Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

segunda-feira, julho 31, 2006

Sul do Brasil amanhece sob gelo e -6,6ºC

O amanhecer desta segunda-feira, 31 de julho de 2006, foi um dos mais frios dos últimos dez anos no Sul do Brasil. A menor temperatura no Rio Grande do Sul foi observada na estação de apoio da MetSul Meteorologia em São José dos Ausentes com 6,2ºC negativos. Em Santa Catarina, São Joaquim registrou uma mínima de 5ºC negativos na estação do INMET/Epagri, entretanto fez 6,6ºC abaixo de zero na sede da empresa Climaterra. Trata-se da menor temperatura em julho na Climaterra desde a grande e histórica onda de frio de 2000 e a segunda menor marca anual desde 2000. No Bairro Bandeira, uma medição extra-oficial chegou a apontar 7,3 graus negativos. Confira a seguir as menores temperaturas registradas na sede da Climaterra desde o ano 2000:

1 -8,6ºC Julho de 2000
2 -7,4ºC Junho de 2002
3 -6,6ºC Julho de 2006
4 -6,2ºC Julho de 2004
5 -5,8ºC Julho de 2004
6 -5,1ºC Agosto de 2003
7 -4,3ºC Agosto de 2003
8 -4,2ºC Julho de 2006
A temperatura caiu abaixo de zero em todas as regiões gaúchas, exceto no litoral. Já a geada se fez presente em todas as regiões, mesmo em alguns pontos da faixa litorânea mais próximos da Serra Geral. Houve relatos de geada também em áreas verdes da zona urbana de Porto Alegre. Em diversos pontos do estado, sobretudo na Serra, a geada foi forte a severa com a formação de espessas camadas de gelo no solo. Houve ainda o congelamento da água em encanamentos de residências e na superfície de pequenos córregos. O levantamento das mínimas registradas neste 31 de julho de 2006 no Rio Grande do Sul mostra que as menores temperaturas ocorreram, como a MetSul Meteorologia, nos Aparados da Serra com marcas de 4 graus negativos a 6 graus abaixo de zero.

Fonte: Os dados se referem às observações feitas em estações meteorológicas meteorológicas convencionais ou automatizadas da MetSul Meteorologia, Força Aérea Brasileira, Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Climaterra de São Joaquim, e estações automáticas particulares.

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sábado, julho 29, 2006

Anatomia de um Acidente

“Todos os erros humanos são impaciência,
uma interrupção prematura de um trabalho metódico.”
(Franz Kafka)

Acidentes de trabalho são frutos de nossas escolhas e conseqüências de nossas próprias atitudes. Qual seria sua decisão, por exemplo, diante das seguintes situações:

- um papel jogado no chão;
- um piso molhado e escorregadio;
- uma cadeira com uma de suas pernas quebrada;
- uma escada ou extintor obstruído;
- um carona que não coloca o cinto de segurança ao entrar no seu carro.

Certamente você pode ignorar qualquer uma destas ocorrências, uma vez que não foi atingido por elas. Mas o que poderá acontecer a um colega ou a você mesmo numa próxima ocasião?

Por isso, a semente da prevenção reside em três fatores:
  • conhecimento,
  • conscientização e
  • ação.
Conhecer para prevenir, conscientizar-se dos riscos e agir para evitar.

O filme “Anatomia de um Acidente”, distribuído com exclusividade no Brasil pela Siamar, apresenta com muita propriedade como acidentes ocorrem.

O primeiro fator é o estado de espírito do trabalhador;
ou seja, como ele chega ao seu local de trabalho. As pessoas têm reações emocionais aos seus problemas pessoais e familiares os quais são indissociáveis do ambiente profissional. Dificuldades financeiras, crises conjugais, perda de entes queridos, não podem ser trancafiados no armário do vestiário ou esquecidos da porta da empresa para fora.

O segundo aspecto são as relações interpessoais;
Diante do estado de espírito descrito há pouco, como os colegas reagem? Com aceitação ou com rejeição? E os supervisores, com elogios ou críticas? Objetivam as metas de produção ou a segurança em primeira instância?

A seguir, devemos considerar a influência do meio e das circunstâncias;
Assim, a limpeza e a organização do ambiente de trabalho são imprescindíveis. Minha recomendação é que se aplique a técnica dos “5S” ou housekeeping. Quanto às circunstâncias, a pressão do tempo para atingir objetivos e a cobrança por resultados devem ser policiados.

O quarto fator na anatomia de um acidente é a atitude;
Conforme relatado no início deste artigo, nossas escolhas precedem nossas decisões. O maior causador de acidentes é a ocorrência de práticas inseguras e a desatenção a fatores de riscos porque acreditamos que nada de adverso nos acontecerá. É comum o trabalhador proferir frases como as que seguem:

- “Sou um trabalhador seguro”.
- “Eu sei trabalhar com segurança”.
- “Nunca vou me machucar”.
- “Meu trabalho não é perigoso”.
- “Já fiz isso milhares de vezes”.

Finalmente, temos a ocorrência do acidente per se, que pode ser produto de uma fatalidade, algo que simplesmente não haveria como ser previsto ou evitado. Mas, na maioria das vezes, é resultado de uma decisão consciente, de um processo que obedeceu aos passos descritos anteriormente.

Acidentes reais acontecem com pessoas reais. Por isso, fique alerta, fique seguro e fique vivo. Acidentes acontecem, mas não os deixe acontecer com você!

Fonte: Tom Coelho, com formação em Economia pela FEA/USP, Publicidade pela ESPM/SP, especialização em Marketing pela MMS/SP e em Qualidade de Vida no Trabalho pela FIA-FEA/USP, é empresário, consultor, professor universitário, escritor e palestrante. Diretor da Infinity Consulting e Diretor Estadual do NJE/Ciesp. Contatos através do e-mail tomcoelho@tomcoelho.com.br. Visite: www.tomcoelho.com.br.

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sexta-feira, julho 28, 2006

Acidente de trabalho mata em Alemoa (Santos)

No dia 23 de julho de 2006, a estagiária da Petrobrás Transporte, Ana Carla Camara, 25 anos, sofreu um acidente fatal.

Causa
Foi atingida na cabeça por um holofote, que caiu sobre ela durante uma operação de conexão no navio NT Lages, no Terminal de Alemoa, em Santos.

Condições inseguras do equipamento
O holofote estava preso ao pau-de-carga do navio, que, ao ser movimentado durante a operação, soltou a peça. Fotos tiradas do equipamento denunciam o avançado estado de corrosão em que se encontrava o suporte do holofote, que pesa cerca de 20 quilos e rachou o capacete da estagiária.

Acidentes na Petrobrás em 2006
Já chega a sete o número de trabalhadores mortos em 2006 nas unidades da Petrobrás

Fonte: FUP – Federação Única dos Petroleiros - 28 de julho de 2006

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Condições inseguras de trabalho na Petrobrás

Em 10 de julho de 2006, ocorreu um acidente fatal no poço do Campo de Carmópolis, em Sergipe, da Petrobrás.

Causa
Houve uma reversão na haste do poço, fragmentando a BCP (bomba centrífuga) em diversas partes, atingindo um trabalhador.

Vitima
O mecânico da Sertel, Cléber Pereira da Silva, 25 anos, efetuava a manutenção em um poço do Campo de Carmópolis, em Sergipe.O mecânico teve alguns órgãos dilacerados e, apesar de ter sido socorrido e submetido a cirurgia, não resistiu e faleceu horas depois do acidente.

Condições inseguras do equipamento
Os trabalhadores do Campo de Carmópolis já haviam detectado problemas nas bombas e solicitado à gerência da área a substituição dos equipamentos por unidades de bombeio (UB), que são consideradas muito mais seguras.

