Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

domingo, dezembro 31, 2006

Ciência - Japoneses Capturam Lula Gigante


Uma equipe de pesquisa japonesa teve sucesso na filmagem de uma lula gigante viva, talvez pela primeira vez e afirma que essas criaturas podem ser mais abundantes do que imaginavam anteriormente..

A equipe de pesquisa, liderada por Tsunemi Kubodera, gravou em vídeo a lula gigante na superfície quando eles a capturaram distante das Ilhas Ogasawara, ao sul de Tóquio, em 4 de dezembro de 2006..

A lula, que media aproximadamente 7,30 m de comprimento, morreu enquanto era capturada.

Vide fotos ampliadas:
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070101001135.html
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070101001718.html
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20070101001259.html

"Acreditamos que isto é a primeira vez que alguém filmou com sucesso uma lula gigante que estava viva," disse Kubodera, um pesquisador do Museu de Ciência Nacional de Japão. "Agora que sabemos onde encontrá-las, pensamos que podemos ter mais sucessos em estudá‑las no futuro”.
"A lula gigante, denominada de Architeuthis , é um dos maiores invertebrados do mundo”.

"A lula capturada foi pega usando uma linha com isca, um tipo da lula pequena, e puxada para o interior do navio de pesquisa "depois de oferecer muita luta," disse Kubodera. "Ele e mais duas pessoas conseguiram puxá-la para dentro do navio, mas eles a perderam, uma vez que, pode ter causado os ferimentos que a matou," ele disse.

A lula, uma fêmea, não totalmente adulta e era relativamente pequena por padrões de lulas gigantes. O maior animal da espécie já encontrado tinha 18 metros, ele disse. Kubodera e a sua equipe estão conduzindo expedições na área durante aproximadamente três anos antes que conseguissem fazer seu primeiro contato há dois anos. No ano passado, a mesma equipe havia fotografado uma lula gigante em seu hábitat natural.

Fonte: Fox News - Friday, December 22, 2006

Comentário :
Essa lula gigante lembra muito a obra de Julio Verne, “Vinte Mil Léguas Submarinas”, escrita em 1873. Naquela época ainda não existia submarino. Julio Verne consegue criar um submarino, o Náutilus, completamente autônomo, movido somente a eletricidade (hoje temos o submarino movido a energia nuclear). O submarino na profundeza dos mares, enfrenta vários monstros, entre eles, a lula gigante.

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sexta-feira, dezembro 29, 2006

Uso de quebra-mato

O Contran publicou em 27 de dezembro de 2006, a resolução nr 215, que regulamenta a fabricação, a instalação e o uso do quebra-mato. O acessório é instalado no pára-choque dianteiro do automóvel para amenizar o impacto de colisões frontais, sendo muitas vezes usado apenas para a estética do veículo. Só poderão ser instalados equipamentos registrados no Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).
Vide a resolução
http://www.denatran.gov.br/resolucoes.htm

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quarta-feira, dezembro 27, 2006

Ruído - Ação combinada com produtos químicos

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), “Saúde não significa apenas ausência de doença ou dor, mas, também, um ótimo estado de bem estar físico, mental e social”. A saúde desenvolve-se e mantém-se graças à interação entre o homem e o meio ambiente. Como o ambiente de trabalho é o local onde o trabalhador passa grande parte do seu tempo, a manutenção da saúde depende, em grande parte, da salubridade do ambiente ocupacional.

Com o atual crescimento acelerado da tecnologia, que atinge quase todas as atividades humanas, surgem inúmeras vantagens sócias econômico, porém dão origem a vários subprodutos ou efeitos nocivos à qualidade de vida, à segurança individual e coletiva. Um destes subprodutos da tecnologia é o ruído e o uso cada vez maior de diferentes compostos químicos.

Ruído – ação combinada no ambiente de trabalho
Tem-se observado um crescente interesse em pesquisas sobre os efeitos das exposições combinadas a agentes físicos, químicos, biológicos e organizacionais, presentes no ambiente de trabalho. Em particular, destaca-se o potencial de interação entre produtos químicos e ruído, que podem ocasionar perdas auditivas nos trabalhadores expostos. Estas têm ocupado lugar de destaque nas doenças relacionadas ao trabalhador.

Ruído – efeitos de produtos químicos
Por muitos anos, tais perdas foram atribuídas exclusivamente à exposição ocupacional ao ruído. As características de tal perda são muito semelhantes às da perda auditiva por ototoxicidade, ou seja, ambas são neurosensoriais, apresentam lesões cocleares, são irreversíveis, acometem inicialmente altas freqüências (sons agudos) e quase sempre são bilaterais. Este fato talvez tenha postergado os estudos a respeito dos efeitos auditivos da exposição ocupacional a produtos químicos. Considerando que é freqüente a exposição combinada a agentes físicos e químicos nos ambientes de trabalho, torna-se extremamente importante estudos envolvendo possíveis interações entre tais agentes e seus efeitos na audição dos trabalhadores.

Compostos químicos ototóxicos
Dentre os compostos químicos ototóxicos, pode-se destacar;
■ os metais (chumbo, arsênico, cobalto e manganês),
■ os asfixiantes (cianeto, monóxido de carbono e nitrato de butila) e
■ os solventes (álcool, dissulfeto de carbono, hexano, tricloroetileno, tolueno, xileno, estireno e misturas).

Solventes mais utilizados
Considera-se que, dentre tais compostos, os solventes são os mais utilizados na indústria.
■ O tolueno, é um solvente presente em colas, lacas, tintas, vernizes, óleos, dentre outros. Para avaliação da exposição aos níveis de tolueno no ambiente laboral, realiza-se o monitoramento biológico através do ácido hipúrico que é o bioindicador urinário para o tolueno

Avaliações periódicas
Para que o profissional de segurança ou higiene do trabalho possa colocar em prática medidas que efetivamente protejam a saúde do trabalhador, devem ser realizadas avaliações periódicas do potencial de contaminação do ambiente de trabalho, através do monitoramento ambiental e biológico. Para realização deste monitoramento é necessário o conhecimento prévio de diversas condições relacionadas aos trabalhadores e ao ambiente. Dentre elas, a movimentação dos trabalhadores, condições de ventilação, atividades ou funções desempenhadas e avaliação dos equipamentos em relação ao impacto com o ambiente.

