Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sábado, março 31, 2007

Extermínio de tubarão faz faltar marisco nos EUA


No Atlântico Noroeste, as populações de sete espécies de tubarão caíram até 99%; Brasil pode estar sentindo mesmo efeito, diz cientista

Desequilíbrio ecológico
O mar está apenas para as raias. O que já significa que as vieiras, mariscos que fazem a fama da culinária da costa leste dos Estados Unidos, estão sumindo do prato. Um estudo publicado na revista "Science", feito naquela região, dá pela primeira vez a real dimensão a algo de que os oceanógrafos já desconfiavam.
No Atlântico Noroeste, a pesca predatória dos tubarões está causando um grande desequilíbrio em toda a teia ecológica. E os beneficiados diretos disso são as raias e seus parentes.
O problema é que o prato preferido desses peixes são moluscos como as vieiras e as ostras -também apreciadas pelos seres humanos. Os cientistas já sabiam que estas vinham declinando na região.

Motivo
"Sem os predadores do topo da cadeia alimentar (os tubarões) o controle ecológico acaba. Sob essas condições, nós não ficamos totalmente surpresos que 12 dos 14 grupos de pequenos tubarões e raias estudados estão com suas populações maiores", disse Charles Peterson, pesquisador da Universidade da Carolina do Norte e um dos autores do estudo.

Crescimento desproporcional de raias
A estimativa dos cientistas é que apenas na baía Chesapeake, local do estudo, existam hoje 40 milhões de raias. O crescimento dessas populações está na ordem de 8% ao ano.
A análise de dados de pesca do Atlântico Noroeste obtidos a partir de 1972 atesta que sete espécies de grandes tubarões foram pescadas até praticamente a extinção. Suas populações caíram de 87% a 99%. "Isso mostra que manter as populações desses grandes predadores é algo crítico para sustentar a saúde dos ecossistemas oceânicos", diz Peterson.

Efeito cascata no Brasil
Na costa brasileira, segundo Jules Soto, curador geral do Museu Oceanográfico da Univali (Universidade do Vale do Itajaí), o problema é ainda pior.
"Aqui no Brasil não só os tubarões estão sendo dizimados, pois não temos pesca tão seletiva. Por causa da pressão exercida pela pesca de arrasto, ainda bem usada no Brasil, quase todas as comunidades marinhas estão desaparecendo", explica.
O aumento dos números de desova de tartarugas-marinhas nas praias brasileiras pode indicar um desajuste ecológico semelhante ao dos EUA.
"Os tubarões são os grandes predadores das tartarugas de maior tamanho. Sem eles, a predação diminui", diz o pesquisador da Univali.
O artigo da "Science" tem como autor principal Ransom Myers, 54, da Universidade Dalhousie.
Folha de São Paulo - sexta-feira, 30 de março de 2007

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terça-feira, março 27, 2007

Passarela de vidro flutua sobre o Grand Canyon


Com uma passarela toda envidraçada (inclusive no piso) em forma de ferradura, oferecendo uma vista panorâmica exuberante para a imensidão árida do Grand Canyon, os índios da Reserva Hualapai esperam atrair a atenção dos turistas e faturar com isso. Denominada de Skywalk, a passarela foi inaugurada em 20 de março e estará aberta ao público a partir do dia 28 de março, para que os visitantes possam apreciar a paisagem sobre o Rio Colorado a 1.220 metros de altura.

Passarela
O Skywalk projeta 21 metros da margem do Canyon , permitindo que os turistas dêem uma volta completa entre seus pés e o rio Colorado River a 1.220 metros abaixo, sob um piso de vidro de dez centímetros de espessura .

Projeto
Idealizado e financiado pelo empresário de David Jin, de Las Vegas, a Skywalk foi projetada por MRJ Architects e construída pela Lochsa Engineering, LLC. A estrutura da passarela é de aço e o revestimento é de vidro importado da Alemanha. O investimento foi de cerca de US$ 30 milhões.
O arquiteto Mark Johnson, da MRJ Architects, de as Vegas, trabalhou no Skywalk por aproximadamente três anos. Foram analisadas várias opções de projeto antes de definir pela passarela em forma de ferradura . Para o arquiteto responsável pelo projeto, os visitantes deverão ter a sensação de estar flutuando enquanto apreciam a paisagem.

Fundações da passarela e resistência da rocha
O Skywalk é ancorado por estacas gigantes com profundidade de 12 metros. Johnson diz que a parede da rocha, não o projeto da passarela é o cartão selvagem que pode determinar a extensão da vida do Skywalk.
Nessa altura, a parede é feita de material poroso de pedra calcária de 350 milhões de anos que é altamente propenso à erosão. Os geólogos têm uma explicação simples para a formação do Grand Canyon : o rio Colorado escavou através da rocha, e os lados do Gran Canyo desmoronam.
Os deslizamentos de rochas periódicas são uma realidade aceita e imprevisível . Johnson disse que não há de maneira de dizer se a parte do Canyon que suportará o Skywalk durará cem anos ou mil.
A passarela é capaz de suportar ventos mais de 161km/h, bem como terremoto de 8.0 magnitudes no raio de 80.5 km.

Público
A passarela comporta 121 pessoas por vez. O acesso será permitido por ordem de chegada ao local, mas também será possível fazer reservas. Para evitar arranhões no piso envidraçado, os responsáveis pela atração planejam oferecer proteções para os sapatos (pantufas).

Ingresso
O ingresso custará US$ 25 por pessoa, acrescido do custo da entrada para o Grand Canyon West, área da reserva operada pela tribo Hualapai na margem oeste do Grand Canyon. O complexo do Grand Canyon West é a único ponto através de todo o Grand Canyon onde os visitantes podem ter acesso ao rio e a atividades recreativas na água, com acesso a partir de passeios de helicóptero.

Centro de comercial de apoio à passarela
A passarela Skywalk terá um centro de visitantes em três andares, que abriga um museu, um cinema, uma sala VIP, loja de presentes e diversos bares e restaurantes - sendo o Skywakl Café o mais sofisticado, com uma varanda ao ar livre e mesinhas com vista panorâmica para o canyon. Através do segundo andar do complexo, os visitantes terão acesso à passarela Skywalk.

Propriedade
A tribo Hualapai, com aproximadamente dois mil indígenas é proprietária de aproximadamente um milhão de acres de terra na margem oeste do Grand Canyon.