Apuração do incidente
Uma comissão de técnicos está apurando o acidente .

Histórico de acidentes
Nos últimos dez anos, 223 petroleiros morreram em acidentes de trabalho na Petrobrás. Destes, 179 eram trabalhadores terceirizados.

Fonte: FUP – Federação Única dos Petroleiros - 17 de julho de 2006

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quarta-feira, julho 26, 2006

Vazamento de gás provoca explosão em prédio em Curitiba




Por volta das 6 horas da manhã de domingo, 23 de julho de 2006, um vazamento de gás na tubulação de distribuição de um prédio de sete andares, no bairro Água Verde, em Curitiba, provocou uma explosão.

Danos materiais
A explosão derrubou as paredes da tubulação de água, esgoto, gás e elétrica.Algumas paredes internas nos três primeiros andares foram destruídas. A estrutura do prédio não foi prejudicada e os moradores não precisaram abandonar a edificação.

Vítima
Não houve feridos

Central de gás
O prédio possui uma central de gás e todos os apartamentos são ligados a ela. A tubulação, corre dentro de uma coluna.

Causa provável
O tempo de vazamento não foi identificado, mas os moradores disseram que vinham sentindo cheiro há pelo menos três dias. Como o gás é mais pesado que o ar, foi se acumulando próximo aos andares mais baixos. "Alguém, ao acender a luz ou ligar o fogão, provocou um ponto de ignição e, como o gás estava acumulado, houve a explosão", afirmou o tenente André Torres, do Corpo de Bombeiros

Vistoria da prefeitura
Técnicos da Comissão de Segurança de Edificação (COSEDI) da Prefeitura de Curitiba fizeram uma vistoria e descartaram a possibilidade de desabamento do edifício, em função de as estruturas não terem sido abaladas. Por isso, os moradores poderão continuar no prédio.

Duto de gás independente
Deverá ser feita uma adaptação às normas de segurança, com a construção de um duto de gás independente do que conduz as tubulações de água e esgoto.

Fonte: O Estado de São Paulo e TV Paranaense - 24 de julho de 2006

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terça-feira, julho 25, 2006

Clima seco e eletricidade estática

A umidade relativa do ar está próxima de atingir estado de alerta em Goiânia. Em julho, a umidade girou em torno de 22%, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia. A Defesa Civil poderá decretado estado crítico, caso atinja menos de 12%. Ano passado a mínima foi de 9%. Este ano pode não ser diferente.

Fonte: Diário da Manhã – Goiânia, 25 de julho de 2006

Comentário
A eletricidade estática é um fenômeno físico que você não vê, mas sente, porque ela causa perda de produção, de tempo, de matéria – prima, podendo ainda criar incêndios, explosões, choque em operadores, contaminações com fuligem ou pó e causar graves danos aos componentes eletrônicos sensíveis, requerendo altos custos de manutenção e/ou reparos em serviços de campo.

PROBLEMAS DECORRENTES DA BAIXA UMIDADE RELATIVA DO AR
· Complicações respiratórias devido ao ressecamento de mucosas
· Sangramento pelo nariz
· Ressecamento da pele
· Irritação dos olhos
· Eletricidade estática nas pessoas e em equipamentos eletrônicos
· Aumento do potencial de incêndios em pastagens e florestas

CUIDADOS A SEREM TOMADOS

Entre 20 e 30% - Estado de atenção
· Evitar exercícios físicos ao ar livre entre 11 e 15 horas
· Umidificar o ambiente através de vaporizadores, toalhas molhadas, recipientes com água, molhamento de jardins etc.
· Sempre que possível permanecer em locais protegidos do sol, em áreas vegetadas etc.

Entre 12 e 20% - Estado de Alerta
· Observar as recomendações do estado de atenção
· Suprimir exercícios físicos e trabalhos ao ar livre entre 10 e 16 horas
· Evitar aglomerações em ambientes fechados
· Usar soro fisiológico para olhos e narinas

Abaixo de 12% - Estado de emergência
· Observar as recomendações para os estados de atenção e de alerta
· Determinar a interrupção de qualquer atividade ao ar livre entre 10 e 16 horas como aulas de educação física, coleta de lixo, entrega de correspondência etc.
· Determinar a suspensão de atividades que exijam aglomerações de pessoas em recintos fechados como aulas, cinemas etc entre 10 e 16 horas
· Manter umidificados os ambientes internos, principalmente quartos de crianças, hospitais etc.

Fonte: Cepagri/Unicamp, 04 de Maio de 2006

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segunda-feira, julho 24, 2006

Normas-ABNT-Canceladas

Em 03.07.2006 foram canceladas e substituídas as seguintes normas ABNT:

CANCELADAS:
NBR 7505 -1 - Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 1: Armazenagem em tanques estacionários
NBR 7505-4 - Armazenagem de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 4: Proteção contra incêndio

SUBSTITUTAS:
NBR 17505-1 - Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis - Parte 1: Disposições gerais.
NBR 17505-2 - Armazenamento de liquidas inflamáveis e combustíveis - Parte 2: Armazenamento em tanques e em vasos.
NBR 17505-3 - Armazenamento de liquidas inflamáveis e combustíveis - Parte 3: Sistemas de tubulações
NBR 17505-4 - Armazenamento de liquidas inflamáveis e combustíveis - Parte 4: Armazenamento em recipientes em tanques portáteis
NBR 17505-5 - Armazenamento de liquidas inflamáveis e combustíveis - Parte 5: Operações
NBR 17505-6 - Armazenamento de liquidas inflamáveis e combustíveis - Parte 6: Instalações e equipamentos elétricos
NBR 17505-7 - Armazenamento de liquidas inflamáveis e combustíveis - Parte 1: Proteção contra incêndio p/parques de armazenamento
com tanques estacionários.

As normas substitutas estão disponíveis nas seguintes empresas
Normacon - Paraná
(41) 3323-5286
e-mail abntpr@onda.com.br
Target -Normalização, Cursos, Conhecimento, Publicações –São Paulo
e-mail:target@target.com.br
• Tel.: (11) 5641.4655
• Fax: (11) 5641.4750

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domingo, julho 23, 2006

Coleta de lixo urbano é atividade insalubre em grau máximo

O regulamento do Ministério do Trabalho que classifica o trabalho em contato permanente com o lixo urbano (coleta e industrialização) como atividade insalubre, em grau máximo, não distingue entre os trabalhadores que recolhem e os que varrem o lixo urbano. A partir dessa constatação da ministra Maria Cristina Peduzzi (relatora), a Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho deferiu recurso de revista a um ex-empregado da Construtora Queiroz Galvão S/A. Com a decisão, aumentou-se de 20% para 40% o índice do adicional de insalubridade devido ao trabalhador.

“A única exigência que se faz é que o empregado mantenha contato permanente com o lixo urbano”, afirmou Cristina Peduzzi ao destacar a interpretação adequada à Norma Regulamentadora nº 15, anexo 14, da Portaria nº 3.214/78 do Ministério do Trabalho, que trata do tema.

A primeira instância trabalhista de Vitória (ES) assegurou ao trabalhador a percepção do adicional de insalubridade em grau máximo. Um recurso interposto pela Queiroz Galvão junto ao Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (com jurisdição no Espírito Santo) provocou, contudo, a redução do adicional para 20%.

O argumento utilizado pela empresa foi o de que o trabalhador exercia as funções de gari varredor, atividade que não implicaria em manuseio e contato direto com o lixo urbano. Logo, seria devido o pagamento da insalubridade apenas em grau médio. A tese foi aceita pelo TRT capixaba ao interpretar a Norma Regulamentadora.