Surdez silenciosa
A surdez progressiva pode ser silenciosa, os indivíduos que dizem estar acostumados com o ruído, na maioria das vezes já possuem uma deficiência auditiva instalada. O uso de protetores auriculares deve ser sempre temporário, nunca definitivo e somente utilizados quando todos os outros meios de controle estiverem esgotados. Devemos sempre optar por uma solução de proteção coletiva, a qual reflete na melhoria de qualidade de vida dos trabalhadores.

Estudo de dano auditivo em fábrica
Realizou-se um estudo sobre dano auditivo em trabalhadores expostos a ruído e solvente em uma fábrica de calçados. Este trabalho foi realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul conjuntamente com outras Instituições.
Foram efetuadas análise dos níveis de ruído e solventes aos quais os trabalhadores estavam expostos durante a jornada de trabalho de 8 horas diárias/cinco dias semana, e seus efeitos sobre a audição dos trabalhadores.

Estudo - dentro da norma – pode aumentar a ocorrência perdas auditivas
Neste trabalho observou-se que, mesmo os operários não estando expostos a níveis de ruído superiores ao limitado pela Norma Regulamentadora do país, 85 dBA/8h (NR-15 MT/BR) e que a exposição ao tolueno seja menor do que a estabelecida por esta norma (78 ppm), um elevado número de trabalhadores apresentaram acentuada perda auditiva no grupo de trabalhadores expostos ao solvente e ruído, o sugere que a exposição a estes agentes, mesmo dentro dos limites estabelecidos, pode aumentar a ocorrência de perdas auditivas. Este dado é preocupante tendo em vista que os trabalhadores permanecem em jornada de 8 horas de trabalho expostos a estes agentes, muitas vezes sem a proteção adequada.

Riscos – efeitos interativos
Estudos com o propósito de verificar a interação de agentes tóxicos, na saúde dos trabalhadores, podem servir de ferramenta para discussões de normas vigentes, devido ao fato dos limites estabelecidos por organismos governamentais nacionais e internacionais, que determinam condições de trabalho seguras, não considerarem os efeitos iterativos da exposição a mais de um agente tóxico. Acreditamos ser de extrema relevância científica e social pesquisas sobre a interação de agentes físicos e químicos na saúde dos trabalhadores.

Fonte: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Farmácia, Departamento de Análises - Vera M. Steffen

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sexta-feira, dezembro 22, 2006

Charge de Segurança


Isto acontece em muitas empresas que estão preocupadas, apenas com as normas de segurança ou atender as conformidades de normas, mas esquecem de enxergar os riscos presentes nos locais de trabalho. ACCA

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quarta-feira, dezembro 20, 2006

Caso Real-Dezembro/2006

Na semana passada, estive no centro de São Paulo. Várias ruas do centro os passeios estão sofrendo reformas. Em uma dessas ruas, próximo ao largo São Francisco, observei um trabalhador fazendo o arremate final do assentamento de ladrilho hidráulico. Estava agachado, posição não muito estável, segurando com a mão direita uma máquina de corte, ele estava sem EPI, e a mão esquerda, principalmente o dedo polegar, utilizando como se fosse uma régua guia, milimetricamente próximo ao disco de corte, fazendo a regularização do ladrilho.

Fiquei imaginando; o trabalhador já deve estar acostumado com isso, ele deve pensar, tenho controle do risco ou ele não tem percepção do perigo? Ele pode perder o dedo ou não ? Ou em caso de acidente a máquina correr em direção aos seus pés? Ou ele está simplesmente jogando/trabalhando como se fosse uma roleta russa? A obra é da prefeitura e a empreiteira é contratada. O Estado dando exemplo. Como se disse; Trabalho seguro é um direito de todos os trabalhadores e um dever dos órgãos e entidades do Sistema de Segurança e Saúde de Trabalho.

Em Porto Alegre, estava em demolição um sobrado com marquise. O sobrado estava isolado com tapumes apenas na divisa com passeio, esqueceram da marquise. Uma garota de apenas 18 anos, universitária, estava passando pelo local e a marquise caiu sobre ela. Morte instantânea. Quando ocorre acidente fatal, cada um dos responsáveis quer eximir de responsabilidade sobre o fato.

A prefeitura informou que a demolição estava regular, ä empresa pagou as referidas taxas. Certamente a empresa pode pagar as taxas e não obedecer às normas de segurança? Ou é permitido matar?
Após o acidente fatal a construtora informou que existia um laudo de demolição assinado por uma engenheira. No inquérito ela informou que fez o laudo, mas não foi no local para analisar os prováveis riscos. A Construtora contratou um engenheiro para terminar a demolição, ISOLOU O PASSEIO E UMA DAS FAIXAS DA RUA PARA TERMINAR O SERVIÇO. Era tão simples fazer e não fizeram no momento correto.

Vivemos num mundo de ilusão de segurança, preocupados com prontuários, siglas mais siglas, questionários, tudo preenchido conforme as normas, tudo nos leva crer sabemos tudo, mas nos leva a não fazer nada, pois os acidentes acontecem, estão acontecendo e acontecerão em um ciclo vicioso.
Vamos chegar a um momento, com tanto prontuários, questionários, que vamos criar o controle do controle do controle, com custos e burocracias que atrapalham a funcionalidade da segurança da empresa, isto é, não vamos enxergar o risco, apenas observar documentos (inspeção de documentos). ACCA

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terça-feira, dezembro 19, 2006

Simulador de Riscos da Construção Civil

Comentário: Projeto interessante desenvolvido na Espanha para treinamento da mão de obra na construção civil unindo a parte teórica e prática. No Brasil temos várias entidades que ministram cursos teóricos, porém sem levar em conta o cenário real do trabalho. A implantação de um simulador de riscos da construção civil seria um passo importante para conscientização de boas práticas de segurança e da prevenção. As entidades envolvidas poderiam analisar essa viabilidade da implantação no país de um simulador e quem sabe no futuro o trabalhador para exercer sua profissão na construção civil teria obrigatoriamente passar por esses centros de capacitação e de prevenção disseminados em todos os estados.

Este centro, construído numa área de 2.500 m2, foi inaugurado em 13 de dezembro de 2006, na região de Castilla-La Mancha, Espanha.

Trata-se fundamentalmente de uma instalação localizada numa área e 2.500 m2 na região de Castilla-La Mancha, Espanha. Cerca de 1.500 alunos ao ano, receberão formação teórica e prática preventiva em um edifício em obras, de quatro pavimentos, imitando o cenário real em que os trabalhadores do setor terão que desenvolver seu serviço.

