Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Sistemas de Gestão da Segurança - Capítulo II

Os 10 Mandamentos visando a eficácia dos
Sistemas de Gestão da Segurança

Capítulo II


6 - Trabalhe com indicadores de resultado atingíveis, porém controle o processo, e não os indicadores
Importante, ao dar início ao processo de implantação do Sistema, é definir quais as metas relativas aos indicadores de resultados que pretendemos alcançar. É hora de deixar de lado as idéias das taxas zero de acidentes e definir metas atingíveis por seres humanos médios.
É muito mais lógico controlar o andamento do processo, dos cronogramas, da implantação das regras de trabalho, das práticas-padrão, das análises de desempenho, e das reuniões periódicas da equipe e das demais ferramentas de prevenção de perdas.
O resultado virá, naturalmente. Em prevenção de acidentes e perdas aplica-se inteiramente a máxima da previsão em si mesmo realizável: se temos um bom sistema de gestão, as coisas vão se acertando e a empresa passa a viajar em céu de brigadeiro, como uma conseqüência do sistema de gestão eficaz.

7 - Harmonia com TQC, ISO, BS, etc
Parece óbvio, mas um Sistema de Gerenciamento da Segurança deve estar em harmonia com os demais processos de qualidade existentes, aproveitando o potencial de seus instrumentos, complementando-os com as necessidades de segurança, presentes em qualquer processo produtivo e/ou administrativo.
Afinal todos os processos de qualidade têm como indicadores a qualidade intrínseca do produto ou serviço, o custo do mesmo, o atendimento ao cliente externo ou interno, o moral do grupo responsável pelos resultados e, finalmente, a segurança deste grupo.

8 - Leve o Sistema de Gestão como Processo, e não como Programa- isso é um dos itens de garantia da perpetuação do mesmo
Se desejamos a perpetuação do processo temos que construir uma empresa-escada em lugar de uma empresa-serrote, como definido por Falconi Campos; para tanto temos que rodar o PDCA da seguinte forma:
■ Identificar os instrumentos necessários ao Sistema, tendo cuidado com o excesso de papel;
■ Planejar o emprego dos instrumentos ao longo do processo;
■ Auditar se os instrumentos foram empregados conforme planejado;
■ Avaliar os resultados obtidos pela auditoria;
■ Corrigir os desvios.
Como os resultados iniciais são mais fáceis de serem obtidos, com o passar do tempo, acostumados com o entusiasmo inicial, achamos ter alcançado a perfeição. Aí é a hora de saber que as nossas taxas deverão sempre tender para zero. Sempre é possível melhorar.

9 - Acidentes como Perdas
O Sistema de Gerenciamento da Segurança, para que seja eficaz, tem que tratar o acidente com lesão humana como perda, bem como abranger os demais tipos de perdas, tais como: na propriedade (equipamentos e instalações), no processo produtivo e/ou administrativo e perdas no meio ambiente. Assim sendo, para o estabelecimento de um bom Sistema de Gerenciamento da Segurança, o melhor caminho é a implantação do Processo de Prevenção de Perdas.

10 - Paradigma da falha administrativa
Na análise dos acidentes, o modelo causal sempre nos leva para a origem da perda, apontando?nos uma ou mais falhas administrativas. O sucesso do sistema de gestão de segurança reside na aceitação deste paradigma. Sem essa aceitação, como mais de 90% dos acidentes têm como causa imediata o ato inadequado, sempre iremos atrás de um culpado e a falha administrativa, que deu origem ao acidente, permanecerá.

Fonte: Giandomenico Angioletti é engenheiro, com experiência anterior em gestão de segurança e meio ambiente em empresas mineradoras; coordenador do núcleo de Processo de Prevenção de Perdas da Ergo, Hudson de Araújo Couto é Médico do Trabalho e Doutor em Administração; Diretor Técnico da Ergo

Explicação

O que é Ciclo PDCA
Primeira etapa: P (Plan) - Planejamento
Consiste na detecção de um problema ou possibilidade de melhoria, na busca de suas causas, seleção das causas principais e montagem de um plano de ação.

Segunda etapa: D (Do) - Execução
O sucesso dessa etapa depende do sucesso da etapa anterior, considerando-se que a eliminação de um erro na etapa de planejamento tem um custo menor do que a eliminação do mesmo erro na etapa de execução. A execução consiste em seguir fielmente o plano de ação elaborado na primeira etapa do Ciclo PDCA.

Terceira etapa: C (Check) - Verificação, checagem
A checagem é essencial para podermos avaliar o sucesso das etapas anteriores.

Quarta etapa: A (Action) - Agir
Esta etapa baseia-se no resultado da checagem, pois conclui sobre a necessidade de ações corretivas (se a checagem detectou algum problema), preventivas (se não ocorreu nenhum problema, porém, poderia ter ocorrido) ou de padronização (se tudo ocorreu conforme o planejado)

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@3:21 AM