“O laudo pericial é categórico quando informa que o trabalhador não estava exposto ao agente nocivo ‘lixo urbano’, grau máximo que a comunidade geral coloca nas ruas para ser levado pelo caminhão de lixo, mas sim, apenas aquele lixo de folhas de árvores, alguns objetos como copo descartável, garrafas, latinhas, etc..., concluindo que não há se falar em adicional de insalubridade em grau máximo”, registrou o acórdão regional.

A questão foi submetida ao TST pelo trabalhador sob a alegação de que a Norma Regulamentadora não estabelece qualquer distinção entre as atividades desenvolvidas pelo gari varredor e o gari coletor.

Cristina Peduzzi propôs o voto favorável ao trabalhador diante da constatação de que a regra ministerial qualifica como de máxima insalubridade a tarefa profissional em que há contato permanente com o lixo urbano. “A norma não estabelece nenhuma diferenciação entre os trabalhadores que coletam e os que varrem o lixo colocado nas ruas pela comunidade, nem os distingue dos que atuam em contato com o lixo de folhas de árvores, copos descartáveis, garrafas, latinhas, etc”, esclareceu a relatora na decisão que resultou, nesse ponto, no restabelecimento da sentença de primeira instância.
(RR 1.511/2001-007-17-00.0)
Fonte: TST –Tribunal Superior do Trabalho - 16/12/2004
Comentário
O Ministério do Trabalho lembra às recordações escolares, tenho a impressão de que os responsáveis pela elaboração da insalubridade do lixo urbano se comportam como os bizantinos de Constantinopla, que bizantinizavam, enquanto isso na prática o conceito de insalubridade banaliza‑se.
Essa banalização é tão evidente que muitos empregados têm ingressado com ações no Judiciário contra os seus empregadores requerendo indenizações bastando para isso estar em contato indireto com lixo, por exemplo; shopping center, supermercado, etc.
Como disse a relatora do processo, “a única exigência que se faz é que o empregado mantenha contato permanente com o lixo urbano”. O que existe no país é uma cadeia de eventos de periculosidade, insalubridade, nocividade, daqui a pouco cria a insalubridade solar, enquanto isso o risco corre solto. Paga-se à insalubridade para conviver com o risco. Nada mais.

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Grito de silêncio - Uma tragédia inerente a todos

Cerca de 1,3 milhão de acidentes do trabalho ocorrem no País. Muitos são os temas que vivem em evidência, sendo motivo de discussões permanentes entre políticos, especialistas e formadores de opinião. Violência e corrupção são alguns deles, figurando diariamente nos noticiários dos principais veículos de comunicação do País. Infelizmente, certos assuntos caem na omissão das autoridades, dos empresários e da sociedade em geral.

Precariedade da segurança de trabalho
O alto índice de acidentes de trabalho é um deles, onde as empresas que, cada vez mais, se utilizam da terceirização e até mesmo da quarteirização para contratar pessoal, acabam colocando em risco a integridade física e psicológica dos funcionários. É preciso dar mais atenção a essa realidade, inerente a todos os trabalhadores.
Atualmente, várias empresas terceirizadas não possuem a qualificação necessária para suprir as vagas que, para determinadas especializações, são imprescindíveis devido ao alto grau de periculosidade.
Um exemplo disso são as áreas petrolíferas, em plena ascensão nas últimas décadas, assim como a de energia elétrica, que são apontadas como as campeãs no aumento crescente de acidentes no trabalho.

Descumprimento de normas básicas de proteção
No Brasil, cerca de 1,3 milhão de acidentes do trabalho ocorrem por descumprimento de normas básicas de proteção nos mais variados ambientes, de acordo com dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esse levantamento não contabiliza os trabalhadores informais e nem casos de doenças profissionais registradas, como o estresse, os baixos salários e o assédio moral, perversidades que também não são consideradas pelos órgãos competentes que avaliam a situação do trabalhador.
Se fossem reconhecidas, certamente o índice aumentaria, pois o sistema em algumas empresas baseia-se no total descaso com o ser humano, contribuindo para o surgimento de diversas doenças contemporâneas, como a cada vez mais comum síndrome do pânico.
Infelizmente, é fato que o valor do ser humano vem sendo desconsiderado em detrimento das excessivas horas de trabalho e pressão contínua e intensa por mais produtividade.

Cinco mil mortes em todo o mundo.
De acordo com a CUT de Minas Gerais, por dia são cerca de cinco mil mortes em todo o mundo. Segundo a Central, a cada minuto três vidas são perdidas, sendo números equivalentes ao dobro das baixas ocasionadas pelas guerras e maior do que as perdas provocadas pela Aids.

Omissão das autoridades e da classe de trabalhadores
Os acidentes típicos de trabalho são 350 mil e outros 340 mil estão ligados à s doenças relacionadas a ele. Diante desse cenário, definitivamente as autoridades não podem continuar se omitindo como se nada estivesse acontecendo. Cabe a cada cidadão estar consciente dos seus direitos e denunciar as más condições de trabalho, pois elas resultam nos altos índices de doenças, mortes, entre outros danos aos trabalhadores.
Segundo dados da Previdência Social, em 2004 foram notificados quase 500 mil acidentes, número alarmante demais para ser ignorado. A sociedade inteira precisa ter a noção exata da necessidade de campanhas preventivas.

Risco é inerente a atividade de trabalho
É preciso que se tenha consciência de que a probabilidade de acidente no local de trabalho é inerente a todos, independentemente de sua área de trabalho. Assim, todos nós devemos lutar incansavelmente pela igualdade dos direitos trabalhistas e por condições dignas de trabalho.

Até hoje um projeto de lei (4.092/2001), que visa instituir o Dia Nacional de Luto pelas Vítimas do Acidente e Doença do Trabalho, tramita no Congresso.

Em nível mundial, o dia 28 de abril foi instituído (1995) pelo movimento sindical do Canadá como o Dia Internacional das Vítimas de Acidentes do Trabalho e de Doenças Profissionais, mas no Brasil a data ainda não faz parte do calendário oficial de atividades da área de segurança e saúde no trabalho, passando despercebida ano a ano. Isto não pode continuar.

A sociedade inteira precisa ter a noção exata da necessidade de campanhas preventivas que reduzam esses índices

Fonte: OIT – Organização Internacional do Trabalho - Gazeta Mercantil - Gazeta Mercantil - 21 de Julho de 2006 -João Tancredo - Advogado, especialista em responsabilidade civil

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sábado, julho 22, 2006

Sistema proteção contra incêndio em restaurantes

Ao iniciar uma instalação para cozinhas, principalmente as de médio ou grande porte, um considerável investimento é feito para aquisição de equipamentos, para construção ou reforma da área, etc.
Um incêndio neste local implica, além do risco à vida humana, na perda de equipamentos e até mesmo na paralisação das atividades temporariamente ou, na pior das hipóteses, em caráter definitivo.
O risco de incêndios em cozinhas, decorre da presença de uma fonte de calor associada a elementos combustíveis, como gordura e óleos de cocção, que inflamar-se e permitir o alastramento do incêndio, atingindo coifas, dutos ou mesmo a totalidade das instalações.
A presença de material combustível à temperatura igual ou superior ao seu ponto de combustão e a existência de superfícies aquecidas, propiciam a retomada do incêndio, mesmo após sua extinção inicial.
Equipamentos de cocção como fritadeiras, fogões, grelhas, etc., representam uma importante fonte de incêndios.
Falta de manutenção
A formação de depósito de gorduras e óleos, nas coifas e dutos, resultado de uma manutenção inadequada e da falta de limpeza periódica, pode se tornar um foco de incêndio ou contribuir como elemento para sua propagação.