A área construída, ocupa uma superfície de 1.533 m2 , possui duas edificações e um galpão e está distribuídos em três salas de aula, sala de monitores, enfermaria, sala de informática, administração, vestuários, e dois armazéns.

O ambicioso projeto foi coordenado pela Fundação Laboral da Construção, integrada tanto por patronal como por sindicatos, custou 1.200.000 euros (3,3 milhões de reais).

A idéia principal, que o trabalho é imprescindível para poder viver, mas, tem que ser um trabalho seguro.

Fonte: La Verdad - 14 de diciembre de 2006

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sábado, dezembro 16, 2006

Mulher tem couro cabeludo arrancado

Uma funcionária da Indústria Têxtil Frint, em Americana, teve todo o couro cabeludo arrancado ao enroscar os cabelos na máquina em que trabalhava. O acidente ocorreu na madrugada, em 09 de outubro de 2002.

A retorcetriz Ana Cristina Gêmeo Luiz, 32, estava trabalhando em uma máquina para serviços de retorção, quando, ao se abaixar, seu cabelo enroscou no eixo giratório da máquina.

Cabelo comprido
Ana Cristina, que tinha os cabelos na altura dos ombros, teve todo couro cabeludo arrancado e foi socorrida pelo supervisor industrial Antônio Marques Gonçalves Ribas e levada ao Hospital Municipal Dr. Waldemar Tebaldi.

Atendimento médico
Algumas horas depois, a funcionária foi transferida para o Hospital Municipal de Botucatu, onde passou por exames. “Os médicos de Botucatu disseram que as células do couro cabeludo de minha irmã estão mortas, e por isso, seus cabelos não vão mais crescer. Mas existe uma possibilidade de, futuramente, ela fazer um implante de cabelo”, disse um dos irmãos de Ana Cristina.

Na tarde de quarta-feira, 9 de outubro, a funcionária foi transferida novamente para o Hospital Dr. Waldemar Tebaldi, onde permanece internada. “Uma cirurgia para enxerto na cabeça está prevista”, informou o irmão. Segundo o familiar, Ana Cristina está consciente do que ocorreu. “Mas ela está traumatizada e chora muito”, disse o irmão.

Posição da empresa
O advogado da empresa alegou que todas as medidas legais já foram tomadas e que a empresa está acompanhando a recuperação da funcionária. Segundo um funcionário da empresa, que pediu para não ser identificado, acidentes de trabalho nunca ocorreram no local e Ana Cristina teria infringido regras de segurança de trabalho da empresa, por estar trabalhando com os cabelos soltos.

Falta de equipamentos de segurança
Já um familiar de Ana Cristina informou que teve conhecimento de que todas as funcionárias da empresa trabalham de cabelos soltos.

Fonte: TodoDia – Americana, 10 de outubro de 2002

Comentário
A empresa não possui uma política adequada para os funcionários quanto à conscientização e riscos inerentes a atividade.
No caso em questão, a empresa poderia ter adotado o seguinte critério:
Proibir a utilização de cabelos compridos nas áreas que apresentam riscos. Nas indústrias alimentícias é comum à proibição de cabelos compridos e barbas em áreas que possam ocorrer contaminação produtos em processo.

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Roupas Folgadas, Adornos , Cabelos compridos

Conscientização dos funcionários(as) para utilização de equipamentos de segurança e vestuários em áreas de riscos


Os acidentes / lesões podem ser eliminados ou amenizados, se você utilizar todos os equipamentos de proteção individual (E.P.I.), conforme seu trabalho e/ou setor, tais como: uniforme, protetor de cabelo, avental, etc. O cabelo comprido deve ficar com protetor de cabelo (gorro ou redinha), para se evitar que o mesmo fique preso em algum dispositivo em movimento, acarretando gravíssimos acidentes.


Uso de anéis e alianças durante atividades operacionais
Um Grande Risco !

■ Diversas lesões acontecem quando anéis e alianças se enroscam em arestas e/ou superfícies salientes, podendo inclusive ocasionar a amputação de dedos.

■ Antes de iniciar suas atividades, retire anéis, alianças e demais objetos de adorno, inclusive nas tarefas domésticas, onde o número de acidentes também é alto!


Grande parte dos acidentes ocorrido nas empresas causa lesões nas mãos.

■ Anéis e alianças podem enroscar-se em superfícies salientes e também em equipamentos e motores rotativos. O reflexo e a força para evitar o acidente acabam causando o agravamento da lesão e até mesmo a amputação do dedo.
O procedimento seguro é retirar todos os adornos das mãos e utilizar luvas apropriadas!

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sexta-feira, dezembro 15, 2006

Sistemas de Gestão da Segurança - Capítulo I

Os 10 Mandamentos visando a eficácia dos
Sistemas de Gestão da Segurança
Capítulo I


1 -Considere profundamente os fatores humanos envolvidos na atitude segura, bem como na propensão para o acidente
Este é o primeiro e mais importante mandamento!
Ele pressupõe uma revisão crítica de todos os enfoques super‑simplicadores de atribuir a causa da maioria dos acidentes ao ato inseguro do trabalhador, procurando-se perguntar também, pelo menos o seguinte:
■ O trabalhador tinha o conhecimento necessário para realizar a tarefa?
■ Havia uma tolerância implícita com atitudes inadequadas, incorretas, mas que eventualmente resultavam em aumento da produtividade?
■ Houve transferência de responsabilidade?
■ O trabalhador tinha a condição material, de tempo, de ambiente, para realizar a operação de forma adequada?