Críticas ao projeto
Mas, a inauguração da passarela, que traz promessas de desenvolvimento para a tribo, que planeja ampliar o destino com a construção de hotéis e outras atrações no local, está provocando polêmica entre ambientalistas e indígenas que argumentam que o excesso de turistas pode trazer danos à região. Alguns membros da tribo consideram o local como terra sagrada, pois foram enterrados em cavernas, soldados americanos nativos mortos em conflitos passados.
Fotos ampliadas

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segunda-feira, março 26, 2007

Eletricidade segura na residência

É importante tomar cuidados que previnam contra acidentes ou sobrecargas elétricas em casa.
Dicas da AES Eletropaulo:

■ Simples equipamentos elétricos podem causar choque, queimadura ou incêndio, se estiverem danificados ou impróprios para uso;
■ Se seu equipamento elétrico tiver plug de três pinos, certifique-se de que haja tomadas adequadas para sua ligação à rede elétrica;
■ Leia com atenção o manual de instalação e siga as instruções do fabricante. Se existir o fio terra, instale-o corretamente. Trata-se da segurança do seu equipamento;
■ Use extensões apenas temporariamente;
■ Não use extensões comuns para ligar aparelhos de grande consumo de energia. Procure usar filtro de linha, que tem um mecanismo de proteção em caso de curto-circuito ou sobrecarga;
■ Mantenha ligações bem isoladas. Use fita isolante, nunca durex ou esparadrapo;
■ Não passe fios ou extensões em áreas de circulação, próximas a água ou debaixo de mobílias, tapetes ou cortinas. Um incêndio pode acontecer;
■ Não sobrecarregue as tomadas, com o uso do benjamin. Você pode provocar uma sobrecarga. Um fio ou tomada quente é uma indicação disso.
■ Mantenha qualquer aparelho longe de pias, banheiras, superfícies molhadas ou úmidas. Mesmo desligados, podem provocar choques;
■ Se um aparelho cair na água, desligue da tomada antes de recuperá-lo.

Grávida morre eletrocutada na Bahia

Uma mulher grávida de nove meses morreu eletrocutada na cidade de Entre Rios, na Bahia. Maria Eunice da Silva, de 24 anos, estava passando roupa em casa, quando recebeu uma forte descarga elétrica do ferro de passar. Ela chegou a ser levada para o hospital, mas não resistiu. O bebê também morreu.
Fonte: G1, São Paulo – 23 de março de 2007

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sábado, março 24, 2007

Ciência - Colapso das colônias de Abelhas


Uma dizimação misteriosa das populações de abelhas preocupa os apicultores alemães, enquanto um fenômeno semelhante nos EUA está assumindo gradualmente proporções catastróficas. Será que plantações de transgênicos estão matando as abelhas ou uso intensivo de agrotóxico?

Na Alemanha, o presidente da Associação Alemã de Apicultores, Manfred Hederer,informou uma queda de 25% nas populações de abelhas por toda a Alemanha. Em casos isolados, disse Hederer, declínios de até 80% foram informados. Ele especula que "alguma toxina em particular, algum agente do qual não estamos familiarizados", está matando as abelhas.

Nos Estados Unidos, desde novembro passado, estão vendo um declínio das populações de abelhas tão drástico que ofusca todas as ocorrências anteriores de mortalidade em massa. Os apicultores na Costa Leste dos Estados Unidos se queixam de terem perdido mais de 70% de suas colônias desde o final do ano passado, enquanto a Costa Oeste vê um declínio de até 60%.

Em um artigo em sua seção de negócios no final de fevereiro, o "New York Times" calculou os prejuízos que a agricultura americana sofreria em caso de dizimação das abelhas. Especialistas da Universidade de Cornell, no interior de Nova York, estimaram o valor que as abelhas geram polinizando plantas responsáveis por frutas e legumes, amendoeiras e trevos que alimentam animais, em mais de US$ 14 bilhões.

Uma coisa é certa: milhões de abelhas simplesmente desapareceram. Na maioria dos casos, tudo o que resta nas colméias são proles condenadas. Mas as abelhas mortas não são encontradas - nem nas colméias e nem em qualquer lugar próximo delas. Diana Cox-Foster, um membro do Grupo de Trabalho para CCD,"Colony Collapse Disorder" (CCD, desordem de colapso da colônia) disse que os pesquisadores estão "extremamente alarmados", acrescentando que a crise "tem o potencial de devastar o setor de apicultura americano". É particularmente preocupante, disse ela, o fato da morte das abelhas ser acompanhada por um conjunto de sintomas "que não parece se enquadrar em nada na literatura".

"Se a abelha desaparecer da superfície do planeta, então ao homem restariam apenas quatro anos de vida. Com o fim das abelhas, acaba a polinização, acabam as plantas, acabam os animais, acaba o homem", citação de Albert Einstein.

O artigo é muito extenso e quem estiver interessado na leitura completa do artigo efetuar o download:
arquivo: Blog-Abelhas

ACCA

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sexta-feira, março 23, 2007

Motorista deve evitar se expor ao sol

Pode parecer estranho sugerir aos profissionais do volante e aos que dirigem veículos por longo tempo nas estradas ou nas cidades proteger o braço esquerdo dos raios solares, principalmente durante o verão.

Correlação
Mas a possível relação existente entre o surgimento de um câncer da pele no braço esquerdo e a posição do motorista nos veículos foi lembrada na semana passada pelo professor Scott Fosko, da Universidade Saint Louis, dos Estados Unidos, em uma das sessões da 65ª Reunião Anual da Academia Americana de Dermatologia.

"Desde que achados científicos prévios assinalaram uma associação, quando apenas um lado é exposto à luz ultravioleta solar, e a distribuição facial assimétrica do dano provocado pelo sol, era de se esperar que o câncer da pele também seria mais prevalente no lado esquerdo do corpo em motoristas que viajam por muito tempo em seus veículos", declarou o professor durante o encontro.

Dados observados
Os dados observados indicaram;
■ que os motoristas que ocasionalmente dirigem com vidros abaixados apresentam maior incidência de câncer na pele situada no lado esquerdo do corpo.
■ de um total de 898 pacientes com câncer de pele dos dois lados, 53% era de portadores de câncer de pele no lado esquerdo dos quais dois terços pertencentes ao sexo masculino.

Esse achado, segundo o pesquisador, está diretamente correlacionado à área do corpo mais exposta à radiação ultravioleta enquanto a pessoa está dirigindo o veículo.

Reduzir o risco
Para diminuir o risco dos raios ultravioleta para as pessoas que dirigem seus carros ou caminhões, o professor Scott Fosko recomenda aos motoristas aplicar um creme protetor solar de amplo espectro -com FPS(Fator de Proteção Solar) 15 ou acima- nas áreas da pele expostas ao sol.
É recomendável ainda que a região seja protegida com camisas de manga comprida, sempre que possível.