Equipamento de proteção contra incêndio
Faz-se, portanto, necessária à instalação de equipamentos, com eficiência comprovada, que permitam debelar o incêndio em seus estágios iniciais e, ao mesmo tempo, garantir que o êxito inicial de uma extinção não seja comprometido por uma reignição inesperada.
A norma UL-300, do Underwriters Laboratories (EUA) exige, atualmente, que os sistemas de combate a incêndio em cozinhas, além de possibilitar o controle e a extinção de incêndios, assegure também contra a possibilidade de reignição por, pelo menos, 20 minutos, aumentando assim a segurança do sistema.
O combate ao incêndio pode ser efetuado tanto por equipamentos portáteis como por sistemas fixos automatizados.

Sistemas portáteis
Os sistemas portáteis apresentam a vantagem de incorrer em custos menores mas, em contrapartida, exigem treinamento adequado dos operadores, uma vez que a sua utilização inadequada pode resultar em fracasso na tentativa de extinção ou mesmo agravar a situação; quer por expor o operador ao risco, quer pela possibilidade de espalhar o material em chamas, aumentando o alcance e a intensidade do incêndio.

Sistemas Fixos
Os sistemas fixos, embora apresentem um custo superior, podem ser automatizados, não dependendo assim, do grau de treinamento do operador ou, quando operado manualmente, exigindo um mínimo de intervenção, representando maior segurança.
A proteção com o sistema fixo é especialmente recomendada para:
· cozinhas onde ocorra grande geração de gordura;
· onde houver uma grande produção de alimentos;
· quando a proteção deve ser imediata e erros humanos ou demoras não possam ser tolerados;
· onde a limpeza é dificultada pelo regime de trabalho continuado;
· onde a rotatividade da mão-de-obra não permite treinamentos freqüentes sobre segurança e combate a incêndio.
O sistema fixo propicia, entre outras, a vantagem de conferir ao usuário proteção 24 horas. Sendo totalmente automático, assegura proteção constante da área, e atuação imediata que, ocorrendo nos primeiros instantes do incêndio, não permite o alastramento do fogo.
Fonte: Gifel Engenharia de Incêndio

Vide foto de um modelo esquemático de proteção contra incêndio em cozinha industrial
http://zonaderisco.nafoto.net/photo20060720135439.html
vide foto de 20/07/2006

Comentário:
Recomendação do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo
Requisitos básicos de proteção contra incêndio dos sistemas de exaustão
1. Dutos em aço carbono ou aço inoxidável, conforme especificado na NBR 14518.
2. Captores com filtros, conforme especificado na NBR-14518.
3. Selagem de travessias dos dutos. .
4. Proteção passiva do duto com material resistente ao fogo.
5. Damper corta-fogo, na passagem dos ambientes descompartimentados. Sistema fixo de extinção de incêndio.
6. Sistema fixo de extinção de incêndio.
Ver as recomendações com mais detalhes na IT-38 – Segurança contra Incêndio em Cozinha Profissional, Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo.

Referências normativas e bibliográficas
NBR 14518/00 - Sistemas de ventilação para cozinha profissional
NBR 10897/90 - Proteção contra incêndio por chuveiros automáticos
NFPA 96 – Ventilation Control and Fire Protection of Commercial Cooking Operations

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Fogo atinge restaurante Rubayat

Em 14 de julho de 2006, sexta-feira a`noite, um incêndio atingiu o restaurante Rubayat, localizado na Alameda Santos, 86, bairro Cerqueira César, região central de São Paulo.
O fogo começou na cozinha, quando a coifa do restaurante pegou fogo. As chamas atingiram outras dependências do estabelecimento.

Vítima:
O Corpo de Bombeiros informou que houve uma vítima, um homem de 45 anos, que ficou intoxicado com a fumaça. Ele foi socorrido no Pronto Socorro Vergueiro.

Corpo de Bombeiros
Onze viaturas atenderam a ocorrência.

Restaurante
Possui 240 lugares

Fonte: Globo Online - 15/07/2006

Histórico
Em 19 de agosto de 2005, sexta-feira, um incêndio destruiu uma das duas alas do Mercado Público de Florianópolis (SC), no centro da cidade. Não houve vítimas.
Causa: Uma fritadeira elétrica com óleo vegetal saturado foi à causa do incêndio que destruiu a ala norte do Mercado.
Prejuízos: R$ 2,5 milhões.

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sexta-feira, julho 21, 2006

Caso Real-Concessionária de Gás

No final de tarde, quarta-feira, 12 de julho de 2006, caminhando por uma rua em Vila Mariana, Rua Joinville, SP, estava no local uma empreiteira executando serviço para a concessionária de gás.Eram 6 trabalhadores, já estavam no final de serviço, aguardando apenas um trabalhador que estava executando o reaterro da vala.

O trabalhador estava operando um compactador de solo, manual. Todos estavam com EPI, mas usando-os inadequadamente. O operador do compactador com capacete acoplado com abafador, não estava usando-o, o barulho do compactador era elevado.
Os demais em semicirculo, observando o final de serviço, (todos mais preocupados com o término do serviço do que com a própria segurança) bem próximo ao compactador, todos com o capacete na mão.

Problema ergonômico:
O operador do compactador ficava no nível da rua e a máquina cerca de 40 cm abaixo da rua, compactando as camadas de terra. Ele ficava numa posição curvada, sofrendo as vibrações da máquina e a coluna retesada. (A posição lembra de um motoqueiro dirigindo uma moto com um guidão curto, corpo inclinado e retesado).

Hoje preenchemos ou estamos mais preocupados com tantos formulários, formulário disso, formulário daquilo, obedecer aos trâmites legais oficiais, etc.É um filme de ficção de formulários. É a fiscalização de papel. Na prática o filme é real e perigoso. A segurança não é um processo estático ou passivo, mas sim dinâmico, ou melhor é como pedalar bicicleta, se parar de pedalar, perderá estabilidade e poderá cair.
ACCA

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Incêndios em restaurantes nos USA em 2002

Resultados
1. Em 2002, estimava-se em 7.100 incêndios em restaurantes, que foram responsáveis por 108 vitimas com ferimentos e prejuízos materiais de US$ 116 milhões em propriedades
2. Menos de um terço de incêndios em restaurantes ocorreram em áreas que tinham alarmes de incêndio, e menos da metade de incêndios ocorridos em áreas com sistema de sprinklers.
3. Aproximadamente 64% de incêndios em restaurantes foram causados; pelos setores de cozinha, seguido, por aquecimento (10%) e por suspeita de incêndio criminoso (5%).
4. Materiais de cozinha, tais como; gordura, óleo, foram os itens mais freqüentes para provocar inicialmente a ignição .
5. 5. Os incêndios em restaurante foram limitados inicialmente aos objetos incendiados em 70% dos incidentes.

Os materiais e equipamentos envolvidos em incêndios
Os materiais de cozinha eram os itens mais freqüentes para iniciar a ignição (33% dos casos) em restaurantes.A gordura, manteiga, toucinho e o óleo de cozinha eram os principais itens, como tipo de material para ignição em 68% dos incêndios de cozinha.
Os três tipos básicos de equipamento envolvidos em incêndios em cozinha de restaurantes eram;
· fritadeiras elétricas (31%),
· forno combinado (18%), e
· grelha/churrasqueira/charbroiler (11%).
Após os materiais de cozinha, a fiação elétrica era o segundo item com maior freqüência em ignição (8%) em incêndios de restaurante.
Fonte: FEMA – Federal Emergency Management Agency; U.S. Fire Administration/National Fire Data Center Restaurant Fires, Topical Fire Research Series, Volume 4 – Issue 3, October 2004

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quinta-feira, julho 20, 2006

Incêndio em restaurante em Gramado

Um incêndio destruiu grande parte do restaurante Garden Grill, no centro da cidade, na manhã de sexta-feira, dia 25 de fevereiro de 2005. Os bombeiros foram acionados às 6h15min e chegaram logo ao local, que fica a pouco mais de um quilômetro do quartel.