Assim, há que se trabalhar na assimilação por todos (inclusive pelos engenheiros, supervisores, facilitadores e também pelos operadores) dos seguintes valores:
■ A importância de não se deixar o trabalhador num conflito de interesses ou em situações ambíguas e nebulosas (por exemplo, pressa versus perfeição e segurança);
■ Nunca adotar práticas ou posturas que induzam o trabalhador a atitudes inadequadas;
■ Adotar a regra da chapa quente sempre, para todos, sem exceção; (a regra da chapa quente é uma comparação muito feliz à regra básica de abordagem dos comportamentos fora da conformidade: quando você toca numa chapa quente, você se queima; assim também, qualquer um que cometesse um deslize de comportamento, um comportamento fora da conformidade, deveria ser abordado e advertido, qualquer que fosse o seu nível);
■ Valorizar o exemplo das chefias e dos facilitadores, especialmente no que se refere a atitudes corretas, seguras, comprometidas com o fazer certo;
■ Estudar preventivamente as pessoas que excedam os limites de forma perigosa ou que estejam apresentando sinais precoces de desvio de atitude (comportamento compulsivo);
■ Passar valores de comportamento profissional correto, para todos;
■ Considerar que, em situações de risco profissional, a única forma realmente eficaz de garantir atitudes corretas, é a certeza da habilidade;
■ Considerar que é normal a perda da habilidade com o tempo, daí a importância de programas periódicos de reciclagem; e que para a eficácia da reciclagem, é necessário técnicas mais desafiadoras de ensino;
■ Preparar bem a média gerência;
■ Considerar que o ser humano precisa ser acompanhado quanto ao seu estado psíquico, que tende a se deteriorar em situações comuns do cotidiano, tornando-se nestas condições, inapto para trabalhos perigosos;
■ Considerar a coerência no trato de assuntos de pessoal como uma das regras mais importantes visando um gerenciamento eficaz de pessoas no trabalho;
■ Manter o mastermind “prática segura” na cabeça das pessoas;
■ Acostumar-se a ter bom senso na relação lastro e vela; no caso de dúvida, favorecer as decisões colegiadas;
■ Significado de lastro e vela – se um navio tiver lastro demais, tornar-se-á moroso e inadequado para navegar, se tiver vela demais e pouco lastro. Essa situação é freqüente nas empresas: as áreas de segurança costumam ser encaradas como lastro demais, como dificultadoras, (apego sem sentido a regras e rituais desprovidos de uma base estatística ou técnica ou mesmo bom senso que a justifique); o contrário disso é exatamente a vela excessiva, sem lastro, que costuma ser a atitude de muitos gerentes que, no afã de produzirem, deixam de considerar alguns cuidados importantes, correndo riscos.
■ Acostumar os trabalhadores para com a motivação correta;
■ Acostumar todos com a máxima: “fazer correto é também fazer de forma segura”; a segurança está implícita na prática correta.
■ Considerar a necessidade não só de treinamento, mas também de formação das pessoas. Lembrar-se que formação é a somatória de treinamento e educação; no treinamento, ensina-se como se faz, na educação ensinam-se comportamentos corretos.
■ Considerar que, se quer realmente uma mudança eficaz, uns 20% dos facilitadores e gestores terão que ser trocados.
■ Considerar o profundo envolvimento dos trabalhadores na elaboração das regras de trabalho, das práticas padrão, fluxogramas e outros instrumentos administrativos, considerando a importância da participação dos mesmos, saindo da postura elitista de ser exclusividade dos engenheiros de fazer as regras de trabalho.

2- Garanta o comprometimento da alta gerência da empresa
É importante lembrar que a base da pirâmide é o seu ápice. Processos de qualidade, de segurança, de ergonomia, de gestão do meio ambiente e outros somente têm chance de vingar e colocar a empresa no rumo da melhoria contínua se tiverem o comprometimento dos níveis superiores. Sem o comprometimento (que é diferente de apoio) da alta administração não é recomendável dar início ao estabelecimento do processo de implantação do Sistema de Gestão.
Observação importante: a estratégia de criar uma massa crítica subjacente para depois obter o posterior comprometimento do topo é o caminho mais curto para que a idéia seja abortada pela alta gerência.

É importante que a alta gerência tome conhecimento dos fatores do erro humano;
■ que assimile a necessidade de controle absoluto sobre o risco intrínseco do processo,
■ que assimile o compromisso de revisar periodicamente o andamento do processo de prevenção de acidentes e perdas e
■ que compartilhe de alguns valores fundamentais.
Entre esses, destacamos:
■ O acordo de que na origem dos acidentes existe alguma forma de falha administrativa, e que o caminho da prevenção dos acidentes é através de uma melhor performance administrativa dos gestores, da média gerência e dos facilitadores;
■ A noção de que prevenir acidentes é uma forma de prevenir perdas. E que o enfoque maior deva ser na prevenção de perdas, nos seus diversos aspectos.
■ A noção da necessidade do balanceamento entre lastro e vela e de que algumas atitudes consentidas de níveis superiores podem induzir a alta e a média gerência a serem ousadas de forma irresponsável.
■ A noção do longo caminho curto, isto é, os resultados consistentes nessa área vão ocorrendo gradativamente, por mudança de valores (que se refletem em mudanças de atitudes), caracterizando a “empresa escada”, e que propostas imediatistas quase sempre resultam em fracassos e no retrocesso do curto caminho longo, com re‑trabalhos e retomadas (“empresa serrote”).

3 - Garanta controle absoluto sobre o risco intrínseco do processo
Isso pressupõe voltar a investir na qualidade dos técnicos de processo, dos que detêm controle técnico das máquinas, com estudos, atualização através de congressos e benchmarks, conhecimento de experiência de perdas e acidentes graves naquele tipo de processo.
(Historicamente, a revisão freqüente de perdas ocorridas, de acidentes graves de outras empresas, de danos ambientais importantes, funciona melhor para manter viva a lembrança de como fazer certo do que a exortação de sucessos).
Pressupõe ainda preparar uma documentação de evidência dos riscos inerentes ao processo (de forma a manter esse controle no caso de perda de pessoas do corpo técnico), bem como que esse pessoal deva estar capacitado não só tecnicamente, mas também que sejam pessoas de bom senso e que possam tomar atitudes responsáveis, não apenas contra‑indicando operações quando perceberem riscos não controlados, mas também liberando operações diante de situações controladas.
É muito importante é desenvolver bloqueios em situações que favorecem o erro humano por deslize.
É também fundamental estudar as condições ergonômicas para a realização das atividades, especialmente daquelas de manutenção e limpeza, bem como das condições de trabalho manual, necessários quando ocorre falha dos equipamentos automáticos.

4 - Trabalhe com instrumentos eficazes

Os 10 instrumentos mais eficazes para prevenir acidentes do trabalho e perdas em geral são:
■ Sistema gerencial de análise dos acidentes, dos quase-acidentes e perdas, sinalizando prioridades de ação
■ Inspeção periódica planejada formal das instalações da empresa
■ Regras de trabalho
■ Práticas-padrão
■ Orientação a novos e novos na função
■ Metodologia de análise e solução de problemas
■ Capacitação e habilitação formal para tarefas em que a responsabilidade profissional seja o principal determinante de atitudes corretas
■ Permissão para tarefas especiais
■ Análise periódica de desempenho de todos os facilitadores, gestores e trabalhadores, formulando planos de ação visando corrigir os desvios detectados no desempenho esperado
■ Reuniões periódicas da equipe.