Fonte: Folha de São Paulo, 04 de fevereiro de 2007

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quinta-feira, março 22, 2007

Nos EUA, trabalho escravo dá multa de US$ 1 BI

A Comissão de oportunidades de emprego igualitário (EEOC, na sigla em inglês) anunciou em um comunicado em 8 de dezembro de 2006, que havia chegado a um acordo para que a empresa pagasse uma indenização aos trabalhadores, que foram levados aos Estados Unidos em 2002.

Trabalho escravo
A EEOC indicou que os trabalhadores tailandeses eram mantidos contra a vontade. Eles ficaram sem passaportes, não tinham liberdade para se deslocar e eram forçados a trabalhar sem salário.
Vários deles eram alojados em apartamentos precários, sem luz, água ou gás, depois de serem contratados por empresas terceirizadas que prestavam serviço à Trans Bay. As firmas Kota Manpower Co e Hi Cap Enterprises haviam sido contratadas para recrutar trabalhadores na Tailândia.

O escândalo veio à tona quando alguns dos trabalhadores conseguiram escapar e se refugiar num templo budista, segundo Anna Park, advogada da EEOC. Vários trabalhadores voltaram para a Tailândia, mas alguns continuam trabalhando para a Trans Bay.

Acordo e indenizações
A siderúrgica Trans Bay Steel Inc. pagará US$ 1 bilhão de dólares em indenizações a 48 tailandeses que trabalhavam sem salário em suas instalações.
Nos termos do acordo, a Trans Bay deve pagar uma compensação aos trabalhadores e empregá-los num projeto, com direito a alojamento, transportes e apoio para continuarem vivendo nos Estados Unidos.

Fonte: G1 – 08 de dezembro de 2006

Comentário
Esse é o exemplo simples e objetivo para punir uma empresa que infringe as leis trabalhistas. Aqui no Brasil é aplicado multa porém passível de revisão administrativa e/ou a assinatura do acordo do TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com finalidade de atender as normas. Entretanto, a empresa poderá protelar ou demorar a atender as recomendações.

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quarta-feira, março 21, 2007

Acidente com GNV fere homem gravemente

A ligação irregular de um cilindro de gás natural veicular (GNV) a um fogão provocou um acidente que causou queimaduras em funcionários na tarde de sábado, 17 de março de 2007. O acidente ocorreu em um centro automotivo, especializada em conversão de veículos para GNV, que funciona na região de Venda Nova, em Belo Horizonte.

Motivo
Segundo o tenente Carlos Roberto Rafael de Oliveira, do 3º Batalhão dos Bombeiros Militares, o funcionário Ademir Ferreira de Almeida e outras duas pessoas, entre elas um adolescente de 14 anos, esquentavam suas marmitas quando a mangueira que conduzia o GNV para o fogão não resistiu à pressão.

Propagação do fogo
De acordo com o bombeiro, o fogo se espalhou pela pequena cozinha da oficina. “O funcionário (Almeida) foi fechar o gás, mas acabou aumentando a pressão. A mangueira era de borracha, o que é inadequado, e acabou se rompendo. As chamas se propagaram queimando o fogão, uma geladeira, uma prateleira, além das pessoas”, disse.

Vítimas
Mesmo com o corpo em chamas, Almeida conseguiu correr para um terreno ao lado da oficina, onde caiu numa área gramada. Pedaços da roupa que ele usava caíram pelo caminho.
De acordo com informações do plantão policial do Hospital de Pronto-Socorro João XXIII (HPS), Almeida teve queimaduras de terceiro grau em 97% do corpo e chegou à instituição em estado gravíssimo.
O adolescente teve queimaduras leves nas vias respiratórias e foi levado para o pronto-socorro de Venda Nova. Ele não corre risco de vida. O outro funcionário do centro automotivo, teve apenas vermelhidão no braço e não precisou de atendimento médico.

Uso inadequado do GNV
O tenente Rafael salientou que o GNV não pode ser utilizado na cozinha. “É completamente inadequado. A instalação desse tipo de gás nos veículos exige normas especiais. As tubulações que compõem o sistema, por exemplo, têm que ser de metal”, explicou.

Fonte: O Tempo – BH, Domingo, 18 de Março de 2007

Comentário
O funcionário da empresa especializada em conversão de veículos para GNV, deveria ter conhecimentos técnicos do sistema de GNV para veículos, principalmente das pressões de trabalho do sistema e de seus riscos. Mas é comum o instalador faça a instalação do sistema sem se importar em obter conhecimento como se processa a operação do sistema e seus riscos. Existe recomendação para que não utilize o cilindro de GNV para outras finalidades (GLP, empilhadeiras, etc).

Vejamos alguns dados técnicos da diferença de cilindros de GNV E GLP e as respectivas pressões de trabalho.

Os cilindros que recebem o GNV são preparados para receber uma pressão de 220 bar e os de GLP 15 bar. Naturalmente os cilindros de GLP não resistem à pressão do GNV.

Tubulação
GNV - A tubulação de alta pressão é responsável por conduzir o GNV desde a válvula de abastecimento até o cilindro de armazenamento e deste até a válvula reguladora de pressão.Esta tubulação é produzida em aço-liga e deve apresentar acabamento bicromatizado, internamente e externamente.
GLP – Mangueira de PVC plastificada utilizada após o regulador de baixa pressão

Pressão de saída do GLP , após regulador – 0,28 kgf/cm2
Pressão de saída do GNV, após redutor - 1 kgf/cm2

O funcionário não tinha nenhuma noção ou percepção de risco devido à adaptação do cilindro de GNV para funcionar como GLP. Ele brincou com a roleta russa de acidente. E o desastre aconteceu. ACCA

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segunda-feira, março 19, 2007

Cuidado com a motoserra



Foto 1 – Trabalhador sem luvas, sem óculos de segurança e protetor auditivo.
Observa-se que o trabalhador está numa posição instável, o pé direito apoiado num tronco de diâmetro menor (área de apoio menor) que poderá provocar desequilíbrio e acidente

Foto 2 - Abaixo, idem, com agravante; a motoserra em funcionando lançando cavaco ou lasca de madeira em direção ao corpo do trabalhador.

O que diz a norma NR-12 sobre Motoserra

Treinamento obrigatório para operadores de motosserra. Deverão ser atendidos os seguintes:

1.Os fabricantes e importadores de motosserra instalados no País, através de seus revendedores, deverão disponibilizar treinamento e material didático para os usuários de motosserra, com conteúdo programático relativo à utilização segura de motosserra, constante no Manual de Instruções.
2.Os empregadores deverão promover a todos os operadores de motosserra treinamento para utilização segura da máquina, com carga horária mínima de 8 (oito) horas, com conteúdo programático relativo à utilização segura da motosserra, constante no Manual de Instruções.
3.Os certificados de garantia dos equipamentos contarão com campo específico, a ser assinado pelo consumidor, confirmando a disponibilidade do treinamento ou responsabilizando-se pelo treinamento dos trabalhadores que utilizarão a máquina.
4.Todos os modelos de motosserra deverão conter rotulagem de advertência indelével resistente, em local de fácil leitura e visualização do usuário, com a seguinte informação: “O uso inadequado da motosserra pode provocar acidentes graves e danos à saúde”.