Causa provável
Para o Corpo de Bombeiros de Gramado, a causa mais provável é um curto-circuito.O incêndio começou na cozinha e atingiu cerca de 50% da edificação.

Explosão de GLP
Quando o fogo estava controlado ocorreu um grande susto. Dois botijões de gás de dois quilos explodiram dentro do estabelecimento. Um deles explodiu ao lado do tenente Euri Paulo Boeira, comandante do Corpo de Bombeiros, que combatia o fogo. Ele teve ferimentos no rosto, nos braços e cortou o pé.No local, também havia sete botijões de 13 quilos, que eram utilizados em aquecedores.

Controle do incêndio
Os soldados combateram as chamas por 30 minutos.

Restaurante
A área total do restaurante tem 360 m2 e toda de madeira.

Fonte: Jornal de Gramado – Gramado-RS, 04 de março de 2005

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segunda-feira, julho 17, 2006

Massacre nas rodovias em SC



No fim de semana de pista lisa e de visibilidade difícil por causa do tempo ruim, 16 pessoas morreram em acidentes de trânsito em Santa Catarina.
Em um único acidente, quatro mortos
Cinco pessoas morreram carbonizadas em um acidente de trânsito por volta das 17h45min de sábado, 15 de Julho. Quatro delas eram de uma mesma família. A colisão de frente entre dois automóveis Gol, de Rio dos Cedros e Timbó, resultou em um incêndio com chamas de mais de três metros de altura no Km 2,3 da rodovia SC-416, que fica no Bairro Santo Antônio (em Rio dos Cedros). O único sobrevivente do acidente conseguiu sair do carro com o auxílio de moradores.
Até ontem à noite, Yuri Alexander Metzker, 21 anos, permanecia internado em estado grave na UTI do Hospital Celso Ramos, em Florianópolis. De acordo com o Corpo de Bombeiros de Timbó, ele sofreu queimaduras de primeiro e segundo grau em 50% do corpo.

Fonte: Diário Catarinense - segunda-feira, 17 de julho de 2006

Comentário
Eram todos trabalhadores, estudantes. Temos a nossa própria guerra silenciosa, mais de 35.000 mortes por ano e por alguns especialistas mais de 50.000 mortes por ano. Resultado disso, mortes, mutilados, perdas irreparáveis familiares, desajustes familiares, famílias desestruturadas financeiramente.Mata mais do que a guerra do Iraque e muito mais do que foi a guerra do Vietnã, onde morreram 40.000 americanos em 10 anos.

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sábado, julho 15, 2006

Gerenciamento de Crises


Clareza nas informações à população ajuda a recuperar a imagem de companhias com problemas
Prevenir uma crise na empresa é quase impossível, mas tomar a dianteira da situação e antecipar-se às críticas com transparência de informações podem ser a diferença fundamental entre a empresa sair da crise com um grande prejuízo ou com a imagem fortalecida diante dos consumidores.

Crises nas organizações são como visitas indesejáveis, que chegam à sua casa inesperadamente, antes que você tenha tempo de evitar que aconteçam. Todas as atividades que envolvem pessoas estão sujeitas a crises. Cedo ou tarde elas ocorrem, mas há maneiras de minimizá-las (eventualmente até evitá-las), através do gerenciamento de crises. Essa função reside quase totalmente no campo da comunicação corporativa e deve ser administrada com o apoio de especialistas. Tal como gripe, pior que crise é crise mal curada e por curandeiros.

Qual a empresa, em sã consciência, que se pode considerar à prova de acidentes, intoxicações, chantagens, sabotagens, atos criminosos, desastres, incêndios, inundações, fraudes, denúncias, processos judiciais, violações de produtos, defeitos de fabricação operações de "recall", impactos de nova regulamentação ou greves, só para mencionar as situações mais óbvias?

Por isso, gerenciamento de crises, dadas as graves implicações, deve receber das empresas que atuam no Brasil o mesmo tratamento prioritário que seus pares no exterior dedicam ao tema. E um dos diferenciais indispensáveis para que as organizações brasileiras se equiparem plenamente às internacionais, principalmente em tempos de globalização. Esta, aliás, é a fórmula inteligente para garantir o investimento feito em uma marca e sua reputação que, embora intangíveis, são os principais patrimônios de uma corporação.

E muitíssimo mais barato desenvolver um programa de gerenciamento de crises do que administrar uma situação fora de controle. Num incidente real, tanto a direção quanto os talentos da empresa têm suas atenções desviadas para a eliminação do problema e a restauração da normalidade. E, para felicidade da concorrência, são obrigados a abandonar temporariamente a operação, até o controle da crise.

Agora, pense no enorme preço pago pela empresa após um desastre, em termos de prejuízos financeiros, imagem, recursos, credibilidade, oportunidades. Vale a pena? Claro que não.
O gerenciamento de crises classicamente se divide em duas etapas: a prevenção e a administração, quando e se vier a ocorrer.

O processo de prevenção inclui avaliação de riscos, revisão de pontos fracos da operação e identificação de problemas potenciais e das vulnerabilidades da organização. As crises geralmente dão sinais de que vão ocorrer. Por isso, a avaliação e a correção dos "calcanhares-de-aquiles" corporativos podem até evitar que aconteçam. As corporações mais bem-sucedidas são as que levam em conta os piores cenários. Para isso, preparam-se, com tempo e recursos, para enfrentá-los.

Treinamento e testes periódicos, com simulações, completam a estratégia. Por exemplo: é preciso saber identificar que uma crise está ocorrendo e determinar as ações enquanto ainda há tempo para isso. Diante de um incidente de fato, algumas organizações preferem varrê-lo para baixo do tapete. Deixam de corrigi-lo quando ainda está em proporções restritas e administráveis.

No processo de gerenciamento de crises, talvez o cuidado mais importante seja a manutenção de canais de comunicação com todos os públicos: empregados, clientes, autoridades, imprensa. Esse diálogo não pode ser inaugurado em tempos de crise, pois credibilidade não é uma conquista instantânea. O diálogo deve ser aberto e constante, pois, quando a organização se vê diante de uma crise, precisa contar com um amplo programa de relacionamento que garanta o conhecimento e a compreensão dos pontos de vista da empresa por todos os públicos.

Além de divulgar informações confirmadas em tempo hábil, é indispensável manter as autoridades informadas e coordenar esforços para evitar visões e versões conflitantes sobre o problema. O ideal é transmitir uma única mensagem, que tranqüilize o público através da sensação de perfeita integração e harmonia em relação às ações tomadas. E fazer com que as informações relevantes sobre a correção dos problemas sejam compartilhadas com todos.

Se ainda restam dúvidas sobre as claras vantagens de um programa de crise, podemos enumerar vários problemas que envolvem um produto adulterado ou prejudica a imagem da empresa, tais como;
1-Qual o futuro do produto adulterado?
2-Quanto se gastou e vai perder-se em pesquisa e desenvolvimento, marketing, posicionamento de marca, reputação e prestígio?
3-Até que ponto a própria marca/empresa, não irá pagar um preço até injusto pelo incidente?