5 - Crie e mantenha a estrutura organizacional compatível com a Prevenção de Acidentes e Perdas
O Sistema deve estar suportado por uma estrutura organizacional em três níveis, a saber:
■ Institucional, representado por um Comitê Diretivo, onde são definidas as políticas e diretrizes necessárias à perpetuação do Sistema.
■ Organizacional, representado por Comitês Executivos, onde são definidos os planos de ação necessários para o estabelecimento das políticas e diretrizes definidas pela alta administração.
■ Operacional, representado por Unidades Gerencias Básicas, onde os planos de ação são estabelecidos. Nos comitês operacionais, deve-se ter, necessariamente, a presença dos representantes dos trabalhadores na Cipa.
As reuniões de todos os 3 níveis são previstas em calendário e devem, obrigatoriamente, ocorrer.
Além disso, forças-tarefas assumem o estudo de problemas específicos nas áreas.
É fundamental deixar o pessoal de segurança do trabalho com independência hierárquica.
Também fundamental é fazer auditoria periódica dos processos, com auditores independentes.
Continua no capítulo II

Fonte: Giandomenico Angioletti é engenheiro, com experiência anterior em gestão de segurança e meio ambiente em empresas
mineradoras; coordenador do núcleo de Processo de Prevenção de Perdas da Ergo, Hudson de Araújo Couto é Médico do Trabalho e Doutor em Administração; Diretor Técnico da Ergo

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Sistemas de Gestão da Segurança - Capítulo II

Os 10 Mandamentos visando a eficácia dos
Sistemas de Gestão da Segurança

Capítulo II


6 - Trabalhe com indicadores de resultado atingíveis, porém controle o processo, e não os indicadores
Importante, ao dar início ao processo de implantação do Sistema, é definir quais as metas relativas aos indicadores de resultados que pretendemos alcançar. É hora de deixar de lado as idéias das taxas zero de acidentes e definir metas atingíveis por seres humanos médios.
É muito mais lógico controlar o andamento do processo, dos cronogramas, da implantação das regras de trabalho, das práticas-padrão, das análises de desempenho, e das reuniões periódicas da equipe e das demais ferramentas de prevenção de perdas.
O resultado virá, naturalmente. Em prevenção de acidentes e perdas aplica-se inteiramente a máxima da previsão em si mesmo realizável: se temos um bom sistema de gestão, as coisas vão se acertando e a empresa passa a viajar em céu de brigadeiro, como uma conseqüência do sistema de gestão eficaz.

7 - Harmonia com TQC, ISO, BS, etc
Parece óbvio, mas um Sistema de Gerenciamento da Segurança deve estar em harmonia com os demais processos de qualidade existentes, aproveitando o potencial de seus instrumentos, complementando-os com as necessidades de segurança, presentes em qualquer processo produtivo e/ou administrativo.
Afinal todos os processos de qualidade têm como indicadores a qualidade intrínseca do produto ou serviço, o custo do mesmo, o atendimento ao cliente externo ou interno, o moral do grupo responsável pelos resultados e, finalmente, a segurança deste grupo.

8 - Leve o Sistema de Gestão como Processo, e não como Programa- isso é um dos itens de garantia da perpetuação do mesmo
Se desejamos a perpetuação do processo temos que construir uma empresa-escada em lugar de uma empresa-serrote, como definido por Falconi Campos; para tanto temos que rodar o PDCA da seguinte forma:
■ Identificar os instrumentos necessários ao Sistema, tendo cuidado com o excesso de papel;
■ Planejar o emprego dos instrumentos ao longo do processo;
■ Auditar se os instrumentos foram empregados conforme planejado;
■ Avaliar os resultados obtidos pela auditoria;
■ Corrigir os desvios.
Como os resultados iniciais são mais fáceis de serem obtidos, com o passar do tempo, acostumados com o entusiasmo inicial, achamos ter alcançado a perfeição. Aí é a hora de saber que as nossas taxas deverão sempre tender para zero. Sempre é possível melhorar.

9 - Acidentes como Perdas
O Sistema de Gerenciamento da Segurança, para que seja eficaz, tem que tratar o acidente com lesão humana como perda, bem como abranger os demais tipos de perdas, tais como: na propriedade (equipamentos e instalações), no processo produtivo e/ou administrativo e perdas no meio ambiente. Assim sendo, para o estabelecimento de um bom Sistema de Gerenciamento da Segurança, o melhor caminho é a implantação do Processo de Prevenção de Perdas.

10 - Paradigma da falha administrativa
Na análise dos acidentes, o modelo causal sempre nos leva para a origem da perda, apontando?nos uma ou mais falhas administrativas. O sucesso do sistema de gestão de segurança reside na aceitação deste paradigma. Sem essa aceitação, como mais de 90% dos acidentes têm como causa imediata o ato inadequado, sempre iremos atrás de um culpado e a falha administrativa, que deu origem ao acidente, permanecerá.

Fonte: Giandomenico Angioletti é engenheiro, com experiência anterior em gestão de segurança e meio ambiente em empresas mineradoras; coordenador do núcleo de Processo de Prevenção de Perdas da Ergo, Hudson de Araújo Couto é Médico do Trabalho e Doutor em Administração; Diretor Técnico da Ergo

Explicação

O que é Ciclo PDCA
Primeira etapa: P (Plan) - Planejamento
Consiste na detecção de um problema ou possibilidade de melhoria, na busca de suas causas, seleção das causas principais e montagem de um plano de ação.

Segunda etapa: D (Do) - Execução
O sucesso dessa etapa depende do sucesso da etapa anterior, considerando-se que a eliminação de um erro na etapa de planejamento tem um custo menor do que a eliminação do mesmo erro na etapa de execução. A execução consiste em seguir fielmente o plano de ação elaborado na primeira etapa do Ciclo PDCA.

Terceira etapa: C (Check) - Verificação, checagem
A checagem é essencial para podermos avaliar o sucesso das etapas anteriores.