Os riscos na operação de uma motosserra estão associados, principalmente a:
■ ferimentos com a lâmina (sabre)
■ ruídos e vibrações
■ corte e queda da árvore

Estatísticas de acidentes
■ 91% dos acidentes atingem as mãos, pernas e pés
■ 9% cabeça e tronco

Condições de saúde devido ao trabalho
Operadores - sentem dores no corpo durante ou após o trabalho. As regiões mais afetadas: coluna e braço.
Segundo estudo de especialistas, a lombalgia constitui um dos principais problemas de saúde dos operadores de motosserra.

Principais dores após o trabalho
Os operadores relatam; dores nas pernas, tórax e nos braços.
Segundo especialistas, as dores são provocadas com adoção de posturas incorretas no trabalho, o que pode causar problemas graves nas costas e pernas dos trabalhadores.

Uso dos E.P.I.
Nos trabalhos com motosserra, torna-se necessário (e obrigatório) o uso de Equipamentos de Proteção Individuais, tais como:
■ capacete
■ protetor de ouvidos do tipo concha
■ óculos (de preferência viseira)
■ luvas de couro
■ macacão e botas

Ruído em motoserra no local de trabalho
Sem carga – 71 dBA
Com Carga – 101 dBA

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domingo, março 18, 2007

Tecnologia - Celular para idosos


Uma empresa austríaca fabricou um telefone celular especialmente para idosos.


O telefone Life foi fabricado para aqueles com mais de 50 anos que não querem um aparelho cheio de ferramentas.
Em vez de uma câmera ou de um dispositivo para tocar música, o telefone tem um botão para chamadas de emergência, tela e teclas maiores do que as convencionais.

O aparelho está à mostra na feira de tecnologia Cebit, que acontece em Hannover, na Alemanha.
Criado pela empresa austríaca Emporia, o telefone será colocado à venda em todo o mundo em maio.

Emergência
O aparelho foi especialmente elaborado para pessoas mais velhas que acham os celulares atuais muito complicados de usar.
O Life só tem as funções básicas, permitindo que o usuário apenas faça e receba ligações, envie mensagens de texto e elabore uma lista de contatos.
O telefone pode ser programado para ter até cinco números de emergência.
Atrás do aparelho há um grande botão vermelho, que pode ser pressionado em casos de emergência. O celular fará a ligação para um dos números registrados.
Mensagens que deveriam ser enviadas no caso de uma emergência também podem ser criadas e guardadas no aparelho.

O volume do telefone pode ser ajustado em um nível bem alto, caso o usuário tenha problemas de audição, e o celular também tem uma vibração mais forte do que a encontrada em aparelhos comuns.

Fonte: BBC Brasil - 17 de março de 2007

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sábado, março 17, 2007

Coisa da China


Foto - EFE-16/03/2007 - Casa permanece intacta em meio a área escavada para abrigar edifício na cidade chinesa de Chonqging; o proprietário do imóvel não aceitou a proposta construtora, que não cancelou a obra.

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sexta-feira, março 16, 2007

Caminhão-tanque explode e mata soldador

Em 8 de fevereiro de 2007, às 15 h 30 min, um caminhão-tanque explodiu e matou na hora o soldador José Alves de Queiroz, em Porto Velho (RO). O acidente ocorreu na hora em que o veículo passava por reparos em uma empresa de transporte na BR-364.

Vítima foi jogada fora da empresa
O impacto foi tão grande que arremessou parte do corpo da vítima para fora da empresa.

Causas
As causas do acidente ainda estão sendo investigadas, mas a suspeita principal é que houve falha na retirada dos gases de dentro do tanque, procedimento obrigatório antes de reparos. Este foi o segundo acidente deste tipo em oficinas de Porto Velho em menos de quatro meses.

Fonte: TV Rondônia –08 de fevereiro de 2007

Comentário
As entidades prevencionistas (sindicatos, órgãos de classe e governo) têm de fazer com que as informações que cheguem no chão de fábrica ou numa pequena borracharia sejam simples e inteligível ao trabalhador. As entidades de segurança inglesa e americana dão tanto importância a segurança a uma pequena oficina tanto quanto a uma grande empresa.
Não devemos esquecer o slogan do governo “Trabalho seguro é um direito de todos os trabalhadores e um dever dos órgãos e entidades do Sistema de Segurança e Saúde de Trabalho”.
As informações devem ser simples, objetivas, escritas e impressas como, explicando tópicos de segurança, EPI, trabalho em equipe, meio ambiente, em que o trabalhador poderia carregar no bolso esses gibizinhos. Não temos nada disso. O governo está mais preocupado com os formulários do que divulgar a cultura de segurança nas empresas. Até agora o governo está confundindo norma de segurança com cultura de segurança.

A limpeza, inspeção e manutenção de tanques de armazenagem são operações para funcionário treinado e que requer a implementação de rigorosos procedimentos e precauções. Estas incluem a emissão de permissão de trabalho, desgaseificação dos tanques, utilização de cintos de segurança e linha de vida/cabo vida e a utilização de aparelho de respiração autônomo. Antes de entrar e enquanto a limpeza estiver sendo realizada, a atmosfera dentro do tanque deve ser monitorada utilizando um medidor de oxigênio e/ou explosímetro.

Limpeza de tanque para soldagem
O tanque deve ser limpo com vapor para a remoção residual do inflamável e de seus vapores. O fluxo e temperatura do vapor devem ser suficientes para elevar a temperatura do tanque acima da temperatura de ebulição do inflamável e a vaporização deverá ser continuada até que os vapores do inflamável tenham sido removidos. O tanque deve depois ser resfriado, preferivelmente enchendo-o de água e drenando-o uma ou duas vezes. O tanque deve ser depois limpo com ar fresco e o ar deve ser testado (aparelhos) quando à presença de vapores do inflamável, antes de se permitir a entrada do pessoal. As linhas de vapor e água devem estar aterradas para evitar-se o acúmulo de eletricidade estática. ACCA

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quarta-feira, março 14, 2007

Álcool, Produtividade e o Trabalhador de Cana

O Cortador de Cana é um Robocop?
Obs: Robocop – é um soldado do futuro, metade máquina e metade humano

Vejamos;
Todas as manhãs, logo ao nascer do sol, músculos e tendões começam a dar movimentos a um conjunto de ossos que se movimentam misturando repetitividade com força. A postura corporal do cortador de cana é de constante flexão de tronco, e intensa utilização da musculatura dos braços e punho.
A contração abrupta e desordenada das grandes massas musculares pode originar forças de grandes intensidades que causam lesões nas estruturas do corpo, levando ao aparecimento de dores e conseqüentemente inflamações que levam o trabalhador a adoecer. Um dia de trabalho para o cortador de cana pode ser impossível de se agüentar para a maioria das pessoas.
Além da própria postura de trabalho há outros fatores que predispõem ao agravamento das lesões como: a cana deitada, que exige maior esforço muscular do funcionário, solo com presença de pedras, que acabam atritando com o facão usado pelo cortador, causando um impacto maior na mão e punho.