Infelizmente, não é fácil responder a essas questões. Uma coisa é certa: um bom programa de gerenciamento de crise, se não puder eliminar, consegue minimizar significativamente o problema. Há inúmeros exemplos, em todos os campos de negócios, inclusive no Brasil, que provam claramente isso.
Fonte: O Estado de São Paulo e Gazeta Mercantil

CASOS QUE MAIS CHAMARAM A ATENÇÃO DA OPINIÃO PÚBLICA

JOHNSON& JOHNSON
Na década de 80, a empresa foi aos jornais americanos e informar que o analgésico.Tylenol havia sido adulterado por estranhos. À introdução de cianureto nas cápsulas de Tylenol causou a morte de sete pessoas em Chicago. Numa ação rápida, a companhia retirou todo o produto do mercado, o que provocou um prejuízo de US$100 milhões. Dois anos depois, a J&J recuperou a imagem do produto e voltou ao lucro.

MELBRÁS
A empresa teve prejuízo de US$1 milhão em 1991, quando foi interditada por cinco dias a produção e comercialização das balas Van MelIe, na época, suspeita de estar contaminada com cocaína. A população de Jundiaí (SP) chegou a pedir o fechamento da fábrica. O Centro de Vigilância Sanitária da Secretária de Estado da Saúde, depois de analisar a matéria-prima do produto, liberou a fabricação do confeito.

NESTLÉ
No início de 92, um chantagista ligou para a companhia suíça ameaçando envenenar seus produtos, iogurte Chambourcy, achocolatado Nescau e Farinha Láctea , no Brasil. A empresa denunciou o caso as autoridades e à população e perdeu vendas em torno de US$30 milhões. O caso foi resolvido, com a prisão do chantagista.

EXXON
Multada em US$ 5 bilhões por um júri em Anchorage, no Alaska (EUA), em 94, por ter provocado danos ambientais por causa do vazamento de óleo de um de seus petroleiros, a Exxon Corp. aqui no Brasil controla a subsidiária Esso, conseguiu refazer-se logo. Pelas leis naquele Estado, a multa poderia ter chegado a US$15 bilhões. Após o julgamento, as ações da empresa voltaram a subir imediatamente.

UNION CARBIDE
O vazamento de 25 toneladas de gás isocianato de metila da fábrica da empresa em Bhopal, na Índia, em dezembro de 1984, provocou a morte de 2,5 mil pessoas. A tragédia lhe custou US$ 300 milhões em perdas com a desvalorização de suas ações nas bolsas, além da indenização aos familiares das vítimas. A companhia contratou especialistas em administração de crises para tentar explicar por que ocorreu o acidente, ainda hoje lembrado como um dos piores da indústria química.

GINI
Acusada de ter palmitos que provocaram botulismo em consumidores, a Gini perdeu US$4 milhões no início do ano passado. Seus produtos foram devolvidos pelas redes de supermercados e outros comerciantes. Nada foi provado até hoje. A empresa, no entanto, reformulou sua embalagem e retornou ao mercado.

TAM
Em outubro de 96, uma aeronave Fokker 100 demorou apenas 65 segundos para manchar a imagem de vencedora da companhia do comandante Rolim Amaro. Problemas mecânicos com o avião provocaram um dos maiores acidentes da viação aérea brasileira, matando 99 pessoas que partiam do Aeroporto de Congonhas (SP) para o Rio de Janeiro. No ano seguinte, a TAM foi eleita a melhor empresa do ano pela publicação Melhores e Maiores, da revista Exame, sob protestos dos parentes das vítimas.

SCHERING
Em Junho de 1998, o laboratório Schering do Brasil, que produziu pílulas de farinha na embalagem de anticoncepcionais, é um bom exemplo de como a demora na comunicação com o público pode ser danosa. Depois da denúncia, a empresa ficou 15 dias com a produção paralisada e agora recebeu autorização para vender apenas parte de sua linha de medicamentos.
A empresa teve que desembolsar mais de US$ 1 milhão em poucos dias para colocar no ar uma campanha de emergência de esclarecimento público, veiculada em todo País.
Cerca de 200 mulheres em todo o Brasil entraram com ações contra o laboratório por gravidez indesejada enquanto faziam uso do medicamento.
Fonte: O Estado de São Paulo e Gazeta Mercantil

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sexta-feira, julho 14, 2006

Encontrada bomba da 2º Guerra em Berlim



Uma bomba britânica da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), pesando de 500 quilos e encontrada durante as obras que estão sendo feitas na avenida Unter den Linden no centro de Berlim, foi detonada na noite de quinta-feira, 9 de dezembro de 2005 pela polícia.

Agentes de segurança isolaram a avenida Unter den Linden entre a Staatsoper, uma das três óperas de Berlim, e a universidade Humboldt por razões de segurança, o que gerou um caos no trânsito do centro da cidade.

A universidade, o hotel Unter den Linden, o mercado do Natal e os edifícios da área foram desalojados. Os cantores da ópera tiveram que adiar o ensaio geral para a estréia da peça de "Boris Godunov" de Modest Mussorgsky, uma das obras-primas do repertório russo.

Os achados de bombas da Segunda Guerra Mundial são relativamente freqüentes na Alemanha.

A polícia berlinense calcula que ainda restam enterradas mil bombas sem explodir, que costumam ser descobertas quando são feitas obras.

Segundo o jornal "Bild Zeitung", os bombeiros desenterraram, desde 1947 em Berlim, 1,8 milhão de materiais explosivos de todo tipo, no total de 10,5 mil toneladas.

Entre 1942 a 1945, os aliados jogaram 440.000 bombas sobre Berlim e em média 5% das bombas falharam (não explodiram).

Folha Online - 09/12/2005

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A vida por um fio


Na América do Sul é comum o transporte de trabalhadores em caminhões. Em caso de desastre o número de fatalidades é elevado. No Brasil é proibido transportar trabalhadores/pessoas em caminhões, mas a fiscalização é deficiente ou faz de conta que não vê.

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quinta-feira, julho 13, 2006

Equipamentos e Viaturas de Incêndio/Emergência

A Comatra empresa especializada no mercado de veículos e equipamentos de combate a incêndio, busca, salvamento e resgate. Nos últimos anos passou a desenvolver projetos de transformação de veículos para a área de emergências médicas.
http://www.comatra.com.br/

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terça-feira, julho 11, 2006

Acidente decepa mão de trabalhador

Na madrugada da terça-feira, 24 de maio de 2005, o ajudante de produção, Willians Ferreira de Alencar, teve sua mão direita decepada quando alimentava uma prensa excêntrica de fricção de forjar peças a quente, na Metalúrgica Onix S.A., localizada em Cotia.

Causa
A luva utilizada pelo trabalhador enroscou no pino guia da ferramenta e Willians foi atingido pelo martelo da prensa.

EPI inadequado
Segundo o boletim de ocorrência 013/2005, o trabalhador utilizava uma luva de outro colega, maior que sua mão, pois a empresa não oferece Equipamentos de Proteção Individual (EPI) adequados.

Não recebeu treinamento
Outro problema é que o trabalhador não recebeu treinamento para desempenhar a função de operador de prensa, segundo a irmã da vítima, Irani Ferreira de Alencar, que registrou o boletim na 1ª Delegacia de Polícia de Investigações sobre infrações contra organização sindical e acidentes do trabalho.

Histórico de acidentes na empresa
Esse é o segundo acidente na empresa em menos de um ano. Em 17 de novembro de 2004, outro trabalhador teve quatro dedos de uma das mãos decepados por outra prensa. Diante disso, os trabalhadores da empresa realizaram um protesto, contra a precarização e a falta de segurança no ambiente de trabalho.

Interdição e inquérito
Depois de ser comunicada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região, a seção do Ministério do Trabalho, localizada em Cotia, fiscalizou a empresa e interditou a prensa até a chegada da Polícia Técnica.

Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região - Osasco, 3 de junho de 2005

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segunda-feira, julho 10, 2006

Segurança e manuseio de cilindros

Cilindros contendo gases comprimidos necessitam de alguns cuidados em sua utilização, com o intuito de evitar acidentes. As informações e sugestões, relacionadas, não requerem ações especiais, proporcionam uma margem extra de segurança aos usuários em geral deste tipo de produto.

Recebimento:
1 - Certifique-se do conteúdo do cilindro, antes de colocá-lo em operação, através dos indicadores visuais que acompanham cada cilindro:

a) Rótulo de colarinho, onde são descritos: nome do gás, pureza do gás, simbologia de risco, número da ONU e conexão ABNT.
b) Rótulo de corpo ou de gravata, com as informações básicas necessárias ao correto manuseio do gás.
c) Verifique se o lacre não está violado.

2 - Solicite a folha de dados de segurança do produto para obter maiores informações sobre os possíveis riscos de sua utilização.

Teste de Vazamento:
Certifique-se, com a utilização de solução adequada, nas conexões de entrada e saída, na válvula do cilindro e nos reguladores de pressão, quanto a possíveis vazamentos. Em função da pureza e do tipo de gás, diversos testes podem ser feitos, desde a detecção por bolhas até o uso de espectrômetros de hélio.

Armazenagem:
1. Acondicione os cilindros separados por tipo de gás.
2. Mantenha-os com seus capacetes, em posição compacta e amarrados com correntes.
3. Separe os cilindros contendo combustíveis (ex.: hidrogênio, acetileno) dos cilindros contendo oxidantes (ex.: oxigênio) à distância mínima de oito metros.
4. Mantenha os cilindros cheios separados dos vazios.
5. Não remova os sinais de identificação dos cilindros (rótulos, adesivos, etiquetas, marcas de fabricação e testes).
6. Não fume na área de armazenamento.
7. Não permita o manuseio dos cilindros por pessoal sem prática.
8. Em áreas internas, mantenha os cilindros longe de fontes de calor e ignição, passagens ou aparelhos de ar-condicionado. Evite guardá-los no subsolo.
9. Em áreas externas, mantenha os cilindros em local arejado, coberto e seco, longe de fontes de calor e ignição.
10. Mantenha equipamentos de segurança próximos da área de estocagem.

Manuseio de Cilindros:
1. Use luvas protetoras, calçados de segurança com biqueiras de aço e óculos de segurança.
2. Mantenha o capacete protetor da válvula atarraxado quando não estiver em operação.
3. Não movimente um cilindro sem seu capacete.
4. Utilize carrinhos com correntes que permitam prender os cilindros durante o transporte.
5. Não jogue um cilindro contra outro(s).
6. Não derrube o cilindro no chão ou permita que tal ocorra.
7. Não utilize os cilindros para outros fins que não o de conter gás.
8. Não transfira gás de um cilindro para outro.
9. Não permita contato da válvula do cilindro com óleo, graxa ou agentes químicos, principalmente se o cilindro contiver oxigênio ou outros gases oxidantes.
10. Não abra a válvula do cilindro sem antes identificar o gás que contém.

Utilização do Conteúdo:
1. Mantenha o cilindro acorrentado durante sua utilização.
2. Utilize regulador automático de pressão compatível com as características físico-químicas do produto.
3. Abra a válvula devagar até o fim do curso.
4. Não sobreaperte conexões: em caso de persistir o vazamento, é melhor desatarraxar a conexão limpando as roscas antes do reaperto.
5. Use equipamento de proteção individual, como óculos e viseiras.
6. Não aumente a pressão interna do cilindro por aquecimento.
7. Mantenha a válvula do cilindro fechada quando não estiver em uso.

Fonte: White Martins – 10/07/2006

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sábado, julho 08, 2006

Jato de dióxido de carbono substitui jateamento de areia


O dióxido de carbono é um gás inofensivo, com várias aplicações na indústria. A população em geral tem mais contato com o CO2 em extintores de incêndio. Agora pesquisadores alemães desenvolveram um novo equipamento que está dando ao dióxido de carbono uma utilização inusitada: a limpeza de peças e equipamentos.

A grande vantagem dos extintores de incêndio de CO2 é que eles podem ser utilizados em qualquer tipo de material, inclusive equipamentos eletrônicos, que seriam fatalmente destruídos por pós químicos ou água. Essa capacidade de fazer o trabalho sem deixar resíduo é a propriedade sendo explorada pelos engenheiros do Fraunhofer Institute (Alemanha).

Um jato fino de CO2 sai em baixíssima temperatura e alta velocidade de um fino bocal, removendo contaminantes e sujeiras dos mais diversos tipos, sem danificar ou afetar a estrutura das peças. O aparelho, chamado de JetWorker, substitui o jateamento de areia, com a grande vantagem de não poluir e não ser prejudicial aos trabalhadores.

"A alma do limpador está em dois bicos especialmente projetados," explica Dieter Werner, coordenador do projeto. "O efeito é criado quando o CO2 líquido é forçado através do orifício extremamente fino do bico, sob alta pressão. O jato é inserido em um segundo jato de nitrogênio ou de ar puro comprimido. Essa cobertura invisível direciona as partículas de gelo seco a velocidades próximas à velocidade do som."

O aparelho tem uma multiplicidade de usos possíveis, além de todos os casos normalmente tratados com o jateamento de areia, incluindo a limpeza de moldes, resíduos de solda, eliminação de fluxos e contaminantes metálicos em placas de circuito impresso e até mesmo na limpeza de lentes e equipamentos óticos.
Fonte: Inovação Tecnológica - 12/11/2003

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Caso Real –Rodovia dos Imigrantes

Em 04/05/2006, quinta-feira à tarde, na rodovia dos Imigrantes antes do pedágio, em um dos pórticos de sinalização e de informações existentes na rodovia, com altura de pelo menos 4,60 m, um funcionário no topo do pórtico efetuando manutenção em um dos equipamentos existentes no local, sem EPI, sem cinto de segurança, etc.
É muito difícil efetuar o equilíbrio entre o excesso de documentos oficiais recomendados onde todos os riscos são conhecidos e controlados (riscos virtuais) com a realidade física, onde está ocorrendo o risco real.
A empresa concessionária possui ISO 14.001 e outras certificações.
Augusto César

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OS (Ordem de serviço) e o frango

Na terça-feira, à noite, 23 de maio de 2006, fui ao supermercado próximo onde eu moro. Fui comprar pão e o funcionário estava atendendo uma cliente, pediu um frango assado. O funcionário não sabia como tirar o frango do espeto. A cliente explicou como tinha feito, e ele conseguiu tirar o frango do espeto e cortá-lo. Quando ele terminou de atender a cliente, veio atender‑me.

Perguntei para ele: Ninguém ensinou para você como tirar o frango do espeto e cortar? Não, sou novo aqui. Como chegou outro funcionário, que eu conheço, perguntei ; Você não deveria ensinar o funcionário recém contratado como trabalhar no local? Ele sorriu e disse-me: Oh doutor não tenho tempo.
Logicamente quando ele começou a trabalhador, quebrou a cara para aprender e está passando a experiência dele para o recém contratado.

Isso lembra um acidente grave que ocorreu numa fábrica de pneus no Japão, em que uma comissão de funcionários chegou a conclusão: Que os acidentes estão ocorrendo com maior freqüência com os operários mais novos, porque os operários mais antigos não estão tendo mais tempo de ensiná‑los, devido ao próprio sistema de produção e também devido à chegada da aposentadoria. A empresa vai perdendo a memória de conhecimento da experiência, pois hoje, ela está mais preocupada em produzir e atender pedidos, esquece de dar treinamento adequado utilizando os operários mais experientes.

