Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

sexta-feira, abril 14, 2006

Furgão à gás explode


Adulterado, furgão a gás explode e fere 2 em SP

O acidente ocorreu às 22h25, 18 de dezembro de 2001, no posto de gasolina da Avenida Giovanni Gronchi, 6.775, no Campo Limpo, zona sul de São Paulo. O gerente do posto, responsabilizou o motorista da camionete pelo acidente. De acordo com seu relato, depois de abastecer a Fiorino de placas BOY-1788, de São Paulo, com gás natural, ele fez uma transferência do combustível para o botijão de gás que estava na carroceria, quando ocorreu a explosão.

Danos materiais
A cobertura da carroceria foi lançada para longe. Uma peça lateral atingiu uma Ford Ranger e abriu-se um buraco na cobertura do posto.

Vítimas
O motorista, Tarcísio Inácio Cruz, que estava ao lado do botijão de gás, sofreu ferimentos nas pernas. Anderson ficou ferido na região dos olhos. O filho foi rapidamente medicado e liberado no Hospital das Clínicas. Tarcísio passou por uma cirurgia e estava em repouso no fim da tarde, sob efeito de medicamentos.

Válvula adulterada
O gerente do posto, acentuou que as vítimas tiveram "sorte". "Foi um milagre o que aconteceu aqui." Ele constatou que a válvula do cilindro de gás do furgão foi adulterada. Uma segunda peça estava conectada à original.

Investigação
Foi aberta investigação pelo delegado de polícia de plantão no 89º DP, Antonio Fernando Paparella. Será levado em conta o laudo pericial para se saber se houve falha do posto ou do proprietário do veículo.

Perícia
O técnico em gás natural Cláudio Torelli, gerente do Centro de Avaliação Técnica Automotiva, que fez uma verificação do furgão para o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro), destacou que não existe no Brasil registro de explosões com equipamentos originais para gás natural em veículos.

Equipamentos devem seguir especificações
Carros movidos a gás natural são considerados tão ou mais seguros quanto os que usam gasolina, desde que os equipamentos estejam instalados de forma correta e sigam as especificações necessárias. "Todos os componentes precisam ser adequados para trabalhar com a alta pressão do gás", explica o pesquisador Sílvio Figueiredo, do Instituto de Pesquisas Tecnológicas.
"Pessoas leigas não devem em hipótese nenhuma fazer modificações, pois o risco de acidentes é muito grande." O pesquisador explica que a pressão do gás veicular é de 200 atmosferas. Um botijão de gás, segundo ele, está preparado para comportar apenas 7 atmosferas. "O risco de problemas é maior na hora de abastecer."

Fonte: O Estado de São Paulo - 20 de dezembro de 2000

Print Friendly and PDF

posted by ACCA@2:19 PM