Muitos trabalhadores já apresentam
■ desvios posturais, ou mesmo problemas de saúde que são omitidos no momento do exame admissional;
■ muitos cortadores não sabem os limites do corpo
■ e outros não conseguem desenvolver movimentos normais das articulações, usando o corpo em bloco;
e gastando-se muita energia para desenvolver determinados movimentos.

Produtividade
Nos anos 80, o trabalhador fazia cinco toneladas de cana por dia. A mecanização da colheita o obrigou a ser mais produtivo. O cortador de cana derruba agora oito a nove toneladas por dia. Para abater toda essa cana, precisa dar 8.000 a 9. 000 golpes com seu facão (podão).
O trabalhador recebe em média R$ 2,50 a R$ 3,00, dependendo da região por tonelada de cana cortada. A cana queimada facilita o corte manual. Cortar a cana "crua" é economicamente inviável e ainda mais desumano.

Corte da cana
O trabalhador deve cortar a cana rente ao chão, encurvado. Usa roupas inadequadas, quentes, que cobrem o corpo, para que não seja ferido pelas folhas da cana (farpas). Mas se acidenta mesmo assim. Corta‑se com o facão, tem lesões por esforço repetitivo.

Trabalhador turbinado
O excesso de trabalho causa a "birola": tontura, desmaio, cãibra, convulsão. A fim de agüentar dores e cansaço, toma drogas e soluções de glicose, quando não farinha mesmo. Têm havido mais mortes por exaustão nos canaviais.
Se o cortador de cana de produtividade média trabalha no regime "5x1" (cinco dias de trabalho por um de folga), recebe quase R$ 500 por mês.
Mas, em 2021, a queimada estará proibida. A lei e a capitalização da indústria da cana reduzem rapidamente a queimada e, assim, o emprego do corta-cana. A mecanização é inevitável.
Sem a tradicional queima da lavoura, fica difícil entrar na lavoura. O trabalho do homem se torna praticamente impossível.

Salário
Cerca de 50% dos trabalhadores do Brasil ganham menos do que R$ 500,00. Algumas estatísticas, ainda imprecisas, dizem que 70% dos trabalhadores da indústria da cana têm emprego formal. No Brasil, os empregados protegidos pela lei e pela seguridade social não passam de 50% do total. Este é o retrato do lado trabalhador de cana.

Cortador padrão
Magrinho do jeito que é, Erivaldo Neves é um dos cortadores mais produtivos. “O segredo da cana não é a ligeireza. Você olha na turma aí, tem cara que dá uns dois três de mim. O problema é que eu não paro”. Erivaldo corta até 15 toneladas por dia. Tira 1.200 reais por mês e duvida da competência da máquina. "Eu acho que ela pode cortar. Elas cortam muito mesmo, mas o desperdício é pior do que o corte manual, porque fica muita cana pra trás".

Monstros mecânicos
Faróis acesos no canavial escuro do cerrado. A colheitadeira mecânica faz o trabalho de 80 homens, com produtividade de 20 t/h.. Sonho de qualquer empresário: gastar menos para produzir mais álcool e mais açúcar, 24 horas por dia.
As máquinas já fazem 35% do serviço. Ocupam o lugar de 250 mil lavradores. “Do jeito que a mecanização vem, ela vem de cima para baixo, ela não se preocupa com o caos social que ela vai causar, acho que é um impacto muito grande”, diz Antonio Lucas Filho, da Federação dos Trabalhadores Agrícolas de Goiás.

Do lado empresário
A indústria alcooleira resultou de um plano estatal de criar um setor econômico e uma tecnologia nova. O programa desenvolveu na década de 70, pela primeira vez no Brasil a integração sistemática de pesquisa científica, empresa rural e industrial.
O setor da cana participa hoje com quase 3,5% do PIB. Exporta US$ 8 bilhões. Gera toda a energia elétrica que consome e ainda vende excedentes de energia. A indústria de São Paulo contrata cientistas e engenheiros para desenvolver máquinas e equipamentos mais eficientes para as usinas de álcool.

Área plantada
No Brasil, plantam-se 4,5 milhões de hectares de cana (19% da área do Reino Unido e 8% do território francês), matéria-prima que permite a fabricação de energia natural, limpa e renovável. A cana é, em si mesma, usina de enorme eficiência: cada tonelada tem potencial energético equivalente ao de 1,2 barril de petróleo. A produção de cana de açúcar na safra de 2005/2006 foi de 387 milhoes de toneladas. A mesma cana pode ser colhida até cinco vezes, mas a cada ciclo devem ser feitos investimentos significativos para manter a produtividade.
A produtividade média da cana-de-açúcar no Brasil é de 79,29 toneladas por hectare em 2005. São Paulo destaca-se: a produtividade do Estado é de 83,54 toneladas por hectare.

Perfil da atividade
Existem em todas regiões do Estado de São Paulo mais de 11 mil produtores rurais e 137 Usinas e Destilarias, que empregam 500 mil trabalhadores rurais (produtores e usinas, que também plantam cana) e 120 mil industriários (só usinas e destilarias) em 220 municípios. São produzidos cerca de 90 milhões de toneladas de cana de açúcar e 13 bilhões de litros de álcool em 3 milhões de hectares de área cultivada. Em todo Brasil é gerado 1.000.000 de empregos diretos e indiretos.
No Brasil há 336 unidades e devem chegar a 409 até o final da safra 2012/2013. Os investidores brasileiros e estrangeiros, com tradição ou não no setor, vão aplicar US$ 14,6 bilhões nos próximos anos. Há ainda 189 consultas em andamento, tanto para construção como para ampliação de usinas.

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segunda-feira, março 12, 2007

Acidente com Produto Perigoso em Santana do Parnaíba

Por volta das 11:30 horas de quinta-feira, 01 de março de 2007, na Rua Maranhão, Bairro Chácara Solar, município de Santana do Parnaíba, São Paulo, ocorreu um acidente de trânsito, envolvendo um caminhão transportando aproximadamente 10.000 (dez mil) litros de Resina em Solução Inflamável, ONU Nº 1866.