A empresa não percebe que o acidente é um fato passado, que deve ser registrado, transmitido e sugerir que acidentes similares podem ser prevenidos no futuro. Mas isso não acontece na prática, tais acidentes se repetem após um período de tempo. As pessoas mudam e as lições são esquecidas.

Lembra muito, quando o bebê está aprendendo a engatinhar, tudo para ele é novidade, é o Indiana Jones a procura de aventura e perigo. São os pais que vão emitir verbalmente um Procedimento Seguro (PS) para o bebê, o que é proibido ou não, utilizar um DPI (dispositivo de proteção individual) ou um EPC (equipamento de proteção coletiva para residência) ou delimitar uma área para brincar (zona de risco). Não fazemos isso com os operários.
Augusto César

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EPI para área Agrícola e Florestal

A Tecmater é empresa especializada em Equipamentos de Proteção Individual para trabalhadores da área florestal, madeireira, manutenção de jardins e área agrícola.
Ela possui uma gama de soluções de Equipamentos de Proteção Individual para motosserristas, roçadores, madeireiros, cortadores de cana, agricultores e outros.
Site
http://www.tecmater.com.br/empresa_historico.asp

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quarta-feira, julho 05, 2006

Acidentes com rede elétrica

Alerta sobre risco de acidentes com rede elétrica

A escalada de acidentes decorrentes do contato inadequado com a rede alcança níveis preocupantes. Nos últimos dois anos, a CPFL registrou pelo menos um acidente elétrico grave por mês tendo terceiros como vítimas. Do total, 60% dos acidentes resultaram em lesões corporais graves e 40% em fatais. A maioria dos casos foi motivada pela imprudência e negligência das pessoas no trato com a rede elétrica.

SÃO EXEMPLOS DE IRREGULARIDADES:
• Redes e linhas de distribuição, tanto da Concessionária como particulares, que tenham as distâncias mínimas (estabelecidas em normas técnicas da empresa) invadidas por edificações em construção ou em reforma, pintura e limpeza, localizadas próximas, sobre ou sob estas redes;
• Instalações que, por estarem próximas ou desrespeitando as distâncias mínimas de segurança, oferecem riscos de acidentes de origem elétrica: marquises, sacadas, platibandas, placas e painéis, luminosos, andaimes fixos e móveis, plataformas de proteção e contenção, escadas, cordas de segurança.

OPERAÇÕES PRÓXIMAS À REDE ELÉTRICA
Indivíduos que exercem atividades profissionais mais propensas ao contato com a rede elétrica, como pintores, instaladores de antena e outdoor, pedreiros, podadores de árvores e calheiros, devem ficar atentos às normas básicas de segurança:

NA ÁREA RURAL
• Nas áreas rurais deverá ser sempre respeitada a faixa de segurança sob as linhas aéreas de energia elétrica . Esta faixa é, de um modo em geral, de dez metros de largura ou cinco de cada lado do eixo da linha.
• Edificações, placas e painéis também não devem invadir a faixa de segurança.

NA CONSTRUÇÃO CIVIL
• Antes de construir ou executar reformas em prédios e outras instalações, próximas da rede elétrica, deve ser verificado se não há situações perigosas por perto. ENCOSTAR OU APROXIMAR ANDAIMES, ESCADAS, BARRAS DE FERRO OU OUTROS MATERIAIS NOS FIOS ELÉTRICOS PODE SER MORTAL (VIDE A FOTOGRAFIA). Em situações que podem oferecer riscos, deve ser sempre consultada a Concessionária para verificar se é possível desligar temporariamente a rede ou isolá-la com materiais especiais.
• Vale lembrar: é expressamente proibido a construção de currais, depósitos, açudes e piscinas dentro da faixa de segurança definida para linhas aéreas instaladas em localidades rurais.

NA INSTALAÇÃO DE LETREIROS E PLACAS
• Respeitar sempre distâncias seguras da rede elétrica, não permitindo que letreiros, placas e lambris fiquem encostados na mesma.

NA INSTALAÇÃO DE ANTENAS DE TV
• Quando houver rede elétrica nas proximidades, a instalação de antena deve ser efetuada por profissional qualificado e experiente.
• Nunca instale a antena próxima a pára-raios, nem interligue o cabo da antena aos condutores elétricos do mesmo.
• Jamais arremesse o cabo utilizado para ligações de antenas sobre a rede elétrica, mesmo que este seja encapado, pois a capacidade de isolamento do cabo não é suficiente para evitar a passagem da eletricidade existente nas redes elétricas.
• Marquises de edifícios comerciais ou residências, jamais devem servir para instalação de antenas devido a proximidade das redes elétricas.

Fonte: CPFL - Comunicação Empresarial

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Eletrocutado na Colombia



A vítima trabalhava em uma empresa de manutenção em uma grande cidade na Colômbia. Quando ele empurrava o andaime de estrutura metálica móvel (tipo torre), para outro local, ele não notou a fiação elétrica aérea e o andaime tocou na fiação e resultou na sua eletrocussão. Ele morreu instantaneamente na frente de muitas pessoas
Fonte: Ogrish - November 06, 2005

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domingo, julho 02, 2006

Choque elétrico

O choque elétrico é a passagem de uma corrente elétrica através do corpo, utilizando-o como um condutor. Choques de baixa voltagem causam leves desconfortos, mas em alta voltagem resulta em morte instantânea por fibrilação cardíaca ou, nos casos em que sobrevive, resulta em uma queimadura elétrica.

Queimaduras elétricas
As queimaduras elétricas geralmente são mais graves do que aparentam, mesmo aquelas em que o paciente procura ajuda especializada pessoalmente.

O corpo, no choque elétrico, serve como condutor da energia e ao mesmo tempo de resistência elétrica, causando os danos ao organismo.

A queimadura é uma lesão térmica do organismo, cuja gravidade é diretamente proporcional a sua extensão e a sua profundidade.

Extensão da queimadura
Com relação a sua extensão, calcula-se a área de superfície corporal queimada (SCQ) através da regra dos noves. Nesta regra, cada braço tem 9% da SCQ, a cabeça outros 9%, tórax 9%, abdome 9%, dorso 18%, coxas 9% e pernas 9%, totalizando 99%. O 1% restante é o pescoço. Para áreas pequenas, usa-se uma comparação da área queimada com a palma da mão do queimado: equivale a 1% da SCQ.

Queimaduras de segundo grau até 10% da superfície corporal geralmente podem ser tratadas ambulatorialmente, desde que não sejam em mãos, face ou articulações e não estejam complicadas com infecção.
As queimaduras maiores devem ser tratadas em Centros de Tratamentos de Queimados, com risco elevado de vida conforme aumenta a área afetada.

Profundidade da queimadura
As queimaduras são classificadas em três graus, conforme sua profundidade.

Queimadura de Primeiro Grau
queimadura superficial, não cria bolhas. Como exemplo temos a queimadura do sol.

Queimadura de Segundo Grau
queimadura mais profunda, causa bolhas e é muito dolorosa.

Queimadura de Terceiro Grau
queimadura tão profunda que atinge os músculos e ossos. Os tecidos ficam negros e sem vida, não há dor por que as terminações nervosas responsáveis pela sensibilidade à dor foram também queimadas.
Obs: No caso do roubo de cabo elétrico, o homem foi eletrocutado e teve queimadura de terceiro grau (tecidos necrosados)
Fonte: Wikipédia.

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Eletrocutado - Roubo de cabo elétrico


Homem foi eletrocutado tentando roubar cabo elétrico energizado

Estas fotos mostram um homem que foi eletrocutado na África do Sul tentando roubar cabo elétrico em poste. Muito provável ele recebeu o choque fatal quando estava cortando o cabo elétrico com uma serra de metal.
Fonte: Ogrish – june 13, 2006.

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