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terça-feira, agosto 22, 2006

Caso Real-Obras Civis-Reforma


Em 9 de agosto de 2006, quarta-feira, passando pela Av. Brigadeiro Luis Antonio, na altura do no 4100, São Paulo, uma empreiteira estava realizando uma reforma e ampliação em uma residência para fim comercial. O transito parou e fiquei observando um trabalhador executando um serviço em um muro divisório.

O muro com altura aproximadamente de 2,40 m e largura de quase 40 cm. Ele estava em cima do muro com uma lixadeira executando acabamento em uma pingadeira metálica. Ele estava sem EPI (óculos, luvas, sapato), em uma posição semi-inclinada efetuando o lixamento.

O procedimento correto seria um andaime em que ele deslocaria perpendicularmente em relação ao muro sem se preocupar com a provável queda.

Na situação em que ele estava o risco de queda era elevado pois ele tinha se preocupar na execução do serviço e ao mesmo tempo manter o equilíbrio num espaço de 40 cm. Em caso de queda, muito provável o acidente envolveria terceiros (demais trabalhadores, transeuntes e
carros), pois o disco da máquina poderia projetar-se em varias direções (fragmentos).

A segurança na construção civil vive em uma Ilha de Fantasia, de um lado o Ministério do Trabalho exigindo o cumprimento das normas e do outro lado às construtoras/empreiteiras preenchendo os questionários, fingindo que estão aprendendo . Só depois de um desastre, a caixa preta (normas) é aberta. Tarde demais.

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posted by ACCA@10:37 AM