Quarta etapa: A (Action) - Agir
Esta etapa baseia-se no resultado da checagem, pois conclui sobre a necessidade de ações corretivas (se a checagem detectou algum problema), preventivas (se não ocorreu nenhum problema, porém, poderia ter ocorrido) ou de padronização (se tudo ocorreu conforme o planejado)

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terça-feira, dezembro 12, 2006

Tecnologia ajuda prender ladrão


Um ladrão foi flagrado pela internet ao assaltar uma casa no Guarujá, no litoral paulista. O curioso, quem viu o assalto foi o dono da residência, que estava em Colônia, na Alemanha.

Sistema de monitoramento
O sistema de monitoramento instalado na casa, que fica na Praia de Pernambuco, tem um sensor de movimento, que acionou o celular do empresário durante uma reunião de negócios. As cenas gravadas pelas câmeras de segurança podem ser acompanhadas pela internet.

O alerta foi acionado no dia 10 de dezembro, pelo sistema de segurança da casa, localizada na praia de Pernambuco, no Guarujá.

O empresário estava na cidade alemã de Colônia e recebeu um alerta em seu celular vindo da casa litorânea, no outro lado do Atlântico.Fui ao laptop, entrei na internet e olhei na minha casa ao vivo. Vi uma pessoa lá dentro que eu não conhecia. Liguei para a minha mulher, que chamou a polícia e manteve contato com a polícia durante o cerco da residência, contou o empresário João Pedro Wettlauser.

Ela passou detalhes para a gente de como era o ladrão e onde ele estava enquanto estávamos cercando a casa, contou o cabo Américo Rodrigues, da 5a Companhia do 21o Batalhão do Interior da Polícia Militar. Isso foi crucial para que a gente agisse com objetividade. A ação não demorou mais que 15 minutos, acrescentou o policial, que participou do cerco.

Segundo ele, o ladrão usou uma escada da própria residência para entrar na casa pelo primeiro andar.

Os donos acompanharam pela internet
Os donos puderam ver o ladrão provando roupas, e, quando os policiais entraram na casa, uma série de objetos, entre eletrodomésticos e ferramentas, estavam embalados em sacos na cozinha, prontos para serem levados.O ladrão não desconfiou que estava sendo vigiado a milhares de quilômetros de distância.
Ele ficou surpreso quando soube que estava sendo visto por câmeras pela Internet, disse Rodrigues.
UOL Tecnologia e Globo Online - – 12 de dezembro de 2006

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sábado, dezembro 09, 2006

Metalúrgico morre esmagado por máquina

Em 07 de dezembro de 2006, ocorreu um acidente fatal, na empresa Weco, em Porto Alegre, quando quatro funcionários transportavam uma furadeira de bancada de mais de 800 quilos, e um dos funcionários escorregou e o equipamento caiu sobre o peito dele.
Vítima fatal: operador de guilhotina Miguel Goulart de Oliveira, 48 anos.

Fonte: Zero Hora – Porto Alegre, 8 de dezembro de 2006

Comentário
Hoje em dia temos uma série de carrinhos industriais, tipo pneumático, sem força motriz, que pode substituir a força humana. Quando transportamos equipamentos ou materiais acima da capacidade de levantamento de um trabalhador, estamos gerando um risco em potencial, quando envolve vários trabalhadores para o transporte dessa peça, tais como; desequilíbrio, resistência de levantamento e transporte.

Para tanto, devemos relacionar todos os riscos possíveis em que o trabalhador possa enfrentar no seu dia a dia de trabalho e transformar isso em procedimento de trabalho seguro (política de segurança da empresa).
No caso em questão, temos o problema de transporte e movimentação de material ou equipamento.
Poderíamos adotar procedimento de movimentação de material, levando em consideração;
1. Estabelecer procedimentos para movimentação de cargas através de equipamentos de elevação e transporte manual (objetivo)
2. É proibida a utilização de outros meios (improvisações) que não sejam equipamentos de elevação para transportar peças. (procedimento)

Na essência faltou planejamento de movimentação de material, em que os problemas relacionados com a movimentação de materiais, que devem ser determinados antes de ser estabelecer qualquer solução, são eles:
a) o que vai ser movimentado:
- fator mais importante, consiste em conhecer o tipo de material antes da movimentação, para que seja determinado o método de movimentação ou o tipo de equipamento que deve ser usado;
b) direção em que o material vai ser movimentado:
- consiste em determinar a largura dos corredores, para direcionar a carga;
c) freqüência com que o material vai ser movido:
- caso o material for movimentado em intervalos periódicos, ou nas movimentações isoladas, deve ser estabelecido programa antes do início da operação;
d) volume a ser movimentado:
- consiste em determinar a necessidade de instalar vários tipos de sistema de movimentação adequado para materiais a serem empregados;
e) distância a ser percorrida:
- consiste em determinar o sistema de movimentação a empregar, se a distância for longa pode ser melhor um sistema mecânico, mas se for curta talvez seja através de carrinhos manuais ;
f) como mover a carga:
- conhecidos os fatores acima, determinar como transportar a carga: se por transportadores, carros motorizados, carros manuais ou mesmo manualmente.
ACCA

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Serviço de Informações

Relaciono algumas empresas que prestam serviços nas áreas; Industrial, Segurança e Saúde Ocupacional

A Tasqa é uma empresa que presta serviços na área de laboratórios de ensaios nas seguintes áreas;
Meio Ambiente, Emissões Atmosféricas, Saúde Ocupacional, Microbiologia, Ecotoxicologia, Ensaios Agronômicos, Farmacêuticos, Cosméticos, Alimentos Resíduos de Pesticidas e Registro de Agrotóxicos
Link: http://www.tasqa.com.br/

IPEI – Instituto de Pesquisas de Estudos Industriais
Área de atuação : projeto, análises, ensaios e consultoria
Principais áreas: Computação e Informática, Engenharia Industrial e de Produção, Engenharia Têxtil, Engenharia Química, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica
Link : http://www.ipei.com.br/index.htm

Falcão Bauer – atua em serviços de Controle da Qualidade abrangendo os segmentos da Construção Civil, Rodoviário, Patologia e Recuperação Estrutural, Meio Ambiente, Indústria Automobilística e Indústria em Geral.
O Grupo Falcão Bauer está capacitado a desenvolver pesquisas e ensaios especiais para seus clientes, visando a avaliação e o desempenho de seus produtos.
Link : http://www.falcaobauer.com.br/index.htm