Causa do acidente
De acordo com a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (CETESB) e da Guarda Municipal (GM), o caminhão encontrava-se estacionado efetuando descarga e devido ao declive da via o veículo desceu em marcha-a-ré, chocou-se contra um poste e a fiação elétrica se rompeu caindo sobre a carga que vazava devido ao acidente, dando início a um incêndio.

Propagação da chama e produto
O produto em chamas escorreu pelo meio fio, por dois quarteirões causando danos leves em mais treze imóveis e graves nas residências localizadas na Rua Maranhão nº 2 e Rua Paraíba nº 252 e 258, ficando as duas primeiras totalmente destruídas e a terceira parcial. As três casas foram interditadas.

Vítimas
Treze pessoas sofreram intoxicação pela fumaça e foram socorridas por ambulâncias da Prefeitura e Guarda Municipal ao Posto de Atendimento Médico do Bairro Fazendinha, onde foram medicadas e liberadas.

Retirada de resíduos
A Companhia de Saneamento Ambiental, Cetesb, retirou os moradores do local, acompanhou a limpeza da área e monitorou a rede de esgoto, mas não encontrou sinais de risco para novas explosões.

Desabrigados
Segundo a Defesa Civil da cidade, os desabrigados foram levados a hotéis e casas de parentes e amigos.

Indenização
A empresa responsável pela carga informou que vai indenizar duas famílias que tiveram as casas totalmente destruídas.

Fonte: Defesa Civil de São Paulo - 02 de março de 2007

Comentário:
A causa do acidente foi defeito mecânico do caminhão, que implica que a manutenção deste veiculo não é satisfatória ou não existe uma programação de manutenção preventiva para o veículo, que transporta produtos perigosos. Um simples calço de segurança poderia ter evitado a descida do caminhão e como conseqüência o desastre.
Mas esse procedimento envolve uma política de segurança veicular com os seguintes procedimentos;
■ Inspeção preventiva de veículos e equipamentos com finalidade;
reduzir o número de acidentes, quebras e perdas relacionadas ao desempenho de veículos e equipamentos;
Identificar falhas em componentes ou sistemas que possam resultar em acidentes ou incidentes
■ Inspeção preventiva ou check list preventivo realizado pelo motorista antes da viagem
■ Manutenção do sistema de segurança do veiculo
Na maioria das vezes, os mecânicos atuam de modo corretivo e não observam detalhes importantes que podem gerar problemas futuros durante as viagens.
Como por exemplo, no sistema de freio não basta regular as guarnições. Também deve verificar o funcionamento do sistema, isto é, câmaras de freio, válvulas, etc.
■ Treinamento do motorista
Treinamento e reciclagem de motorista em direção defensiva e curso de MOPP (Movimentação e Operação de Produtos Perigosos).

Em 2006, dos 2.200 veículos fiscalizados, 720 tinham algum tipo de problema que poderia causar vazamentos ou acidentes, segundo alerta o Instituto de Pesos e Medidas (Ipem).
Pelos registros do Ipem, problemas nos pneus e freios e falhas nas válvulas de descarga dos caminhões fizeram com que 374 dos 720 veículos considerados irregulares tivessem a documentação apreendida. Alguns caminhões apresentaram pontos de vazamento causados por corrosão ou trincas. Nota-se que pela inspeção realizada pelo Ipem predomina a falta de manutenção do veículo de itens de segurança . ACCA

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quarta-feira, março 07, 2007

Técnico morre vítima de descarga elétrica

Marcos Aurélio de Quadros, 25 anos, funcionário da Koerich Engenharia Telecomunicações S/A, empresa que presta serviços para a Brasil Telecom, instalava cabos de fibra ótica no cruzamento da Avenida Maringá com Castelo Branco (Zona Oeste), Londrina, Paraná, morreu na segunda‑feira, 5 de março de 2007, pouco antes das 15 horas, ao ficar preso a um fio de baixa tensão. . Ele estava acompanhado de outros quatro funcionários, que nada sofreram.

Testemunhas
Segundo informações dos colegas, Quadros trabalhava para a empresa há cerca de dois anos.
''Eu estava trabalhando mais embaixo, e ele lá em cima, perto da árvore. Não dá para saber direito o que aconteceu. Faz 20 anos que trabalho na área e nunca vi isso'', disse, ainda abalado, Pedro Cordeiro.

Um outro funcionário, Nilson Rodrigues, informou que a equipe trabalhava na região desde o último sábado. ''Ele deu um grito forte e desmaiou. Cheguei a pedir o tesourão para cortar o fio, porque ele ficou preso pelas costas, mas não deu tempo. Quando conseguimos colocar ele no chão, já estava sem vida.''

Motivo do choque
Quadros estava operando uma máquina utilizada para fazer a amarração dos cabos telefônicos, e na hora de puxar o equipamento entre os galhos da árvore teria encostado em um dos fios. Segundo um técnico da Copel que esteve no local, o fio é de baixa tensão (127 volts), mas de alta corrente.

Trabalho em local de difícil acesso
''Ele estava trabalhando em um lugar difícil, e teve que condicionar a máquina para passar naquele espaço pequeno entre o fio de energia e o cabo telefônico. Se não fossem os galhos, talvez ele tivesse conseguido se soltar e apenas se machucado com o tombo ou nem tivesse sofrido o choque'', disse o perito do Instituto de Criminalística Darci Dória de Faria.

Choque elétrico
O perito do Instituto de Criminalística Darci Dória de Faria, que atendeu a ocorrência, afirmou que, de acordo com exame superficial realizado no corpo, não havia sinais de queimadura, indicando que o funcionário não foi eletrocutado. ''Tudo indica que a descarga elétrica recebida por ele causou uma parada cardíaca.''

Inquérito policial
O delegado do 4º Distrito Policial (DP), Jairo Luiz Duarte de Camargo, informou que um inquérito será aberto para apurar as causas do acidente. ''Tudo indica que ele foi vítima de descarga elétrica, mas agora serão apurados os motivos, se houve algum tipo de falha.'' As investigações ficarão a cargo do 3º DP.

Riscos e treinamento
As empresas de telefonia e TV a cabo alugam trechos dos postes da Copel para instalação dos fios. Segundo a assessoria de imprensa da companhia de energia, por operarem próximo à rede elétrica, são oferecidas orientações sobre os procedimentos mais seguros a funcionários destas empresas, através de palestras. As próprias empresas também se responsabilizam por oferecer cursos de reciclagem para seus técnicos.

