiu sobre o sistema de válvulas, rente a um tanque que armazena gasolina. O incêndio foi debelado pela turma da Superintendência de Segurança e Meio Ambiente (SESEMA), que agiu com presteza, porque nas proximidades ficam os tanques da gasolina de aviação. Todos os anos aterrisam na refinaria, em média, cinco a seis balões, nesta época.

Balão aceso cai em empresa e destrói 44 carros
Um balão aceso foi responsável pela destruição de 44 carros estacionados no pátio da Copasa Salvados e Veículos Ltda., na zona leste de São Paulo. Um dos sócios da empresa, Vinicius Dias Gonçalves, informou que ainda não foi concluído o levantamento dos prejuízos. A Copasa revende veículos batidos.
O balão caiu sobre um dos lotes de carros às 18h30 de domingo, 25 de junho de 2000. "O fogo tomou conta rapidamente dos automóveis, destruindo-os totalmente", disse Gonçalves. O Corpo de Bombeiros enviou ao local seis equipes, num total de 25 soldados, mas pouco pôde fazer, além de evitar que as chamas se alastrassem para os outros 530 veículos e atingissem o imóvel da firma.

Vídeo
Modelo de um balão

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domingo, junho 01, 2008

Cuidado! As crianças estão chegando!


Cerca de 90% dos acidentes que ocorrem com crianças poderiam ser evitados.
Os acidentes por lesões não intencionais (ferimentos feitos sem querer) são a principal causa de morte entre as crianças brasileiras de 1 a 14 anos.



De olho nos pequenos

Menores de 1 ano
Os bebês não têm força para se defender, por isso o sufocamento é a principal causa de morte entre eles. Lençóis, fraldas, bichinhos de pelúcia e objetos macios podem ser um perigo. O ideal é deixar o berço vazio na hora de dormir
■ No carro, lembre sua mãe de que o bebê deve deitar numa cadeirinha chamada de bebê conforto. Ela deve ficar bem presa no cinto de segurança do carro e virada de frente para o banco traseiro. Isso diminui o risco de ferimentos em caso de acidentes

De 1 a 4 anos
Nesta idade a criança adora colocar tudo na boca, por isso, quando estiver brincando, fique de olho para não deixar peças pequenas pelo chão - menores que o tamanho de um bombom - com as quais as crianças possam engasgar
■ O sufocamento também é um perigo nesta idade. Nunca deixe que crianças pequenas brinquem com sacos plásticos e sacolas de supermercado
■ Sempre guarde os brinquedos após a brincadeira, isso evita que seu irmão possa pisar e cair
■ No carro, lugar de criança é no banco de trás. Lembre a seus pais também que é necessário o uso de cadeirinha com o cinto de segurança. Nesta idade, a cadeirinha deve ficar virada para frente, na mesma posição dos bancos

De 5 a 9 anos
Queimaduras e quedas são o principal perigo para essa turma. Mantenha seu irmão sempre longe da cozinha. Se você quiser preparar algo, diga-lhe que fique na sala que lhe fará uma surpresa. Use as bocas de trás do fogão e nunca se esqueça de virar os cabos das panelas para dentro
Estimule sempre seus irmãos e primos menores a usar capacete, cotoveleiras e joelheiras quando andarem de bicicleta, skate, patins ou patinete
O capacete deve ajustar-se bem na cabeça e ficar preso sob o queixo

Afogamento
Use sempre colete salva-vida quando for velejar, passear de barco ou praticar esportes aquáticos
Antes de pular em rios, piscinas e lagos verifique a profundidade e pule sempre de pé
Procure nadar sempre acompanhado
Peça para um adulto explicar como se usam equipamentos de segurança como coletes, botes infláveis e bóias

Acidente com veículos
Por causa do seu peso e altura, até completar 10 anos, é obrigatório que você sente no banco traseiro do carro e use o cinto de segurança
De 4 a 10 anos, o cinto só funciona 100% se você usar um assento de segurança, vendido em lojas especializadas
O cinto deve passar no meio do seu ombro e nunca no pescoço. Usar o cinto embaixo do braço passando pelas costas não resolve e pode causar sérios ferimentos

Atropelamento
Atravesse somente na faixa de pedestres, caso não tenha faixa, utilize os sinais de trânsito e atravesse próximo às esquinas onde você consiga ver os carros
Nunca se esqueça de olhar para os dois lados da rua para atravessar
Não atravesse atrás de ônibus ou caminhões. Eles impedem que você veja os carros
Evite andar próximo aos carros estacionados no shopping ou supermercado. Eles podem dar ré sem você perceber

Quedas
■ Mesmo que você seja fera nos esportes, não se esqueça de usar capacete, cotoveleiras e joelheiras
■ Ao andar de patinete ou bicicleta na rua, respeite os sinais de trânsito e nunca se esqueça de olhar para os lados antes de virar numa rua

Casa
■ Ao preparar sua comida nunca se esqueça de virar os cabos das panelas para dentro do fogão. Isso evita que você esbarre e derrube objetos quentes
■ Ao usar uma faca, olhe sempre se ela não está muito próxima à sua mão
■ Cuidado com a parte de trás do secador. Ela pode sugar seus cabelos prendendo no motor

Incêndio
■ Em caso de incêndio, ande abaixado longe da fumaça para não se intoxicar
■ Procure saber qual é o som do alarme de incêndio do seu prédio e da sua escola
■ Antes de abrir uma porta, toque-a para ver se não está quente, caso esteja, procure outra saída

Atenção
Cole no seu telefone os números de emergência: Bombeiros, Polícia , Ambulância .
O número de um vizinho e do hospital mais próximo à sua casa também podem ajudar.

Fonte: O Estado de São Paulo - 8 de setembro de 2001

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