UL do Brasil - Empresa brasileira filial da Underwriters Laboratories.
A UL do Brasil possui capacitação local para desenvolver os serviços de certificação visando a obtenção da Marca UL, nos segmentos de plásticos, fios e cabos, equipamentos elétricos para atmosferas explosivas, informática, telecomunicações, linha branca (geladeiras, freezers etc) e linha marrom (TV, som, vídeo etc). A marca UL de certificação facilita às exportações brasileiras ao aplicar seu selo nos produtos locais, abrindo as portas dos mercados consumidores mundiais às indústrias brasileiras.
Link : http://www.ul-brasil.com/brazil/br_ulla_home_affbr.aspx

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quinta-feira, dezembro 07, 2006

Temporal castiga Franca


O forte temporal com chuvas e ventos constantes, que caiu na tarde de segunda-feira, por volta das 17 h, 5 de dezembro de 2006, em Franca, Estado de São Paulo, durou aproximadamente uma hora foi suficiente para castigar novamente a cidade, provocando ocorrências de desmoronamento e inundações de residência e vias públicas.

Conforme informações do COBOM (Centro de Operações do Bombeiros), as áreas mais afetadas foram as seguintes;
■ centro foi o bairro mais atingido pelo transbordamento dos Córregos dos Bagres e Cubatão, tendo várias residências e ruas adjacentes inundadas.
■ na avenida Antônio Barbosa Filho dois veículos foram arrastados pela enxurrada e caíram no Córrego dos Bagres.
■ na rua Geraldo Teodoro Martins, 184 bairro Santa Eugênia ocorreu um desabamento do muro de arrimo, contudo a residência não foi afetada. Na rua Hélio Palermo o chão afundou e um carro caiu no buraco. Nesta mesma rua, duas passarelas estão preventivamente interditadas.
■ na rua José Chiuachiri uma residência ficou parcialmente destelhada.
■ na rua Homero Barbosa Sandoval, o muro de uma casa desmoronou e caiu sobre a parede de um quarto, contudo não houve necessidade de interdição e seus moradores permanecem nos outros cômodos da residência.

Prejuízos – infraestrutura
Ruas esburacadas, desmoronamentos, pontes interditadas, destroços de carros que foram arrastados pelas águas, lixo e muito barro. Essa era a visão de as Avenidas Doutor Ismael Alonso Y Alonso e Doutor Hélio Palermo, locais mais afetados pela forte chuva que caiu em Franca. A Secretaria de Obras realizou um levantamento dos problemas e, inicialmente, os prejuízos somam mais de R$ 2,4 milhões.

Comércio - Limpeza e prejuízos
Vassouras, rodos, panos e muita água foram necessários para retirar o barro que invadiu as lojas e estacionamentos localizados na Avenida Doutor Hélio Palermo. A cena era a mesma em todos os locais: funcionários trabalhando duro para retirar a sujeira. “Não estamos nem atendendo os clientes direito. O barro é muito e, além do chão, temos de lavar os produtos e colocar tudo novamente no lugar”, disse o proprietário da Casa dos Parafusos, José Borges.

O trabalho dos comerciantes não se resumiu apenas na limpeza dos estabelecimentos, mas também na contabilização dos prejuízos, aí somados os lucros cessantes, pois muitos clientes deixaram de comprar nos locais atingidos. “Ainda não fiz os cálculos corretos, mas a estimativa é de R$ 8 mil. Perdi dois computadores, parafusos, porcas e outros materiais. O pior mesmo é a sensação de impotência diante da situação”, desabafou Borges.

Prefeitura cria plano de emergência preventivo
Franca contará com um plano de emergência para tentar prevenir os estragos provocados pelas fortes chuvas. Devido ao ultimo temporal a Prefeitura, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Municipal, a Polícia Militar e a Defesa Civil criaram um plano de emergência preventivo, que será colocado em prática, quando surgir qualquer indício de chuva forte.

A prefeitura efetuará os reparos em 2007
O prefeito de Franca afirmou que as obras de recuperação da cidade, orçadas inicialmente em R$ 2,4 milhões, só serão realizadas em 2007. Para conseguir esses recursos, o prefeito precisaria remanejar dinheiro de outras pastas e, para isso, necessitaria de aprovação dos vereadores, que entraram em recesso só voltam a trabalhar no ano que vem.

Fonte: Comércio da Franca, 5/6 de dezembro de 2006

Comentário
Cenas como estas que poderiam ser evitadas se o processo de urbanização da cidade e de outras cidades obedecessem às normas de zoneamento que prevêem condições de escoamento e absorção de água.
Hoje o que se mostra na maioria das cidades é alta impermeabilização da cidade (ruas asfaltadas, passeios cimentados, etc), ocupação desordenada em áreas de várzea e fundos de vale (avenidas).
Os rios geralmente possuem dois leitos, o leito do rio onde a água escoa na maioria do tempo e a várzea o leito maior, que foi ocupado por população ou por obras viárias.
Os córregos e rios que cruzam a cidade não podem ser vistos apenas como receptores de esgotos e águas servidas. Eles formam o elemento principal do sistema de escoamento das águas pluviais. Assim, uma diminuição da seção da calha destes rios e córregos diminui a capacidade de escoamento, e aumenta a probabilidade de alagamento das zonas ribeirinhas.
Os índices elevados de precipitação pluviométrica saturam o solo e a água controla o percurso d`água anormal existente (a água flui para o leito anteriormente existente , rios temporários, agora são avenidas, loteamentos, etc). O transbordamento de rios e córrego é inevitável resultando em alagamentos.
Os rios, córregos precisam se expandir quando há chuva, mas, como não há espaço nas margens, ocorrem alagamentos.

Estudo realizado em mata ciliar (natural) em relação à absorção de água pelo solo, concluiu:
■ o armazenamento temporário de água de chuva pelo ecossistema foi bastante significativo representando, em média, 93,4% da precipitação total;
■ o volume de água que efetivamente infiltrou no solo foi, em média, 55,8% da precipitação total;
■ a quantidade de água armazenada temporariamente no solo foi equivalente a 61,0% da precipitação

Os principais problemas provocados pela inundação são:
■ prejuízos de perdas materiais e humanas;
■ interrupção da atividade econômica das áreas inundadas;
■ contaminação por doenças de veiculação hídrica como leptospirose, cólera, entre outros;
■ contaminação da água pela inundação de depósitos de material tóxico, estações de tratamentos entre outros.