Ele provavelmente não foi socorrido a tempo
O cardiologista Manoel Canesin esclareceu: quando o choque é provocado por corrente alternada, causando fibrilação ventricular e com chances de reversão, como foi o caso da descarga recebida por Quadros. ''O que provavelmente aconteceu é que ele não foi socorrido a tempo.''

De acordo com o médico, em uma situação semelhante o primeiro procedimento teria que ter sido o de desligar a rede o mais rápido possível e na sequência iniciar a compressão no peito a respiração boca a boca até a chegada de um desfribilador externo automático. ''Esta é a chamada manobra de suporte básico, que deve ser feita até a chegada do suporte avançado, como o Samu, e aumentam muito as chances de vida.''

Canesin explicou ainda que quando o coração começa a fibrilar e a vítima perde a consciência, o tempo de atendimento deve ser de três a cinco minutos. Como o exame inicial dos peritos mostrou que Quadros não sofreu queimadura interna (nestes casos a vítima funciona como um fio-terra), tudo indica que ele morreu por arritmia (parada cardíaca).

Fonte: Folha de Londrina - 6 de março de 2007

Comentário
Em geral, as pessoas subestimam os riscos por acreditar que estão seguras e que são invulneráveis, não se sentindo, portanto, obrigadas a fazer algo a respeito. Há diferenças entre as avaliações técnicas e as avaliações do leigo (trabalhador) quanto à identificação dos riscos mais importantes.
Portanto a comunicação de riscos deve incluir diferentes elementos a serem levados em consideração, tais como;
■ acessibilidade ao local,
■ fatores externos que dificultam a operação (árvores, fiação elétrica energizada, etc)
■ elementos de apoio ao operador (escada, plataforma)

É fundamental conhecer o local ou locais de trabalho para poder elaborar um plano de comunicação de risco eficaz. Muito provável nesse caso, o trabalhador poderia ter orientações sobre os procedimentos mais seguros de trabalho, porem os detalhes técnicos de dificuldades de operação de determinado local deve ser analisado e elaborado a comunicação de risco especifico para esse local. A padronização de comunicação de risco leva uma falsa sensação de segurança por parte do trabalhador, pois elimina o senso crítico ou a análise de determinado risco especifico.
Quanto mais conscientes estivermos de um risco, melhor é a nossa percepção e maior a nossa preocupação.

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terça-feira, março 06, 2007

Dirigir ao celular aumenta risco de acidentes

Volante e celular é uma combinação perigosa e fácil de flagrar nas ruas de São Paulo. Difícil é fazer o motorista confessar a irregularidade.

Desculpas dos motoristas
■ Estou desligando o celular porque está acabando a bateria.
■ Estou vendo se tem recado
■ Eu vejo sempre, identifico a chamada, aí se for caso importante eu atendo.
■ Quem é pego falando ao celular tenta se explicar. É, o farol está fechado, aproveitei pra usar só um pouquinho só. Vou comprar um fone aí porque é muito perigoso.

Estudos
Os riscos de falar ao celular no trânsito foram objeto de um estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, da USP e do Hospital das Clínicas.

“Hoje em dia é o fator número um de distração. Principalmente se tiver utilizando as mãos para discar e falar. Ele se envolve de tal forma com o celular que acaba esquecendo que está dirigindo”, garante Alberto Sabbag, secretário geral da Abramet.

Simulador
Os especialistas usaram um simulador em que o motorista tem a sensação de estar dentro de um carro. Tem freio de mão, câmbio, volante com buzina, seta e até limpador de pára-brisa.
Os obstáculos logo aparecem. Um carro cruza o caminho, um animal atravessa a pista. Tem veículo à frente, semáforo também. O texto foi feito sem e com o celular e a diferença foi grande.

Resultado
■ O risco de acidente aumenta três vezes quando motorista está falando ao celular
■ Além de aumentar o tempo do percurso, a falta de atenção por causa do celular retarda a reação do motorista.
■ O número de infrações dobra e a chance de se envolver em acidente triplica. “A conversa em si, o fato de o indivíduo estar prestando atenção em alguma coisa que não está relacionada à direção é que faz com que esse tempo de reação aumente”, afirma Júlia Greve, médica do Laboratório do Movimento.
■ Os médicos comparam o uso do celular ao efeito do álcool. “É como se a pessoa tivesse dois copos de cerveja ou uma dose de destilado. É como se estivesse dirigindo ligeiramente embriagado”, diz Alberto Sabbag. Ele começa a andar de lado, fecha todo mundo. Parece que está embriagado. Quem tiver andando atrás pensa que o cara está bêbado. Na verdade está falando ao celular.

Multas
Só no ano passado, na Capital, foram aplicadas mais de 220 mil multas, em pessoas flagradas usando o celular enquanto dirigiam. A multa é de R$85,13 e o motorista leva quatro pontos na carteira de habilitação.

Campinas
Falar ao telefone celular está entre as principais multas de trânsito em Campinas. Em 2005, falar ao telefone era a quinta irregularidade mais cometida no trânsito. No ano passado, falar ao celular passou para a terceira posição e só perde para estacionamento irregular e excesso de velocidade.

Fonte: SPTV- 28/02/2007

Comentário
Pesquisa realizada nos USA, com motoristas indicam;
■ O risco de acidente aumenta quatro vezes quando motorista está falando ao celular
■ 80% das colisões de carros são provocados por distrações de motoristas

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domingo, março 04, 2007

Renault revisará carga horária após suicídios


O presidente da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, considerou necessário revisar a carga de trabalho e as dificuldades que seus funcionários enfrentam depois que três empregados cometeram suicídio nos últimos quatro meses, em uma fábrica na periferia de Paris. Segundo os diretores da empresa, as mortes dos trabalhadores “devem ser analisadas de forma séria e profunda, e devem ser elaboradas medidas concretas”.

Dois altos dirigentes da Renault serão encarregados de analisar as mortes e apresentar as conclusões em 15 de março.

Ambiente do trabalho
Será preciso uma reflexão profunda sobre a carga de trabalho, a gestão das dificuldades encontradas e as condições de trabalho concretas na Technocentre (fábrica onde trabalhavam os três suicidas), explicou Ghosn.
O brasileiro deseja “envolver‑se pessoalmente para fazer tudo que estiver a seu alcance”. Em dois anos, cinco trabalhadores da Technocentre tentaram dar fim a sua vida, quatro deles na própria fábrica, apenas um sobreviveu.
Nessa fábrica trabalham 8.400 pessoas, e, segundo os sindicatos, há medidas que devem ser adotadas imediatamente, como o fim das oficinas compartilhadas por várias pessoas, a oferta de curso para gerenciar o estresse e a multiplicação de reuniões para humanizar as relações de trabalho.

A Technocentre é um centro moderno no meio do campo, mas as condições de trabalho são tais que qualquer um pode explodir a qualquer momento, disse Gabriel Artero, do sindicato do setor.