Devemos ter em mente, que a essência dos fenômenos da natureza é a destruição ou melhor retomar o que foi tirado pelo desenvolvimento urbano caótico.
“A natureza não tem objetivo, embora tenha suas próprias leis”. John Donne
ACCA

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quarta-feira, dezembro 06, 2006

Escada Insegura


(1) - escada insegura
(2) – peso do trabalhador
(3) – distancia entre a escada e a parede
(4) – ajudante
(5)- escada apoiada no teto do veículo
Fonte: Safety & Health, Industrial Hygiene, EHS Training, Environmental Mgt., Environmental Compliance

Recomendações para escada móvel ou de mão

(1) Cuidados com o peso recomendado, verifique sempre o peso máximo recomendável conforme as especificações fornecidas.
(2) Não é permitido improvisação do uso de escada improvisadas com qualquer condição insegura.
(3) - indica que a inclinação da escada é inferior a 50o . A escada deve ficar apoiada na parede com uma inclinação de 50o a 75o.
(4) Todo ajudante que permaneça no piso inferior deve obrigatoriamente utilizar capacete, óculos de proteção e calçado de segurança com biqueira de aço.
(5) Escadas devem ser apoiadas em piso plano e resistente. Nos pés da escada devem ser colocados calços de material antiderrapante (por ex. borracha)
Nunca mova-se para os lados quando estiver em cima de uma escada. Caso necessite se deslocar para os lados, desça da escada, mude-a para o local desejado e suba novamente para continuar o serviço.

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terça-feira, dezembro 05, 2006

Canteiro de obra é alvo de campanha da Cemig

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) lançou em novembro, uma campanha com o objetivo de reduzir os acidentes ocorridos devido ao uso indevido da rede elétrica.

Em Minas Gerais, o principal alvo são os canteiros de obra, já que é na construção civil que a maioria dos casos acontecem. Conforme as estatísticas da Cemig, dos 89 acidentes registrados em 2005 e até o dia 31 de outubro deste ano, 53 – o que corresponde a 59,5% – foram no setor.

Segundo o diretor de distribuição da Cemig, José Maria de Macedo, serão realizadas em todo o Estado 592 palestras educativas sobre o uso seguro da energia elétrica. A expectativa é abranger 92 mil estudantes e 1.200 canteiros de obra.

Além disso, haverá campanhas em rádios, cerca de 200 mil panfletos com dicas de segurança serão distribuídos à população e mensagens educativas serão divulgadas nas contas de luz e no site da companhia.

O Tempo – Belo Horizonte, 07 de Novembro de 2006

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segunda-feira, dezembro 04, 2006

Tecnologia: Cadeiras de segurança para crianças

A Nextway oferece uma nova geração de cadeiras de segurança para crianças de até 12 anos. O encosto elevado e a proteção especial para a cabeça evitam o "efeito chicote" em caso de colisão ou de freada brusca. Para instalar a cadeira, há um kit que acompanha um DVD explicativo em desenho animado.
Mais informações nos site
http://www.ambru.com.br/cadeiras.html

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sexta-feira, dezembro 01, 2006

Boneca Polly terá recall após acidentes


A Comissão de Proteção ao Consumidor dos EUA., em cooperação com a empresa Mattel, anunciou em 21 de novembro de 2006, o recall voluntário, das bonecas e acessórios de bolso Polly com ímãs.Os consumidores devem parar de utilizá-lo imediatamente a menos que sejam instruídos de outra maneira.

Recall
Retirada do mercado dos USA de aproximadamente 2,4 milhões de brinquedos, acrescidos de 2 milhões que foram vendidos no mundo. Os brinquedos foram fabricados na China.
O recall abrange quatro modelos: Polly Pronta Num Click; Lila Loja Urbana (Linha Moda Num Click); Lea Loja Esportiva (Linha Moda Num Click); e Shani Loja Zen (Linha Moda Num Click).
Foto ampliada:
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20061201084105.html
Perigo:
Os ímãs minúsculos no interior das bonecas e dos acessórios podem cair e não serem notados pelos pais e empregadas. Os ímãs podem ser engolidos, aspirados por crianças ou ser colocados por uma criança em seu nariz ou ouvidos. Quando mais de um ímã é engolido, os ímãs podem atrair-se e causar a perfuração intestinal, infecção ou obstrução, que podem ser fatal. A aspirado aos pulmões necessita de cirurgia imediata. Os ímãs colocados no nariz ou nos ouvidos podem causar inchação e ser difíceis de removê-los.

Incidentes/ferimentos:
A Comissão de Proteção ao Consumidor dos EUA tem conhecimento de acidentes através de 170 relatórios, em que os ímãs pequenos soltaram-se destes brinquedos. Houve três relatórios de ferimentos graves, às crianças que engoliram mais de um ímã. Todos as três crianças sofreram perfurações intestinais que necessitaram de cirurgias. Uma criança de 2 anos foi hospitalizada durante sete dias e uma criança de 7 anos foi hospitalizada durante 12 dias. Uma criança de 8 anos também foi hospitalizada .

Descrição:
O conjunto de brinquedos de bolso Polly contém as bonecas e os acessórios plásticos que têm pequenos ímãs. Os ímãs medem 3 mm de diâmetro e são embutidos nas mãos e nos pés de algumas bonecas, e na roupa plástica, em partes do cabelo e em outros acessórios para ajudar unir as partes à boneca ou à casa da boneca.

Vendido em: Lojas de departamento e lojas de brinquedos desde maio de 2003 a setembro de 2006, entre US$15 e US$30.

Tratamento:
Os consumidores devem imediatamente fazer o recall destes brinquedos e afastar das crianças e contatar Mattel para providenciar a devolução dos brinquedos e para receber um vale para substituição do brinquedo da escolha do cliente, até o valor do produto devolvido.

Brasil
Segunda boneca mais vendida no Brasil, atrás apenas da Barbie. Para o recall, os consumidores devem se cadastrar pelo 0800-7701-207 ou pelo site www.pollypocket.com.br. Após o cadastro, receberão as orientações para identificação e envio das bonecas pelo correio. A troca poderá ser feita por um vale a ser gasto com produtos da linha Polly ou pelo valor do brinquedo a ser depositado em conta corrente.

Fonte: The U.S. Consumer Product Safety Commission

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