Um tribunal abriu investigação depois do mais recente suicídio, em 16 de fevereiro.
Fonte: O Globo – Rio, 3 de março de 2007

Comentário
A empresa é como uma família, se o casal e os filhos não discutem abertamente os problemas existentes entre eles, vão predominar os conflitos familiares tais como; contestação, educação, obrigações e responsabilidades e chegando finalmente as drogas.
Na empresa os conflitos são semelhantes, pois na maioria das empresas não há uma abordagem aberta entre empresa e trabalhador dos problemas e conflitos existentes no ambiente do trabalho.
Atualmente a empresa busca o resultado operacional a qualquer custo incidindo uma carga de trabalho ao trabalhador acima da sua capacidade de execução provocando tensão, stress, competitividade ou disputa entre os trabalhadores, etc.
Existe vários conflitos na empresa que afeta a maioria dos trabalhadores, tais como;
■critérios de promoção,
■ educação; há estimulo para se melhorar o nível de escolaridade dos empregados,
■ saúde e segurança; se existe política de segurança do trabalho para evitar acidentes no ambiente do trabalho, oferece-se plano de saúde adequado e realizam-se ações preventivas,
■ relação ética e legal com todos os trabalhadores, inclusive os terceirizados.
■ falta de humanização na relação de trabalho, predominando; disputa, competitividade, pressão entre grupos de trabalhadores. O objetivo final é apenas alcançar a meta de produção.
Finalmente a própria instabilidade da nova visão de trabalho industrial em que predomina redução de custo, aumento da produtividade e como conseqüência à redução da mão de obra por produto fabricado.
A indústria atual lembra muito o filme clássico de Charles Chaplin de 1936, Tempos Modernos (foto). O filme retrata a vida do na sociedade industrial caracterizada pela produção com base no sistema de linha de montagem e especialização do trabalho. É uma crítica à "modernidade" representado pelo modelo de industrialização, onde o trabalhador é engolido pelo trabalho repetitivo e metas de produção.
Em Tempos Modernos, Chaplin é um trabalhador da fábrica, em uma linha de montagem. O seu serviço é ajustar os parafusos a uma velocidade que não consegue nem se coçar, sem que haja quebra no ritmo de trabalho dos companheiros. Isso acontece muito em algumas fábricas atuais. ACCA

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sexta-feira, março 02, 2007

Prefeitura de Estrela Velha distribui protetor solar à população

A agricultora Alida Becker Teichmann, 51 anos, nasceu e cresceu na lavoura. Agora, aprende uma nova lição para aplicar no dia-a-dia: orientada pela prefeitura de Estrela Velha, no Vale do Rio Pardo, Rio Grande do Sul, começa a cuidar da própria pele.

Projeto da prefeitura
Ela e outros cem agricultores do município de 3,5 mil habitantes fazem parte do projeto Trabalhamos pela vida: Cuide da sua pele. Desenvolvido pela Secretaria Municipal da Saúde e Assistência Social, com apoio do governo do Estado e da Universidade de Cruz Alta (Unicruz), o programa está distribuindo protetor solar de graça para pessoas que correm o risco de desenvolver problemas cutâneos.

Casos de câncer na região
Somente no ano passado, segundo dados da prefeitura, 20 novos casos de câncer de pele foram detectados no município, onde a maioria da população descende de alemães e italianos e apresenta uma pele clara e bastante sensível aos raios solares. Apesar disso, mais de 90% dos moradores trabalham na agricultura e, até então, sua única forma de prevenção era o chapéu de palha.

- Percebemos que a questão era grave e por isso decidimos investir no projeto - afirma a secretária municipal da Saúde e Assistência Social, Neusa Maria Ravanello Billig.

Orientação médica no uso do protetor
Desde fevereiro, as famílias recebem orientações de médicos e enfermeiros sobre como usar o filtro solar - produto que vem sendo desenvolvido por técnicos da Unicruz. - Agora não corremos mais riscos na lavoura. Já tivemos casos de câncer de pele na família e não queremos passar por isso de novo - diz Alida, que faz questão de passar o filtro solar na filha, Carla, 19 anos, pelo menos três vezes por dia.
Fonte: Zero Hora – Porto Alegre, sexta-feira, 2 de março de 2007
Comentário
A prevenção de doença ou de acidentes é uma das formas mais importantes para que a população ou cidadão tenha uma qualidade de vida a longo prazo e principalmente na redução de investimentos em doenças ou acidentes que possam ser minimizadas e que o Estado ou a empresa possa canalizar essa economia de recurso devido à prevenção para outras áreas.

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quinta-feira, março 01, 2007

Trabalho sob sol

Com 63.000 novos casos em 2002, o câncer de pele é o que mais ocorre no País e vem crescendo à taxa de 8% ao ano. Cerca de 80% de rugas e manchas da pele são provocadas pelo sol e 2/3 dos brasileiros ainda não usam o filtro protetor solar. Os agricultores, por trabalharem ao sol, são os mais prejudicados. Também estão expostos: os pescadores, os pecuaristas, os que trabalham com reflorestamento e outros.

O trabalho sob o sol é uma rotina comum nas atividades agrícolas, pecuárias, florestais e da pesca. O desconforto térmico em ambientes quentes é responsável pela perda de: produtividade, motivação, velocidade, precisão, continuidade e o conseqüente aumento da incidência de acidentes e doenças.

Cerca de 75% da radiação solar recebida durante a vida, ocorre nos primeiros 20 anos, portanto, quanto mais cedo começar a se proteger do sol, melhor. Os efeitos da radiação solar ultravioleta (UV), em geral, só se manifestam com o passar do tempo, pois vão se acumulando no organismo. As lesões começam a aparecer, na maioria das vezes, por volta dos 40 anos de idade. Por isso, proteja as crianças e estimule os adolescentes a se protegerem.

O diagnóstico precoce é muito importante para se obter à cura. O câncer de pele pode e deve ser tratado. A grande maioria dos cânceres de pele localiza-se na face logo, proteja-a sempre. Procure um médico dermatologista se existem manchas na sua pele que estão se modificando, formam "cascas" na superfície, sangram com facilidade; feridas que não cicatrizam ou lesões de crescimento progressivo.

O trabalho sob o sol requer o planejamento das atividades e a adoção das seguintes soluções:
■ Chapéu de palha: preferência com aba larga
■ Filtro solar (creme de proteção): com fator de proteção (alto valor) que abranja todos os tipos de pele
■ Roupas leves: cor branca e tecido de algodão
■ Água potável em abundância
■ Alimentação leve e balanceada
■Pausas freqüentes e sob a sombra
■ Programar atividades noturnas, quando possível

Fonte: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

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